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Século Diário

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Governo prorroga vínculo com investigada por fraudes

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O secretário estadual de Saúde, Tadeu Marino, assinou, no final de novembro, um novo aditivo em contrato com a empresa pernambucana MV Informática Nordeste Ltda, responsável pelo serviço de informatização de unidades hospitalares e na própria pasta. A denúncia publicada com exclusividade por Século Diário aponta que a área técnica do governo questionou a falta de transparência no pagamento de serviços previstos dentro do acordo, avaliado na ordem de R$ 30 milhões.  De acordo com o 2º Termo Aditivo ao Contrato nº 563/2008, publicado na edição do último dia 27 do Diário Oficial do Estado, o governo prorrogou a vigência do contrato até o próximo dia 28 de fevereiro de 2013. Não há mais informações sobre a liberação de novos recursos à empresa que administra os contratos do Programa Saúde Digital (PSD), criado durante o governo Paulo Hartung (PMDB).  O projeto desenvolvido inicialmente pela Auditoria-Geral do Estado (hoje Secretaria de Transparência e Controle), sob comando da cunhada do ex-governador Ângela Silvares, e mais tarde associado à pasta de Saúde – então chefiada por Anselmo Tozi, atual diretor da Cesan – é alvo de suspeições não apenas pelos valores envolvidos, mas também pela ineficácia do sistema que foi expandido aos hospitais filantrópicos.  Desde o início de 2009, o governo do Estado já pagou R$ 28,28 milhões dos R$ 33,9 milhões reservados no orçamento para a empresa pernambucana, segundo dados do Portal da Transparência do Executivo. Deste total, até o momento, a área técnica do governo recomendou a devolução de pagamentos indevidos que atingem a ordem de R$ 5,23 milhões, apenas no período entre agosto de 2011 e abril deste ano.  Segundo nota técnica assinada por auditores do Estado, o acordo possui “cláusulas lacunosas e por vezes draconianas” que dão brechas para o desvio de dinheiro público.  Um dos itens suspeitos no contrato, segundo o documento, é a execução do chamado Serviço de Operação Assistida (SOA). O acordo original prevê, além do fornecimento de licença de uso do software produzido pela MV, que o Estado deve custear uma equipe fornecida pela própria empresa para implantação e treinamento dos servidores público que operaram o sistema.  Em três anos, os “custos” do serviço saltaram de R$ 1,9 milhão para R$ 15,8 milhões.  Entre outras irregularidades, a área técnica questionou gastos em serviços de consultoria de fábrica, pagamentos duplicados por um mesmo serviço, e até cobrança por licenças do software de gestão hospitalar que não foram instaladas.  Sem efeito  O Programa Saúde Digital teve início em agosto de 2004, após a criação de uma comissão estadual para análise dos procedimentos de controle interno de medicações, cujos trabalhos eram desenvolvidos no âmbito da hoje Secretaria de Transparência. No final de janeiro de 2005, a Sesa constatou o “descontrole acerca da gestão dos suprimentos médico-hospitalares e medicamentos”, iniciando uma pesquisa de mercado sobre as ferramentas de gestão hospitalar disponíveis.  Com base nos resultados da pesquisa, o governo adotou o sistema MV, da empresa pernambucana, que atendia a hospitais privados no Estado. Em 14 de dezembro daquele ano foi assinado o primeiro contrato, por dispensa de licitação, no valor de R$ 3,4 milhões pela vigência de dois anos. Esse mesmo contrato chegou a ser aditivado por 90 dias até a renovação do vínculo, novamente sem licitação.  No intervalo entre a assinatura dos acordos, o ex-secretário Anselmo Tozi criou um conselho gestor do PSD, que até o momento enfrentava várias dificuldades, como a alta rotatividade de profissionais, atrasos no cronograma da implantação do sistema nas unidades e dificuldade na apuração de bens e serviços.  O programa foi dividido em três fases: a primeira contemplava a implantação como piloto do software no Hospital São Lucas, Laboratório Central, Central de Regulação e na própria Sesa. A segunda fase, vinculada ao atual contrato, prevê a expansão das funcionalidades para as principais unidades hospitalares na Grande Vitória. A última fase do PSD vislumbra a informatização de hospitais estaduais no interior do Estado.  Passados quase oito anos do início do PSD, as principais carências do setor não foram atendidas. Além da falta de transparência na execução do contrato, o programa de informatização não chegou a várias unidades previstas no projeto inicial e persistem os gargalos no setor de controle e distribuição de medicamentos.

15/12/2012 / 0 Comments
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Demandas para uso e ocupação da praia de Camburi já estão na prefeitura

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As propostas para o uso e ocupação das praias de Vitória foram protocoladas na prefeitura de Vitória nessa sexta-feira (14). São o resultado das audiências públicas realizadas na Câmara de  Vereadores, nos dias 28 de novembro e 12 de dezembro, e deverão ser analisadas ainda pelo atual prefeito, João Coser (PT). Para o uso da orla, 18 sugestões foram apresentadas na tentativa de minimizar o conflito entre usuários de patins, skate, pedestres, corredores e ciclistas.  Além da campanha de conscientização e educativa para orientar a população, a criação do Parque de Patins, e a definição de outros espaços públicos para a prática de skate e de patins, a sugestão feita à prefeitura prevê a reforma da Praça dos Namorados, especificamente a área destinada para skates; a extensão da área do calçadão de Camburi, e a construção de pistas do tipo skateplaza e de uma área para a prática de skate, bicicleta, patins e quadras, na altura do terceiro píer da Praia de Camburi, no mesmo estilo da existente em Venice Beach, na Califórnia.   Já para os empresários esportivos que utilizam o espaço físico das praias em Vitória, a proposta é criar um cadastro de pessoas físicas e jurídicas, prestadoras de serviço de atividades físicas, com o fim de organizar o espaço público das praias.   A ordenação desses espaços, segundo a proposta, também deveria ser definida a partir de dias e horários, preservando a área para os banhistas. Outra ideia é regularizar as pessoas físicas e jurídicas que tenham interesse em prestar serviços na orla, tais como locação de bicicletas, triciclos, bem como definir regras para uso de tais equipamentos.   As providências, diz o propositor do debate, vereador Serjão Magalhães (PSB), deverão ser tomadas ainda este ano e de forma emergencial, com o fim de sanar os problemas vinculados ao uso da orla no município para a prática de esporte e lazer, e a ocupação das praias por aqueles que desenvolvem alguma atividade comercial na região.   A cobrança é para que a prefeitura indique quais secretarias ficarão responsáveis pela fiscalização dessas atividades. O vereador afirma que espera contar com a sensibilidade da prefeitura para que seja elaborado um decreto municipal estabelecendo o uso e a ocupação das praias do município de Vitória, ainda este ano. “Isso viabilizará o adequado e seguro uso e ocupação dos espaços públicos mencionados, o que muito contribuirá para o desenvolvimento da cidade e a melhoria da qualidade de vida do cidadão capixaba”.   A expectativa tanto do vereador, como dos usuários, que se sentem coagidos a usar o calçadão devido aos conflitos e acidentes registrados, é que uma reunião seja agendada para a próxima semana entre a prefeitura e Serjão, com o objetivo de tratar das sugestões apresentadas.

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Para manter Esmael na Assembleia, governo pode dar vaga no TCE ao PT

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Entre as várias mexidas que o governador Renato Casagrande tem feito para acomodar sua enorme base política, uma grande dificuldade tem sido encontrar um espaço para o deputado estadual Esmael Almeida (PMDB). Com o retorno de Rodrigo Coelho (PT) à Assembleia, Esmael perde a vaga de suplente, mas haveria um compromisso do governador em não deixá-lo desamparado. A ideia de levar Esmael para a Cesan parece que não vai vingar, e também não haveria outro cargo em que o perfil de Esmael se encaixe. A acomodação de Esmael implica também na organização das igrejas Assembleia de Deus, onde ele tem influência política, e pela capacidade de apoio do deputado. Foi esse apoio importante para a eleição de Luciano Rezende (PPS) em Vitória e será importante para a reeleição do governador Renato Casagrande. Daí a necessidade de encontrar um espaço político para o deputado, que acaba se convertendo em um só caminho: a manutenção do peemedebista na Assembleia. O governador tem duas formas de conseguir isso. A primeira seria puxando um parlamentar para sua equipe de governo dentro da coligação PMDB-PSB e PT, siglas que estiveram juntas na eleição de 2010, o que parece difícil, já que o governador tem reservado seu secretariado para os aliados sem mandato, como os prefeitos derrotados na eleição deste ano. A segunda maneira seria em médio prazo. No final de maio, o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Marcus Madureira, vai atingir a idade limite para aposentadoria compulsória, abrindo uma vaga no Tribunal. Como a vaga pertence à Assembleia, a ida de um deputado para o TCES abriria a vaga necessária para o retorno de Esmael à Casa. Apesar de o governador ter uma predileção pela escolha do deputado Dary Pagung (PRP) para a vaga, a necessidade de acomodar Esmael pode fazer com que ele mude de ideia. Dentro da coligação PMDB-PT-PSB, há dois candidatos em potencial ao Tribunal, Sérgio Borges (PMDB) e Cláudio Vereza (PT). Para os meios políticos, nessa acomodação quem poderia levar a melhor é o petista, o que seria uma contradição. Isso porque, a bancada do PT teve em outros governos,  uma posição contrária à indicação política para os cargos de conselheiro do Tribunal de Contas. Entre um dos maiores defensores do concurso público para a ocupação do cargo, sempre esteve o deputado Cláudio Vereza.

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Senado pode votar PEC da redução da maioridade penal na próxima 4ª

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A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado pode votar na próxima quarta-feira (19) a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) n° 33/2012, que reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos para crimes hediondos, tráfico de drogas, tortura e terrorismo. A matéria tem relatoria do senador Ricardo Ferraço (PMDB) e vem sendo largamente combatida dentro do próprio Senado e pelas entidades de defesa dos direitos da criança e do adolescente.    A senadora Ana Rita Esgário (PT) já se posicionou contra a PEC, de autoria do senador Aloysio Nunes (PSDB-SP), e se juntou à senadora Lídice da Mata (PSB-BA), para solicitar subsídios às entidades defensoras dos direitos da criança para assim elaborarem votos em separado contrários à PEC.    Mesmo não sendo possível a discussão da PEC, o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) protocolou requerimento para que a matéria fosse discutida em audiências públicas, com participação ampla da sociedade, para que a questão seja profundamente estudada.    Retirar os adolescentes do sistema socioeducativo e colocá-los no penitenciário é sobrecarregar ainda mais um sistema que já está falido. O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) já prevê uma série de medidas que devem ser adotadas em caso de atos infracionais, mas também prevê políticas públicas que garantam a dignidade dessa parcela da população desde o momento do nascimento.   No Espírito Santo a realidade é ainda mais degradante, já que o sistema penitenciário está sobrecarregado, com superlotação e inúmeras denúncias de maus tratos. Além disso, a maioria dos adolescentes que dão entrada no sistema é internada por crimes sem periculosidade e são cooptados por grupos criminosos. 

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???Essa unanimidade atrofiou a capacidade do Estado de avançar???

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Rogério Medeiros e Renata Oliveira “A ‘unanimidade é burra’, porém, perfeitamente explicável” Marcelo Soriano Especialista em políticas públicas, o colunista do jornal A Gazeta, comentarista de política da Rádio CBN Vitória e professor da Universidade Federal do Estado (Ufes), Roberto Garcia Simões, faz uma ampla abordagem sobre a conjuntura política do Estado e os problemas sociais que carecem de atenção por parte do governo Renato Casagrande. A entrevista foi dividida em duas partes, e nesta primeira Simões fala do processo eleitoral deste ano e da gestão Casagrande e sua influência política. Ao mesmo tempo em que estabelece um sistema político que garante a governabilidade, o socialista, na opinião do professor, criou um mecanismo que atrofia o governo. Sem a oposição ou uma voz crítica para cobrar políticas públicas, Casagrande segue sem dar atenção aos grandes problemas da população como saúde, educação, segurança e outros. Simões fala também sobre os novos prefeitos e o enfraquecimento dos partidos políticos.  Século Diário – Durante o processo eleitoral deste ano, as questões sociais foram tratadas pelos candidatos como “a seca do Nordeste”, todos prometendo uma solução para saúde, educação e principalmente, segurança. Com a chegada dessas pessoas aos governos municipais, o que podemos esperar no que se refere às políticas públicas? Como o senhor avaliou esse processo? Roberto Garcia Simões – É um dos papéis daqui para frente e estou imbuído desse propósito, é preciso mudar o formato dos debates. Eu participei de um, na Mata da Praia, e não tem sentido. O formato é aquele de que alguém faz uma pergunta e o candidato tem 30 segundos para responder. Acho que nesse sentido, com todos os dilemas que existem por lá, temos que olhar um pouco os Estados Unidos, pegar um tema, por exemplo educação, e faz um debate. Diferente dos que acontecem hoje. O cara vai ao Sindiupes [Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Estado], promete aumento de salário, vai a outro, faz outra promessa. Tem que escolher o tema e ficar duas horas discutindo esse tema. – Até porque, quando ocorre de acompanhar os debates, a impressão é que o candidato decorou aquilo… – A mesma coisa. Ele reproduz uma coisa mínima no tempo e não aprofunda nada. Então, o processo eleitoral ajuda nessa generalização que não leva a nada. Segundo ponto é que há um desencontro que nós não cobramos. Esse processo gera um quadro que é um desencontro. O candidato durante a campanha sabe que não vai ter uma cobrança significativa posterior, faz um discurso para a plateia. Depois, quando o time entra em campo, a conversa é outra. Essas coisas de saúde, educação e segurança estiveram em todas as campanhas, e não resultaram praticamente em nada do ponto de vista efetivo, no ritmo esperado, na intensidade esperada. Não vou dizer que nada aconteceu, mas muito lentamente. Se tivesse um encontro entre o momento da campanha e o momento da gestão, essas coisas estariam acontecendo. Você pega até mesmo o discurso do governador, que se elegeu garantindo essa questão da segurança, está aí essa coisa toda, e ele não vem a público, porque esse é um tema de desgaste. Então quem vai falar? Ele vai tratar de outros temas: “estamos trazendo R$ 3 bilhões…”. Isso mostra essa clivagem, porque antes você tinha políticos com o brio de vir a público e assumir isso, não se terceiriza a coisa. Acho que temos que repensar esse formato. Por exemplo, Câmara de Vereadores, é o mesmo processo da Assembleia. Todas, em grande medida, entram no mesmo ritmo, não há uma fiscalização efetiva, não há sequer um pronunciamento de alguém em relação a um ponto. – As funções constitucionais de legislar e fiscalizar foram esquecidas… – Sim. Vocês se lembram que na época de prestação de contas do governador na Assembleia, de Paulo Hartung(PMDB) e Casagrande, os deputados ficam receosos do que vai ser a pergunta. Eles têm que fazer um elogio para ter algum “mas”. – Muitos deputados sequer a senha do Siafem [Sistema Integrado de Administração Financeira para Estados e Municípios] têm, não se interessam em pedir… – Não acompanham a execução orçamentária do Estado. Agora, você tem uma parte da Assembleia que tem esse tom, mas tem, vamos dizer, 20% da Assembleia que poderia estar fazendo esse trabalho. Essa é a minha indagação, por que não acontece? Estão todos no mesmo diapasão. – Há hoje na Assembleia um medo por conta de um retorno de Euclério Sampaio (PDT), que fazia uma oposição ao seu modo na época, e da possível entrada do ex-governador Max Mauro (PTB), por conta da postura crítica ao governo que já passou. Dada a fragilidade da Casa. – Mas você veja que o debate de Vila Velha, que a Segurança tinha todo o contorno para ganhar dimensão, não ganhou. Então, temos que mudar esse formato e ver se isso contribui ou não. Agora, me impressiona esse grau de desinformação presente na sociedade. – O que o senhor entende por esse discurso de mudança que foi a tônica da eleição, e que elegeu figuras dentro desse discurso, mesmo sendo todas elas já conhecidas do eleitorado? – Eu não esperava o resultado eleitoral de uma maneira geral. É um negócio complexo de explicar. Porque não é uma combinação entre mim, você e ele. Forma-se uma corrente meio inexplicável, como quem diz: “olha, vamos dar um chega pra lá em todo mundo que já esteve no Executivo”. Menos do que a mudança das políticas públicas e novos métodos de gestão, acho que a população entendeu que a forma de externar a indignação com o que estava até então, só que isso aconteceu dominantemente, como uma tendência. Resolveu tirar todo mundo que já estava há muito tempo aí. Então, você pega Solange Lube (PMDB), em Viana. – Em Vitória, a dicotomia PT e PSDB caiu, em tese… – Em tese, mas eu acho que aqui, o que houve de mais forte foi que desde aquela eleição do Paulo Hartung, PSDB e PPS não estiveram juntos. É a primeira vez, porque nas

15/12/2012 / 0 Comments
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Enquanto Vale faz corrida, ambientalistas convocam protesto na Praia de Camburi

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Neste domingo (16), a Praia de Camburi, em Vitória, não ficará movimentada apenas pela realização da 2ª Corrida Vale, basicamente uma forma mais participativa de fazer publicidade da mineradora e de suas ações “sustentáveis”. A Associação de Amigos da Praia de Camburi (AAPC), juntamente com militantes ambientalistas, convocou um protesto contra a poluição no ar da Grande Vitória. A manifestação começa às 8h, no píer de Iemanjá.   Os motivos para o protesto são muitos. Apesar dos debates para reduzir os limites para as emissões de poluentes, o ar da cidade de Vitória continua entre os mais poluídos do País.  E o material particulado que chega ao bairro Ilha do Boi, por exemplo, aumentou 46% de 2009 a 2012, segundo o Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema).    Vitória supera São Paulo quando o assunto é o volume de dióxido de enxofre no ar. Além do enxofre, a população respira mais 59 tipos de gases, quase todos cancerígenos. Ainda não há estudos disponíveis para alertar os danos que essas substâncias também causam à saúde. O Iema joga a culpa nos veículos que circulam na cidade, mas para os ambientalistas, a Vale e a ArcelorMittal são as grandes vilãs das emissões – até porque Vitória tem muito menos circulação de carros que São Paulo.   Há muita resistência – econômica e política – quando o assunto é alterar os padrões de emissão de gases ou aumentar a fiscalização às poluidoras, muitas pedras surgem pelo caminho. Recentemente, a Federação das Associações de Moradores e Movimentos Populares do Estado (Famopes) lançou um documento em que solicita ações imediatas do governo estadual na área.   A Famopes cobra a implantação urgente de fiscalização rigorosa para coibir e punir as emissões fugitivas das poluidoras que atuam na Ponta de Tubarão – ArcelorMittal e Vale. Exige, também, que a Licença de Operação (LO) da 8ª Usina de Pelotização da Vale somente seja liberada após a empresa reduzir significantemente as emissões e imissões de poluentes na Grande Vitória e depois que der garantia de geração zero de emissões fugitivas.    Um estudo da Associação Brasileira de Alergia e Imunopatologia do Espírito Santo mostrou, também, que Vitória tem o maior percentual de alérgicos do País, fruto principalmente da poluição do ar da capital. São 35 pessoas sofrendo de alergias para cada 100 moradores. Os eventos de corrida da Vale eram batizados de Super Ar. Mas após manifestações nas redes sociais no mês passado, pontuando a contradição do termo com as práticas ambientais da empresa, o nome foi alterado para 2ª Corrida da Vale.   Serviço   Manifestação ambientalista na 2ª Corrida da Vale Quando: 16/12/2012 (domingo) Horário: 8h Onde: concentração do píer de Iemanjá, na Praia de Camburi

15/12/2012 / 0 Comments
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A vida na planície pode ser inóspita

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Paulo Hartung deve estar sentido na pele como pode ser inóspita a vida na planície. Depois de quase uma década de postergações, o juiz federal Alexandre Miguel conseguiu, finalmente, que o ex-governador responda a uma queixa-crime de 2004. Na última semana, a ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Laurita Vaz, negou recurso à defesa do ex-governador, que pretendia que a ação penal fosse processada na Justiça estadual. A estratégia da defesa de Hartung, caso fosse aceita pelo STJ, daria um suspiro extra ao ex-governador, que tentaria mexer seus pauzinhos “em casa”, onde tudo costuma se resolver mais facilmente. O caso que pode levar o ex-governador a ter que acertar as contas com o juiz federal é marcado por medidas prepotentes e autoritárias. No final de 2003, o juiz federal Alexandre Miguel concedeu uma liminar que isentou a distribuidora paulista de combustíveis Oásis Distribuidora do pagamento de ICMS em uma operação de saída de combustíveis dos tanques da T.A. Oil, em Vila Velha. Inconformado com a liminar do juiz, Hartung quis mostrar ao magistrado com quantos paus se faz uma canoa em terras capixabas. No dia 5 de janeiro de 2004, o então governador ordenou que a PM cercasse as instalações da empresa, impedindo as operações da distribuidora. Para se colocar como vítima da história, Hartung convocou a imprensa local para se queixar da decisão do juiz. Foi nesse momento que ele desandou seu discurso. O ex-governador chegou a insinuar que a decisão do juiz teria ligações com o esquema de sonegação que envolvia a chamada “Máfia dos Combustíveis” no Estado. Acrescentou ainda que a decisão do juiz era “estranha e suspeita”. O episódio colocou o governador como herói e o juiz como vilão da história. A população entendeu que o governador corajoso e disposto a defender os interesses capixabas, estava travando mais uma batalha com os “conspiradores do Estado”. Mas o magistrado se sentiu ofendido e procurou a Justiça para provar que era um homem honesto e não tinha nenhuma ligação com a tal “Máfia dos Combustíveis”, como insinuara Hartung. O desfecho do entrevero se arrasta até hoje na Justiça. De 2004 para cá, Hartung vem se valendo de manobras para “barrigar” o processo. Na primeira tentativa da Justiça para apurar o caso, em 2005, os deputados blindaram o governador, já que o pedido de instauração do processo contra o chefe do Executivo estadual teria que ser chancelado pela Assembleia. O juiz insistiu com a ação. Em 2008, mais uma vez, a Assembleia voltou negar a tramitação da queixa-crime. Em 2011, já sem mandato, na planície, Hartung tentou convencer o STJ a descer o processo para a Justiça estadual. Quase deu certo. Mas o juiz federal recorreu e o STJ entendeu que a Corte Federal era a indicada para tocar o processo. Essa nova decisão da ministra Laurita Vaz ratifica a de 2011 e mantém o processo no STJ, o que passa a ser um incômodo danado para o ex-governador, que definitivamente não deve se sentir entre amigos na Corte Federal. Há quem o defenda, alegando que ele só queria zelar pelos interesses do Estado. Mas se analisarmos o contexto dos acontecimentos, perceberemos que Hartung, no início (e também até o final) do governo, se colocava como o “escolhido” para salvar o Espírito Santo da banda podre que devorava o Estado. Era reservada a ele a missão, quase divina, de manter o Estado na mão dos chamados “homens de bem”, aqueles abnegados que marchariam com ele na construção do “Novo Espírito Santo. Hartung, ao se deparar com a liminar do juiz federal, que queria apenas cumprir a lei, não aceitou o afronte e decidiu incluir o magistrado na sua lista negra, que a essa altura já não era pequena. O juiz foi incluído na banda podre, da qual faziam parte aquelas pessoas comungavam para o atraso do Espírito Santo. Desta vez não colou. O juiz não aceitou a pecha de “criminoso” que lhe fora imputada, e se mantém firme na decisão de tirar tudo a pratos limpos na Justiça. Como comentou um leitor na matéria: “As águas estão voltando ao seu leito natural”.  

14/12/2012 / 0 Comments
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Recuou

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O presidente estadual do PSB, Macaciel Breda, que estudava a possibilidade de integrar a Secretaria de Planejamento do prefeito eleito em Cariacica, Juninho (PPS), vai permanecer somente no comando do partido, para dar continuidade aos trabalhos de assistência política nos municípios comandando por socialistas, principalmente agora, que o PSB ampliou o número de prefeituras no Estado – de 13 saltou para 21. Embora sensibilizado e agradecido com o convite, os interesses do PSB falaram mais alto. Macaciel e lideranças do partido entenderam que não seria possível acumular as duas funções, até mesmo porque o PSB cresceu muito. Além do mais, Macaciel é um quadro que atende aos projetos futuros do ninho socialista, leia-se uma candidatura à Assembleia Legislativa em 2014. Ele está há dois anos à frente da regional do PSB e tem a missão de garantir a unidade do partido. Continua portanto a serviço do PSB, em dedicação exclusiva. Empacou Parece que não andou a intenção de fazer Juarez Vieira, candidato a vice na chapa da petista Iriny Lopes em Vitória, o secretário de Saúde da gestão do futuro prefeito Luciano Rezende (PPS). Quem será o próximo cotado? Que ‘fofo’ Por falar em Luciano, em reunião com a guarda de trânsito, o prefeito pediu “menos multa, mais amor e respeito”. Sabido é pouco! Quando Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB) era prefeito, o vereador Zezito Maio (PMDB) estava do lado do governo. Ai vieram as gestões de João Coser (PT) e o peemedebista, macio como sempre, foi se encostando e acabou líder do governo na Câmara. Agora, à frente da Comissão de Finanças, está deixando o terreno preparado para o futuro prefeito. Já fez graça com aumento dos salários e etc, etc e etc. Macio como sempre, se bobear, acaba líder outra vez. E ainda tem gente que considera Zezito ingênuo… Oba-oba Na próxima segunda-feira (17), após a sessão da Assembleia Legislativa, os deputados estaduais partirão em bonde para uma confraternização na Marca Ambiental, na Rodovia do Contorno, em Cariacica. Interesses não faltam, de ambas as partes. Oba-oba II Dos cofres da empresa podem sair doações para a eleição de 2014, quando muitos deles tentarão a reeleição. Este ano, a Marca “molhou a mão” de três candidatos a prefeito em Cariacica, de maneira democrática: o eleito, Juninho (PPS), além do deputado estadual Sandro Locutor (PV) e de Adilson Avelina (PSD), atual presidente de Câmara de Vereadores. Todos levaram R$ 20 mil. Pagando pra ver Sem dúvida, o prefeito reeleito de Conceição da Barra, Jorge Donati (PSDB), tem muito que explicar em relação às acusações de mando a que responde: os crimes da sua ex-mulher Claúdia Soneguethe, da arrumadeira Mauricéia Rodrigues e do sindicalista Edson Barcelos. Mas certamente, não a versão que está em seu livro, publicado recentemente, Jorge Donati: Uma história de luta pela verdade. A propósito, que luta? Pagando pra ver II O último deles, aliás, um crime recheado de “mistérios”. Onde foi parar Diego Ribeiro Nascimento, detento foragido há mais de dois meses, acusado de ser um dos executores de Edson, que em depoimento à polícia havia pedido proteção para dizer quem era o mandante – um “peixe grande” – do assassinato? E as demais testemunhas, “Mateusão” e “Porquinho”? Será que tem isso no livro? Encontro O PSB no Estado realiza seminário de formação política nesta sexta-feira e no sábado (14 e 15), voltado para as mulheres. No Centro de Treinamento Dom João Batista, Praia Formosa, em Vitória. Parlamentares do partido são esperados no evento. 140 toques “Pela primeira vez, as mulheres votaram e tiveram o direito a se candidatar a cargos políticos numa eleição direta britânica”. (Vereador de Vitória – Namy Chequer – PcdoB – no Twitter). PENSAMENTO: “Política é a arte de impedir as pessoas de participarem de assuntos que são de seu interesse”. Paul Valéry

14/12/2012 / 0 Comments
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Coração grande

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Esta semana mostramos aqui em Século Diário as movimentações dos prefeitos da Grande Vitória que estão prestes a deixar seus cargos. Repare que eles vão integrar a equipe de governo ou  receber o apoio do governador Renato Casagrande para buscar uma boa acomodação  para 2014. Isso mostra que de um jeito ou de outro estão sendo socorridos pelo governador, que não vai abandoná-los na planície. A primeira sinalização de Casagrande nesse sentido foi a já confirmada entrada de Helder Salomão (PT) , de Cariacica, em sua equipe de governo. Para isso foi necessário fazer ajustes na Assembleia, com o retorno do secretário de Ação Social e Direitos Humanos, Rodrigo Coelho, e a tentativa de solução para a permanência do suplente dele, Esmael Almeida (PMDB), na Casa. O fato é que Helder, devido ao pouco espaço em seu partido para buscar uma disputa à Câmara dos Deputados, vai ficar na equipe de Casagrande enquanto aguarda a chance de voltar à prefeitura de Cariacica. Antes disso, o governador já havia aberto as portas do PSB para que o prefeito de Vila Velha Neucimar Fraga (PR) migrasse para o partido e disputasse a eleição à Câmata dos Deputados, aliviando a chapa do PR. Mas o prefeito preferiu o PSD, onde terá espaço para disputar até o Senado, se quiser. Tudo isso, evidentemente,  tem o consentimento do governador. O prefeito da Serra, Sérgio Vidigal (PDT) também não foi esquecido e tem um lugar reservado na equipe de Casagrande, se quiser. Como Iranildo Casado estaria de malas prontas para prefeitura de Vila Velha, tudo indica que o caminho de Vidigal também é o Palácio Anchieta. Por último, mas não menos importante, o prefeito da Capital, João Coser tem o apoio do governador para disputar a eleição ao Senado. Embora muita gente ache que é um passo maior do que a perna. Mas em um ambiente político tão favorável ao governador, nada impede. Ao socorrer seus aliados, Casagrande fortalece o próprio palanque. Estamos falando de lideranças que têm um bom capital de votos e estão à frente dos maiores colégios eleitorais do Espírito Santo. As mexidas no secretariado e as movimentações do governador deixam seu palanque à reeleição, do ponto de vista político, muito forte. Quem vai encarar? Fragmentos: 1 – O encontro do PPS desse sábado (15) para fazer o balanço do processo eleitoral deste ano promete pegar fogo, já que o prefeito eleito de Cariacica, Geraldo Luzia, o Juninho, quer reivindicar a vaga do partido para disputa em Guarapari, no lugar do correligionário – pero no mucho – Edson Magalhães. 2 – O prefeito nunca foi um popular-socialista de carteirinha. Sua identidade política é o PTF (Partido do Theodorico Ferraço). Se Edson conseguir ganhar no tapetão, como vem tentando, a eleição no município, ele provavelmente vai governar fora do PPS. 3 – Enquanto o PPS comemora o resultado da eleição, o Movimento Popular de Vitória promete pegar no pé do prefeito eleito Luciano Rezende, presidente do partido, por conta do reajuste nos vencimentos do prefeito.

14/12/2012 / 0 Comments
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Assembleia Legislativa vai apurar sumiço de documentos da Era Gratz

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Após a Justiça confirmar o sumiço dos processos originais com repasses financeiros da Casa entre os anos de 1999 e janeiro de 2003, a Assembleia Legislativa anunciou que também vai apurar o paradeiro dos documentos que desapareceram no período conhecido como Era Gratz. A Mesa Diretora da Assembleia determinou a instauração de uma comissão especial, composta por procuradores do Legislativo, com o objetivo de solucionar o mistério que já dura mais de dois anos.  A comissão especial foi criada a partir do Ato nº 4811, assinado pelo presidente da Casa, Theodorico Ferraço (DEM) e os dois secretários da Mesa (Roberto Carlos, do PT; e Glauber Coelho, do PR). A medida foi publicada no Diário do Poder Legislativo do dia 29 de outubro deste ano, porém, a primeira reunião foi realizada apenas nessa quinta-feira (13), com a tomada de depoimento do ex-presidente da Casa, José Carlos Gratz, que provocou as investigações com a apresentação do pedido de abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) em seus próprios atos. No testemunho, o ex-parlamentar reforçou a necessidade de apuração do sumiço da documentação pelo Legislativo, que deveria ter a guarda dos documentos ou saber a localização dos autos. “A comissão tem dois caminhos: ou apura do jeito que estou pedindo, já que são dez anos de uma luta para provar minha inocência, ou vou entregar toda a documentação que tenho à Polícia Federal”, assegurou. Gratz não descartou a convocação de auditores e da ex-delegada-chefe da Receita, Laura Gadelha, em futura investigação em âmbito federal. Nesta sexta-feira (14), Gratz fez juntada de novos documentos ao processo de investigação e pediu a convocação do deputado estadual Cláudio Vereza (PT), que o sucedeu na presidência da Casa, e da ex-diretora legislativa da Mesa para Assuntos Econômicos, Maria Helena Costa Signorelli: “Quero saber o motivo pelo qual o deputado [Vereza] enviou os originais para a Receita Federal e se foi de sua própria vontade, já que a Receita nada solicitou ao Legislativo”. Sobre a convocação da ex-diretora da Casa, o ex-parlamentar quer saber se foi cumprida a afirmação posta no termo de retenção dos documentos na Receita Federal. Maria Helena Signorelli foi responsável pelo envio das 274 caixas que estão desaparecidas para o órgão de fiscalização. No documento assinado por ela e mais dois auditores há a inscrição de que o rompimento do lacre das caixas ocorreria apenas na presença de um servidor da Assembleia. O ex-presidente da Assembleia conta que, entre os documentos que levou ao conhecimento dos procuradores, estão os indícios de fraudes cometidas no cartão de assinatura da conta corrente do Legislativo capixaba no Banestes: “Esse é um fato tão grave quanto o sumiço dos documentos. O cartão de assinatura da conta da Assembleia na atual agência [que fica na própria sede do Legislativo] foi assinado no dia 14 de julho de 1997, mas a agência só foi inaugurado no dia 10 de outubro de 2000. Gratz solicitou ainda a realização de uma perícia grafotécnica no cartão de assinaturas do Banestes, utilizando como parâmetro os atos de nomeação dos ex-diretores da Casa. “O pedido foi feito por diversas vezes à Justiça Estadual. As perícias foram deferidas por vários juízes, mas até agora não foram realizadas”, alegou o ex-parlamentar, que informou que o Departamento de Criminalística da Polícia Civil se declarou competente para realizar as perícias nos autos dos processos judiciais que responde.

14/12/2012 / 0 Comments
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