O site oficial da prefeitura da Serra mantém informações contraditórias sobre a administração anterior e a atual. Quem entra no site fica em dúvida sobre quem está falando a verdade: se o ex-prefeito Sérgio Vidigal (PDT) ou o atual, Audifax Barcelos (PSB). Na página principal, as notícias em destaque já trazem informações sobre a cerimônia de posse do atual prefeito. O texto transcreve os trechos da fala do novo prefeito no dia da posse, na última terça-feira (1), e ressalta o tom de crítica de Audifax à administração do seu antecessor, principalmente em relação à dívida deixado pelo pedetista. “(…) A dívida que estou recebendo da gestão passada ultrapassa os R$ 100 milhões”. Ainda nessa quinta-feira (3) o prefeito “corrigiu” o valor da dívida que, segundo ele, já chega a R$ 200 milhões. Apesar do quadro nada otimista, também nos destaques do noticiário da capa do site, outra matéria informa que os convênios da prefeitura somam mais de R$ 320 milhões. Ao abrir a matéria, o leitor recebe a informação que “A futura administração vai encontrar uma excelente base financeira”. O texto detalha os investimentos teoricamente legados por Vidigal ao atual prefeito, com tabelas que detalham os projetos em execução com os governos estadual e federal, além de outros em fase licitação ou em captação de recursos. Quem lê a “prestação de contas” de Vidigal, que inclui investimentos referentes à construção de escolas, praças de esporte, casas populares, desassoreamento de rios, recuperação de córregos, pavimentação e drenagem de vias, acha que o município da Serra está nadando em dinheiro com as contas no azul. A informação gera contradição porque contesta a matéria do atual prefeito, que diz justamente o contrário, que faltam recursos e que as obras do antecessor estão inacabadas e nem poderiam ter sido inauguradas.
Eleição da Associação Comunitária de Jardim Camburi vai ser realizada ainda em janeiro
O impasse em torno da eleição para a nova diretoria da Associação Comunitária de Jardim Camburi (ACJAC) ainda não terminou. Depois de um imbróglio que se arrasta desde meados de 2012, duas chapas se inscreveram no dia 28 de dezembro. No início de setembro de 2012, a entidade se envolveu em uma confusão quando a sua atual diretoria – majoritariamente ligada ao PPS, partido muito forte no bairro – tentou prorrogar ilegalmente o próprio mandato. Após denúncias, o Ministério Público do Estado (MPES) nomeou uma Comissão Interventora para organizar a convocação de um novo pleito. Depois de eleita a comissão convocou os moradores para uma assembleia para eleger a comissão para organizar as eleições. As inscrições das chapas foram realizadas no dia 28 de dezembro, mas ainda assim houve um impasse que só deve ser resolvido após uma reunião da comissão eleitoral. A chapa que tenta reeleição tentou inscrição com apenas com a assinatura do candidato à presidência e com os nomes dos outros componentes. Caso o presidente tivesse a assinatura dos outros membros, não haveria problemas em aceitar, mas ele não tinha. Por isso, o impasse só deve ser resolvido após a reunião. Mesmo que a comissão eleitoral aceite a inscrição, a outra chapa inscrita, que faz oposição pode acionar a Justiça para impugnar a inscrição, já que a assinatura de todos os membros da chapa no ato da inscrição é prevista no estatuto da ACJAC. A previsão é que a eleição seja realizada no dia 20 de janeiro e a diretoria eleita comandará a Associação até 2016.
Justiça libera transferência de área de estádio no Centro de Guarapari
O desembargador Carlos Henrique Rios do Amaral, membro do Conselho da Magistratura do Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES), revogou uma liminar que restringia a transferência da área do Estádio Davino Mattos, no Centro de Guarapari. A decisão publicada no Diário da Justiça desta sexta-feira (4) permite que duas empresas registrem o imóvel vendido pelo Guarapari Esporte Clube. Na publicação, o magistrado acolheu o pedido das empresas Gramacruz Extração de Granitos Ltda e Feiertag Brothers Corporation Fort Myers, que buscavam a lavratura e o registro da escritura pública de transferência do imóvel para suspender qualquer restrição a eventuais anotações pelo Cartório Geral de Registro de Imóveis relacionadas à transferência da área. Além disso, a decisão do desembargador Rios do Amaral também reformou uma decisão de um outro recurso contra a transferência, que anulava uma sentença de 1º grau que deve ganho de causa às empresas. Segundo informações do TJES, a disputa envolvendo a homologação do acordo de compra e venda do terreno onde está instalada a sede do clube está no Poder Judiciário desde o ano de 2006. Em outra ação, Daniel Feiertag contesta a validade da chancela assinada no acordo judicial por Nivaldo Andrião, representante da associação desportiva. O juízo da Vara da Fazenda Pública do município também analisa a desapropriação do terreno para utilização da Prefeitura Municipal de Guarapari. A empresa Gramacruz não concordou com o valor avaliado como indenização.
Projeto quer responsabilizar estacionamentos por danos causados a veículos
Câmaras de Vila Velha e Serra definem nomes das comissões permanentes
Dois dias após a posse dos novos vereadores, as câmaras municipais de Vila Velha e Serra definiram, nessa quinta-feira (3), os nomes dos presidentes das comissões permanentes do Legislativo. Na próxima legislatura, os vereadores reeleitos João Artem e Bruno Lamas, ambos do PSB, vão comandar a comissão de Finanças nos respectivos municípios. Por conta das possíveis dificuldades financeiras das prefeituras, os cargos vão ganham uma importância, já que cabe aos legisladores o papel de fiscalizar o caixa dos municípios. As comissões serão formadas ainda pelos vereadores Valter Rocon (PDT) e Osvaldo Maturano (PMDB), em Vila Velha, e por Gideão Enrique Svensson (PR) e Rodrigo Caldeira (PDT) na Serra. As demais comissões foram distribuídas entre os vereadores que não ocuparam os principais cargos nas Mesas Diretoras. Nos dois municípios, os vereadores reeleitos vão presidir as principais comissões permanentes com algumas exceções, como a eleição do novato (de mandato) e também mais novo vereador, Alexandre Xambinho (PT do B) para o comando da comissão de Justiça no legislativo serrano. Em Vila Velha, foram eleitos os vereadores Rogério Cardoso (PSDB), para a comissão de Justiça; Joel Rangel (PSB), Administração e Obras; Zé Nilton (PT), Educação; Duda da Barra (PR), Saúde; Osvaldo Maturano, Meio Ambiente; Valter Rocon, Política Urbana e Rural; Anadelso Pereira (PTN), Defesa do Consumidor; Ricardo Chiabai (PPS), Assistência Social; e Belarmino Belo (PTC), Acompanhamento e Fiscalização das Leis. Os vereadores Maturano, Belo e Duda da Barra foram indicados para compor o Conselho Municipal de Transporte. Na Câmara da Serra foram escolhidos os vereadores: Miguel da Policlínica (PTC), para comissão de Obras; Ricardo Ferreira da Fonseca (PRB), Educação e Saúde; Paulo Roberto Viana, o Tio Paulinho (PV), Meio Ambiente; Nacib Haddad Neto (PDT), Direitos Humanos; Gilmar Carlos da Silva (PT), Habitação; Raul Cezar Nunes (PDT), Turismo; e Jorge Luiz da Silva, o Jorjão (DEM), Segurança Pública.
Comédia dramática aborda a maternidade
Muito apaixonados, mas longe da estabilidade financeira e psicológica, um casal resolve ter um filho sem pensar nas mudanças que o nascimento de uma criança podem gerar. O filme Um Evento Feliz, que estreia no Cine Jardins, conta essa história cheia de surpresas e descobertas. Barbara (Louise Bourgoin) e Nicolas (Pio Marmai) são namorados que vivem apenas um para outro em uma eterna lua de mel. Eles se conheceram em uma locadora, onde engatam uma conversa muito engraçada apenas com títulos de filmes. Depois do flerte, eles começam uma intensa relação que se transforma drasticamente com a gravidez de Bárbara. O enredo é bem linear, começa com o romance e logo depois as dificuldades com a gravidez e com a nova vida após o parto. O que conquista o espectador é a delicadeza como a história é contada e a direção de Rémi Bezançon, que aproxima a câmera de tudo levando o público para dentro da cena. Outro destaque do filme é a simpatia e o bom humor do casal protagonista que desconcerta o espectador até nos momentos mais dramáticos. Um Evento Feliz é baseado em um romance de Éliette Abécassis, no qual a escritora expõe detalhadamente tudo que passou durante o período da gravidez. O roteiro adaptado é do próprio diretor e de Vanessa Portal. Serviço Um Evento Feliz (A Happy Event, França/Belgica, 2011, 107 minutos, 14 anos) Cine Jardins – Shopping Jardins: Sala 2. 21h15.
Estrutural fatura acordo milionário poucos dias antes da saída de prefeito no sul
Mesmo proibida de licitar com o poder público, a Estrutural Construtora e Incorporadora conseguiu fechar um grande negócio no apagar das luzes do ano de 2012. A quatro dias do fim do mandato, o agora ex-prefeito de Bom Jesus do Norte (sul do Estado), Pedro Chaves de Oliveira Junior (PMDB), assinou um acordo com a empresa do primo do ex-governador Paulo Hartung (PMDB) para a construção do sistema de esgotamento sanitário no município. A obra está avaliada em R$ 4,16 milhões, valor equivalente a cerca de 20% do orçamento do município no ano anterior (R$ 18,8 milhões) – quarto menor entre as 78 prefeituras de todo Estado. Segundo os termos do Contrato nº 147/2012, publicado no Diário Oficial do Estado, as verbas sairão dos recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), ligado a órgãos do governo federal. O prazo de vigência inicial do contrato é de 510 dias. Essa não é a primeira obra que a empresa de Braulino Gomes vai executar dentro do programa. No início de dezembro de 2012, a Estrutural arrematou o contrato para obras de construção do sistema de abastecimento de água em Sooretama (norte do Estado) pelo valor de R$ 7,12 milhões. A assinatura desses novos contratos acontece em um momento de instabilidade da empresa no mercado local. Apesar de ter dado um salto de tamanho durante o governo Hartung, saindo de pequena empresa para figurar no rol das grandes empreiteiras que atuam no Estado, a Estrutural vem sofrendo com recentes sanções impostas pelo governo. Desde a proibição de participar de licitações ou contratar com o poder público por conta de irregularidades em uma obra do Instituto de Obras Públicas do Estado (Iopes), a empresa ampliou sua presença em prefeituras no interior do Estado. Por outro lado, a empresa do primo do ex-governador vem amargando algumas derrotas, como a perda de uma licitação, já vencida, no Departamento de Estradas e Rodagens do Estado (DER-ES). A comissão licitante do órgão desclassificou a empresa por conta das restrições. Apenas neste episódio, a Estrutural perdeu o contrato para as obras de construção da ponte sobre o Rio Itaúnas, no trecho da ES-209, entre Montanha e Cristal (distrito do município de Pedro Canário) no valor inicial de R$ 2,84 milhões.
Euclério Sampaio volta à Assembleia Legislativa com perfil independente
O deputado Euclério Sampaio (PDT) foi o primeiro suplente beneficiado com a eleição dos deputados que “viraram” prefeitos nas eleições passadas a retornar à Assembleia Legislativa. O pedetista tomou posse no último dia 27 de dezembro, na suplência de Marcelo Coelho (PDT), que assumiu a prefeitura de Aracruz, no norte do Estado. O deputado, que em sua passagem pela Assembleia adotou uma postura crítica em relação ao Executivo, diz que não será nem oposição nem governista. Vai atuar apoiando os projetos do governo que atendam aos interesses da população, mas sempre com independência. Em entrevista a Século Diário, que vai ao ar neste sábado (5), o deputado estadual diz que tem projetos para apresentar na área da Segurança e quer ser ouvido pelo governo do Estado. Para o deputado, o governo tem feito investimentos na área, mas ainda não conseguiu uma atuação satisfatória, que na opinião dele, não depende apenas de investimento financeiro. Euclério fala também de sua relação com o PDT, dizendo que não tem o mesmo tratamento que outras lideranças do partido. Mesmo assim, não pensa em deixar o partido. Quanto à bancada do partido na Assembleia, o deputado afirmou que tem boa relação com os outros três deputados do partido – Aparecida Denadai, Josias Da Vitória e Luiz Durão. O deputado fala ainda sobre o imbróglio da CPI do Grampo na qual atuou durante seu mandato, da movimentação política em Vila Velha e das expectativas para 2014.
Movimento Pó Preto quer barrar 8ª Usina da Vale em Tubarão
O movimento Pó Preto Ponto-Vix cobra uma resposta do Ministério Público do Estado (MPES) a um documento protocolado no órgão em julho do ano passado, que pede, dentre outras coisas, a não liberação da Licença de Operação (LO) da 8ª Usina da Vale e uma série de estudos e justificativas técnicas das últimas ações de controle ambiental feitas sobre as empresas atuantes na Ponta de Tubarão. O documento, de número 26.912 e endereçado à promotora e dirigente do Centro de Apoio Operacional de Defesa do Meio Ambiente (Caoa), Isabela de Deus Cordeiro, não obteve respostas do MPES. Ele nasceu em resposta a um ofício da promotora, que, por sua vez, se refere a outro protocolo do movimento, feito em abril. O primeiro documento exige a não liberação da 8ª Usina até que um padrão para o pó preto seja adotado no Estado. Além disso, é cobrado o monitoramento por câmeras das atividades de ambas as poluidoras; que o Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema) volte a divulgar amplamente os resultados mensais das medições de poeiras emitidas; que os representantes Romildo Fracalossi, da Vale, e Guilherme Corrêa Abreu, da ArcelorMittal, comprovem a veracidade dos dados fornecidos em debate na rádio CBN-Vitória, onde afirmaram a redução de 80% e 70% de suas emissões, respectivamente; e, por último, que seja cobrado do Iema a apresentação do relatório técnico detalhado sobre a viajem feita por representantes do poder público ao Japão e à Coréia para verificar novas tecnologias para as empresas do Estado. Em resposta, no ofício número 778, o MPES afirma que “todas as ações realizadas no Termo de Compromisso Ambiental (TCA) da Vale foram respaldadas por estudos prévios de forma a garantir que os recursos financeiros redundassem em melhorias do sistema de controle ambiental e em redução significativa dos níveis de emissões”. Em seguida, responde a alguns tópicos do pedido do Pó Preto, afirmando que algumas das ações, como o monitoramento por câmeras das atividades da ArcelorMittal e da Vale, já teriam sido contempladas no TCA. Em julho, o movimento respondeu com uma série de questionamentos e cobranças, como a sobre a Licença de Operação da 8ª Usina da Vale – não respondida pelo Ministério Público. Entre outros, o Pó Preto exige novamente que o MPES dê providências para a liberação dos dados de medições mensais de poeira pelo Iema e cobre das empresas o material técnico que comprove a veracidade de suas afirmações. Para possíveis negativas, o movimento já pede que venham junto com um embasamento técnico. O movimento mantém um abaixo-assinado aberto na internet – que já bate a marca de 470 assinaturas – pela divulgação dos números de medição de poeira pelo Iema, devendo estes apresentarem resultados compatíveis e que garantam um padrão de qualidade de vida satisfatória aos moradores da Grande Vitória.
Saída do PPS inviabiliza retorno de Edson Magalhães à prefeitura
O ex-prefeito de Guarapari, Edson Magalhães, anunciou no início da semana sua saída do PPS, partido pelo qual foi eleito e disputou a reeleição em outubro passado. Mas, ao deixar a sigla, o prefeito que ainda alimenta a esperança de ver seus 39.027 votos validados pelo Supremo Tribunal Federal (STF), anula qualquer chance de voltar à prefeitura. De acordo com a lei da fidelidade partidária, Magalhães perderia o cargo se conquistasse a prefeitura, já que os mandatos pertencem ao partido e não ao candidato. A relação do prefeito com o PPS nunca foi boa, já que quando prefeito ele privilegiava seu grupo político em vez das definições partidárias. Caso consiga uma vitória no Supremo, o que o mercado político local considera muito difícil, o PPS reivindicaria o mandato do ex-prefeito. Magalhães teve os votos anulados pela Justiça Eleitoral, que entendeu que o ex-prefeito estaria disputando o terceiro mandato. A gota d’água na relação de Magalhães com o PPS aconteceu nas movimentações para a escolha de um aliado que substituísse o ex-prefeito na nova eleição, que deve acontecer no próximo mês em Guarapari. Em vez de escolher um correligionário, Magalhães passou a apoiar Orly Gomes (DEM), por orientação de seu padrinho político, o presidente da Assembleia, Theodorico Ferraço, também do DEM, e do ex-governador Paulo Hartung. Inclusive, especula-se que o destino natural do ex-prefeito seja o DEM. O PPS definiu que colocaria um outro nome para a nova disputa sem o apoio de Magalhães e definiu que Joffre Assad disputará a nova eleição. Além de Assad, outros nove nomes estão cotados para o novo pleito, entre os que têm mais chance estão o de Orly Gomes e os outros dois candidatos que disputaram com Magalhães a eleição de outubro passado: Ricardo Conde (PSB) e Carlos Von (PSL). Os partidos têm também até esta sexta-feira 94) para definir os nomes dos candidatos que disputarão a eleição. A partir deste sábado (5), os candidatos com registro deferido poderão pôr a campanha nas ruas.