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Século Diário

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Novas regras da Lei Seca já valem nas blitze do carnaval capixaba

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As novas regras com a tolerância zero a qualquer vestígio de álcool no teste do bafômetro serão adotadas nas blitze da Lei Seca durante o carnaval capixaba, que começa nesta quinta-feira (31) e termina no sábado (2). O anúncio foi feito pelo Batalhão de Polícia de Trânsito (BPTran) da Polícia Militar, que divulgou o reforço da fiscalização durante o desfile das escolas de samba da Grande Vitória, no Sambão do Povo, em Vitória. De acordo com a Polícia, as ações de fiscalização serão realizadas nas vias próximas ao Sambão do Povo e nos municípios adjacentes à Capital. O foco principal das abordagens será a embriaguez ao volante. Com a nova resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) em vigor, as novas regras serão observadas pelos policiais do BPTran durante a fiscalização. A partir de agora, a comprovação criminal poderá ser feito com vídeos e fotos que passam a valer como prova.  O subcomandante do BPTran, major José Soares de Oliveira Júnior, afirmou que os policiais empenhados nas blitze realizadas durante o Carnaval Capixaba  ficarão atentos às novas regras durante as abordagens. “Com a nova resolução, a fiscalização será mais rigorosa e as penalidades para os condutores que insistem em beber e dirigir serão maiores”, garantiu. Segundo o militar, uma das metas do reforço das blitze da Lei Seca durante o Carnaval Capixaba é a reduzir o número de acidentes, além de proporcionar um trânsito mais seguro para as pessoas. “A dica do BPTran é que, se for beber, os motoristas dêem preferência ao táxi ou negociem a direção com amigos que não tenham ingerido álcool”, orientou.   A nova Lei Seca passou a pesar mais no bolso de quem pratica a infração. A multa para quem dirige embriagado, que era de R$ 957,70, agora vale R$ 1.915,40. O limite de tolerância para quem sopra o bafômetro foi reduzido para 0,05 miligramas de álcool por litro de ar. Antes da nova resolução era de 0,1 miligrama. Para os exames de sangue a tolerância é zero. O limite para que o condutor não fosse multado antes da nova lei era de 0,2 decigramas de álcool por litro de sangue.

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Ampliação da Fernando Ferrari é liberada para trânsito neste sábado (2)

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  O último trecho da ampliação da avenida Fernando Ferrari será liberado neste sábado a partir das 11h, facilitando a vida de quem segue  para o norte da ilha de Vitória. Para a obra que engloba a construção do viaduto da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), da nova Ponte da Passagem e da passarela Maurício de Oliveira e as desapropriações, foram gastos R$ 108 milhões.   A Fernando Ferrari possui cinco quilômetros e beneficia diariamente mais de 75 mil condutores. A via deixa de ter duas faixas por sentido, situação que gerava engarrafamentos devido à quantidade de veículos que passam pela via, para ter três faixas livres em toda a sua extensão, para o trânsito de motos, de carros e de ônibus.   O prefeito da capital, Luciano Rezende, e o governador do Estado, Renato Casagrande, além de outras autoridades, vão participar da solenidade realizada às 11h deste sábado (2).    Para o prefeito Luciano Rezende, a ampliação da avenida é uma obra estratégica para a cidade, pois vai garantir qualidade de vida com a melhora da mobilidade urbana na região.   Além da ampliação a ora conta com calçadas com acessibilidade para pessoas com deficiências, ciclovia e semáforos sincronizados para melhorar o fluxo da região.    A obra de ampliação da avenida foi feita por etapas e sem interdição total do trânsito durante toda a execução, iniciada em 1999. O primeiro trecho concluído foi entre a avenida Adalberto Simão Nader e o Aeroporto de Vitória. Depois, entre o canal da Passagem e a antiga Colchoaria Paris. Neste trecho, foram construídos equipamentos importantes, como a nova Ponte da Passagem, a Passarela Maurício de Oliveira e o viaduto da Ufes.   Todo o projeto de ampliação da Fernando Ferrari é uma parceria entre a Prefeitura de Vitória e o Governo do Estado.

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Autorizada a ampliação e reforma do Terminal Itacibá

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O Governo do Estado autoriza nesta sexta-feira (1) as obras de ampliação e reforma do Terminal de Itacibá prometida para iniciar este ano. O terminal, que passará por obras de modernização, contra com novos pontos de parada, novos abrigos e bicicletário.  Para isso será ampliado dos seus atuais 3 mil m² para quase 7 mil m². Uma área próxima ao terminal foi adquirida para a ampliação.   A ampliação e modernização do Terminal de Itacibá, que integra o Programa de Mobilidade Metropolitana do Governo do Espírito Santo, incluem a construção de uma nova plataforma, em uma área de 60 metros de largura por 140 de comprimento, com capacidade para 17 pontos de parada e 1.927 metros quadrados de área de circulação e embarque.   O custo máximo para a realização da ampliação é de R$ 10.815.165,29 e, após o início das obras em 2013, o prazo é de 540 dias para ficar pronto.   A solenidade  de assinatura da Ordem de Serviço será realizada às 10 horas, no Terminal de Itacibá, localizado na Rodovia Governador José Sette, Km 1, Bairro Alto Lage – Cariacica-ES.).    Na ocasião, estarão presentes, além do governador Renato Casagrande, o secretário de Estado de Transportes e Obras Públicas, Fábio Damasceno; o diretor geral do Instituto de Obras Públicas, LuizCesar Maretto; o diretor presidente da Ceturb – GV, Leo Carlos Cruz, entres outras autoridades.   

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Transportadores de resíduos perigosos terão que fazer cadastro prévio no Ibama

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O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) publicou na quarta-feira (30), no Diário Oficial da União, uma instrução normativa que regulamenta o Cadastro Nacional de Operadores de Resíduos Perigosos. Previsto pela Política Nacional de Resíduos Sólidos, o cadastro é de inscrição obrigatória para as pessoas jurídicas que exerçam atividades de geração e operação de resíduos perigosos.   Antes de efetuar o cadastro, a pessoa jurídica precisa primeiro se inscrever no Cadastro Técnico Federal de Atividades Potencialmente Poluidoras ou Utilizadoras de Recursos Ambientais, além de indicar um responsável técnico e prestar anualmente informações sobre a geração, a coleta, o transporte e o transbordo do lixo tóxico, como pilhas, baterias, pneus e lâmpadas fluorescentes. As inscrições são feitas pelo site do Ibama.   A decisão é importante para o Espírito Santo, já que, segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), dos cerca de 550 veículos que atuam nesse tipo de transporte no Estado, 80% apresentam alguma irregulare, seja por falta de licenciamento ambiental, equipamentos de emergência, capacitação de motoristas, entre outros.   Em uma operação em Viana, ainda em 2012, a PRF notificou 49 veículos por irregularidades no transporte de produtos perigosos em apenas duas horas. A legislação define diversos tipos de produtos perigosos, como explosivos, gases, líquidos inflamáveis, substâncias tóxicas venenosas e infectantes, materiais radioativos, entre outros.   No dia 15 de janeiro, um acidente no limite entre os municípios de Serra e Fundão mostrou a situação. Um caminhão carregado de produtos tóxicos tombou no km 238 da BR 101 Norte, interditando a rodovia. O veículo transportava latões de tolueno, substância tóxica de alto risco. Segundo a PRF, o caminhão não possuía licença ambiental para o transporte.   Após o acidente, famílias chegaram a deixar as casas por horas com medo de intoxicação. Famílias relataram que sentiram lábios secos, falta de ar, irritação nos olhos, dores de cabeça e tosse. Além disso, o acidente pode ter contaminado também o Rio Timbuí, próximo ao local. 

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Estado já registrou mais de 5 mil casos de dengue este ano

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A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) registrou 5.325 casos de dengue  nas quatro primeiras semanas de 2013.  O número calculado do dia 30 de dezembro de 2012 a 26 de janeiro deste ano representa mais que o dobro de casos registrados no mesmo período do ano passado. Uma pessoa já morreu e cinco outros óbitos estão sob investigação.    Segundo a Sesa, foram 943 registros no período de 30 de dezembro a cinco de janeiro; 1.519 do dia seis a 12 de janeiro; 1.677 de 13 a 19 de janeiro e 1.186 da semana que foi do dia 20 ao 26 de janeiro.   No mesmo período em 2012, nenhuma das semanas epidemiológicas  superou o registro de  700 casos da doença no Estado.     Este ano, além da primeira morte registrada devido à doença, 84 casos foram registrados com suspeita da forma grave da doença, dengue hemorrágica.   Para os especialistas, a recomendação para reverter este quadro, além da prevenção que deve ser feita ao menos uma vez por semana, está na intensificação das ações de mobilização de combate ao mosquito transmissor da doença, o Aedes aegypti.   Com o período de chuvas a orientação é para que a população fique atenta aos depósitos preferenciais do mosquito, como pneus, vasos de plantas, baldes, restos de lixo, para que o risco de procriação do mosquito seja eliminado.    Entre os principais desafios para reverter o aumento de casos está o empenho dos municípios para alcançar um o número adequado de agentes de endemias para o trabalho de rotina de combate ao vetor, mas principalmente, a mobilização da sociedade. 

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Governo do Estado fecha quinto aditivo em contrato com a Delta Construções

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Mesmo após figurar no centro das investigações da CPI do Cachoeira, a empresa carioca Delta Construções segue contemplada por aditivos nos contratos com o governo do Estado. Nesta quinta-feira (31), a direção do Departamento de Estradas e Rodagens do Estado (DER-ES) publicou o quinto aditivo ao contrato nº 010/2010, que prevê a conservação de trechos de rodovias estaduais que cruzam cinco municípios da região serrana. O valor do acordo subiu 324% em três anos e já chega a R$ 13,68 milhões. De acordo com o texto publicado no Diário Oficial do Estado, o prazo de vigência do contrato que foi 365 dias – na época da assinatura do contrato original, em fevereiro de 2010 – passará a ser de 1.460 dias. A elevação dos prazos de contratação da carioca Delta Construções é proporcional aos sucessivos reajustes no custo da empreitada. Na época da assinatura, o valor inicial foi de R$ 3,22 milhões, saltando para R$ 4,02 milhões ainda no ano de 2010. Nos anos seguintes, o contrato sofreu os principais reajustes, sobretudo por conta do aumento na vigência de contratação. Nos dois aditivos seguintes, o valor do contratou subiu para R$ 7,24 milhões, em fevereiro de 2011, e de R$ 10,46 milhões em janeiro do ano passado. Esse contrato prevê a execução de conservação de uma parte das rodovias integrantes do Sistema Rodoviário Estadual. Os serviços foram divididos em lotes: a empreiteira carioca ficou com o lote cinco, que prevê a execução dos serviços em um trecho de 105,2 quilômetros na altura dos municípios de Iúna, Irupi, Ibatiba, Domingos Martins e Venda Nova do Imigrante. Além deste vínculo, a empresa Delta mantém um outro contrato com o DER-ES, também para conservação de rodovias. Durante o governo Paulo Hartung (PMDB), a Delta ficou conhecida pela má execução de obras de pavimentação, como ocorreu no programa de asfaltamento de estradas vicinais “Caminhos do Campo”. Mas apesar do histórico os vínculos foram mantidos não apenas no DER-ES, mas também em outros órgãos da administração – caso da Companhia Espírito-Santense de Saneamento (Cesan). De acordo com dados do Portal da Transparência, o governo do Estado desembolsou R$ 18,34 milhões em pagamentos à empresa carioca, no período entre 2010 e o fim do ano passado. A estimativa é de que o total dos contratos chegue até R$ 43 milhões até o final deste ano. Entre 2011 e 2012, os repasses tiveram uma elevação superior a 200%, passando de R$ 3,85 milhões para R$ 11,97 milhões. Os tentáculos da empresa carioca, principal investigada por suspeitas de tráfico de influência com o contraventor Carlinhos Cachoeira, também chegaram ao Espírito Santo. As investigações apontaram a existência de uma empresa fantasma utilizada para lavagem de dinheiro da Delta Construções com sede fictícia em Viana. A Garra Transportadora recebeu R$ 23.507.076,06, divididos em 20 cheques que saíram das quatro contas bancárias da empreiteira. Mesmo com as descobertas nas investigações, a CPI terminou de forma melancólica com a aprovação de um relatório “alternativo” de uma página e meia, que enviou todo o material coletado ao Ministério Público Federal (MPF) sem pedir o indiciamento de nenhum investigado. Nem mesmo os contratos no Espírito Santo chegaram a ser alvo de apreciação no Congresso Nacional.

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Violência no interior desequilibra o número de homicídios no Estado

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  O mês de janeiro de 2013 – a um dia de fecharem as estatísticas – já é mais violento do que o de 2012 no Estado. O número de homicídios registrados nos primeiros 30 dias deste ano já ultrapassa o de mortes violentas no primeiro mês de 2012. São 144 homicídios, contra 141 no ano passado.    Por conta disso, projetando-se a taxa estimada de homicídios no ano de 2013 chega-se à marca de 50 mortes violentas por grupo de 100 mil habitantes, superior à registrada em 2012, que foi de 28 homicídios por 100 mil.    Essas mortes, no entanto, não ocorreram em maior incidência nos municípios mais violentos da Grande Vitória. O desequilíbrio nos números se deu por homicídios ocorridos no interior do Estado.    Enquanto Vila Velha, Vitória e Cariacica apresentaram queda, embora pouco acentuada, no número de mortes no primeiro mês de 2013, outros municípios como Linhares, Aracruz e Conceição da Barra, todos na região norte, registraram aumento no número de homicídios desproporcional ao do resto do Estado.    Linhares, por exemplo, registrou cinco homicídios no primeiro mês de 2012. Até esta quarta-feira (30) já são 11 homicídios, mais que o dobro. Projetando a taxa de mortes para o ano de 2013, o número deve ficar em torno de 95 por 100 mil habitantes.    Aracruz segue o mesmo caminho de Linhares. Foram dois homicídios registrados no primeiro mês de 2012, contra sete em 2013. Se continuar nesse ritmo, o município que tem pouco mais de 81 mil habitantes (IBGE, 2010) projeta uma taxa anual de 105 homicídios por 100 mil habitantes.    Para ter uma ideia de como é o impacto desses homicídios em municípios com população inferior aos da Grande Vitória basta pegar o exemplo de Conceição da Barra. O município tem quase 28,5 mil habitantes e foram registrados três homicídios nos primeiros 30 dias de 2013. Se a média permanecer a mesma, até o fim do ano seriam 36 homicídios.  O número isolado de 36 mortes violentas em um ano não causa muito impacto quando se toma, por exemplo, o município da Serra, que registrou 36 homicídios em um mês.    No entanto, o impacto em um município com 28,5 mil habitantes é diferente do que acontece em um com quase 410 mil, como é o caso da Serra. Projetando a taxa para Conceição da Barra o número chega a 132 por 100 mil, sendo que a taxa para locais em guerra civil, segundo parâmetros da Organização das Nações Unidas (ONU) é de 100 por 100 mil.      

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Agora é oficial: Vale desiste da Companhia Siderúrgica de Ubu

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O dia é de comemoração para a população de Anchieta, no sul do Estado. A Vale desistiu de construir a Companhia Siderúrgica de Ubu (CSU), após ter tentado, sem sucesso, conseguir um sócio para o empreendimento. Segundo o jornal Valor Econômico, que divulgou a notícia, a decisão faz parte de um processo de ajuste internacional na empresa.   A Vale já indicava há algum tempo que estava deixando o empreendimento da CSU de lado. Em dezembro do ano passado, ao divulgar o seu orçamento para 2013 (reduzido de US$17,5 bilhões, em 2012, para US$ 16,3 bilhões, neste ano), a companhia nem citou a siderúrgica em Ubu, demonstrando a sua dificuldade em encontrar um parceiro para o problemático empreendimento.   Os impactos previstos para o finado projeto da CSU se aglomeram aos montes em uma extensa lista, entre problemas ambientais e sociais. Apesar disso, em nenhum momento a Vale se pronunciou sobre as reivindicações dos moradores do local.   Na área antes prevista para a sua instalação, vive a comunidade Chapada do A, atualmente estudada pela Fundação Nacional do Índio (Funai), no intuito de, se constatada uma descendência indígena, reconhecer o território como tal. Por alguns anos, os moradores da comunidade lutaram contra a instalação da CSU, conquistando, inclusive, a garantia da permanência mesmo com a antes possível presença do empreendimento.   Durante o processo, foram muitos os casos de assédio aos moradores por parte da Vale. Mesmo após se comprometer a cessar o assédio, por meio de um serviço terceirizado, técnicos tentavam convencer os moradores a saírem do local.   A parte ambiental do empreendimento foi por muitas vezes contestada, incluindo ações judiciais movidas pelos mais diversos motivos, como o ritmo acelerado do processo de licenciamento.   O empreendimento ignorava a indisponibilidade hídrica da região, atestado inclusive pelo governo do Estado em outro empreendimento que seria instalado em local próximo. O Estudo de Impactos Ambientais (EIA) da CSU não contou sequer com o resultado de um estudo sobre a capacidade das bacias hidrográficas da região. A questão da água sempre foi uma das maiores preocupações dos moradores em relação à CSU, já que nunca houve informações claras sobre o tamanho do impacto que seria proporcionado pela usina.   O EIA – apresentado com diversas falhas – desconsiderava, também, o fato de que a região já chegou ao nível máximo de poluição permitido. Com a CSU, a siderúrgica iria acrescentar a este contexto a emissão de 7 milhões de toneladas de CO² por ano, quantidade equivalente a mais da metade das emissões de dióxido de carbono lançadas pela Vale em todo o mundo.    A informação da Secretaria de Saúde do município é que em 10 anos 185 pessoas morreram de câncer relacionados à neoplasia maligna dos brônquios e dos pulmões. Segundo o levantamento das mortes ocasionadas por este tipo de câncer registradas de 2000 e 2010, 25 foram geradas por neoplasia maligna dos brônquios e dos pulmões. Por este mesmo motivo morreram 33 pessoas em 2005; 24 em 2007 e 18 em 2009, e a média de óbitos por câncer no município varia de uma a duas pessoas por mês.   A informação é que na região aumentou o número de crianças alérgicas, com rinite, sinusite e bronquite, nos últimos anos.   Ao todo, a CSU iria produzir 5 milhões de toneladas/ano de aço, com  potencial de emissões de 9,7 milhões de toneladas/ano de CO2, gás que provoca o aquecimento global.    A região já comporta a operação da Samarco Mineração, empresa de que a Vale é acionista.

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Desembargador nega recurso de ex-prefeito Reginaldo Quinta

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O desembargador Anníbal de Rezende Lima, da 1ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado (TJES), negou o recurso do ex-prefeito cassado de Presidente Kennedy (litoral sul), Reginaldo Quinta (PTB), contra liminar que determinou o afastamento do cargo, bloqueio dos bens e a quebra do sigilo fiscal do petebista. Ele é acusado de ter utilizado recursos dos royalties de petróleo com o pagamento de pessoal, tipo de despesa que não é permitida com o dinheiro. O prejuízo aos cofres públicos gira em torno de R$ 9 milhões. Na decisão monocrática publicada no Diário da Justiça desta quinta-feira (31), o desembargador ratificou os termos da decisão liminar, concedida em setembro do ano passado pelo juiz da comarca local, Ronaldo Domingues de Almeida. Naquela ocasião, o juiz acolheu os termos do pedido do Ministério Público Estadual (MPES), que narrou indícios de desvios na utilização dos recursos do royalties – hoje Presidente Kennedy é um dos principais municípios que recebem verbas em decorrência da exploração de petróleo no País. “Analisando a decisão hostilizada, verifica-se inexistir qualquer ilegalidade a ensejar a reforma decisão impugnada, além de se encontrar ela (decisão) revestida de boa fundamentação e proferida dentro de um critério de razoabilidade”, analisou o desembargador. De acordo com a ação, o dinheiro do município foi utilizado para cobrir as folhas de pagamento da prefeitura entre maio de 2009 e abril de 2012. Nesse período, a transferência ilegal de recursos teria sido de R$ 9.003.614,35. Também foi denunciada na mesma ação a ex-tesoureira do município, Neuza Leal Corrêa, que não chegou a ter declarado o afastamento das funções públicas – apenas os pedidos de bloqueio dos bens e a quebra do sigilo fiscal foram deferidos.

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Justiça do Rio suspende reunião da CNC e abre novo round em disputa no Sistema S

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A disputa judicial entre dirigentes da Confederação Nacional do Comércio (CNC) teve um novo round nesta quinta-feira (31). O Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJ-RJ) determinou a suspensão da reunião convocada pelo Conselho da CNC para a tarde desta quinta. Seria votada a cassação do mandato do vice-presidente da instituição, Orlando dos Santos Diniz – representante da Federação do Comércio do Rio (Fecomercio-RJ). A medida seria uma retaliação ao posicionamento do dirigente, que é contrário à permanência do atual presidente da entidade, Antônio José Domingues de Oliveira Santos, que apesar de condenação do Tribunal de Contas da União (TCU) se mantém no cargo há 33 anos. Os lances da disputa entre o dirigente carioca e Oliveira Santos, que teve origem no sindicalismo no Espírito Santo, remetem a reportagens produzidas pelo jornal Século Diário ao longo dos últimos anos. Desde o ano passado, os dirigentes brigam na Justiça. O primeiro round da batalha aconteceu em janeiro com a intervenção do conselho nacional, dirigido por Oliveira Santos, que afastou Diniz do comando do Serviço Social do Comércio (Sesc) no Rio de Janeiro, cargo que acumulava por 13 anos. O presidente da Fecomercio-RJ retomou o cargo em julho e decidiu iniciar uma guerra contra Oliveira Santos. No processo, o dirigente carioca narra uma série de arbitrariedades que teriam sido cometidas pelo capixaba Oliveira Santos, que mesmo sem ser comerciante, detém o maior mandato na área do comércio do País. O presidente da CNC está no cargo desde 1980 e chegou a ser afastado por decisão liminar no início deste ano. Entretanto, a medida foi cassada pela Justiça na última semana, quando Oliveira Santos deu início a uma nova investida contra Diniz – desta vez, para retirar a representação da Fecomercio-RJ do conselho. A disputa envolve até mesmo uma “guerra de notas oficiais” publicadas na imprensa nacional. De um lado, Oliveira Santos fez circular um suposto “manifesto de solidariedade”, subscrito por várias federações do comércio dos estados. No entanto, a Fecomercio-RJ lançou em seguida uma nota de repúdio à tentativa de cassação do representante da entidade, no qual classificou de “desrespeito ao comércio, à população do estado do Rio e aos próprios estatutos da CNJ”. No texto assinado por vários representantes da entidade fluminense, entre eles,o presidente Orlando Diniz, a federação denuncia que outras entidades teriam sido vítimas da truculência de Oliveira Santos e “obrigadas a subscrever um documento previamente redigido para não sofrerem a mesma perseguição importa por ele ao Rio de Janeiro”. Os métodos utilizados pelo dirigente capixaba guardam relação com o expediente sofrido por jornalistas de Século Diário que foram alvo de ações judiciais após a divulgação de denúncias em relação à falta de transparência na gestão do Sistema S no Espírito Santo, que se estendia ao sistema nacional em função da permanência de Oliveira Santos no comando da CMC. No ano de 2003, o presidente do CNC teve as contas reprovadas pelo TCU por irregularidades fiscais no exercício de 2000 à frente da presidência do Conselho do Sesc e do Serviço Nacional do Comércio (Senac). Por conta dessa condenação, a Fecomercio-RJ entende que Oliveira Santos não está habilitado para o exercício de qualquer função de administrador no âmbito do Sistema S. 

31/01/2013 / 0 Comments
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