O ex-presidente do Banco do Estado do Espírito Santo (Banestes), Roberto da Cunha Penedo, o ex-presidente do Conselho de Administração do banco, José Teófilo de Oliveira, e o ex-diretor de Relações com Investidores, Ranieri Feres Doellinger, vão sentar no banco dos réus por conta de supostas irregularidades no pagamento de uma multa R$ 600 mil imputadas aos ex-dirigentes com dinheiro público. A audiência de instrução e julgamento foi marcada para o próximo dia 6 de fevereiro, de acordo com a decisão do juiz Carlos Magno Moulin Lima, da 3ª Vara dos Feitos da Fazenda Pública Estadual – publicada nesta segunda-feira (21). Os três ex-dirigentes são alvos desde 2010 de uma ação popular movida pelo ex-conselheiro do banco, Jessé Alvarenga, que ocupava a cadeira destinada aos funcionários da instituição. No processo, o ex-conselheiro questiona a autorização dada pelo Conselho de Administração do banco para o pagamento de multa no valor de R$ 600 mil, arbitrada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), devido à condenação de Roberto Penedo, José Teófilo e Ranieri Doellinger pela falta de transparência sobre uma eventual oferta pública de ações do banco, no ano de 2007. A multa do órgão antitruste deveria ser paga pelos ex-dirigentes, mas a conta acabou sendo arcada pelo banco. Na época, eles foram acusados de “vazar informações” sobre uma eventual venda do Banestes. Já o Conselho do banco foi mais condescendente e avaliou que as informações foram, na verdade, informações e entrevistas de administradores do Banestes veiculadas na mídia local. Para garantir o pagamento da multa imposta aos ex-dirigentes, o Conselho declarou a regularidade dos atos em assembleia realizada em fevereiro de 2010. A medida chegou a ser alvo de um novo procedimento administrativo do CVM, que opinou pela ilegalidade no reembolso dos valores aos ex-dirigentes condenados. Mais uma vez, o Conselho ignorou a manifestação do órgão antitruste. Na decisão judicial, o juiz Carlos Magno fixou como pontos controvertidos da ação popular contra os três: “1) se houve irregularidade ou ilegalidade na reunião extraordinária do Conselho de Administração do Banestes, que decidiu pela concessão de indenidade; 2) caso positivo, o grau de participação de cada requerido no episódio que resultou no pagamento de R$ 600 mil em favor da CVM; 3) se era necessária a realização de prévia auditoria externa”.
Associação da Praia de Camburi quer debater pó preto com o governo
A Associação dos Amigos da Praia de Camburi (AAPC) está cobrando do governador Renato Casagrande (PSB) uma audiência sobre a poluição da praia, causada principalmente pelo pó preto emitido pelas empresas Vale e ArcelorMittal. O pedido foi feito no dia 15 de maio de 2012, por meio de um protocolo na Secretaria de Estado de Gestão e Recursos Humanos (Seger), mas até agora a entidade não recebeu sequer uma resposta do governador. Segundo Paulo Pedrosa, presidente da AAPC, a intenção dos moradores é apenas abrir um canal de diálogo com o Executivo estadual. Para ele, a situação da praia de Camburi requer isso. “Os moradores não estão nem um pouco satisfeitos com que tem sido feito com a nossa praia”, protesta. No documento, a associação também critica a omissão dos órgãos ambientais, conhecidos por atuarem mais em favor das grandes empresas em detrimento da sua real função de fiscalizar e punir quem degrada o meio ambiente. O pó preto é um dos principais problemas ambientais – se não for exatamente o principal – da Grande Vitória. Diariamente, a população da região, em especial da Capital, convive com altos índices das emissões de poluentes vindas das megaempresas instaladas na Ponta de Tubarão. Dentro do tema, é grande a luta de diversas entidades pela não liberação da Licença de Operação (LO) para a 8ª Usina de Pelotização da Vale, em trâmite no Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema). O movimento Pó Preto, em relação à nova unidade da mineradora, está em situação parecida com a AAPC: espera desde julho passado uma resposta a um documento protocolado no Iema, que pede, dentre outras coisas, uma série de estudos e justificativas técnicas das últimas ações de controle ambiental feitas sobre as empresas atuantes na Ponta de Tubarão e a não liberação da 8ª Usina.
Detento confessa assassinato da advogada Eulina Andrade
O Ministério Público do Estado (MPES), por meio da Promotoria de Justiça de Cachoeiro de Itapemirim (sul do Estado) e depois de uma investigação em parceria com a Polícia Civil, identificou Cleyton Caetano como autor do assassinato da advogada Eulina Maria Jaccoud Andrade, ocorrido em 17 de janeiro de 2011. Eulina foi morta em seu apartamento, com um golpe desferido por objeto perfurante sem que nenhum objeto de valor fosse levado. O acusado estava detido no Centro de Detenção Provisória de Cachoeiro de Itapemirim (CDPCI) quando relatou o crime da advogada. Cleyton cumpria pena por outro crime no CDP de Vila Velha e foi beneficiado com a saída temporária para as festas de fim de ano. No entanto, em 26 de dezembro ele foi preso acusado de estupro em Cachoeiro e levado para o CDP daquele município. As investigações do MPES e da Polícia Civil resultaram em informações de que Cleyton seria o assassino de Eulina e foram feitas diligências ao presídio para a tomada de depoimento do acusado, que acabou por confessar o assassinato. Ainda devem ser realizadas algumas diligências antes da conclusão do inquérito, para que sejam afastadas quaisquer dúvidas a respeito do latrocínio (roubo seguido de morte). Histórico Na época do assassinato de Eulina surgiram boatos que davam conta que o assassino seria uma pessoa da família da advogada, que é de família tradicional de Cachoeiro de Itapemirim. A empregada da advogada, na época, Siléia Ventura de Souza, chegou a ser presa por suspeita de participação no crime em 16 de fevereiro de 2011 e foi solta 12 dias depois. A ex-empregada da advogada foi presa sob a alegação de que teria dado depoimentos contraditórios, com o objetivo de atrapalhar as investigações. As investigações iniciais davam conta de que a advogada foi morta com um golpe de objeto cortante e a arma do crime ainda não foi encontrada, nada havia sido subtraído do apartamento da advogada e não havia arrombamento. A hipótese de latrocínio fora descartada, ainda no início das investigações.
Candidatura de Rose de Freitas esquenta clima interno no PMDB
A força da candidatura de Rose de Freitas à presidência da Câmara dos Deputados só será avaliada no próximo dia 4 de fevereiro, quando for realizada a votação. Mas, mesmo que Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) confirme o favoritismo, a entrada de Rose no páreo já serviu para movimentar internamente a bancada. Esta semana, a cúpula do partido entrou em cena para negociar a liderança do partido na Câmara dos Deputados, um rodízio no cargo e outros espaços de destaque no Legislativo são a estratégia usada, segundo o jornal Valor Econômico desta segunda-feira (21), para tentar garantir a unidade da bancada. Concorrem à liderança do partido na Câmara os deputados Eduardo Cunha (RJ), Osmar Terra (RS) e Sandro Mabel (GO). De olho na liderança, Cunha se afastou de Henrique Eduardo Alves e hoje é um dos maiores incentivadores da campanha de Rose de Freitas. O favoritismo de Henrique Alves, segundo o Valor Econômico, ainda não correria riscos, mas a entrada de Rose rachou a bancada e a preocupação da sigla agora é de garantir a unidade para o caso de vitória do deputado potiguar. Se Cunha apoia Rose, Mabel é o principal cabo eleitoral de Henrique Alves. O deputado do Rio de Janeiro quer ser o primeiro no rodízio de lideranças, mas Mabel discorda. Dentro do PMDB, a campanha de Henrique Alves parece não ter sido abalada, apesar do racha interno. Mas o restante do plenário vive um momento de incerteza. Se Henrique Alves tem o apoio das lideranças, Rose de Freitas é a preferida do baixo clero. Para deixar a situação ainda mais embolada, o deputado Júlio Delgado (PSB-MG) corre por fora e sua candidatura é vista como uma ferramenta de fortalecimento do projeto socialista para 2014, com Eduardo Campos (PSB-PE) na corrida presidencial. Para alguns observadores, as chances de Henrique Alves estão em ele conseguir matar o pleito no primeiro turno. O que vai mostrar que as denúncias que se proliferaram contra ele na Casa, não pegaram entre os deputados. Mas se ele tiver que disputar o segundo turno, a coisa pode mudar de figura, já que haveria um acordo de bastidores de apoio mutuo entre Rose e Delgado.
Sueli Vidigal vai responder à ação por uso da máquina pública na campanha
Depois de ser investigada pela Polícia Federal pela prática de crimes eleitorais na última campanha, a deputada federal Sueli Vidigal (PDT) vai responder também a uma ação de improbidade na Justiça estadual pelo uso da máquina da Prefeitura da Serra – administrada à época pelo marido da deputada, o então prefeito Sérgio Vidigal (PDT) – durante as eleições de 2010. Ela e mais três pessoas são acusadas da utilização de recursos públicos para custear um evento com alunos do município, que teria apenas cunho eleitoral. No final de novembro, o juiz da 3ª Vara dos Feitos da Fazenda Pública Estadual, Jorge Henrique Valle dos Santos, acolheu a denúncia feita pelo Ministério Público Estadual (MPES). Na decisão, publicada apenas nesta segunda-feira (21), o magistrado recebeu a ação contra a deputada federal, a ex-secretário da Educação, Márcia Lamas, e mais dois servidores (José Dias Ramos e Belarina Conceição Franzini) pelos supostos atos de improbidade. Nos autos do processo, a promotoria narra que os envolvidos promoveram um evento denominado “Encontro de Jovens” com alunos da rede pública municipal no dia 1º de setembro de 2010, em pleno período eleitoral. O encontro teria ocorrido apenas com o objetivo de promover a campanha para reeleição de Sueli Vidigal. No entendimento do Ministério Público, a os servidores e veículos municipais teriam sido utilizados com fins eleitorais. Durante a instrução da ação, a defesa da pedetista chegou a levantar várias preliminares (espécie de defesa processual prévia) na tentativa de rechaçar a denúncia pela suposta falta de descrição da conduta dos envolvidos ou prerrogativa de foro pela Sueli. No entanto, o juiz do caso rejeitou todas as alegações e concluiu pela existência de “prova documental suficiente à demonstração preliminar” de que os requeridos teriam praticados atos de improbidade. “A robusta prova documental anexada à inicial, consubstanciada, dentre outras, no Procedimento Investigatório Preliminar n. 450/2010, demonstram a verossimilhança das alegações autorais e apontam para a efetiva ocorrência dos atos que afrontam os princípios da administração pública. Ademais, as alegações trazidas pelas defesas não são capazes de impedir o recebimento da ação, devendo ser deflagrada a citação dos requeridos para que os fatos alegados sejam esclarecidos durante a instrução processual”, narra um dos trechos da decisão. Essa é a primeira vez que a parlamentar vai responder a uma ação na Justiça estadual por irregularidades que teriam sido cometidas durante a campanha eleitoral de 2010. Na época, a deputada Sueli Vidigal chegou a ser investigada pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE/ES) da prática de vários crimes eleitorais – entre eles, a formação de caixa dois em empresas que atuavam na prefeitura serrana, alvo da Operação Em Nome do Filho, deflagrada em dezembro daquele ano. Durante o período eleitoral, o comitê de campanha pedetista chegou a ser alvo de um mandado de busca na véspera do pleito, porém, as investigações chegaram a ser trancadas pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, sob alegação de ilegalidades nas investigações. Hoje, o caso está sendo alvo de um inquérito (Inq 3353), que tramita no próprio Supremo.
Derrama tira policiamento das ruas para vigiar advogados presos em casa
A segunda etapa da Operação Derrama, deflagrada na última terça-feira (16), revelou um esquema de fraudes tributárias em prefeituras capixabas e mostrou também a falta de estrutura do Estado para receber presos com direito a prisão especial. Dentre os envolvidos no esquema com prisão provisória decretara estão 12 advogados, em regime de prisão domiciliar por conta da precariedade da sala do Estado Maior no Quartel do Comando Geral (QCG), em Maruípe, Vitória. O juiz Marcelo Loureiro, da Central de Inquéritos Especiais ao expedir mandado de prisão dos 12 advogados acusados de integrarem o esquema de fraudes fiscais nas prefeituras, determinou prisão domiciliar, que foi contestada pelo Policia Militar, já que seria impossível prover escolta para os acusados – seriam necessários 24 policiais e 12 viaturas 24 horas por dia para garantir a escolta. O juiz, então, determinou que os advogados ficassem reclusos na “sala do Estado Maior” do QCG. Quando os autos foram remetidos ao Tribunal de Justiça do Estado (TJES), o desembargador Ronaldo Gonçalves de Sousa atestou a precariedade da sala do Estado Maior, que não teria condições de abrigar os advogados, por isso foi determinado o regime domiciliar para os advogados. O impasse em relação ao regime de reclusão dos advogados expôs a precariedade tanto do sistema de celas especiais quanto da disponibilidade do efetivo para fazer a escolta das pessoas que têm direito ao regime domiciliar. O acompanhamento de policiais militares aos acusados em regime de plantão nos seus municípios de residência desguarnece as ruas, principalmente naqueles municípios em que o efetivo não é distribuído de acordo com as reais necessidades da população. Considerando que o Estado conta com número total de 7.917 policiais militares, segundo dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, só este número já indica que é a metade do necessário, de acordo com os parâmetros da Organização das Nações Unidas (ONU) para atender à população. A proporção atual é de 443 habitantes por policial militar, sendo que o ideal, segundo a ONU, seria um policial para cada 250 habitantes. Em alguns municípios essa proporção é ainda mais desigual. Na Serra, por exemplo, são mil habitantes por policial militar. A falta de policiais disponíveis nos batalhões, principalmente naqueles do interior do Estado, desguarnece o policiamento ostensivo. Levando em consideração que a maioria dos advogados detidos é do interior do Estado, a escolta deles ficará a cargo de policiais lotados nos batalhões dos municípios, desfalcando ainda mais o policiamento de rua. Outros casos A manifestação da Polícia Militar sobre a falta de efetivo para garantir a escolta dos advogados também mostra o motivo pelo qual outras prisões domiciliares não foram decretadas. No início do mês Arlete Batista dos Santos, mãe de Thiago dos Santos Rufino preso na Penitenciária de Segurança Máxima I (PSMA I) contou que havia tentado para o filho o regime de prisão domiciliar, já que ele ficou cego na unidade semiaberta do Complexo Penitenciário do Xuri, em Vila Velha depois de ser atingido por soda caustica nos olhos, mas em vez de passar para o semiaberto, Thiago foi transferido para o fechado na PSMA I. Caso fosse concedido a Thiago o regime domiciliar, ele teria escolta de dois policiais militares e uma viatura 24 horas por dia no município de domicilio. No entanto, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) já determinou regime domiciliar no caso de Antônio Roldi Filho, que é acusado de ser o mandante do crime que vitimou cruelmente um adolescente e deixou outro gravemente ferido. Em 2010 ele estava recluso em um presídio de celas metálicas e recorreu ao STJ por conta de um problema de saúde. Na decisão, o ministro Nilson Naves (hoje aposentado) disse que “Contêiner é destinado para acondicionar cargas e mercadorias e não gente. Lá certamente não se devem acondicionar homens e mulheres”.
Análise: ???Paris-Manhattan???
Todo filme romântico tem um quê de propaganda: tratam de vender o produto perfeito, ou seja, a felicidade final, e se possível eterna. Tanto que os filmes sempre funcionaram como arma perfeita para vender um estilo de vida: o american way of life, baseado em Hollywood ou o estilo glamoroso francês e seu eterno ar blasé na segunda potência cinematográfica (não de número de produção, mas de tamanho e divulgação global). Ao juntar os dois estilos, Paris-Manhattan, cria um híbrido de duas culturas: o independente estranho oriundo de Woody Allen, com um toque romântico excessivo tão típico da capital francesa. Alice (Alice Taglioni) é uma jovem farmacêutica que se encontra solteira e com medo de permanecer assim por muito tempo. Com um estilo seco e irônico, típico da pós-modernidade é fã de Woody Allen, ídolo de quem possui pôster no quarto e com quem passa seus momentos solitários dialogando. Estes momentos entretanto começam a interferir em sua vida social, preterindo a suas poucas possibilidades de relacionar-se, reduzindo-as a pequenas festas em companhia de seus familiares, que tentam a toda custa conseguir-lhe marido. Numa destas festas conhece Victor (Patrick Bruel), que, apesar de desconhecer, o diretor favorito apresenta um certo niilismo típico de Allen. Uma comédia romântica com pequenas inserções existencialistas (típicas do criado de Manhattan), que se espelham no momento presente: um pessimismo autocrítico, mas momentâneo, dos que trocaram o happy end pelo happy hour. Dessa forma não explora somente os momentos infelizes e fugazes do casal, mas sobretudo recai sobre as cismas de cada um, criando uma aura específica de cada personagem, núcleos que vão se complementando a medida em que o filme ganha em sarcasmo e ironia. A rica composição das personagens varia de ambientes físicos (a farmácia colorida e quase uma vídeo locadora, ou do lado oposto, o quarto escuro e intimista de Alice) a sonoros (o jazz que pode ser tão elitista num piano-bar, ou uma música de supermercado) passando por paletas de cores e figurinos que combinam,m com cada humor e cena que serão preparados com ligeireza num roteiro conciso, e bem amarrado. O diálogo com o ídolo lembra um pouco A Rosa Púrpura do Cairo (1985), mas a transposição não se dá a nível filme-realidade, mas sim no fetiche imagem-frases de efeito, incorporando assim ainda mais a estética-fetiche publicitária. O filme de estreia da diretora Sophie Lellouche mostra claramente suas origens e preferências fílmicas, trazendo ainda a bênção de um grande padrinho. Serviço Paris-Manhattan (Paris-Manhattan, França, 2012, 77 minutos, 12 anos) Cine Jardins – Shopping Jardins: Sala 2. 21h10. Sábado não haverá sessão.
Justiça nega pedido de Fátima Couzi para reduzir valor de ação
O juiz da 3ª Vara dos Feitos da Fazenda Pública Estadual, Ademar João Bermond, negou o pedido da ex-deputada estadual Fátima Rocha Couzi para reduzir o valor da causa atribuída à denúncia por suposto desvio de diárias na Assembleia Legislativa. Na decisão, publicada nesta segunda-feira (21), o magistrado negou a alegação da existência de erro material na denúncia do Ministério Público Estadual (MPES) para manter o valor de R$ 316,97 mil ao processo. Nos autos, a defesa da ex-parlamentar pleiteava a retificação do valor de causa – que serve como base em caso de condenação – para R$ 31.697,00, total de recursos que fora desviado. Entretanto, o juiz Ademar Bermond considerou que o valor atribuído à causa é correto, mesmo sendo um décimo do valor da suposta malversação ao erário público. “No que diz respeito às sanções com conteúdo econômico, destacam-se o ressarcimento integral do dano, que é no valor de R$ 31.697,00, como também o pagamento de uma multa civil no valor de até três vezes o valor do mesmo dano, considerando que são três requeridos. Com isso, após simples cálculos, vislumbra-se que o valor da causa deve ser fixado como indicado na petição inicial”, afirma o magistrado. Além da ex-deputada Fátima Couzi, o ex-presidente da Assembleia Legislativa, José Carlos Gratz, e o ex-diretor-geral da Casa, André Luiz Nogueira, também respondem à ação principal sobre as fraudes. Em abril do ano passado, o mesmo juiz confirmou o recebimento da denúncia. Na ocasião, o magistrado apontou a existência de indícios da ocorrência de atos de improbidade pelos envolvidos. No processo, a ex-parlamentar é acusada de se apropriar indevidamente de diárias de viagens pagas pela Assembleia. As denúncias atingem a vários ex-deputados da chamada Era Gratz. Segundo o MPES, as diárias seriam pagas mesmo sem a comprovação das viagens, já que os parlamentares teriam participado de sessões do Legislativo. Segundo dados do Tribunal de Justiça do Estado (TJES), Fátima Couzi responde a outras quatro ações penais e três ações de improbidade.
Teatro Carlos Gomes abre temporada de 2013
Um dos mais importantes palcos para as artes cênicas no Espírito Santo, o Teatro Carlos Gomes dá início à temporada de 2013 com a Mostra Residência nesta quarta-feira (23) e anuncia uma prévia da sua programação para este ano. Espetáculos musicais, concertos, peças de teatro e apresentações de dança locais e nacionais prometem agradar aos mais diversos públicos durante todo o ano. O secretário de Estado da Cultura do Espírito Santo (Secult), Maurício José da Silva, explica que a programação de 2013 irá oferecer espetáculos com reconhecida qualidade de grupos nacionais e locais. “Também queremos proporcionar o acesso do público a obras com diferentes propostas estéticas e de linguagem. Uma outra perspectiva do teatro é contribuir para a formação e ampliação de públicos para as artes cênicas”, diz o secretário. O início do calendário anual será com a peça Cabeça de Papelão, texto de João do Rio com a montagem do grupo paulista Cia da Revista. Essa atração é a convidada para abrir a Mostra Residência, evento que irá até domingo (27) e contará com mais quatro apresentações locais de teatro e de dança que foram contemplados pelos Editais de Residência em Artes Cênicas da Secult. A Mostra Residência apresenta os resultados dos trabalhos desenvolvidos por grupos e companhias de teatro e de dança com a participação de diretores e coreógrafos reconhecidos nacionalmente que foram convidados a transmitir seus conhecimentos e experiências para os artistas locais. Para este ano, também estão previstos 18 espetáculos nacionais. Boa parte deles já receberam premiações e são reconhecidos pela crítica especializada. Entre essas atrações, há montagens teatrais nos mais diversos gêneros, apresentações de dança e peças infantis. A programação continua Com início no próximo mês de fevereiro e seguindo até dezembro, os concertos da Orquestra Filarmônica do Espírito Santo (Ofes) também fazem parte da agenda do Carlos Gomes. Ao todo, serão 28 apresentações organizadas em 17 programas diferentes. Essas apresentações estão previstas para serem realizadas nas segundas e últimas quartas-feiras e nas últimas quintas-feiras de cada mês. Em 2013, o teatro também deverá receber alguns concertos com músicos e orquestras internacionais. Outro projeto que terá continuidade neste ano é o Quartas no Theatro. Por meio dessa ação, o palco do Carlos Gomes recebe shows musicais, peças de teatro e espetáculos de dança de artistas locais. De março até o final do ano, serão realizadas cerca de 25 apresentações – todas com ingressos a preços populares. Ao longo de 2013, outros eventos artístico-culturais farão parte da programação do Teatro Carlos Gomes. Entre eles vale citar, a terceira edição do Festival ES de Dança, cuja realização está prevista para o mês de junho. Além das atividades já mencionadas, a agenda do Carlos Gomes também tem garantido espaço para os trabalhos de grupos e artistas locais os mais diversos. Programação Mostra Residência Quarta-feira (23) 20h: Abertura com o espetáculo convidado Cabeça de Papelão, da Cia da Revista Sexta-feira (25) 18h: Pé de que tem, do Cia. Circo Teatro Capixaba (em frente ao Teatro Carlos Gomes) 20h: Contemporaneidade em Dança de Rua, da Companhia Vitória Street Sábado (26) 20h: Meu Lugar: Meu Umbigo no Centro do Mundo, da EluzArtes Domingo (27) 17h e 20h: Credores, da Boyásha Trup. Ingressos: R$ 2 (inteiro) e R$ 1 (meio). Bilheteria: venda de ingressos no dia de cada espetáculo. Abaixo, alguns dos espetáculos e companhias nacionais que deverão se apresentar no Carlos Gomes em 2013: – Órfãos (SP): Comédia eleita a melhor peça adulta do 16º Cultura Inglesa Festival. Direção de Clara Carvalho. Elenco: Isabella Lemos, Marcelo Pacífico, Renaldo Taunay e Antonio Haddad Aguerre. – Tarja Preta (RJ): Comédia. Com texto da roteirista Adriana Falcão, a peça foi indicada como um dos melhores espetáculos pelo jornal O Globo. – A Volta ao Mundo em 80 Dias (SP): Peça infantil feita a partir da adaptação do texto do Júlio Verne pela Cia. Le Plat duJour. A montagem faz uso de câmeras conferindo um caráter multídia ao texto. – A Primeira Vista (RJ): Com as atrizes Drica Moraes e Mariana Lima, a peça promete comover e fazer o público rir. Direção de Enrique Diaz. Em 2012, a peça foi considerada uma das dez melhores pelo jornal O Globo. – São Paulo Cia de Dança (SP): Sob a direção de Inês Bogéa, o grupo foi criado em 2008 e tem arrematado diversos prêmios pelo País graças à qualidade técnica dos seus bailarinos. Em 2012, sua montagem Bachiana nº 1 foi eleita pela revista Veja SP o melhor espetáculo de dança do ano. – Arte (RJ): Comédia escrita pela premiada autora francesa Yasmina Reza (mesma autora da peça Deus da Carnificina). O elenco conta com os atores Vladimir Britchta, Marcelo Flores e Claudio Gabriel. A peça foi considerada uma das dez melhores pelo jornal O Globo em 2012. – Festival Internacional de Improvisação (MG): O programa inclui os clássicos jogos de improvisação que vêm ganhando numerosos adeptos no teatro, televisão e internet, até propostas experimentais que buscam outras formas de abrir o processo de criação ao público. – Penélope (SP): Espetáculo infantil. Texto de Flávio de Souza com a atriz Ângela Dip. No palco, o público irá reencontrar a personagem que fez parte da série televisiva Castelo Rá-Tim-Bum, a repórter Penélope. – Barril (SP): Monólogo escrito e encenado por Ângela Dip. A peça mostra, de forma bem humorada, a solidão de uma mulher confinada dentro de um barril. – Novela Brasil (RJ): Os atores Rodrigo Fagundes e Wendell Bendelack fazem o público gargalhar com paródias de personagens populares das novelas brasileiras. – O Menino que Brincava de Ser (RJ); Montagem do livro homônimo da premiada autora infantil Georgina Martins, a peça conta a história de crianças que brincam de “faz-de-conta”, interpretando os mais diversos personagens. – Tudo Que Eu Queria Te Dizer (RJ): Baseada no famoso livro de Martha Medeiros, a peça é um divertido monólogo com
Derrama desestabiliza reeleição de Ferraço na Assembleia Legislativa
Faltando menos duas semanas para a eleição da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa, a reeleição de Theodorico Ferraço (DEM) para a presidência da Casa está na pauta do dia. O clima nos corredores da Assembleia é de apreensão. Os deputados fecharam acordo para a candidatura única de Ferraço, o que teria sido um erro político. Ninguém esperava que os efeitos da Operação Derrama chegassem às portas do gabinete da Presidência. As comparações entre as movimentações na Assembleia e na Câmara dos Deputados para a escolha do presidência das casas são inevitáveis. Mas para os meios políticos, o erro estratégico da Assembleia foi o de fechar questão em torno de uma candidatura única, sem ter um plano “B”. Em Brasília, o nome de Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) estava praticamente certo para a eleição do próximo dia 4 de fevereiro. Mas uma enxurrada de denúncias envolvendo o deputado potiguar abriu espaço para os outros nomes na corrida à presidência: Júlio Delgado (PSB-MG) e Rose de Freitas (PMDB-ES). O nome de Rose, que no primeiro momento fora colocado apenas como uma alternativa para dividir os votos com Delgado, acabou se transformando em uma alternativa viável. No Caso da Assembleia, o acordo do plenário pela candidatura única, anulou a possibilidade de mudança no cenário, de forma discreta. As declarações de Theodorico Ferraço, na sexta-feira (18) tentando diminuir desqualificar a ação da Derrama e declarando total apoio ao empresário Claudio Murcio Salazar, sócio da CMS, teriam causado a reação do Tribunal. Agora o centro das atenções passa a ser Ferraço, o que coloca a Assembleia no bonde do desgaste. Outra preocupação dos deputados se refere às nove ações que tramitam contra Ferraço só no Tribunal de Justiça do Estado. No Superior Tribunal de Justiça (STJ), também tramita um processo de improbidade contra o deputado. A preocupação é que esses casos, que são relativos à improbidade administrativa, da época em que o deputado era prefeito de Cachoeiro de Itapemirim, venham à tona. Mas o que realmente abalou a confiança dos deputados na candidatura de Ferraço foi a implicação do diretor financeiro da Assembleia, Eder Botelho – que teve a prisão decretada na última sexta (18) – no caso, o que leva o escândalo para dentro do da Assembleia. O problema a ser resolvido é que os deputados não têm uma alternativa para o nome de Ferraço na disputa. Caso Theodorico não consiga sustentar seu nome na corrida à reeleição, os deputados devem correr contra o tempo para encontrar um substituto para a candidatura de Ferraço.