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Protesto contra impunidade esbarra com manifestação pró-Ferraço na Assembleia

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A manifestação do Fórum Estadual em Defesa do Interesse Público (Fedip), realizada nesta sexta-feira (1º), teve lances inusitados como o encontro de dois protestos: um a favor e outro contra a reeleição do deputado Theodorico Ferraço (DEM) à presidência da Assembleia Legislativa. No mesmo momento em que as entidades civis do Estado faziam o “último apelo” aos deputados para que votassem contra o demista, os representantes do Sindicato dos Servidores do Legislativo (Sindilegis) defendiam a eleição do parlamentar.   O inusitado encontro aconteceu após a realização do ato em frente à sede do Ministério Público Estadual (MPES). Depois da “lavagem” da fachada do órgão ministerial, os manifestantes seguiram em passeata até a sede do Legislativo.  Com o auxílio de um trio elétrico, os integrantes do fórum entoavam palavras de ordem contra a eleição de Ferraço – o apontado como o Renan Calheiros capixaba (senador eleito para a presidência da Casa também nesta sexta) – e contra uma possível ingerência do governador junto à Polícia Civil contra as investigações da Operação Derrama. Depois da caminhada de cerca de dez minutos pelas principais vias da Enseada do Suá, o protesto das entidades do movimento social se deparou com outro trio elétrico – contratado pelo Sindilegis em apoio à reeleição de Ferraço. Desde as primeiras horas da tarde desta sexta, o movimento dos servidores do Legislativo repetia exaustivamente à música “Eu sou o cara”, de Roberto Carlos – famoso conterrâneo do presidente da Assembleia.   Por volta das 14 horas, os dois protestos se “encontraram”, criando uma cena inusitada com o revezamento de falas a favor e contra o parlamentar. O presidente do Sindilegis, Leandro Machado, criticou a falta de adesão do Fórum ao movimento para o pagamento do 11,98% aos servidores da Casa – principal bandeira de Ferraço e que se tornou uma espécie de escudo contra qualquer crítica interna.   “Sempre participamos das ações do Fórum, mas hoje estamos do outro lado. Os servidores da Assembleia apoiam a reeleição de Ferraço, que significa o fortalecimento desta Casa. Todos têm direito à manifestação, mas não recebemos o mesmo apoio de vocês [neste caso, se dirigindo às lideranças do Fedip]. Apoiamos a aprovação dos planos de cargos e salários para várias categorias no final do ano passado, mas os servidores da Assembleia não tiveram nada”, desabafou.   Um dos integrantes do fórum, o coordenador-geral do Sindicato dos Bancários do Estado (Sindibancários-ES), Carlos Pereira de Araújo, o Carlão, se manifestou a favor do pleito dos servidores da Casa, no entanto, foi contra a ideia de que a reeleição de Ferraço seria a única solução para o impasse que já leva mais de dez anos. “O fórum apoia a pauta dos servidores da Assembleia, estamos na mesma luta. Mas sobre contra a reeleição de Ferraço, que  responde a 30 processos na Justiça, além do indiciamento na Derrama”, relembrou.   O presidente do Sindicato dos Servidores Públicos do Estado (Sindipúblicos), Gerson Correia de Jesus, também defendeu o respeito entre os dois movimentos: “Não viemos para brigar com o Sindilegis. Viemos pedir que os deputados respeitem o Regimento Interno da Casa e as constituições estadual e Federal e não votem em Theodorico Ferraço”, ponderou. Pouco antes do início da sessão no plenário da Assembleia, os servidores da Assembleia compareceram em peso nas galerias da Casa para apoiar o demista, enquanto os integrantes do Comando de Caça aos Corruptos faziam a “lavagem” simbólica das escadarias do palácio Domingos Martins, sede do Legislativo. No entanto, após a encenação, uma parte dos integrantes do Fedip denunciou que foram impedidos de entrar nas dependências da Assembleia.   Um dos manifestantes contra Ferraço que acabaram impedidos de entrar foi o presidente do Diretório Municipal do PSOL em Vitória, Gustavo de Biase. Na rede social Facebook, o ex-candidato à prefeitura da Capital afirmou que os seguranças da Casa impediram os manifestantes de acompanharem a sessão nas galerias da Casa, sob alegação de que era proibido. Ele resumiu o episódio como “mais um dia triste na história do Espírito Santo”.

01/02/2013 / 0 Comments
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Deputados reelegem Ferraço presidente da Assembleia

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Em uma sessão rápida e sem surpresas sobre a composição da nova Mesa Diretora, os deputados estaduais reelegeram na tarde desta sexta-feira (1), o presidente da Assembleia Theodorico Ferraço (DEM) para o biênio 2013/2014. O discurso adotado pelos parlamentares para dar o aval ao presidente foi o da “presunção da inocência”. Sob a presidência do deputado mais idoso da Casa, Elcio Alvares (DEM), Theodorico Ferraço foi reeleito por 28 votos. O deputado Freitas (PSB) não estava presente e o nome de Paulo Roberto (PMDB) já havia sido removido do painel eletrônico. Além de reeleger Ferraço, os deputados fecharam a composição da Mesa Diretora com Luiz Durão (PDT), como primeiro vice-presidente; Glauber Coelho (PR), segundo vice-presidente; Solange Lube (PMDB), primeira-secretária; Roberto Carlos (PT), segundo-secretário; Sandro Locutor (PV), terceiro secretário. Janete de Sá (PMN) ficou com a quarta secretária. Em seu discurso, que durou menos de um minuto, Ferraço agradeceu a confiança dos deputados e lembrou do meio século de vida pública, que, afirmou, vai manter dando à nova gestão um perfil pautado na “ética e na seriedade”. O deputado reafirmou o compromisso com o fortalecimento da Casa e da manutenção da governabilidade de Renato Casagrande. Ao deixar o plenário, porém,  o deputado foi questionado sobre as acusações de participar de um esquema de fraude em contratos de recuperação de crédito em oito prefeituras do Estado, que levou para a prisão 10 ex-prefeitos, incluindo a mulher de dele, a ex-prefeita de Itapemirim Norma Ayub (DEM). Ferraço afirmou que as turbulências existem diariamente e que entrega a decisão sobre sua vida nas mãos de Deus. Afirmou também que o caso está aos cuidados do advogado e que sua meta agora é trabalhar pela nova gestão na Assembleia em favor do Espírito Santo. Ele destacou ainda a união da Casa e chegou a dizer que foi eleito sem pedir sequer um voto, embora as conversas sobre a eleição da Casa tenha sido uma pauta paralela da Assembleia desde o ano passado. Sobre a expectativas, Ferraço afirmou que voltará a ser “o Ferraço dos bons tempos”. Mesmo com vários processos por improbidade administrativa tramitando na Justiça, Ferraço disse que nunca foi acusado de desvio de dinheiro em sua trajetória política. Os demais deputados que compõem a Mesa também apostam na união em torno de Ferraço para garantir o compromisso de fortalecimento da Casa, ainda que as implicações de Ferraço na Derrama possam trazer para o Legislativo desgastes que podem atingir todo o plenário. O terceiro secretário da Mesa, Sandro Locutor (PV), afirmou que o em relação ao processo, os deputados deram um voto de confiança a Ferraço, apostando no princípio da “presunção de inocência”, já que não há julgamento sobre o caso e que a Casa vai acompanhar os desdobramentos no judiciário. Glauber Coelho (PR), eleito segundo vice-presidente, não considerou o novo cargo uma derrota para o partido. Ele afirmou que além da segunda vice-presidência, o partido manteve a Comissão de Segurança da Casa e o deputado José Esmeraldo será o novo ouvidor da Assembleia, o que na avaliação de Glauber aumentou a participação do partido nos espaços da Assembleia. O discurso destoante do clima de festa veio com a deputada Aparecida Denadai (PDT), que dirigiu suas críticas ao líder do governo Sérgio Borges (PMDB). Ela reclamou que não assinou o documento que criou um blocão para a divisão das comissões permanentes. A pedetista afirmou ainda que não quer seu nome incluído em nenhuma comissão porque os espaços serão divididos por quem se perpetua à frente de uma das comissões mais importantes do legislativo, se referindo à Comissão de Finanças, que é presidida por Borges. O deputado Atayde Armani (DEM) saiu em defesa de Borges, dizendo que ele tem condições e o apoio dos demais deputados na condução da divisão dos cargos nas comissões. José Esmeraldo (PR) foi à tribuna para reclamar do Executivo. Ele afirmou que apesar de o governador Renato Casagrande dispensar uma atenção a contento para os deputados, alguns secretários continuam inacessíveis. Além do apoio dos deputados, Ferraço contou ainda com a presença dos servidores da Casa, categoria que o presidente conquistou com o discurso da defesa do pagamento dos 11.98% de retroativos da reposição dos planos econômicos da década de 1990. Ele falou pouco no assunto, mas voltou a defender o pagamento do direito dos servidores. Do lado de fora do prédio um protesto organizado Fórum Estadual de Defesa do Interesse Público cobrava o comprometimento dos deputados com a moralidade pública. O protesto não chegou a incomodar a festa que acontecia no plenário. Sobre a ação, Ferraço se limitou a dizer que se tratava da “beleza da democracia”.

01/02/2013 / 0 Comments
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Mesmo sob protesto, chefe do MPES pede revogação das prisões de ex-prefeitos

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No dia em que a sede do Ministério Público Estadual (MPES) recebeu a visita do “Comando de Caça aos Corruptos”, que fez a “lavagem” simbólica do local, o procurador-geral de Justiça Eder Pontes da Silva encaminhou uma nova manifestação pela revogação das prisões de sete ex-prefeitos presos na Operação Derrama. O chefe do MPES opinou pela manutenção das prisões  apenas dos dois sócios da empresa CMS e de quatro dos dez servidores municipais de prefeituras investigadas. Enquanto os manifestantes cobravam transparência nas investigações do Ministério Público, no início da tarde desta sexta-feira (1º), o texto de Eder Pontes era remetido ao Tribunal de Justiça do Estado (TJES), cujo desembargador Ronaldo Gonçalves de Sousa deve analisar o parecer ministerial. O pedido de liberdade dos ex-prefeitos segue o mesmo entendimento da análise da situação da ex-prefeita de Itapemirim, Norma Ayub Alves (DEM), liberada na última semana. O procurador-geral de Justiça sugeriu que a prisão dos ex-prefeitos fosse convertida em outras medidas cautelares, mesmo encaminhamento dado a Norma, como o afastamento de eventuais funções públicas, proibição de comparecer às sedes das prefeituras que administraram e a entrega de passaporte. Seriam contemplados: os ex-prefeitos Guerino Zanon (Linhares), Ananias Francisco Vieira (Marataízes), Valter Potratz (Piúma), Edival Petri e Moacyr Carone Assad (Anchieta), Edson Magalhães (Guarapari) e Alcino Cardoso (Itapemirim). O único ex-prefeito preso que não foi incluído na manifestação foi Ademar Devens (Aracruz), sob alegação de que não havia qualquer pedido de revogação de sua prisão nos autos do processo. Eder Pontes também opinou pela liberdade de seis ex-servidores que teriam ligação com o esquema de fraudes: Eder Botelho da Fonseca, ex-procurador de Itapemirim e ex-diretor financeiro da Assembleia; Marcos Rogério Patrício e Wagner José Elias Carmo, ex-procuradores de Aracruz; Analice Gobeti, servidora da prefeitura de Linhares, e Lidiel Scherrer e Zamir Rosalino, ex-secretários de Finanças de Aracruz. Contrariando novamente a lógica, o procurador-geral de Justiça se manifestou pela manutenção de seis pessoas, entre elas, os empresário Cláudio Mucio Salazar Pinto e Cláudio Mucio Salazar Pinto Filho – sócios da empresa CMS – e quatro ex-servidores municipais: Paulo José Azevedo Branco, ex-procurador-geral de Itapemirim; Carlos Alberto Abritta e Valter Rocha Loureiro, fiscais de renda da prefeitura de Linhares; e Durval Valentim Blank, ex-secretário de Finanças de Aracruz. Mais uma vez, o chefe do MPES não se manifestou sobre o pedido de indiciamento dos deputados Theodorico Ferraço (PMDB), reeleito presidente da Assembleia Legislativa, e José Carlos Elias (PTB), que foi ex-prefeito de Linhares, além dos prefeitos de Jaguaré, Rogério Feitani (PMN) e Marataízes, Jander Nunes Vidal (PSDB). O texto já foi encaminhado para o desembargador relator, que poderá acolher ou não aos termos da manifestação do MPES.  Entidades usam ‘corrupcida’ na fachada do MPES  Também nesta sexta-feira, o Fórum Estadual em Defesa do Interesse Público (Fedip), que reúne entidades do movimento social capixaba, realizou um protesto em frente à sede do MPES. Os manifestantes cobraram de Eder Pontes a punição imediata de todos os envolvidos. O Comando de Caça aos Corruptos, conhecido por comandar a “lavagem” da sedes de instituições públicas após episódios de corrupção, também fez o uso do “corrupcida” nas fachadas da instituição – foi a primeira vez que isso ocorreu. O presidente do Sindicato dos Trabalhadores e Servidores Públicos do Estado (Sindipúblicos), Gerson Correia de Jesus, lamentou a ausência de representantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) na manifestação: “O presidente da OAB [Homero Mafra] devia estar aqui, sabemos que todas as peças foram iguais e não teria motivos para fazer qualquer alegação contra as investigações. Também nos surpreende a posição do procurador-geral de Justiça, que se decidiu em apenas um processo [o de Norma Ayub, até então]”. De acordo com informações da assessoria do MPES, o procurador-geral Eder Pontes não estava presente na sede durante o protesto. No entanto, a subprocuradora Elda Moraes Spedo chegou a se colocar à disposição para atender a um grupo de manifestantes. Ideia rejeitada pelos manifestantes que seguiram para a frente da Assembleia, onde seria votada a reeleição do deputado Theodorico Ferraço para a presidência da Casa.

01/02/2013 / 0 Comments
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Quatro municípios da GV terão internet de banda larga em 2014

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O Estado licitará até março os serviços de estruturação do projeto ES Digital nos municípios de Vila Velha, Viana, Cariacica e Serra. O projeto, que já funciona em Vitória, prevê a expansão das linhas de fibra ótica e o funcionamento da internet de banda larga em quatro municípios até meados de 2014. Se tudo correr bem, garantiu o diretor-presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa (Fapes), Anilton Salles Garcia, até o final do ano o projeto atingirá todo o território capixaba. O importante, ressaltou ele, é lembrar o que a internet banda larga proporcionará. “Além dos pontos gratuitos que permite o acesso pela população, a medida permite o compartilhamento da estrutura pelos órgãos públicos como escolas, postos de saúde, hospitais, telecentros, entre muitos outros. São opções que contribuem para o desenvolvimento do Estado, sobretudo de pequenas empresas sitiadas em distritos capixabas”. Construída em cooperação com o Ministério das Comunicações, Telebrás e Rede Nacional de Ensino e Pesquisa, o programa beneficiará todos os órgãos Federais, estaduais e municipais no Estado, garantindo assim a conexão de voz, dados e de imagem entre eles, reduzindo custo e a distância entre os órgãos.   Para a população, além do acesso a banda larga, o objetivo é implantar pelo menos um ponto de internet gratuita nas cidades capixabas. Por enquanto, isso só ocorre em Vitória, onde o usuário pode acessar a internet, sem necessidade de uso de provedor comercial. São pontos de internet gratuita na Capital as imediações do posto de saúde do bairro Jardim Camburi; na avenida Beira-mar e a rua dos restaurantes, na Ilha das Caieras; no Parque Moscoso, no Centro; no Parque Pedra da Cebola, na Mata da Praia; no Mercado São Sebastião, em Jucutuquara e no Horto de Maruípe. Segundo a prefeitura de Vitória, a conexão à rede sem fio pode ser feita por computadores de mesa, notebook, telefone ou qualquer equipamento que possua conexão wireless e um navegador (internet Explorer, Firefox, netskip). Para isso, o usuário só precisa buscar as redes wireless e selecionar rede “Vitória Digital”. Ao abrir o navegador, o internauta será direcionado para a página contendo o Termo de Permissão de Uso que garantirá o acesso livre à internet, após o aceite do usuário. Apoio O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, determinou a realização de reunião entre as equipes técnicas do ministério e os gestores do governo do Espírito Santo que atuam no Programa ES Digital. A intenção é garantir a ampliação da rede já existente no Estado. Além de Vila Velha, Viana, Cariacica e Serra, terão prioridade no programa os municípios atendidos pelo programa Estado Presente, que visa a promover a cidadania como ação preventiva de combate à violência em comunidades menos favorecidas como os conglomerados Castelo Branco e Nova Rosa da Penha em Cariacica; Terra Vermelha, Santa Rita, São Torquato e Soteco, em Vila Velha; Feu Rosa, Jacaraípe, Carapina e Nova Almeida, na Serra e Nova Betânia em Viana. O ministro Paulo Bernardo adiantou que o interesse da União é o de ampliar a rede capaz de garantir acesso à internet a comunidades carentes e a municípios fora do eixo das regiões metropolitanas. ES Digital O ES Digital é uma ação do governo do Estado do Espírito Santo, desenvolvido pela Secretaria de Ações Estratégicas (Seae), por meio do programa Estado Presente, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Espírito Santo (Fapes) e do Instituto de Tecnologia da Informação e Comunicação do Estado do Espírito Santo (Prodest). Os dutos para instalação de fibra óptica e a parte operacional do Programa ES Digital são coordenadas pelo Prodest, enquanto a gestão deste Programa está a cargo da Fapes. O modelo adotado por este programa, realizado conjuntamente com a Telebras, segue o Programa Nacional de Banda Larga (PNBL), que estabelece parceria entre o Governo e provedores, fortalecendo a economia no interior.

01/02/2013 / 0 Comments
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Aracruz quer realizar atividade de silvicultura em cinco municípios das regiões norte e noroeste

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A Aracruz Celulose (Fibria) publicou, no Diário Oficial desta sexta-feira (1), um comunicado referente à aprovação do Termo de Referência (TR) para a elaboração do Estudo de Impacto Ambiental e o seu respectivo Relatório de Impacto Ambiental (EIA-Rima) de uma atividade de silvicultura que a empresa pretende implantar em diversas fazendas das regiões norte e noroeste do Estado, especificamente nos municípios de Pinheiros, Montanha, Ponto Belo, Mucurici e Ecoporanga.   Segundo a publicação, iniciou-se o prazo de 15 dias para manifestação dos interessados em sugerir “elementos de análise” ao Termo de Referência, disponível no site do Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Espírito Santo (Idaf).   O referido termo visa a nortear a elaboração do EIA-Rima do empreendimento, do qual ainda não constam, ao menos publicamente, elementos concretos de suas características – tanto que, o próprio termo, recebe apenas o nome de “Projeto de Silvicultura”.   Silvicultura, por sua vez, tem como definição “a ciência que se ocupa das atividades ligadas à implantação e regeneração de florestas”, em função de interesses econômicos, ambientais, científico ou outros.   Segundo o TR, o EIA-Rima do empreendimento deve se basear nas áreas de influência direta do empreendimento, para subsidiar a análise de sua viabilidade ambiental. Mais do que isso, os estudos servem para medir os impactos ambientais decorrentes de ações como esta, baseando-se em características do solo, água, fauna etc. dos locais.   As fazendas pretendidas pela Fibria para a realização do projeto são: Alvorada (Pinheiros), Reserva (Montanha), Califórnia (Ponto Belo), Campo Verde (Ponto Belo), Conquista (Montanha), Floresta (Ponto Belo), Itajubá (Mucurici), Monte Cristo (Ecoporanga), Rio do Sul (Pinheiros), Boa Vista (Ponto Belo).

01/02/2013 / 0 Comments
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Vila Velha: edital da cultura de 2012 será pago a partir de abril

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  Os artistas selecionados no edital Lei Vila Velha Cultura e Arte de 2012 serão contemplados a partir de abril. A decisão sobre o pagamento, que ainda não foi efetuado, é fruto de um acordo selado na semana passada entre a Secretaria de Cultura e Turismo da Prefeitura de Vila Velha e o Conselho Municipal de Cultura.   O pagamento aos 48 contemplados no edital, no valor de R$ 940 mil, será feito em ordem crescente (do menor para o maior valor). A seleção foi para as áreas de artes plásticas (3 selecionados); literatura (7); música (11); dança e circo (4); cine/vídeo e foto (10); teatro/ópera e humor (9) e capoeira (4).   “Vamos efetuar esse pagamento aos selecionados no edital em respeito aos artistas de cidade. Esse é um compromisso que essa gestão possui com a categoria”, ressaltou a secretária de Cultura e Turismo, Simone Modolo.

01/02/2013 / 0 Comments
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???O Som ao Redor??? aumenta o volume do que já não se ouvia

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Disfarçada pela modernidade, prédios, carros, asfalto, a origem desigual e antiquada da sociedade ainda está presente nos dias de hoje. Essas marcas profundas, que muitas vezes são ignoradas, mostram-se no primeiro longa do diretor pernambucano Kleber Mendonça Filho, o aguardado O Som ao Redor.   O filme foi lançado em 2012 e exibido no 18º Festival de Vitória, mas só agora chega ao Espírito Santo. O Som ao Redor revela que a exploração do trabalho e a obsessão com a posse ainda são características fortes do século 21 e não mudaram muito desde os tempos do coronelismo.   Filmado no bairro de Boa Viagem, no Recife, o filme retrata uma família que ascendeu economicamente depois do governo Lula. Entretanto, mesmo com uma melhor condição financeira a população continua vivendo as mesmas determinações de classes e discriminações de antes.   O destaque do filme é a edição de som, que realça barulhos cotidianos como motores, elevadores, cães, música alta, tornando-os intoleráveis.   Serviço O Som ao Redor (Idem, Brasil, 2013, 131 minutos, 16 anos)    Cine Jardins – Shopping Jardins: Sala 1. 18h45. Quarta não haverá sessão.

01/02/2013 / 0 Comments
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??s vésperas da eleição, páreo segue embolado em Guarapari

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Neste domingo (3), a população de Guarapari vai às urnas para a eleição extemporânea que escolherá o novo prefeito do município. A campanha foi curta, porém, recheada de elementos que deixaram a disputa bastante acirrada entre três candidatos. A surpresa da nova eleição parece ser o candidato do PSL, Carlos Von. Neto do ex-vice-governador do Estado e prefeito de Vitória Carlito Von Schilgen, o candidato vem sendo bombardeado por uma série de boatos durante a campanha. Entre os principais ataques estão afirmações de que ele não tem experiência em gestão pública e de que seria ligado a uma antiga casta política do município. Carlos Von tem um viés político de direita e um comportamento antipetista, mas na composição de sua chapa demonstrou habilidade em agregar o PT, do vice-governador Givaldo Vieira, e o PCdoB, levado para seu palanque pelo prefeito de Baixo Guandu, Neto Barros. Conta também com o apoio do deputado Carlos Manato (PDT). Resta saber como ficaria a distribuição do espaço político em sua gestão com esse leque eclético de apoios. Outro nome forte na disputa é o do ex-vereador Ricardo Conde (PSB). Formado em uma das primeiras turmas de Jornalismo da Universidade Federal do Estado (Ufes), Conde é empresário do ramo de comunicação no município. Esse perfil o aproximou do empresariado local, o que facilitou a construção de sua candidatura no que diz respeito ao apoio social. Do ponto de vista político, Conde assume o papel de oposição ao modelo de gestão do ex-prefeito Edson Magalhães (sem partido), com quem disputou a eleição em outubro do ano passado, assim como Carlos Von. Conde, assim como Magalhães, tem um grande apoio da população, mas sofreu rejeição na eleição passada, o que estaria em queda após a prisão do ex-prefeito na Operação Derrama. Orly Gomes é um fruto político de Edson Magalhães. Compôs na eleição de outubro a chapa do ex-prefeito como candidato a vice. Orly é empresário local e, nos meios políticos, o comentário é de que chegou a ser fornecedor da prefeitura na gestão de Magalhães. Como o prefeito está fora do cenário, a candidatura de Orly estaria em queda. Sem seu principal cabo eleitoral, ele não estaria conseguindo êxito na transferência dos votos. Também prejudicaram a candidatura dele os problemas decorrentes da Operação Derrama para o presidente da Assembleia Theodorico Ferraço (DEM), que tirou o parlamentar da campanha. Quem também esteve no município na eleição de outubro e chegou a fazer pressão para a escolha de Orly Gomes foi o ex-governador Paulo Hartung (PMDB), que não apareceu para ajudar no novo pleito. O quadro de candidatos é completado por Edinho Maioli (PV) e Beth Hadad (PHS), mas a candidatura dela foi impugnada pela Justiça Eleitoral. Von estaria com uma pequena vantagem em relação ao demais candidatos, mas a eleição segue embolada entre os três favoritos. A nova eleição em Guarapari foi determinada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que considerou que o ex-prefeito Edson Magalhães estaria disputando o terceiro mandato. Como Magalhães insistiu em manter o nome na disputa e obteve mais da metade dos votos, foi determinada uma nova disputa.  

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Associação socorre Eder Pontes em momento de instabilidade do Ministério Público

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Depois do anúncio de protestos contra a falta de transparência das investigações no Ministério Público Estadual (MPES), a Associação Espírito-Santense do Ministério Público (AESMP) saiu em socorro ao procurador-geral de Justiça, Eder Pontes da Silva, que foi alvo de críticas pelo parecer na Operação Derrama. Mais do que um texto voltado à sociedade – publicado nesta sexta-feira (1º) como nota paga nos dois jornais diários –, a publicação “fala para dentro” ao pregar o tom de unidade em torno da instituição e não propriamente em relação ao chefe do MPES. O texto assinado pelo presidente da AESMP, promotor Marcello Souza Queiroz, manifesta “pleno e inexorável” apoio ao procurador-geral Eder Pontes. Para tanto, a entidade tenta desfazer – sem tanto sucesso – os principais ruídos entre os setores do Ministério Público, Tribunal de Justiça do Estado (TJES) e da Polícia Civil. A nota afirma que o chefe do MPES é o titular exclusivo da ação penal público, cabendo a ele formar o convencimento jurídico de forma “equilibrada e fundamentadamente” – justamente dois atributos que passaram ao largo das últimas ações de Eder Pontes. Sobre uma das principais polêmicas, o suposto não recebimento dos autos da operação policial, a entidade afirma que o Ministério Público tem o direito de receber “todo e qualquer documento que instrua a investigação”. Entretanto, a associação não menciona ou nega a versão dado pelos delegados do Núcleo de Repressão às Organizações Criminosas e à Corrupção (Nurocc), que afirmaram o envio dos documentos ao procurador-geral, que teria se negado a receber. Nos meios políticos e jurídicos, a nota da AESMP foi avaliada como mais um indício do momento de instabilidade vivido pelo MPES após sucessivas atitudes de Eder Pontes que vão contra a opinião pública. Além do criticado parecer da Operação Derrama, onde pede o desmembramento das investigações em oposição às suspeita da existência de um grande esquema criminosos, o chefe do Ministério Público também é responsável pelo retardo de novos desdobramentos das operações Lee Oswald e Pixote. A insatisfação por conta desses antecedentes pode ser medida pelo teor das críticas à atuação da instituição no Espírito Santo. Pela primeira vez, o Ministério Público passou a ser alvo dos movimentos sociais. Os sindicatos e movimentos populares do Estado reivindicam que o MPES peça a punição imediata dos envolvidos na Derrama e de que a instituição não atrapalhe as investigações, garantindo a autonomia à Polícia Civil. Além disso, os integrantes devem fazer um ato em desagravo a atuação dos policiais que participaram das investigações.

01/02/2013 / 0 Comments
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Após assembleia, radialistas do Estado aceitam reajuste de 7,5%

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Os radialistas que atuam no Estado decidiram aceitar o reajuste de 7,5 % retroativo aos anos de 2009 e 2010, proposto pelos patrões. A decisão foi tomada em Assembleia Geral, convocada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Empresas e Radiofusão e Televisão do Estado (Sintertes), na noite dessa quinta-feira (31). O reajuste foi apresentado pelo Sindicato Patronal (Sertes) após a categoria anunciar greve geral no último dia 24 de janeiro. Na ocasião, a pressão era pelo aumento da proposta anterior feita pelo Sertes, de 5,83% para 2009 e 5,49% para o ano de 2010. “A nova proposta foi aprovada praticamente por unanimidade”, disse o presidente do Sintertes, Mario Castro. Segundo ele, os valores retroativos de 2009 serão pagos ainda no início de 2013, corrigido mês a mês. O pagamento será dividido em três vezes, sendo a primeira parcela paga no dia 1° de março. Após ação movida pelo Sintertes cobrando o dissídio referente ao ano de 2009, o  Tribunal Regional do Trabalho (TRT-ES) chegou a determinar 10% de reajuste para todos os trabalhadores da categoria, mas a decisão  foi derrubada pelo TRT, que extinguiu a ação.  Na ocasião, algumas empresas esboçaram uma negociação, mas recuaram após a decisão de extinguir também a ação referente ao ano de  2010. Na disputa, contaram os radialistas, todos tiveram que ceder. Após recusar a primeira proposta do sindicato patronal, de pouco mais de 5%, a categoria anunciou greve geral, levando o Sertes a rever sua posição. A nova proposta foi apresentada nessa terça-feira (29).  A greve anunciada na última semana contou com o apoio dos sindicatos da categoria no Rio de Janeiro, Minas Gerais e Belo Horizonte e pela Federação Nacional dos Radialistas.

01/02/2013 / 0 Comments
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