O aguardado parecer do procurador-geral de Justiça, Eder Pontes da Silva, sobre as investigações da Operação Derrama, se provocou pasmo, o fez somente aos incautos. Sério que houve quem confiasse que Theodorico de Assis Ferraço se daria mal nessa enrascada? Não, uma velha raposa como o presidente da Assembleia Legislativa não iria sucumbir assim, do nada, ainda mais com uma reeleição na palma da mão. Quem se fiou na ruína de Ferraço mui provavelmente esqueceu que, na saída da Terceira Ponte, há uma coisa chamada Ministério Público Estadual (MPES). De novo: vocês acreditaram, mesmo, de verdade, que Eder Pontes emitiria um parecer enquadrando os “derramados”? Tsc, tsc. Bobinhos. Chuva e sol Na última sexta-feira (18), a reeleição de Ferraço estava com a corda no pescoço. Fazia um dia cinza e soturno. Um temporal caiu à noite. Nesta sexta-feira (25), com um sol danado, veio o parecer de Eder Pontes e salva a reeleição de Ferraço. O tempo mudou. O Espírito Santo, não. Causa perdida E os deputados apresentado nomes para disputar a presidência da Assembleia Legislativa? Coitado do Jamir Malini (PTN). Mal chegou e seus sonhos parlamentares foram esfacelados. Dois em um Foram duas decepções em apenas um dia: a primeira, o parecer do Eder Pontes da Silva sobre as investigações da Operação Derrama. Segundo, a reunião para explicar a parceria da Secretaria de Estado da Cultura (Secult) com o Instituto Sincades, que explicou pouca coisa. Que estado triste esse tal de Espírito Santo. Falando em Sincades… Na reunião, o Instituto Sincades mostrou estar preparado. Foi exibido um vídeo institucional muito bem realizado e ainda o instituto elaborou um vistoso relatório de suas atividades, que foi disposto numa mesa e distribuído aos presentes. Sabe aqueles livrinhos bonitos e coloridos? Assim mesmo. Um belo catálogo. Tipo Net Em Vila Velha, quem tem internet provida pela GVT passou raiva nessa quinta-feira (24). A rede caiu no fim da tarde e não voltou mais. Só de madrugada. Feliz é a GVT. Infelizes são os clientes. Culpa do verão Um levantamento apontou que em Guarapari o volume de abstenções, votos brancos e nulos chegam a 40%. Não surpreende. Em pleno verão de Guarapari, quem vai trocar uma bela praia pelas cabines de votação? Nem pensar. Para animar a festa Sete grandes atrações musicais desembarcam em Vitória de março a novembro com o Vitória Music Brasil. A estreia é dia 9 de março com Seu Jorge. As demais atrações são Sandy, AMria Gadú, Maria Rita, Nando Reis e Os Infernais. As principais ficam para o final do ano. Em setembro, tem Milton Nascimento. E em novembro quem vem é Jorge Ben Jor. 140 toques “Precisamos mudar a realidade atual do Congresso, precisamos de autocrítica e avaliação sincera dos nossos erros e falhas”. A deputada federal Rose de Freitas (PMDB) no twitter. Pensamento “Cinismo é uma maneira desagradável de dizer a verdade”. Lillian Hellman
Inversão de papéis
O parecer do Ministério Público, ou melhor, do procurador-geral de Justiça, Eder Pontes, sobre a Derrama não chegou a surpreender o mercado político, afinal, já circulava nos bastidores o encontro no Palácio Anchieta com a participação de Pontes, do conselheiro do Tribunal de Contas, Sérgio Aboudib e do próprio Ferração. A situação é grave. O Ministério Público nos últimos anos tem agido como promotor, juiz e carrasco da classe política. Chegou ao ponto de em um determinado momento haver uma reunião entre a representação dos prefeitos, a Amunes e o Ministério Público para que houvesse um pouco mais de cuidado dos promotores e procuradores na hora de fazer denúncias contra os agentes municipais, afinal, primeiro se acusava o golpe e depois se buscava as provas. No âmbito estadual, a fragmentação de ações serviu também de forma política para manter viva denúncias contra agentes políticos, todas as vezes em que o Executivo, o cabeça de um arranjo institucional vigente no Estado, sofria algum tipo de crítica. Desta vez, o que se viu foi uma inversão total de papéis. Em vez de bater primeiro e depois perguntar, o Ministério Público aliviou. Procurou brechas para tentar desconstruir o arcabouço de provas e conexões, feitas pela Polícia Civil com base em informações do software do Tribunal de Contas que identificou as operações ilegais da CMS. Pontes enfrentou e colocou em questionamento o trabalho dos demais poderes. Legitimado pelo discurso do jornal A Gazeta, o procurador embarcou na história do viés político que teria contaminado o Nuroc, TCE, o Tribunal de Justiça e até os promotores que ofereceram a denúncia. O Ministério Público parece ser o último nicho de resistência do antigo arranjo institucional. As mudanças nos demais poderes mostram uma nova forma de visão do Estado, mas desde a Operação Pixote, que deve ter sido esquecida em alguma gaveta da instituição, o Ministério, ou melhor, parte dele, já mostro qual a sua visão do novo cenário político do Estado, corrobora com a ideia de bater em “vereador e prefeitinho” e deixa de fora os grandes tubarões. Ou as instituições da sociedade civil organizada tomam providências ou o Estado corre o risco de inaugurar uma nova era de personalismo político. Se de 2002 a 2010, Paulo Hartung comandou todas as movimentações no Estado, ingerindo em quem seria condenado e quem seria protegido no âmbito do Judiciário, Ferraço assume agora o papel de grande liderança de um novo sistema político. Se ele é o líder ou o interlocutor de um novo grupo. Antes de Hartung, o controle do Estado estava nas mãos da Assembleia. Com a ascensão de Hartung, esse controle passou para as mãos do Executivo. Essa manobra de Ferraço, não só o fortaleceu no jogo político, como tenta recuperar para as mãos do presidente da Assembleia esse controle. Olhando para o passado, seus colegas deveriam saber que isso já não acabou bem uma vez. Fragmentos: 1 – Depois do parecer do Ministério Público livrando o Ferração da Derrama, o procurador-geral de Justiça, Eder Pontes, vem sendo chamado entre alguns colegas promotores de “New Zardini”, uma referência ao antecessor Fernando Zardini. 2 – O ex-prefeito de Vargem Alta, no sul do Estado, Elieser Rabello (PMDB), atual presidente da Associação dos Municípios do Estado (Amunes) é o novo diretor de Transporte do Departamento de Estradas de Rodagem do Estado (DER/ES). 3 – A nomeação do peemedebista, que esta semana saiu em defesa dos ex-prefeitos presos na Operação Derrama, foi publicado no Diário Oficial desta sexta-feira (25).
Desembargador afirma que novas provas podem mudar posicão de Eder Pontes
Após o procurador-geral do Ministério Público Estadual (MPES) Eder Pontes desqualificar as investigações do Núcleo de Operações Criminosas e Combate à Corrupção (Nurocc), alegando que as provas eram inconsistentes e que as prisões dos ex-prefeitos envolvidos na Operação Derrama desnecessárias, havia uma grande expectativa para conhecer o teor da decisão do relator do processo no Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES), desembargador Ronaldo Gonçalves de Sousa, sobre o parecer de Pontes. Desde que Pontes apresentou o parecer, nessa quinta-feira (24), ficou um mal-estar no ar entre as duas instituições. Devido ao clima pesado, não se sabia se Sousa acataria as considerações do procurador-chefe – visivelmente interessado em livrar o presidente da Assembleia Legislativa Theodorico Ferraço do imbróglio, e libertar sua mulher, a ex-prefeita de Itapemirim Norma Ayub (DEM), presa por suspeita de envolvimento no esquema de cobranças ilegais de tributos de grandes empresas, sobretudo as petrolíferas. A outra alternativa para o desembargador, era o desembargador negar os pedidos de relaxamento de prisão e rebater as argumentações de Pontes, mostrando que as investigações, ao contrário do que o procurador-geral alegou, são sim consistentes. Entre os dois caminhos, Ronaldo Sousa adotou uma posição intermediária, até para evitar que Pontes se agarrasse à tese que haveria motivação política nas investigações da polícia e decisões do Tribunal. O desembargador esclareceu que muitos dos pedidos formulados no parecer de Pontes já podem ser imediatamente atendidos. Ele acrescentou ainda que uma farta documentação, que chegou ao Tribunal na última quinta-feira (24) – dia em que Pontes apresentou o seu parecer – pode fazer o procurador-chefe rever suas considerações. O relator disse isso principalmente se referindo a uma passagem do parecer de Pontes, que descarta ligação, ou “liame”, como ele mesmo disse, entre a CMS Consultoria e as oito prefeituras capixabas denunciadas no esquema. “(…) Não se pode descartar, de plano, a possibilidade de, diante de novos elementos apresentados, haver alguma alteração no Ministério Público inicialmente manifestado, inclusive ao que diz respeito ao desmembramento do inquérito policial”, questiona. Esse pedido de desmembramento formulado por Pontes foi muito mal recebido pelas equipes de investigações do Nurocc, que alegam que isso causaria a fragmentação e enfraquecimento do inquérito. Os delegados do Nurocc, inclusive, já haviam manifestado repúdio à tentativa de se atribuir conotação política às investigações. Segundo o relator, muitas das diligências solicitadas pelo MPES, com os novos documentos recém-chegados, seriam, provavelmente, desnecessárias. Em poucas palavras, o desembargador quis dizer que quase tudo que fora pedido pelo procurador-chefe – na verdade, para ganhar tempo e tentar desqualificar as investigações – já estava à disposição do MPES. Ele fez ainda uma ressalva com relação às novas provas. Disse que por motivo de segurança, o MPES deveria analisar os novos documentos na sede do TJES, a fim de evitar que o material seja transportado e corra risco de extravio. Prisões Com relação aos pedidos de revogação de prisões, o desembargador Ronaldo de Sousa aproveitou para dar um “puxão de orelha” no procurador-chefe, que se julgou soberbo em seu parecer, principalmente nos pontos em que ele desqualifica o trabalho do Nurocc, tribunais de Contas e de Justiça. O desembargador disse que, por ora, concederia apenas o pedido de revogação de prisão à ex-prefeita de Itapemirim, Norma Ayub, mulher do presidente da Assembleia Theodorico Ferraço, mas que não estenderia os pedidos aos “outros”, como queria Pontes. Ronaldo de Sousa aponta que não houve individualização dos demais pedidos de soltura dos outros indiciados. Pontes, no parecer, pede apenas que a medida seja aplicada no caso dos “outros” investigados. Para o desembargador atender ao pedido do MPES, Pontes terá que solicitar as revogações das prisões separadamente, para o Tribunal poder avaliar quais dos investigados deverão ter ou não a prisão revogada.
Prefeitura amplia oferta de vagas no ensino fundamental e infantil
A educação infantil e o ensino fundamental da capital ganharão 550 vagas. O anúncio foi feito nesta sexta-feira (25) pelo prefeito de Vitória, Luciano Rezende (PPS), e pela secretária municipal de Educação, Adriana Sperandio (foto). Além das novas vagas para o ensino infantil, 260 vagas também foram criadas para atender o ensino fundamental em 2013. As vagas infantis foram ofertadas a partir da nova sede do Centro Municipal de Educação Infantil (Cmei) Ana Maria Chaves Colares e da criação do Cmei Rubens Vervloet Gomes, ambos em Jardim Camburi, bairro mais populoso da capital. Já o número de vagas criado para o ensino fundamental ficará por conta da nova unidade, a Emef Edna Mattos Siqueira Gaudio, em Jesus de Nazareth. “Nossa intenção é atender continuamente a demanda do morador da cidade, reconhecendo o pleno direito à educação infantil e promovendo um ensino público de qualidade, uma vez que a Secretaria de Educação se relaciona com um terço da população de Vitória diariamente”, afirmou o prefeito Luciano Rezende. Além das novas vagas, a secretária anunciou a intenção de tornar as famílias dos estudantes cada vez mais próxima das escolas. “Vamos trabalhar a proximidade entre família e escola, com pais e responsáveis participando cada vez mais próximos do processo de aprendizado dos alunos”, disse a secretária Adriana Sperandio. Além disso, s conselhos de escola também integram a pauta de ações da gestão municipal. A partir do início do ano letivo começa a recomposição e o fortalecimento dos 100 conselhos escolares de Vitória. Haverá formação para conselheiros e ações de transparência e monitoramento dos recursos públicos. As aulas na rede municipal de ensino começam no dia 5 de fevereiro, com 200 dias letivos distribuídos em três trimestres. As férias estão programadas para os dias 15 a 21 de julho, com o ano letivo se encerrando no dia 21 de dezembro.
Audifax pretende economizar R$ 4 milhões com pacote de cortes
Pacote de corte de gastos do prefeito da Serra, Audifax Barcelos (PSB), pretende economizar cerca de R$ 4 milhões por ano . Nesta sexta-feira (25), o prefeito anunciou o projeto de lei que será enviado à Câmara de Vereadores para que Audifax possa promover os ajustes na gestão serrana. O projeto prevê a reestruturação dos cargos e salários dos servidores comissionados, que seguirão nova tabela. “A nossa preocupação é adequar a máquina pública, corrigindo distorções e aprimorando a sua estrutura com o objetivo de melhor atender a população, garantindo a otimização dos recursos públicos”, afirmou o prefeito. Com as mudanças, os vencimentos dos servidores ficam compatíveis com os valores de mercado. Mesmo assim, será possível fazer corte de gastos, já que muitos cargos foram extintos. Com isso, servidores com cargos semelhantes que tinham salários que podiam variar entre R$ 1.345,00 a R$ 8.094,79, exercendo a mesma função passam a ter salários equivalentes. Equiparando os salários de acordo com as funções, Audifax pretende minimizar a dívida de R$ 200 milhões deixada pelo antecessor Sérgio Vidigal (PDT). A extinção de 71 cargos comissionados CC-5 (com salário atual de R$ 1.003 e previsão após o projeto para ser reajustado para R$ 1.200), por exemplo, irá garantir a economia de R$ 85 mil por mês aos cofres públicos. Já para valorizar os servidores efetivos, o projeto estabelece que 20% dos cargos comissionados do tipo CC-3 (salário atual de R$1.345) e CC-4 (salário atual de R$1.140) terão obrigatoriamente que ser ocupados por servidores concursados. Durante a divulgação do novo projeto, o prefeito também anunciou a criação dos cargos de chefe de Divisão do Videomonitoramento e do Observatório de Segurança na Secretaria de Defesa Social, visando à adesão do município aos programas de segurança urbana do Ministério da Justiça.
Vaga de Rodney na Assembleia pronta para análise do Pleno do Tribunal de Justiça
A disputa pela vaga aberta na Assembleia Legislativa com a ida de Rodney Miranda (DEM) para a prefeitura de Vila Velha, deve ter mais um capítulo na próxima semana. O tucano Olmir Castiglioni conseguiu uma liminar requerendo a vaga, que foi ocupada pelo peemedebista Paulo Roberto. O mérito da questão deve ser julgado nos próximos dias. Nesta sexta-feira (25), o recurso foi recebido no pleno do Tribunal de Justiça, já com o relatório do desembargador William Couto sobre o tema. Castiglioni alega que a vaga pertence ao PSDB, já que o partido fazia parte da coligação que elegeu Rodney Miranda em 2010. O primeiro suplente seria Paulo Roberto, que na época era filiado ao PMN, mas ele migrou para o PMDB, o que afronta a lei de fidelidade partidária. Como a vaga pertence à coligação e não ao candidato, Castigilioni requereu a vaga. Paulo Roberto chegou a tomar posse no último dia 7 de janeiro na Assembleia, mas Castiglioni requereu a vaga e conseguiu a liminar, concedida pela desembargadora Elizabeth Lordes. Também nesta sexta, o agravo impetrado por Paulo Roberto contra a liminar chegou ao Pleno e também aguarda a marcação da data do julgamento. O agravo será julgado antes do mérito da ação. Se acatado, Paulo Roberto se mantém na Assembleia, se negado, o Pleno julga o mérito e define quem fica com a vaga.
Empresa não recorre e DER-ES mantém suspensão de contratar com o órgão
A diretora-geral do Departamento de Estradas e Rodagens do Estado (DER-ES), Tereza Maria Sepulcri Netto Casotti, confirmou, essa semana a aplicação de sanções à empresa Blokos Engenharia. De acordo com a Instrução de Serviço nº 001, publicada no Diário Oficial do Estado, a empresa não se manifestou no prazo recursal. A empreiteira foi proibida de contratar e até mesmo participar de licitações com o DER-ES pelo prazo de dois anos. De acordo com informações do órgão, o pedido das sanções partiu da própria direção do DER-ES no processo administrativo de número 60303697. Em junho do ano passado, a empresa teve o contrato rescindido para a construção do novo Estádio Kleber Andrade, em Cariacica. A Blokos teve o contrato rescindido, de forma unilateral, pelo governo do Estado após o descumprimento de várias cláusulas do Contrato de Empreitada nº 016/2010 – assinado junto ao Instituto de Obras Públicas do Espírito Santo (Iopes). Durante a execução das obras, os trabalhos foram interrompidos em função de constantes paralisações de operários por supostos atrasos de salários e outros direitos trabalhistas. Essa não é a única empresa de construção civil que está ameaçada de levar um “gancho” no órgão. Na mesma publicação das sanções, no início deste mês, a empresa Reis Magos Construtora, sediada em Vila Velha, também foi alvo implicada após ter solicitado a rescisão contratual em obras de pavimentação no município de Laranja da Terra (região sudoeste serrana do Estado) sob alegação de problemas financeiros. Além das duas empresas, a Estrutural Construtora e Incorporadora também foi impedida de participar de licitações e de contratar com o órgão. No caso da empresa do primo do ex-governador Paulo Hartung (PMDB), ela está recorrendo da decisão.
Abraham Lincoln e a luta contra a escravidão
Com base em Team of Rivals: The Genius of Abraham Lincoln, livro que conta os bastidores do gabinete do presidente americano durante a Guerra da Secessão, Spielberg montou seu novo filme: Lincoln. O longa estreia no final de semana nos cinemas capixabas. Entretanto, a Guerra Civil norte-americana, que colocou em conflito o Sul contra o Norte do país, não é o foco do diretor. O filme retrata as dificuldades do 16º presidente dos Estados Unidos para aprovar uma emenda à Constituição do país que acabava com a escravidão. A abolição era uma vontade do Norte, mas ia de encontro à economia agrária do Sul, que dependia de milhares de escravos, que se tornariam livres após a lei. O filme mostra a luta de Lincoln em libertar os escravos sem que o país entrasse em guerra. Lincoln é o grande favorito ao Oscar 2013, com 12 indicações incluindo Melhor Ator para Daniel Day-Lewis, no papel de Lincoln, e Melhor Ator Coadjuvante para Tommy Lee Jones, que interpreta o político Thaddeus Stevens, também a favor da abolição. O filme revela a força de estratégia do presidente e sustenta seus 150 minutos com muitos debates e negociações acerca da escravidão. Serviço Lincoln (Lincoln, EUA/Índia, 2012, 145 minutos, 12 anos) Cine Kinoplex – Shopping Praia da Costa: Sala 7. 14h20, 17h30, 20h40. Sábado e domingo 13h50, 17h30, 20h40. Cinemark – Shopping Vitória: Sala 2. 13h, 16h10, 19h10, 22h20.
A ditadura argentina pelo olhar infantil
O drama político Infância Clandestina se passa na Argentina de 1979 durante a ditadura militar. A história é contada pelo ponto de vista de Juan (Teo Gutierrez Romero), um menino de 12 anos que não consegue entender completamente a realidade violenta em que vive e porque seus pais precisam se esconder. O filme estreia esta sexta-feira (25) no Cine Metropolis, que retorna do recesso de janeiro. Seu pai (César Troncoso), sua mãe (Natalia Oreiro) e seu tio Beto (Ernesto Alterio) participam de um importante grupo armado de resistência ao regime militar: os Motoneros. Eles passam por um longo treinamento em Cuba e depois retornam a Argentina clandestinamente, em todo esse tempo seus filhos, Juan e um bebê, continuam vivendo com eles. Ao chegarem a seu país para lutar, a família precisa disfarçar o sotaque cubano e trocar de nomes. Juan recebe um passaporte falso e passa a se chamar Ernesto. Em meio a toda a essa confusão, o menino ainda precisará lidar com a descoberta do amor e um amadurecimento precoce que a situação lhe impõe. Infância Clandestina foi o destaque do Prêmio Sur, premiação argentina equivalente ao Oscar. O drama dirigido por Benjamín Ávila levou 10 das 16 estatuetas a que concorria. O romance político também é candidato ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro e tem co-produção brasileira. Assim como O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias (2006), de Cao Hamburger, e Machuca (2004), de Andrés Wood, Infância Clandestina mostra o período ditatorial pelo olhar inocente das crianças. O roteiro é assinado por Benjamín Ávila em parceria com o brasileiro Marcelo Müller. Serviço Infância Clandestina (Infância Clandestina, Argentina/Brasil/Espanha, 2011, 112 minutos, 14 anos) Cine Metropolis: 16h, 18h10, 20h20. Sábado 16h e 18h10.
Concurso da Polícia Civil vai abrir 113 vagas ainda este ano
O governo do Estado lançou edital nesta sexta-feira (25) que prevê 113 vagas para cargos na Polícia Civil. Estão contemplados os cargos de delegado, assistente social, escrivão, médico legista, perito bioquímico toxicologista, perito criminal, perito criminal especial, perito em telecomunicações e psicólogo. Os cargos de perito papiloscópico não foram criados, apesar de serem um pleito da categoria, que sofre com a falta de peritos, principalmente lotados no interior do Estado. A membros da Associação dos Peritos Papiloscópicos do Estado (Appes) foi prometida a inclusão do cargo em um “adendo” no edital – ainda não se sabe se através de uma retificação. Em detrimento da criação de vagas, o que vem acontecendo é a contratação de prefeituras para a emissão de documentos de identidade, o que representa um risco já que os servidores que fariam os documentos e manuseariam o sistema seriam ocupantes de cargos comissionados, indicados politicamente. Dos 78 municípios capixabas, somente 18 têm peritos papiloscópicos, o que demonstra a necessidade de abertura de vagas para suprir a carência do interior do Estado. A Appes cobra que os peritos sejam alocados nos locais em que a emissão de documentos ficaria a cargo das prefeituras. Para a associação, os documentos de identificação devem ser emitidos por policiais civis comprometidos, que são treinados para manusear o sistema de dados, uma vez que as informações contidas no banco se referem tanto à população quanto aos presos do sistema penitenciário do Estado. Recentemente, em uma prefeitura do interior do Estado, um funcionário comissionado com acesso parcial ao sistema conseguiu emitir 30 carteiras de identidade falsas, por isso os peritos pleiteiam o aumento de vagas para evitar os desvios. Para pressionar o governo também pode ser deflagrada a operação “Cumpra-se a Lei” que visa adotar todos os procedimentos previstos na legislação para a emissão de documentos de identidade e outros serviços para garantia da identificação civil.