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Século Diário

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Ministro do STF nega liminar para impedir análise de veto dos royalties

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O presidente em exercício do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Ricardo Lewandowski, negou, nesta quarta-feira (16), o pedido de liminar impetrado por três parlamentares do Espírito Santo para impedir que o Congresso Nacional delibere sobre o veto à Lei dos Royalties. Na decisão, o magistrado reafirmou a autonomia do Legislativo para apreciar o texto que trata das novas regras de partilha de royalties pela exploração de petróleo. O mandado de segurança (MS 31832) foi ajuizado pelo senador Magno Malta (PR) e pelas deputadas federais Sueli Vidigal (PDT) e Lauriete (PSC), após a concessão de uma liminar pelo ministro Luiz Fux, que impedia a análise do veto antes da apreciação dos três mil vetos pendentes. No processo, os parlamentares pediam a suspensão da sessão do Congresso até a designação de uma comissão mista para estabelecer um calendário de tramitação para cada um dos vetos. Na época da proposta, o temor da bancada capixaba era a votação de todos os vetos em uma única sessão, hipótese que gerou até a confecção de uma inusitada cédula de votação com 460 páginas. No entanto, a votação – classificada pelos autores da ação como um “verdadeiro contorcionismo” – acabou não ocorrendo. Apesar disso, o ministro Lewandowski invocou o princípio da “independência dos poderes” para ratificar o entendimento que o Legislativo é soberano para analisar os vetos. Na decisão, o ministro afirmou que “o regime republicano partilha o poder, de forma horizontal, entre o Legislativo, o Executivo e o Judiciário, que ‘independentes e harmônicos entre si’ (artigo 2º da Constituição)”. Ele considerou ainda que os questionamentos sobre a interpretação de normas regimentais do Congresso devem ser resolvidos exclusivamente no âmbito do Poder Legislativo. No texto, o presidente em exercício do STF esclareceu que o ato impugnado neste mandado de segurança não foi objeto do mandado de segurança relatado pelo ministro Fux – cuja liminar foi deferida em 17/12/2012 –, “uma vez que a referida decisão não cuidou do ato de colocar em votação, em ordem cronológica, todos os vetos pendentes no âmbito do Congresso Nacional, em sessão conjunta”.

16/01/2013 / 0 Comments
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Estrutural vai recorrer de desclassificação em licitação no DER-ES

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A empresa Estrutural Construtora e Incorporadora entrou com recurso contra a desclassificação em uma concorrência pública do Departamento de Estradas e Rodagens do Estado (DER-ES). Nesta quarta-feira (16), a presidente da comissão licitante do órgão, Fernanda Leal Reis, comunicou a interposição do recurso da empresa do primo do ex-governador Paulo Hartung (PMDB) contra a inabilitação na licitação para serviços de terraplanagem e pavimentação no norte do Estado. No início deste mês, a empresa de Braulino Gomes foi desclassifica da Concorrência Pública 043/2012 por conta de uma punição imposta pelo Instituto de Obras Públicas do Estado (Iopes), que impede a participação da Estrutural em licitações públicas. Durante a fase de habilitação do certame, a Procuradoria do DER-ES entendeu que houve violação ao item 3.1 do edital, que trata da impossibilidade de participação de empresas com restrições. No aviso publicado no Diário Oficial, a presidente da comissão licitante abriu o prazo de cinco dias para que as empresas interessadas possam entrar com impugnação ao recurso. A defesa da Estrutural contesta a restrição que impediu até mesmo a apresentação o envelope com a proposta econômica para o certame avaliado em R$ 2,69 milhões.  O advogado Davi Gomes, que representa a empresa do irmão, argumenta que os efeitos da punição só teriam validade após o trânsito em julgado. “A penalidade inclui o direito à ampla defesa, mas os efeitos já estão sendo aplicados mesmo sem a conclusão da fase de recursos”, afirmou. A previsão é de que o recurso seja analisado apenas no final deste mês. O caso da empresa ligada ao parente do ex-governador não é o único dentro do órgão. Na última semana, a diretora-geral do DER-ES, Tereza Maria Sepulcri Netto Casotti, aplicou as mesmas penalidades às empresas Blokos Engenharia e Reis Magos Construtora e Incorporadora. Elas foram proibidas de contratar e até mesmo participar de licitações com o órgão. O prazo do “gancho” às empresas varia de um a dois anos.   

16/01/2013 / 0 Comments
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Casagrande sanciona orçamento do Estado para 2013

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O governador Renato Casagrande sancionou, nesta quarta-feira (16), o texto do orçamento do Estado para este ano. O texto da Lei Orçamentária Anual, publicado no Diário Oficial, apresenta o valor global de R$ 13,99 bilhões em receitas. Um dos destaques da peça orçamentária, aprovada pela Assembleia Legislativa no início de dezembro, é o total de repasses para o Tribunal de Justiça e o Ministério Público que, somados, devem ultrapassar a casa do R$ 1,1 bilhão. O Poder Executivo estadual prevê a aplicação de R$ 1,6 bilhão dos quase R$ 14 bilhões em investimentos com recursos próprios. Deste total, a área de Segurança Pública deve ficar com R$ 100 milhões, enquanto os convênios com os municípios chegam a R$ 200 milhões e os custos com a reestruturação de cargos e carreiras podem alcançar R$ 164 milhões este ano. O texto destina também cerca de R$ 200 milhões para o pagamento de precatórios, enquanto o Transcol Social – subsídio do Estado para as empresas que  operam o sistema de transporte coletivo da Grande Vitória – deve atingir um novo recorde histórico, com desembolsos na ordem de R$ 82,5 milhões.   Entre os investimentos nas áreas consideradas essenciais, como Educação e Saúde, o governo prevê a construção, ampliação e modernização de escolas, a entrega dos dois novos hospitais Estaduais: o São Lucas, em Vitória, e o Dr. Jayme Santos Neves, na Serra, além do início das obras do novo Hospital Estadual Infantil de Vitória. Além do repasses para as várias pastas e órgãos da administração pública, a peça orçamentária prevê os recursos que sairão do caixa do Estado para os poderes Legislativo, Judiciário e Ministério Público. Neste ano, o orçamento da Assembleia será de R$ 173,3 milhões, enquanto o Tribunal de Contas do Estado (TCE) – órgão auxiliar do Legislativo – deve ficar com R$ 125,7 milhões. Esses valores ficam bem distantes dos repasses previstos para os órgãos ligados ao Judiciário. O Tribunal de Justiça deve contar com uma dotação orçamentária de R$ 920 milhões – deste total, R$ 823,5 milhões sairá dos cofres públicos, enquanto o restante deverá vir do Fundo Especial do Poder Judiciário (Funepj). Já o Ministério Público deve contar com R$ 311 milhões neste ano – as cifras não incluem futuras receitas com o Fundo Especial do Ministério Público, que tramita na Assembleia.

16/01/2013 / 0 Comments
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Após solicitação de vereadores, Rodney aceita discutir alternativa ao CRAM-VIVE

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Não fosse alertada pelos movimentos sociais a possibilidade de extinção do Centro de Referência Especializado no Atendimento a Mulheres Vítimas de Violência Doméstica de Vila Velha (CRAM-VIVE), o prefeito Rodney Miranda teria passado a proposta sem discussão, já que era previsto na minirreforma alternativa do Executivo a extinção do Centro.    Nessa terça-feira (15), a Câmara Municipal aprovou a minirreforma administrativa, mas a discussão em torno do instrumento de proteção às mulheres vítimas de violência doméstica ainda deve ser feita em conjunto com movimentos sociais.    Antes da votação da minirreforma, os vereadores se reuniram com o prefeito para cobrar alternativas à extinção do CRAM-VIVE, já que o fim do centro de referência está na contramão dos programas federais de proteção às mulheres.    O vereador Zé Nilton (PT) em conjunto com outros vereadores propuseram um texto substitutivo à extinção do centro. Segundo Zé Nilton, houve uma reunião com o prefeito para discutir a questão.    Em pronunciamento na Câmara na sessão de terça-feira, Zé Nilton ressaltou que homens e mulheres são atingidos pela violência de diferentes formas em nossa sociedade. “Enquanto os homens tendem a ser vítimas de violências praticadas nos espaços públicos, as mulheres sofrem com a violência que se manifesta dentro de suas próprias casas”, por isso a necessidade de um instrumento específico para atender a essa parcela da população.    O vereador também lembrou que 41% dos homicídios de mulheres ocorridos no País foram decorrentes de violência doméstica, de acordo com o Mapa da Violência 2012 – homicídios de mulheres no Brasil. Além disso, o Estado ocupa a primeira colocação no ranking de homicídios de mulheres. De acordo com o Mapa, são 9,8 homicídios de mulheres por grupo de 100 mil habitantes, mais que o dobro da média nacional, que ficou em 4,6.    Vila Velha também é um dos 100 municípios mais violentos do País, demandando políticas públicas para conter os índices alarmantes.    O vereador também lembrou as medidas que estão sendo tomadas em âmbito federal para frear a estatística de violência domestica. Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres do Governo Federal, baseada nas deliberações da I Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres, elaborou a Política Nacional de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres.   Além disso, o II Plano Nacional de Políticas para as Mulheres estabelece que a intervenção pública deve desenvolver ações que desconstruam as desigualdades e combatam as discriminações de gênero; interfiram nos padrões sexistas ou machistas ainda presentes na sociedade brasileira; promovam o empoderamento das mulheres; e garantam um atendimento qualificado e humanizado às mulheres em situação de violência.    Nesse sentido, o grupo de vereadores solicitou que seja promovido o debate com os movimentos sociais de proteção e defesa de mulheres vítimas de violência – como o Fórum de Mulheres do Espírito Santo – para a estruturação de um instrumento no município que esteja em consonância com o que vem buscando o governo federal.    De acordo com Zé Nilton, o prefeito se comprometeu a estabelecer o diálogo com os movimentos sociais para a construção do instrumento. O vereador disse que vai cobrar com o mandato e os movimentos sociais também para que a política pública saia do papel.    Em nota, a prefeitura de Vila Velha informou que o CRAM-VIVE não será extinto, mas reestruturado para oferecer atendimento às mulheres vítimas de violência e ainda que todas as funções que são de competência do Centro agora ficam sob a supervisão e acompanhamento da Secretaria de Prevenção e Combate à Violência, comandada pela secretária Fabiana Maioral.

16/01/2013 / 0 Comments
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Tamar registra recorde de tartarugas gigantes em desova no norte do ES

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O Projeto Tamar registrou, nesta temporada (2012/2013), uma presença recorde de tartarugas marinhas gigantes fêmeas (Dermochelys coriacea) desovando nas praias de Regência, Povoação e Pontal do Ipiranga, todas em Linhares, norte do Estado. Na atual temporada, foram marcadas 27 fêmeas da espécie gigante, 11 a mais do que na última temporada (2011/2012).   As informações são da base do Tamar na Reserva Biológica de Comboios, que é considerada a única área regular em todo o País de desova desta espécie de tartarugas.   O oceanógrafo do Tamar na base de Comboios Henrique Filgueiras afirma que já há indícios de que os primeiros filhotes desta espécie, que foram protegidos nas temporadas anteriores, já estão voltando para desovar. “As fêmeas recém-encontradas são novas e não tinham sido marcadas. Esse número é o recorde dos recordes e estamos falando de uma espécie que está ameaçada de extinção”, afirma Filgueiras.   O Tamar monitora ninhos depositados nas praias de Regência e Povoação desde 1982. Segundo os registros do projeto, há 30 anos foram marcadas 15 fêmeas de tartaruga, sendo uma da espécie gigante e o restante da cabeçuda.   Os meses de janeiro e fevereiro são marcados pelas aberturas dos ninhos das tartarugas, período em que há nascimentos quase diariamente. “Entre os meses de outubro e dezembro, acontecem as desovas, e nosso trabalho é monitorar e marcar as fêmeas e os ninhos. Em janeiro e fevereiro, é o pico de nascimento das tartarugas, e nós as monitoramos e as protegemos”, explica Filgueiras.    Em Regência, por exemplo, quando há algum ninho para ser aberto, o Projeto Tamar permite à comunidade acompanhar de perto o trabalho de sua equipe. 

16/01/2013 / 0 Comments
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Associação de Guarapari revela preocupação com restinga

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Na praia de Santa Mônica, ao norte da cidade de Guarapari, a plantação de uma área de restinga tem trazido problemas para moradores desde meados de 2012. Após a prefeitura do município ter solicitado liberação ao Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema) para construir um calçadão na praia, o órgão exigiu como contrapartida o plantio de restinga.    A exigência de uma contrapartida ambiental a construções – e outros tipos de empreendimento que levem algum dano ao meio ambiente – é procedimento de praxe em órgãos ambientais de todo o país.   Porém, ao cumprir as exigências do órgão, a prefeitura escolheu uma planta de restinga elevada, com altura superior a três metros, conhecida como “Verônica”. E é exatamente o tamanho dessa vegetação que tem trazido problemas aos moradores: o local está servindo de abrigo a usuários de drogas, depósito de lixo e inclusive para pessoas manterem relações sexuais.   As informações são do presidente da Associação Representativa da Região Norte de Guarapari (Arreng), Ivo Sant’Anna. O morador questiona o porquê da escolha da vegetação, já que havia a possibilidade de se plantar tipos menores, como o conhecido por “feijão da praia”, vegetação rasteira típica de restinga.    Segundo ele, já foi solicitado ao Iema e à prefeitura no mínimo a poda da vegetação. Porém, foi respondido que, por se tratar de contrapartida ambiental, nada poderia ser feito. Sant’Anna também reclama da relação dos órgãos públicos, que não teriam dado a atenção devida aos pedidos e às denúncias.   Além das práticas ilícitas que estão sendo praticadas no local, a vegetação chegou a tal tamanho que obstruiu certas partes do próprio calçadão.    O problema foi levado também ao Promotor de Justiça da Comarca de Guarapari, em ofício datado de 19 de novembro de 2012, mas, até agora, nada foi feito. Sant’Anna afirma que há a preocupação dos próprios moradores tomarem providências “pelas próprias mãos” – cortando ou até queimando a vegetação.

16/01/2013 / 0 Comments
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Manato passa de vítima do PDT a coordenador de campanha em Guarapari

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O deputado federal Carlos Manato (PDT), que já demonstrou para o mercado político em 2010 sua capacidade de sobrevivência no árido terreno eleitoral, agora vem se movimentando nas eleições municipais em busca de fortalecimento para 2014. Na eleição de 2012, seu principal movimento foi na Serra. Contrariando o palanque do próprio partido, o PDT, que defendia a reeleição do prefeito Sérgio Vidigal, Manato subiu no palanque de Audifax Barcelos (PSB). Eleito, o prefeito garante o apoio ao deputado na disputa pela reeleição para a Câmara dos Deputados no próximo ano. Manato exerceu seu primeiro mandato de deputado na Serra, levado por Vidigal. Mas nas eleições subsequentes, em 2006 e 2010, foi abandonado pela Executiva do partido. Como também não encontrou abrigo no grupo do ex-governador Paulo Hartung, procurou outras formas de captar votos. Ele se tornou o candidato natural da Igreja Maranata e conseguiu se manter em Brasília. Mas não foi só na Serra que Manato buscou novos ares políticos. Ele foi coordenador de campanha do candidato a prefeito em Viana, Gilson Daniel (PV). O verde venceu a eleição e com isso, Manato se fortaleceu também naquele colégio eleitoral. E não parou por aí. Na eleição extemporânea em Guarapari, que acontecerá em fevereiro próximo, Manato também já buscou um posicionamento de destaque e está na coordenação da campanha de Carlos Von (PSL). O candidato, que terminou a disputa de 2012 em terceiro lugar, apresenta um crescimento na disputa extemporânea com a saída da disputa do ex-prefeito Edson Magalhães (sem partido). A vitória dos candidatos que apoia garante um fortalecimento da imagem de Manato. Mas independentemente do resultado em Guarapari, o deputado federal ocupa espaço político naquele município.  

16/01/2013 / 0 Comments
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O carnaval da Novo Império e da Pega no Samba

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A previsão dos Maias, felizmente, estava errada e o mundo não acabou. Aproveitando o apocalipse fracassado a escola de samba Novo Império (Vitória) resolveu brincar com o tema e levar um fim do mundo animado para o Sambão do Povo. A escola é a segunda a desfilar na sexta-feira, 1º de fevereiro.    “Pensamos em um carnaval mais cômico, voltado às sátiras”, explica Cosme Mattos, presidente da agremiação. O samba-enredo começa dizendo que o mundo vai acabar em samba, mas nem tudo é alegria para a escola, que está correndo contra o tempo para terminar tudo no prazo. “Tivemos algumas dificuldades financeiras, mas estamos trabalhando muito para fazer bonito na avenida e ganhar o carnaval”, diz, esperançoso.   A escola do bairro Santo Antônio entrará no Sambão com quatro carros alegóricos, todos com movimentos. “O primeiro carro é sobre os desastres naturais, o outro pede a paz e a união dos povos, o terceiro homenageia sambistas que já morreram e o último celebra um novo recomeço após o não fim do mundo”, conta Cosme.   A Pega no Samba (também de Vitória), que também faz parte do Grupo Especial, irá desfilar no mesmo dia. Com o samba-enredo que homenageia as origens da escola, a agremiação vai contar a história da antiga escola de samba capixaba Amigos da Gurigica.          O carnavalesco Rodrigo Sampaio conta que a Amigos da Gurigica fez carnavais lindíssimos e ganhou muitos títulos para a comunidade. “Com o nosso desfile queremos homenagear os antigos desfiles e também os bailes de máscara”, diz.   Antigos participantes vão participar desfilando no quarto e último carro da agremiação e para a comissão de frente a organização promete surpresas. As fantasias e as estruturas maiores já estão em fase de finalização e Rodrigo está animado. “Sei que o carnaval está competitivo, mas estamos trabalhando muito para mostrar a força da comunidade no Sambão do Povo”.

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CNJ vai acompanhar apuração de tortura a 52 presos no Xuri

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O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) vai acompanhar as denúncias de tortura no Estado – principalmente a ocorrida no dia 2 de janeiro e divulgada pelo Tribunal de Justiça do Estado (TJES) na última sexta-feira (11) – através do Departamento de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e do Sistema de Execução de Medidas Socioeducativas (DMF/CNJ).     De acordo com declarações do juiz Luciano Losekann, coordenador do DMF ao portal da instituição, mesmo com os avanços já atingidos no sistema carcerário do Estado, é necessário que sejam tomadas medidas para punir os responsáveis pela tortura na Penitenciária Estadual de Vila Velha III (PEVV III), localizada no Complexo de Xuri.    O juiz se referia ao fato ocorrido em 2 de janeiro, quando 52 detentos foram retirados das celas para procedimento que consistia em permanecerem sentados, nus em um piso de cimento quente. O ato provocou queimaduras severas nos detentos e só foi denunciado no na última quinta-feira (10). Os presos ficaram seis dias sem atendimento médico e as visitas foram suspensas após o episódio, que só veio à tona por meio de denúncia anônima.   Losekann declarou, ainda, que o TJES agiu imediatamente neste caso, determinando as medidas cabíveis, só restando o resultado das investigações.    Protocolo de Istambul   O CNJ estuda a possibilidade de edição de uma resolução sobre o Protocolo de Istambul, que orienta sobre regra a serem seguidas em casos de tortura. O TJES já adotou o Protocolo de Istambul, editado pela Organização das Nações Unidas (ONU), através da Resolução 035/2012, orientando os magistrados do Estado a seguirem o Protocolo em casos de denúncias de tortura.     Ministério Público   O procurador-geral de Justiça, Eder Pontes, designou o promotor Danilo Raposo Lírio, que atua na Promotoria de Justiça de Vila Velha para acompanhar as investigações contra os detentos da PEVV III.    A designação ocorreu depois de uma reunião entre o procurador-geral e o presidente da seccional de Vitória da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-ES), Homero Mafra. Além de Danilo Raposo – que vai fazer o acompanhamento da fase de apuração dos fatos – também deve acompanhar o ato o promotor natural do caso, que vai receber o inquérito policial por meio da distribuição da Secretaria das Promotorias de Justiça de Vila Velha. 

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MPES abre processo para escolha da lista tríplice da vaga em órgão de controle

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  O procurador-geral de Justiça, Eder Pontes da Silva, abriu nesta quarta-feira (14) o processo de elaboração da lista tríplice do Ministério Público Estadual (MPES) para a disputa de uma vaga na composição do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), em Brasília. Os membros da instituição têm até o próximo dia 26 para se inscrever na seleção. A relação será encaminhada ao órgão de controle, que poderá acolher a indicação de um promotor ou procurador de Justiça capixaba.   De acordo com a Resolução nº001/13, publicada no Diário Oficial do Estado, os membros interessados deverão ter mais de 35 anos de idade e 10 anos de carreira na instituição. Os registros de candidatura deverão ser apreciados pela comissão eleitoral do pleito, marcado para o dia 22 de fevereiro. Os trabalhos de fiscalização serão coordenados pelos procuradores José Marçal de Ataíde Assi, Célia Lúcia Vaz de Araújo e Domingos Ramos Ferreira.   Mesmo com a escolha na lista do Ministério Público Estadual (MPES), a possibilidade de um promotor ou procurador de Justiça local figurar na lista é restrita. Uma vez que todos os MPs dos estados – que tem direito a três das 14 vagas de conselheiros – adotam o mesmo procedimento de escolha, por determinação da Procuradoria-Geral da República. As vagas no Conselho são abertas a cada dois anos. Desta vez, elas correspondem à composição do plenário no biênio 2013/2015.   No último processo de seleção, em 2011, apenas dois promotores de Justiça do Estado participaram das eleições para a formação de lista tríplice: Dilton Depes Tallon Neto, que teve 208 votos, e Luis Augusto Suzano, com 151 votos. Mesmo com a indicação, os nomes dos promotores não foram aprovados pelo Senado Federal, que aprova os nomes dos candidatos que vão para a escolha da presidente da República.   A eleição para a lista segue o mesmo rito para a escolha de outros cargos do Ministério Público, como a chefia da Procuradoria-Geral de Justiça e do Conselho Superior do MP. Mesmo assim, a instituição registrou uma forte abstenção dos votantes na última eleição interna para formação da lista do postulantes ao CNMP, fato que implicou na aprovação de punições (perda de um dia de vencimento) para os membros faltosos – que não justificaram a ausência.

16/01/2013 / 0 Comments
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