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Grupo sobre poluição do ar volta a se reunir nesta terça

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Na retomada dos trabalhos da Câmara de Vitória, nesta terça-feira (5), o Grupo de Trabalho Interinstitucional (GTI) Respira Vitória também volta a se reunir. O grupo debate a qualidade do ar na Grande Vitória.   A reunião, que vai ser a 7ª realizada pelo GTI, desta vez terá dois temas: “Os efeitos da poluição atmosférica na saúde humana”, que vai ser apresentado por Maria de Fátima Bertollo Dettoni, do Núcleo de Vigilância Ambiental da Secretaria Estadual de Saúde, e Valderio Dettoni, médico pneumologista da Universidade Federal do Estado (Ufes); e “Associações entre exposição e efeitos da poluição atmosférica na saúde humana: a situação dos territórios de saúde do município de Vitória”, apresentado por Dione da Conceição Miranda, da Secretaria Municipal de Saúde.   O GTI Respira Vitória foi criado a partir do Seminário Respira Vitória, realizado em junho de 2012, por iniciativa do vereador Serjão Magalhães (PSB), presidente reeleito da Comissão de Meio Ambiente da Câmara, e está em período de apresentação de dados técnicos para ser criada uma legislação mais dura para a qualidade do ar da região.   Recentemente, Vitória foi apontada como a capital com maior percentual de alérgicos do País pela Associação Brasileira de Alergia e Imunopatologia do Espírito Santo. De cada 100 moradores da cidade, 35 sofrem de alergias, resultado da grande quantidade de poluentes emitidos todos os dias nos ares de Vitória, principalmente pela Vale e ArcelorMittal. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a Capital capixaba é campeã na concentração de dióxido de enxofre (SO2) por metro cúbico na atmosfera, o que tornam as mudanças de padrões ainda mais urgentes.

04/02/2013 / 0 Comments
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Rose não conquista baixo clero e perde eleição à presidência da Câmara

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As fortes acusações contra o deputado federal Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) não impediram que ele vencesse a eleição para a presidência da Câmara dos Deputados, na manhã desta segunda-feira (4). O discurso emocionado da deputada pelo Espírito Santo, Rose de Freitas (PMDB), não convenceu os parlamentares e Alves venceu em primeiro turno. Henrique Eduardo Alves teve 271 votos, seguido do deputado Júlio Delgado (PSB-MG), com 165. Rose ficou em terceiro lugar, com 47 votos, e Chico Alencar (Psol-RJ) em quarto, com 11. Apenas três dos 497 deputados votaram em branco. Antes da votação, os deputados-candidatos foram à tribuna para defender suas candidaturas. A deputada Rose de Freitas foi a primeira escolhida por sorteio a falar. Em um pronunciamento emocionado, a parlamentar afirmou que os deputados deveriam escolher um presidente que não a envergonhasse diante da sociedade brasileira. “Os deputado não podem escolher um presidente que coloque a Casa sub judice amanhã, sem que a sociedade saiba o que vai acontecer com seu Parlamento”, A deputada defendeu também que a candidatura de Henrique Eduardo Alves (PMDB) não é oficial, já que o partido não realizou eleições internas para escolher o candidato. Disse que não foi convidada para o debate interno no partido para definir a candidatura do PMDB. “Minha candidatura não é avulsa; sou candidata pelo PMDB”, afirmou Rose. Como bandeira de campanha, Rose defendeu um Congresso Nacional forte e autônomo. “Este Parlamento não vota mais nenhum projeto de parlamentar. E quando vota, é como se fosse um favor”, disse. Na fala da deputada, já dava para sentir o clima de favoritismo de Henrique Alves. Enquanto Rose fazia seu pronunciamento, o plenário conversava sem dar muita importância ao discurso. A postura mudou quando Alves subiu à tribuna para fazer seu discurso. Em vários momentos o deputado foi aplaudido pelo plenário, indicando o clima favorável à sua eleição. Henrique Alves, que cumpre o seu 11º mandato de deputado federal, vai comandar a Casa nos próximos dois anos. A eleição dele é fruto de um acordo político com o PT, que administrou a Casa nos dois primeiros anos do governo Dilma, comprometendo-se com o apoio à candidatura do PMDB na segunda metade do mandato. Mais de 15 siglas já haviam declarado apoio à candidatura do peemedebista. Mas Rose considerava a possibilidade de disputar o segundo turno das eleições, trabalhando com uma parcela considerável do plenário que não tem a mesma visibilidade dos líderes. Fora da Mesa O Estado perdeu a representatividade na Mesa Diretora da Câmara dos Deputados para o próximo biênio. Rose de Freitas foi eleita em 2011 para a vice-presidência da Câmara dos Deputados, com 450 votos, tornando-se a primeira mulher a ocupar um cargo na Mesa Diretora. O deputado Carlos Manato (PDT) se candidatou à suplência da Mesa Diretora, mas teve a candidatura indeferida. O deputado chegou a apresentar uma Questão de Ordem para garantir a candidatura, argumentando que não poderia se candidatar à 2ª suplência, mas às outras, sim. A argumentação de Manato não convenceu o presidente da Casa, Marco Maia (PT-RS), que explicou ao deputado do Espírito Santo que não há uma determinação para qual suplência o deputado poderia se candidatar. O cargo seria de suplência e a regra da Casa não permite candidatura para o mesmo cargo. Quem acabou roubando a cena durante a votação foi o deputado federal Camilo Cola (PMDB). Ele teve problemas no registro de presença, o que dificultou sua votação. O parlamentar foi o último a votar na escolha do novo presidente da Casa.

04/02/2013 / 0 Comments
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Estado tem 169 cartórios ocupados por interinos, revela Corregedoria local

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O corregedor-geral de Justiça, desembargador Carlos Henrique Rios do Amaral, divulgou, nesta segunda-feira (4), a lista de cartórios vagos – e sub judice – no Espírito Santo. Ao todo, 169 serventias são ocupadas por tabeliães interinos – deste total, 120 cartórios poderiam ser distribuídos imediatamente em concurso público, ainda sem data para realização. A situação cartorária no Estado já foi alvo de diversas ações no Judiciário. De acordo com a publicação no Diário da Justiça, a medida atende a uma norma do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que obriga a divulgação da relação de cartórios vagos (veja relação completa abaixo). Foram indicadas serventias vagas em 53 municípios diferentes, entre elas cartórios de maior rentabilidade na Grande Vitória e municípios polo no interior do Estado – casos de Cachoeiro de Itapemirim e Linhares que têm, respectivamente, oito e cinco serventias na mão de interinos. Além dos cartórios vagos, o corregedor divulgou a relação de cartórios sub judice (veja no box abaixo), cujas vacâncias estão sendo questionadas no Supremo Tribunal Federal (STF). No total, são 49 cartórios nesta condição. Em alguns casos, as ações movidas pelos interinos funcionam como uma espécie de “reserva”, já que as vagas não podem ser disponibilizadas em um eventual concurs,o até o trânsito em julgado das reclamações. Apesar da divulgação da lista, o fato de o Estado possuir um grande número de serventias vagas não garante a realização imediata de concurso para preenchimento dos cargos. A seleção mais recente foi iniciada em 2006, após determinação do CNJ, e só foi concluída – com a posse dos novos tabeliães – no início de 2010. Confira abaixo a lista de serventias vagas por município: Afonso Cláudio Registro Civil e Tabelionato de Ibicaba Registro Civil e Tabelionato de Piracema Registro Civil e Tabelionato de Pontões Registro Civil e Tabelionato da Sede   Água Doce Do Norte Registro Civil e Tabelionato de Santo Agostinho 1º Ofício Registro Civil e Tabelionato de Governador Lacerda de Aguiar Registro Civil e Tabelionato de Vila Nelita   Águia Branca Registro Civil e Tabelionato da Sede   Alegre Registro Civil e Tabelionato de Rive Registro Civil e Tabelionato de Anutiba   Alfredo Chaves 2º Ofício Tabelionato Registro Civil e Tabelionato de Sagrada Família Registro Civil e Tabelionato de Urânia Registro Civil e Tabelionato de Ribeirão de Cristo Registro Civil e Tabelionato de Crubixá   Alto Rio Novo Registro Civil e Tabelionato de Monte Carmelo Registro Civil e Tabelionato de Vila Palmerindo   Anchieta Registro de Títulos e Documentos   Apiacá Registro Civil e Tabelionato de Bonsucesso Registro Civil e Tabelionato da Sede   Baixo Guandu Registro Civil e Tabelionato de Ibituba Registro Civil e Tabelionato de Mascarenhas Registro Civil e Tabelionato de Mutum Preto   Barra de São Francisco Registro Civil e Tabelionato de Cachoeira de Itaúnas Registro Civil e Tabelionato de Monte Sinai Registro Civil e Tabelionato de Vila Poranga   Bom Jesus do Norte 1º Ofício   Cachoeiro de Itapemirim 1º Ofício – 1ª Zona Judiciária 5º Ofício Tabelionato Registro Civil E Tabelionato do 2º Distrito da Sede Registro Civil e Tabelionato de Conduru Registro Civil E Tabelionato Coutinho Registro Civil e Tabelionato de Itaoca Registro Civil e Tabelionato de Pacotuba Registro Civil e Tabelionato de São Vicente   Cariacica 1º Ofício 2ª Zona Registro Civil e Tabelionato da Sede 1º Distrito   Castelo Registro Civil e Tabelionato da Sede   Colatina Registro Civil e Tabelionato de Baunilha Registro Civil e Tabelionato Graça Aranha   Conceição da Barra Registro Civil e Tabelionato de Itaúnas Registro Civil e Tabelionato da Sede   Conceição do Castelo Registro Civil e Tabelionato da Sede   Dores do Rio Preto 1º Ofício Registro Civil e Tabelionato da Sede   Ecoporanga 3º Ofício Tabelionato Registro Civil e Tabelionato de Cotoxé Registro Civil e Tabelionato de Imburana Registro Civil e Tabelionato de Prata dos Baianos Registro Civil e Tabelionato de Santa Luzia do Norte   Fundão Registro Civil e Tabelionato de Irundi   Guaçuí 2º Ofício Tabelionato Registro Civil e Tabelionato de São Pedro de Rates   Guarapari Registro Civil e Tabelionato de Todos Os Santos   Ibitirama Registro Civil e Tabelionato de Santa Marta   Iconha Registro Civil e Tabelionato de Duas Barras   Itaguaçú Registro Civil e Tabelionato de Itaçú   Itapemirim 3º Ofício Tabelionato   Iúna 1º Ofício – Registro Geral de Imóveis Protesto de Títulos e Documentos Registro Civil e Tabelionato de Pequiá   Jaguaré Registro Civil da Sede Registro Civil e Tabelionato de Barra Seca   Laranja da Terra Registro Civil e Tabelionato de Joatuba Registro Civil e Tabelionato de Sobreiro   Linhares 3º Ofício Tabelionato Registro Civil e Tabelionato de Bebedouro Registro Civil e Tabelionato de Desengano Registro Civil e Tabelionato de Regência Registro Civil e Tabelionato de São Rafael   Mantenópolis Registro Civil e Tabelionato de Santa Luzia Registro Civil e Tabelionato de São Geraldo Registro Civil e Tabelionato da Sede   Marechal Floriano Protesto de Títulos e Documentos Registro Civil e Tabelionato de Araguaia Registro de Títulos e Documentos   Mimoso do Sul Registro Civil e Tabelionato de Conceição de Muqui Registro Civil e Tabelionato D. América Registro Civil e Tabelionato de São José das Torres   Mucurici Registro Civil e Tabelionato de Itabaiana Registro Civil e Tabelionato de Itamira Registro Civil e Tabelionato da Sede   Muniz Freire Registro Civil e Tabelionato de Piaçu Registro Civil e Tabelionato de Itaici Registro Civil e Tabelionato de Vieira Machado Registro Civil e Tabelionato de Menino Jesus   Muqui Registro Civil da Sede Registro Civil e Tabelionato de Camará   Nova Venécia Protesto de Títulos e Documentos Registro Civil e Tabelionato da Sede Registro Civil e Tabelionato Santo Antônio do Quinze   Pedro Canário 1º Ofício – Registro Geral de Imóveis Protesto de Títulos e Documentos   Pinheiros Registro Civil e Tabelionato de São João do Sobrado   Piúma Registro Civil da Sede   Rio Novo do Sul Registro Civil e Tabelionato de Princesa   Santa Leopoldina 1º Ofício Registro Civil e Tabelionato de Mangaraí Registro Civil e Tabelionato de Djalma Coutinho   Santa

04/02/2013 / 0 Comments
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Ex-secretário de Ademar Devens é condenado por fraudes em Aracruz

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  O juiz da comarca de Aracruz, Fábio Gomes e Gama Júnior, condenou o ex-secretário municipal de Finanças, Durval Valentin do Nascimento Blank, que  segue preso desde a Operação Derrama, e mais três pessoas por fraudes na contratação de shows musicais em 2008. Eles foram condenados à perda de cargo público, suspensão dos direitos políticos pelo prazo de cinco anos e o ressarcimento integral do dano ao erário. De acordo com a sentença, publicada nesta segunda-feira (04), o magistrado acolheu os termos da denúncia de improbidade, oferecida pelo Ministério Público Estadual (MPES). Além do ex-secretário municipal, foram condenados os empresários Nelson Giacomin Decarli e Ana Lucia Pereira Decarli – sócios da Nelson Produções Eventos e Representações Ltda, que também consta no processo – e o ex-titular da pasta de Turismo, Carlos Alberto Favalessa. Nos autos, a promotoria local narra a existência de um esquema para direcionamento da contratação de atrações musicais no município, sem a realização de licitação. A contratação direta seria justificada pela apresentação de uma “carta de exclusividade” pela empresa de Ana Lúcia e Nelson Decarli, que seriam os “empresários exclusivos” das bandas. No entanto, a empresa seria apenas uma mera “intermediária” da contratação. A denúncia aponta que os empresários utilizavam o documento para dar aspecto legal à dispensa de licitação, mas a medida seria uma forma de evitar a realização do certame e elevar o valor dos cachês pagos. “Boa parte do valor do contrato seria indevidamente auferido pela mesma ao se valer da suposta qualidade de “empresário exclusivo” dos artistas, em detrimento do erário municipal, contando, ainda, com a participação dos então secretários”, sustenta. Esse expediente teria sido utilizado em pelo menos dez shows musicais, que foram alvos de ações de improbidade contra os ex-secretários e empresários. No caso concreto, o Ministério Público apontou o superfaturamento na contratação de shows para a 20ª Festa do Verde, realizada em setembro de 2009. Ao todo, os shows de três artistas custaram ao município R$ 26.288,00. Deste total, o valor superfaturado teria sido de R$ 12.788,00 – em relação ao valor pago pelas atrações em outros municípios. No entendimento do juiz, os ex-secretários atuaram de “forma conjunta e articulada” para promover a contratação de Nelson Produções de maneira irregular. “A conjuntura dos autos revela violação concomitante aos princípios da legalidade, moralidade, impessoalidade, lealdade e finalidade, e dela dimanam prejuízos ao erário, que carecem de reparação”, narra um dos trechos de decisão. Os quatro envolvidos foram condenados ao ressarcimento integral do dano (R$ 12.788,00), perda da função pública ou aposentadoria oriunda de cargo público, suspensão dos direitos políticos por cinco anos, proibição de contratar com o poder público, além do pagamento de multa civil para cada requerido no valor superfaturado.  Multa por recurso protelatório  Os empresários Nelson Decarli e Ana Lúcia Decarli foram condenados, no final do mês passado, ao pagamento de multa por conta da apresentação de recursos protelatórios. O juiz Fábio Gomes e Gama Júnior fixou a penalidade em 0,5% do valor atribuído às causas: “Em verdade postulam os embargantes ao apontar as muitas omissões e obscuridades justamente a reforma do julgado, inviável pela via escolhida, que se presta, ordinariamente, ao aprimoramento da decisão”. A medida é válida para dez ações de improbidade movida contra os suspeitos de participação em fraudes na contratação de shows. A penalidade de multa por recursos protelatórios é previsto no artigo 538, parágrafo único, do Código de Processo Civil (CPC).

04/02/2013 / 0 Comments
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Com um mês de gestão, prefeitos da GV tentam imprimir marca

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Os prefeitos eleitos na Grande Vitória em outubro do ano passado foram escolhidos pela população com um discurso bem parecido, o da mudança. Mas ao chegar aos postos, tiveram posturas diferentes, por conta das situações políticas encontradas nas prefeituras. Com um mês de mandato, eles tentam imprimir uma marca de início de governo. Dentre os novos prefeitos, o que parece fazer um governo mais suave em relação ao antecessor é o prefeito de Vitória, Luciano Rezende (PPS), que sucedeu João Coser (PT). O prefeito iniciou o governo excluindo o PT, que nacionalmente está no campo oposto ao de seu partido. Mas isso não significou uma postura de ataque ao prefeito antecessor. A cidade vem funcionando e as lideranças não têm sentido uma mudança radical no ambiente político. A postura de Luciano Rezende é diferente da adotada pelos seus vizinhos de Serra e Vila Velha. Audifax Barcelos (PSB) encontrou a pior situação entre as prefeituras da Grande Vitória, com um rombo de R$ 200 milhões nos cofres públicos. Ele adotou uma postura emergencial e de corte de gastos para tentar recuperar a capacidade de investimento. Mas vai precisar de algum tempo para equilibrar as finanças. O prefeito de Cariacica, Geraldo Luzia, o Juninho (PPS), graças a um acordo na reta final das eleições, também evita entrar em rota de colisão com a gestão passada. Primeiro porque encontrou uma boa situação financeira no município, manteve o PT do ex-prefeito Helder Salomão na gestão, e também porque foi vice-prefeito na administração passada. Em Vila Velha, o prefeito Rodney Miranda (DEM) chegou à administração tentando impor um ritmo de impacto midiático. Mas entrando no segundo mês de gestão, o prefeito diminuiu esse ritmo. Uma das razões desse pé no freio foi o desgaste causado pela primeira ação do prefeito, de exoneração de mais de 1.200 servidores em cargos comissionados. O desgaste aconteceu porque além de anunciar no dia seguinte que contrataria 900 comissionados, ainda nomeou parentes do presidente da Câmara de Vereadores, Ivan Carlini (PR). Desde então, as ações de Rodney têm sido mais tímidas para evitar o excesso de exposição. Apesar da disposição dos novos prefeitos, eles ainda não sinalizaram uma tentativa de união das quatro principais prefeituras para buscar a solução de problemas comuns da região metropolitana, embora todos tenham se mostrado favoráveis. As ações continuam isoladas, o que pode fazer com que as mudanças nos municípios possam a demorar mais para serem percebidas pela população.

04/02/2013 / 0 Comments
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Antigos com cara de novo na MTV Brasil

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  Nesta terça-feira (5), na MTV Brasil, o VJ Chuck Hipolitho continua produzindo a trilha sonora para o Verão 2012 e receberá a banda Nevílton para gravar Sonífera Ilha, dos Titãs, e os cariocas do Forfun cantarão De Repente Califórnia, do Lulu Santos. As bandas são atrações do programa Faixa a Faixa.     As bandas conversarão com o VJ sobre as versões e ensinarão a audiência a executar as músicas no violão, em um clima bem luau.    O Faixa a Faixa de Verão traz a praia para dentro do estúdio do VJ Chuck. Ele comanda a gravação de novas versões para clássicos do pop-rock nacional. A cada programa, Chuck convida músicos para “construírem” versões de músicas, escolhidas a dedo, e que combinam com o verão.    O programa acompanha o processo criativo e mostrar curiosidades sobre os artistas e as músicas originais. Serão seis programas semanais e cada programa vai apresentar duas versões.   Serviço  O Faixa a Faixa será apresentado nesta terça-feira (5), às 23h, na MTV Brasil. Reprises: quarta (6), às 17h30, e sexta (8), às 17h.

04/02/2013 / 0 Comments
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???Um Dia na Praia??? discute o destino que damos ao lixo

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  Início de ano é também tempo de férias. Hora de relaxar das provas estressantes e da rotina da escola. E não há lugar melhor para esquecer os problemas do que a praia: a areia fofinha, o céu azul, o mar e… bota, pneu, garrafa, prancha, galhos, regador. É tudo isso – e mais um pouco – que o personagem criado pelo ilustrador português Bernardo Carvalho encontra em Um Dia na Praia.    O lançamento chega às lojas junto com o verão. Bernardo Carvalho, conhecido no Brasil pelo emocionante Pê de Pai, publicado em parceria com Isabel Minhós Martins, propõe, neste livro-imagem, uma reflexão sobre o destino que damos ao lixo, a urgência de cuidar do meio-ambiente e sugere o reaproveitamento e a reciclagem como hábitos possíveis – e divertidos – para darmos a nossa pequena contribuição à preservação do planeta.    Levando ao limite o conceito de livro-imagem, Um Dia na Praia não traz nenhuma palavra nem mesmo na capa. O título só aparece na lombada, e o nome do autor, na quarta capa. E é também na capa que a história começa, com o banhista sentado embaixo de seu guarda-sol. Ao abrir o livro, assumimos o ponto de vista do personagem, com o olhar perdido no horizonte, observando o mar.    De repente, avista um objeto estranho boiando. E depois outro, e mais outro, e mais outro. É então que ele arregaça as mangas e mergulha de cabeça. Usando da reciclagem e de muita criatividade, ele consegue transformar aquilo que antes era lixo em algo bastante útil e ecológico e, de quebra, ainda deixa a praia limpinha para os próximos que virão.    O desenho simples de Bernardo Carvalho combina tons de azul e marrom para recriar o ambiente praiano. Ao final, resta apenas a imensidão do mar e o barquinho desaparecendo no oceano. Quase dá pra ouvir o som (e o silêncio) do mar.    Serviço Um Dia na Praia Bernardo Carvalho Cosac Naify 32 págs R$ 35,50 em média

04/02/2013 / 0 Comments
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O preço da governabilidade

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Em Brasília, Renan Calheiros (PMDB-AL) retomou para o comando do Senado. Nesta segunda-feira (4), foi a vez da Câmara dos Deputados escolher o sucessor de Marco Maia (PT-RS). O favorito dos dois maiores partidos da Casa, PT e PMDB, deputado Henrique Alves (PMDB-RN), foi eleito sem maiores problemas. No Espírito Santo, o Legislativo reelegeu Theodorico Ferraço (DEM) para a presidência da Assembleia na sexta-feira (1). O que Calheiros, Alves e Ferraço têm em comum? Os três colecionam processos na Justiça. Entretanto, as máculas nos currículos – que não poucas – não foram, até agora, determinantes para tirar-lhes a vitória.  Mas, se há semelhanças entre os eleitos, há também entre os seus “eleitores”. Enquanto em Brasília Dilma endossou as candidaturas de Calheiros e Alves, no Espírito Santo, o governador Renato Casagrande também fez as vezes de cabo-eleitoral de Ferraço. O que há em comum entre Dilma e Casagrande? Ambos querem manter a qualquer custo a governabilidade e, para isso, precisam manter a base coesa. A presidente petista e o governador socialista entendem que o carimbo no passaporte rumo à reeleição 2014 passa necessariamente por essa “obra de engenharia política” chamada arco de alianças – cada dia maior e com encaixes mais complexos. Fiando que essa estratégia é vital para as pretensões eleitorais de 2014, Dilma e Casagrande mostraram essa semana que estão dispostos a fazer verdadeiros sacrifícios (leia-se apoiar “fichas sujas”) para manter a coalizão. Tanto Dilma quanto Casagrande assinaram um cheque em branco e agora passam a rezar fervorosamente para que nada aconteça com seus presidentes até o desfecho do processo eleitoral de 2014. Depois… Não se sabe. Por aqui, além de Casagrande, os deputados (todos – exceção a Freitas que faltou à sessão e Olmir Castiglioni que não havia assumido a cadeira) que endossaram o nome de Ferraço também já iniciaram suas preces para manter “fechado” o corpo de Ferraço. Eles torcem para que a Derrama não jogue mais estilhaços no presidente da Assembleia, pois agora estão todos debaixo do mesmo telhado que, sem dúvida, é de vidro. Dilma e Casagrande sabem que passarão este período que separa as eleições no fio da navalha. Em Brasília, o PMDB, insaciável por poder, passa a ter o comando das duas casas. Uma condição de causar inveja a qualquer partido. A concentração de poder também permite que os peemedebistas, a qualquer momento, ponham a faca no pescoço da presidente Dilma cada vez que a fome por cargos aumentar. Em terras capixabas, a reeleição de Ferraço – graças à busca pela governabilidade e ao apoio providencial do procurador-geral de Justiça Eder Pontes – põe o cachoeirense de volta ao jogo político de 2014, em posição de destaque. Para quem estava quase jogando a toalha há uma semana, o deputado do DEM entrou fevereiro com o pé direito: tiraram sua mulher da cadeia (a ex-prefeita de Itapemirim, Norma Ayub); seu candidato a prefeito de Guarapari, Orly Gomes (DEM), venceu as eleições na sombra do seu eterno aliado, o ex-prefeito Edson Magalhães (sem partido); e Ferraço, com a reeleição, deve se manter blindado, no mínimo, por dois anos dos infortúnios da Derrama. No final das contas, Theodorico Ferraço, Renan Calheiros e Henrique Alves, apesar do acervo de processos, provaram que a governabilidade está bem acima das questões éticas e morais, valores que deveriam regular a prática política. 

03/02/2013 / 0 Comments
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Blavatsky e a Chave da Teosofia

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“Ler Blavatsky é entender um pouco mais das tradições esprituais que herdamos, crendo nelas ou não, pois é uma fonte de sabedoria, para além da figura controversa que foi Blavatsky” Helena Petrovna Blavatsky, nascida na Rússia em 1831, e falecida em Londres em 1891, também conhecida como Madame Blavatsky, foi uma das responsáveis, senão a principal responsável, pela elaboração do que ficou conhecida como a versão moderna da Teosofia, sendo co-fundadora da Sociedade Teosófica. Sua produção prolífica fundou as bases de uma espiritualidade que reuniu várias vertentes diferentes da herança espiritual do Ocidente e do Oriente, numa pretensa síntese eclética no sentido de criar com isso um sistema de pensamento. A leitura de uma de suas últimas obras, A Chave da Teosofia, nos dá uma visão introdutória do que se trata o pensamento dela e da Teosofia, pois em outras obras mais importantes, como em Ísis sem Véu e A Doutrina Secreta, duas obras vastíssimas e com infindáveis referências, temos um panorama de tradições antigas e bibliografias desconhecidas em grande parte pelo cânone moderno, e que formam o corpus principal da Teosofia em Blavatsky, fundando então a Religião da Sabedoria, como os teósofos chamam a Teosofia. Lendo sua obra mais acessível ao grande público, A Chave da Teosofia, temos um texto feito por Blavatsky com 2 personagens, um entrevistador e um teósofo, onde um encadeamento de perguntas e respostas é urdido para esclarecimentos do que é a Teosofia e, por fim, qual a função da Sociedade Teosófica. No que se refere ao esclarecimento almejado em A Chave da Teosofia, o que parece claro é que nem sempre um pensamento ou um sistema eclético podem produzir uma grande síntese universal de toda a espiritualidade conhecida pelo Homem em sua História. Abre-se um viés perigoso ao tentar, com um novo conhecimento espiritual, realizar todos os elos de sentido entre as tradições antigas, tais como: O Hinduísmo dos Vedas e dos Upanishads, o Budismo Mahayana, elementos de Gnosticismo, Alquimia, Magia, dentre outras referências esotéricas, incluindo aí a crítica ao Espiritismo, com o qual a mesma Blavatsky havia flertado antes de se tornar teósofa. O ecletismo muitas vezes afirma elementos comuns entre coisas diversas, e na sua versão teosófica, que trata da espritualidade, esse elemento chave que também inclui aí símbolos e mitos, tudo nos parece interligado, e de fato está, ainda que ocultamente, mas fazer dessas conexões um pensamento universal, tem um grande caminho pela frente, e que eu julgo difícil e quase impossível, vide a confusão de nomenclaturas para elementos semelhantes quando Blavatsky tenta explicar os conceitos da Teosofia, um ecletismo que, às vezes, é irritante, e que não atinge uma síntese realmente efetiva. O mérito das obras de Blavatsky, porém, e no livro A Chave da Teosofia, é exatamente, não a sua utopia de síntese espiritual, mas o que podemos tirar de seu ecletismo, que são os elementos que o compõe, como uma via interessante de acesso a conhecimentos esotéricos e tradições antigas nem sempre bem compreendidas, o que resulta, por fim, como ideal ético teosófico, no altruísmo e seu objetivo de realizar a fraternidade universal, nada muito diferente de outras seitas ou sociedades secretas. A visão da reeencarnação em Blavatsky e na Teosofia, por exemplo, difere um tanto da que é explicada pela doutrina espírita, assim como as comunicações mediúnicas, que para os espíritas são fonte de pessoas mortas, e que, para um teósofo, não passa de um resquício de individualidade, o que na linguagem espiritual, por sua vez, se chama casca, ou seja, é um efeito magnético do médium com elementos sem uma individualidade verdadeira, o que vai contra a crença espírita de vida após a morte no sentido de preservação do ego. Em Blavatsky, e para a Teosofia, existe uma visão de um Eu superior que reeencarna várias vezes, mas sem um ego constante, o que, para mim, me fez entender que tal visão é uma influência direta do Budismo Mahayânico, que afirma que não há ego no mundo espiritual. A comunicação espiritual, para Blavatsky, portanto, e no seu caso, se dá por transmissão de pensamento de grandes mestres espirituais, os quais Blavatsky chamará de mahatmas, e que serão seus guias para as suas grandes obras teosóficas. A vida de Blavatsky foi muito polêmica, entre brigas com amigos teósofos como Olcott, além de várias acusações de charlatanismo, pois adorava se exibir como dotada de poderes psíquicos, algumas vezes usando de fraude, como algumas pessoas comprovaram, o que não é, necessariamente, uma negação das faculdades espirituais dela. Blavatsky enfrentou o ceticismo e teve vários inimigos, tais como os espíritas, e sua obra se firmou apenas no meio esotérico, pois no pensamento acadêmico ela não é muito levada a sério. Por outro lado, ler Blavatsky é entender um pouco mais das tradições esprituais que herdamos, crendo nelas ou não, pois é uma fonte de sabedoria, para além da figura controversa que foi Blavatsky. A questão da validade da Teosofia como pensamento é, portanto, mais importante que a de sua verdade, embora um dos lemas teosóficos seja: “Não há Religião superior à Verdade”. Gustavo Bastos, filósofo e escritor Blog: http://poesiaeconhecimento.blogspot.com   

03/02/2013 / 1 Comment
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Os modernos II

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A sociedade está cada vez mais acuada dentro de um ciclo de violência, desinformação e em busca de soluções prontas para eliminar da vista todos os obstáculos que ameaçam sua zona de conforto. Este é o cenário ideal para que os moralistas de plantão possam agir. Desesperada, a sociedade não consegue aprofundar o debate sobre os males que afligem o seu dia a dia e aceita, encampa e engole a seco um discurso que nada mais é que uma forma de controle social, disfarçada de trabalho institucional, sem questionar os porquês de determinadas medidas, mesmo que elas interfiram em sua liberdade de escolha. A tolerância zero no trânsito, por exemplo, é uma questão que poderia ser ampliada, caso houvesse interesse nisso. Bêbados que causam acidentes devem ser punidos, presos e impedidos de dirigir. Mas a necessidade de se dar respostas imediatas sobre os problemas no trânsito com soluções midiáticas, de impacto, fez com que as autoridades desconsiderassem os medicamentos a base de álcool, por exemplo. Os transtornos para o sujeito que vai ter de provar que não estava bêbado não foram considerados. Mas os altos índices de acidentes no trânsito, muitos deles causados por motoristas bêbados, favoreceram a adoção de uma medida exagerada. Também não foi considerada a falta de transporte público compatível para atender o cidadão, que, aliás, paga uma passagem cara para ter um serviço que não atende a contento. Ora, temos o bacurau, que leva o indivíduo de um terminal ao outro, e por lá ele que se vire para chegar em casa. A lei também não considerou a possibilidade de a imprudência nem sempre estar ligada ao álcool, mas também a outros problemas, como irregularidades nos exames de direção, a falta de preparação e reciclagem dos motoristas, e a péssima condição das rodovias e vias urbanas País afora. No que se refere aos outros “vícios”, parecem mais interessados os legisladores em criar normas de comportamento social, interferindo na liberdade dos indivíduos, do que buscar formas de corrigir os abusos. O problema não é o usuário de drogas e sim o tráfico de drogas. Na total incapacidade de combater o crime, sobra para o cidadão comum. Em vez de aumentar o efetivo policial, investir em uma polícia investigativa, é melhor jogar a culpa no usuário e tirar os “drogados” das ruas. Ou seria porque a prevenção do crime necessitaria gastos permanentes, enquanto a contenção da consequência propicia acordos nem sempre honrosos para a classe política e as instituições “pilantrópicas”? Temos aí dois problemas: primeiro uma classe política que não tem interesse em investir, cobrar e fiscalizar a geração de políticas públicas de atendimento às necessidades do cidadão, o que se alia ao desejo de muitos puristas em literalmente se meter na vida dos outros. É a velha lógica do marido que encontra a mulher com outro no sofá, e joga fora o sofá.

03/02/2013 / 0 Comments
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