Parece que parte da classe política e da imprensa insiste em não entender que os tempos no Espírito Santo são outros. Aquela época de retardar ou acelerar processos, às vezes, “esquecê-los” na gaveta, levantar suspeita sem prova, desmembrar processos para render matéria, acabou. Tentar desqualificar as ações da Polícia Civil porque as investigações chegaram em algumas figuras antes consideradas nos meios políticos como intocáveis, disseminando a ideia de perseguição a essas figuras, simplesmente não cabe nesse contexto. Ferraço coleciona processos de improbidade na Justiça, se houve uma movimentação escusa para atingi-lo, elementos para isso não faltariam. O risco que ele sabe que corria com esses processos na Justiça era tanto que criou ele mesmo foi o pai da PEC 85 para blindar os ex-prefeitos. Poderia ter caído facilmente por esse caminho. Achar que uma operação da magnitude da Derrama foi armada para atingir ele e os aliados do ex-governador Paulo Hartung é demais. O fato é que algumas dessas figuras, como é o caso do ex-prefeito de Linhares, Guerino Zanon (PMDB), outro grande campeão de processos na Justiça, estiveram durante o governo passado, muito bem protegidas, isso sim. As ações contra eles não andaram. No caso de Guerino, quando esteve prestes a ser barrado na eleição de 2008, conseguiu uma liminar que lhe garantiu não só participar da eleição, mas cumprir todo o mandato de prefeito. Não há mais o arranjo institucional, logo não há mais como proteger ninguém da atuação dos órgãos que foram criados para isso. Também não há mais condição de livrar das garras da Justiça aqueles que são mais iguais que os outros. Se ingerências existiram, elas aconteceram em um passado recente, e não adianta fazer de conta que não sabe e achar que ninguém sabe, todo mundo sabe. A ordem política é outra e é melhor se acostumar com isso porque a vidraça da vitrine está rachando. Fragmentos: 1 – O escândalo envolvendo o presidente da Assembleia, Theodorico Ferraço (DEM) ganha projeção nacional, dificultando ainda mais as tentativas de salvá-lo. A candidatura à reeleição para a Assembleia respira por aparelhos. 2 – Como a Assembleia está lidando com essa sensação de déjà vu de um desgaste político tremendo às vésperas da eleição para a presidência da Mesa? 3 – Os deputados querem que o presidente Theodorico Ferraço tome a iniciativa de deixar a disputa pela Mesa. Ele, porém, cobra dos colegas a contrapartida pelo corporativismo que adotou estando à frente da Casa este ano.
Não chores mais
Ante o muro das lamentações do fim do Fundap, a questão dos royalties, do Fundo de Participação dos Estados (FPE) e as novas regras de partilha do ICMS, não seria ótimo para o Espírito Santo ter um membro da bancada presidindo a Câmara Federal? Diga isso para nossos representantes. A maioria sequer comenta a disputa de Rose de Freitas (PMDB/foto) pela presidência da Câmara. O episódio mostra como nossa bancada é desorientada: é mais cômodo vestir a fantasia de patinho feio, blasfemar os céus pela nossa triste sina, publicar artigo em jornal lamuriando a frieza do governo federal, do que se articular, o mínimo que seja, em torno de fins comuns. Bolão do Eder O procurador-geral de Justiça do Ministério Público Estadual (MPES), Eder Pontes, deve emitir nesta sexta-feira (25) um parecer sobre as investigações deflagradas pela Operação Derrama. E aí, ele vai oferecer ou não denúncia à Justiça? Olho gordo Os deputados Jamir Milini (PTN) e Janete de Sá (PMN) mal chegaram à Assembleia e querem sentar na janela. Jamir, veja só, já dispôs seu nome para presidir a Assembleia Legislativa – caso a reeleição de Theodorico Ferraço (DEM) naufrague. E Janete também. Ela, aliás, está enfrentando dificuldades até para entrar nas comissões, devido a sua conhecida gulodice. Olho gordo II O PT não está para brincadeiras na Assembleia. Quer a presidência da Casa, apresentando o deputado Roberto Carlos, e quer a vaga no Tribunal de Contas do Estado, com Cláudio Vereza. Não custa lembrar que quem tudo quer, nada tem. Agora, Solange? Quem também se dispôs a presidir a Casa do Povo foi Solange Lube (PMDB). Ok. Mas nos dois primeiros anos de mandato, a deputada não viu outra coisa na vida senão as eleições de Viana. Como a história por lá teve um final infeliz (para ela), agora Solange quer nada menos que a presidência da Assembleia. Tá bom… Deu na ‘Veja’ A situação de Theodorico Ferraço na Operação Derrama ultrapassou as fronteiras do Espírito Santo. Foi publicada nesta quinta (24) uma longa reportagem sobre Ferraço na págia da revista Veja na internet. O título: “O duelo entre o currículo político e o prontuário policial vai decidir o destino do cacique capixaba”. A coisa si fica cada vez mais feia. Haja chuva No Facebook, comentário de um leitor sobre a enrascada em que Ferraço se meteu: “Vai precisar de muita torre de chuva pra apagar esse incêndio!”. Ô, se vai. Faroeste canela-verde Até quando o líder comunitário José Geraldo Lazarini, que mora em Ulisses Guimarães, em Vila Velha, vai continuar alvo de atentados? 140 toques “Projeções dos resultados do 4º trimestre, q serão divulgados em 4 de fevereiro, acenderam a luz amarela sobre o endividamento da Petrobras’. O deputado federal César Colnago (PSDB no twitter. Pensamento “Uma coisa não é necessariamente verdadeira só porque um homem morre por ela”. Oscar Wilde
Entendidos
Há lugares onde existem pessoas que gostariam muitíssimo de ser destaque em alguma coisa na área de comunicação, talvez TV, jornal, rádio (este então exerce um fascínio enorme nessas pessoas). Vitória é um desses lugares. Eles são identificáveis como assessores de imprensa, atores de teatro, professores de universitários e até colegas de rádio, exercendo outras funções. Não sei o que se passou com eles. Talvez tenham estudado demais e ido além dos seus ideais, mas sempre namorando esses veículos. Talvez não tenham tido oportunidade por falta de recursos de habilidade, que essas profissões requerem. O fato é que vemos livros lançados sobre o assunto (mesmo o autor não tendo a experiência do dia a dia nos veículos), ouvimos comentários, sabemos de críticas ao trabalho a quem labuta no ramo e por aí vai. Sempre achei que para ser um bom profissional nessa área, costumamos afirmar que 90% vêm do talento e 10% do bando da faculdade, ou seja, a pessoa já nasce com o dom. Se hoje em dia a tecnologia e a sociedade exigem o trabalho de um homem só, aquele que executa mais de uma função e atua nelas, necessário se faz ser um “expert” na profissão. Não basta saber, tem de desenvolver o que sabe. No rádio, na TV, na Internet ou na revista e jornal, é bom que saiba dominar todos os setores, ser completo, saber dos mecanismos e dos projetos, tipo, dominar “software e hardware”. Ser operador, editor, escritor, locutor, diretor, motorista, tudo. Sem exageros. A cada minuto que passa mais isso se torna latente. Repare bem! PARABÓLICAS Magno Santos é outro cachoeirense hoje exercendo a coordenação de programação da Tribuna FM, aqui em Vitória Marta Cibien com um escritório de representação política em Brasília. É o que podemos chamar de Ponto de Apoio Estratégico Comenta-se que Renato Casagrande mexerá em algumas secretarias este ano de 2013. Talvez mexendo pela terceira vez. Gerson Camata, agora aposentado, dedica mais tempo a um de seus hobbies prediletos: sintonizar rádios. Daqui e do mundo. MENSAGEM FINAL Pense em toda beleza que ainda existe ao seu redor e você ficará feliz. Anne Frank
Derrama: Eder Pontes mutila investigações e pede liberdade de ex-prefeitos presos
A Operação Derrama, que levou para a prisão 31 pessoas, entre elas, 10 ex-prefeitos capixabas acusados de participação no esquema de fraudes na recuperação de tributos em oito municípios pode acabar em pizza – antes mesmo de chegar à Justiça. O esperado parecer do procurador-geral de Justiça, Eder Pontes da Silva, sobre as investigações, entregue nessa quarta-feira (23) ao Tribunal de Justiça do Espírito Santo, recomenda o desmembramento das investigações e a substituição das prisões dos envolvidos por medidas cautelares – como a retenção de passaportes e afastamento das funções públicas. O parecer de Pontes beneficia diretamente o presidente da Assembleia Legislativa Theodorico Ferraço (DEM), que estava no olho do furacão e alimentava suas minguadas esperanças no parecer do promotor-chefe, que revigora o projeto do deputado de ser reeleito presidente da Casa. O relaxamento da prisão da mulher de Ferraço, a ex-prefeita Norma Ayub (DEM), tem um caráter simbólico ao transmitir à sociedade a sensação que ela estava presa injustamente, logo, seu marido, também estava sendo acusado levianamente. No texto, o chefe do Ministério Público Estadual (MPES) alegou a falta de elementos que possam indicar a conexão entre as fraudes nos municípios para solicitar a fragmentação das investigações. Com isso, os inquéritos passariam a ser analisados por juízes de 1º grau e não mais pelo Tribunal de Justiça. Ele defende uma tese simplista de que os contratos não foram firmados ao mesmo tempo – e possuíam condições diferentes –, o que descaracterizaria a existência de um esquema criminoso articulado entre os oito municípios. “O fato da empresa CMS Assessoria e Consultoria Ltda ter sede em Vitória não fixa, nem mesmo, a competência do Juízo de Direito de Vitória para apuração dos crimes. Isto porque os fatos delituosos se originaram de contratos autônomos firmados em cada município em circunstância de tempo e condições adversas, demonstrando, assim, a ausência de conexão entre os eventos criminosos praticados em um município e aqueles praticados em outros município”, narra um dos trechos do parecer com sucintas 13 páginas. A manifestação de Eder Pontes também retira o foco das investigações sobre as prefeituras de Marataízes, Itapemirim, Jaguaré e Linhares, que têm prefeitos ou ex-prefeitos com prerrogativa de foro. Da mesma forma, o chefe do MPES afasta o presidente da Assembleia Legislativa, Theodorico Ferraço (DEM), que surgiu como um articulador do esquema, do rol de investigados. Nesses municípios, as investigações continuariam a ser desenvolvidas pela Polícia Civil. “Fica claro que as investigações não foram concluídas e que, neste momento, não existem nos autos toda a prova da materialidade delitiva, embora esteja presentes indícios veementes de sua ocorrência e da participação dos investigados”, alegou. Em nota distribuída à imprensa, o procurador-geral de Justiça chega a colocar em dúvida até mesmo o ajuizamento de ações na Justiça em relação às fraudes – cujas investigações foram iniciadas pelo Tribunal de Contas do Estado e desenvolvidas pelo Núcleo de Repressão às Organizações Criminosas e a Corrupção (Nurocc), da Polícia Civil, ao longo dos últimos seis meses: “O Ministério Público se manifestou ainda pela realização de diligências imprescindíveis à proposição de eventual ação penal sobre o caso”. Apesar das várias caixas e documentos apreendidos – remetidos ao Tribunal, no mesmo dia em que ele apresentou o parecer –, Eder Pontes é definitivo quanto à suposta falta de “provas concretas” para justificar a permanência da maior parte dos detidos atrás das grades, entre eles, todos os 10 ex-prefeitos presos no escândalo. No texto, o chefe do MPES insinua até mesmo falhas na apuração dos fatos, como a ausência de investigações sobre a empresa Everest – que prestava o mesmo tipo de serviço de consultoria nas prefeituras de Itapemirim e Marataízes antes da CMS. Outra justificativa apontada pelo procurador-geral de Justiça para pedir o relaxamento da prisão foi a suposta falta de relação dos ex-prefeitos com os sucessores, o que impediriam a destruição de provas – como alegou o relator do processo, desembargador Ronaldo Gonçalves de Sousa. “Alguns dos indiciados sequer fazem parte do grupo político dos atuais gestores municipais, não havendo assim, por ora, elementos concretos que evidenciam uma possível influência junto à administração pública, que possam inviabilizar a colheita de provas”, opinou. Em “troca” das prisões dos envolvidos, o chefe do MPES recomendou a aplicação de outras medidas cautelares, como a proibição de deixar o domicílio eleitoral sem autorização judicial, proibição de comparecer na sede da prefeitura, suspensão das funções públicas e a entrega dos passaportes. Essa condição atenderia não apenas a ex-prefeita de Itapemirim, Norma Ayub Alves – mulher de Ferraço – e outros investigados que se encontrariam na mesma “situação fática jurídica”. Ao final do parecer, o procurador-geral de Justiça pede a remessa dos autos para as comarcas de Aracruz, Anchieta, Piúma e Guarapari – onde as investigações seriam conduzidas pelos promotores de Justiça locais –, além da juntada de cópias dos procedimentos licitatórios, oitiva de outras pessoas que atuaram nas contratações e a cópia dos depoimentos dos prefeito de Marataízes, Jander Nunes Vidal (PSDB), de Jaguaré, Rogério Feitani, do presidente da Assembleia, Theodorico Ferraço, e do deputado José Carlos Elias (PTB). A partir de agora, a manifestação de Eder Pontes será apreciada pelo desembargador Ronaldo Gonçalves de Sousa, que pode acolher ou não os termos do parecer.
Decreto institui GT para implementar Programa de Educação em Direitos Humanos
Foi publicado na edição desta quinta-feira (24) o decreto que institui o Grupo de Trabalho (GT) no âmbito do Executivo que vai iniciar os estudos técnicos para implementar as ações que são de competência do governo do Estado do Plano (PeEDH) e do Programa de Educação em Direitos Humanos (PEDH). O anúncio da criação do grupo foi feito pelo governador Renato Casagrande (PSB) em reunião realizada nesta quarta-feira (23) com representantes dos três poderes, além de além de entidades de proteção e defesa de direitos humanos. O GT é composto por representantes das Secretarias de Estado da Casa Civil; Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH); Justiça (Sejus), Segurança Pública (Sesp); Educação (Sedu); Saúde (Sesa); Agricultura (Seag) e do Meio Ambiente (Seama). O grupo vai ser coordenado pela Secretaria de Governo (Seg) tem a missão de analisar os documentos e apresentar propostas de implementação das ações de responsabilidade do governo do Estado. Para o subsecretário de Direitos Humanos, Perly Cypriano o mecanismo traz o uma política de Estado duradoura e efetiva, com o compromisso de garantir os direitos humanos da população. O Plano possui cinco eixos formadores, para que os direitos humanos sejam ensinados e permaneçam sempre presentes na vida dos cidadãos. Eles incluem a Educação Básica; Educação Superior; Educação Não-Formal; Educação dos Profissionais dos Sistemas de Justiça e Segurança e Educação e Mídia. Já o Programa segue outros seis eixos que atribuem ao documento os aspectos necessários à sociedade para o enfrentamento à violação dos direitos humanos. São eles a Interação democrática entre Estado e Sociedade Civil; o Desenvolvimento e Direitos Humanos; Universalizar Direitos em um Contexto de Desigualdades; Segurança Pública, Acesso à Justiça e Combate à Violência e Direito à Memória e à Verdade.
TJES reage à iminente paralisação dos médicos cooperados
A ameaça de paralisação dos médicos de cooperativas que têm contratos com a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) provocou reação no Tribunal de Justiça do Estado (TJES). Os médicos cooperados ameaçam paralisar atendimento por ocorrer um impasse na renegociação dos contratos de prestação de serviço entre as cooperativas e o governo do Estado. A atuação das cooperativas médicas no Estado foi largamente estimulada durante a gestão do governador Paulo Hartung (2003 a 2010)), que teve Anselmo Tozi como secretário de Saúde durante quase todo o período. Operadores de saúde pública já declararam que as cooperativas se tornaram um problema, por conta dos vínculos precários delas com o Estado e sem a possibilidade de realização de concurso público na saúde. Durante a sessão da 2ª Câmara Cível do Tribunal, o desembargador Álvaro Bourguignon se manifestou anunciando que vai solicitar que a Ministério Público do Estado (MPES) que instaure inquérito para apurar a aparente cartelização da saúde. Para o magistrado, o Estado fica refém desse tipo de cooperativas médicas já que os integrantes delas optam por não participarem de concursos públicos ou se filiarem aos planos de saúde. Bourguignon disse ainda que o objetivo não é tentar impor que os profissionais liberais se submetam forçosamente a remunerações aviltantes, mas que se promova uma mediação através do MPES para buscar o equilíbrio entre o atendimento à população e a proteção dos serviços de saúde. A terceirização dos serviços de saúde pública já foi amplamente discutida no Estado. O médico Mauro Fernando Lins, presidente da Comissão Estadual de Honorários Médicos de Pernambuco já havia alertado em evento no Estado no ano de 2011 para a “desresponsabilização” do gestor público com a saúde, ao privatizar os serviços. Ele disse ainda que hospital não foi feito para dar lucro, mas retorno à população.
Radialistas anunciam greve por reposição de perdas salariais em 48 horas
O Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Radiofusão e Televisão do Estado (Sintertes) protocolou comunicado oficial ao Sindicato Patronal (Sertes) anunciando que a categoria entrará em greve em 48 horas. A medida ocorrerá para pressionar o pagamento de dois dissídios coletivos que não tiveram reajustes aplicados. As empresas, diz o presidente do Sintertes, Mario Castro, estão pressionando para que a questão seja extinta. “O TRT-ES chegou a dar 10% de reajuste para todos os trabalhadores da categoria. Algumas empresas esboçaram uma negociação, mas recuaram após a decisão do TRT, em Brasília, que extinguiu a ação de dissídio de 2009. Agora o TRT de Brasília cobra de maneira inédita, a meu ver, quando a ação de 2010 irá subir para lá também”, denunciou Mario Castro. Os radialistas do Estado se reuniram para uma negociação com as empresas de rádio e televisão em dezembro de 2012, sem sucesso. Segundo Castro, foi oferecido apenas 5,83% para 2009 e 5,49, para o ano de 2010, mas em Assembleia Geral, na última quarta-feira (23), a decisão foi pela paralisação da categoria. “Comunicamos o sindicato patronal para a publicação do edital e a decisão também será publicada no Diário Oficial, mas não podemos divulgar quais serão os próximos passos”, informou Maria Rogéria do Nascimento Campos, do Sintertes. Segundo ela, a greve é apoiada pelos sindicatos da categoria no Rio de Janeiro, Minas Gerais e Belo Horizonte e da Federação Nacional dos Radialistas.
Consea debate política de segurança alimentar com Casagrande
O Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional do Espírito Santo (Consea-ES) faz uma reunião com o governador Renato Casagrande (PSB), às 17 horas desta quinta-feira (24), para debater a Política Estadual de Segurança Alimentar. A intenção, segundo o presidente do conselho, Pedro Kitoko, é receber do governo os indicativos para a sua implementação e os desafios do tema no Estado. O encontro vai contar com a presença da presidente nacional do Consea, Maria Emília Pacheco, bem como com diversas entidades parceiras, como o Núcleo de Estudos, Pesquisas e Extensão em Agroecologia da Ufes (Nepea) – em agenda conjunta a partir desta quinta-feira – e a Federação de Órgãos de Assistência Social e Educacional (Fase). O Consea realizou, na manhã desta quinta-feira, uma plenária extraordinária e tirou dela uma minuta para a política, que vai ser entregue ao governador na reunião. O governo já teria sinalizado ao conselho que quer implementar a política. Desde dezembro de 2011, o Espírito Santo tem o seu Sistema Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional. O que falta, segundo o Consea, é a sua regulamentação e uma política em âmbito estadual para operacionalizar as ações.
CNJ confirma sessão do TJES para exame de denúncias contra juiz Arthur Neiva
O conselheiro Jefferson Kravchychyn, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), negou, nessa terça-feira (23), o pedido de adiamento do julgamento de denúncias contra o juiz Arthur José Neiva de Almeida, marcado para esta quinta-feira (24). Na decisão, o conselheiro negou a liminar sob alegação da falta de suporte jurídico para suspender a sessão que pode culminar na abertura de uma sindicância contra o magistrado, cotado para uma das vagas de desembargador em aberto. Nos autos, a defesa do juiz Arthur Neiva alega que a realização do julgamento nesta quinta iria contra uma decisão do próprio CNJ, que suspendeu a abertura de qualquer processo para acesso às cinco vagas de desembargador no Tribunal de Justiça do Estado (TJES). Entretanto, o conselheiro – que é relator do recurso do juiz contra a recusa à indicação, em votação no ano passado – não viu relação entre os atos. A tese da defesa era de que a abertura de uma nova sindicância teria como base os mesmos fatos levantados que provocou a recusa ao nome do juiz Arthur Neiva. Contudo, Kravchychyn indica na decisão de que a abertura – ou não – de sindicância contra um magistrado é prevista em resolução do próprio CNJ e na Lei Orgânica da Magistratura (Loman). “Considerando que o requerente não apresentou concretamente do que se tratam estes fatos, não vislumbro nenhuma irregularidade no ato do TJES, muito pelo contrário, o Tribunal está apenas observando a Resolução nº 135 e a Loman”, narra um dos trechos da decisão. No entanto, o conselheiro não descarta uma futura “avocação do processo disciplinar”, caso seja necessário. O julgamento dessa quinta remete às denúncias levantadas contra Arthur Neiva na votação ocorrida em março do ano passado. Entre as suportas irregularidades levantadas contra o magistrado estão: a morosidade na tramitação análise de processos, reclamações de serventuárias e a suspeita de favorecimento de partes. Na época, a defesa do juiz rebateu as acusações, afirmando que se tratava de meros indícios já que as suspeitas haviam sido alvo de apuração do Pleno ou do órgão de correição do tribunal, mas a recusa foi mantida pelos desembargadores.
Derrama: discurso de manobra política cai por terra frente à materialidade das provas
A reação dos delegados da Política Civil sobre a tentativa de desqualificar as investigações que culminaram com a Operação Derrama, desarma um processo de blindagem dos principais atores envolvidos no caso. A prisão dos acusados e as denúncias que vêm a público são escoradas em um cabedal de provas, o que descarta a tese desse viés político. O discurso foi adotado no momento em que o aprofundamento das investigações apontaram o presidente da Assembleia Theodorico Ferraço (DEM) como um dos participantes do esquema de corrupção entre a CMS Consultoria e prefeituras de Itapemirim. Enquanto as investigações se concentravam apenas na prisão de ex-prefeitos, assessores e empresários, a operação não teve esse tipo de avaliação. Na nota, publicada no site do Sindicato de Delegados de Polícia Civil do Estado (Sindelpo), os delegados afirmam que a “qualquer insinuação de ingerência política nas operações do Nurocc e da Polícia Civil é uma grave leviandade que deve ser rechaçada”. Na verdade, as investigações tiveram início de forma completamente técnica, a partir do cruzamento de dados feitos por um software especializado no Tribunal de Contas. O resto foi comprovado por diligências da Polícia Civil. Esta não é a primeira vez que as apurações de denúncias de corrupção no Estado sofrem investidas com tentativas de desgaste. Em abril do ano passado, a Operação Lee Oswald desbaratou um esquema de corrupção encubado Presidente Kennedy e citava, inclusive, o ex-governador Paulo Hartung. Encabeçado pelo Tribunal de Justiça do Estado, o caso foi colocado em suspeição e o presidente do Tribunal, Pedro Valls Feu Rosa, acusado de extrapolar em suas funções. Essas ações, nos meios políticos, são vistas como tentativas de evitar que os aliados do governo anterior, que vem figurando em denuncias de corrupção possam a abalar a imagem do sistema político que deu sustentação ao governo passado. Mas com o fim do governo, arranjo institucional que envolvia Tribunal de Justiça, Ministério Público e Assembleia Legislativa, começou a se fragmentar. Com o fortalecimento de algumas dessas instituições, o trabalho fiscalização do Estado passou a ser diferente e as ingerências políticas deixaram ditar o comportamento dos poderes.