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Século Diário

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Mais homenagens: Rubem Braga ganha selo e carimbo postais

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  Uma solenidade na Biblioteca Pública Estadual (BPES) promoveu o lançamento do selo e carimbo postais em comemoração ao centenário de Rubem Braga. O evento, realizado nessa quarta (6), reuniu autoridades, parentes e admiradores do grande e reconhecido cronista capixaba. As duas peças comemorativas foram criadas a partir da parceria entre a Prefeitura Municipal de Cachoeiro de Itapemirim e os Correios.    O selo comemorativo é composto por duas imagens distintas separadas por uma linha picotada. No fundo da primeira imagem é possível visualizar a Bandeira Nacional tremulando e, à frente, um ipê amarelo, árvore cuja flor é considerada símbolo nacional.    A segunda imagem traz um dos símbolos de Cachoeiro de Itapemirim: a pedra do Itabira. Em primeiro plano, traz impressa fotografia de Rubem Braga. Já o carimbo postal imprime traços fortes que compõem o rosto do homenageado. A arte das duas peças foi desenvolvida pela sobrinha do escritor, a artista plástica Raquel Braga.   Foram produzidas 1.000 folhas de selos, totalizando 12 mil unidades, que serão entregues à Prefeitura de Cachoeiro de Itapemirim para que faça a devida distribuição. O carimbo ficará por 30 dias na Agência Filatélica, localizada na Agência Central dos Correios, em Vitória, onde será usado nas correspondências.    Posteriormente, segue para a Agência Central de Vendas a Distância dos Correios, no Rio de Janeiro, ficando à disposição dos marcofilistas (colecionadores de carimbos) do Brasil e do mundo por 120 dias. Por fim, o carimbo vai para Brasília, onde irá perpetuar a marca no Museu dos Correios.   Segundo o assessor técnico dos Correios, José Vicente Santolini Ferreira, por meio dessa homenagem, a imagem desse importante escritor será eternizada e propagada pelo Brasil e pelo mundo. “É uma satisfação para os Correios fazer parte das comemorações do centenário de Rubem Braga, capixaba que foi um dos maiores cronistas brasileiros”, afirmou.    Durante o lançamento, as autoridades presentes e a senhora Ana Graça Braga de Abreu – irmã do homenageado – realizaram os primeiros usos do carimbo comemorativo. Também prestigiaram o evento a secretária municipal de Cultura de Cachoeiro de Itapemirim, Joana D'Arck Caetano, a secretária municipal de Educação de Cachoeiro de Itapemirim, Cristiane Paris, e o deputado Estadual Marcos Mansur.   O lançamento faz parte das atividades em alusão ao centenário de Rubem Braga, que continuam durante todo o ano, com iniciativas do governo estadual e da prefeitura de Cachoeiro.   O secretário de Estado da Cultura, Maurício José da Silva, ressaltou que a homenagem é mais do que justa e integra o calendário comemorativo do centenário de Rubem Braga. “Trata-se de reconhecer e fazer circular a memória de um dos mais importantes artistas do Espírito Santo”, afirmou o secretário.    Para o prefeito de Cachoeiro de Itapemirim, Carlos Casteglione, o escritor homenageado soube, como nenhum outro, registrar o cotidiano da “Capital Secreta do Mundo”. “As crônicas de Rubem Braga, além do seu caráter universal, expressam o jeito de ser do cachoeirense”, disse o prefeito.

07/02/2013 / 0 Comments
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TJES realiza mutirão na tentativa de desafogar a Unidade de Atendimento Inicial

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O Tribunal de Justiça do Estado (TJES) realizou nesta quinta-feira (7) um mutirão de audiências para apresentar à Justiça adolescentes da Unidade de Atendimento Inicial (Unai), localizada em Maruípe, Vitória. A medida teve objetivo de dar celeridade ao julgamento dos adolescentes da unidade, que opera acima da capacidade.    As audiências foram realizadas no Fórum Criminal de Vitória e apreciou todos os processos dos adolescentes que ainda não haviam sido ouvidos pela autoridade judicial das Varas de Infância e Juventude dos municípios de Vitória, Vila Velha, Serra e Cariacica.     No mutirão dessa quarta-feira foram apresentados 36 adolescentes à Justiça, sendo que 19 foram liberados e 17 encaminhados à internação na Unidade de Internação Provisória (Unip). A superlotação da Unip, no entanto, pode fazer com que os adolescentes permaneçam na Unai até que sejam disponibilizadas as vagas.    A maioria dos adolescentes apresentados à Justiça no mutirão foram apreendidos por delitos como furto, roubo ou tráfico de drogas. A Unai não está adaptada para manter adolescentes, já que é unidade transitória, em que os adolescentes ficam pelo tempo em que aguardam pela apresentação à Justiça, que deve ser mínimo.    No local os adolescentes permanecem ociosos, sem atividade socioeducativa, já que muitos deles podem ser liberados após a apresentação.    A superlotação na unidade, no entanto, é um dos fatores que provoca tensão. As fugas são constantes na Unai, tendo a última delas ocorrido no dia 21 de janeiro deste ano. Dez adolescentes que aguardavam audiência pularam o muro e fugiram da unidade. Segundo informações de agentes socioeducativos que trabalham no local, a Unai, que tem capacidade para 68 adolescentes, estava com 138 no momento da fuga. Apenas 12 agentes socioeducativos estavam de plantão: um agente para mais de 11 jovens.   

07/02/2013 / 0 Comments
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Programação de Carnaval interdita vias do Centro de Vitória

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Os festejos do Carnaval 2013 já começaram e grande parte da programação da Prefeitura de Vitória será concentrada no Centro. Para organizar o trânsito no local, a Secretaria de Transportes, Trânsito e Infraestrutura Urbana (Setran) autorizou a interdição da rua Henrique Novaes a partir das 17h deste sábado (9) até as 7h da próxima quarta-feira (13).   O trecho da rua Barão de Itapemirim que fica entre as avenidas Princesa Isabel e Jerônimo Monteiro também ficará interditado a partir das 14h deste sábado (9) até as 7h da próxima quarta-feira (13).   Já a Avenida Jerônimo Monteiro e a Praça Costa Pereira ficam interditadas a partir das 17h deste sábado (9) até as 7h da próxima quarta-feira (13).   Os veículos que estiverem na região norte da cidade e forem passar pela avenida Vitória com destino à Vila Rubim seguirão pelas avenidas Vitória, Princesa Isabel, Governador Bley e Getúlio Vargas, onde o trânsito fluirá em duplo sentido de circulação (mão-dupla), no trecho entre a rua Gonçalves ledo até a frente da escadaria do Palácio Anchieta.   Já os veículos que estiverem na região norte da cidade e forem passar pela avenida Marechal Mascarenhas de Moraes (Beira-Mar) com destino à Vila Rubim deverão seguir pelas ruas Alda Maria Lyra Vicentini, Governador José Sette ou ainda pela rua Josué Prado, dobrando à esquerda na avenida Princesa Isabel.   Os motoristas que estiverem na Vila Rubim com destino à região norte da cidade deverão seguir pelas avenidas Getúlio Vargas e Marechal Mascarenhas de Moraes, seguindo itinerário normal. O acesso à Cidade Alta será feito pela rua General Osório e avenida República.   Durante o Carnaval, os semáforos que ficam na área da interdição funcionarão no modo piscante. Agentes da Guarda Civil Municipal farão intervenções no trânsito, de acordo com a necessidade.

07/02/2013 / 0 Comments
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MPE não vai indicar candidato à vaga em conselho nacional

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No meio de uma série de protestos em função dos desdobramentos da Operação Derrama, o Ministério Público Estadual (MPES) perdeu a oportunidade de indicar um membro para atuar no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). Nesta quinta-feira (7), o procurador-geral de Justiça, Eder Pontes da Silva, comunicou que nenhum membro da instituição se inscreveu para participar da escolha da lista tríplice da vaga no órgão de controle. De acordo com o comunicado publicado no Diário Oficial do Estado, o chefe da instituição cancelou as eleições marcadas para o próximo dia 22. Desde a criação do órgão de controle, em 2004, nenhum membro do MP capixaba fez parte do Conselho. As vagas são abertas a cada dois anos e fazem parte da “cota” dos MPs dos estados no plenário, cujas instituições estaduais têm direito a três das 14 vagas de conselheiros no biênio 2013/2015. Essa não é a primeira vez que a instituição abre mão de indicar membros para a disputa das vagas. Em 2009, o MPES também deixou de realizar a eleição entre seus membros por falta de candidatos. No ano de 2011, apenas dois promotores de Justiça do Estado participaram da disputa: Dilton Depes Tallon Neto, que obteve 208 votos, e Luis Augusto Suzano, com 151 votos. Os nomes dos promotores, porém, acabaram não sendo indicados pelo Senado Federal, que aprova os nomes dos candidatos que seguem para a escolha do presidente da República.  Uma comissão eleitoral chegou a ser designada para atuar no processo, que segue o mesmo rito de escolha para outros cargos do Ministério Público, como a chefia da Procuradoria-Geral de Justiça e o Conselho Superior do MP. De acordo com a Resolução nº001/13, que disciplinava a mal fadada disputa, os membros interessados deveriam ter mais de 35 anos de idade e 10 anos de carreira na instituição.

07/02/2013 / 0 Comments
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Olmir Castiglioni assume cadeira na Assembleia no próximo dia 19

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No próximo dia 19 o tucano Olmir Castiglioni assume a vaga de deputado estadual depois de uma batalha judicial pela vaga. No último dia 7 de janeiro, a presidência da Assembleia, ignorando o questionamento do tucano, deu posse ao ex-deputado Paulo Roberto (PMDB). Castiglioni requereu a vaga no Tribunal de Justiça e conseguiu uma liminar concedida pela desembargadora Elizabeth Lordes, no dia 17 de janeiro. Paulo Roberto ainda brigou pela vaga, impetrando um agravo regimental, que foi negado pelo relator do processo no Tribunal, desembargador Willian Couto. No dia 1º de fevereiro passado, o Tribunal julgou o mérito da questão e acabou com a polêmica sobre a ocupação da cadeira, que ficou vaga com a eleição de Rodney Miranda (DEM) para a prefeitura de Vila Velha. A vaga pertencia à coligação formada em 2010 para a disputa pela Assembleia entre os partidos PMN, PSDB, DEM e PPS. Paulo Roberto ficou na suplência à frente de Olmir. Na época ele disputou a vaga pelo PMN, mas migrou para o PMDB, o que lhe tirou a vaga. O Tribunal de Justiça seguiu o entendimento já pacificado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) de que a saída do partido caracteriza infidelidade partidária, acarretando em perda da vaga nas disputas proporcionais. Nos bastidores da batalha judicial havia uma queda de braço político sendo travada sobre a vaga. Paulo Roberto é ligado ao grupo do ex-governador Paulo Hartung e havia um interesse político em que ele ocupasse a vaga. A ideia teria sido encampada pelo presidente da Assembleia Theodorico Ferraço. Apesar de a legislação ser bem clara em relação à ocupação das vagas de suplente pertencer à coligação formada no momento da eleição, que apesar de desfeita assim que acaba o pleito, seus efeitos valerem por todo o mandato. Com a chegada de Olmir Castiglioni à Assembelia, o PSDB que em 2010 não fez nenhum deputado estadual, passa a ter dois parlamentares na Casa, ao lado de Marcos Mansur, que tomou posse no dia 7 de janeiro. O município de Colatina passará a ter três deputados estaduais, com Olmir, Josias Da Vitória (PDT) e Genivaldo Lievori (PT). Em outubro de 2012. Olmir foi reeleito vereador de Colatina, pela terceira vez. Na Assembleia Legislativa, Olmir pretende desenvolver um trabalho em defesa dos direitos dos trabalhadores das polícias Militar, Civil e Corpo de Bombeiros. Também quer atuar em favor do interior do Estado.

07/02/2013 / 0 Comments
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TJES confirma absolvição de oficial da PM acusado de interferência em ocorrência

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A 2ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado (TJES) confirmou, nessa terça-feira (5), a absolvição do coronel da reserva Júlio Cezar Costa, da Polícia Militar do Espírito Santo, em uma ação de improbidade por suposta interferência em favor de um amigo advogado durante abordagem policial, ocorrida em 2010. O episódio ganhou notoriedade após o “vazamento” – que ainda não teve as circunstâncias esclarecidas – de uma gravação do oficial para o Centro Integrado Operacional de Defesa Social (Ciodes). De acordo com o relator do recurso do Ministério Público Estadual (MPES), autor da ação, desembargador José Paulo Calmon Nogueira da Gama, o coronel não exigiu dos subordinados qualquer favorecimento ao advogado Johnny Estefano Ramos Lievori, um dos causídicos denunciados na Operação Naufrágio. Apesar de ter considerado o “excesso de palavras” por parte do oficial, o magistrado não vislumbrou a ocorrência de qualquer ato de improbidade. Nogueira da Gama relata que o coronel não exigiu que a verdade dos fatos fosse modificada, “pelo contrário, apenas determinou, de forma realmente inadequada, que um oficial da PM estivesse presente na ocorrência, tendo em vista os relatos do próprio autuado de que os praças agiam com abuso de poder”. O advogado havia sido flagrado em uma blitz policial de trânsito, logo após um jogo do Brasil na Copa do Mundo daquele ano. Inclusive, o causídico estaria assistindo ao jogo na casa do militar. Na esfera da Justiça militar, o episódio sequer foi alvo de denúncia após a Promotoria de Justiça Militar e o Conselho Superior do Ministério Público – órgão de segundo grau na instituição – reconhecerem a inocência do coronel Júlio Cezar. Apesar disso, o caso acabou migrando para a área cível após o ajuizamento de uma ação de improbidade por ação da Promotoria de Justiça Cível da Capital. No entanto, o coronel foi absolvido das acusações pelo juiz da 3ª Vara da Fazenda Pública Estadual de Vitória, Jorge Henrique Valle dos Santos. Na sentença prolatada em abril do ano passado, o magistrado considerou que “não houve o uso do seu cargo público para achacar os praças ou demais subalternos no sentido de conceder privilégios a terceiros”. O Ministério Público recorreu da sentença e novamente não logrou êxito. De acordo com o voto do desembargador, “somente após nova solicitação de intervenção, por não ter sido possível resolver a questão por intermédio da seccional capixaba da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-ES), é que coronel determinou ao capitão Roger que enviasse um oficial ao local para acompanhar a ocorrência policial, fato este, porém, que não impediu a lavratura do Boletim de Ocorrência, ou mesmo a confecção de quatro autos de infração de trânsito em desfavor do autuado supostamente beneficiado (o advogado)”.

07/02/2013 / 0 Comments
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Guarapari: eleição teve influência local e não estadual

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Há uma leitura equivocada circulando no mercado de que as lideranças políticas influenciaram o processo eleitoral de Guarapari. O resultado do pleito teria mostrado que o ex-governador Paulo Hartung e o senador Ricardo Ricardo Ferraço, ambos do PMDB, além do presidente da Assembleia Legislativa, Theodorico Ferraço (DEM), seriam os principais vitoriosos pela eleição de Orly Gomes (DEM). Por outro lado, o governador Renato Casagrande (PSB) e o senador Magno Malta (PR), que estiveram no palanque de Ricardo Conde (PSB), teriam saído derrotados da disputa. Mas o cenário político do município vai além dessa análise rasteira. Na verdade, não foram essas que definiram o processo, podem, sim, se beneficiar com o resultado da influência da grande liderança local, exercida pelo ex-prefeito Edson Magalhães (sem partido). Mesmo preso, Magalhães influenciou positivamente não só o palanque de Orly Gomes, seu aliado e ex-candidato a vice na disputa de outubro, como também no palanque do candidato da terceira via, Carlos Von (PSL), que circulou pelas duas eleições sem entrar em rota de colisão com o prefeito. A diferença entre os dois candidatos na eleição do último domingo (3) foi de cerca de 3%. A figura de Magalhães foi decisiva também para o baixo desempenho do candidato da oposição, Ricardo Conde (PSB). A alta rejeição do socialista é fruto do apoio da população ao ex-prefeito, que acabou penalizando a figura política que se colocava criticamente contra Magalhães. Em municípios com menos de 100 mil habitantes, como é o caso de Guarapari, a influência de lideranças locais é muito maior do que a das lideranças estaduais. A disputa de Guarapari foi um bom exercício para as apostas, mas o resultado da eleição extemporânea terá mais influência no capital das lideranças estaduais do que tiveram as estaduais no pleito. Circulando pelo município nesse período, os nomes em disputa no próximo ano podem ter conseguido angariar alguns votos, mas o pleito de Guarapari não terá uma influência no cenário eleitoral de 2014. Até porque o governador Renato Casagrande teve um desempenho forte na eleição de outubro, que garantirá sua musculatura para a disputa de 2014.

07/02/2013 / 0 Comments
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STJ nega pedido de liberdade a ex-prefeito de Piúma

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O Superior Tribunal de Justiça (STJ) voltou a negar, nesta quinta-feira (7), o pedido de liberdade aos ex-prefeitos presos, acusados de participação em fraudes na Operação Derrama. A ministra convocada Marilza Maynard decidiu a manutenção da prisão do ex-prefeito de Piúma, Valter Luiz Potratz. Esse é o sexto pedido dos acusados na Derrama negado em Brasília, entendimento semelhante ao adotado pelo desembargador Ronaldo Gonçalves de Sousa – que também negou as solicitações de relaxamento das prisões. Na decisão, a ministra convocada apontou que a manutenção das prisões “não parece ser desarrazoada”, como havia sinalizado, em duas oportunidades, o procurador-geral de Justiça, Eder Pontes da Silva. No final de janeiro, Maynard havia negado os pedidos de liberdade do ex-prefeito de Linhares, Guerino Zanon (PMDB) e do funcionário da prefeitura de Aracruz, Zamir Gomes Rosalino. Desde as prisões dos ex-prefeitos, no último dia 15, os ministros do STJ já negaram os pedidos de habeas corpus impetrados pelas defesas do ex-prefeito de Anchieta, Edival Petri (PMDB); dos empresários Cláudio Mucio Salazar Pinto e Cláudio Mucio Salazar Pinto Filho – sócios da empresa de consultoria CMS –; e do fiscal da renda da prefeitura de Aracruz, Lincon César Liuth. Tramitam ainda no STJ, outros quatro pedidos de liberdade para os ex-prefeitos Edson Magalhães (sem partido), de Guarapari; Ademar Devens (PMDB), Aracruz; Alcino Cardoso, Itapemirim; além do ex-procurador de Jaguaré, Solimarcos Gaigher. Mesmo com o ajuizamento de novos habeas corpus, a expectativa nos meios políticos e jurídicos é de que as próximas decisões mantenham o entendimento pela manutenção das prisões – contrariando o parecer de Eder Pontes à Justiça estadual. Dos 31 presos nas duas fases da operação policial, apenas a ex-prefeita de Itapemirim, Norma Ayub Alves (DEM) teve o pedido de liberdade concedido pelo Tribunal de Justiça, outros dois ex-prefeitos (Ananias Francisco Vieira, de Marataízes; e Moacyr Carone Assad, de Anchieta) tiveram concedida o regime de prisão domiciliar. Outros cinco ex-prefeitos continuam presos no Quartel de Maruípe, da Polícia Militar. Já as 14 pessoas com registro na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) também estão em prisão domiciliar. Já o restante dos envolvidos – entre empresários e ex-servidores das prefeituras investigadas – foram distribuídos pelo sistema prisional do Estado.

07/02/2013 / 0 Comments
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Envio de documentos provoca análise de mérito de acusações da Operação Derrama

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Depois de várias manifestações contra a permanência dos autos da Operação Derrama no Tribunal de Justiça do Estado (TJES), os documentos relacionados às investigações foram encaminhados para o Ministério Público Estadual (MPES). Além de encerrar as polêmicas sobre o assunto, a remessa deve inaugurar uma nova fase do processo: quando as acusações contra autoridades, entre elas, o atual presidente da Assembleia Legislativa, Theodorico Ferraço (DEM), deverão ser analisadas pelo procurador-geral de Justiça, Eder Pontes da Silva. Desde o início da segunda fase da Derrama – após a prisão de dez ex-prefeitos, no último dia 15 –, a principal expectativa nos meios políticos e jurídicos estava no posicionamento de Eder Pontes sobre o cerne das denúncias de fraudes na recuperação de créditos tributários. Medida que ganhou ainda mais importância dias depois com a prisão da ex-prefeita de Itapemirim, Norma Ayub Alves (DEM), mulher de Ferraço – que foi acusado pelo cunhado de ter sido o principal articulador do esquema com a empresa de consultoria CMS. A partir deste momento, os holofotes da mídia e da classe política se voltaram para Eder Pontes, que teria a missão de dar um parecer sobre as denúncias contra Ferraço – até então com a candidatura à reeleição para a chefia do Legislativo estadual entrando em risco. No entanto, o esperado parecer do procurador-geral de Justiça sobre a suposta participação do deputado não veio, fato que teria contribuído para a reeleição (unânime) do demista. Nos bastidores, chamou a atenção a participação de Eder Pontes na solenidade de abertura dos trabalhos da Assembleia Legislativa. O procurador-geral de Justiça foi a única autoridade entre as convidadas a participar do evento ao lado de Ferraço. A desconfiança se deve ao fato de o chefe do MPES ter se esquivado de analisar o mérito das acusações contra os ex-prefeitos e autoridades com foro privilegiado, casos dos deputados Ferraço e José Carlos Elias (PDT), ex-prefeitos de Linhares, além dos atuais prefeitos Rogério Feitani (Jaguaré) e Jander Nunes Vidal (Marataízes). Nas duas manifestações enviadas ao Judiciário, Eder Pontes se resumiu a analisar o pedido de soltura dos ex-prefeitos, fato que gerou protestos por entidades da sociedade civil que “lavaram” a fachada da instituição. Por duas vezes, o relator do inquérito policial, desembargador Ronaldo Gonçalves de Sousa, negou o pedido de liberdade de sete ex-prefeitos – apenas a prisão da mulher de Ferraço foi revogada. Nas duas ocasiões, o chefe do MPES criticou a falta de envio dos autos do processo – que envolve não só o inquérito, mas também provas e documentos apreendidos. No intervalo entre as duas manifestações, a atuação do procurador-geral de Justiça capixaba recebeu notas de apoio de entidades locais e nacionais ligados ao Ministério Público. Por outro lado, Eder Pontes foi alvo de críticas de setores do Poder Judiciário e da Polícia Civil. Os delegados do Núcleo de Repressão às Organizações Criminosas e à Corrupção (Nurocc), que conduziram as investigações, também rechaçaram as investidas do chefe do MPES na tentativa de desqualificar os seus trabalhos. A rusga foi tão significativa que Eder Pontes pediu ao relator, sem sucesso, que retirasse o relatório dos delegados dos autos do processo.

07/02/2013 / 0 Comments
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Principais postulantes à vaga no Senado começam 2013 desgastados

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Para os meios políticos a disputa pela vaga no Senado em 2014 será o pleito mais empolgante da eleição do próximo ano. E o cenário começa a ser montado este ano, com grandes incógnitas. As duas principais figuras cogitadas para a disputa, o ex-governador Paulo Hartung e a vice-presidente da Câmara dos Deputados, Rose de Freitas, ambos do PMDB, começam 2013 com desgaste político e precisam recuperar musculatura, se quiserem viabilizar suas candidaturas para 2014. Hartung fez muitas apostas na disputa eleitoral de 2012 e perdeu em praticamente todas as disputas importantes em que pôs a mão. A principal delas foi a disputa pela prefeitura da Capital, onde apoiou o tucano Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB), derrotado por Luciano Rezende (PPS). Além disso, Hartung vive um momento delicado, já que os ex-prefeitos presos na Operação Derrama são todo aliados do ex-governador, alguns, inclusive, muito próximos, como o ex-prefeito de Linhares, Guerino Zanon (PMDB), e o ex-prefeito de Guarapari, Edson Magalhães (sem partido). Rose de Freitas terminou o ano bem, sua atuação nas sessões do Congresso na discussão sobre o veto 38/2012 – de redistribuição dos royalties do petróleo – lhe deram um fortalecimento político na Câmara. Mas a deputada deu um passo maior do que a perna. Entendeu que seu fortalecimento lhe permitiria chegar à presidência da Câmara, mas teve um desempenho desastroso na disputa eleitoral. Esse processo mal-sucedido causou desgastes para a deputada, não só na Casa, mas também perante às lideranças do PMDB nacional, que defendiam a candidatura de Henrique Eduardo Alves (RN). Rose acabou ficando mal também com o governo federal, que apostava em Alves. Tudo isso fez com que Rose perdesse parte de seu prestígio político com a presidente Dilma Rousseff. Os reveses em Brasília podem ter reflexos nos meios políticos locais. A deputada estaria prestes a fazer uma mudança de partido, o que pode ser ainda pior para a construção de sua candidatura ao Senado. Se retornar ao PSDB, a deputada perde em peso político, pois o partido saiu pior do que o PMDB nas últimas eleições. Em 2014, apenas uma vaga ao Senado estará em disputa. A cadeira é ocupada hoje pela senadora Ana Rita Esgário (PT), suplente do governador Renato Casagrande, que deixou o Senado em 2010 para assumir o governo do Estado. Ana Rita tenta construir sua candidatura à reeleição, mas o grupo de João Coser, que é majoritário no partido, deve apostar no nome do ex-prefeito de Vitória. 

07/02/2013 / 0 Comments
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