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Século Diário

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Complica situação do prefeito de Guarapari

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O prefeito de Guarapari, Edson Magalhães (PPS), perdeu a primeira batalha no Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar se manter na prefeitura de Guarapari em 2013. A Ação Cautelar 3270, impetrada por ele para tentar garantir sua diplomação, foi negada pelo ministro Celso de Mello. A diplomação seria estratégica para facilitar a difícil situação do prefeito. Uma vez diplomado, a movimentação teria de ser diferente, já que é mais difícil cassar um mandato de prefeito do que impedir um candidato eleito de tomar posse. Sob a mesma relatoria de Celso de Mello, o prefeito ainda aguarda decisão o Recurso Especial 726340 contra a negativa do seu registro de candidatura. Magalhães é acusado de ter disputado o terceiro mandato à frente da prefeitura. A decisão foi tomada pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) e depois confirmada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mas o prefeito recorreu e a presidente do TSE, ministra Carmen Lúcia, permitiu a subida do caso para o Supremo. Hoje o processo tem sete volumes e mais de mil páginas. Nessa terça-feira (18) o recurso foi enviado para a Procuradoria da República e aguarda parecer. Esse processo, sim, pode mudar a situação de Magalhães, já que se obtiver vitória, terá os votos da última eleição validados e poderá assumir a prefeitura. Mas para os meios políticos, essa possibilidade é muito difícil de se realizar. Tanto que a nova eleição no município, marcada para três de fevereiro, já desenha o quadro de disputa. Nessa quarta-feira (19), o PSB do município confirmou o nome do ex-vereador Ricardo Conde, segundo colocado do pleito de outubro, na nova disputa. O prefeito Edson Magalhães, que não pode disputar, apoiará a candidatura do seu candidato a vice em outubro, Orly Gomes (DEM). Outros atores que participaram do processo eleitoral de outubro também se movimentam para o novo pleito. A expectativa é de que o cenário eleitoral seja totalmente diferente, já que a possibilidade de transferência de votos do prefeito para seu candidato promete não se efetivar. Além disso, o partido dele, o PPS, pretende também colocar um nome na nova disputa.  

20/12/2012 / 0 Comments
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Condução de sessões dos royalties traz altos e baixos para Rose de Freitas

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A discussão sobre a derrubada do veto 38/2012 à lei que redistribui os royalties do petróleo está colocando a deputada Rose de Freitas (PMDB) no centro da polêmica. A parlamentar vive momentos de altos e baixos por conta da condução das sessões do Congresso Nacional para debater o veto. A deputada vive um momento complicado porque, como vice-presidente da Câmara, vem comandado as sessões do Congresso na impossibilidade do senador José Sarney (PMDB-AP). Ou o posicionamento de Rose agrada aos estados produtores, Espírito Santo e Rio de Janeiro, ou desagrada o restante dos parlamentares do País que querem a derrubada do veto da presidente Dilma Rousseff. Na semana passada, Rose de Freitas experimentou a ira dos deputados do Rio de Janeiro e de sua própria bancada. O clima era tenso na sessão que aprovou a urgência na votação do veto, depois derrubada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux. Para os parlamentares capixabas e fluminenses, a deputada, que presidiu a sessão, desrespeitou o regimento único do Congresso. Se as duas bancadas falaram cobras e lagartos de Rose de Freitas, parlamentares de 24 estados e do Distrito Federal festejaram o posicionamento da parlamentar. Rose que havia colocado o nome para a disputa à presidência da Câmara, segundo observadores, para dividir votos com outros candidatos, favorecendo a eleição do colega de partido, Henrique Alves (PMDB-RN), ganhou apoio entre os deputados que já a colocavam como uma grande concorrente à cadeira. Mas a confusão gerada nessa quarta-feira (19) com a sessão do Congresso que votaria em bloco mais de três mil vetos, mudou o cenário. As bancadas dos estados produtores festejaram a posição de Rose, que cancelou a sessão para a votação dos vetos, por falta de acordo entre os líderes. Já os demais parlamentares acusam Rose de puxar a sardinha para a sua brasa, ou seja, como é deputada pelo Espírito Santo, estaria favorecendo os estados produtores, minoria no Congresso. Depois que a sessão da manhã foi encerrada, o deputado Fábio Ramalho (PV-MG), por exemplo, saiu gritando que a vice-presidente do Congresso, Rose de Freitas, havia dado um “golpe” nos parlamentares, porque não seria possível apreciar os vetos. Esse é só um exemplo que mostra o tamanho da pressão que a deputada tem vivido. Mesmo assim, ela tem tentado conduzir os trabalhos diante de muitos ânimos exaltados. O problema é que os vetos colocados em votação não eram de simples análise, no pacote havia pelo menos 18 matérias polêmicas e oportunistas que já previam manobras para mexer em projetos complicados, como a Emenda 29, que trata de recursos da Saúde. Enquanto os líderes tentavam resolver no grito, os deputados e senadores do Rio de Janeiro e Espírito Santo buscavam mecanismos jurídicos para tentar barrara votação em bloco, recorrendo ao Supremo para suspender a votação. Para os meios políticos, à frente dessas sessões, o posicionamento de Rose de Freitas vai colocá-la em uma posição de perde e ganha. O adiamento da decisão sobre os vetos que impedem a votação da lei dos royalties pode enfraquecê-la na disputa pela presidência da Câmara e fortalecê-la politicamente no cenário capixaba para 2014. Do contrário, Rose pode ganhar a Mesa da Câmara, mas complicará seu futuro político no Espírito Santo.

20/12/2012 / 0 Comments
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ES e RJ vencem batalha no Congresso e empurram votação dos vetos para 2013

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Dentro do cenário catastrófico que se desenhava para os estados produtores de petróleo, pode-se dizer que Rio de Janeiro e Espírito Santo conquistaram uma vitória importante nessa quarta-feira (20) no Congresso. Os dois estados conseguiram adiar a votação que apreciaria os 3.060 vetos presidenciais – e inclusive o que muda o sistema de partilha dos royalties do petróleo – para 2013.        Em represália ao adiamento, deputados e senadores que representam os interesses dos estados não produtores de petróleo e que queriam a derrubada do veto da presidente Dilma Rousseff ainda este ano, iniciaram uma espécie de “greve branca”. Logo após o adiamento da votação, o presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS). afirmou que o Congresso não votará os vetos presidenciais pendentes, nem o Orçamento Geral da União e os créditos extraordinários que estão na pauta deste ano.   Demonstrando irritação com a liminar concedida pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, que exigiu que a apreciação dos 3.060 vetos fosse feita em ordem cronológica, Maia criticou, em tom irônico, a decisão do ministro. “Estamos cumprindo a decisão de um ministro do Supremo Tribunal Federal [Luiz Fux], que impede o funcionamento do Congresso Nacional e do [Poder] Executivo”, disse Maia à Agência Brasil, ao sair da reunião.    Desde que a liminar foi concedida, os parlamentares planejaram uma verdadeira maratona para essa quarta-feira (20) tentar votar os 3.059 vetos pendentes de uma só vez e, então, chegar ao último deles que trata dos royalties. Os representantes dos estados produtores de petróleo, no entanto, não concordaram com o acordo e exigiram que os vetos fossem votados um a um, de modo a inviabilizar a votação do último item ainda este ano.   Após o impasse, os líderes chegaram à conclusão de que a decisão do ministro Fux tranca a pauta do Congresso para qualquer votação, uma vez que a Constituição determina que os vetos devem sempre ser votados prioritariamente. Por isso, decidiram que só irão retomar a agenda de votações no próximo ano, após o recesso parlamentar.   Com a decisão, a votação do Orçamento Geral da União também ficou para o próximo ano. Os investimentos e o reajuste dos servidores públicos também ficarão aguardando a deliberação do Congresso.   Davi e Golias   Descontentamento à parte, parlamentares das bancadas fluminenses e capixabas comemoram a vitória parcial sobre a maioria com entusiasmo, no espírito que lembra o epísódio bíblico do Antigo Testamento que descreve a luta entre o gigante filisteu Golias e o franzino Davi, que derrotou o gigante com uma pedrada certeira na testa.    A sensação dos deputados e senadores do Rio e Espírito Santo era mais ou menos essa. No fundo, eles não acreditavam que poderiam vencer, mesmo que parcialmente, a batalha travada intem (19) no Congresso.    Nos jornais do Estado, parlamentares da bancada capixaba comentaram a vitória. “O que houve aqui foi uma trégua que precisávamos para estabelecer um novo caminho. Não teríamos força para resistir à maioria, mas vencemos batalha”, a vice presidente da Câmara, deputado Rose de Freitas (PMDB).    O senadores Magno Malta (PR), Ricardo Ferraço (PMDB) e Ana Rita (PT)também exaltaram o feito conquistado pelas bancadas fluminenses e capixabas. “Essa foi uma decisão em que a matemática foi contrariada. A minoria foi maior que a minoria. Foi uma questão de justiça”, declarou o republicano ao jornal A Tribuna.   Ricardo Ferraço, também à Tribuna, disse que a vitória foi gloriosa. “Foi preparado para nós um verdadeiro rolo compressor, em uma luta desigual de 25 contra dois. Mas mantivemos firmes a nossa capacidade de resistir e lutar”.   Ao jornal O Globo, a senadora Ana Rita, momentos antes da votação, que acabou não acontecendo, criticava a manobra dos parlamentares para tentar votar os vetos em pacote. A petista dizia que se mostrava preocupada com a “vulgarização” da atuação do Legislativo na construção democrática.

20/12/2012 / 0 Comments
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Reeditando o velho discurso

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  Os dois mandatos do ex-governador Paulo Hartung e o meio de Renato Casagrande já somam uma década. Para a população capixaba, foram 10 anos convivendo com taxas de homicídios iguais às de nações que estão em plena guerra civil.   Quando Casagrande admitiu que seu governo seria continuidade, o eleitor não imaginava que o continuísmo incluiria a manutenção das taxas de homicídios na casa dos 50 assassinatos para cada grupo de 100 mil habitantes legadas por Hartung. Afinal, o então candidato ao governo prometera cuidar “pessoalmente” da segurança e devolver a paz aos cidadãos capixabas.   Na prática, porém, 24 meses depois de assumir o governo, Casagrande botou na praça o Estado Presente e prometeu aumentar os investimentos na polícia. Muito pouco para quem se colocou como o preceptor da guerra contra a violência.   Por partes, o Estado Presente, pela sua natureza, é um programa que não irá apresentar resultados em curto prazo. Ou seja, não adianta o governo “vender” o programa como um pacote salvador capaz de satisfazer de imediato as demandas sociais dos segmentos mais vulneráveis da população. Isso é muito mais complexo e leva tempo. Sem falar que ainda não há indicadores para avaliar a efetividade do programa.   Quanto à contratação de novos policiais, na verdade, o governo Casagrande não está aumentando o efetivo, mas apenas repondo, pois o seu antecessor praticamente abandonou a Segurança Pública.    O problema é que o tempo está passando é a parte da imprensa, sempre tão compreensiva com a dupla Paulo Hartung-Rodney Miranda, já não parece tão tolerante com Casagrande e Henrique Herkenhoff. É justamente essa exposição perante a opinião pública, que se mantinha velada no governo anterior, que começa a preocupar o atual chefe do Executivo.    A reunião dessa terça (18) com os prefeitos eleitos da Grande Vitória para discutir estratégias de segurança, já faz parte do pacote de satisfações que o governador pretende apresentar aos eleitores, já com vistas em 2014.    Além da imprensa que começa a jogar contra, Casagrande precisa administrar a agravante de assumir o ônus da segurança sozinho. Afinal, como se trata de um governo de continuidade, ele não pode simplesmente dividir o abacaxi com Hartung. Fazer, por exemplo, um desabafo, para explicar à população que o sucateamento da área teve origem no governo anterior ou que as polícias estão com os efetivos defasados hoje por causa da falta de investimento entre 2003 a 2010.    Acuado, Casagrande achou melhor ser coerente, ou seja, adotar o mesmo discurso do seu antecessor. Daí vem a mesma lengalenga usada por Hartung. O atual governador também lembrou que o problema da violência é nacional, dando a entender que os números do Espírito Santo são ruins, mas, afinal, a questão “não é só nosso, é do País”. É uma maneira de se conformar com os números e aceitar que todos os brasileiros são reféns da violência.    Isso não é verdade. Os índices de homicídios do Estado são mais que o dobro da média nacional. Como provou mais recentemente São Paulo e Rio de Janeiro, reverter os números da violência é uma tarefa árdua, custosa e demorada.    O governo Casagrande ainda está muito distante de enquadrar o gráfico da violência em tendência de queda. Apesar da queda tímida de 2012 em relação ao ano passado, não é possível admitir que essa tendência esta consolidada. Longe disso.   Se Casagrande realmente passar, a partir de agora, a cuidar pessoalmente da segurança, talvez no final de seu governo ele comece a colher os primeiros resultados para anunciar que as taxas de criminalidade estão realmente em tendência de queda. Qualquer promessa mais extravagante nesse sentido é motivo de desconfiança, ainda mais vinda de um governo que está se forjando no discurso do seu antecessor. 

19/12/2012 / 0 Comments
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Amor I Love You

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  A primeira declaração pública do governador Renato Casagrande sobre a eleição à Mesa Diretora da Assembleia Legislativa, anunciando o presidente Theodorico Ferraço (DEM/foto à direita) como o candidato do governo – conforme publicado em A Tribuna nesta quarta-feira (19) -, mostra mais uma vez que os dois estão em lua de mel. Clima muito diferente do registrado há pouco tempo, quando Casagrande esteve prestes a empurrar Ferraço abismo abaixo. O presidente da Assembleia fez pressão, Casagrande reagiu e assumiu o controle, e no final das contas as trombadas entre os dois acabaram se transformando em muito mais do que cordialidade. A impressão é que o jogo agora está zerado, o governador e Ferração estão na mesma altura. Por enquanto, é só paz e amor. Vamos ver se essa relação é duradoura ou chega logo ao divórcio.    Tem tamanho Quem deve substituir a vice-presidente da Câmara dos Deputados, Rose de Freitas (PMDB), na coordenação da bancada capixaba no Congresso, é a deputada federal Iriny Lopes (PT).   Festival de gastos Depois da derrota acachapante de sua candidata à sucessão, Lúcia Dornelas (PT), e de turbulências causadas por ações de improbidade administrativa relacionadas à sua gestão, o prefeito de Cariacica, Helder Salomão (PT), resolveu gastar R$ 1,2 milhão para tentar recuperar sua imagem antes de deixar o posto. No Diário Oficial, estão nada menos do que 12 contratos de publicidade para Helder prestar contas.    Festival de gastos II No mesmo espírito, o governo do Estado garantiu cinco páginas inteiras e mais uma contracapa de publicidade no caderno Potencialidades, publicado em A Gazeta, nesta quarta-feira (19). Vale registrar que o caderno todo tinha 10 páginas. Ou seja, metade conteúdo, metade publicidade. Final de ano é sempre assim: farra com o dinheiro público.   Bom velhinho Depois dos vereadores de Vitória, que aumentaram os salários do prefeito eleito, Luciano Rezende (PPS), do seu vice Waguinho Ito (PR), e dos próximos secretários, o mesmo presentão de Natal foi garantido pela Câmara em Vila Velha. Agora é Rodney Miranda (DEM) e sua turma que começarão o próximo ano rindo à toa.    Bom velhinho II A mesma brisa boa soprou para o lado do governador Renato Casagrande, do vice Givaldo Vieira (PT) e dos 26 secretários de governo, que neste mês receberam 13º salário e adicional de férias. Quem garantiu os benefícios foi a Assembleia Legislativa.    Lembrete O prefeito eleito de Cariacica, Juninho (PPS), não quis aumento. Nem pra ele, nem ninguém.   Só pra dizer Por falar na Assembleia, está designada a comissão do recesso parlamentar, com 14 deputados, além do presidente da Casa, Theodorico Ferraço (DEM). Na teoria, serão eles os responsáveis pelas decisões do legislativo estadual entre os dias 23 deste mês e 31 de janeiro. Mas não passa de protocolo. Desde quando há decisões neste período?   Festa Luciano Rezende e seu sogro, o deputado estadual Cláudio Vereza (PT), participaram de comemoração em restaurante na Praia do Canto, em Vitória, na noite dessa terça-feira (18).   140 toques “Votar apressadamente os mais de 3.000 vetos parados há anos, para derrubar os dos royalties, é apelação, é descaso, é vergonhoso”. (Senador Ricardo Ferraço – PMDB – no Twitter).   PENSAMENTO: “Nós fazemos uma política do cinismo ou uma política da esperança?”. Barack Obama

19/12/2012 / 0 Comments
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Capricho dos deuses

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  Amados e paparicados em tempo idos, os deuses do Olimpo caíram nas pesquisas de opinião e foram banidos da colina sagrada, substituídos por deidades menos complicadas. O declínio se deu por excesso de deusocracia – punham e dispunham sobre as vidas humanas sem critérios razoáveis; eram rancorosos, vingativos e egoístas.     Na verdade, eram humanos demais para seres tão poderosos. Mas em sendo eternos, andam camuflados por aí, de vez em quando se intrometendo em nosso vulgar cotidiano, passando por criaturas humanas. A jardineira do meu condomínio, por exemplo, não me engana – é uma deusa mal disfarçada, e nem se deu ao trabalho de mudar o nome – é Diana até na carteira de identidade.     Talvez tenha vindo checar essa malfadada devastação ecológica que estamos provocando. Além de exibir uma nobre e bela figura, a garota tem mãos de deusa – sob seus cuidados o gramado está sempre verde e lustroso, as flores têm mais cores, os pássaros cantam melhor que Susan Boyle. Pensei que era o novo fertilizante, mas no mês que ela tirou férias foi um desastre – o gramado cheio de falhas ressecadas, as folhagens murchas, e não se achava uma flor nem pra fazer simpatia.     “Eu não digo?” Diana chora, ao retornar e ver o estrago em seus domínios. “Se eu não cuido vira tudo um deserto…” Acho que ela não falava do nosso modesto jardim, mas de um papel mais amplo em sua missão divina, restaurando a natureza antes que acabemos com ela ou ela conosco. Para confirmar minhas suspeitas, a figueira que ela plantou perto do muro tem nos brindado com doces figos. Francamente, uma figueira?!     Pesquiso na Internet e descubro que a figueira é uma árvore sagrada, a primeira planta cultivada pelo homem – um presente dos deuses! Antes do louro, os gregos usavam o figo para homenagear os vencedores das competições esportivas, que viraram as Olimpíadas. As belas estátuas dos belos deuses gregos e romanos não se preocupavam com o alto preço das roupas, andavam nus, ocultando as partes sagradas com folhas de figueira.     O carteiro, também bonito demais para profissão tão modesta, está sempre rondando nosso jardim. Elogia as bromélias, namora as casuarinas, fica horas apreciando a explosão lilás dos flamboyans. Mal distribui as cartas e contas nas caixas postais, corre para descansar no gramado que parece ilustração de propaganda de hotel. Diana passa distraída e ele a persegue, pede uma muda de dandelions, pergunta se tem como mudar a cor de suas brancas e roxas violetas.     “Que cor você quer?” ela ri, curiosa. “Vermelhas; ficariam lindas em contraste com a parede branca do meu panteon, quero dizer, caramanchão”. Perceberam? Alguém já viu carteiro plantando violetas num caramanchão, nesses tempos em que todo mundo se fala por email? Diana fica pensativa, mas não se deixa convencer,“Há uma tradição na cor das violetas, não convém alterar”.   E lá vão os dois flanando entre hortências e gardênias, alfazemas e açucenas como se não fossem desse mundo. Outro dia descobri que ele se chama Hermes, não é estranho? Sempre achei que entregador de cartas se chamava Carteiro. Enquanto isso, a sacola dos correios jaz esquecida na portaria do prédio, ainda com santinhos da última eleição esquecidos no fundo. Por isso que uns ganham e outros perdem: capricho dos deuses!

19/12/2012 / 0 Comments
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Perde aqui, ganhá lá

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O episódio da aprovação da urgência do veto do projeto de lei de redistribuição dos royalties do petróleo criou uma vilã para a classe política. Adversária do ex-governador Paulo Hartung (PMDB), a deputada Rose de Freitas (PMDB) foi julgada e condenada pela classe política como a grande culpada pela discussão dos royalties. A ideia que se tenta difundir é de que ela teria agido no sentido de cair na graça dos deputados dos estados não produtores, visando à eleição para a Câmara dos Deputados. De fato, Rose caiu na graça dos colegas, mas se isso vai garantir a eleição dela, é temerário dizer. Até porque uma recente pesquisa do Valor Econômico apontava a disputa entre Henrique Alves (PMDB-RN) e Júlio Delgado (PSB-MG). A entrada de Rose na disputa era tida como uma estratégia do PMDB para dividir os votos com Delgado, garantindo assim a eleição de Alves. Mas o episódio da semana passada pode ter mudado o jogo. Esta semana, o Correio Braziliense trouxe uma entrevista com a deputada, destacando o apoio crescente do plenário no momento em que ela se candidata à presidência da Câmara.   No gabinete da deputada, enquanto as bancadas do Rio e do Espírito Santo cortam caminho, os demais parlamentares e prefeitos de vários lugares do País fazem peregrinação. O telefone da deputada, segundo o Correio, não para de receber ligações de apoio à sua candidatura. A acusação da classe política capixaba é de que Rose prejudicou o Espírito Santo na questão dos royalties em troca de visibilidade para a disputa. Não se pode culpar Rose pela derrubada do veto da presidente Dilma, porque, como se confirma na sessão convocada do Congresso para votar 3.060 vetos de uma só vez, a ganância dos estados não produtores passa por cima de qualquer coisa. Mas, sim, Rose capitalizou com o episódio, saiu desgastada no Espírito Santo e terá dificuldades eleitorais no próximo ano, com o desgaste causado nos meios políticos e com os mecanismos que seus adversários têm para limá-la da disputa ao Senado, mas pode ter compensação em nível nacional. Será? Fragmentos: 1 – Fim do ano é tempo de confraternização com deputados, balanços de atividades e aprovação de projetos polêmicos a toque de caixa. Todos os dias  entram e saem matérias do governo, sem discussões profundas. 2 – Já os deputados parecem estar mais preocupados com as movimentações do plenário e com as eleições da Mesa Diretora do que em analisar as matérias do governo. 3 – O anúncio do ex-governador Max Mauro (PTB) de que estaria deixando a vida política deixou aliviados alguns deputados estaduais, temerosos com virtual possibilidade de ele entrar na Casa fazendo um discurso crítico ao governo anterior.

19/12/2012 / 0 Comments
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Congresso adia votação de vetos presidenciais para fevereiro

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    A sessão que estava prevista para às 19h desta quarta-feira (19), para analisar os 3.060 vetos presidenciais pendentes no Congresso Nacional, foi adiada para fevereiro de 2013, quando a Câmara dos Deputados e o Senado retomam os trabalhos após o recesso parlamentar. O Orçamento do próximo ano também não será votado. A decisão foi tomada em encontro que reuniu o presidente do Senado, José Sarney, o presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), além de líderes partidários.    Os vetos seriam analisados ao mesmo tempo, dentro do esforço concentrado da maioria dos parlamentares para derrubar o veto da presidente Dilma Rouseff ao projeto de redistribuição dos royalties do petróleo. Decisão do ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal, impediu que este veto fosse analisado antes dos demais, como pretendiam as bancadas dos estados não produtores.    Marco Maia disse que não há clima político para que nenhuma matéria seja votada. Ele afirmou que eventuais votações poderiam ser questionadas por causa da liminar do ministro Luiz Fux.    O veto parcial da presidente Dilma mantém os repasses diferenciados para os estados produtores nos campos de exploração já licitados, beneficiando o Rio de Janeiro e Espírito Santo.   A decisão de Luiz Fux foi em resposta ao pedido de liminar no Mandado de Segurança (MS) 31816, impetrado pelo deputado federal Alessandro Molon (PT/RJ). O ministro observou que a Constituição impõe prazo de 30 dias para a deliberação acerca do veto presidencial e prevê o trancamento de pauta em caso de descumprimento. Portanto, segundo ele, isso implica na apreciação dos vetos em ordem cronológica de comunicação ao Legislativo.

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Terminal Portuário da Imetame em Aracruz tem licença aprovada pelo Consema

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Os representantes do Conselho Estadual de Meio Ambiente (Consema) aprovaram, na tarde desta quarta-feira (19), por maioria dos votos, a emissão da Licença Prévia (LP) para a instalação do terminal portuário da Imetame Logística em Barra do Riacho, no município de Aracruz, norte do Estado.    Segundo o governo do Estado, o colegiado analisou as 47 condicionantes socioambientais propostas pelo Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema) para minimizar os impactos previstos em função da instalação do empreendimento. A Câmara Técnica de Licenciamento de Grandes Projetos, Estudo de Impacto Ambiental e Compensação Ambiental do Consema avaliou a viabilidade das condicionantes propostas pelo Iema antes do assunto ser submetido à votação do conselho.   Entre as condicionantes, estão a elaboração de diagnóstico das comunidades pesqueiras e apresentação de programa de compensação para essa atividade; apresentação de programas de controles ambientais para a fase de instalação do empreendimento, e apresentação de programas de resgate de flora e de fauna, de reposição florestal e de projeto de recuperação em tamanho equivalente ao dobro da área que será suprimida para implantação do empreendimento em uma unidade de conservação preferencialmente de proteção integral, priorizando aquelas com ambientes de restinga.    A Licença Prévia indica a viabilidade do empreendimento a ser instalado no local proposto e tem validade de quatro anos. Para dar início às obras, a empresa deverá cumprir as condicionantes aprovadas pelo Consema e requerer a Licença de Instalação (LI).   No fim de 2011, as comunidades da região de Barra do Riacho, temerosas em relação a projetos empresariais que possam causar impactos ambientais, organizaram um abaixo-assinado direcionado à Secretaria Municipal de Meio Ambiente pedindo à prefeitura que nenhum licenciamento de operação seja concedido a empresas na região, sem antes passar por um diálogo com a comunidade.    Em agosto deste ano, foi realizada uma audiência pública para debater a construção do terminal e, principalmente, o Estudo de Impacto Ambiental (EIA-Rima) apresentado pela empresa no início de 2012.   Ao todo, a Imetame irá construir na região um empreendimento focado na demanda da indústria de exploração e produção de petróleo e gás, por equipamentos e suprimentos relacionados às plataformas petrolíferas. O projeto é de um conjunto de quatro píeres e dois cais.   A Imetame também irá dragar a região (12 metros de profundidade) e construir infraestrutura que incluirá depósitos cobertos, áreas de estocagem, tanques e silos de armazenagem de materiais para acabamento de poços de petróleo, entre outros.   Para tanto, terá que suprimir vegetação, escavar, dragar, aterrar e terraplanar dentro de uma área de 542.180 m², localizada em Barra do Riacho, próximo à Rodovia ES 010, KM 58.   A localização fica a menos de uma hora da Capital e a 30 minutos da BR-101, uma das mais importantes rodovias federais do País, entretanto, ameaça os ecossistemas da região, que abrigam um grande número de espécies de importância ecológica e econômica.   Entre ambientalistas e pescadores, a apreensão é grande. Eles denunciam, há anos, a escassez da atividade, assim como abuso de poder das empresas. Segundo os pescadores, as empresas se utilizam do bom relacionamento com os órgãos ambientais para coibir a pesca na região, restringindo áreas e dias.   Antes um vilarejo de pescadores, Barra do Riacho vem se transformando em um verdadeiro retrato do “desenvolvimento a qualquer custo”  proposto no Espírito Santo. Desde a construção da Aracruz Celulose (Fibria) e de seu porto, o Portocel, a comunidade sofre com inúmeros impactos ambiental, econômico e social. Situação que se agravará com os novos empreendimentos previstos para a região.    Além do estaleiro Jurong, cuja construção em área de relevante importância ambiental foi autorizada após processo de licenciamento conturbado, já foram anunciados para o município tanques de armazenamento de granéis líquidos como combustíveis e soda cáustica, da Oil Power, e um terminal para movimentação de granéis líquidos da Codesa.    A Petrobras também tem projetos na região, como um gasoduto, unidade de fertilizantes e terminal de gás. A subsidiaria da estatal, a Transpetro, responde a crimes ambientais por degradar o meio ambiente no norte do Estado.

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Vitória: Justiça determina licitação para linhas de transporte coletivo

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Depois das linhas de transporte coletivo intermunicipais e do sistema Transcol, a Justiça estadual determinou a realização de licitação para as concessões das linhas de ônibus no município de Vitória. Nessa terça-feira (18), a 2ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado (TJES) anulou as atuais permissões para exploração do transporte coletivo na Capital. O certame deve ser feito no prazo máximo de 300 dias.  Segundo informações do TJES, o colegiado reverteu uma decisão do juízo da Vara da Fazenda Pública de Vitória, que havia extinguido uma ação popular movida pelo advogado Luís Fernando Nogueira Moreira contra a legislação que permitiu as concessões sem licitação. Na ação, o causídico alega que a legislação permitindo a exploração do sistema de transporte coletivo para empresas privadas era inconstitucional.  Durante o julgamento na primeira instância, o juízo rechaçou a ação por entender que ação popular não poderia ser utilizada para a declaração da inconstitucionalidade da norma. O processo foi remetido para o Tribunal de Justiça em 15 de setembro de 2011. O relator do caso, desembargador substituto Victor Queiroz Schneider, entendeu, em seu voto, que, neste caso, a declaração de inconstitucionalidade não era o único objetivo do processo.  Para o magistrado, a ação popular pretendia a anulação dos termos da permissão de transporte coletivo de Vitória expedido pela prefeitura sem licitação. Sobre a contratação, o desembargador concluiu que o artigo da lei municipal que permitiu a prefeitura abrir para empresas de transporte coletivo a exploração sem licitação é inconstitucional. “A dispensa de licitação para contratação de empresas para explorar o transporte coletivo contraria frontalmente a Constituição Federal”, declarou o desembargador substituto Victor Queiroz Schneider. O voto foi acompanhado pelos demais membros do colegiado, os desembargadores Carlos Simões Fonseca e Ewerton Schwab Pinto Júnior.

19/12/2012 / 0 Comments
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