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Século Diário

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Taxa de homicídio em 2012 cai apenas um ponto em relação ao ano passado

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O secretário de Estado de Segurança Pública, Henrique Herkenhoff, fez um balanço da pasta no ano de 2012 e projeção de ações para 2013 nesta segunda-feira (2) em entrevista à Rádio CBN Vitória. Como já havia sido antecipado por Século Diário, o Estado fechou o ano com 1.660 homicídios, ou taxa 47 mortes violentas por grupo de 100 mil habitantes. Em 2011, essa taxa foi de 48 homicídios por 100 mil.    Durante a entrevista, o secretário afirmou que até meados de maio, com uma guerra entre gangues rivais em Cariacica, a tendência era de crescimento na taxa de homicídios. Ele disse que comparando com este período o resultado do ano foi razoável.    No entanto, considerando que entre 2011 e 2012 a diferença foi de apenas 48 mortes, não é possível falar em redução consolidada, principalmente diante das quedas de 10% e 7% em 2010 e 2011 respectivamente. Em 2012, a queda foi de 2,8%.    No interior – principalmente no norte do Estado – os homicídios permanecem altos. O secretário pontuou o crescimento nos municípios de São Mateus, Jaguaré e Conceição da Barra, todos na região norte, mas não soube explicar a origem do aumento em São Mateus.    Ao anunciar os concursos para contratação de 1,1 mi policiais militares e cerca de 2 mil civis em todas as categorias, o secretário ressaltou que o Estado passou mais de uma década sem a realização de concursos e o último para a Polícia Civil não supriu as necessidades do Estado.    Mais do que realizar os concursos é necessária a distribuição da força policial nos municípios de acordo com a necessidade de cada um. O secretário disse que em 1990 eram 7 mil policiais militares no Estado e atualmente, mais de duas décadas depois, o Estado tem cerca de 8 mil.    Tomando este número de policiais, a proporção é de um PM para cada 439 habitantes. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima a proporção ideal de um para 250 habitantes.    Levando em consideração que nem todo o efetivo de 8 mil policiais está em atividade e que nem todos fazem policiamento ostensivo – há aqueles que atuam no setor administrativo e outros cedidos a outros órgãos, por exemplo – a proporção de policiais por habitantes pode ser ainda mais díspar.  

02/01/2013 / 0 Comments
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Aliados dos novos prefeitos vão comandar as câmaras na GV

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Os novos prefeitos da Grande Vitória devem contar com o apoio das câmaras de vereadores nos desafios do início de gestão. Nos cinco municípios da região, os novos chefes do Executivo conseguiram emplacar aliados na presidência do Legislativo. Apesar dos novos presidentes já terem sido definidos com antecedência, a escolha dos demais cargos das mesas diretoras ficou para momentos antes das eleições realizadas nesta terça-feira (1º).  Na Capital, o prefeito Luciano Rezende (PPS) terá o principal aliado, vereador Fabrício Gandini (PPS), no comando da Câmara municipal. A chapa única encabeçada pelo popular socialista obteve 13 votos contra um contrário e uma abstenção. Nos bastidores, a escolha foi considerada como natural pelos vereadores, já que Gandini foi o mais bem votado e representaria o discurso de mudança que saiu das urnas.  No primeiro pronunciamento, Gandini repetiu o discurso de cooperação entre a Câmara e o Legislativo. O novo presidente também prometeu dar condições de trabalho aos vereadores. Ele anunciou a intenção de criar e desmembrar algumas comissões permanentes, que devem chegar a 14 – hoje são apenas 11. A ideia é de que os vereadores possam trabalhar uma das áreas, a exemplo do que o próprio Gandini realizou na comissão de Educação na legislatura passada.  Apesar do aliado de Luciano ter sido apontado como novo presidente desde a última semana, a definição dos últimos cargos na Mesa ficou para minutos antes do início da solenidade de posse, quando foram decididos os nomes para a chapa.  As principais discussões foram sobre a ocupação da 1ª secretaria da Mesa e 1ª vice-presidência, cargos importantes na estrutura da Câmara. Os vereadores Neuzinha de Oliveira (PSDB) e Davi Esmael (PSB) acabaram levando a melhor sobre os colegas Zezito Maio (PMDB) e Marcelão Freitas (PT),  que ficaram com a 2ª secretaria e a 2ª vice-presidência, respectivamente.  Rodney garante apoio na Câmara  Em Vila Velha, o presidente da Câmara, Ivan Carlini (PR), foi reeleito para o cargo. Mesmo sendo apontado como aliado do ex-prefeito Neucimar Fraga (PR), o vereador já adotou o discurso de alinhamento ao novo prefeito Rodney Miranda (DEM). Entre os colegas, o republicano é considerado o mais experiente, mas que deve garantir o espaço para a participação dos novos vereadores.  Dos seis principais cargos na Mesa, três serão ocupados por vereadores de primeiro mandato, com destaque para a eleição de Arnaldinho Borgo (PMN) e José Nilton (PT) como 2º e 3º secretários, respectivamente. A 1ª vice-presidência será ocupada pelo vereador Andinho Almeida (PMDB) e a 1ª secretaria por Marcos Rodrigues (PP), que foi vice-prefeito de Neucimar.  Mesmo com esse perfil, a nova Mesa deverá garantir a sustentação ao governo demista, que não conseguiu eleger a maioria no pleito de outubro passado. Durante a solenidade de posse de Rodney, nessa terça-feira, o vereador João Artem (PSB), disse, em nome dos vereadores, que o novo prefeito terá o apoio total da Casa.  Discurso de austeridade na Serra  No município da Serra, o novo prefeito Audifax Barcelos (PSB) deve contar com o auxílio da Câmara na tarefa de reduzir os gastos públicos. O vereador Guto Lorenzoni (PP) foi eleito, de forma unânime, como o novo chefe do Legislativo municipal. No primeiro pronunciamento, o progressista fez coro ao prefeito e anunciou medidas para tentar diminuir os gastos na Câmara.  A eleição do novo presidente da Câmara chegou a enfrentar a ameaça de uma possível chapa para reeleição do então presidente César Inácio Nunes (PDT). No entanto, o nome de Guto Lorenzoni se consolidou nas últimas semanas, restando apenas a discussão para os demais componentes da Mesa, cujos acertos ficaram para a última hora.  A Mesa Diretora será composta pelos vereadores Marcos Tongo (PT do B), 1º secretário; Gideão (PR), 2º secretário; Aécio Leite (PT), 1º vice-presidente; e de Rodrigo Caldeira (PDT), 2º vice-presidente. A chapa foi bem recebida por Audifax, que se disse satisfeito com a escolha dos vereadores. Durante a posse, o socialista repetiu o pedido de apoio por parte do Legislativo.  Tudo novo em Cariacica e Viana  Em Cariacica, a prefeitura municipal e a Câmara de Vereadores serão comandadas por novatos. O prefeito Geraldo Luzia, o Juninho (PPS), conseguiu emplacar o nome do vereador Marcos Bruno (PRTB), que inicia o seu primeiro mandato. A escolha do novo presidente teve o consenso entre os vereadores. Diferentemente das discussões que envolveram a composição dos demais cargos da Mesa.  No balanço de forças, o prefeito Juninho conseguiu emplacar vereadores de partidos que estiveram em seu palanque nos dois turnos. A vice-presidente será Jacqueline Moraes (PSD) – aliada do ex-presidente da Casa, Adilson Avelina (PSD), que concorreu à prefeitura e foi aproveitado no secretariado do novo prefeito. Também foram escolhidos os vereadores Jocelino (PP) e Robinho Pimentão (PDT) como 1º e 2º secretários, respectivamente.  A única disputa apertada na Grande Vitória aconteceu em Viana, mas o novo prefeito Gilson Daniel (PV) acabou saindo vencedor. O verde emplacou o aliado, vereador Antônio César Lázaro (PSL), como novo presidente da Câmara. Ele obteve seis votos dos 11 vereadores do Legislativo. Foram eleitos os vereadores Fabinho do Carvão (PSB) como vice-presidente; Laziomar Furlani (PT) na 1ª secretaria e Jonaci Fontana, como 2º secretário.

02/01/2013 / 0 Comments
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Número de acidentes fatais cai nas estradas estaduais no feriado de Ano Novo

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  As medidas mais rigidez para coibir a embriaguez ao volante parecem já que já deram os primeiros resultados. No comparativo entre os feriados prolongados de Natal e Ano Novo, o Batalhão de Trânsito da Polícia Militar (BPTran) registrou queda de acidentes com mortes nas estradas estaduais. Foram sete mortes no Natal contra três no Ano Novo.    No total de acidentes também houve queda de um feriado para o outro. No Natal, a polícia registrou 264 acidentes contra 224 do último feriado.    Assim como no Natal, as operações diárias foram realizadas de sexta-feira (28) até a meia noite desta última terça-feira (1º) no perímetro urbano da Grande Vitória e rodovias estaduais atendidas pela unidade. Durante a fiscalização, 1101 motoristas foram abordados, 228 veículos foram removidos por irregularidades e 111 carteiras de habilitação recolhidas.   O trabalho faz parte do programa estadual ‘Juntos pela Vida’, e resultou na confecção de 574 autos de infração. De acordo com o comandante do BPTran, tenente-coronel Walace Brandão, foram realizados 898 testes para verificar embriaguez ao volante – o dobro dos testes do bafômetro realizados no Natal (450). Desses, houve recusa de 71 motoristas (69 recusas no Natal).    A multa para quem for pego dirigindo sob efeito de bebida alcoólica passou de R$ 957,70 para R$ 1.915,40. Esse valor será dobrado em caso de reincidência no período de 12 meses “Mesmo sabendo dos riscos de acidentes, muitos insistem em beber e dirigir. Autuamos administrativamente esses motoristas e oito foram conduzidos à delegacia por crime de trânsito”, disse Brandão.   Segundo a polícia, as ações do Batalhão de Trânsito seguem reforçadas até o Carnaval, quando mais de 270 policiais irão intensificar as abordagens de trânsito com a operação ‘Praia Viva’ em diversos pontos do Estado.    As blitze também serão constantes no horário noturno a fim de verificar irregularidades e embriaguez ao volante. As ações acontecem em conjunto com as demais unidades operacionais da PM que estarão nas ruas durante a Operação Verão em todo o Estado para garantir mais segurança à população.

02/01/2013 / 0 Comments
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O samba como retrato do Brasil

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  O samba como um retrato do nosso povo e reduto de tristezas e alegrias é o tema da próxima Expedição Sul de Oncotô, que será exibido neste sábado (5) na TV Brasil. Nesta edição, Nelson e Rubinho Jacobina, profundos conhecedores de Lupicínio Rodrigues, Cartola, Zé Keti, Ismael Silva e Noel Rosa, contam sobre suas importâncias para a formação de uma identidade nacional e o modo de cantar que ainda preserva a elegância do português antigo.   Jorge Mautner relembra épocas difíceis para os antigos sambistas e conta a história de quando encontrou Zé Keti e Cartola em um bar em São Paulo. Em Pelotas (RS), o compositor Avendano Jr. fala do surgimento do chorinho, da música que compôs em homenagem a sua mulher. Também comenta do fato da música lhe aproximar de Deus.   O escritor Eduardo Bueno reflete sobre a influência do blues nas músicas de Lupicínio Rodrigues, celebre sambista gaúcho, e relaciona as letras da música Vingança desse músico a Like a Rolling Stone de Bob Dylan.   Nelson Jacobina fala das influências e mudanças do samba durante os anos e da imagem do povo brasileiro como um povo feliz através do gênero.   Serviço O programa Oncotô? será exibido neste sábado (5), às 20h30, na TV Brasil.

02/01/2013 / 0 Comments
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Novos prefeitos afinam discurso e reforçam liderança política de Casagrande

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Um ponto que chamou a atenção na posse dos novos prefeitos da Grande Vitória foi a unanimidade do discurso no que se refere à parceria com o governo do Estado. O nome do governador Renato Casagrande foi citado por todos os novos prefeitos, o que para os meios políticos, consolida a liderança do governador, que se fortaleceu durante a eleição de outubro passado. Com a expectativa de problemas financeiros pelas perdas de recursos federais, aliado a eventuais dívidas deixadas pelos antecessores, os novos prefeitos antes mesmo das posses já haviam procurado o governador para reforçar parceria. A expectativa é de que o governador Renato Casagrande socorra os municípios, sobretudo os que perderão recursos com a redução do repasse do Fundo de Desenvolvimento das Atividades Portuárias (Fundap) e com a iminente perda dos royalties do petróleo. Entre os nomes que assumiram as prefeituras nessa terça-feira (1), a tendência é de que o município da Serra tenha mais atenção do governo do Estado até pela identidade partidária com o prefeito Audifax Barcelos, socialista como Casagrande. O PSB foi o partido que mais conquistou prefeituras em 2012, mas entre as vitórias, a da Serra é a mais importante. Antes de sair de férias, o governador sancionou a Lei de Redistribuição Territorial, que regularizando os bairros de Fátima, Hélio Ferraz e Carapina como pertencentes ao município serrano, o que tornou a Serra a cidade mais populosa do Estado. Foi com esse discurso que o prefeito Audifax deixou transparecer a necessidade de o governo ter mais atenção com o município. Mas os prefeitos dos demais municípios da Grande Vitória também não serão esquecidos pelo governador. Casagrande já havia se reunido com Luciano Rezende (PPS), prefeito de Vitória; Rodney Miranda (DEM), prefeito de Vila Velha, e Juninho (PPS), prefeito de Cariacica. Para todos ele garantiu apoio em seus mandatos, mesmo esses prefeitos pertencendo a partidos que não estavam em seu palanque em 2010. Rodney Miranda, remanescente do governo passado, fez questão de destacar em seu discurso de posse, a parceria já garantida do governador com o município. Em férias, Casagrande não participou de nenhuma posse nesse 1º de janeiro, mas seus secretários representaram o governo do Estado. Na Serra, o governador em exercício Givaldo Vieira representou Casagrande. Em Vitória, o secretário de Economia e Planejamento, Robson Leite, que fez parte da equipe de transição de Luciano foi o representante palaciano. Em Vila Velha, o Secretário de Segurança, Henrique Herkenhoff, prestigiou a posse de Rodney Miranda, que o antecedeu na pasta. Em Caracica, o secretário de Ciência e Tecnologia, Jadir José Péla, representou o governador na posse do prefeito Juninho.

02/01/2013 / 0 Comments
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Câmara analisa autonomia do Ministério da Agricultura em subsídio a produtores rurais

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Está em análise na Câmara dos Deputados o Projeto de Lei (PL) 4377/12, de autoria do parlamentar Alceu Moreira (PMDB-RS), que confere autonomia ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) para decidir sobre a concessão de subvenção econômica a produtores rurais. Segundo a proposta, o objetivo é fazer com que as ações do governo fiquem mais rápidas para garantir preços mínimos a produtos agrícolas.   O Ministério passaria a ter autonomia para definir limites, condições e critérios em relação à equalização de preços de produtos agrícolas e também para estabelecer o preço para o lançamento de Contratos de Opção Pública ou Privada de Venda de produtos agropecuários.    No entanto, segundo a Agência Câmara, no caso da equalização de preços, o Mapa fica obrigado a ouvir os ministérios do Desenvolvimento Agrário (MDA) e do Meio Ambiente (MMA) em casos específicos, como os que envolvem agricultores familiares e produtos extrativos. Atualmente, em qualquer caso a concessão de subsídio a produtores rurais depende de portaria conjunta dos três ministérios.   A proposta foi aprovada na Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural em 19 de dezembro e agora segue para as comissões de Finanças e Tributação e de Constituição e Justiça e de Cidadania.   O relator da proposta, deputado Homero Pereira (PSD-MT), afirma que o atual sistema é lento e reduz o grau de liberdade com que o Ministério da Agricultura formula e implanta políticas voltadas ao setor agropecuário. “Uma vez consignados no Orçamento da União os limites das dotações destinadas ao segmento, ninguém melhor que o Ministério da Agricultura para gerir de forma integral o uso desses recursos”, defendeu.

02/01/2013 / 0 Comments
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Ano Novo – faxinando as contas e a alma

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  Neste, que é o nosso primeiro encontro do ano, citamos uma poesia de Carlos Drummond de Andrade como pano de fundo para tratarmos sobre o processo para a reversão do endividamento. O final do ano e início de um novo ano tem certa magia que reforça o otimismo e a esperança em todos. Como escreveu Drummond em Faxina da Alma, é um tempo de “recomeçar, de dar uma nova chance a si mesmo, é renovar as esperanças na vida e, o mais importante, acreditar em você de novo.”   Fechou o ano com as contas no vermelho? Está sem condições para saldar suas dívidas?   Perdeu o emprego? Não desanime.   Entenda que o endividamento é um fenômeno social inevitável para uma sociedade de consumo, considerando a oferta de crédito facilitada. As tentações chegam a todo instante, por isso, quanto mais consciente estiver sobre a sua receita e as suas despesas fixas, mais forte estará para não ceder.   A motivação que leva ao endividamento parte exatamente da extrapolação no consumo ao suprir as necessidades ou ao realizar desejos individuais ou familiares incompatíveis com o orçamento.   Quanto mais for cedendo ao consumo desenfreado, mais a situação vai ficando descontrolada, gerando adoecimento, conflitos familiares, queda na concentração e na produtividade no trabalho, tendendo ao desemprego. O endividado sente vergonha, insegurança e acaba distanciando-se de si.   O tratamento ao endividamento tem que ser global, enfocando não somente o bolso, mas os reflexos do estresse financeiro na saúde física, mental, social e espiritual dos indivíduos e de suas famílias. O tratamento tem como base a educação financeira, com foco no diagnóstico da situação financeira, conhecendo ou reconhecendo suas receitas e despesas, assim como suas dívidas. A partir daí passam a ser exaustivamente estimulados a modificarem o comportamento de consumo e a exercitarem a atitude e postura positiva em relação ao uso dos recursos financeiros.   O olhar profissional sob o endividado deve ser holístico, atento aos sinais e sintomas que possam denotar adoecimento físico e ou psíquico. O status de endividado por si só já é desestabilizador, influenciado pelo tempo em que está nesta condição e as expectativas para superá-la.   Nesse estágio pode se instalar um quadro depressivo, transtorno do pânico, insônia, isolamento social. O corpo vai adoecendo junto com o psicológico. À medida que são identificados possíveis sinais de adoecimento, o encaminhamento a outros profissionais faz-se necessário. A interface com a área da saúde, com o encaminhamento para avaliação e acompanhamento médico e psicológico é recomendado.   Para tratar o endividamento existem opções como renegociar com os bancos, operadoras de cartões e financeiras, trocar dívidas com juros altos por outras com juros menores, antecipar o 13º salário ou a restituição do imposto de renda, aproveitarem os momentos de mutirão onde são negociados pagamentos até sem juros e multa e com prazos maiores. Não, não há generosidade, mas sim um interesse de que o consumidor endividado retome a capacidade de compra e volte a ter o nome “limpo” para voltar a comprar.   Utilizando a portabilidade, ou seja, trocando as dívidas por outras mais “baratas” vai reduzindo o gasto mensal com despesas financeiras e destinando-o a outras. Esse ranking é feito a partir do exercício de detalhamento das dívidas. Esse retrato favorecerá a tomada de decisão sobre quais dívidas serão “atacadas” primeiramente.   Além da troca de dívidas, outro ponto importante é reduzir as despesas mensais para fazer sobrar mais dinheiro para saldá-las. Durante o tratamento propomos sempre que não sejam contratadas novas dívidas e que evitem utilizar o cartão na opção crédito, priorizando o uso de dinheiro ou do cartão de débito. Compras parceladas nem pensar, pois geram despesas futuras e afinal… o futuro a Deus pertence! É melhor juntar primeiro o dinheiro para comprar à vista aquele carro, a TV, o computador, o celular ou roupas.   Desafie-se a sair do vermelho, e depois disso, não recaia. Descubra novas oportunidades de trabalho e novas fontes de renda. Tudo é possível, precisa dar o primeiro passo…   ”Hoje é um bom dia para começar novos desafios”   Ivana Medeiros Zon é assistente social,  especialista em Saúde Pública e em Estratégia Saúde da Família. Autora do Projeto Saúde Financeira na família: uma abordagem social, com foco em educação financeira.  Fale com a autora, mande suas dúvidas para ivana_zon@seculodiario.com

01/01/2013 / 0 Comments
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A vez do novo

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A partir desta terça-feira (1), os eleitores do Estado poderão avaliar se as promessas de mudança que varreram as eleições do Estado este ano vão de fato se concretizar. A disputa eleitoral foi recheada de promessas de rompimento com a dinâmica política de até então, um novo paradigma foi apresentado. Mas assumindo as prefeituras em um ano em que haverá dificuldades financeiras e muitos problemas para serem enfrentados, talvez os prefeitos tenham dificuldade em realizar aquilo que prometeram. Evidentemente, as expectativas estão concentradas nos quatro maiores municípios da Grande Vitória. Capitaneando o discurso da mudança, está o prefeito de Vitória, Luciano Rezende (PPS), que tem o desafio de mostrar que a aposta dos moradores da cidade na troca da rivalidade PSDB – PT valeu a pena. O carro-chefe do prefeito é a segurança e o combate às situações de risco. Um desafio e tanto para uma capital que sempre aparece em uma vergonhosa posição no ranking da violência setorizada. A segurança também será a menina dos olhos do prefeito de Vila Velha, Rodney Miranda (DEM). A falta do trato político e as dificuldades que a própria cidade apresentam podem dificultar sua meta. Ele também chamou para si a responsabilidade do combate à violência e pode se beneficiar pela tendência de diminuição dos índices, que o município já vem sinalizando. Ao mesmo tempo em que tenta colocar sua marca política, afastando-se do ex-governador Paulo Hartung. Vamos ver no que vai dar. Na Serra, Audifax Barcelos (PSB) tentará repetir o desempenho de sua primeira passagem pela prefeitura, mas desta vez o caixa está vazio e ele vai ter muita dificuldade com  a diminuição de repasses de recursos federais. Além disso, terá em seu gabinete o fantasma do antecessor, que pode ter sua sobrevida política no desempenho do socialista. Outro desafio que ele vai enfrentar é de que agora vai governar o município mais populoso do Estado e encarar o fato de que de o tal desenvolvimento começa a estagnar. Já em Cariacica, o cenário é ainda nebuloso demais para se decifrar. Juninho (PPS) é uma incógnita. Apesar de ser o vice-prefeito na gestão de Helder Salomão (PT), uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa. Mas, quem anda pelo município afirma que algumas movimentações começaram mal. Vamos aguardar. Este é o cenário da Grande Vitória, onde está mais da metade da população do Estado e onde as promessas de mudanças apareceram mais fortes, a expectativa agora é pelo acompanhamento dessas novas lideranças e como elas se consolidam. Só para destacar, todas podem concorrer à reeleição em 2016. Mas até lá, muita coisa vai acontecer.

01/01/2013 / 0 Comments
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Luciano elege segurança e eficiência na gestão como prioridades em Vitória

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O novo prefeito de Vitória, Luciano Rezende (PPS), tomou posse, na tarde desta terça-feira (1º), e elegeu a segurança pública e a reforma da máquina administrativa como as principais prioridades no início da gestão. No primeiro pronunciamento como prefeito, Luciano afirmou que a mudança, que foi o slogan utilizado na campanha, já começou. “Uma gestão moderna, eficiente e inovadora. É isso que a mudança aponta e já começamos a mostrar isso”, afirmou, ao citar a montagem do secretariado. Discursando para uma plateia de apoiadores e lideranças políticas, o novo prefeito afirmou que o município vai colaborar com o Estado no combate à violência. Apesar do registro da diminuição do índice de homicídios na Capital – na contramão dos demais municípios da Grande Vitória e interior do Estado –, o prefeito reafirmou o desafio na queda dos indicadores de violência contra as mulheres, que ocupa o 1º lugar entre as capitais no número de mortes, e contra os jovens, que fica na 2ª posição nacional. Luciano anunciou que a prefeitura vai colaborar com o compartilhamento de informações e imagens obtidas pelo sistema de videomonitoramento com as polícias. “O Estado não ficará sozinho na tarefa de diminuir os índices de violência inaceitáveis para uma cidade tão bonita como é Vitória”, assegurou, fazendo referência ao secretário estadual de Planejamento, Robson Leite, que representou o governador Renato Casagrande na solenidade. Outro ponto destacado pelo novo prefeito foi a reforma da máquina administrativa. Entre as principais questões está a diminuição do número de servidores comissionados, que chegam a dois mil. No entanto, Luciano não garantiu uma redução imediata nos comissionados. Ele condicionou a efetivação da “reforma” à conclusão de um estudo que ainda será iniciado.   Mencionando a eminente queda na arrecadação com o fim do Fundap e diminuição de repasses – como mudanças nos royalties de petróleo –, Luciano afirmou que a prefeitura tem a oportunidade de “fazer mais por menos”. Para garantir novas receitas, o novo prefeito garantiu que a gestão vai garantir condições para o desenvolvimento do setor produtivo. “Um desenvolvimento que se preserve a qualidade de vida”, ponderou, em uma referencia indireta ao projeto do grupo Buaiz na Enseada do Suá, que tem resistência de parte da sociedade organizada. Luciano divulgou que a prefeitura vai reduzir imediatamente a burocracia na liberação de alvarás de funcionamento para o comércio, assim como mudanças no setor de vigilância sanitária que vai deixar o caráter opressivo para cooperar com o empresariado. O novo prefeito prometeu até o final do governo a extinção do sorteio para ocupação de vagas na rede municipal de ensino. “As crianças de Vitória não podem se submeter à sorte para serem atendidas”, disse. O novo prefeito garantiu a continuidade do gabinete itinerante no município, como havia prometido durante a campanha e já começado durante o período de transição: “Pela primeira vez, um prefeito eleito ainda não empossado realiza nove audiências publicas pela cidade, ouvindo 2,5 mil pessoas. Alguns políticos tradicionais me disseram ‘não faça isso porque você vai criar uma demanda antes da hora’. Mas eu respondi para essas pessoas que problema arruma que não ouve a população”.    Durante toda a solenidade de posse, que começou com a assinatura do termo de posse na Câmara de Vereadores e passou pelo gabinete do agora ex-prefeito João Coser (PT), Luciano foi acompanhado pelo vice-prefeito Waguinho Ito (PR) e pelo presidente nacional do PPS nacional, deputado federal Roberto Freire (SP) que veio prestigiar a posse do único prefeito da sigla em capitais no País. Gandini vai comandar Legislativo A festa do PPS em Vitória ficou completa com a eleição, já esperada, do veredor Fabrício Gandini (foto) como o novo presidente da Câmara de Vereadores. A chapa única encabeçada pelo principal aliado de Luciano teve 13 votos contra um voto contra – do vereador Reinaldo Bolão (PT), ex-presidente da Casa – e uma abstenção do vereador Devanir Ferreira (PRB), que chegou a ensaiar uma chapa independente. A Mesa Diretora pelo próximo biênio (2013/2014) será composta pelos vereadores: Neuzinha de Oliveira (PSDB), 1ª secretária; Zezito Maio (PMDB), 2º secretário; Wanderson Marinho (PRP), 3º secretário; Davi Esmael (PSB), 1º vice-presidente; Rogerinho Pinheiro (PHS), 2º vice-presidente; e Marcelão Freitas (PT), 3º vice-presidente. Apesar do nome de Gandini já ter sido apontado como futuro presidente da Casa desde a última semana, os demais cargos da Mesa foram definidos praticamente até o momento da eleição. Minutos antes do início da solenidade da posse dos eleitos, os vereadores se reuniram às portas fechadas para a definição dos últimos detalhes da chapa.

01/01/2013 / 0 Comments
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Audifax diz que assume prefeitura da Serra com dívida de R$ 100 milhões

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A posse do prefeito eleito da Serra, Audifax Barcelos (PSB), não foi só festa. Em seu discurso de posse, na tarde desta terça-feira (1) na Câmara da Serra, o novo prefeito desabafou. Evitando criticar diretamente o ex-prefeito Sérgio Vidigal (PDT) desde que foi eleito para governar o município serrano, Audifax admitiu que está herdando uma enorme dívida do seu antecessor. Mas estipulou um prazo para falar dos problemas do passado. “Vou falar sobre isso só até o dia 15 de janeiro, para que a imprensa e a sociedade tenham noção dessa dívida”.    Audifax afirmou que a prefeitura deve mais de R$ 100 milhões a fornecedores. Ele destacou que somente com uma única empresa a dívida ultrapassa os R$ 35 milhões. O novo prefeito disse ainda que o cenário econômico para este ano não é nada animador. Audifax listou a crise econômica mundial, o fim do Fundap, e a ameaça iminente de perdas dos royalties como componentes que devem diminuir a arrecadação do município nos próximos anos.    Ele disse que a gestão precisa controlar os gastos com eficácia. “É preciso fazer muito, com menos”, frisou. Apesar do cenário pessimista, o prefeito da Serra tentou se mostrar otimista para enfrentar os desafios. Ele disse que Serra precisa dar um salto de qualidade nas áreas de saúde, educação e segurança.   Audifax afirmou que para pôr em prática os projetos de que a Serra necessita, irá trabalhar em conjunto com o governo do Estado, federal e prefeitos dos outros municípios da Grande Vitória.    Na avaliação de Audifax, a Serra cresceu nos últimos anos, mas não soube distribuir os benefícios desse crescimento para toda a população. Ele destacou que o município é um dos mais violentos do Estado e do País. O novo prefeito cutucou novamente Vidigal ao afirmar que a gestão anterior deixou muitos programas pela metade. “E hora de enfrentarmos os problemas de forma corajosa e responsável”, ressaltou.    O novo prefeito também fez um apelo aos 23 vereadores que também tomaram posse nesta terça-feira (1). “Conheço cada um dos senhores e sei que são pessoas comprometidas. Tenho certeza que vou encontrar nesta Casa apoio para colocar em prática nossos projetos”.    Na sessão, por unanimidade, os vereadores também deram posse à nova Mesa Diretora, que será presidida pelo vereador Guto Lorenzoni (PP/foto). Completam a Mesa os vereadores Aécio Leite (PT), 1º vice; Rodrigo Caldeira (PDT), 2º vice; Marcos Tongo (PTdoB), 1º secretário; e Gideão (PP), 2º secretário.    Guto Lorenzonin foi o último a discursar na cerimônia, que começou com 40 minutos de atraso (16h40) e só terminou às 19 horas. Antes dele, falaram o governador em exercício Givaldo Vieira (PT), o deputado federal Carlos Manato (PDT), os estaduais Roberto Carlos (PT) e José Esmeraldo (PR), o secretário estadual de Esportes Vandinho Leite (PR), a vice-prefeita Lourencia Riani (PT) e o prefeito Audifax Barcelos (PSB).    O novo presidente da Câmara, logo nos agradecimentos, se emocionou ao falar da família e do apoio que recebeu dos vereadores que o reconduziram ao comando da Casa. Em seguida, ele desceu do púlpito para abraçar o vereador do PV, Tio Paulinho. Ele disse que o vereador sabia o motivo daquele abraço. Disse com a voz embargada, enxugando as lágrimas. 

01/01/2013 / 0 Comments
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