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Século Diário

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J.R.R. Tolkien volta aos cinemas com ???O Hobbit???

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Escrito para os filhos de J.R.R. Tolkien, O Hobbit (1937) ganha sua versão para o cinema dez anos depois do final da trilogia O Senhor dos Anéis. O novo filme, entretanto, é um prelúdio a obra que consagrou Tolkien.    O Hobbit, Uma Jornada Inesperada chega aos cinemas capixabas este final de semana, mas é apenas o primeiro filme que dará início a mais uma trilogia para contar a história de Bilbo Bolseiro, a pequena criatura do título.   Peter Jackson, que dirigiu os três premiadíssimos filmes de O Senhor dos Anéis, é novamente o encarregado de recriar a Terra Média. O diretor se aproveita do tom mais inocente da história para criar uma grande aventura com doses de humor e batalhas épicas entre o bem o mal.    A aventura conta a história do pequeno Hobbit Bilbo (Martin Freeman/foto capa), tio do Frodo, que apesar de preferir a segurança e o conforto de sua toca, é convencido pelo mago Gandalf a partir em uma jornada em busca de um tesouro.    Ele é convidado a integrar um grupo de anões, liderados por Thorin Escudo-de-Carvalho (Richard Armitage). Juntos, eles vão até a Montanha Solitária, reclamar seu ouro roubado por Smaug, o dragão (Benedict Cumberbatch). Durante a jornada, Bilbo encontra um misterioso anel que o faz desaparecer, a joia que é pouco explorada na trama mais tarde se tornou o mote para a O Senhor dos Anéis.   Além do típico 3D, o filme traz também uma outra novidade tecnológica. Ele foi filmado em 48 quadros por segundo, a frequência tradicional é de 24. O dobro de informação traz as telonas imagens em alta definição e hiper-realistas.    Peter Jackson fez algumas pequenas mudanças na história apenas para estabelecer uma conexão maior entre as duas trilogias. Além disso, o seu estilo pessoal de dirigir deixará ao final os seis filmes – os três de O Hobbit e os três de O Senhor dos Anéis – bastante parecidos e como se fossem uma história só.    Serviço O Hobbit: Uma Jornada Inesperada (The Hobbit: An Unexpected Journey, EUA, 2012, 180 minutos, 12 anos)    Cine Kinoplex – Shopping Praia da Costa: Sala 1 (3D). 13h20 E 16h50. DUBLADO. 20h20 (LEG). Sexta 20h20 e 23h50 (LEG). Sábado 20h20 e 23h50 (LEG). Sala 4 (3D). 12h50 e 19h40. DUBLADO. Sexta e sábado também 23h. DUBLADO. 16h10 (LEG). Sala 5. 13h40, 17h10, 20h40. Sala 7. 13h, 16h30, 20h. DUBLADO. Sexta também 23h30. DUBLADO. Sábado também 23h30. DUBLADO. Cinemark – Shopping Vitória: Sala 2. 12h40, 16h20, 20h. DUBLADO. Sexta e sábado também 23h50. DUBLADO. Sala 4. 11h, 14h40, 18h20, 22h. Sala 5 (3D). 13h40 e 17h20. DUBLADO. 21h (LEG). Esta sessão não será exibida terça-feira. Sala 6 (3D). 11h40, 15h20, 19h. Sexta e sábado também 22h50. Cine Ritz Guarapari: Sala 3 (3D). 15h30 e 18h30. DUBLADO. 21h30 (LEG).

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Ex-governador vai responder à queixa-crime na Justiça Federal

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Depois de quase uma década de impunidade, graças à manutenção do foro privilegiado, o ex-governador Paulo Hartung (PMDB) vai responder a uma queixa-crime movida pelo juiz federal Alexandre Miguel, no âmbito da Justiça Federal. Na última semana, a ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Laurita Vaz, negou o recurso do ex-governador contra a descida dos autos. Hartung pretendia que a ação penal fosse processada na Justiça estadual, mas a competência do caso seria federal.  Na decisão publicada nessa quinta-feira (13), a ministra considerou que o recurso impetrado pela defesa do peemedebista – segundo, desde a decisão pela descida do processo – teve uma “deficiência na fundamentação recursal”. O caso tramita no STJ desde março de 2004, sendo que o ex-governador foi beneficiado por duas vezes com a rejeição pelo plenário da Assembleia Legislativa do prosseguimento da ação motivada por declarações do então governador à imprensa.  No final de 2003, o juiz federal Alexandre Miguel concedeu uma liminar que isentou a distribuidora paulista de combustíveis Oásis Distribuidora do pagamento de ICMS em uma operação de saída de combustíveis dos tanques da T.A. Oil, em Vila Velha. A liminar chegou a ser mantida pelo presidente do Tribunal Regional da 2ª Região (TRF2), desembargador Valmir Martins Peçanha, mas a empresa desistiu da ação depois de o Estado tomar medidas na Justiça Estadual para desmotivar o seguimento do processo. Na época, a estimativa era de que o prejuízo para o Estado, apenas com essas saídas, seria de R$ 3 milhões.  Contudo, o bate-boca, à época, chegou até a mídia, com Hartung chamando os jornalistas para denunciar a decisão judicial como “estranha e suspeita”. Comportamento que o juiz classificou como “irresponsável e reprovável”.  No início do ano seguinte, o juiz federal decidiu entrar com queixa-crime alegando que o governador agrediu sua integridade moral e sua dignidade no exercício do cargo de juiz. Durante o período de tramitação do caso, a Assembleia – responsável pela atribuição de autorizar a investigação de governadores na ativa – negou o prosseguimento da ação.  Em março de 2005, os deputados negaram o pedido para instaurar o processo, que ficou suspenso até o final do primeiro mandato de Hartung, no final de 2006. Mas, com a reeleição do então governador, o magistrado entrou com novo recurso na Justiça para dar prosseguimento à ação penal. No final de 2008, o plenário da Assembleia voltou negar a tramitação da queixa-crime.  Em fevereiro de 2011, o ministro Luiz Fux determinou a descida dos autos para a Justiça Estadual, porém, o juiz federal recorreu da decisão. Na ocasião, o relator reconheceu a competência de processamento e julgamento da ação penal pela Justiça Federal de 1º grau, uma vez que as ofensas teriam sido cometidas ao servidor federal no exercício da função.  Desde então, a defesa do ex-governador tenta sem sucesso evitar que o processo seja julgado por magistrados federais.

14/12/2012 / 0 Comments
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Filmes em cartaz

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Programação dos cinemas de Vila Velha, Vitória e Guarapari de 14 a 20 de dezembro. O Cine Ritz – Shopping Norte-Sul fechou para reforma. A reabertura deve acontecer entre dezembro e janeiro.   ESTREIAS   Holy Motors (Holy Motors, França/Alemanha, 2012, 115 minutos, 14 anos) Drama. Direção de Leos Carax. Com Denis Lavant, Edith Scob, Eva Mendes, Kylie Minogue. Monsieur Oscar é um homem sombrio que viaja de uma vida para a outra.   Cine Jardins – Shopping Jardins: Sala 2. 18h55.   O Hobbit: Uma Jornada Inesperada (The Hobbit: An Unexpected Journey, EUA, 2012, 180 minutos, 12 anos) Aventura. Direção de Peter Jackson. Martin Freeman, Elijah Wood, Cate Blanchett, Ian McKellen. Prelúdio de O Senhor dos Anéis. O Hobbit, Bilbo Baggins, viaja até a Montanha Solitária acompanhado de um grupo de anões para recuperar tesouro roubado pelo dragão Smaug.    Cine Kinoplex – Shopping Praia da Costa: Sala 1 (3D). 13h20 E 16h50. DUBLADO. 20h20 (LEG). Sexta 20h20 e 23h50 (LEG). Sábado 20h20 e 23h50 (LEG). Sala 4 (3D). 12h50 e 19h40. DUBLADO. Sexta e sábado também 23h. DUBLADO. 16h10 (LEG). Sala 5. 13h40, 17h10, 20h40. Sala 7. 13h, 16h30, 20h. DUBLADO. Sexta também 23h30. DUBLADO. Sábado também 23h30. DUBLADO. Cinemark – Shopping Vitória: Sala 2. 12h40, 16h20, 20h. DUBLADO. Sexta e sábado também 23h50. DUBLADO. Sala 4. 11h, 14h40, 18h20, 22h. Sala 5 (3D). 13h40 e 17h20. DUBLADO. 21h (LEG). Esta sessão não será exibida terça-feira. Sala 6 (3D). 11h40, 15h20, 19h. Sexta e sábado também 22h50. Cine Ritz Guarapari: Sala 3 (3D). 15h30 e 18h30. DUBLADO. 21h30 (LEG).    SESSÃO CULT   Ruby Sparks – A Namorada Perfeita (Ruby Sparks, EUA, 2012, 104 minutos, 14 anos) Comédia. Direção de Jonathan Dayton e Valerie Faris. Com Paul Dano, Zoe Kazan e Annette Bening. Calvin é um jovem romancista que alcançou um enorme sucesso, mas que passa por um bloqueio. Finalmente, ele faz uma descoberta e cria uma personagem inspiradora, chamada Ruby. Semanas depois, Calvin encontra Ruby, em carne e osso, sentada em seu sofá.    Cinemark – Shopping Vitória: Sala 8. Terça e quinta-feira 19h20.   CONTINUAÇÃO   Um Alguém Apaixonado (Like Someone in Love, Japão/França, 2012, 109 minutos, 12 anos) Drama. Direção de Abbas Kiarostami. Com Ryo Kase, Rin Takanashi, Tadashi Okuno. A história do relacionamento de uma jovem mulher e homem mais velho em Tóquio.   Cine Jardins – Shopping Jardins: Sala 2. 16h50.   Quatro Amigas e Um Casamento (Bachelorette, EUA, 2012, 87 minutos, 16 anos) Comédia. Direção de Lesley Headland. Com Kirsten Dunst, Lizzy Caplan, James Marsden, Isla Fisher. Três amigas são convidadas para serem damas de honra no casamento de uma ex-colega de escola que elas costumavam ridicularizar.    Cinemark – Shopping Vitória: Sala 3. 15h.   A Última Casa da Rua (House at the End of the Street, EUA, 2012, 101 minutos, 14 anos) Horror. Direção de Mark Tonderai. Com Jennifer Lawrence, Elisabeth Shue, Gil Bellows, Max Thieriot. Mãe e filha se mudam para uma nova cidade e descobrem que estão vivendo ao lado de uma casa onde uma garota assassinou os pais, mas logo ficam sabendo que a história está longe de acabar.    Cinemark – Shopping Vitória: Sala 8. 22h10.   Muito Além do Peso (Idem, Brasil, 2012, 84 minutos, Livre) Documentário. Direção de Estela Renner. Obesidade é a maior epidemia infantil da história. O filme discute a posição do governo, dos pais, da escola e da publicidade com relação ao tema.    Cine Metropolis: 16h, 17h35, 19h10, 20h45. Sexta-feira 16h e 17h35.   Elefante Branco (Elefante Blanco, Argentina/Espanha/França, 2012, 110 minutos, 16 anos) Drama. Direção de Pablo Trapero. Com Ricardo Darín, Jérémie Renier, Martina Gusmán. Os padres Julián e Nicolas, junto com a assistente social Luciana lutam para solucionar os problemas sociais do bairro. Porém seus esforços entrarão em conflito com a igreja, governo, narcotráfico e polícia.    Cine Jardins – Shopping Jardins: Sala 1. 21h.   Os Penetras (Idem, Brasil, 2012, 94 minutos, 14 anos) Comédia. Direção de Andrucha Waddington. Com Marcelo Adnet, Eduardo Sterblitch, Andrea Beltrão, Mariana Ximenes. Beto e Marco, dois caras totalmente opostos, passam por tudo o que pode dar certo ou errado nas situações mais inusitadas e hilariantes do louco reveillon carioca, a procura de Laura, namorada de Beto e cobiçada por Marco.    Cine Kinoplex – Shopping Praia da Costa: Sala 3. 15h10, 17h10, 19h20, 21h30. Sábado e domingo também 13h.  Cinemark – Shopping Vitória: Sala 1. 12h, 14h20, 16h40, 19h10, 21h30.    A Origem dos Guardiões (Rise of the Guardians, EUA, 2012, 97 minutos, Livre) Animação. Direção de William Joyce e Peter Ramsey. Papai Noel e o Coelho da Páscoa reúnem um grupo de seres folclóricos para combater o Bicho-Papão.    Cine Kinoplex – Shopping Praia da Costa: Sala 6. 14h, 16h20, 18h40, 20h50. DUBLADO.  Cinemark – Shopping Vitória: Sala 3 (3D). 12h30, 17h10, 19h30, 21h50. DUBLADO. Sala 8. 11h50, 14h10, 16h30, 18h50. DUBLADO. Terça e quinta 11h50, 14h10, 16h30. DUBLADO. Cine Ritz Guarapari: Sala 1. 17h. DUBLADO.    Amanhecer Parte 2 – O Final (Breaking Dawn – Part 2, EUA, 2012, 116 minutos, 12 anos) Romance. Dirigido por Bill Condon. Com Kristen Stewart, Robert Pattinson, Taylor Lautner. Após dar a luz a Renesmee, Bella Swan desperta já vampira. Ela agora precisa aprender a lidar com seus novos poderes, assim como absorver a ideia de que Jake, seu melhor amigo, teve um imprinting com a filha.   Cine Kinoplex – Shopping Praia da Costa: Sala 2. 13h30, 16h, 18h30, 21h. DUBLADO.  Cinemark – Shopping Vitória: Sala 7. 11h40, 15h20, 19h. DUBLADO. Sexta e sábado também 22h50. DUBLADO.  Cine Ritz Guarapari: Sala 1. 19h e 21h15. DUBLADO.    Até que a Sorte nos Separe (Idem, Brasil, 2012, 100 minutos, 12 anos) Comédia. Direção de Roberto Santucci. Com Leandro Hassum, Danielle Winitz, Ailton Graça, Kiko Mascarenhas. Tino, um pai de família de classe media, vê sua vida e, especialmente, seu casamento, completamente transformados após ganhar na loteria e perder toda a fortuna.   Cine Ritz Guarapari: Sala 2. 19h e 21h15.   Gonzaga

14/12/2012 / 0 Comments
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Unanimidade política deve garantir reeleição de Casagrande em 2014

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Assim como o seu antecessor, Paulo Hartung, o governador Renato Casagrande conseguiu reunir em torno de seu projeto político praticamente todas as forças políticas do Estado. Essa unanimidade, segundo o professor Roberto Garcia Simões, especialista em políticas públicas, colunista de A Gazeta e comentarista da rádio CBN Vitória, vai garantir uma reeleição tranquila para o governador e até, provavelmente, uma candidatura única. Em entrevista a Século Diário, Simões fala sobre a estabilidade política do governador e como isso, do ponto de vista da gestão, impede que o Estado avance nas áreas sociais, já que sem cobrança, o governo tende a não dar a importância devida a temas como saúde, educação, segurança e outros. Essa estagnação se dá, segundo Simões, pela falta de uma voz crítica, uma liderança que possa cobrar do Estado, não em tom de barganha, como as vezes acontece nos meios políticos, a resolução dos problemas enfrentados pela população e que não são respondidos pelo governo. A entrevista com Roberto Garcia Simões foi dividida em duas partes. A primeira vai ao ar neste sábado (15). Nesta primeira parte, o professor vai falar sobre a conjuntura política do Estado, as lideranças que se destacam no cenário para 2014, a importância da eleição para o Senado e o papel político do governador Casagrande neste contexto. Simões fala também sobre as movimentações da eleição deste ano e dos novos  prefeitos eleitos, dos vitoriosos e dos derrotados do processo. Ele também critica o enfraquecimento dos partidos políticos diante da falta de identidade ideológica de suas lideranças. Na próxima semana, a segunda parte da entrevista vai abordar os problemas sociais e as necessidade de políticas públicas para o atendimento dos gargalos sociais do Espírito Santo.

14/12/2012 / 0 Comments
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Coser se fortalece no PT para se credenciar ao Senado em 2014

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Assim como os demais prefeitos da Grande Vitória, que deixarão os cargos no final deste mês, o prefeito de Vitória, João Coser (PT), também já se movimenta para buscar uma acomodação política em 2014. Entre essas lideranças municipais que concluem seus mandatos visando o futuro político, Coser é o que ensaia voos mais altos. Ele estaria pleiteando a única vaga ao Senado a ser disputada em 2014 e para isso, conta um importante apoio: o do governador Renato Casagrande, que deve assumir o apoio a um aliado para fortalecer seu palanque à reeleição em 2014. Mas o trabalho de Coser rumo ao Senado não começará no ano da disputa, na verdade, já começou. Para o prefeito que sofreu o desgaste do segundo mandato e sai enfraquecido da prefeitura, é fundamental vencer a disputa interna no PT. A eleição do partido será apenas em dezembro de 2013, mas o processo é longo e o pontapé inicial foram as filiações partidárias. Fugindo do caminho ideológico do partido, Coser e seus aliados conseguiram filiar ao PT cerca de três mil novos militantes. Como a eleição no PT é por voto direto, o prefeito conseguiu assim garantir uma boa base eleitoral contra sua principal concorrente, a deputada federal Iriny Lopes. Com o comando do partido, Coser ficará livre para fazer as articulações que mais lhe parecerem vantajosas para a disputa de 2014. Não teria essa garantia se o partido ficasse nas mãos de Iriny Lopes. Em princípio, a disputa ao Senado parece ser um voo muito alto para quem deixa uma prefeitura, mesmo sendo a prefeitura da Capital, com o nível de desgaste que Coser apresentou em seu último mandato. Mas se a tendência que segue nos meios políticos na corrida ao Senado não contar com a participação do ex-governador Paulo Hartung, as lideranças que se apresentarão para a disputa têm um peso político parecido com o de Coser, ampliando suas chances. Além do prefeito de Vitória, outro nome cotado para a disputa é o da deputada federal Rose de Freitas (PMDB). As movimentações do prefeito de Vila Velha, Neucimar Fraga (PR), que também encerra mandato no fim do mês, de malas prontas para o PSD, também não descartam a disputa majoritária.

14/12/2012 / 0 Comments
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Ausência não abonada

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Deixar de marcar presença em certos eventos da agenda pública pode ser considerado um desastroso erro político. Assim pode ser classificado o “bolo” que o governador Renato Casagrande deu nas entidades sociais ao não comparecer à solenidade de assinatura do Programa de Educação em Direitos Humanos (PeDH) e do Plano Estadual de Educação em Direitos Humanos (PeEDH).   Casagrande não foi e mandou no seu lugar o vice Givaldo Vieira, que não é lá muito bem visto pelos movimentos sociais desde que ficou encarregado de negociar o impasse com os estudantes contra o aumento da tarifas de ônibus. Aquele fatídico episódio que transformou o Centro da capital capixaba em  campo de guerra, com direito a queima de ônibus e tudo o mais.    Quase uma semana após o evento, que aconteceu na última segunda (10), as entidades sociais resolveram questionar o “bolo” do governador por meio de uma nota.    No texto, as entidades lembraram que os documentos começaram a ser construídos em em janeiro deste ano, quando foi assinado o Decreto n° 2944-R, pelo próprio governador, instituindo o Grupo de Trabalho (GT) que teria como missão elaborar o PeDH e o PeEDH.  Ou seja, as entidades aguardavam com expectativa o evento que selaria a finalização dos trabalhos com a assinatura dos documentos.    Além do bolo em si do governador, o seu representante, o vice Givaldo Vieira, não recebeu a incumbência de assinar os documentos. A desculpa repassada aos representantes das sociedade civil também não colou. Disseram que o governador não poderia assinar o documento porque ainda não teria tido tempo de lê-lo. Embora o mesmo fora enviado ao Palácio Anchieta há mais de um mês.   Na nota, os representantes das entidades exigem, com razão, uma explicação plausível para imbróglio. “Não podemos tolerar que a mais alta autoridade pública do Estado dissimule qualquer posição num tema que é tão importante para essa população, tão violentada e afastada de seus direitos, e deveria sê-lo também para o poder público, visto que os índices mostram que o Espírito Santo é mau exemplo nacional e internacional no que diz respeito à afirmação de direitos humanos”.    O termos da nota são duros. Um bem dado puxão de orelhas no governador. Os militantes de direitos humanos não estão exagerando. Não é para menos. Após oito anos de governo Paulo Hartung, as organizações sociais acreditavam que passariam a ter uma boa interlocução com o governo do Estado que prometeu tratar as demandas sociais com mais zelo, num ambiente mais democrático.   A sensação que fica é de que Casagrande desdenhou a importância do evento, que era tratado como um marco para os representantes das entidades sociais. Eles acreditavam que o ato solene do chefe do Executivo poderia ajudar a virar a página de violações que este Estado assistiu nos últimos anos.    É por essas e outras que o governador tem de ouvir comentários iguais a de um leitor de Século Diário, que não perdeu a oportunidade de tratar o bolo de Casagrande com uma tirada irônica: “Quem sabe ele estava plantando árvores na Samarco e não teve como comparecer”, escreveu o leitor em referência ao fato de o governador ter estado num evento da mineradora na mesma semana. 

13/12/2012 / 0 Comments
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Cotado

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  Não será surpresa se o prefeito eleito de Vitória, Luciano Rezende (PPS), escolher como seu secretário de Meio Ambiente Claudino de Jesus (foto). Os dois são companheiros de partido e Claudino esteve ao lado do prefeito eleito na campanha deste ano, além de ser considerado fiel a Luciano. Mais do que isso, é um nome que se encaixaria na proposta de entregar a pasta a um quadro que tenha afinidade com a área, como defende uma corrente dos meios políticos. Hoje atuante do movimento cultural, Claudino também tem trajetória no campo ambiental e experiência em administrações públicas, onde já exerceu cargos. Tem perfil e atenderia à demanda, funcionando como um importante contraponto à gestão de João Coser (PT). O atual prefeito nomeou Sueli Tonini secretária, o que desagradou às entidades ambientais e fechou muitas portas. Para quem não se lembra, Tonini passou anos na diretoria do Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema) atuando em favor das grandes poluidoras do Estado. Se Luciano realmente optar por fazer a diferença, este pode ser o caminho. Não faltam expectativas.    Escolhido Em relação ao seu “homem de imprensa”, comenta-se que Luciano já bateu o martelo. Trata-se de Roberto Leão Junquilho, antigo militante do Partidão, um dos fundadores do Sindicato dos Jornalistas, e com passagens por A Gazeta e A Tribuna. Indicação teria partido do jornalista Luiz Carlos Azedo, o orientador político do prefeito eleito.    Parceria antiga No município canela-verde, o anúncio do prefeito eleito, Rodney Miranda (DEM), em relação à futura comandante da pasta municipal de Prevenção e Combate à Violência, a delegada Fabiana Maioral, é somente mais um etapa de uma parceria antiga entre os dois. Estiveram juntos também no grampo ao jornal A Gazeta e na perseguição à militante dos direitos humanos Isabel Aparecida Borges da Silva, indiciada por crimes que não cometeu.    Confiável? A coluna recomenda leitura – “Voto eletrônico: hacker de 19 anos revela no Rio como fraudou eleição” (http://www.viomundo.com.br/denuncias/voto-eletronico-hacker-de-19-anos-revela-no-rio-como-fraudou-eleicao.html).   Olho do furacão O “bicho pegou” para o lado da vice-presidente da Câmara dos Deputados, Rose de Freitas (PMDB). E ainda tem muito tiroteio pela frente. Virou o novo alvo da polêmica dos royalties.   Chá de sumiço O ex-governador Paulo Hartung (PMDB) nunca mais “deu as caras”. Por que será?   Novela mexicana Por falar nele, as obras do Cais das Artes ganham mais um capítulo nebuloso. O custo, que já era nas alturas, só aumenta. Olha no que deu criar um projeto somente para atender aos caprichos do ex-governador. O famoso arquiteto Paulo Mendes da Rocha sabe onde se meteu?   Em família Quem presenciou a sessão solene realizada pelo deputado estadual José Esmeraldo (PR), nessa quarta-feira (12), para marcar o Dia do Engenheiro e do Arquiteto, jura que o republicano incluiu na lista de homenageados o próprio irmão e filho.    Segue… Sem falar no jeitão todo peculiar de Esmeraldo na condução da sessão. Desobedeceu ao protocolo, cutucou colegas de plenário e chamou atenção de convidados. Bem ao estilo dele.    140 toques Hoje [quinta-feira, 13], o Gabinete Itinerante visita Goiabeiras para nova audiência pública. Divulgue, retuíte e participe, ok?”. (Prefeito eleito de Vitória – Luciano Rezende – PPS – no Twitter).   PENSAMENTO: “Em política os remédios brandos agravam freqüentes vezes os males e os tornam incuráveis”. Marquês de Maricá

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Mulher forte

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Está havendo uma confusão na classe política que precisa ser dissipada sobre a sessão dessa quarta-feira (12) do Congresso Nacional, que definiu a urgência na análise do veto das lei sobre redistribuição dos royalties. Rose de Freitas enfrentou um dos maiores desafios de sua vida política. Quem deveria presidir a sessão era o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), mas ele estava na interinidade da presidência da República e o abacaxi sobrou para Rose. E não foi fácil. Algumas palavras impublicáveis foram direcionadas à presidente da sessão, mostrando que o Congresso ainda não está preparado para lidar com a presença feminina em um posto de comando. Rose teve que paralisar a sessão para retirar de trás de seu cangote a multidão de parlamentares que tentavam ganhar no grito a aprovação da urgência ou derrubar a sessão. É muito fácil para os integrantes da bancada capixaba, que se sentiram insatisfeitos, dizer que Rose deveria ter feito isso ou aquilo, mas falar agora passa a impressão de que estão buscando um culpado, um bode expiatório para uma definição que, sabem, é irreversível. Criticam o fato de Rose não ter aceitado as Questões de Ordem para tentar barrar a sessão. Os ânimos dos não produtores estavam muito acirrados e isso poderia trazer um risco ainda maior para o Estado. Quanto ao fato de ela tentar fazer campanha eleitoral, essa suspeita não procede. Rose colocou o nome na disputa para dividir votos com Júlio Delgado (PSB-MG), garantindo assim a vitória de Henrique Alves (PMDB-RN). O que deve ser criticado é a ausência dos deputados e senadores capixabas dos microfones, à exceção de Magno Malta (PR), que foi à tribuna defender os interesses do Estado. No mais, os parlamentares não tiveram o mesmo empenho dos colegas cariocas, que se alternavam na tentativa de obstacular a sessão. Além disso, devem os senhores parlamentares entender que a posição de Rose, como presidente do Congresso, não permitia que ela tomasse uma atitude que beneficiasse os produtores ou não produtores, isso seria irregularidade. Seguiu o regimento, fez o que pôde. Se o Espírito Santo vai perder os royalties a culpa é dele mesmo, não adianta jogar no colo de ninguém. Fragmentos: 1 – Os moradores de Bairro de Fátima, no município da Serra, se surpreenderam com a distribuição gratuita de exemplares da edição do jornal A Gazeta dessa quarta-feira (12). 2 – A distribuição no período eleitoral, diz um morador nas redes sociais, é comum, mas fora desse período é novidade. A única explicação encontrada foi a capa: “A sombra da suspeita”, em que o operador do mensalão, Marcus Valério, diz que o ex-presidente Lula teve despesas pagas pelo esquema. 3 – Se a intenção foi a de atingir o ex-presidente e o partido dele, não se sabe. Também não se sabe quem pagou pela distribuição e porque naquele bairro, especificamente.

13/12/2012 / 0 Comments
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Menos um pouco

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Esse negócio de “tungar” o veto dos royalties, de “blindar” a quadrilha do escritório da presidência de São Paulo, de ministro vir dizer que seu partido é que começou a moralizar tudo, de prefeitos eleitos caírem nas mesmas armadilhas, tudo isso está na medida da saturação e quase virando coisas banais. O que é pior! Estupros entre crianças da família, assaltos com morte estúpida. Isso que aparece noticiado nos jornais e na TV é apavorante. A guerra de mísseis no oriente médio parece ser normal. As mortes em série na noite de São Paulo e nada de solução. Tudo vulgar! Outro dia um senhor ao meu lado falava do carnaval e do Natal. Achando tudo sem emoção. Dizia que Natal as pessoas fazem de tudo e cada vez mais esquecem o aniversariante do dia, o significado de seu nascimento. . Ele tem razão. Isso aqui não é uma crônica de fim de ano, não nenhuma retrospectiva. É uma crônica banalizada também. O meu receio é de sempre tocar nesses assuntos e isso vira uma banalização entre os leitores. Uma vez vi um experiente homem de rádio ensinando a uma repórter de externa a ser sucinta. A falar sem escrever o texto. Ele dizia: “Fala o que você vê, vai narrando tudo ao seu redor”. É assim que eu faço. Escrevo o que vejo e o que sinto, como nessa crônica. Só que o tema é bastante ridículo num final de ano. Mas não dá para fazer um escrito de acordo com o espírito da época, pois esse espírito já não é o mesmo. Sinto isso! PARABÓLICAS Mário Fernando com suas empresas de comunicação (atendendo mais o setor gospel) contribui para a grandeza da imprensa capixaba. Quem aderiu às modernidades do Facebook foram dois grandes radialistas: Moyses Santos e Dery Santos Nero Neto com projetos mais ambiciosos para sua Rádio Nero, agora uma marca em rádio web no país. O novo prédio da Rede Sim Sat na Avenida Vitória já começou a ser habitado aos poucos. Já por lá está a rádio AM 1.290. MENSAGEM FINAL Não há noite tão longa que não encontre o dia. Cardeal de Retz

13/12/2012 / 0 Comments
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Mutirão da verdade

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A quem tiver 32 reais, recomendo a compra do livro As Duas Guerras de Vlado Herzog, de Audálio Dantas, editado em 2012 pela Civilização Brasileira. Peça fundamental da história da resistência à ditadura militar, essa obra de 400 páginas pode ser também uma boa opção de presente de Natal. É mais um trabalho que se junta ao esforço da Comissão da Verdade para levantar casos de violações dos direitos humanos na época da ditadura militar. Vladimir Herzog, jornalista de origem judia, apresentou-se para depor ao DOI-Codi do II Exército na manhã de 25 de outubro de 1975. Dias antes ele havia começado a trabalhar na TV Cultura de São Paulo, pertencente ao governo paulista. No fim da tarde, foi dado por morto como suicida. Tinha 37 anos, esposa e dois filhos. Era o que se chamaria hoje de um pacifista de esquerda. Interessada em atingir o governador Paulo Egidio Martins, escolhido pessoalmente pelo general Ernesto Geisel, a repressão queria que Herzog fosse um perigoso subversivo comunista. Deu no deu.   A versão militar do suicídio – por enforcamento com um cinto atado a uma grade a 1,50 m do chão — nunca foi aceita pelo Sindicato dos Jornalistas do Estado de São Paulo, presidido na época por Audálio Dantas, que esperou mais de 30 anos para dar sua versão do episódio, ocorrido numa época de tensão e medo. Naqueles dias de meados de 1975 houve uma escalada de prisões – só em outubro foram presas 200 pessoas, segundo Dantas, que não se atém aos casos de jornalistas caçados, cerca de uma dezena apenas em São Paulo. .   A morte de Herzog acabou se tornando um divisor de águas na história política brasileira. A partir dali a ditadura, que se prolongaria oficialmente até a década seguinte,  perdeu terreno, embora até hoje mantenha agentes infiltrados em postos públicos e cargos privados. .   Quase 50 anos depois do golpe militar de abril de 1964, podemos dizer que houve vários graus de resistência ao arbítrio e à prepotência. Dos resistentes, uns foram presos, outros se exilaram, alguns se atiraram à luta armada e a maioria se entrincheirou no silêncio, arguindo metáforas e entrelinhas na imprensa, na universidade, nos sindicatos e nas igrejas. Foi tamanha a violência que até hoje continuam aflorando depoimentos, revelações e novidades sobre episódios obscuros ou censurados. Tanto que o governo Dilma criou a Comissão da Verdade para levantar casos de violações de direitos humanos.  Estamos em pleno mutirão. É um trabalho fundamental de restauração da plenitude democrática. Nos países vizinhos realiza-se esforço semelhante.   No meio desse trabalho de formiguinhas da democracia, encontramos resistências. São os adeptos do autoritarismo, as viúvas da ditadura. Daí a cautela e a prudência com que atuam os membros da CV. Não se descarta o risco de represálias e vinganças em  meio a  atitudes notórias para sabotar a recuperação da memória sobre o obscurantismo que se prolongou por 21 anos.   LEMBRETE DE OCASIÃO Quando era repórter da revista O Cruzeiro, Audálio Dantas descobriu no Rio uma favelada chamada Carolina Maria de Jesus. Ela mantinha um diário. Esse caderno de anotações sobre uma vida de sacrifício foi transformado no livro Quarto de Despejo (Livraria Francisco Alves, 1960) que logo virou best seller. . 

13/12/2012 / 0 Comments
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