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Século Diário

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Rose de Freitas se apresenta como salvação para o PMDB

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A deputada federal Rose de Freitas ganhou, com os escândalos recentes envolvendo os favoritos de seu partido ( PMDB) às presidências da Câmara e do Senado, uma justificativa para se viabilizar como rota alternativa. Em entrevista ao Valor Econômico nesta terça-feira (22), Rose de Freitas mostra que, caso Henrique Alves (RN) seja eleito presidente da Câmara, já começaria a gestão desgastado. Segundo Rose de Freitas, o desgaste do colega à frente da Câmara tem uma influência direta nas articulações para a disputa presidencial em 2014. A profusão de denúncias contra Henrique Eduardo Alves (RN) e contra o candidato favorito do PMDB no Senado, Renan Calheiros (AL), afastaria o PMDB do palanque da presidente Dilma Rosseff, no próximo ano. Além de o PMDB perder a condição de parceiro preferencial da relação da presidente, o desgaste dos correligionários aceleraria a movimentação de Dilma na reaproximação com o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, presidente do PSB e presidenciável em potencial. Rose de Freitas vem intensificando a campanha com os colegas de plenário e está confiante de que a disputa pela presidência da Câmara será em dois turnos e que ela estará na nova etapa da eleição, que será no próximo dia 4 de fevereiro. Mas, alerta que o que está em jogo é muito mais do que a presidência do Legislativo. Embora a cúpula do PMDB insista no favoritismo de Henrique Eduardo Alves, no plenário a situação é outra. As denúncias deflagradas contra o deputado desgastaram sua imagem, ao mesmo tempo em que Rose de Freitas. O quadro hoje, segundo o Valor aponta para uma liderança de Henrique Eduardo Alves, com cerca de 300 votos. Rose estaria em segundo, com 180 e o terceiro colocado seria Júlio Delgado (PSB-MG), com 120. Caso ocorra a movimentação que está sendo ventilada nos bastidores, de apoio mútuo entre Rose e Delgado no segundo turno, a deputada pelo Espírito Santo venceria a disputa. Mas os aliados de Henrique Eduardo Alves preferem acreditar que potiguar vencerá no primeiro turno, devido à falta de lideranças de peso. Mas é no baixo-clero, termo que Rose de Freitas rejeita, que ela tem apoio. Tanto que suas propostas são justamente de tornar menos concentradas as ações da Casa nas mãos das lideranças.  

22/01/2013 / 0 Comments
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Vereadores se autodenominam independentes na Câmara de Conceição da Barra

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Reeleito com 66,45% dos votos em Conceição da Barra, norte do Estado, o prefeito Jorge Donati (PSDB0 vai encontrar em seu novo mandato um perfil diferente na Câmara Municipal. Seis dos 11 vereadores que compõem o legislativo formaram um grupo, batizado de “bancada de coalizão ética”, que pretende intensificar a função fiscalizadora do vereador. O grupo conta com representantes de cinco partidos e participação dos vereadores Juvenal Ferreira Estevão, o Juvenal Enfermeiro (PTB), Rogério de Oliveira Rufino – o Rogério da Cobraice (PTB); Nildécia Vieira de Oliveira, a Nega (PDT); Alessandro dos Santos Coitinho, o Lezório (PRP); Hermes da Conceição (PSB) e Carlos Rosário Duarte, o Carlinhos (PT). A intenção dos vereadores é fiscalizar os atos do prefeito, acompanhar a aplicação dos recursos públicos e o respeito ao que está definido no orçamento. Segundo um blog local, o Nexus Assessoria, unidos, os seis vereadores estão dispostos a mudar a imagem da Câmara e para isso pretendem ter uma atuação focada nas principais reivindicações da população. A principal ferramenta que o grupo pretende utilizar para isso é a lei federal que garante o acesso às informações. Isso não significa, porém, que os vereadores vão fazer oposição a qualquer custo contra o prefeito tucano Jorge Donati. Não estão incluídos no projeto denúncias e discursos inflamados contra a administração municipal. Até porque não é uma estratégia inteligente se levantar contra o prefeito reeleito com maioria dos votos. Donati tem uma boa aceitação popular, mesmo enfrentando processos na Justiça suspeito de envolvimento em homicídios. No ano passado, o prefeito foi preso em duas oportunidades.

22/01/2013 / 0 Comments
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Cronologia da decadência

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  Desde as prisões da Operação Derrama, iniciadas na última terça-feira (15), o presidente da Assembleia Legislativa, Theodorico Ferraço, vem sofrendo reveses sequenciais, um mais agudo que o outro.    A prisão do ex-prefeito de Guarapari, Edson Magalhães, foi o primeiro golpe. Com Edson na cadeia, sucumbia o plano de Ferraço de eleger o candidato do grupo, Orly Gomes (DEM   Logo na sequência, na quinta-feira (17), o próprio Ferraço era surpreendido com a notícia de que seu nome fora incluído na lista dos investigados da Operação Derrama. Junto com ele, também passaria a ser investigado pelo Tribunal de Justiça do Estado o deputado e ex-prefeito de Linhares José Carlos Elias (PTB), o qual Ferraço vem defendendo com unhas e dentes nos últimos meses para mantê-lo na Assembleia.   Mesmo figurando entre os investigados, Ferraço, num primeiro momento, tentou transmitir à classe política que a situação estava sob controle e que nada afetaria o seu projeto de se reeleger presidente da Assembleia para o biênio 2013/2014 – com direito a notícia no jornal ratificando o apoio do governador Renato Casagrande à sua candidatura.   Em princípio, os deputados também preferiram ser cautelosos com as acusações, mantendo firme o apoio ao projeto de manutenção de Ferraço à frente da Casa.    Menos de 24 horas depois, na sexta (19), Ferraço sofreria um novo golpe, esse muito mais dolorido: a decretação da prisão da sua mulher, a ex-prefeita de Itapemirim, Norma Ayub (DEM). Para piorar as coisas para o cachoeirense, o ex-secretário de Finanças de Itapemirim, Eder Botelho, também tivera a prisão decretada no mesmo dia por envolvimento no esquema de fraudes com a consultoria CMS.    No domingo (20), nova bomba, que seria revelada pelos jornais na manhã desta segunda (21). A imprensa confirmava que Botelho atualmente exercia a função de diretor financeira da Assembleia. Seu padrinho político? Theodorico Ferraço.    Apesar de o presidente da Assembleia ter conseguido em tempo recorde convencer Botelho a pedir exoneração e publicar o ato ainda nesta segunda (21), o envolvimento de um alto servidor da Casa no esquema incomodou os deputados, que passaram a reconsiderar a permanência de Ferraço no comando da legislativo, pois agora as denúncias começavam a manchar a Assembleia.   Imediatamente, as assessorias de alguns deputados reagiram “plantando” notas que especulavam nomes de outros parlamentares postulantes ao cargo que até então estava sacramentado para Ferraço.   No final da tarde desta segunda-feira (21), outra bomba. Essa com efeito devastador. A matéria publicada em destaque e em primeira mão por Século Diário revela o teor de uma denúncia do irmão de Norma, o advogado Yamato Ayub.    O documento, de agosto de 2012, tinha o objetivo de alertar o interventor de Presidente Kennedy, promotor aposentado Lourival Lima do Nascimento, que havia um esquema ardiloso se infiltrando nas prefeituras que eram beneficiadas com participação nos royalties de petróleo.    Para pôr o interventor a par do modus operandi da CMS Consultoria, o advogado ilustrou o esquema tomando a prefeitura de Itapemirim como exemplo cláassico. No texto, Yamato acaba dando todos os detalhes da operação engendrada por Ferraço e executada por sua própria irmã.    As informações apontam Ferraço como grande articulador do esquema com a CMS. O advogado também deixa claro que os contratos são ilegais e feitos sem licitação. Indignado com o esquema armado pelo cunhado, Yamato desabafa que se trata de “uma ação ardilosa e criminosa, típica de quadrilha”.   O documento do advogado revela outra denúncia grave. Ele chama a atenção para o fato de o caso ter sido levado à Promotoria de Itapemirim, que teria engavetado a denúncia. Palavras do advogado: “[a CMS] é alvo de denúncia adormecida em berço esplêndido na Promotoria de Itapemirim (…)”.    As denúncias do irmão de Norma, inapeláveis, sepultam de vez as pretensões de Ferraço de seguir à frente da Assembleia Legislativa nos próximos dois anos.    A cronologia da decadência torna a situação de Ferraço insustentável. Resta ao deputado, agora, apenas negociar as condições de sua queda. 

21/01/2013 / 0 Comments
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Acabou o jogo?

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O deputado estadual Theodorico Ferraço (DEM) ainda tenta manter uma imagem de que não sabe de nada, de que seu nome foi incluindo no rol de investigados da Derrama como testemunha, mas para dentro da Assembleia, o caso explodiu como uma bomba a uma semana da eleição para a presidência da Assembleia. A forma como o deputado vem se reportando ao caso mostra que a briga está a um passo de ser decidida. Em vez de esbravejar, de lançar mão de seus dossiês, de jogar a culpa em Deus e todo mundo, o presidente da Assembleia adotou uma postura amena. Rebate, mas não bate. Acuada, a fera não agride, se defende. A tendência é de que ele venha a público para recuar da sua candidatura à Assembleia. Seria um entendimento com os demais deputados, que por mais leais e gratos ao corporativismo que o presidente levou para o plenário neste ano que passou à frente da Casa, não vai conseguir segurar a barra de ter à frente da Assembleia um presidente fragilizado. O Legislativo estadual passou oito anos sob fogo cerrado, era o foco de todo o desgaste político necessário para manter o Executivo forte. Agora, que os parlamentares conseguiram colocar a cabeça para fora e respirar, seria muito temerário uma sombra atrás da cadeira do presidente. Caberá aos deputados agora mostrar e convencer Ferraço de como esse desgaste atinge os 29 parlamentares. Reeleger Ferraço, mesmo que não se conheça qual a implicação do deputado nas fraudes em recuperação de debito nos municípios, seria abonar a suspeita e compartilhar do desgaste político que esse episódio traria para o legislativo. O que os deputados devem estar articulando nesta segunda-feira é: como fazer essa mudança de forma menos traumática e escandalosa possível. Um substituto que já fora cogitado é o petista Roberto Carlos (PT), mas esse, o plenário não quer. Outro nome é Sergio Borges (PMDB), mas tem arestas a aparar na Justiça. Na cabeça de cada deputado segue a questão pertinente: E agora? Fragmentos: 1 – Perece que há nas entrelinhas uma tentativa em desqualificar os atos da Operação Derrama. Por que será? 2 – O tal fogo amigo está consumindo mesmo a candidatura de Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN). Quem ganha com isso é a deputada Rose de Freitas, também do PMDB. 3 – Em Brasília, diferentemente do que acontece na Assembleia Legislativa a carga sobre o favorito à presidência da Mesa Diretora pode sim mudar o resultado da eleição.

21/01/2013 / 0 Comments
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Pelo telefone

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  O delegado Fabrício Dutra insiste, persevera na “operação grampo” em Viana. Há em curso um movimento para tentar derrubar o prefeito de Viana Gilson Daniel (PV/foto) da cadeira. Zebra nas eleições, Gilson encerrou certa dinastia que vigorava no município. Azar de Solange Lube (PMDB), deputada estadual derrotada por ele nas urnas. No final de 2012, numa interceptação telefônica de acusados de tráfico de drogas, o nome de Gilson Daniel foi citado. A Justiça chegou a acolher uma liminar que acusava o prefeito de compra de voto e o recebimento de dinheiro não contabilizado (caixa dois) na campanha. No final de dezembro, Gilson até teve a diplomação suspensa e, hoje, só está no cargo por força de liminar. Mas há um “chefe da polícia” entre ele e a prefeitura.   Ironia do destino   A vida às vezes gosta de tirar um sarro. Logo no sábado (19) foi inaugurada uma delegacia em Itapemirim. Piada pronta, né?   Mais uma?   Com o indiciamento do atual prefeito de Jaguaré Rogério Feitani (PMN) na Operação Derrama, desenha-se, embora ainda de longe, o perigo de Jaguaré realizar mais uma eleição municipal. Foram cinco só nos últimos cinco anos.   Dia de visita   O que o secretário estadual de Segurança Henrique Herkenhoff foi fazer no Nurocc no sábado (19)?    Offline   Sempre tão presente no twitter, o senador Ricardo Ferraço (PMDB) não dá uma tuitada desde sexta-feira (18).   Não, obrigado   O presidente do Bandes Guerino Balestrassi foi assediado algumas vezes pelo PSDB. Mas, na verdade, ele foge dos tucanos, que nas eleições só fez um prefeito. Balestrassi está mirando mesmo o novo partido da Marina Silva.    Dom Décio   Há quem diga que quando Balestrassi ganhou autonomia, ele deixou seu ninho político. Ou seja, deixou de ouvir Dom Décio Sossai, bispo diocesano de Colatina e mentor de meio mundo político do município.   Dom Décio II   Aliás, esse Dom Décio não é fácil. Ao meio-dia ele tem um programa de rádio que deve ser ouvido por toda a classe política capixaba daquelas paragens.   140 toques   “Bom dia! 1954 – O primeiro submarino nuclear, o Nautilus, foi lançado no rio Tamisa, na Inglaterra”. O vereador de Vitória Namy Chequer (PCdoB) e suas informações históricas no twitter.   Pensamento “A religião é utilizada para satisfazer e guiar a alma – a política faz o mesmo com o corpo”. Joyce Cary

21/01/2013 / 0 Comments
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Rubem Braga e Jabor

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  Arnaldo Jabor hoje causa amor e ódio: uns o idolatram, outros o condenam. Como pode um cineasta inconformado virar um cronista, e dos bons? Sempre me deparo lendo Jabor às terças feiras… Virou rotina. Quando não tem, sinto falta   Gosto dele pois escreve sem medo sobre aquilo que sempre queríamos escrever ou mesmo falar. Tem sempre uma coisa ou outra dele que alguém posta no Facebook, que ele diz não ser dele. Mas Jabor talvez gostaria de ser intitulado o cronista maldito.   Pois bem, estava eu lendo sua crônica em homenagem ao centenário Rubem Braga. Nela, Arnaldo Jabor ia discorrendo sua admiração pelo velho poeta, mostrando que conviveu com ele, Vinícius de Moraes e até João Cabral de Melo Neto. E eu lendo e já incomodado por Jabor não ter citado o que gostaria de vê-lo escrever: falar de Cachoeiro de Itapemirim. Pensei: será que não vai falar?   Meu amigo, o jornalista Daniel Simões, até enviou a referida crônica por e-mail para mim, outros me ligaram perguntando se já havia lido. Então fui ler, devagar, no meio da terça-feira. E será que ele não citaria minha cidade amada?   Foi quando no final do último parágrafo, leio o seguinte do que Jabor escreveu de Rubem: Depois, você morreu. Soube emocionado que você contratou a própria cremação — foi a São Paulo e o funcionário perguntou: ‘Pra quem é? Para mim mesmo’, respondeu você, poeta macho. Por isso, quando vejo esse papo todo de ‘fazendeiro do ar’, de “poeta do cotidiano”, imagino que você diria: ‘Não me encham o saco. Sou apenas um pobre homem de Cachoeiro de Itapemirim…’   Cachoeiro é assim mesmo. Não é bairrismo, não é sentimento, não é saudade. Mas ela enraizou em nossa alma, seus filhos, uma coisa que vai além de “ser a minha terra natal”. O escambau com terra natal, diria Rubem. Cachoeiro é uma overdose permanente de orgulho. Não tem como explicar, os que lá nasceram sabem do que falo.   PARABÓLICAS   Carlos Tourinho e Edu Henning desfilando pelas ruas da cidade, ou seja, pela Avenida Vitória.   O filho de Biro Biro faz parte da equipe de esportes de Luis Fumanchú, na FM De Castelo. Elyan Peçanha faz parte também   Gerson Camata ventila a sua volta ao rádio, revivendo a época que apresentava o programa de maior audiência do Estado. Será que volta?   A TV Capixaba se prepara para a cobertura do carnaval de Vitória, sob o comando do radialista Ferreira Neto   MENSAGEM FINAL   Nenhum homem é uma ilha. Para combater o bom combate, precisamos de ajuda. Paulo Coelho

21/01/2013 / 0 Comments
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Irmão de Norma Ayub denunciou participação de Ferraço no esquema em 2012

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A suposta participação do presidente da Assembleia Legislativa, Theodorico Ferraço (DEM), no esquema de fraudes na recuperação de créditos tributários, desarticulado pela Operação Derrama, já era conhecida por autoridades, muitos antes do pedido de indiciamento do deputado após inquérito policial – solicitado na última semana pelo juízo da Vara da Central de Inquéritos da Capital ao Tribunal de Justiça do Estado (TJES). Em agosto do ano passado, o irmão da ex-prefeita de Itapemirim, Norma Ayub – mulher de Theodorico –, o advogado Yamato Ayub Alves revelou as articulações do parlamentar desde o ano de 2005 a favor da empresa de consultoria CMS, principal investigada no esquema. Em correspondência enviada ao então interventor estadual em Presidente Kennedy, promotor aposentado Lourival Lima do Nascimento, o cunhado de Theodorico – que já atuou na prefeitura ao lado do parlamentar – narrou os bastidores das fraudes nos municípios e alertou que o esquema havia se espalhado por outros municípios. No texto, Yamato Ayub revela a ocorrência de reuniões entre o chefe do Legislativo estadual e o empresário Cláudio Múrcio Salazar, sócio da CMS, na sede da prefeitura de Itapemirim para discutir o tema dos royalties de petróleo no início de 2005. Essa teria sido a gênese do esquema de fraudes, que teria proporcionado o pagamento mais de R$ 1 milhão em honorários à empresa e eventuais sócios ocultos. Segundo o irmão da ex-prefeita, Norma Ayub seria influenciada por Theodorico, a quem o denunciante atribuiu como administrador “de fato” do município. Em 2005, a chefe do Executivo de Itapemirim baixou o Decreto 2.768/2005, anulando todos os atos praticados relacionados aos royalties, medida que incluia os lançamentos de créditos tributários, que poucos dias depois já seria alvo da quadrilha desbaratada pela Derrama. Na época do decreto, a prefeita alegou que processos originais teriam desaparecidos até mesmo do arquivo morto da prefeitura. Entretanto, o irmão de Norma atribui o ato à manobra para beneficiar a CMS, que havia sido contratada no intervalo de 11 dias entre a anulação e o lançamento de novos créditos contra as empresas (Shell, Petrobras e Chevron) que exploravam petróleo na zona de mar inerente ao município. “O decreto anulando tudo por suposto desaparecimento foi uma armação ardilosa, fruto de uma grande farsa, para possibilitar elevados honorários, eis que nesse período entre o decreto e os novos lançamentos, já haviam firmado contrato de assessoria na área de licitação, sem licitação, com a referida empresa CMS. […] Em 2009, dois novos contratos foram firmados. Um para assessoria em royalties, contrato de risco, e outro estendendo a assessoria para a área tributária, quando o município mantém seu quadro próprio de procuradores com essa responsabilidade”, narrou o advogado. Na correspondência, Yamato Ayub demonstra profundo conhecimento sobre o assunto ao revelar detalhes de clausulas publicadas e não publicadas dos contratos entre a prefeitura de Itapemirim e a CMS. Ele denunciou que os acordos traziam expresso o pagamento de uma comissão de 0,6% sobre as receitas recuperadas, porém, um outro dispositivo previa o pagamento de honorários (fixados em 15%) – isto é, a consultoria faturava tanto sobre a assessoria sobre royalties, como nas execuções fiscais. “O contrato de assessoria antes anual, a partir de 2009, passou a ser por tempo indeterminado. Afinal, são três processos envolvendo milhões em tramitação no Judiciário e que também rendem milhões em criminosos honorários”, afirmou o advogado, que acrescentou: “é uma ação ardilosa e criminosa, típica de quadrilha”. No texto, o advogado cita nominalmente o presidente da Assembleia como a pessoa por trás do esquema – teor próximo às primeiras declarações de ex-prefeitos presos e até mesmo do próprio Theodorico, que defendeu Cláudio Múrcio Salazar das acusações: “É estranha a demonstração de subserviência, negligência ou omissão ante muitas denúncias graves ali apresentadas, contra ações típicas de quadrilha atuando no município de Itapemirim, onde o deputado Theodorico de Assis Ferraço exerce a administração de fato usando sua esposa para a prática de suas mazelas sem limites”, denuncia Yamato. O advogado revelou ainda que apresentou uma denúncia sobre os mesmos fatos à Promotoria de Justiça do município em 2009, que teria se mantido inerte em relação aos supostos episódios de corrupção. “[O esquema com a CMS] já alvo de denúncia adormecida em berço esplêndido na Promotoria, com certeza também para o constrangimento de Vossa Excelência [o destinatário da carta, Lourival Nascimento], como promotor que é, embora aposentado”, resignou-se.  Advogado já havia denunciado irregularidades  Essa não teria sido a primeira vez que o irmão de Norma Ayub teria se voltado contra a administração da mulher de Theodorico Ferraço. Constam no sistema processual do TJES, duas ações populares movidas pelo advogado contra a ex-prefeita Norma Ayub, todas ajuizadas no dia 27 de setembro do ano passado, em relação à suposta nomeação de servidores fantasmas em cargos de assessoria. No entanto, os dois processos acabaram sendo rejeitados pelo juiz da comarca, Marcelo Mattar Coutinho, pouco menos de um mês depois do ajuizamento das ações. No início de dezembro, os processos foram remetidos para o Tribunal de Justiça, já que as sentenças estão sujeitas ao duplo grau de jurisdição – isto é, precisam ser confirmados por um colegiado de desembargadores. A reportagem de Século Diário entrou em contato com o advogado Yamato Ayub Alves. Ele afirmou que enviou a comunicação como uma “forma de contribuição à administração do interventor”, já que o município de Presidente Kennedy tem uma alta arrecadação de petróleo no Estado e poderia ser um alvo fácil para a quadrilha. “Na verdade, fiz uma visita de cortesia e apresentei esse relatório. Mas quinze dias depois, ele me retornou dizendo que o município não tinha contrato com a empresa”. O advogado não quis comentar sobre a suposta participação da irmã no esquema denunciado pelo Ministério Público Estadual (MPES) após investigações do Tribunal de Contas do Estado (TCE) – e posteriormente, do Núcleo de Repressão às Organizações Criminosas e à Corrupção (Nuroc), da Polícia Civil.   Tropa de choque Renata Oliveira No auge da crise envolvendo a Operação Derrama, o deputado Theodorico Ferraço teria pedido ajuda ao

21/01/2013 / 0 Comments
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MPA repudia amenização das punições por descumprimento de lei de agrotóxicos

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O Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA) repudiou, nacionalmente, a mudança na Lei estadual nº 5.760, de 1998, que regulamenta a utilização de agrotóxicos, feita no último dia 15 pelo governo do Estado. O executivo estadual tornou mais brandas as punições para quem descumprir as regras.   Ao todo, o governo fez três mudanças na lei, dentre as quais duas dizem respeito às punições a quem descumprir as regras do uso dos agrotóxicos. Ambas – uma no artigo 5º da lei e outra no 6º – retiram dos respectivos textos a pena de prisão de dois a quatro anos no caso de descumprimento da lei.   Segundo o texto de repúdio, o movimento “avalia como uma ação inconsequente e um enorme retrocesso sobretudo para o povo capixaba”. O MPA argumenta que o País é o líder mundial em consumo de agrotóxicos desde 2008, o que traz profundos problemas para a população, em especial doenças como cânceres, problemas hormonais e depressão.   Agora, a única punição presente nos dois artigos da lei é o pagamento de multa de até 7 mil Valores de Referência do Tesouro Estadual (VRTE) – padrão monetário estabelecido pelo governo estadual bastante utilizado para medir o valor de cobranças e multas, cujo valor estipulado para 2013 é R$ 2,382. No caso de reincidência no descumprimento, diz a lei, será cobrado o dobro do valor da primeira multa.   Até esta terça-feira, o artigo 5º estabelecia que quem descumprisse “as exigências estabelecidas nas leis e nos seus regulamentos” estaria sujeito à reclusão de dois a quatro anos. Já o 6º previa o mesmo tempo de prisão para quem deixasse de “promover as medidas necessárias de proteção à saúde e ao meio ambiente”.   No texto, publicado no site nacional do MPA, o membro da coordenação do movimento Valmir Noventa critica a mudança e afirma que ela deixa “uma ferida muito grande em nosso Estado”. “Historicamente, o Estado brasileiro sempre apoia as ações do agronegócio e a implantação do pacote tecnológico nos territórios camponeses, baixando impostos, facilitando credito e como nesse caso, alterando leis que facilitam o uso dos venenos”, protesta Noventa.   Para o agricultor, através de alterações como esta, o agronegócio recebe a autorização do Estado para continuar a destruir o meio ambiente.

21/01/2013 / 0 Comments
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Eleições em Guarapari: candidatos fazem debate nesta segunda-feira

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Os candidatos a prefeito de Guarapari participam na noite desta segunda-feira (21) de um debate na TV. A grande expectativa do encontro ficará para a forma como os candidatos vão falar sobre a prisão do ex-prefeito Edson Magalhães (sem partido), nos desdobramentos da Operação Derrama e quais os efeitos do escândalo no eleitorado. Magalhães vinha fazendo campanha para o candidato Orly Gomes (DEM) e, nos meios políticos locais, a impressão é de que a campanha do demista tenha ficado desidratada. Além de Magalhães, Orly também é candidato do presidente da Assembleia Legislativa, Theodorico Ferraço (DEM), outro que foi denunciado no processo que apura um esquema de corrupção em prefeituras do Estado. O caso, se levantado, deve vir do candidato do PSB, Ricardo Conde, que desde a eleição de outubro, em que enfrentou Magalhães, vem adotando uma postura de oposição ao ex-prefeito. Carlos Von (PSL), que vem se apresentando como terceira via, não deve provocar o assunto, mesmo porque ele teme que o candidato Conde lembre aos eleitores que o ex-prefeito de Anchieta, Edval Petri (PMDB), preso na operação, o apoiava. A eleição em Guarapari, que será no próximo dia 3 de fevereiro, sofreu uma verdadeira reviravolta com a notícia da Operação Derrama. Magalhães, apesar de ter os votos anulados pela Justiça Eleitoral e acumular uma série de denúncias de improbidade administrativa, tem uma grande aceitação com a população local. Desde a prisão do prefeito, porém, seu eleitorado se dividiu. Há ainda uma parte dos eleitores que defendem a tese de perseguição política contra o prefeito, mas a maioria está revoltada com a situação. Para os interlocutores locais, esse cenário, por um lado beneficia Ricardo Conde, que vinha apresentando um alto índice de rejeição por conta de sua oposição a Magalhães. Essa rejeição tende a diminuir. Mas o nome de Carlos Von (PSL) que ficou em terceiro lugar na eleição de outubro ganhou força nos últimos dias, por se apresentar como alternativa e não como oposição. Completam o quadro de disputa Edinho Maioli (PV) e Beth Hadad (PHS).

21/01/2013 / 0 Comments
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Diretor financeiro da Assembleia preso na Derrama pede exoneração

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Um dos atos da Mesa Diretora da Assembleia que chama a atenção no Diário do Poder Legislativo desta segunda-feira (21) é a exoneração do diretor financeiro da Casa, Eder Botelho da Fonseca, presa na Operação Derrama. O pedido teria partido do próprio Botelho é acolhido rapidamente pela direção da Casa . O pedido chegou e o ato foi assinado também nesta segunda. Botelho foi preso na nova etapa da Operação Derrama, que promoveu novas prisões no último sábado (20). Ele era secretário de Finanças na prefeitura de Itapemirim, litoral sul do Estado, na gestão de Norma Ayub (DEM). Ele assumiu o cargo na Assembleia por indicação do presidente da Casa, Theodorico Ferraço (DEM), marido de Norma Ayub. A exoneração do aliado de Ferraço não apazígua os ânimos no plenário. O envolvimento de um servidor da Casa trouxe o problema para dentro da Assembleia e foi mais um elemento na fragilização da reeleição de Ferraço para a presidência. Ainda mais porque o diretor foi nomeado por Ferraço no Legislativo à revelia dos demais deputados. Com o escândalo desbaratado pela Operação Derrama e a consequente prisão do diretor, a situação ficou ainda mais complicada. Durante o dia o clima na Assembleia foi pesado e os deputados que não estavam no prédio  trocavam informações por telefone. Na Casa, começam a surgir boatos sobre quem poderia substituir a candidatura única de Ferraço a duas semanas da eleição. O nome do deputado Roberto Carlos (PT) chegou a ser ventilado, já que ele chegou a ser cogitado em um período em que a reeleição de Theodorico ainda era um assunto a ser discutido com o governo. Mas haveria muitos obstáculos para que o petista se viabilizasse para o cargo e pouco tempo hábil para isso.  

21/01/2013 / 0 Comments
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