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Século Diário

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O início de fevereiro será marcado por três importantes eleições que afetarão o cenário político do Estado. Em Guarapari, os eleitores voltam às urnas no dia 3 de fevereiro para uma disputa, que hoje, está completamente indefinida. O resultado da eleição no balneário terá influência no cenário político, não só porque a classe política está de olho no que acontece por lá, a fim de ganhar espaço, mas também porque grandes lideranças do Estado, como o presidente da Assembleia Theodorico Ferraço (DEM), o filho dele, o senador Ricardo Ferraço (PMDB), o senador Magno Malta (PR) e o governador Renato Casagrande fazem um “laboratório” de estratégia política no local. Incluímos aí também o deputado federal Carlos Manato (PDT), que entrou de cabeça na campanha do chara Carlos Von (PSL). Através do desempenho de seus aliados na disputa pela prefeitura, podem medir suas forças e se preparar para a colocação no tabuleiro eleitoral do próximo ano. Por enquanto, não dá para dizer quem está em vantagem e as urnas vão mostrar quem escolheu o melhor peão. E por falar em Theodorico Ferraço (DEM), também no início de fevereiro acontecerá a eleição da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa, para a qual Ferraço é o único nome para a presidência. Isso se nos próximos 15 dias não acontecer nenhum senão. Na noite dessa sexta-feira (18), para desespero do deputado, a Justiça decretou a prisão de sua mulher, a ex-prefeita Norma Ayub (DEM). A situação de Ferraço que já era ruim fica ainda pior.  Se tudo der certo, Ferraço comanda a Assembleia no período pré-eleitoral de 2013 e na disputa de 2014, o que daria um arrepio na espinha do governador Renato Casagrande se não fosse a enxurrada que trazida pela “Operação Derrama”. Ferraço não é exatamente o fiel escudeiro do governador e não se sabe o que seu perfil inconstante poderia trazer para ao projeto de reeleição de Casagrande, mas agora a onça está domada. Em Brasília, uma outra eleição poderá ter influência no cenário político de 2013 e 2014 no Espírito Santo. Com chances reais de chegar à presidência da Câmara dos Deputados, a deputada federal Rose de Freitas (PMDB) pode conseguir o cargo e passar a também dar as cartas no jogo político do Estado. Pretensa candidata ao Senado, com a Câmara na mão, ela pode se fortalecer como nunca para a disputa e assustar os possíveis pretendentes da vaga, incluindo o ex-governador Paulo Hartung. As três eleições vão ser muito importantes para a movimentação política, pois vão delimitar o espaço de cada liderança e seu posicionamento do tabuleiro político. Por isso, façam suas apostas.

19/01/2013 / 0 Comments
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Erramos

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Para o infortúnio do casal Ferraço, a coluna errou. Na terça-feira (15), dissemos: “O casal Ferraço pode dormir tranqüilo: a Derrama “pulou” Itapemirim”. Um infeliz desacerto da sorte. Agora o presidente da Assembleia Legislativa Theodorico Ferraço (DEM) e sua esposa, a ex-prefeita do município Norma Ayub, caíram nas malhas da Operação Derrama. Na ocasião, apenas estranhamos que as investigações tenham passado de Anchieta em via direta para Marataízes. Só isso. Mas ninguém “pulou” coisa nenhuma. Agora Theodorico está entre os investigados e Norma teve a prisão decretada. Onça viva  Tanto quanto mexer com a eleição de Guarapari, com o futuro político dos ex-prefeitos envolvidos e com a eleição da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa – note-se a inclusão de Theodorico Ferraço entre os investigados e o pedido de prisão de Norma Ayub, su esposa – a Operação Derrama revelou que o “passado” de crime organizado tão execrado pelo ex-governador Paulo Hartung não foi exatamente banido.    Onça viva II   Os fatos que emergiram nessa sexta-feira (18) reforçaram ainda mais tal impressão. Se o passado pré-Hartung orientava-se pelo (que termo insuportável) “desmando”, o passado recente não fica muito atrás.  Efeitos   A Operação Derrama serviu para movimentar tanto a eleição de Guarapari – que ficou quente como o verão 2013 – quanto a da Mesa Diretora da Assembleia. O ex-prefeito Edson Magalhães era o principal cabo eleitoral de Orly Gomes (DEM). Assim a disputa tende a se polarizar entre Ricardo Conde (PSB) e Carlos Von (PSL). Theodorico Ferraço, que daqui a duas semanas deve se reeleger presidente da Assembleia Legislativa, e sua esposa Norma Ayub agora estão sob a mira da Derrama. Um golpe doloroso.     Efeitos II   A operação complica a vida de Guerino Zanon e Edival Petri, que aspiram a uma vaga na Assembliea Legislativa em 2014. Mas quem saiu dessa com fortes dores foi Theodorico Ferraço e o ex-governador Paulo Hartung, a quem muitos dos ex-prefeitos eram ligados – Zanon, Devens, Magalhães, Petri e o próprio Ferraço.   Obrigado   O ano começou tão sem graça. Razão pela qual fica nosso agradecimento a Guerino Zanon, Edson Magalhães, Ademar Devens, Edival Petri, Moacyr Carone Assa, Luiz Carlos Cacá Gonçalves e Ananias Francisco Vieira, Theodorico Ferraço, Norma Ayub, Alcino Cardoso,  Valter Potratz, José Carlos Elias, Rogério Feitani  e Jander Nunes. Eles nos salvaram do marasmo.  Tempestade   Há quem pense que a chuva que desabou na noite dessa sexta-feira (18) foi um teste para os novos prefeitos. Também. Mais que isso, no entanto, ela foi um retrato da política capixaba desta semana. O vento e a água limparam o ar, que estava um tanto carregado.   Lei da poluição   Em Vitória, o vereador Namy Chequer (PCdoB) e o secretário municipal de Meio Ambiente, Cleber Guerra, se reuniram essa semana para discutir a ressurreição da Lei de Controle da Poluição do Ar, já promulgada, mas que ainda não pegou. O secretário disse que fará novas reuniões para discutir a questão. Bom. Só que Namy será o líder do de Luciano Rezende (PPS) na Câmara. Agora é esperar que a nova função não esfrie os ânimos do comunista para fazer valer a lei.   Novas regras   Mais um fim de semana duro para os ciclistas, skatistas e patinadores da Praia de Camburi. Vai estar todo mundo de novo de olho neles, tanto mais em fim de semana, quando a orla enche ainda mais. Se o fim de semana for chuvoso, tanto melhor. Assim a cabeça de todo mundo esfria um pouco.   140 toques   “E a galera esperando o Sol para curtir o final de semana, dai vem a chuva. Mas se veio, é pq deveria vir”. O deputado estadual Marcelo Santos (PMDB) no twitter.   Pensamento “Uma democracia pode ser furiosa, mas tem coração e pode ser demovida; uma aristocracia é sempre fria e nunca perdoa”. Napoleão Bonaparte

19/01/2013 / 0 Comments
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Magno Malta pede voto para Ricardo Conde e cutuca ex-prefeitos presos

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O senador Magno Malta (PR) entrou na campanha do candidato a prefeito de Guarapari, Ricardo Conde (PSB), ao seu melhor estilo: fazendo polêmica. A forte chuva que caiu sobre o balneário na noite dessa sexta-feira (18) não espantou a população que acompanhou o discurso do republicano.      Depois de pedir votos para Conde, Magno, ao lado do deputado federal Paulo Folleto (PSB), comentou as prisões dos ex-prefeitos presos na Operação Derrama – sete na última terça (15) e mais três neste sábado (19).    O discurso “paz e amor” de Malta veio recheado com um velado veneno, endereçado aos ex-prefeitos Edson Magalhães (sem partido) e Edval Petri (PMDB), que apoiavam, respectivamente, Orly Gomes (DEM) e Carlos Von (PSL).    “Eu peço aos meus amigos, que neste momento, sejam solidários com os acusados que estão presos e respeitem seus familiares. São pessoas que não foram condenadas pela Justiça, mas já foram até sentenciadas pela população”. Em meio aos aplausos dos presentes, ficou implícito que Malta estava ironizando a situação dos ex-prefeitos presos na Operação Derrama.   Depois, retomou e deu mais uma cutucada, por tabela, nos adversários de Conde: “As coisas acontecem quando Deus manda. E não devemos aproveitar a queda do concorrente para pisar mais ainda na honra e dignidade dos réus, que nem foram julgados. Vamos respeitar a cidade, os familiares e temos que fazer uma campanha pela paz e respeito”, disse Malta, que pediu para não “julgar”, mas se referiu aos suspeitos como “réus”.   No final, o senador subiu novamente o tom do discurso ao dizer que Guarapari sofreu uma desastrosa gestão ao longo dos últimos anos. Ele acrescentou ainda que os adversários de Conde estão “do outro lado”, lembrando que o socialista é do partido do governador Renato Casagrande.

19/01/2013 / 0 Comments
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Mulher do presidente da Assembleia Legislativa se apresenta à polícia e é presa

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A ex-prefeita de Itapemirim, Norma Ayub (DEM), mulher do presidente da Assembleia Legislativa, Theodorico Ferraço, se entregou à polícia na tarde deste sábado. Ele se apresentou acompanhado do advogado na sede do Núcleo de Repressão às Organizações Criminosas e à Corrupção (Nurocc), na Enseada do Suá. em Vitória. A prisão da ex-prefeita foi decretada por volta das 23h30 desta sexta-feira (18) pelo desembargador Ronaldo Gonçalves de Sousa, relator do processo que investiga os desdobramentos da Operação Derrama. A ex-prefeita, que foi ouvida na delegacia, está sendo indiciada por formação de quadrilha, fraude em licitação e peculato. Além de Norma, das outras quatro pessoas que tiveram as prisões decretadas, três já se apresentaram à polícia: o ex-prefeito de Piúma Valter Potratz (Piúma);  Paulo José Azevedo Branco, ex-procurador-geral de Itapemirim; e Eder Botelho da Fonseca, ex-secretário de Finanças de Norma. Valter Potratz já havia sido condenado na última quinta-feira (17) por fraudes em contratos de coleta de lixo. Ainda não havia se apresentado o também ex-prefeito de Itapemirim Alcino Cardoso.   Com as prisões de Norma, Potratz e Alcino – que deve ser preso nas próximas horas – sobe para dez o número de ex-prefeitos presos em decorrência das investigações da Operação Derrama. O desembargador também transformou a prisão dos sete ex-prefeitos – ( Guerino Zanon (Linhares), Edson Magalhães (Guarapari), Ademar Devens (Aracruz), Edival Petri e Moacyr Assad (ambos de Anchieta), Luiz Carlos Cacá Gonçalves (Aracruz, que já estava preso) e Ananias Francisco Vieira (Marataízes) – de temporária (até cinco dias) para preventiva (sem prazo). Eles estão presos desde a última terça-feira (15). O magistrado também substituiu o regime de prisão preventiva dos 12 advogados envolvidos no esquema para domiciliar. Os advogados passam a ser escoltados 24 horas por policiais. O desembargador alegou que não havia Sala de Estado Maior condizente para abrigar os suspeitos. Os dois advogados que se apresentaram à polícia neste sábado (19) também devem ficar em prisão domiciliar.O Comanado da PM negocia com a Justiça um esquema especial para manter os presos acautelados em casa. A polícia estaria com falta de efetivo para cumprir a determinação.      A prisão da ex-prefeita Norma Ayub acontece pouca mais de 24 horas após o juiz Marcelo Loureiro, da Central de Inquéritos Especiais de Vitória, encaminhar para o Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES) o processo que apura um esquema de fraude em contratos com consultorias envolvendo municípios capixabas.    A subida do processo para TJES foi necessária para o indiciamento dos envolvidos que têm foro privilegiado. O juiz Marcelo Loureiro sugeriu os indiciamentos do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Theodorico Ferraço (DEM); do deputado estadual e ex-prefeito de Linhares José Carlos Elias (PTB); e dos prefeitos Rogério Feitani (PMN), de Jaguaré; e Jander Nunes (PSDB), de Marataízes.   Como Século Diário alertara na terça-feira (15), dia das prisões dos cinco ex-prefeitos, causava estranheza o fato de o o nome da ex-prefeita de Itapemirim não aparecer entre os envolvidos. Na quinta-feira (17), porém, a partir do momento em que o nome do presidente da Assembleia foi incluído no rol dos investigados, não havia mais impedimento para decretar a prisão de Norma Ayub, que havia sido “pulada”   A ex-prefeita, como o próprio Ferraço admitiu, mantinha contratos com a consultoria CMS, principal investigada da Derrama. O presidente da Assembleia afirmou, logo após ser informado que estava entre os investigados, que os contratos da prefeitura de Itapemirim com a empresa de consultoria eram legais e foram licitados. Ele também acrescentou que  conhece o dono da CMS, Cláudio Múrcio Salazar, e elogiou  o excelente trabalho da consultoria, feito em Itapemirim,  na recuperação de tributos devidos por grandes empresas.    Na tentativa de desclassificar os relatórios do Tribunal de Contas do Estado, que apontam como irregulares os contratos feitos entre as prefeituras e a CMS, Ferraço chamou a atenção para o fato de as grandes empresas estarem sangrando as receitas dos municípios. Ele chegou a dizer ainda que as investigações da Derrama serviriam para mostrar à sociedade capixaba a lista das empresas sonegadoras que atuam no Estado.    Norma Ayub foi prefeita de Itapemirim por dois mandatos (2005 a 2008 e 2009 a 2012). Somente no segundo mandato de Norma, a prefeitura pagou cerca de R$ 2,5 milhões à CMS. Só em 2012, último ano de Norma à frente da administração do município, a prefeitura pagou R$ 1 milhão à consultoria.  A polícia não confirmou ainda para qual unidade prisional Norma Ayub será encaminhada. É mais provável que ela fique detida em Tucum. 

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Comissão de Combate à Tortura quer a regulamentação do Protocolo de Istambul

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A Comissão de Enfrentamento e Combate à Tortura do Tribunal de Justiça do Estado (TJES) estabeleceu cinco metas para o ano de 2013. Elas incluem o pleno funcionamento do Protocolo de Istambul no Estado; a implantação do serviço de videomonitoramento em todas as unidades prisionais do Estado; o fortalecimento da Delegacia de Crimes no Sistema Carcerário e Socioeducativo da Polícia Civil; a fiscalização dos contratos de fornecimento de alimentos e a criação de uma Corregedoria Única, que integra todos os organismos visando uma padronização de procedimentos nas investigações.   Os contratos de fornecimento de alimentação nos presídios são alvos de constantes denúncias, seja pela falta de cumprimento do que estabelece o contrato, pelos atrasos nas entregas ou até mesmo pela entrega de alimentos impróprios para consumo.    Um rol limitado de empresas ganham os contratos de fornecimento com a Secretaria de Estado da Justiça (Sejus). Três empresas, a MS Quintino ME, a Viesa e a  Alimentação Ltda. ME e a B.I.C Pereira EPP dominam os contratos de alimentação nos presídios, com contratos que ultrapassam as centenas de milhares de reais. Ainda assim, as denúncias de alimentação entregue azeda são constantes.    As multas aplicadas às empresas, no entanto, são irrisórias. Em 2012, a B.I.C Pereira foi denunciada por incluir feijão inadequado ao consumo nas marmitas entregues a presos do CDP de Aracruz (norte do Estado). O valor mensal do contrato entre a Sejus e a empresa é de R$ 112.920,00. A empresa foi vencedora do pregão eletrônico realizado pela secretaria em 10 de agosto de 2011, com valor unitário por refeição de R$ 9,41.    No entanto, entre os dias 23 e 27 de julho do ano passado, o Centro de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos de Aracruz, norte do Estado, constatou que na marmita servida aos presos havia itens impróprios para consumo humano.    A inspeção verificou que o aspecto das marmitas não estava em conformidade com o estabelecido em contrato entre a Sejus e a empresa, sendo que o aspecto do feijão foi o que mais chamou a atenção. Os representantes do Centro se dirigiram à empresa que fornece os gêneros alimentícios para a marmita e, no local constataram que o feijão reservado às marmitas era constituído de grãos partidos, pedras, larvas e até insetos. Uma amostra dos grãos foi retirada e enviada para a Vigilância Sanitária do município, que encaminhou para o Ministério da Agricultura. O laudo do Ministério atesta que a amostra foi desclassificada.    Ainda em 2012, no mês de outubro a Viesa Alimentação Ltda ME foi multada em R$ 152, valor irrisório diante dos R$ 120.900,00 mensais que recebe pelo contrato de fornecimento de alimentação no Centro de Detenção Provisória (CDP) da Serra.   No mesmo dia de publicação da multa no Diário Oficial a empresa teve outro contrato prorrogado por mais 12 meses. Este contrato se refere ao fornecimento de alimentação para o Presídio Feminino de Tucum e tem valor mensal de R$ 125.016,00.

19/01/2013 / 0 Comments
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Abrasco lança terceira parte de dossiê sobre agrotóxicos

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Nos últimos três anos, o Brasil ocupa o ingrato posto de maior consumidor mundial de agrotóxicos. Entre grandes impactos à saúde e ao meio ambiente, não param de surgir casos e mais casos de contaminações decorrente da aplicação dos venenos, chamados comercialmente de “defensivos agrícolas”, que por muitas vezes destroem rios e plantações, matam animais e trazem diversos malefícios à saúde dos humanos.   Com este pensamento, a Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) lançou a terceira e última parte de um dossiê que produz sobre os agrotóxicos, debatendo diversos temas que cercam a questão. Com o nome de “Agrotóxicos, conhecimento científico e popular: construindo a ecologia de saberes”, esta terceira parte segue-se à “Agrotóxicos, saúde, ambiente e sustentabilidade”, segunda, e à “Agrotóxicos, segurança alimentar e nutricional e saúde”, primeira.   A Abrasco integra a Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida, juntamente com movimentos sociais, como o Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA) e o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), universidades, sindicatos, ONGs, dentre outros setores da sociedade.   As três partes do dossiê estão disponíveis para download no portal EcoDebate.

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Ministério da Agricultura revisará legislação de aviação agrícola

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O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) anunciou nesta sexta-feira (18) que vai criar, até o início de fevereiro, um Grupo de Trabalho com servidores da pasta e representantes do setor para revisar a legislação vigente quanto à aviação agrícola. A proposta de alteração será apresentada dentro de um prazo de 120 dias após o início dos trabalhos.   Entre os assuntos que serão debatidos estão os possíveis conflitos de atribuições para exercer a fiscalização da aviação agrícola entre União e Estados, já que a legislação de agrotóxicos atribuiu a fiscalização das empresas aplicadoras aos órgãos estaduais de fiscalização de defesa agropecuária.   A aviação agrícola é o serviço de aplicação de agrotóxicos, bem como de outros produtos, como ureia granulada e semeadura de pastagens, e atividades de auxílio à saúde pública no combate a doenças, dentre outros serviços. A aviação agrícola é regulamentada pelo Mapa e pelo Ministério da Aeronáutica.   No anúncio, o secretário de Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo do Mapa, Caio Rocha, afirmou que o Ministério quer que as ações de fiscalização estejam embasadas em uma legislação “moderna e efetiva”. “O Brasil tem a segunda maior frota de aviação agrícola do mundo e, com a previsão de uma super safra de grãos, a tendência é de ampliação destas atividades”, afirmou Rocha.

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Rose pode virar alternativa contra fortalecimento do PSB

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Não bastassem os interesses dos 513 deputados federais que complica a articulação para a eleição da presidência da Câmara dos Deputados, os fatores externos também devem influenciar no pleito. Nessa quinta-feira (17), o governador de Pernambuco e presidente nacional do PSB, Eduardo Campos, manifestou apoio à candidatura do deputado Júlio Delgado (PSB-MG) à presidência da Câmara. Como Eduardo Campos vem aventando a possibilidade de disputar a presidência da República, a eleição de Júlio Delgado para a presidência da Casa torna-se um fator indesejado na base do governo Dilma. O candidato palaciano é Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), mas as denúncias de favorecimento de um assessor nas emendas parlamentares prejudicaram a articulação do peemedebista para o cargo. Henrique teria deixado de ser o favorito e a eleição ficou indefinida. A candidatura da deputada pelo Espírito Santo Rose de Freitas (PMDB) pode se fortalecer ainda mais nesse cenário de incerteza para o governo federal. Nos bastidores ventila-se que a presidente Dilma Rousseff não teria ficado satisfeita com a candidatura de Rose, que prejudicou os planos do governo em eleger Henrique Eduardo Alves com facilidade. Mas até então, Eduardo Campos havia garantido à presidente que a candidatura de Delgado era uma decisão da bancada e não do partido. Com a declaração de apoio dessa semana, a conversa muda de rumo. Com Alves desgastado e Delgado reforçado pelo PSB, a solução para o governo pode ser apostar na candidatura de Rose de Freitas, como uma garantia para evitar que o controle da Câmara dos Deputados caia nas mãos do PSB durante o período da sucessão presidencial. Rose tem um bom trânsito na Casa e dialoga bem com governo federal. Ela não traria problemas com Dilma e de certa forma garantiria a permanência do PMDB à frente da Câmara. Mas, Rose não conta só com essa possibilidade. Já existe uma manobra costurada com Delgado de apoio no segundo turno da disputa. A candidatura da deputada que em princípio foi vista apenas como uma manobra para dividir os votos, agora se consolida como um forte nome à sucessão de Marco Maia (PT-RS).  

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TRE-ES vai julgar recurso contra diplomação de prefeito de Sooretama

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O Tribunal Regional Eleitoral (TRE-ES) vai julgar um recurso do Ministério Público Eleitoral (MPE) contra a diplomação do prefeito de Sooretama (norte do Estado), Esmael Nunes Loureiro (PMDB), e do vice-prefeito, José Belisário Corrêa. O novo prefeito, que é tabelião no município, é acusado de não ter cumprido o prazo de desincompatibilização da função para disputar o último pleito. Na última semana, a juíza eleitoral Cristina Eller Pimenta Bernardo remeteu os autos do recurso ajuizado na mesma data da diplomação dos eleitos – no dia 19 de dezembro. Na peça, a promotoria eleitoral alega a existência de um ato praticado pelo tabelião, a nomeação de uma sobrinha como escrevente, durante o período em que deveria estar afastado das funções. O episódio foi levado ao conhecimento do MPE pelo próprio Poder Judiciário. Esmael Loureiro teria se licenciado da função em abril, porém, assinou o ato normativo – que teve de ser comunicado ao fórum do município – durante o período de licença. Depois de tomar ciência do ato do então candidato, o juízo remeteu uma cópia do documento para a apreciação do Ministério Público. Caso o recurso seja acolhido pelo plenário do tribunal, a prefeitura do município passará a ser comandada pelo segundo colocado nas eleições, Alessandro Broedel Torezani (PV), que teve 5.283 votos (37,43% dos votos válidos). Uma vez que o prefeito eleito Esmael Loureiro não teve mais de 50% do total de votos – o peemedebista obteve 6.595 votos (46,72% dos votos válidos). Essa não deverá ser o único problema do novo prefeito do município do norte capixaba. Esmael Loureiro também vai a uma ação penal no Tribunal de Justiça do Estado (TJES) por suposta participação no desvio de R$ 1 milhão dos cofres públicos. O caso tramitava no juízo de 1º grau desde 2009, mas teve que subir ao TJES em função do foro privilegiado do peemedebista. Ao todo, nove pessoas vão responder pela participação em um suposto desvio de uma doação da Companhia Vale do Rio Doce ao município, durante a primeira gestão de Esmael Loureiro entre 1999 e 2002. Além do prefeito, figuram entre os denunciados os ex-deputados José Carlos Gratz e Juca Gama, além de empresários e servidores do Legislativo estadual.

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???Acho que o caminho é oxigenar o partido, trazer novas lideranças???

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Rogério Medeiros e Renata Oliveira “A nossa maior glória não reside no fato de nunca cairmos, mas sim em levantarmo-nos sempre depois de cada queda” Confúcio Um dos discursos mais emocionados na posse do prefeito da Serra, Audifax Barcelos (PSB), no último dia 1º, foi o do deputado federal Calos Manato (PDT). A emoção de Manato se entende pelo fato de o deputado ter sofrido dentro de seu partido um processo de desidratação em seu primeiro reduto eleitoral, a Serra. Nesta entrevista, o deputado que está no terceiro mandato e se orgulha de manter um recorde nacional de presença nas sessões da Câmara dos Deputados, fala sobre seu processo de desidratação e da busca de alternativas que o mantiveram vivo politicamente e o fortaleceram no Estado. Manato é o coordenador da campanha de Carlos Von (PSL), na eleição extemporânea de Guarapari e fala como está conduzindo o processo eleitoral no município. Fala também como ampliou sua base política, seguindo o exemplo da deputada municipalista Rose de Freitas (PMDB). Sobre o possível embate eleitoral com seu antigo aliado, Sérgio Vidigal, o deputado fala da tranquilidade com a qual está lidando com o processo e como está se preparando para a disputa à reeleição para o quarto mandato no próximo ano. Século Diário – O PDT vive um momento de crise, saiu derrotado da eleição… Carlos Manato – Vocês acham? O PDT elegeu oito prefeitos. Nós ganhamos em Linhares, Aracruz, Santa Maria de Jetibá, Guaçuí, Iúna, Governador Lindenberg, Rio Novo do Sul e Bom Jesus do Norte. O PDT fez oito prefeituras e uns quatro vice-prefeitos. É o terceiro em número de prefeituras e o segundo em crescimento, depois do PSB, do governador Renato Casagrande e o PMDB caiu e nós crescemos. – Mas o deputado não está querendo entrar na crise. O senhor apoiou a candidatura de Audifax Barcelos (PSB), no município da Serra, que é adversário de Sérgio Vidigal, que é do seu partido. – Isso é verdade. Mas o que acontece é que o projeto da Serra não me cabia mais. Eu tive 28 mil votos na Serra na minha primeira eleição, 20 mil na segunda e 7,5 mil na terceira. Fui prejudicado em diversos momentos. Então, era um projeto que não cabia, não fui ajudado no processo eleitoral de 2010. Tinha a oportunidade de começar o ano como secretário, mas fui preterido pelo partido e quando chegou na eleição do ano passado, tínhamos feito uma aliança de oito anos com João Coser, com o PT, tínhamos feito o planejamento estratégico de ficar com o PT, que garantiria nossos dois vereadores, mas sofremos uma intervenção e o partido foi levado para o PSDB e nós perdemos 50% da bancada. O projeto lá era pessoal, não era um projeto para Manato, então, eu procurei uma alternativa. – Apesar de o senhor estar à frente do PDT de Vitória, houve essa intervenção… – Houve essa intervenção e foi uma opção ruim para o PDT, foi um casamento na Justiça, no cartório. Isso foi ruim para o PDT que se enfraqueceu em Vitória. Como eu tenho boa relação com o Audifax… – Vocês foram do mesmo partido… – Estivemos juntos no partido. Fui preterido em 2004 para ele ser o candidato a prefeito e eu aceitei bem. Ele me chamou para construir um projeto juntos no dia 2 de fevereiro de 2011. Eu perguntei qual era o projeto. Ele disse que o projeto era Audifax prefeito da Serra. Eu avaliei que não havia conflito com o meu projeto que é ser deputado federal. Ele garantiu que eu seria o candidato a deputado federal do grupo, logicamente outros candidatos virão, no caso o Vandinho (PR), que vai ter o espaço dele também. Onde você não tem espaço, que eu cheguei ao fundo do poço com 7,5 mil votos, todas as lideranças que trabalharam comigo foram tiradas, eu tive mais votos em Vitória do que na Serra. – Essa decisão de o senhor subir no palanque de Audifax não gerou represálias internas do PDT? – Eu não me expus. Eu não fui para a rua, não fui para reunião, não fiz exposição pública para não ferir o partido, mantive a ética partidária, mas trabalhei intensamente por um ano e oito meses na construção dessa candidatura. Trabalhei formando aliados, chapa de vereadores, discutindo plano de governo, discutindo estratégia, captação de recursos, mas sem ir para a rua, para não ter problema partidário. Não fiz isso. – Dos oito prefeitos, quais são seus e quais são dos outros? –  Eu participei da campanha do Eduardo Stur, em Santa Maria de Jetibá;  da Vera Costa, em Guaçui; do Paulo Coradini, em Governador Lindenberg; do Ubaldo Martins, em Bom Jesus do Norte; do Nozinho Correa, em Linhaes, mais modestamente. Não participei da campanha do Marcelo Coelho, em Aracruz, porque ele não precisava. Não participei da campanha do Rogério Cruz, em Iúna, por não acreditar na campanha, já tive problemas pessoais com ele. Ajudamos ele em 2006, 2008 e quando chegou na minha campanha, em 2010, ele virou as costas para mim. Nas outras participei ativamente, pedindo que os candidatos me ajudem na eleição de deputado federal. Com Nozinho e com Marcelo, o pedido que eu fiz a eles, nesses municípios que têm colégios eleitorais grandes, é que lancem candidato. Eu não sou egoísta, eu não quero tudo para mim e nós temos uma legenda. Então, o compromisso do Nozinho e do Marcelo é de ter candidatura própria do PDT nesses municípios a deputado federal. – Fora do PDT o senhor também apoiou outras candidaturas, ampliando sua base. – Eu fui o primeiro candidato com mandato a entrar na campanha de Marquinhos em Anchieta e tenho o apoio dele para deputado federal. Eu participei da campanha de Dr. Jander [Nunes], do PSDB, em Marataízes. Participei da campanha de Amanda Quinta, do PTB, em Presidente Kennedy. Participei também da campanha de Paulo Lemos, do PMDB, em Linhares (ele é Manato), o Esmael Loureiro, do PMDB, em Sooretama. Tenho de 10

19/01/2013 / 0 Comments
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