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Século Diário

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Cinco casas noturnas estão irregulares na Grande Vitória, alerta Corpo de Bombeiros

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Após tragédia ocorrida na cidade de Santa Maria, região central do Rio Grande do Sul, na madrugada do último domingo (27), que abalou o País e mundo, com a morte de pelo menos 231 pessoas, a maioria jovens, acendeu imediatamente um alerta nos estados e municípios brasileiros, e na população, sobre as condições de segurança das casas noturnos e outros espaços fechados que abrigam eventos. A preocupação das autoridades agora é tomar medidas preventivas para evitar tragédias como a ocorrida em Santa Maria. No Espírito Santo não foi diferente, o Corpo de Bombeiros (CBMES) divulgou nesta segunda-feira (28) a lista dos estabelecimentos vistoriados de dezembro de 2012 a janeiro de 2013 na Grande Vitória. Segundo o CBMES, cinco casas noturnas estão irregulares, uma está em processo de regularização e outra retira o alvará a cada evento realizado.    Estão irregulares no Estado os seguintes estabelecimentos: Casa Clube, em Vitória; Saloon, na Serra; Black Bar, Twister e 100 Saída, ambos em Cariacica. Já a Blow Up, em Vila Velha, está em processo de regularização; e a Pedreira, em Guarapari, segundo o Corpo de Bombeiros, solicita um novo alvará a cada evento realizado no espaço.    Em suas páginas no Facebook as casas noturnas 100 Saída – nome em tanto sugestivo –  e Black Bar, também em Cariacica, apresentam a sua programação normalmente. No site da Sallon, na Serra, também está programada a “Quinta Country”,  no próximo dia 31. Já a Twister não apresenta nenhuma programação em sua página do Facebook.    A boate Next, em Vila Velha, está listada como regularizada, porém, não foi informado na lista do Corpo de Bombeiros qual a capacidade de lotação da casa, conforme foi listado para as demais casas regularizadas.     Além de divulgar a lista, o CBMES alertou sobre os riscos e cuidados a serem tomados para evitar tragédias como a registrada em Santa Maria, na madrugada do último domingo (27).    “O CBMES exige, de acordo com a Legislação de Segurança Contra Incêndio e Pânico (2010), que estes estabelecimentos possuam no mínimo iluminação de emergência, sinalização de emergência, extintores e saídas de emergência de acordo com a capacidade de cada ambiente”.   O alvará tem validade de um ano e cada cidadão pode acessar o site do Corpo de Bombeiros e averiguar a regularização desses estabelecimentos no link do SIAT, em “Consulta Alvará” e colocar o nome fantasia ou a razão social.   Em caso de incêndio, alerta o Corpo de Bombeiros, o cidadão deve localizar a saída de emergência mais próxima, não entrar em pânico e procurar a saída de maneira ordenada.   Segundo a corporação, são realizadas vistorias pontuais nas casas noturnas ou após recebimento de denúncia.

28/01/2013 / 0 Comments
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TRT-ES eleva para R$ 50 mil indenização a trabalhadora demitida por namorar gerente de empresa

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A Primeira Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região (TRT-ES) ampliou o valor da indenização por danos morais a uma auxiliar administrativa da transportadora Colatinense, demitida por namorar um gerente de vendas da empresa. No juízo de primeira instância foi concedida a indenização de R$ 20 mil, porém, a decisão foi reformada para fixar o pagamento em R$ 50 mil. O acórdão da decisão foi publicado nesta segunda-feira (28). De acordo com informações do TRT-ES, os desembargadores avaliaram a demissão da funcionária como “arbitrária, discriminatória e imoral”. Também ficou consignado que a empresa teria extrapolado o regular exercício de poder diretivo. No entendimento do colegiado, o aumento no valor da indenização se deve a comprovação do abalo moral da trabalhadora, que teria sido exposta a uma situação vexaminosa. “Assim sendo, considerando a capacidade econômica da ré e o sofrimento moral descrito pela reclamante, julgo razoável majorar o valor da indenização para R$ 50 mil reais”, concluiu o relator do processo, desembargador Cláudio Armando Couce de Menezes. Na reclamação, a funcionária narra que foi demitida pelo gerente administrativo, superior hierárquico da transportadora, uma semana após a descoberta do relacionamento amoroso e um mês depois de ter sido promovida para a função de auxiliar administrativa. De acordo com os autos, a auxiliar e o gerente de vendas mantiveram relacionamento íntimo por cerca de um ano e ainda, segundo testemunhas, ambos zelavam pela discrição, além de “em nada interferir no trabalho”. A empresa alegou no processo que a demissão ocorreu por motivo de corte de pessoal.  No entanto, ficou comprovado na instrução do processo que não existia na transportadora nenhuma regra interna proibitiva de relacionamento entre dois empregados. Além disso, não havia entre eles relação de hierarquia. Os dois sequer trabalhavam no mesmo setor e o relacionamento se manteve fora da empresa, não gerando nenhuma lesão à imagem do empregador.     A auxiliar administrativa entrou com ação na Justiça do Trabalho em abril de 2012. A ação foi julgada procedente em parte pela juíza titular da 1ª Vara do Trabalho de Vitória, Lucy de Fátima Cruz Lago, que concedeu indenização de R$ 20 mil para a funcionária, em maio de 2012. As partes entraram com recurso para o TRT-ES em junho de 2012. 

28/01/2013 / 0 Comments
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PGR dá parecer favorável à ação contra norma que exige autorização prévia para julgar governador

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A Procuradoria-Geral da República (PGR) voltou a se manifestar favoravelmente pelo reconhecimento da ilegalidade de leis estaduais que exigem autorização prévia do Legislativo para instauração de processo contra o governador dos Estados. A medida partiu do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) que ajuizou 22 Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) no Supremo Tribunal Federal (STF), inclusive, contra dispositivos da Constituição Estadual do Espírito Santo. Entre os casos listados está o episódio envolvendo o ex-governador Paulo Hartung (PMDB), que conseguiu evitar a abertura de investigações no STJ após o indeferimento da autorização pelo Legislativo. Na Ação Penal 313, que tramita desde 2004, o juiz federal Alexandre Miguel acusa o então governador de ter feito “afirmações caluniosas e injuriosas” contra o magistrado após o deferimento de uma liminar a distribuidores de combustíveis. O Legislativo capixaba negou por duas vezes o pedido de autorização para processar o ex-governador. Com a perda do foro privilegiado após a saída de Hartung do cargo, o STJ determinou a baixada dos autos para a Justiça Federal. O ex-governador ainda recorre, sem sucesso, contra a transferência do julgamento. A defesa de Hartung pretendia que o processo tramitasse na Justiça estadual. No mesmo sentido, em outubro do ano passado, a PGR se manifestou pela procedência da ADI 4792, que também questiona a validade de dois dispositivos da Constituição Estadual capixaba (trechos dos artigos 56 e 93), que condicionam a abertura de qualquer procedimento contra o chefe do Executivo estadual à admissão da acusação pelo voto de, pelo menos, dois terços dos representantes do Legislativo. Na interpretação da entidade, a norma capixaba facilita a impunidade em casos envolvendo o governador do Estado. A entidade aponta que as “bases concretas desses obstáculos são claramente visíveis nas coalizões políticas feitas”. Na peça, são citados 55 pedidos feitos pelo STJ para autorização de investigações contra governadores, porém, apenas um dos pleitos foi deferido pelos deputados estaduais ou distritais. No entendimento da Ordem, a competência para processar e julgar governador é exclusivamente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), não podendo ficar sujeita às manobras e humores da Assembleia Legislativa. Para a entidade, os dispositivos atacados representam “evidente usurpação de competência legislativa privativa da União Federal e afronta à legislação federal aplicável à espécie, bem como contrariam princípios constitucionais inerentes à República e ao regime de responsabilidade que estão submetidos os agentes políticos”. Já no processo ajuizado contra norma do Estado do Sergipe, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, emitiu parecer pela procedência integral da ADI 4806 – que pede a nulidade da legislação local que exige aprovação prévia de dois terços da Assembleia Legislativa para a admissão de ações contra o governador.  

28/01/2013 / 0 Comments
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Bancada evangélica deve apoiar candidatura de Rose de Freitas

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Um encontro nesta segunda-feira (28), em São Paulo, entre os deputados federais da chamada bancada evangélica da Câmara dos Deputados pode ser decisivo para as ambições da deputado federal Rose de Freitas (PMDB), que disputa a eleição à presidência da Câmara. Os parlamentares devem selar o apoio à candidatura de Rose. A eleição acontece na próxima segunda-feira (4). O grupo chegou a ensaiar apoio à candidatura do deputado Ronaldo Fonseca (PR-DF), mas o republicano desistiu da disputa. Fonseca deve apoiar o candidato Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN). Mas esse posicionamento não reflete a intenção da bancada evangélica como um todo. O grupo que se reúne nesta segunda pretende ir em bloco para a candidatura de Rose de Freitas, depois do desgaste causado pelas denúncias envolvendo o favorito na disputa, deputado federal Henrique Eduardo Alves. O potiguar é acusado de improbidade administrativa no Rio Grande do Norte, utilizando publicidade do governo para promoção própria. Também é acusado de enriquecimento ilícito. O desgaste envolvendo Henrique Eduardo Alves vem movimentando os bastidores da Câmara e causado muito constrangimento entre os deputados. Oficialmente três nomes concorrem a presidência da Câmara. Além de Rose e Henrique Alves, também está no páreo o deputado mineiro, Júlio Delgado (PSB). Haveria um acordo entre Delgado e Rose de apoio mútuo no caso de um dos dois ir para o segundo turno da disputa pela presidência da Casa. No último mês, Rose instalou em seu apartamento um verdadeiro QG da campanha e passa os dias ao telefone pedindo voto aos colegas.  

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Skatistas e patinadores vão entregar lista de sugestões à prefeitura

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Nesta quinta-feira (31), o Grupo de Trabalho formado pelas secretarias da Prefeitura de Vitória vai conhecer as propostas dos praticantes de skate e patins para ocupação dos espaços públicos da cidade de Vitória. Inicialmente, foram cobradas a reforma da Praça dos Namorados, a manutenção do Tancredão e a construção de novas áreas, uma em Camburi e outra em Goiabeiras. Os usuários querem discutir um cronograma de ações para os acordos não ficarem na promessa. A expectativa é que a prefeitura, após a avaliação das propostas, sugira esse cronograma e defina o valor que será investido para que as obras sejam iniciadas.    Segundo o secretário de Transportes de Vitória, Max da Mata, a ideia e definir obras de curto, médio e longo prazo. “O importante é pensar em espaços específicos para estes esportes, que a cada dia crescem mais na cidade”, disse o secretário, que faz parte do Grupo de Trabalho.    Max da Mata explicou que o GT é formado por representantes da prefeitura e dos skatistas e patinadores. “O debate do grupo será acompanhado pelo prefeito Luciano Rezende (PPS). Ele está sensível a oportunidade do Estado de se tornar um atrativo aos praticantes dos esportes sobre rodinhas. O Estado proporciona uma bela fotografia e é cada vez maior o número de praticantes”, disse o secretário.    Inicialmente, a prefeitura havia sugerido a reforma da Praça dos Namorados, abandonada pela última gestão e reformada pelos próprios skatistas, para a prática do esporte e a criação de dois espaços, um em Camburi e outro no bairro de Goiabeiras.   A cobrança é que as obras sejam definidas para evitar que os praticantes de skate voltem a andar nas ruas, onde também estão propícios a acidentes.    “A prefeitura criou horários para o uso da orla que não condizem com a realidade de quem trabalha ou estuda. O Tancredão, que possuía uma pista só para skate, hoje se divide entre as bicicletas nos dias ímpares e o skate nos dias pares. A pista de Goiabeiras ainda não saiu do papel e no local há praticamente um pântano. Já a pista do Parque Moscoso precisa praticamente ser reconstruída”, enumerou o skatista José Claudio Viana.    Além do apelo pelas reformas das pistas já existentes e da construção de novas áreas, Viana lembrou que parte do calçadão possui um piso de mosaico português que fica praticamente vazio durante todo o dia, e que o local poderia ser melhor aproveitado.    Segundo Max da Mata, o projeto do atual calçadão da orla de Camburi não pensou que o piso liso e a praia serviriam de atrativos para a prática de skate e de patins. “É importante a criação de espaços específicos para estes esportes que tanto crescem na cidade. A Praça dos Namorados já não atende como deveria, o Tancredão atende de forma razoável e o calçadão de Camburi é praticamente um convite à prática e acabou recebendo uma demanda grande. É um congestionamento bom, mas é um congestionamento que precisa ser organizado”, disse o secretário.    Max lembrou que as regras para o uso da orla de Camburi por skatistas e patinadores não são proibitivas e sim preventivas e temporárias.    A promessa é que até esta quinta as sugestões sejam entregue ao Grupo de Trabalho, mas não há prazo para que um cronograma de obras seja divulgado pela prefeitura.   

28/01/2013 / 0 Comments
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Reportagem de O Globo destaca que censura a Século Diário foi um dos 11 casos registrados pela ANJ em 2012

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A edição desse domingo (27) de O Globo traz uma longa reportagem sobre os casos de censura impostos por setores do Judiciário à imprensa. O jornal carioca dá destaque a um episódio de censura ao jornal eletrônico Século Diário. No ano passado, a juíza Cláudia Rodrigues de Faria Soares, da 6ª Vara Cívil de Vitória, determinou que jornal eletrônico retirasse do ar três notícias e dois editorias.    Os conteúdos censurados pela juíza, publicados entre maio de 2010 e março de 2011, criticavam regalias concedidas pelo Ministério Público do Estado ao promotor Marcelo Barbosa de Castro Zenkner.    Na parte de dispositivos da sentença, a magistrada limita qualquer tipo de crítica ao autor da ação, o promotor Zenkner. Em seguida, a juíza “ensina” como o jornal deve tratar editorialmente o promotor a partir da decisão.    Entre as “recomendações”, a magistrada determina: “nas publicações relativas ao autor, primem pela objetividade das informações, abstendo-se de incluir adjetivações pejorativas ou opiniões desfavoráveis que extrapolem os limites da crítica literária, artística ou científica; limitem-se a narrar os fatos sem se pautar por comentários, boatos, acusações isoladas e desprovidas de idoneidade, sempre fazendo referência às fontes e; procedam com imparcialidade e isenção na divulgação de notícias relacionadas ao autor, observando apenas o contexto fático, sem se pautar por tendências, ideologias ou intuito de autopromoção ou promoção de terceiros em detrimento do autor”.   Na reportagem, o jornal carioca alerta que os casos de censura no Brasil estão em franca ascensão. Nos últimos cinco anos, a Associação Nacional de Jornais (ANJ) registrou 57 casos de censura no País, 11 deles só em 2011.   Em novembro do ano passado, o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Carlos Ayres Brito, criou o Fórum do Poder Judiciário de Liberdade de Imprensa no Conselho Nacional de Justiça (CNJ), órgão que também presidia. O ex-ministro, na ocasião de lançamento do fórum, disse que a resistência à liberdade de imprensa vem de setores isolados do Judiciário.    “A censura judicial acontece em flagrante desrespeito à Constituição. Infelizmente é um fato que vem ocorrendo com uma frequência preocupante, em geral por parte de juízes de primeira instância, indo contra a decisão do próprio STF [que revogou a lei de imprensa em 2009]”, afirmou o diretor-executivo da ANJ, Ricardo Pedreira, ao jornal carioca.    O ponto destacado por Pedreira retrata com precisão os episódios de censura dos quais Século Diário foi vítima. Nas três ocasiões em que o jornal sofreu censura judicial, as decisões partiram de juízes de primeira instância, que insistem em usar suas prerrogativas para ingerir na autonomia editorial de que constitucionalmente gozam os órgãos de imprensa.    A Gazeta registrou censura   A edição desse domingo (27) do jornal A Gazeta também deu um espaço privilegiado sobre o tema. O jornal capixaba deu destaque para importância do fórum criado por Ayres Brito, no qual a ANJ terá assento, divulgou o balanço dos casos de censura no País e registrou o episódio de censura envolvendo o jornal Século Diário, além de outro ocorrido em Macaé, no Rio de Janeiro. 

28/01/2013 / 0 Comments
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Justiça condena ex-secretário de Presidente Kennedy por lavagem de dinheiro

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O juiz da comarca de Presidente Kennedy (litoral sul do Estado), Ronaldo Domingues de Almeida, condenou o ex-secretário de Obras do município, Elion Machado Rosa, a quatro anos e sete meses de prisão pelo crime de lavagem de dinheiro. O ex-integrante da gestão do ex-prefeito cassado Reginaldo Quinta (PTB) foi flagrado com R$ 99,9 mil, em espécie, que seriam provenientes de propina. Na decisão, o magistrado considerou que o ex-secretário reservou-se o direito de ficar em silêncio durante a audiência de instrução e julgamento. Além disso, ele não conseguiu explicar a origem do dinheiro encontrado no veículo oficial, em abril de 2011, que ele utilizava na prefeitura de Presidente Kennedy. O juiz Ronaldo Domingues fixou o regime inicial semiaberto para o cumprimento da sentença. O magistrado também determinou a destituição definitiva de Elion Rosa do cargo que ocupava no Instituto Capixaba de Pesquisa e Extensão Rural (Incaper) – ele estava cedido à administração kennedense na ocasião, em abril de 2011. A condenação de Elion Rosa, por prática de crime previsto no artigo 1°, V da Lei 9.613/98 c/c art. 14, II do Código Penal Brasileiro, se deu porque a polícia encontrou em pacotes jogados no porta malas do carro utilizado pelo então secretário de Obras, a quantia de R$ 99,9 mil, que seriam provenientes de propinas. Na ocasião, o episódio rendeu várias especulações nos meios políticos do município – período em que surgiam várias denúncias de corrupção contra o ex-prefeito. Menos de um ano depois, o prefeito acabou preso durante a Operação Lee Oswald, deflagrada pela Polícia Federal, que apurou um escândalo de corrupção que pode ter desviado até R$ 55 milhões dos cofres do município.

28/01/2013 / 0 Comments
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Nova eleição para a prefeitura de Guarapari entra na reta decisiva

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Esta semana será decisiva para a nova disputa no município de Guarapari, marcada para este domingo (3). Os cinco candidatos a prefeito intensificam as campanhas na reta final. A uma semana da eleição, o clima ainda é de indefinição no município. Isso devido ao grande número de indecisos e a expectativa de que a abstenção seja alta. Desde o início do novo processo eleitoral, Guarapari viveu modificações no cenário local. A principal delas foi a prisão, na Operação Derrama, do ex-prefeito Edson Magalhães (sem partido), principal cabo-eleitoral da candidatura de Orly Gomes (DEM). O eleitorado de Edson, que é grande no município, se dividiu. Enquanto uma pequena parcela ainda defendia a tese de perseguição política contra o ex-prefeito, a maioria estava revoltada com as denúncias. Nos meios políticos locais, a prisão de Edson mexeu com o cenário porque desgastou a imagem de Orly Gomes, agora, com o parecer do Ministério Público, que ameniza o impacto político da prisão, o grupo deve intensificar a tese de perseguição política para tentar recuperar o eleitorado. Resta saber se haverá tempo até domingo para isso. No campo da oposição, o ex-vereador Ricardo Conde (PSB) intensifica a campanha beneficiado pelos desdobramentos da Derrama. O candidato vinha denunciando irregularidades de Magalhães desde outubro do ano passado e esperava capitalizar com a retirada do ex-prefeito do páreo, mas a rejeição à sua candidatura ainda se apresentava muito alta nos primeiros momentos da campanha. Com a prisão do ex-prefeito a tendência é de queda, mas ainda é preciso superar os eleitores fieis de Magalhães, maioria na cidade. Para dar peso à campanha, Conde conta com o reforço do palácio Anchieta, posando ao lado do governador, também tem caminhado ao lado do senador Magno Malta (PR) e outras lideranças. Carlos Von (PSL) faz uma campanha mais leve, evitando o confronto com o grupo de Magalhães e de Conde. Sua candidatura que não teve um peso tão grande na eleição de outubro, desta vez parece ter agradado o eleitorado e ele segue construindo uma candidatura de terceira via, que pode superar o embate entre Orly e Conde, correndo por fora. Completa o quadro de candidatos Edinho Maioli, do PV. A ex-chefe da defensoria do Estado, Beth Hadad (PHS), teve a candidatura barrada pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-ES). Beth estava com o registro de candidatura indeferido aguradando julgamento. Ela foi enquadrada na Lei da Ficha Limpa. A candidata teve as contas de 2007 rejeitadas pelo Tribunal de Contas no período em que esteve à frente da Defensoria Pública. Surpresa, Beth Haddad disse que irá conversar com as lideranças do partido para anunciar qual decisão tomará.

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ANS afirma que cobrança de taxa extra por parto é ilegal

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Embora a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) tenha garantido que a cobrança da taxa extra dos segurados de planos de saúde para realização de partos seja ilegal, na prática, os médicos continuam cobrando a taxa das pacientes que, sem saída, acabam concordando em pagar.   Em entrevista à Rádio CBN Vitória nesta segunda-feira (28), a gerente de Assistência à Saúde da ANS, Karla Coelho, disse que o entendimento da agência é que a cobrança é indevida, já que o procedimento está incluído nos contratos firmados com os planos de saúde. Ela acrescentou que as pacientes que se sentirem coagidas a pagarem a taxa podem denunciar à ANS, além de buscar os órgãos de defesa do consumidor e eventualmente o Judiciário.    Já o presidente do Sindicato dos Médicos do Estado (Simes), Otto Baptista, reclaamou que a ANS está interferindo na relação médico-paciente. Otto, que é ginecologista, alegou que o contrato entre médicos e operadoras está precarizado e defasado em mais de dez anos, por isso os médicos entendem que a cobrança fica respaldada pelas entidades superiores como o Conselho Federal de Medicina (CFM) e a Federação Nacional dos Médicos (Fenam).    Os pacientes, no entanto, acabam por arcar com o impasse entre as operadoras (que ainda não se pronunciaram sobre o caso) e os médicos. Embora Otto Baptista tenha afirmaado que a taxa média cobrada pelos médicos não é supeior a R$ 600, há relatos de pacientes no Estado que chegaram a pagar R$ 3 mil para assegurar a presença do médico escolhido no parto.   A usuária de plano Roberta Bertoani Fieni, que deu à luz Beatriz em outubro de 2012, conta que o obstetra que a acompanhou durante o pré-natal pediu R$ 2,5 mil de taxa extra para  fazer o parto. “Eu não aceitei pagar e disse a ele que quem faria o parto seria o plantonista”. Ela acrescenta que foi pressionada a pagar até às vésperas do parto, mas não cedeu.    Em outros Estados a cobrança pode ser ainda mais alta. Em Brasília, por exemplo, a taxa pode começar em R$ 4 mil e chegar a até R$ 6 mil, dependendo da complexidade do parto.    As ações judiciais impetradas por conta da cobrança da taxa no Estado, no entanto, ainda são tímidas. Por isso, pode-se dizer que o Judiciário capixaba ainda não tem um posicionamento a respeito da cobrança da taxa extra. Enquanto o impasse continua, os segurados dos planos de saúde seguem pagando a conta. 

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Superior Tribunal de Justiça mantém prisão de ex-prefeitos

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A ministra do Superior do Tribunal de Justiça (STJ), Marilza Maynard, negou, nessa segunda-feira (28), os pedidos de liberdade do ex-prefeito de Linhares, Guerino Zanon (PMDB) e do funcionário da prefeitura de Aracruz, Zamir Gomes Rosalino, ambos presos na Operação Derrama. Com essas decisões, sobe para seis o número de pedidos de revogação de prisão dos investigados a serem negados pelo tribunal. A defesa do ex-prefeito de Guarapari, Edson Magalhães (sem partido), também entrou com habeas corpus. Na decisão, a ministra convocada ratificou o entendimento da colega, ministra Eliana Calmon, que na última semana havia negado o pedido de liberdade de quatro envolvidos na operação, entre eles, o ex-prefeito de Anchieta, Edival Petri (PMDB); os empresários Cláudio Mucio Salazar Pinto e Cláudio Mucio Salazar Pinto Filho – sócios da CMS –; e o fiscal da renda da prefeitura de Aracruz, Lincon César Liuth. A ministra Eliana Calmon havia citado a possibilidade de interferência dos investigados interferirem na produção de provas, tese que havia sido levantada pelo desembargador Ronaldo Gonçalves de Souza, relator do inquérito no Tribunal de Justiça, quando expediu a prisão preventivas – isto é, sem prazo definido – de todos os envolvidos. Também deu entrada nesta terça-feira (29) o pedido de liberdade do ex-prefeito Edson Magalhães. Até o fechamento desta reportagem, o habeas corpus (HC 263963) não havia sido apreciado pela relatora do caso, ministra Marilza Maynard, como consta no sistema desinformações do sistema processual do STJ. O posicionamento do STJ na análise dos processos corrobora a tese dos críticos ao parecer do procurador-geral de Justiça, Eder Pontes da Silva, que se manifestou pelo relaxamento da prisão dos ex-prefeitos presos. No entendimento das ministras, a manutenção das prisões “não parece ser desarrozoada”, como tentou fazer crer o chefe do Ministério Público Estadual (MPES) em seu parecer. Da mesma forma, as decisões caminham no sentido das intepretações dadas pelo Judiciário – seja pelo juiz Marcelo Loureiro, da Vara da Central de Inquéritos de Vitória – que tratou do caso em 1º grau -, quanto do desembargador Ronaldo Gonçalves de Sousa, que ampliou as prisões de temporárias para preventivas. Dos 31 presos na operação, apenas a ex-prefeita de Itapemirim, Norma Ayub Alves (DEM) teve o pedido de liberdade concedido pela Justiça estadual. Apesar de o Ministério Público ter se manifestado pela libertação dos outros nove ex-prefeitos envolvidos, eles permanecem presos no Quartel de Maruípe, da Polícia Militar. Já os 14 advogados presos estão cumprindo o regime de prisão domiciliar. O restante dos envolvidos está distribuído pelo sistema prisional do Estado.

28/01/2013 / 0 Comments
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