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Século Diário

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Lei de fiscalização do petróleo produzido no Estado já existe

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O Projeto de Lei 001/2013 protocolado na Assembleia Legislativa no dia 7 de janeiro último pela Mesa Diretora foi elaborado pelo presidente da Casa, Theodorico Ferraço (DEM), com a participação do filho, o senador Ricardo Ferraço (PMDB). O objetivo é instituir uma da Taxa de Controle, Monitoramento e Fiscalização dos Impactos Ambientais Locais da Exploração de Petróleo e Gás (TFIA) no Estado. Mas o Espírito Santo já tem uma legislação que prevê a cobrança. Embora esse tipo de cobrança pelos estados seja inconstitucional, já que é de competência do governo federal e a fiscalização da Agência Nacional do Petróleo (ANP), o governo do Estado encontrou uma maneira de fazer a cobrança por meio de uma lei antiga. A Lei 8.501, de 10 de maio de 2007, dispõe sobre o acompanhamento e a fiscalização, pelo Estado, das compensações e das participações financeiras previstas no artigo 20, § 1º da Constituição Federal de 1988, oriundas das concessões, permissões, cessões e de outras modalidades administrativas para a exploração de recursos hídricos e minerais, inclusive petróleo e gás natural, e outros recursos naturais. Em seu capítulo IV, a lei aprovada pela Assembleia e sancionada pelo então governador Paulo Hartung (PMDB) trata especificamente das participações governamentais pela exploração de petróleo e gás natural. As empresas concessionárias deverão recolher as devidas participações ou compensações financeiras, observando-se, subsidiariamente, a legislação federal específica. A proposta protocolada em janeiro passado se baseia na necessidade de se proteger a economia de estados e municípios produtores em caso de acidentes ambientais. O projeto lembra o caráter constitucional da competência do Estado em legislar sobre conservação ambiental e estabelece à Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Seama) o controle e a fiscalização das atividades de exploração geradoras de degradação ambiental. O valor da TFIA corresponde a dois Valores de Referência do Tesouro Estadual (VRTEs) por barril ou unidade equivalente de petróleo ou gás extraído. Esse item pode tornar inconstitucional o projeto, já que a lei taxaria a comercialização e transporte, o que fere a legislação federal. Independentemente da insegurança jurídica, o projeto deve ser vetado pelo governador Renato Casagrande, caso aprovado na Assembleia. A exemplo do Rio de Janeiro, que aprovou projeto semelhante, o governador não deve sancionar a matéria para não ir de encontro às movimentações em Brasília pela manutenção do veto da presidente Dilma Rousseff, ao projeto aprovado no Congresso para a nova partilha dos royalties  

10/02/2013 / 0 Comments
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A queda do Ipad

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  Não estou prenunciando o declínio ou desuso desse que é atualmente o objeto dos desejos de dez entre dez… Tranquilizem-se todos, que as vendas continuam em alta, filhos e pais continuam exigindo, namorados continuam presenteando, e a empresa continua faturando horrores. Falo do meu Ipad, que imitando a lendária Vaca Vitória,  caiu no buraco. Acabou a história? Absolutamente!    A queda do Ipad foi estrondosa – toda a família sentiu, dando origem aos debates, palpites, previsões e sugestões habituais em toda tragédia, seja ela familiar ou universal. O incidente: o novo Ipad, nem tão novo assim, foi posto no alto do armário da cozinha, ninguém sabe por quem ou porquê, visto que muitos são os usuários. Talvez um deles quisesse exclusividade, e tenha achado que, escondido lá no alto, ninguém mais o encontraria.   O culpado  não sabia ou esqueceu que, nos armários modernos pré-fabricados, fica sempre um pequeno vão entre o móvel e a parede… do tamanho de um Ipad. Inicia-se então a Fase Detetive, ou seja,  descobrir o culpado. Que graças a Deus, como diria  Ari Barroso, não revelou ninguém. Após mútuas e inúteis acusações, comprovando a teoria de que filho feio não tem pai, nada se concluiu, e vamos sem mais delongas à Operação Resgate!   Que se inicia com a Fase Democrática, ou seja, analisar as ideias infalíveis que todos têm para retirá-lo do buraco. A opção mais votada é desmontar a parte do armário que retém o objeto, o que nos leva à Fase Matemática – o custo do conserto do armário x  o custo do Ipad.  Ou vale a pena quebrar o armário para retirar um objeto provavelmente já quebrado? Todos votam Sim, eu voto Não, e vamos à Operação Resgate  2 – Como retirá-lo do buraco sem desmontar o armário.   Uma câmera fotográfica é  requisitada e fotos abundantes são tiradas do objeto decaído. Transferidas para o computador, o flash permite ver perfeitamente o fundo do poço, onde, envolto em poeira, repousa o cobiçado brinquedinho. Ampliadas as fotos, não se vê rachaduras ou arranhões, mas a tela do Ipad é negra, e tal como o lado obscuro da lua, foto nenhuma pode nos mostrar o lado que bateu no chão duro e frio.   Mas como ninguém quer perder o Ipad,   ideias, opiniões, sugestões, técnicas e táticas infalíveis inundam as reuniões familiares. Pena que, postas em prática, nenhuma se mostrou tão infalível como se pretendia. Acabou a história? Absolutamente! De vez em quando vem um do Walmart, ou do HomeDepot, ou do resolvetudo.com trazendo um instrumento para içar o Ipad e devolvê-lo sem mais delongas ao nosso convívio.   Corda com ímãs na ponta, que não aderiram a uma superfície tão lisa; corda com laços que não o enlaçaram; cordas com ventanas sugadoras que levantaram o Ipad 15 cm… e despencou outra vez; cabides transformados em anzóis e muitos etcéteras que nem merecem menção. A queda caiu no conhecimento de amigos e parentes, e todo dia aparece um com uma técnica, instrumento, ou ideia infalível… virou romaria. Desnecessário dizer, o Ipad continua no buraco, que nem a Vaca Vitória. E a cada tentativa frustrada, voltam todos à ideia mais votada… desmontar meu armário. Até quando?

09/02/2013 / 0 Comments
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A arca de Casagrande

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  Nas pretensões do governador Renato Casagrande, a arca armada para levá-lo à reeleição está em vias de receber o PSDB, como demonstra o ingresso em seu governo do ex-prefeito e ex-deputado federal Luiz Paulo Vellozo Lucas. Já há avanço nas conversas com o presidente do ninho tucano, o deputado federal César Colnago. É acreditar demais na capacidade de Casagrande de lidar com a classe política capixaba. Os demais partidos já estão de passagem na mão para embarcar na mesma arca. Será o governador o timoneiro para uma barca como essa diversificação de “animais” políticos, acostumados a se morder por conta de velhas diferenças políticas? Nesse meio, há tempo para tudo; concórdias, discórdias e até mesmo de saltar fora. E sem aviso prévio. Mas… Achar que essa barca vai navegar sempre em mar de almirante é de uma ingenuidade a toda prova. Mesmo que o momento seja o de Casagrande, como realmente  é agora. Mas certamente não o será amanhã.  Presentes Se for olhar quem está dentro dela, vai encontrar, na primeira classe, próximo ao governador Casagrande, o ex-governador Paulo Hartung (PMDB); o presidente da Assembléia, Theodorico Ferraço (DEM), e o senador Magno Malta (PR). Resistência Ferraço e PH, com certeza, com os seus aprontos. Já Magno pode entrar nessa primeira classe pelo seu tamanho político, mas dificilmente estará de corpo presente. A dele sempre foi a do eu sozinho, por conta de seu desalinhamento com as elites capixabas. Fim de papo Não há mais nenhuma possibilidade de o senador Magno Malta e o ex-prefeito de Vila Velha Neucimar Fraga permanecerem no mesmo partido. Malta ficará no PR, e Neucimar? Neucimar tem inúmeras propostas. Desde o PSB de Casagrande, passando pelo PV, pelo PTB, e até o PSD.   Disputa Neucimar, aliás, vai concorrer à Câmara dos Deputados e enfrentar na sua base o candidato do atual prefeito Rodney Miranda (DEM), o deputado estadual Hércules Silveira (PMDB). Na cola O ex-prefeito de Vitória João Coser (PT) não está sozinho como postulante à candidatura ao Senado. A atual senadora petista, Ana Rita Esgário, que faz um bom mandato, também quer e tem a preferência, exatamente por se encontrar dona do mandato.     “O meu objetivo é colocar no papel aquilo que vejo e aquilo que sinto da mais simples e melhor maneira.” Ernest Hemingway  

09/02/2013 / 0 Comments
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A culpa é de quem?

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Tanto no Senado quanto na Câmara dos Deputados, assim como na Assembleia Legislativa, as eleições dos presidentes desses poderes colocaram o foco de atenção no Parlamento em todas as suas instâncias. Os acordos políticos suplantaram o constrangimento em eleger um nome sob suspeita, colocando em risco suas reeleições. A condução de Renan Calheiros (PMDB-AL) à presidência do Senado desgastou a já complicada imagem daquela Casa. Em sua primeira aparição pública, Calheiros subiu a rampa do Congresso ao som de apupos. Essa conta acaba sendo cobrada dos parlamentares em geral. Afinal, se Calheiros é o presidente da Casa é porque foi eleito pelos colegas, que ignoraram as denúncias feitas pela Procuradoria Geral da República contra ele. A bancada capixaba votou fechada em Calheiros, sob a justificativa de que integram a base governista. Ao tomar a decisão, porém, aceitaram participar desse desgaste. Na Câmara, o voto secreto protegeu os deputados federais. Apesar de o PMDB achar que 80% dos petistas traíram o acordo firmado para eleger Henrique Eduardo Alves (RN), a bancada capixaba, que tinha inclusive candidata a deputada Rose de Freitas (PMDB), também preferiram compartilhar a vitória de Henrique Alves, que pode pesar na hora do voto em 2014. E o que dizer da eleição na Assembleia Legislativa. Os deputados, no dia da instalação dos trabalhos, na segunda-feira (4), traziam estampados nos rostos o risco que assumiram ao reeleger Theodorico Ferraço (DEM) para a presidência da Casa. A ordem agora é manter o presidente blindado, evitando que qualquer nova bomba caia em cima dele. Os “eleitores” de Ferraço sabem que os estilhaços podem sobrar para o plenário, que em peso estará disputando a eleição em 2014. Enquanto isso, o eleitor perde a cada dia mais confiança na classe política. E com que discurso os parlamentares vão abordar seus eleitores no ano que vem? Fica difícil convencer desse jeito.

09/02/2013 / 0 Comments
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Análise: ???Amor???

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As histórias de amor são um gênero chave para o cinema comercial. Entretanto, algumas se conformam com elementos menos comuns, sejam aspectos estéticos, técnicas de imagens ou mesmo roteiros ou formas de contá-los.     Amor parte de uma premissa universal, mas vai de forma contrária à corrente pós-moderna do descartável que tudo digere em pouco tempo (segundo cientistas contemporâneos a “química” do amor não dura mais de três anos).    Anne (Emmanuelle Riva) e Georges (Jean-Louis Trintignant) são professores de música casados e aposentados há décadas que passam a vida em Paris. Contudo, o tempo continua a passar e apaga os momentos presentes até alcançar Anne que desenvolve uma paralisia cuja propagação se estende até a morte, enquanto seu marido faz de tudo para vê-la feliz.     Numa época racional e estética, o amor entre idosos não aparenta ter nenhuma relevância. Mas desta força surge o ponto débil de nossa época: um humanismo em baixa que escolhe os favorecidos pela maquiagem que põe e pelo poder que acarreta, mas o poder do amor reside justamente nesta falta de lógica, e requer muitas vezes uma relação de cuidado, de querer bem.     O tempo que tudo leva, se escorre pelos rasgos de memória, criando elipses que percorrem todo o filme, contrapondo-se assim às memórias sempre presentes de Georges, cujas histórias servem de alicerce para a sua amada.    Por outro lado, os planos-sequência, de simples gestos e olhares, cria um cotidiano que aos poucos se esvai. Este tempo estendido é a ampliação destes últimos momentos juntos, um instante dilatado onde só se percebe que o amor, assim como a beleza está nos pequenos detalhes, percebê-los é o que possibilita a ampliação desta força que une as relações.     Michael Haneke (Violência Gratuita) com seu estilo frio, consegue entrar na intimidade dos amantes e joga com situações limítrofes, provocando até onde pode chegar o amor entre duas pessoas, que vai além de aprovações sociais, moral, desejo e benefício próprio. Mostra assim que é justamente ao contrário: é na doação e no cuidado que reside a felicidade.     A estética do filme segue a realidade etária dos protagonistas: planos abertos e centralizados, bem longos, com cores frias cem qualquer preocupação com contrastes (buscando justamente esta fusão entre os que amam).    A música clássica tapa o vazio da existência que insiste em sair em algumas cenas, mas sem romper o elo entre os amantes e o tempo que aparece como o terceiro protagonista, materializando-se nos largos planos sem cortes.     O filme levou a Palma de Ouro em Cannes, o Globo de Ouro de Filme Estrangeiro e recebeu cinco indicações ao Oscar 2013: Melhor Filme, Filme Estrangeiro, Roteiro, Direção e Atriz.   Serviço Amor (Amour, Áustria/França/Alemanha, 2012, 127 minutos, 16 anos)  Cine Jardins – Shopping Jardins: Sala 1. 21h15. Cine Metropolis: 18h30.

09/02/2013 / 0 Comments
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Fafi e Náutico recebem os pequenos foliões

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  Os pequenos foliões podem preparar suas fantasias. As matinês de Carnaval da Escola de Teatro, Dança e Música Fafi e do Clube Náutico Brasil prometem animação total, deste domingo (10) a terça-feira (12). Além das tradicionais bandinhas, a programação está recheada de atividades bem ao gosto da garotada. A entrada é gratuita.   As matinês da Fafi acontecem das 15h às 19h. A folia será comandada pela Clows Banda e haverá também muitas diversões, como brincadeiras, show de palhaços e pintura de rosto. No Clube Náutico Brasil, as matinês acontecem das 16h às 20h, também com Clows Banda, palhaços e pintura de rosto.   Vale destacar que a presença de crianças e adolescentes em matinês de Carnaval é regulada por portaria da Vara da Infância e Juventude de Vitória. Cada criança deverá estar acompanhada dos pais ou responsáveis.   Serviço As matinês carnavalescas acontecem desta deste domingo (10) a terça-feira (12) na Fafi, das 15h às 19h, e no Clube Náutico Brasil, das 16h às 20h. Fafi: Avenida Jerônimo Monteiro, 656, Centro. Clube Náutico Brasil: Avenida Santo Antônio, 111, Santo Antônio. Entrada franca.

09/02/2013 / 0 Comments
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Juiz decreta quebra de sigilo bancário de acusados de desvios na Assembleia

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O juiz da 8ª Vara Criminal de Vitória, Ronaldo Domingues de Almeida, decretou a quebra do sigilo bancário do ex-deputado estadual Marcos Duarte Gazzani e da ex-servidora Rosilene Alves Gonçalves Perdigão. Eles são acusados de desvios de recursos públicos da Assembleia Legislativa. A medida atende a um pedido do Ministério Público Estadual (MPES), nos autos da ação penal (024070145529). Segundo a acusação, o ex-deputado e a ex-servidora teriam recebido supostos valores depositados em suas contas bancárias provenientes de repasses feitos para entidades, no escândalo que ficou conhecido como “Escândalo das Associações”, durante a chamada Era Gratz. “Nesse sentido, a quebra do sigilo bancário se mostra um instrumento imprescindível à averiguação dos crimes imputados, haja vista o modo por meio da qual os desvios eram, em tese, praticados”, justificou. O magistrado determinou ainda que o Banestes seja oficiado para que apresente informações sobre todos os depósitos e transferências bancárias entre os anos de 1999 a 2002 nas contas dos dois acusados, além das movimentações registradas nos caixas de duas agências em períodos específicos no ano de 2000. De acordo com a denúncia que originou a ação penal, teria havido um esquema supostamente montado na Assembleia Legislativa pelos acusados, em que  pagamentos destinados a entidades diversas teriam sido simulados, a partir de requerimentos feitos em nomes dessas entidades, solicitando ajuda para custeio de festas e eventos. Os requerimentos eram registrados no protocolo da Assembleia, de acordo ainda com a suposição do MPES, procedendo-se à emissão dos cheques, que teriam sido assinados pelo então presidente da Casa, deputado José Carlos Gratz, e pelo diretor André Nogueira. Porém, consta da denúncia do MPES que os valores dos cheques da Assembleia, destinados às associações, eram sacados ou depositados em contas de pessoas diversas. Os cheques eram emitidos em nome dessas pessoas. A audiência de instrução e julgamento do processo contra Gazzani e Rosilene foi marcada para o dia 4 de abril de 2013.

09/02/2013 / 0 Comments
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Candidatura de Campos pode alterar relação institucional entre ES e União

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Além das implicações eleitorais no palanque do governador Renato Casagrande, as movimentações do presidente nacional do PSB, o governador de Pernambuco Eduardo Campos na construção de um palanque socialista para disputar a Presidência da República em 2014, pode prejudicar a relação institucional entre Espírito Santo e governo federal. Em Brasília, o Estado luta contra perdas de recursos federais. Entre as batalhas que serão travadas este ano no Congresso Nacional está a luta dos estados produtores pela partilha dos royalties do petróleo, que os deputados dos estados não-produtores tentam derrubar no Congresso. A bancada de Pernambuco, assim como de todo o nordeste, é contra o veto da presidente Dilma Rousseff à partilha dos campos já licitados. Espírito Santo e Rio de Janeiro, os maiores prejudicados com a mudança das regras, tentam manter o veto presidencial no Congresso Nacional. Assim como na questão dos royalties, há outros conflitos que podem prejudicar o Espírito Santo. Os interesses políticos são muito distintos, e o objetivo de Campos em disputar a presidência da República pode atrapalhar as negociações do Estado (e muicípios capixabas)  com a União. O afastamento do PSB da base do governo Dilma Rousseff prejudica as movimentações do governo Casagrande na defesa dos interesses do Estado. No encontro de Dilma com os prefeitos eleitos em outubro passado, o prefeito da Serra, o socialista Audifax Barcelos, por exemplo, foi um dos que passaram o pires ministério por ministério. Com uma situação financeira periclitante no município, ele foi atrás de apoio federal para conseguir recuperar o poder de investimento da Serra. Em 2010, Audifax foi um dos deputados federais mais bem votados pelo PSB, mas a movimentação do partido agora pode atrapalhar sua atuação no município que tem o maior colégio eleitoral do Estado. A situação fica complicada na atuação da bancada também. Na eleição para a presidência da Câmara dos Deputados, por exemplo, Paulo Foletto (PSB) votou no candidato do partido, Júlio Delgado (PSB-MG), em vez da candidata do PMDB, Rose de Freitas, que aumentaria o poder de fogo do Estado, caso a deputada conseguisse se eleger para a presidência da Câmara.  

09/02/2013 / 0 Comments
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OIT ressalta que medidas adotadas no País não coíbem trabalho escravo

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A Organização Internacional do Trabalho (OIT) preparou um relatório que enfatiza que as sanções aplicadas e pelos países da América Latina – incluindo o Brasil – aos empregadores que exploram mão de obra análoga à  escrava não são suficientes para coibir a prática.   O relatório deve ser apresentado em uma reunião ainda no mês de fevereiro em Genebra, na Suíça. A discussão nessa reunião deve girar em torno das possíveis medidas complementares a serem aplicadas à Convenções 29, que trata do trabalho forçado, e da 105, sobre a abolição da exploração.    Atualmente o empregador flagrado explorando mão de obra análoga à escrava tem de pagar multa, os salários atrasados aos trabalhadores, as indenizações para reparar os danos causados às vítimas e danos coletivos à sociedade. O Estado de São Paulo sancionou lei que estabelece que empresas e lojas que forem flagradas explorando direta ou indiretamente mão de obra análoga à escrava vão ser fechadas por dez anos. A lei também pune as empresas que se beneficiam da terceirização, por considerar que toda a cadeia produtiva tem responsabilidade pelo crime.   No Espírito Santo, no entanto, não há legislação específica com o objetivo de coibir a prática, por isso ano a ano aumentam os casos de empregadores explorando mão de obra.    Também tramita no Senado a Proposta de Emenda à Constitucional (PEC) N° 57ª/1999, conhecida como PEC do Trabalho Escravo que prevê a expropriação de terras urbanas e rurais onde for comprovada a exploração de mão de obra análoga à escrava para fins de reforma agrária. A matéria tramitou na Câmara dos Deputados com o número 548/2001 e depois de aprovada retornou ao Senado analisar uma mudança feita em 2004.   O Estado tem sete empregadores incluídos no Cadastro de Empregadores flagrados explorando mão de obra análoga à escrava do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) conhecido como Lista Suja.    Dos sete empregadores do Estado que constam da Lista Suja, dois tiveram o nome incluído no cadastro ainda em 2010 e permaneceram até a atualização mais recente, de 28 de dezembro de 2012. São eles Antônio Carlos Martin, conhecido como Toninho Mamão, que morreu em 2012 e foi denunciado pelo Ministério Público Federal no Estado (MPF-ES) em 2009, junto com o lavrador Nelson Pinheiro dos Santos, por aliciar trabalhadores e submeter 77 deles à condição análoga à de escravos numa lavoura de café na fazenda Nova Fronteira, em São Mateus (norte do Estado); e Peris Vieira de Gouvêa, da fazenda Jerusalém, em Alegre, no sul do Estado. É importante frisar que os nomes permanecem na lista até que sejam sanadas todas as irregularidades encontradas.    Além desses dois empregadores constam da Lista Suja Luiz Carlos Brioschi, da Fazenda Barra Seca, localizada em Jaguaré, no norte do Estado e Osmar Brioschi, da mesma fazenda, também continuam na Lista Suja, com 21 e 19 trabalhadores libertados respectivamente; do município de Marechal Floriano, na região serrana do Estado permanece o empregador Marcelo Krohling, do sítio Novo Mundo/Araponga, com 15 trabalhadores libertados; e a Bell Construções, empresa do ramo da construção civil de Vila Velha incluída por submeter 18 trabalhadores a condições degradantes em uma obra no mesmo município.    O Complexo Agroindustrial Pindobas, de propriedade do deputado federal Camilo Cola (PMDB) também está incluído na Lista Suja. Da fazenda Pindobas IV foram libertados 22 trabalhadores que atuavam no corte e tombamento de pinus.     

09/02/2013 / 0 Comments
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Troca de Locutor por Gildevan mantém inerte Meio Ambiente da Ales

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Na última semana, a primeira de trabalho para os deputados estaduais do Estado, foram definidos os presidentes das comissões da Assembleia Legislativa (Ales). Na de Meio Ambiente, trocaram, como diz o ditado, seis por meia dúzia. Saiu Sandro Locutor e entrou Gildevan Fernandes – ambos do PV, que, ao menos em nosso Estado, tem mais verde no nome do que nas ações.   A atuação de Locutor na presidência da comissão foi, no mínimo, pífia. O deputado começou a legislatura prometendo muito: audiências públicas, discussão sobre as empresas poluidoras, participação da sociedade civil. O que marcou a sua gestão à frente do Meio Ambiente da Ales foi a inoperância em relação aos grandes temas do Estado.   Na gestão de Locutor, no fundo, a Comissão quis mais evitar entrar em rota de colisão com as grandes poluidoras, principalmente em tempos de eleição, quando a maioria dos políticos prefere não se indispor com empresas que podem, num futuro próximo, financiar suas campanhas. Nas eleições de 2012, para se ter uma noção, o deputado recebeu R$ 12 mil da ArcelorMittal para sua campanha a prefeito de Cariacica.    Assim, com a indicação do também “verde” Gildevan Fernandes, que além de tudo tem problemas na Justiça por ser acusado de abuso sexual no município de Pinheiros (norte do Estado), nada deve mudar no comando da comissão. A opinião é compartilhada por movimentos e entidades Estado afora, que, apesar de tudo, cobram uma atuação mais incisiva da comissão.   É o caso da Associação dos Amigos da Praia de Camburi (AAPC), por exemplo. Para a entidade, o que falta é rigor para a comissão. “O meio ambiente já perdeu demais, e a esperança é que isso finalmente mude”, afirma um dos representantes. Na opinião da entidade, a palavra que define a última gestão da comissão é “estagnação”.    O movimento Pó Preto acompanha a opinião. Um integrante conta que, apesar de o movimento sempre ter sido recebido pela comissão na época de Locutor, pouco foi feito, a não ser atender aos pedidos de transmissão de informações a órgãos estaduais. “O que me parece é que eles só fazem maquiagem para dizer que são da comissão. Esperamos uma atuação mais proativa do novo presidente”, afirma.   Da mesma forma, a Associação Capixaba de Meio Ambiente (Acapema) critica e muito a última gestão. “De verde, só tem o nome”, ralha um dos representantes. Para a entidade, não houve nenhuma preocupação da comissão em relação às questões do meio ambiente. “Só fazem coisas para inglês ver, não participam nem de audiências públicas sobre empreendimentos”, afirma.   A cobrança da entidade é que o Estado tenha uma política realmente séria em relação ao meio ambiente. “Não vemos a Assembleia procurando as comunidades, por exemplo. Qualquer empreendimento passa despercebido”.

09/02/2013 / 0 Comments
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