Skip to content

Século Diário

Portal de Notícias

Ferraço sempre esteve à frente dos grandes negócios da prefeitura’, afirma Yamato

Sem categoria

Considerado uma testemunha-chave para desvendar o envolvimento do presidente da Assembleia Legislativa, Theodorico Ferraço (DEM), no esquema de recuperação de créditos tributários, o advogado Yamato Ayub Alves, que é auditor fiscal e delegado da Receita Federal aposentado, voltou a confirmar a participação do parlamentar na administração da mulher, a ex-prefeita de Itapemirim, Norma Ayub. Além de afirmar ter participado de reuniões entre Theodorico e os sócios da empresa de consultoria CMS, Yamato Ayub revelou que o demista chegou a procurá-lo para montar,  em 2005, um escritório de assessoria a prefeituras caapixabas. Em entrevista exclusiva ao Século Diário, o advogado rechaçou as suspeições lançadas contra ele por Theodorico Ferraço, em depoimento prestado à Polícia Civil, nessa terça-feira (22): “Ele tenta me desqualificar, mas sofro de um grande 'mal': tenho ojeriza à corrupção e tenho nojo de corruptos”. O advogado, que atuou ao lado de Ferraço no início da gestão de Norma na prefeitura de Itapemirim, afirmou que participou de pelo menos duas reuniões entre o empresário Cláudio Mucio Salazar Pinto, sócio da empresa investigada, e o deputado, que estava tratando da negociação do contrato com a CMS. Durante o curto período em que esteve na Secretaria de Finanças do município, Yamato declarou que foi procurado por três vezes pelos representantes da empresa Everest, que prestava serviços de assessoria à gestão anterior à de Norma Ayub. “Fui procurado na tentativa da empresa em renovar o contrato. Mas o Ferraço mandou descartar, já que ele estava em reunião com Cláudio e Vitor Martins [que foi citado no depoimento de Ferraço como uma das pessoas com a qual ele se reuniu por coincidência]”, afirmou. Yamato Ayub afirma que a relação entre ele e Ferraço começou a se deteriorar após não compactuar com a manutenção de episódios de corrupção na gestão da irmã. “Participei de criação de um grupo de combate à corrupção no município, criado em 2002. Nosso grupo escolheu a Norma [então secretária na gestão de Ferraço, em Cachoeiro de Itapemirim], porque não tínhamos outro nome na época para disputar as eleições”, relembrou. O advogado esclareceu ainda que fi a irmã quem pediu para ajudá-la na administração, quando surgiram os primeiros indícios de fraudes na gestão. “Logo que tomei posse na Secretaria de Finanças, me recordo de uma passagem onde um empresário saiu com o processo debaixo do braço para receber R$ 38 mil pelo aluguel de um caminhão-pipa, que havia sido acertado em R$ 2,9 mil. Fui contra aquilo. Daí para frente, passei a ser visto como uma pedra, ou melhor, um tijolo no sapato de Ferraço”, recorda. Acusado pelo deputado de ter feito as denúncias por uma suposta retaliação por conta da “reprovação familiar” a um relacionamento amoroso, Yamato Ayub esclareceu: “Admito que tive uma relação com uma funcionária que acabou sendo massacrada de forma injusta, mas o grande objetivo daquilo era me atingir”. O advogado estima que participou da gestão por cerca de um ano e meio, mas que desde a saída da pasta de Finanças – ocorrida cerca de três meses depois da posse – passou a colher provas sobre a atuação de Ferraço na gestão. “Ele sempre esteve à frente das grandes obras, grandes empreitadas e grandes desapropriações da prefeitura de Itapemirim”, sinalizou, citando a influência de Ferraço nos grandes negócios que envolviam a gestão de Norma – que, na verdade, era comandada pelo parlamentar. Ele revelou que, no início da gestão de Norma, em 2005, o próprio Theodorico Ferraço havia lhe convidado para montar um escritório para prestar consultorias a prefeituras. “Fiquei mais de dois meses protelando uma decisão até ele parar de me procurar”, disse o advogado, relembrando que o convite teria ocorrido pouco antes da assinatura do primeiro contrato com a CMS. “Nunca soube o motivo daquela proposta”. Mesmo afastado do município, Yamato continuou vigilante sobre os desdobramentos do escândalo. Ele relata que pessoas ligadas a Ferraço continuaram a exercer pressão sobre a prefeitura – até mesmo na atual gestão, do prefeito Luciano de Paiva Alves (PSB), que derrotou o candidato apoiado pelo presidente da Assembleia, Estevão Machado (PMDB). Segundo ele, o ex-secretário Eder Botelho Fonseca – nomeado como diretor financeiro da Assembleia pelo deputado – solicitou uma reunião com o futuro secretário de Finanças após duas tentativas frustradas de Ferraço em se reunir com o prefeito eleito, logo após a diplomação, no início de dezembro. A pauta da reunião seria a renovação do contrato com a CMS. Teriam participado do encontro, além de Eder Botelho – preso na operação policial –, o futuro secretário de Finanças de Itapemirim e o empresário Cláudio Mucio Salazar. O interesse do grupo de Ferraço era manter o contrato com a empresa, de olho nos valores expressivos das execuções fiscais abertas pelo município contra as multinacionais do setor de petróleo. Estima-se que a prefeitura tenha um total de R$ 800 milhões em cobrança de imposto. De acordo com o contrato da CMS, a consultoria teria direito a 15% a título de honorários, o que daria um valor próximo a R$ 120 milhões no esquema. “O Eder era um homem de confiança do Ferraço. Ele fazia a  ligação entre Ferraço e a CMS”, denuncia. O irmão de Norma também negou qualquer “ação diabólica” para influenciar a ex-vice-prefeita do município, Sandra Peçanha Marvilla, como afirmou o presidente da Assembleia em depoimento. “Sempre que a Norma viajava, percebi que as ações duvidosas iam para ser assinadas por ela. Chamei a Sandra, o pai dela e o marido para alertá-los que ela estava sendo usada por Ferraço. Yamato teria dito à família Marvilla: “Cada vez que a Norma viaja, a turma do Ferraço te leva para o buraco”, disse. Sobre o relacionamento com a irmã, Yamato Ayub é econômico nas palavras. Mas faz questão de dizer que Norma teria sido a “grande vítima” de Ferraço. “Ela sempre acreditou cegamente nele”, lamentou o advogado de 72 anos, segundo filho de uma família de 16 irmãos -apenas um falecido. Enquanto concedia a entrevista, ele foi interrompido por uma ligação onde tinha notícias sobre a saúde da

23/01/2013 / 0 Comments
read more
31072012_Lazarini_Gustavo.jpg

Líder comunitário de Vila Velha sofre novo atentado

Sem categoria

  O líder comunitário José Geraldo Lazzarini (foto), do bairro de Ulisses Guimarães, em Vila Velha, sofreu mais um atentado na tarde desta terça-feira (22). Ele é responsável por denunciar agressões ambientais a um córrego no bairro, que estava sendo aterrado ilegalmente por uma empresa com licença apenas para atividade de pátio de estocagem, armazém ou depósito de material de construção.   Desta vez, a mulher de Lazzarini quase foi vítima do atentado. O casal estava plantando nos fundos de sua casa, quando tiros foram disparados contra eles de um terreno baldio que fica ao lado. Um deles, segundo o líder comunitário, passou perto da cabeça de sua mulher. Os tiros teriam sido disparados por dois adolescentes, que fugiram após o feito.    Pouco depois, no entanto, Lazzarini teria visto os mesmos adolescentes no entorno de sua casa. Recomendado pelo Centro de Defesa dos Direitos Humanos de Vila Velha (CDDH-VV), o morador registrou o ocorrido na polícia.    Lazarini é coordenador do Fórum de Desenvolvimento Social e Econômico da Região 5 de Vila Velha, entidade fundada há 10 anos, responsável por discutir problemas dos 22 bairros e 13 comunidades rurais, como educação, segurança, saúde e o meio ambiente.   Na noite desta quinta-feira (24), o Fórum Popular em Defesa de Vila Velha vai fazer uma reunião em que, dentre outros pontos, debaterá o caso de Lazzarini e o mais novo atentado sofrido pelo importante líder comunitário. Segundo uma das porta-vozes do fórum, é certo que a entidade vai fazer uma cobrança ao Ministério Público Estadual (MPES) e à Secretaria de Segurança do município para que os órgãos finalmente investiguem o caso.   Lazzarini afirma que tem a intenção de produzir um relatório em que constem todos os casos de atentado que já sofreu desde que denunciou a degradação ambiental em seu bairro, também no sentido da cobrança por uma investigação.   Ameaçado   E não é por acaso. A recente histórica do líder comunitário é marcada pela omissão do poder público, mesmo com os repetidos casos de violência. A denúncia de um aterro ilegal feita por José Geraldo Lazarini virou caso de polícia em outubro de 2011, quando ele denunciou o aterro de um córrego pela empresa registrada no nome de Dailton Perim, de CNPJ 450141837-00, sem licença para realizar o aterro.   Hoje, a obra está embargada, mas Lazzarini conta que isso não adianta nada: o córrego já foi completamente aterrado.   Uma representante do Fórum Popular em Defesa de Vila Velha levanta a voz contra o poder público neste caso. “Nunca foi feita uma investigação sobre isso”, critica. “Ele não pode ter como única opção sair de sua casa por causa da omissão das autoridades”.   Lazzarini está sob constante ameaça e entrou no Programa de Proteção do CDDH após sofrer diversos atentados. Segundo informações, alguns de seus “perseguidores” são ex-funcionários da obra embargada.   Em 30 de abril de 2012, quase se tornou vítima em um caso parecido com o desta terça-feira, quando também atiraram contra ele. Já em 27 de setembro do mesmo ano, sua casa foi alvo de uma salva de tiros exatamente quando estava sendo realizada no local uma reunião entre a comunidade para debater o dano ambiental da obra de aterro.   Em agosto do ano passado, bombas de fabricação caseira foram lançadas contra o seu portão e pedras foram jogadas contra a sua moto, quando dirigia pelo bairro.   Já em fevereiro de 2012, Lazzarini acordou de madrugada com sua casa sendo apedrejada e, assustado, disparou com uma arma de fogo para cima, na tentativa de espantar os agressores. Na ocasião, Lazzarini foi preso, sendo solto 28 dias depois.   Além disso, a fiação elétrica de sua casa já foi roubada.

23/01/2013 / 0 Comments
read more
09012013_olmir_paulo_roberto_divul_20200308-073540_1.jpg

Disputa por cadeira de Rodney segue acirrada na Assembleia

Sem categoria

A briga pela cadeira deixada pelo prefeito de Vila Velha, Rodney Miranda (DEM), na Assembleia Legislativa, não acabou com a liminar concedida na semana passada pela desembargadora Elizabeth Lordes, concedendo ao vereador tucano de Colatina, Olmir Castiglioni, a cadeira no lugar de Paulo Roberto (PMDB), que tomou posse no último dia 7. A desembargadora acatou a argumentação do tucano, que alegou que Paulo Roberto migrou do PMN para o PMDB, e não teria direito à vaga, que pertence à coligação formada em 2010 para a disputa de deputado estadual, formada por PSDB, PMDB, DEM e PPS. Nessa terça-feira (22), porém, Paulo Roberto ingressou com um agravo regimental no Tribunal de Justiça do Estado, recorrendo contra a liminar. O tribunal deve julgar o recurso do peemedebista antes de julgar o mérito da ação movida pelo tucano. Com o retorno do recesso forense, na última segunda-feira, caberá ao desembargador William Couto Gonçalves, relator do processo, dar seu parecer ao Pleno do Tribunal, colocando um fim ao assunto. Mas ainda não há data para o tema entrar na pauta do pleno. Enquanto isso, o tucano aguarda a convocação para tomar posse na Assembleia. A Procuradoria da Assembleia já foi notificada da decisão e o presidente da Casa, Theodorico Ferraço (DEM), já determinou que todas as providências fossem tomadas, mas o novo deputado ainda não foi informado sobre a data de sua posse.

23/01/2013 / 0 Comments
read more
230113_Resgate_01.jpg

Cinema: estreias da semanaO Resgate

Sem categoria

  Ex-criminoso tem apenas 12 horas para achar sua filha, trancada num porta-mala de táxi em Nova York. Eis a nova missão de Nicolas Cage, agora em O Resgate. Outra atração, esta indiscutível, é Lincoln, novo de Steven Spielberg.   Os filmes de Michael Haneke são de uma crueldade incômoda. Em Amor, porém, ele parece abordar seu tema com delicadeza. O novo Haneke e Infância Clandestina são as novidades do Cine Metropolis, que volta do tradicional recesso de janeiro.   PRÉ-ESTREIA   Amor (Amour, Áustria/França/Alemanha, 2012, 127 minutos, 16 anos) Drama. Direção de Michael Haneke. Com Jean-Louis Trintignant, Emmanuelle Riva, Isabelle Huppert e William Schimell. Os desafios de um casal octogenário para lidar com a idade, a família e o relacionamento a dois.    Cine Metropolis: Sábado 20h20. Cine Jardins – Shopping Jardins: Sala 2. Sábado 21h.   ESTREIA   Lincoln (Lincoln, EUA/Índia, 2012, 145 minutos, 12 anos) Drama. Direção de Steven Spielberg. Com Daniel Day-Lewis, Joseph Gordon-Levitt, Tommy Lee Jones, Sally Field. Durante a Guerra Civil Americana, Abraham Lincoln lidera a vitória do norte do país.    Cine Kinoplex – Shopping Praia da Costa: Sala 7. 14h20, 17h30, 20h40. Sábado e domingo 13h50, 17h30, 20h40. Cinemark – Shopping Vitória: Sala 2. 13h, 16h10, 19h10, 22h20.   Infância Clandestina (Infância Clandestina, Argentina/Brasil/Espanha, 2011, 112 minutos, 14 anos) Drama. Direção de Benjamín Ávila. Com Natália Oreiro, Teo Gutierrez, Enerto Alterio, Cesar Troncoso. Argentina, 1979, o menino Juan vive na clandestinidade da mesma maneira que seus pais e tio.    Cine Metropolis: 16h, 18h10, 20h20. Sábado 16h e 18h10.   O Resgate (Stolen, EUA, 2012, 96 minutos, 14 anos) Ação. Direção de Simon West. Com Nicolas Cage, Josh Lucas, Danny Huston. Ex-ladrão procura pela filha que foi sequestrada e trancada no porta malas de um táxi.    Cine Kinoplex – Shopping Praia da Costa: Sala 4. 16h20, 18h40, 21h. Cinemark – Shopping Vitória: Sala 8. 16h50, 19h20, 21h40.   João e Maria – Caçadores de Bruxas (Hansel & Gretel – Witch Hunters, EUA, 2012, 100 minutos, 14 anos) Comédia. Direção de Tommy Wircola. Com Gemma Arterton, Jeremy Renner, Peter Stormare. Quinze anos depois do incidente envolvendo a casa de doces, João e Maria tornaram-se caçadores de bruxas.    Cine Kinoplex – Shopping Praia da Costa: Sala 1 (3D). 13h30, 15h30, 17h30. DUBLADO. 19h30 e 21h30 (LEG).  Cinemark – Shopping Vitória: Sala 1. 11h30, 13h50, 16h, 18h20, 20h40. Sexta e sábado também 23h. Terça e quinta 11h30, 13h50, 16h, 18h20. Sala 5 (3D). 17h30, 20h, 22h10. DUBLADO. 12h50 e 15h10 (LEG). Cine Ritz Guarapari: Sala 3. 17h e 19h. DUBLADO. 21h15 (LEG).

23/01/2013 / 0 Comments
read more

Peritos da PC alertam para o risco na emissão de documentos de identidade por prefeituras

Sem categoria

Os peritos papiloscópicos do Estado aprovaram, depois de assembleia geral realizada nesta segunda-feira (21) a realização da operação “Cumpra-se a Lei”, que visa adotar todos os procedimentos previstos na legislação para a emissão de documentos de identidade e outros serviços para garantia da identificação civil.    A categoria cobra a abertura de vagas para peritos no próximo concurso da Policia Civil e a supressão do modelo de emissão de documentos a cargo das prefeituras, por meio de contratos.    O presidente da Associação dos Peritos Papiloscópicos do Estado (Appes), Antônio Tadeu Nicoletti explica o risco de deixar a emissão de documentos por conta de prefeituras. “A identificação civil deve ser feita por um policial civil comprometido com a manutenção do sistema de dados, não por um servidor de prefeitura que ocupa cargo comissionado, indicado politicamente”.    Tadeu disse ainda que a base de dados não pode ser operada por pessoas sem comprometimento com o serviço público, já que, além dos dados da população, o sistema também é um catálogo dos detentos do sistema penitenciário do Estado.    Ele conta que recentemente, em uma prefeitura do interior do Estado, um funcionário comissionado com acesso parcial ao sistema conseguiu emitir 30 carteiras de identidade falsas. “Podem existir pessoas presas no lugar de outras por conta de documentos falsos”, diz ele.    O perito acrescenta que dos 78 municípios capixabas, somente 18 têm peritos papiloscópicos, ressaltando a importância inclusão do cargo no próximo concurso da Polícia Civil.    A associação ainda tenta as últimas vias de diálogo com o governo do Estado antes de dar início à operação “Cumpra-se a Lei”. 

23/01/2013 / 0 Comments
read more
230113_Piedade_01.jpg

O Carnaval da São Torquato e da Piedade

Sem categoria

  Com um samba-enredo sobre mapas do tesouro, as minas do Rei Salomão, a deusa do luxo Oxum e de outras riquezas como o café e o petróleo, a Independentes de São Torquato (Vila Velha) vai cantar a busca pelo ouro e pela superação no Carnaval de Vitória.    Com o enredo Onde Está o Ouro? Pegue o Mapa da Mina e Encontre o Seu Tesouro, a agremiação desfila com quatro carros e um tripé e será a última escola do no dia 1º de fevereiro (sexta-feira) a entrar no Sambão do Povo.    A diretora de carnaval da São Torquato, Edilene Martins, explica que o tesouro significa a cobiça, mas também a vitória, que a escola quer conquistar. A diretora, porém, conta que a escola está tendo muitas dificuldades, principalmente com dinheiro, mesmo assim não desanima, “tudo que não temos no bolso tiramos da cabeça, usamos a criatividade para contornar”.   Mas nem só de ouro e riqueza fala o samba enredo, ele também lembra as premiações do cinema com o Oscar e dos esportes, simbolizado pela medalha. “Vamos dar bastante destaque para os jogos olímpicos, haverá um carro com personalidades como os jogadores dos Tritões, a Neymara Carvalho entre outros”, conta.   A ideia de cantar sobre o mineral dourado e suas representações veio do novo carnavalesco, João Vitor Araújo, importado do Rio de Janeiro. A dedicação para terminar tudo na hora certa está sendo intensa, mas será recompensado, como diz Edilene: “O nosso tesouro é cruzar a linha amarela com muito brilho e alegria, assim como nosso samba-enredo pede”.   Outra escola, que promete fazer bonito na avenida é a Unidos da Piedade (Vitória), que criou uma lenda indígena para homenagear as belezas naturais do Espirito Santo. “Um índio foi transformado em beija-flor para poder ficar perto da sua amada, que por sua vez virou uma flor. A ave passeia pelo estado e vai revelando pouco a pouco a nossa terra”, conta o presidente da escola, Robson Lessa.   Esse amor impossível é um castigo aos jovens que pertenciam a duas tribos indígenas inimigas, que habitavam o território capixaba antes da colonização. Essa criação foi a forma que a escola encontrou para falar do estado de uma forma diferente, contando sua história pelos olhos de um beija-flor   A Unidos da Piedade será a primeira a desfilar no dia 2 de fevereiro. Com aproximadamente 1,4 mil integrantes, quatro carros alegóricos e três tripés. A escola da capital vai entrar no Sambão do Povo cantando o enredo Anauê, Anauê… Guanambi, Amanajé nas Terras Abençoadas do Espírito Santo.    O presidente conta que toda a comunidade está envolvida e muito empenhada. “O coração está na boca, estamos trabalhando muito para colocar na avenida um desfile simples, sem muito luxo, mas muito colorido e animado, digno dos foliões capixabas”, revela Robson.

23/01/2013 / 0 Comments
read more
04122012_theodorico_ferraco_nerte_20200308-073540_1.jpg

Ferraço rebate acusações e desqualifica testemunhas

Sem categoria

No centro das denúncias pela suposta participação no esquema de fraudes na recuperação de créditos tributários, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Theodorico Ferraço (DEM), utilizou o depoimento à Polícia Civil como uma tentativa de desqualificar seus principais acusadores. O parlamentar tergiversou sobre a relação dele com os principais denunciados e chegou a alegar desconhecimento da empresa – ao contrário do que apontaram as investigações. Durante a maior parte da oitiva, realizada nessa terça-feira (22), o marido da ex-prefeita de Itapemirim, Norma Ayub Alves – presa desde sábado (20)  –, buscou atribuir a questões pessoais e até políticas os relatos do irmão da ex-prefeita e da ex-vice-prefeita do município, que denunciaram sua ligação com os empresários presos na Operação Derrama. No depoimento de oito páginas, Theodorico Ferraço destinou mais de três páginas para descrever a suposta relação conflituosa entre o cunhado, o advogado Yamato Ayub Alves – com quem atuou junto na prefeitura – e a ex-prefeita de Itapemirim.  O deputado negou as acusações do advogado, ratificadas pela ex-vice-prefeita Sandra Peçanha Marvilla, de que ele seria o grande articulador do esquema junto à empresa de consultoria CMS. O presidente da Assembleia afirmou que a intenção do advogado e da ex-vice-prefeito seria desestabilizar a gestão de Norma. Theodorico disparou que Sandra teria rompido com a ex-prefeita por conta da influência e das “ações diabólicas” do advogado. O objetivo seria cassar o mandato de Norma, porém, o  deputado não afastou os indícios de suspeição no teor dos depoimentos de Yamato e Sandra durante as investigações. Para tanto, o demista optou pelo caminho das “coincidências”. No relato feito ao delegado Janderson Birschner Lube, o presidente da Assembleia negou que tenha participado de qualquer reunião com os sócios da empresa CMS – entre eles, o empresário Cláudio Mucio Salazar Pinto, no qual admitiu conhecer, mas não à empresa – enquanto esteve na prefeitura. Theodorico disse que “começou a inteirar do assunto [recuperação de créditos] apenas quando chegou à Assembleia, em 2007”. Declaração que vai contra os depoimentos de Yamato e Sandra, que foram taxativos quanto à participação do parlamentar nos assuntos relativos ao contrato com a CMS ainda em 2005, quando Ferraço era assessor da prefeitura. Mesmo dizendo que não sabia do esquema, o presidente da Assembleia tentou ligar o irmão de Norma à contratação da empresa, afirmando que o sinal positivo para a manutenção da CMS – que teria sido contratada na gestão anterior, do ex-prefeito Alcino Cardoso, também preso. “Fiquei alegre ao saber que o município tinha impostos a receber, mas preocupado em saber como seria a assessoria de Cláudio Mucio (CMS)”, desconversou. Sobre a atuação da consultoria, o deputado afirmou que conhecia apenas o empresário Cláudio Salazar, mas não tinha conhecimento sobre a existência da empresa. “Coincidentemente soube que Cláudio prestava assessoria à Prefeitura de Itapemirim”, alegou. Em relação à alegada influência na administração, Ferraço saiu-se desta forma: “Eu não era chefão, apenas um peão”.

23/01/2013 / 0 Comments
read more
10082012_eder_pontes_nerte_20200308-073540_1.jpg

Parecer do MPES sobre Derrama deve balizar posição da Assembleia

Sem categoria

Apesar de os deputados estaduais insistirem em um discurso público de apoio ao presidente da Casa, Theodorico Ferraço (DEM), candidato único até aqui à reeleição no próximo dia 1 de fevereiro, internamente a situação é outra. Os partidos vêm se movimentando bastante na busca de uma solução para a nova eleição do demista, que a cada dia fica mais fragilizada, por conta das denúncias deflagradas pela Operação Derrama. Por enquanto, as conversas são apenas preliminares, mas a partir do parecer do procurador-geral de Justiça, Eder Pontes, sobre as investigações de corrupção nos municípios envolvidos com a consultoria CMS, do empresário Cláudio Salazar, de quem Ferraço se diz amigo, é que as movimentações devem se intensificar. O parecer deve ficar pronto nesta sexta-feira (25). Até lá o clima é de apreensão e expectativa na Assembleia. Se o procurador-geral de justiça não oferecer denúncia à Justiça do envolvimento de Theodorico Ferraço no esquema ou adotar manobras para protelar o parecer, os deputados poderão manter o curso da eleição. Ainda que a recondução de Ferraço prejudique a imagem da Assembleia e permaneça a temeridade em torno dos desdobramentos futuros do caso, ainda será possível confirmar a reeleição de Ferraço para a Presidência da Mesa. Neste caso, as movimentações dos partidos e das lideranças da Assembleia devem se voltar para a escolha do vice-presidente, que poderia assumir a Casa, se algum senão vier a acontecer posteriormente com o presidente da Mesa Diretora. Mas, se Eder Pontes denunciar Ferraço, e nos bastidores o que circula é que há muita materialidade para isso, será muito difícil manter o apoio a Ferraço sem comprometer a imagem dos demais deputados. Será mais um selo comprometedor no presidente da Casa. A inclusão de seu nome na denúncia, praticamente, tiraria Ferraço da disputa, colocando no colo dos deputados um outro grande problema. Terão apenas uma semana para buscar um entendimento com o governador Renato Casagrande e encontrar um substituto que atenda ao Executivo e ao Legislativo. A opção que apareceu por hora, agradaria ao Palácio Anchieta, mas encontraria muita dificuldade em ser aceita pelo plenário.  Negociando a vaga no Tribunal de Contas e a participação na Mesa, o PT quer emplacar o nome do deputado Roberto Carlos. Algumas lideranças preferem manter Ferraço, mesmo com todo desgaste a aceitar entregar a presidência da Assembleia ao PT. De qualquer forma, o Legislativo sai do episódio desgastado com a suspeita crescente em torno de Ferraço. A troca em cima da hora, não vai apagar o fato de que os deputados haviam fechado com ele antes e só desistiram por conta da repercussão causada pela Operação Derrama.  

23/01/2013 / 0 Comments
read more

teste ‘aspas simples

Sem categoria

teste

23/01/2013 / 0 Comments
read more

O xadrez de Ferraço

Sem categoria

Quem joga xadrez sabe que antes de definir uma jogada, o enxadrista estuda na cabeça todas as consequências daquele movimento, pensando alguns lances à frente. A capacidade de prever um maior ou menor número de jogadas é, obviamente, o que vai diferenciar o jogador mais qualificado do iniciante.   Todo jogo de xadrez, seja amador ou profissional, tem também um clímax. É quando um dos jogadores passa a acuar o adversário premeditando o ataque definitivo, que no xadrez é o xeque-mate.    Trazendo o tabuleiro do jogo milenar para o atual momento da política capixaba, podemos dizer que o presidente da Assembleia está numa posição bastante adversa, em que o adversário está com o ataque todo armado à espera de algumas poucas jogadas para decretar o impiedoso xeque-mate.    Nos últimos dias foram sucessivas as denúncias, com riqueza de materialidade, envolvendo Ferraço como o principal agente do esquema que foi engendrado em Itapemirim e replicado em pelo menos mais oito ou nove prefeituras.    Tanto os depoimentos do irmão da ex-prefeita Norma Ayub quanto os da vice-prefeita de Itapemirim confirmaram a participação de Ferraço no esquema montado com a CMS Consultoria no município sulista para a recuperação de créditos tributários, se valendo de meios ilegais e fraudulentos.    O mais contundente é que os dois depoimentos se complementam. Não há contradições. Um ratifica o outro na hora de apontar Ferraço como o principal mentor do esquema, o que torna a participação do presidente da Assembleia na Derrama irrefutável.    Voltando ao tabuleiro, a expectativa de todos aqueles que acompanham a partida é ficar de olho no próximo lance. A classe política, que tem um interesse especial em saber o desfecho desse jogo, tamanho é montante apostado, praticamente não se mexe, quase não respira. Quem arrisca soltar qualquer comentário, por mais sumário que seja, o faz entredentes, sem tirar os olhos do tabuleiro para não perder nenhum um lance, uma vez que toda lance pode ser fatal.    O silêncio no Palácio Anchieta também é ensurdecedor. Ninguém declara nada, ninguém manda recados ou cifra mensagens. Tudo para não provocar nenhum ruído na comunicação e complicar ainda mais o que já é por demasiado complicado.    Ferraço, nesta terça-feira (22), deu mais um lance importante na sua estratégia de defesa, a única que lhe restou. Ele foi tão cauteloso no “depoimento” que deu a polícia, que preferiu “falar por escrito”. O documento de oito folhas foi entregue ao delegado e a uma parte da imprensa. O teor da defesa de Ferraço deve ser revelado nas próximas horas pelos jornais que tiveram acesso ao documento.    Mesmo sem conhecer o conteúdo, é evidente que Ferraço escreveu um ” tratado de defesa” para tentar desqualificar as acusações que o envolvem no esquema. Ele também irá tentar convencer, sobretudo a classe política, que as operações com a CMS eram estritamente legais. Em resumo, ele vai se colocar como um grande injustiçado. Vítima contumaz de um “bombardeio político e jurídico”, como já andaram dizendo, ou melhor, escrevendo por ai.    De volta ao tabuleiro, a expectativa de uma parte da plateia é que Ferraço arme um fenomenal contra-ataque, uma jogada desconcertante, que seja capaz de colocá-lo de volta no jogo.   Mesmo que prossiga e confirme sua reeleição à Presidência da Assembleia, o jogo até aqui foi devastador para Ferraço. Ele vive situação semelhante à do jogador que joga sem rainha, cavalos, torres e bispos. Só lhe resta usar meia-dúzia de peões para defender o Rei, que segue no jogo combalido, já sem forças para atacar o adversário. Nesses casos, o mais prudente é se defender para tentar levar a partida para o embate. O que já seria um júbilo diante de uma derrota que parece a cada dia mais iminente.

22/01/2013 / 0 Comments
read more

Paginação dos conteúdos

Anterior 1 … 4.573 4.574 4.575 … 4.870 Seguinte
Royal Elementor Kit Theme by WP Royal.