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Século Diário

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Orly Gomes vence eleição apertada em Guarapari

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A apuração dos votos em Guarapari, neste domingo (3), refletiu o cenário da curta eleição que aconteceu no município. Em uma disputa bastante apertada, sobressaiu o prestígio do ex-prefeito Edson Magalhães (sem partido), que mesmo preso por envolvimento na Operação Derrama conseguiu eleger seu candidato Orly Gomes (DEM) na eleição extemporânea da cidade. O prefeito eleito toma posse no próximo dia seis de março. Mas não foi uma disputa fácil. Orly teve 43,4% dos votos,  com 24.709 contra 40,1% (23.019 votos) de Carlos Von (PSL). Ricardo Conde (PSB) conseguiu 7.592 votos, o equivalente a 13,23%,  e Edinho Maioli 3,73%. Os votos da candidata Beth Hadad não foram computados, porque ela teve a candidatura impugnada pela Justiça e está recorrendo. Como se esperava, o número de abstenções foi alto. Dos 82,9 mil eleitores, cerca de 20 mil não retornaram às urnas neste domingo (3). O resultado da eleição surpreendeu, porque após a prisão de Edson Magalhães, o sentimento nas ruas era de que Orly Gomes estaria em desvantagem, já que seu principal cabo eleitoral estava fora da campanha, mas o candidato conseguiu reverter essa desvantagem e confirmou o favoritismo do grupo. Orly Gomes compôs a chapa de Edson Magalhães como candidato a vice-prefeito, em outubro passado. No grupo do ex-prefeito muitos nomes foram colocados para substituir a candidatura do ex-prefeito. Uma movimentação do presidente da Assembleia, Theodorico Ferraço (DEM), entrou em cena para a escolha de Gomes como o candidato substituto para a eleição suplementar. Orly saiu na frente na disputa, mas com a prisão de Edson, ele teria caído na preferência do eleitor. Carlos Von, que não fez oposição a Edson na eleição de outubro, passou a ser o nome que liderava a corrida eleitoral, mas uma série de acusações contra o candidato do PSL sobre ligação com políticos tradicionais do município, aliada à ideia de que ele não tinha experiência em gestão pública, parece ter prejudicado o palanque do candidato. Quanto a Ricardo Conde, a posição de opositor ao ex-prefeito, que é muito querido no município, resultou em um alto índice de rejeição ao candidato do PSB. Nem mesmo a presença do governador Renato Casagrande no palanque socialista foi capaz de diminuir a rejeição de Conde.  

03/02/2013 / 0 Comments
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Eleição extemporânea para prefeito de Guarapari segue tranquila

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O domingo de sol marcou o dia da nova eleição em Guarapari. Disputam a perfeitura do município cinco candidatos: Orly Gomes (DEM), Carlos Von (PSL), Ricardo Conde (PSB); Edinho Maioli (PV); e Beth Haddad (PHS). Apesar do clima mais quente nos últimos debates, o clima na eleição extemporânea foi de tranquilidade. Pela manhã quatro urnas foram substituída, segundo o Tribunal Regional Eleitoral (TRE). Os problemas nas urnas foram identificadas nas seções eleitorais localizadas em Setiba (na Igreja Batista); em Ipiranga (na Escola Benedita Martins da Silva); na Praia do Morro (Escola Zilnete Pererira Guimarães) e na Zona Rural, distrito de Todos os Santos (Escola Arlindo Gobbi). Ainda segundo o TRE, seis pessoas foram detidas pela Polícia Militar e encaminhadas à Delegacia de Guarapari, onde foram lavrados os respectivos termos circunstanciados para, posteriormente, comparecerem à audiência, no Juízo Eleitoral. Essa audiência já foi agendada para o dia 25 de fevereiro. Com o fim do horário da votação, um telão foi instalado em frente ao Cartório da 24ª Zona Eleitoral, na Rua Zuleima Fortes Farias, no Parque Areia Preta para que os eleitores possam acompanhar a apuração voto a voto. As eleições suplementares em Guarapari são as primeiras de 2013, e acontecem em razão de o candidato a prefeito mais votado, em outubro de 2012, Edson Magalhães (sem partido) ter o seu registro de candidatura indeferido, pela Justiça Eleitoral, que entendeu que ele estaria disputando o terceiro mandato. Ao todo, 18 eleições suplementares, até o início de abril deste ano serão realizadas no País. Magalhães obteve mais de 50% dos votos válidos e, diante disso, o juiz eleitoral do município, Jerônimo Monteiro, determinou a realização de novas eleições. Isso porque, segundo a legislação vigente, devem ser anulados os pleitos nos quais os candidatos que concorreram com registro de candidatura rejeitado obtiveram mais da metade dos votos válidos. Até que sejam proclamados os resultados das novas eleições, os cargos de prefeito nessas cidades estão sendo ocupados interinamente pelos presidentes das câmaras de vereadores. No caso de Guarapari, o presidente da Câmara, Vanderlei Astori assumiu interinamente a prefeitura. Ele deve passar a faixa para o novo prefeito no próximo mês. Tristeza Uma notícia triste no domingo de eleição. O ex-prefeito do município Michel Hadad, irmão da candidata Beth Hadad (PHS) foi encontrado morto pela manha em casa. Segundo o laudo médio, o ex-prefeito sofreu um enfarte fulminante na madrugada deste domingo (3). A candidata não foi nem votar por conta da fatalidade. Muito abalada, a candidata não conseguiu falar com a imprensa. Michel foi o principal cabo eleitoral da candidata. O corpo do ex-prefeito será velado na Câmara municipal e o sepultamento será Parque Paraíso, nesta segunda-feira (4).  

03/02/2013 / 0 Comments
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Mata-se mais na Serra do que no país mais violento do mundo

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Texto: José Rabelo Fotos: Gustavo Louzada/Agência Porã Relatório das Nações Unidas de 2012 revelou que Honduras tem a maior taxa de homicídio do mundo: 92 assassinatos por 100 mil habitantes. O país caribenho supera El Salvador (69/100 mil) e Costa do Marfim (57/100 mil) – respectivamente, segundo e terceiro colocados no ranking mundial -, mas não supera a Serra. Segundo o Mapa da Violência 2012 – considerado por especialistas o mais completo estudo sobre o tema no Brasil -, a taxa média de homicídios no município serrano, entre os anos de 2008 e 2010, foi de 99 homicídios por 100 mil habitantes. Se incluirmos os dados de 2011 e 2012 nas estatísticas, a taxa média dos últimos cinco anos (2008 a 2012) atinge a impressionante marca de 96 assassinatos por 100 mil habitantes, ou seja, quatro pontos acima da taxa de Honduras. Ainda de acordo com os dados do Mapa da Violência, o retrospecto da criminalidade aponta que as taxas de homicídios vêm se mantendo altas na Serra já faz uma década. No recorte que considera os anos de 2003 a 2007, a taxa média ficou em 95 homicídios/100 mil, o que indica que houve aumento em relação ao quinquênio (2008 a 2012) atual, cuja média subiu um ponto. Em números absolutos, na última década (2003 a 2012), 3.801 pessoas perderam suas vidas para o crime na Serra. Isso equivale a dizimar quase a totalidade da população de Divino São Lourenço (4,5 mil habitantes/IBGE 2010). É como se em 10 anos os lourencenses fossem praticamente riscados do mapa do Espírito Santo. O mais preocupante é que a violência segue em ascensão na Serra. Somente no mês de janeiro deste ano, 36 pessoas foram assassinadas no município. Esse dado representa quase 25% das mortes registradas em todo o Estado, que somam 146 no primeiro mês do ano. Os dados da Serra, comparados aos dos outros três grandes municípios da Grande Vitória, assustam. Foram registrados, no mesmo período, 20 homicídios em Vila Velha, outros 22 em Cariacica e nove na Capital. Com base nesses números de janeiro, as taxas de homicídios projetadas para este ano manteriam a Serra como um dos municípios mais violentos do Estado e do País, com 107 assassinatos para cada grupo de 100 mil habitantes. Para se ter uma ideia da gravidade dos dados serranos, Vila Velha projeta taxa de 56/100 mil para 2013; Cariacica, 72; e Vitória, 32. O histórico de sangue do município explica por que o novo prefeito da Serra, Audifax Barcelos (PSB), estabeleceu o combate à criminalidade como uma das prioridades de seu governo. Durante a campanha eleitoral, Audifax apontou as estratégias que seriam adotadas para tentar derrubar as taxas de homicídios de guerra civil que apavoram os serranos. O prefeito pretende ampliar os investimentos em políticas públicas preventivas, incrementar o videomonitoramento, promover ações de enfrentamento às drogas, implantar um conselho de segurança, estruturar a guarda municipal e, principalmente, aumentar o efetivo de policiais militares no município. Um policial para mil habitantes É claro que todas essas iniciativas são fundamentais e que os bons resultados só serão alcançados com a integração desse conjunto de ações. Entretanto, o secretário de Defesa Social da Serra, o policial federal Leonardo Damasceno, aponta que o aumento do efetivo da PM é imprescindível para o sucesso desse conjunto de estratégias. Ele adverte que o contingente que serve a Serra está muito aquém das necessidades do município. O secretário tem razão. A cidade mais populosa do Estado é também uma das que detêm, proporcionalmente, um dos mais baixos efetivos de policiais: um PM para cada grupo de mil habitantes. A Organização das Nações Unidas (ONU) recomenda um policial para 250 habitantes. De outro lado, Vitória, que vem registrando queda nos índices em relação aos municípios capixabas da Grande Vitória, tem cerca de um PM para 500 habitantes. Se somarmos ao efetivo da PM os agentes da Guarda Municipal de Vitória, cerca de 700, o total de homens nas ruas da Capital sobe para 1.300. O reforço da Guarda, a única realmente bem estruturada do Estado, põe Vitória dentro da média recomendada pela ONU: 1/250. Para Damasceno, a defasagem de policiais é uma das principais causas que contribuem para manter os índices de criminalidade elevados no município. Além do baixo efetivo da PM, Serra, ao contrário de Vitória, não possui uma guarda municipal comunitária. Damasceno explicou que a guarda da Serra hoje é estritamente patrimonial e não comunitária. Cerca de 90 agentes, que recebem o apoio de apenas duas viaturas, vigiam espaços públicos. O secretário explicou que hoje os agentes não têm treinamento nem estrutura material para dar apoio, por exemplo, a uma ação da PM. “Uma guarda municipal comunitária bem estruturada tem condições de se mobilizar mais rapidamente, dando suporte à PM”, ressaltou Damasceno. Ele disse ainda que em Vitória, por causa do grande efetivo de agentes municipais, a população sente mais a presença da guarda. “Isso é muito importante para a população ter essa percepção de segurança”, afirmou. Apesar de a guarda comunitária poder desempenhar uma função estratégica no enfrentamento da violência, Damasceno reconheceu que os investimentos para se montar um serviço bem estruturado são altíssimos. “É preciso montar toda uma estrutura física, com viaturas equipadas, armamentos, programas de treinamentos, corregedoria, ouvidoria, área administrativa, entre outras necessidades. Sem contar o custeio para se manter toda essa estrutura funcionando”, alertou. O secretário não definiu números, mas disse que as discussões preliminares com a equipe de governo apontam para uma guarda com cerca de 50 a 100 agentes. Ele reconhece que o número é pequeno, porém, próximo da realidade financeira do município, que já acumula uma dívida de cerca de R$ 200 milhões herdada da gestão anterior. Ele destacou que além de Serra ser o município mais populoso do Estado, a complexidade geográfica torna o trabalho da polícia ainda mais difícil. “A complexidade da Serra exigiria que trabalhássemos com o efetivo recomendado pela ONU, um policial para 250 habitantes”, frisou o secretário. Hoje, segundo Damasceno, a Serra tem cerca de

03/02/2013 / 0 Comments
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Operação Derrama gera consequências que não agradam aos leitores

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  A semana foi de mais movimentação em torno da Operação Derrama, que investiga fraudes fiscais nas prefeituras do Estado. No entanto, um personagem no rol daqueles que tiveram o nome envolvido nas investigações se destacou. O deputado estadual Theodorico Ferraço (DEM) foi reconduzido à presidência da Assembleia Legislativa nesta sexta-feira (1).    A trajetória de Ferraço foi contada na edição do último sábado (26). O leitor Ronaldo Cerqueira comentou que era tempo de acabar com o que chamou de coronelismo no Estado e Antônio Cerqueira lembrou das mordomias a que os detidos na Operação Derrama têm direito no Quartel do Comando Geral (QCG), em Maruípe.      Os delegados do Núcleo de Operações Criminosas e Combate à Corrupção (Nurocc), responsáveis pelas investigações da Operação Derrama, entregaram um documento ao relator do processo no Tribunal de Justiça do Estado (TJES), desembargador Ronaldo Gonçalves de Sousa, rebatendo o parecer do procurador-geral de Justiça, Eder Pontes, que tentou desqualificar o inquérito da polícia.    Entre os pontos abordados no documento de 25 páginas, os delegados esclarecem ao desembargador que diversos documentos solicitados pelo procurador-chefe do Ministério Público Estadual (MPES) já haviam sido entregues ao órgão.   William Oliveira cobrou do governador mais cautela ao indicar o possível próximo chefe do MPES. Já Paulo Balbino sugeriu que os delegados abrissem a investigação da Derrama para a imprensa de fora do Estado.     A Derrama também pode enfraquecer a campanha a PEC 37, que tramita no Congresso Nacional. A proposta restringe a atuação do Ministério Público em investigações criminais, cuja responsabilidade cabe apenas às policias judiciárias.    No final do ano passado, os representantes dos MPs de todo País – entre eles, o chefe da instituição no Espírito Santo – iniciaram uma campanha para fazer lobby em Brasília contra a aprovação da proposta batizada de “PEC da Impunidade”. Uma das alegações é de que a proposta colocaria em risco o poder de investigação por parte dos membros ministeriais. O discurso indica a possibilidade de impunidade em casos apurados fora da instituição.   Margaret Coelho comentou que, caso as investigações ficassem a cargo exclusivamente do MP o resultado seria a lentidão.      Na sexta-feira Theodorico Ferraço foi reeleito à presidência da Assembleia. O fato não foi visto com bons olhos pelos leitores. O leitor Rodrigo comentou que, mesmo em uma sociedade democrática, pessoas sérias não conseguem chegar ao poder e ainda sugere uma solução para esse conflito.   

03/02/2013 / 0 Comments
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TJES nega desbloqueio de bens de acusados de fraudes em licitação do DER-ES

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A 3ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado (TJES) negou recurso do empresário José Carlos Zamprogno, sócio-proprietário da empresa Tervap Pitanga Mineração e Pavimentação (que também consta no processo) contra o bloqueio de bens em uma ação de improbidade por supostas fraudes em obras do Departamento Estadual de Estradas de Rodagem (DER-ES).   O acórdão da decisão, publicado nessa sexta-feira (1), informa que o colegiado reconheceu a presença de indícios suficientes para a manutenção da medida liminar, deferida nos autos da ação de improbidade que tramita na 3ª Vara dos Feitos da Fazenda Pública Estadual. “Não cabe ao tribunal debater em sede de agravo o mérito da questão que tramita em 1º grau sob pena de cometer-se atentado à supressão de instância. Deste modo, cabe a verificação da legalidade da permanência da tutela antecipada e, havendo os indícios de improbidade e demais elementos, assim manter a decisão”, aponta um dos trechos do acórdão redigido pelo relator, desembargador Ronaldo Gonçalves de Sousa. Chama a atenção neste processo, a ausência entre os réus do atual presidente da Companhia Espírito-Santense de Saneamento (Cesan), Neivaldo Bragato, ex-secretário de Transportes e ex-presidente do Conselho do DER-ES no governo Paulo Hartung (PMDB). Ele figura na ação penal relacionada ao caso, mas foi “esquecido” na ação cível sobre as mesmas fraudes. Ambos os processos tratam de uma suposta “emergência fabricada” para a realização de obras de contenção da encosta na rodovia ES-060, no trecho entre Marataízes e Marobá, no litoral sul do Estado. Na esfera criminal, o ex-secretário Neivaldo Bragato e mais cinco pessoas respondem pelo possível direcionamento do contrato da empreitada, avaliado em R$ 3 milhões. Entretanto, a ação de improbidade que tramita na esfera cível traz apenas os nomes do ex-diretor do DER, Eduardo Antônio Mannato Gimenes, e do empresário José Carlos Zamprogno e de sua empresa, a Tervap Pitanga. O juízo chegou a determinar o bloqueio dos bens dos denunciados em até R$ 8,95 milhões, valor indicado para a causa. Mesmo com a origem comum – resultado do mesmo procedimento no Ministério Público Estadual (MPES) –, os casos tiveram desfechos bem diferentes. Além do ex-diretor e ex-conselheiros do DER, o procurador do órgão, Adiomar Malbar da Silva, também foi denunciado na ação penal, por ter ignorado o fato de o decreto de emergência que justificou a contratação ter sido publicado pela prefeitura de Itapemirim, e não pela prefeitura de Marataízes, onde aconteceram as obras. Em julho do ano passado, a juíza Cláudia Vieira Araújo considerou que os fatos relatados são suficientes para o recebimento da denúncia criminal contra todos envolvidos. Relevância que não foi suficiente para implicar os mesmos denunciados na ação cível.

03/02/2013 / 0 Comments
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Assembleia começa ano fragilizada com reeleição de Theodorico Ferraço

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Nerter Samora e Renata Oliveira Apesar dos desgastes trazidos pelo escândalo da Derrama, deputados passam cheque em branco para Ferraço. Papo de Repórter analisa os prejuízos da atitude arriscada da Assembleia. Nerter – Não teve jeito, por mais que a situação do deputado estadual Theodorico Ferraço (DEM) seja delicada e que o desgaste político dele grande com a repercussão da Operação Derrama e do indiciamento no processo que apura fraudes em prefeituras, o deputado foi reeleito para a presidência da Assembleia com unanimidade e declarações de fidelidade eterna dos colegas de plenário. De duas uma: ou os deputados têm garantias que o restante da sociedade não têm sobre a inocência de Ferraço das acusações, ou eles não têm ideia do risco que a imagem da Assembleia corre com esse aval dado ao presidente. Renata – Acho que os deputados estão confiando demais no parecer do procurador-geral de Justiça Eder Pontes, que tirou o peso das apurações das costas de Ferraço. Mas o Ministério Público não é a Justiça. Ele não define quem é inocente e quem é culpado. Faz um parecer que pode ser aceito pelo Tribunal de Justiça ou não. E o processo está apenas no começo. Há muita água para rolar debaixo dessa ponte, e pela quantidade de documento que o Tribunal tem sobre o caso, essa convicção dos deputados parece perigosa. Vale lembrar também que o Espírito Santo não vive mais naquela época em que os acordos para decidir quem ia ou não para a degola se passava nos bastidores. Nerter – É o que está parecendo. Quem tem culpa no cartório vai ser punido. Se Ferraço não tem nada a ver com a história sairá de heroi, se for condenado ou por causa da Derrama ou por causa dos muitos processos de improbidade que se acumulam contra ele na segunda instância, estará blindado pelo mandato à frente da Casa, mas não vai evitar o desgaste político para ele e para o restante da Assembleia. Renata – Ferraço saiu do plenário dizendo que vai voltar a ser o velho Ferraço dos bons tempos. Pode ser, afinal, como ele mesmo disse, tem meio século de vida pública, e isso tem que ser levando em conta, porque além da experiência em gestão pública, esse meio século lhe trouxe uma verdadeira excelência em movimentações políticas. Uma coisa ele já garantiu com o mandato à frente da Casa. A partir de agora, será mais difícil ser atingido pelas broncas judiciais. Quanto aos trâmites no Tribunal de Justiça, caberá à sua defesa as manobras protelatórias, em caso de alguma condenação, que lhe darão sobrevida suficiente para completar o mandato sem problemas. Enquanto o caso não transita em julgado, ele continua no mandato e deve se agarrar a esse cargo com unhas e dentes. Nerter – Se pelo lado jurídico/administrativo, Ferraço se fortaleceu ao renovar seu mandato à frente da Assembleia, do ponto de vista político a história pode ser bem diferente, e dificilmente ele terá condições de voltar à velha forma com essa sombra em seus ombros. Os acordos fechados dentro da Casa mostraram que não havia outro jeito além de reeleger Ferraço. A alternativa que se apresentou de início, Roberto Carlos (PT), foi logo rechaçada pelos demais parlamentares. Outro nome que, dizem, chegou a ser cogitado pelo governador Renato Casagrande, foi o do líder do governo Sérgio Borges (PMDB). Mas ele também apresentava no Tribunal problemas com a Justiça. O mérito das ações contra Borges é bem diferente dos problemas de Ferraço, mas no frigir dos ovos, condenação é condenação. E os deputados preferiram Ferraço, até porque hà uma voracidade de parte da imprensa por Borges que não há em relação a Ferraço. E as condições foram criadas em favor do demista. Renata – Isso é uma coisa, outra coisa é o jogo político deste ano e do próximo ano, quando estará em jogo eleição estadual. Alguns deputados, na eleição, disseram que Ferraço fortaleceria o Legislativo, mas a impressão que se tem é justamente o contrário. Ferraço à frente da Casa enfraquece o poder de fogo do parlamento na hora das costuras eleitorais do próximo ano. Os protestos que surgiram hoje, se intensificados, vão acabar chamando a atenção da população para a situação delicada dentro do prédio. Homeopaticamente, os episódios que devem surgir com os desdobramentos da Derrama vão enfraquecendo cada vez mais o presidente da Assembleia, a menos que se consiga fazer o caso cair no esquecimento, o que provavelmente não irá acontecer. Nerter – A impressão que se tem é que diante do enfraquecimento do capital político do ex-governador Paulo Hartung (PMDB), ele entendeu que precisaria de um representante nas articulações do próximo ano para garantir o seu quinhão nas movimentações de 2014. Com a Assembleia na mão, Ferraço poderia ser esse porta-voz do grupo, já que com o controle sobre a Assembleia teria como tirar o sono do governador Renato Casagrande. Mas diante do escândalo, Ferraço saiu desgastado, e o governador é quem tem condições de dar as cartas no jogo de 2014 agora. Renata – Coincidência ou não, assim que o nome de Ferraço começou a perder peso político, um balão de ensaio é jogado no mercado político com a ventilação do nome de Hartung para o governo do Estado no próximo ano. Hoje não haveria condições de o ex-governador se aventurar em uma empreitada dessas, mas o fortalecimento de seu nome pode pegar, sem que ele venha efetivamente a se candidatar. Se o boato ganhar peso, Hartung consegue duas importantes jogadas: a primeira é ganhar uma cadeira na mesa de negociação de 2014. A segunda, e mais importante, há uma nuvem constante sobre o governo passado, como se o governador e alguns de seus ex-secretários esperassem pelo pior a qualquer momento. Bom, ao jogar seu nome no mercado, Hartung prepara o discurso da perseguição política, que poderá ser sacado caso alguma bronca contra ele apareça de repente. Nerter – O Tribunal de Justiça já deu seu sinal de mudança há algum tempo. O Tribunal de Contas,

03/02/2013 / 0 Comments
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Movimento Pó Preto completa um ano de cobranças ao Iema

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O Movimento Pó Preto, que costuma registrar, em fotos e vídeos, as emissões das empresas atuantes na Ponta de Tubarão – ArcelorMittal e Vale –, completa um ano de atuação neste fevereiro que se inicia, com uma pilha de denúncias acumuladas no Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema), sem respostas.   Além de fotos e vídeos, o movimento também já fez várias solicitações ao Iema, como de dados da medição de Poeira Sedimentável (OS), acompanhadas das imagens-denúncias de emissões de poluentes, que em geral são respondidas pelo órgão com um texto padrão de “estímulo às empresas para que tomem providências de forma a evitar novos eventos”.   Neste ano, só as denúncias protocoladas no Iema sem resposta somam mais de 15. Além do Iema, o movimento também já encaminhou denúncias ao Ministério Público do Estado (MPES), às comissões de meio ambiente da Assembleia Legislativa (Ales) e à Câmara Municipal de Vitória (CMV) e a outros setores.   A poluição, o principal problema ambiental da Grande Vitória, encontra muita resistência para continuar a destruir a qualidade de vida e a saúde dos moradores da região. O Movimento Pó Preto trava, por exemplo, grande luta contra a liberação da Licença de Operação (LO) da 8ª Usina da Vale, pelo menos até que um padrão para o pó preto seja adotado no Estado.    A entidade cobra uma resposta do Ministério Público do Estado (MPES) a um documento protocolado no órgão em julho do ano passado, que pede, dentre outras coisas, a não liberação da licença e uma série de estudos e justificativas técnicas das últimas ações de controle ambiental feitas sobre as empresas atuantes na Ponta de Tubarão.   O movimento mantém um abaixo-assinado aberto na internet – que já bate a marca de 470 assinaturas – pela divulgação dos números de medição de poeira pelo Iema, devendo estes apresentarem resultados compatíveis e que garantam um padrão de qualidade de vida satisfatória aos moradores da Grande Vitória.   Veja fotos registradas pelo movimento:              

03/02/2013 / 0 Comments
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Inventário da resistência

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Praticamente não há brasileiro que não tenha uma historinha pessoal dos tempos da ditadura militar 1964/85. Diretamente ou por amigos e parentes, quase todo mundo guarda na memória um ou mais episódios de ameaça, tensão, medo, prisão, inquérito, fuga etc. – tudo isso sem falar dos casos extremos dos que viveram na clandestinidade, armados ou não, ou passaram pela prisão ou pelo exílio. E nem é preciso lembrar os casos insolúveis que pulsam até os dias de hoje envolvendo desaparecimentos, sequestros, torturas e execuções de pessoas contrárias ao regime militar. De tudo isso se pode afirmar que, variando em intensidade, desde abril de 1964 os brasileiros se envolveram num genuíno processo de resistência democrática. Logo de cara uns perderam cargos, outros foram cassados e tiveram os direitos políticos suspensos.  Centenas foram para o exterior. Quatro anos depois (1968), enquanto o mundo inteiro mergulhava em passeatas, protestos e congressos pré-revolucionários (p. ex. UNE em Ibiuna, SP), escancarou-se a ditadura e a resistência democrática assumiu formas diversas, desde o lançamento de músicas de protesto e a fundação de jornais alternativos até movimentos armados unidos sob o lema “Abaixo a Ditadura”. Por um viés particular da historiografia brasileira, desde os anos 1970 afloram documentos e livros com depoimentos de pessoas que participaram da luta armada, que foi a forma mais radical de resistência e oposição. Armados de revólveres, pouco mais de uma dúzia de grupos de esquerda  enveredaram para o confronto com o regime ditatorial. Os grupos foram liquidados e muitas pessoas morreram, muitos mais à esquerda do que à direita. Todos, de uma forma ou de outra, foram vítimas da ditadura, que recorreu a métodos extremos que até hoje incomodam consciências, muito menos à direita do que à esquerda. Tantos discos, livros, peças e filmes depois – alguns, não poucos, em defesa do governo –, ainda não temos o inventário completo da resistência democrática. Nos chamados “anos de chumbo” – a propósito, quem inventou esse termo? –, guardadas as proporções, era tão heróico um jovem pichar  um muro* quanto um operário chamado Manoel Fiel  Filho distribuir um jornalzinho clandestino (e ser preso e morto “acidentalmente” na  cadeia) ou um tranquilo jornalista mineiro de sobrenome Gabeira participar do sequestro de um diplomata estrangeiro no Rio. É isso que começa a fazer falta – promover o inventário completo da resistência – enquanto a Comissão da Verdade instituída em maio de 2012 pela presidenta Dilma se ocupa dos casos extremos de violação dos direitos humanos em repartições públicas, sob incentivo ou vista grossa das autoridades. Em novembro passado, durante um debate na feira do livro de Porto Alegre Alegre sobre a morte do jornalista Vlado Herzog em dependência militar de São Paulo (outubro de 1975), uma professora de História levantou-se na plateia argumentando que, até agora, “parece que apenas o pessoal da luta armada tem boas histórias para contar sobre a resistência à ditadura”. Para ela, está na hora de “democratizar a narrativa” sobre como o regime militar se esgotou. Ou, seja, fora a luta armada, houve uma série de histórias pessoais, sindicais, religiosas, jornalísticas, jurídicas  e econômicas que resultaram em ações e movimentos como as Diretas Já (198 4), a Constituinte (1988) e tudo mais que aí está.    Nos últimos meses, saíram vários livros e alguns filmes sobre o tempo da ditadura. O mesmo acontece em países vizinhos também submetidos a regimes de força. Entre esses documentos, há desde episódios singelos até narrativas escabrosas como as que vieram à tona no livro Memórias de Uma Guerra Suja, no qual o ex-policial Cláudio Guerra confessa crimes terríveis ao repórter Rogério Medeiros. Outros livros de jornalistas como os de Audalio Dantas e Bernardo Kucinski, mencionados recentemente nesta coluna, são marcos a estimular cada brasileiro a por para fora o que viveu nos tempos da ditadura. É bom lembrar que o golpe militar de 1964 teve apoio das elites e das classes médias e durante algum tempo contou com a simpatia popular graças a uma habilidosa máquina de censura e propaganda, como aconteceu durante o Milagre Econômico Brasileiro (1968/1973). De tempos em tempos jornais e revistas, emissoras de rádio e TV e, ultimamente, blogs e sites desovam casos isolados, mas falta um esforço contínuo e metódico de escavação e organização do material guardado na memória das pessoas ou esquecidos em algumas gavetas. A mídia se ocupa principalmente dos casos mais terríveis e sangrentos associados à luta armada, mas a resistência foi ampla e crescente — e sua verdadeira dimensão ainda não foi captada nem transmitida. Inventário da Resistência Democrática: eis uma ideia a ser abraçada por um órgão da imprensa gorda ou magra.   * Grafiti antiditadura pichado há 30 anos num muro de Sertãozinho, SP:   “A PIOR JAULA É UMA FARDA. NELA SÓ CABE UM PORCO”

02/02/2013 / 0 Comments
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Era Ferraço

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  O espetáculo da reeleição à presidência da Assembleia Legislativa de Theodorico Ferraço (DEM), nessa sexta-feira (1), instala uma nova era política no Espírito Santo. Agora, se será longa, breve ou pequena, não há como prever, por uma série de circunstâncias. Certo, certo, é que a Era Ferraço está a suceder a de Paulo Hartung (PMDB). Como será? Difícil também de se prever, pelo histórico da carreira política do seu donatário, nos seus mais de 40 anos de vida pública produzindo tempestades e convivências políticas extemporâneas. Tais quais as vividas com o próprio ex-governador: já esteve com ele, contra ele, e agora novamente com ele. E sem temer, como uma infinidade de políticos, a onipotência de PH.      Enlameado  Carregado de processos, no dia de sua reeleição Ferração era a própria figura de uma virgem política, embora seja, de verdade, uma rodada donzela que já frequentou os principais bordéis políticos do Estado.       Segue… Só que nesse atual processo, está igual à história do pato da perna quebrada, obrigando-se a caminhar como se a perna não estivesse avariada, levando em consideração sua capacidade de resistência, aliado à sua condição, em fazer, quando necessário, pacto até com o diabo – enquanto o diabo lhe aparentar santidade.    Mais Ferração é tão imprevisível que não há a mínima chance de se conhecer o seu inimigo e, muito menos, o seu aliado. E ninguém neste Estado roda o toco melhor do que ele, ainda mais com o atrevimento e ousadia política que lhes são inerentes. Nunca foi, entretanto, uma figura obcecada pelo poder, que para ele faz parte do jogo político. E como experiente frequentador de rodas de pôquer, Ferraço vem se dando bem. É, então, um animal político cheio de instintos, mas sem nenhum código de lealdade. A merecer, portanto, enormes cuidados.    Eleito  Se não botarem um guizo no petista e vice-governador Givaldo Viera, ele fará reserva de domínio de uma das 10 vagas de deputado federal. A vice-governadoria lhe deu acesso aos instrumentos de poder, permitindo que fizesse alianças à direita e à esquerda. Vai do sul do Estado ao norte, passando por novos prefeitos que levaram benefícios do governo.    Restringe A condição eleitoral de Givaldo reduz as possibilidades de outros companheiros de PT conseguirem uma vaga na Câmara, pois o PT, para fazer dois deputados federais, vai ter que rebolar. Assim sendo, Givaldo colocou em risco as pretensões do ex-prefeito de Cariacica Helder Salomão, do lulista Perly Cipriano e da atual deputada federal Iriny Lopes.    Rompido Aliás, a ambição política de Givaldo levou ao rompimento dele com o seu protetor, o ex-prefeito de Vitória João Coser.    Retrato Para melhor conhecer o PT de hoje, recorram à leitura da entrevista publicada em Século Diário neste sábado (2), com um dos mais antigos líderes do partido, José Otávio Baioco. A coluna recomenda.    PENSAMENTO: “Você pode enganar uma pessoa por muito tempo, algumas pessoas por algum tempo, mas não consegue enganar todas as pessoas por todo o tempo.“ Abraham Lincoln

02/02/2013 / 0 Comments
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O Mundo sobre Duas Rodas

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O ciclismo mundial vive um momento de extremo descrédito diante da confissão de culpa do maior ex-pop star da categoria de todos tempos, sobre seu envolvimento com doping. De um momento para o outro, como no conto de fadas, a bicicleta virou abóbora e o ciclista Lance Armstrong passou de Capitão América pós-moderno à figura do diabo em pessoa. O ciclismo não é diferente dos outros esportes, ou de outras atividades humanas onde dinheiro, competição e bons resultados acirram a rivalidade entre as pessoas. Antes mesmo do ciclismo chegar nas raias das competições, já havia doping nos esportes. A complexidade da modalidade é que tem mudado com o passar do tempo.  A rivalidade também sempre existiu, pois é nata em todas as modalidades esportivas. É ela que nos faz parar diante da TV para assistir às disputas esportivas. Existem rivalidades históricas como Brasil x Argentina no futebol e França x Itália no ciclismo que rendem grandes audiências, dinheiro e, claro, controvérsias. Em 1952, Fausto Coppi e Gino Bartali, dois dos maiores rivais da história do ciclismo, durante uma etapa da Volta da França, foram fotografados por Carlo Martini da Agência Olympia, quando um passava uma garrafa de água para o outro. A fotografia apareceu nos principais jornais da época e causou um enorme debate entre os fãs, sobre quem ajudou quem. Os fãs de cada lado defendem seu ídolo, e os ídolos perpetuam a lenda. Coppi sentado em sua casa, entre sorrisos, e com a fotografia emoldurada na parede, faz questão de manter a polêmica dizendo que quem passou a garrafa foi seu pai. Recentemente, o famoso fotógrafo esportivo italiano, Vito Liverani, desfez toda a controvérsia em torno da imagem, dizendo que na verdade ela foi montada, em um acordo entre os ciclistas, o diretor da prova, e o fotógrafo. Tudo em nome do Fair Play. A imagem da semana é a controversa imagem de Carlo Martini, 1952, durante uma etapa de Lausanne and Alpe d 'Huez,  da Volta da França de Ciclismo.   Glauco Frizzera é fotógrafo, com mestrado em Fotografia pela Barry University. Mestrando em Business and Administration, e vencedor do prestigiado premio Photoshop Guru Award. Visite o site www.glaucofrizzera.com. Para entrar em contato com a coluna, envie email para: contact@glaucofrizzera.com

02/02/2013 / 0 Comments
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