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ANS suspende planos de 28 operadoras de saúde até, pelo menos, março deste ano

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A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) divulgou nesta quinta-feira (10) a lista com a suspensão de 225 planos de saúde de 28 operadoras no País. A partir de segunda-feira (14) esses planos não poderão ser comercializados.    Na lista da ANS consta uma operadora sediada no Estado, a SMS – Assistência Médica Ltda. Nove planos de saúde da operadora já tinham comercialização suspensa desde outubro de 2012 por descumprimento dos prazos máximos de atendimento definidos pela ANS. Na lista divulgada nesta quinta foram incluídos mais quatro planos do SMS Saúde.    A venda dos planos de saúde deve ficar suspensa até março, mas prazo pode ser prorrogado em caso de reincidência. Os clientes de planos de saúde que estão com as vendas suspensas não sofrem alteração nos direitos. A suspensão é somente para a incorporação de novos clientes.    Outra operadora de saúde que teve três planos com venda suspensa foi a Saúde Assistência Médica Internacional Ltda. Apesar de ser sediada em São Paulo, a operadora foi alvo de uma polêmica no Estado em 2012.    A pedagoga Mary Stela Camillato fingiu ter uma arma e fez a gerente do plano de saúde refém em Vitória. Em depoimento ao jornal Folha de S. Paulo, a pedagoga relatou os momentos de tensão daquele dia. Ela contou que tinha uma liminar para garantir a garantir o atendimento ao pai, mas o plano não acatava.    Ela explicou que o único hospital credenciado pelo plano para internação do pai dela – que descobriu um câncer após uma tomografia no crânio – não tinha a especialidade necessária, que é oncologia. Ao entrar em coma, teve de ser transferido para um terceiro hospital, já que a Justiça havia determinado a internação. De acordo com o depoimento dela, o plano havia negociado pagamento particular e o hospital deu alta ao paciente, já que a dívida estava muito grande. Ele ficou 15 dias sem atendimento, até que uma nova determinação judicial fosse emitida.    Em um dia de quimioterapia agendada, o hospital entrou em contato com a pedagoga pedindo que ela não levasse o pai, já que o plano estaria pendente com valores. Ainda assim, ela compareceu ao hospital e depois foi à sede do plano, em Vitória questionar a gerente do plano, que respondeu que não tinha dinheiro para o tratamento, segundo depoimento de Mary e, num ato de desespero disse estar armada pata tentar conseguir atendimento.   A pedagoga contou ao jornal, ainda, que no escritório havia mais de 50 idosos aguardando para solucionar problemas semelhantes ao que ela tinha.  

10/01/2013 / 0 Comments
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Espírito Santo passa a adotar nono dígito no número do celular em outubro

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  Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) definiu as datas para os estados e municípios que passarão a adotar o nono dígito para telefonia celular. Os estados do Espírito Santo e Rio de Janeiro passam a usar o nono dígito a partir do dia 27 de outubro.    Com a mudança, o usuário deve incluir o dígito 9 no início do número do celular a ser digitado. As cidades do interior de São Paulo adotam o sistema a partir de 25 de agosto. O nono dígito já é usado na capital paulistana.    A Anatel estabeleceu prazo limite para a implementação do nono dígito. Para o Espírito Santo, o prazo é 31 de janeiro de 2014. Após a adoção do novo número, as ligações com oito dígitos serão interceptadas e o usuário ouvirá mensagens com orientações sobre a nova forma de discagem.   A medida padroniza o plano de numeração da telefonia celular em todo o Brasil e amplia os recursos de numeração em cada área. No ano passado, a mudança foi implementada nos celulares da área 11, em São Paulo. A previsão da agência reguladora é que até o final de 2016 o nono dígito esteja implantado em todo o país.

10/01/2013 / 0 Comments
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Vitória vai fazer chamada pública para compra de alimentos da agricultura familiar

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A prefeitura de Vitória vai realizar, no próximo dia 21, uma chamada pública para comprar alimentos de provenientes de agricultura familiar, que serão destinados à alimentação de todos os estudantes da rede municipal de ensino. A sessão será realizada às 9h, no auditório da Secretaria Municipal de Educação (Seme), em Itararé.   A chamada pública atende à resolução nº 38/2009 do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), que dispõe sobre o atendimento da alimentação escolar aos alunos da educação básica. Cada agricultor que possua, por meio de cooperativa ou associação, o Documento de Aptidão Pessoa Física (DAP), está habilitado para fornecer produtos até o valor de R$20 mil anuais. Serão priorizados os alimentos orgânicos.   Segundo a Seme, a cada ano novos produtos são adicionados à lista de compra. Os alimentos adquiridos pela secretaria vão compor a alimentação de estudantes das 99 unidades de ensino na capital.    O edital da chamada pública pode ser lido aqui.

10/01/2013 / 0 Comments
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Associação critica veto à lei que concedia autonomia financeiras às defensorias públicas

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O presidente da Associação dos Defensores Públicos do Espírito Santo (Adepes), Leonardo Oggioni Miranda, criticou o veto da presidente Dilma Rousseff ao texto da PLC 144/11, que concedia autonomia financeira às defensorias públicas de todo País. “O maior prejuízo é da sociedade. A nossa grande luta é pela igualdade entre os órgãos do Judiciário, já que a autonomia financeira é constitucional, mas ela não existe na prática”, argumenta o dirigente.    O defensor público afirmou que toda a categoria foi pega de surpresa com o veto presidencial à matéria aprovado por unanimidade no Congresso. “O projeto de lei foi apresentado pelo líder do governo, recebeu todos os pareceres favoráveis do governo. Mas acabou sendo vetado sob o argumento de que o mesmo é ‘contrário ao interesse público’, de acordo com a posição defendida pelos secretários estaduais de Fazenda”.    Na opinião de Leonardo Oggioni, a população será a maior prejudicada caso o veto seja mantido. “Mais uma vez, o interesse da população carente de nosso País sucumbiu aos interesses políticos e pela desorganização das finanças públicas estaduais. É indiscutível o fato de que a maioria da população pobre não possui literalmente defesa alguma”, explicou.    Ele citou a falta de recursos para a expansão dos serviços para todos os municípios do Estado. Apesar de reconhecer que houve uma melhora, a situação está longe de ser a ideal, segundo ele. Hoje, os serviços do órgão não estão disponíveis em todas as comarcas, como ocorre com o Ministério Público e o Poder Judiciário.    Caso a medida fosse sancionada, o orçamento da Defensoria Pública estadual poderia ser ampliado em até cinco vezes – dos atuais R$ 50,55 milhões para a casa dos R$ 200 milhões anuais. O dirigente explicou que o texto previa a implantação progressiva da destinação de um percentual mínimo de 2% dos orçamentos líquidos dos estados para os órgãos.    Oggioni cita que o orçamento da Defensoria é mínimo quando comparado com o do Ministério Público (aproximadamente R$ 300 milhões) e do Tribunal de Justiça (próximo a R$ 900 milhões). “Existe uma clara desproporcionalidade entre os órgãos de justiça, em especial entre acusação e defesa. Isso interfere obviamente na implementação da igualdade e na busca da justiça social em nosso País”, criticou.    O presidente da Adepes confirmou a participação da associação capixaba no ato nacional, convocado pela Associação Nacional dos Defensores Públicos (Anadep), para o próximo dia 6 de fevereiro, em Brasília. A ideia do movimento é sensibilizar os parlamentares para a necessidade de garantir melhores condições às defensorias públicas de todo País.    “O nosso público-alvo é a população carente, que é a ampla maioria da população. A parcela que não tem para quem recorrer, pois nem sempre existe um defensor em sua cidade. Mesmo onde existem profissionais, o número é extremamente reduzido. O projeto possibilitaria um acelerado investimento da Defensoria no intuito de levar o acesso à justiça à quase totalidade da população brasileira, mas nem sempre isso interessa a todos”, justificou.

10/01/2013 / 0 Comments
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Justiça do Estado concluiu mais de 10 mil inquéritos de violência doméstica

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Um levantamento da Coordenadoria da Violência Doméstica do Tribunal de Justiça do Estado (TJES) mostra que nos últimos cinco anos, foram concluídos 10.011 processos relativos à violência doméstica de 14.994 registrados na Justiça estadual. Em 2012 foram condenados 453 homens por prática de violência doméstica, o que representa menos de 5% dos processos concluídos na Justiça.   Os altos índices de violência contra a mulher e de homicídios de mulheres no Estado levou o Espírito Santo a ser escolhido como estado-piloto para as ações da campanha “Compromisso e Atitude: a lei é mais forte”, lançada no Estado no dia 27 de agosto de 2012 e implementada nacionalmente na segunda-feira (7).    Uma das medidas que prevê a campanha é a prioridade para julgamento de casos de assassinatos de mulheres no Tribunal do Júri. A medida pode fazer com que a celeridade da lei Maria da Penha (n° 11.340/2006) seja cumprida.    Um dos resultados da campanha no Estado é a conclusão rápida de inquéritos que apuram violência contra a mulher registrados na Delegacia de Homicídios e Proteção à Mulher (DHPM). Desde a inauguração da delegacia, em 2010, até setembro de 2012 foram 204 inquéritos abertos para a investigação de assassinatos de mulheres, sendo que 138 foram esclarecidos e encaminhados à Justiça.    Um dos casos de grande repercussão que deve ir a julgamento neste ano é o do policial militar Carlos Magno Feu Júnior, acusado de matar a mulher, Juliana de Jesus dos Santos no dia 4 de julho de 2011 com três tiros na frente ao filho do casal, na época com 11 meses, em Nova Almeida, na Serra.   Atualmente o acusado está preso no Manicômio Judiciário, depois de ter conseguido comprovar, após o crime, que sofre de insanidade mental.

10/01/2013 / 0 Comments
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CNJ vai apurar por que o TJ capixaba não promoveu juízes por antiguidade

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  Depois da rejeição consecutiva à indicação de três juízes ao cargo de desembargador, o Conselho Nacional de Justiça vai apurar o expediente no Tribunal de Justiça do Estado (TJES). O conselheiro Jefferson Luís Kravchychyn pediu informações ao tribunal sobre a abertura de sindicância contra os três magistrados preteridos, entre eles, o desembargador Roberto da Fonseca Araújo – promovido após intervenção do órgão de controle.    No despacho, o conselheiro pediu a remessa da cópia integral dos processos envolvendo os juízes Robson Luiz Albanez e Arthur José Neiva de Almeida, respectivamente, o primeiro e segundo na lista de antiguidade do TJES, além do processo contra o desembargador Roberto Araújo. No caso dos dois juízes, eles acabaram perdendo a vaga por antiguidade para a juíza Eliana Junqueira Munhós Ferreira, que figurava abaixo deles na lista.    Para os meios jurídicos, a expectativa é de que a iniciativa do órgão de controle restrinja essa prática, que saiu do campo de exceção para se tornar uma regra nas eleições internas do TJES. Desde a deflagração da Operação Naufrágio, maior escândalo na história do Judiciário capixaba, os desembargadores estão adotando critérios mais rigorosos na escolha dos membros do Tribunal Pleno.    No entanto, o rigor maior na análise das promoções é visto nos bastidores como uma forma de restringir o processo de escolha aos nomes com menor resistência por parte dos atuais desembargadores. Tanto que os últimos promovidos por antiguidade sequer estavam no topo de lista, mas já haviam sido votados ou figurado nas listas tríplices pelo critério de merecimento.    De acordo com a Lei Orgânica da Magistratura (Loman), a promoção deve ser feita com base em dois critérios: antiguidade e merecimento. No entendimento do tribunal, a promoção por antiguidade não é um direito líquido e certo dos juízes com mais tempo na carreira.    Apesar da rejeição à indicação ser prevista em legislação, fontes consultadas questionam episódios que são acompanhados pelas rejeições. Nas últimas eleições, as recusas foram precedidas pelo surgimento às vésperas dos pleitos – ou até mesmo durante a votação, como ocorreu no caso do juiz Arthur Neiva – de notícias de supostas infrações cometidas pelos juízes, o que culminou com a abertura de sindicâncias.

10/01/2013 / 0 Comments
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Arlindo Cruz lança novo DVD em Vitória

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  “É caminho de Ogum e Iansã, / lá tem samba até de manhã”, Arlindo Cruz canta com orgulho que o seu lugar é em Madureira, bairro da Zona Norte do Rio de Janeiro. O sambista e compositor que ficou conhecido no grupo Fundo de Quintal exalta sua cidade natal mais uma vez no novo DVD, Batuques do Meu Lugar, que será lançado em Vitória nesta sexta-feira (11), no Ilha Shows.   Antes de ficar conhecido para o grande público, Arlindo teve suas composições gravadas por grandes nomes do samba e do pagode como Zeca Pagodinho, Beth Carvalho, Alcione. Ao todo são mais de 550 músicas gravadas por diversos artistas.   Arlindo também é considerado o responsável pela introdução do banjo no samba. Esse novo trabalho, lançado em DVD e também em CD, foi gravado na Praça XI no Rio de Janeiro e vem celebrar a importância e a influência de Arlindo Cruz sobre gerações de músicos brasileiros.    O sucesso do artista extrapola as fronteiras brasileiras. Ele acabou de chegar de uma turnê pela Europa que passou pelas capitais da Itália, da Suíça e da França. Além disso, ele comemora 30 anos de careira, que começou quando o músico ainda era um garoto de  sete anos, ao ganhar seu primeiro cavaquinho.    Sua estreia não demorou muito. Ele foi convidado a tocar cavaquinho em um disco do sambista portelense Candeia. Logo depois Arlindo passou a frequentar a roda de samba do Cacique de Ramos, bloco carnavalesco originário do subúrbio carioca.   O grupo Fundo de Quintal é um capítulo à parte na sua carreira: ele foi integrante do grupo durante doze anos e foi fundamental na construção do samba a partir de meados da década de 1980. Arlindo deixou o grupo em 1993 e deu início à carreira solo.   Batuques do Meu Lugar é seu segundo e conta com músicas inéditas e participações especiais de muitos dos seus intérpretes e parceiros, como: Alcione, Caetano Veloso, Zeca Pagodinho, Seu Jorge, Marcelo D2, entre outros.   Serviço O sambista Arlindo Cruz se apresenta nesta sexta-feira (11), a partir das 22h, no Ilha Shows. Alameda Ponta Formosa, 350, Praia do Canto, Vitória. Ingressos: R$ 30 (primeiro lote/ pista/lote) e R$ 60 (primeiro lote/camarote/meia). Informações: (27) 3224-3726.

10/01/2013 / 0 Comments
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Socorro do governo do Estado aos municípios começa pela saúde

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  O governo do Estado vai repassar R$ 42 milhões aos municípios capixabas para investimento na área de Saúde. Essa seria uma forma de ajudar os novos prefeitos a superar o rombo causado nos cofres municipais com o fim do repasse do Fundo de Desenvolvimento das Atividades Portuárias (Fundap).   Mas, para os meios políticos, essa ação também visaria a uma tentativa do governo Casagrande de tentar imprimir uma marca social ao seu governo, já que a primeira metade do mandato foi voltada para a articulação política e a manutenção dos programas desenvolvimentista de seu antecessor.   Depois da Segurança, que é o calcanhar de Aquiles do governo do Estado há mais de uma década – com índices alarmantes de homicídios que insistem em não cair de forma significativa -, o maior problema do governo é a Saúde.   Este setor tem um fator político muito forte porque afeta diretamente a população. As ações na área as Saúde causam mais impacto na sociedade do que as ações na área de Segurança, que têm menos visibilidade. Por isso, a resposta nesta na Saúde ajudaria a fortalecer a imagem do governador.   Candidato à reeleição no próximo ano, Casagrande tem um apoio político que lhe dá sustentação ao palanque, mas precisaria melhorar a imagem de bom gestor. Como passou boa parte dos primeiros dois anos de seu mandato envolvido nas questões nacionais, sobretudo, na briga pela manutenção das verbas federais, o governo do Estado não deu ainda as respostas necessárias na área social.   Para este ano, estão previstas inaugurações de hospitais de referência no Estado que foram reformados, como o São Lucas e o Dório Silva, além do investimento nas unidades de saúde nos municípios. Essas respostas devem chegar à população até o final do primeiro semestre do ano, o que deve causar um impacto grande na população. Para os observadores, investindo na área da Saúde, Casagrande poderá construir o argumento necessário para sua campanha ao segundo mandato.

10/01/2013 / 0 Comments
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Prefeitura do Rio interdita CSA por falta de documentação

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A prefeitura do Rio de Janeiro interditou a Companhia Siderúrgica do Atlântico (CSA), que funciona no distrito de Santa Cruz, zona oeste da capital, por falta de licença de funcionamento. Segundo a Secretaria Especial de Ordem Pública da cidade (Seop), o empreendimento, administrado pelo grupo alemão ThyssenKrupp em parceria com a Vale, exerce a atividade de siderurgia, “sem a competente licença para funcionamento de estabelecimento”.   No edital, a multa por descumprimento da ordem foi fixada em R$ 570,65 por dia. A Seop afirma que a CSA operava com alvará provisório de funcionamento – válido por seis meses, podendo ser renovado pelo mesmo período –, mas decidiu não renovar a autorização porque a empresa não apresentou certidão de “habite-se”, documento que autoriza a ocupação de um imóvel.   “Em caso de reiterados descumprimentos ao presente edital, além das penalidades pecuniárias cabíveis, será enviada notícia-crime ao Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, para devidas providências relativas à ocorrência de crime de desobediência”, diz o edital.   Não é a primeira vez que a CSA sofre algum tipo de sanção do poder público. Em novembro passado, a indústria foi multada em R$10,5 milhões pela Secretaria Estadual do Ambiente do Rio de Janeiro, por ter causado o fenômeno conhecido como “chuva de prata”, vazamento de resíduos de partículas de ferro-gusa, que causa problemas respiratórios. À época, a secretaria também determinou o pagamento de R$ 4,5 milhões para medidas de compensação – entre elas, o plantio de 15 mil árvores no entorno e ações na área rural da comunidade São Fernando.   Em 2010, a siderúrgica já havia sido multada em R$1,8 milhão, também por poluir o ar em seu entorno com o pó de prata. Além disso, a CSA também foi obrigada a pagar uma compensação indenizatória de R$ 14 milhões e a assinar este ano um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), com o compromisso de modernizar seu processo de produção.    Apesar de causar em tempo recorde os piores danos ambientais à região onde está instalada e funcionar há tempos sem Licença de Operação, a CSA recebeu nada menos do que R$2,36 bilhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econôm ico e Social (BNDES) – sempre afoito em seu papel de financiar megaempreendimentos que, em sua grande maioria, parecem ser especializados em causar graves problemas ambientais e sociais. É o caso da Fibria (quando ainda atendia pela alcunha de Aracruz Celulose), da Vale, da ArcelorMittal e da Samarco, todas no Espírito Santo.   Modelo para CSU   A Companhia Siderúrgica do Atlântico chegou a ser adotada como modelo industrial para a construção da Companhia Siderúrgica de Ubu (CSU), da Vale, a ser instalada em Anchieta. Assim como é previsto para o empreendimento capixaba, a CSA tem a capacidade de produzir 5 milhões de toneladas por ano, porém, no momento, a CSA está autorizada a produzir o equivalente a 3,3 mil toneladas por ano, até que finalize os reparos na indústria.   Já no Espírito Santo, calcula-se que só a CSU, que está em processo de licenciamento, produzirá 28,3% dos gases estufa de todas as siderúrgicas existentes no País, seguindo o Inventário Nacional dos Gases do Efeito Estufa.   Recentemente, a Vale reduziu o seu orçamento para o ano de 2013 e, na publicação do ato, sequer cita o empreendimento do Sul capixaba. Segundo a empresa, o projeto só será retomado quando a siderúrgica encontrar um parceiro para empreender o projeto. O motivo para a postergação do investimento seria que a demanda mundial por minérios e metais ainda se encontra em baixa, em especial devido à crise mundial.   A empresa já vinha indicando que havia a possibilidade de adiar o investimento na CSU, argumentando dificuldades financeiras em sua instalação. Para observadores, as movimentações abrem a possibilidade de uma desistência na implementação da siderúrgica em Anchieta.    O empreendimento recebe duras críticas, por diversos motivos. Na área prevista para a instalação, vive uma comunidade que atualmente está sendo estudada pela Fundação Nacional do Índio, no intuito de verificar a descendência do território. A região sul do Estado sofre com inchaço populacional, acarretando falta de estrutura básica e aumento da criminalidade. A construção da usina levaria ainda mais problemas sociais para o local, já que necessitaria de uma grande quantidade de trabalhadores.   A região já comporta a operação da Samarco Mineração, empresa de que a Vale é grande acionista. O empreendimento é responsável por elevar a poluição para além dos níveis tolerados pelo Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama). Além disso, a região tem indisponibilidade de recursos hídricos.

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Corregedor de Justiça muda interventor em cartório na região noroeste

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  O corregedor-geral de Justiça do Espírito Santo, desembargador Carlos Henrique Rios do Amaral, modificou, nessa quarta-feira (9), a designação do interventor do Cartório do 1º Ofício da Comarca de Barra de São Francisco, município na região noroeste do Estado. O tabelião concursado Deividy Mccartney Beling Antunes vai assumir a serventia até a realização de um novo concurso público – ainda sem data definida.    O novo interventor substituirá o tabelião Bruno Santolin Cipriano, também concursado, que deverá retornar à serventia onde é titular no Cartório do 1º Ofício da Comarca de Vargem Alta (sul do Estado). Os dois atos – 51/2013 e 52/2013 – foram publicados no Diário da Justiça.    Segundo informações do TJES, o cartório em Barra de São Francisco – conhecido também como Cartório Moacyr de Andrade – está sob intervenção da Corregedoria Geral de Justiça desde o ano passado. A medida aconteceu após a seccional capixaba da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-ES) denunciar uma agressão ao advogado Mauly Martins da Silva, presidente da subseção no município.    De acordo com a denúncia, o advogado teria sido agredido por Enio Moura de Andrade, que estava respondendo pelo cartório, que chegou a ser fechado, reabrindo apenas no último dia 2 de janeiro. Além do tabelião interino Moacir, a oficial substituta Maria das Graças, que é mulher dele, também foi afastada do cargo.    O tribunal informou que não há prazo para o encerramento da intervenção, que poderá persistir até a realização do concurso.

10/01/2013 / 0 Comments
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