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Século Diário

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Governo pode flexibilizar norma que limita a aplicação aérea de inseticida

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Sob pressão da bancada ruralista, representantes do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), durante audiência pública nesta quinta-feira (13), prometeram aos senadores rever a norma que limita a pulverização aérea de inseticidas. De acordo com a portaria publicada em julho deste ano, que tem gerado muito controvérsia entre os ruralistas, a pulverização aérea fica restrita a inseticidas usados principalmente em plantações de soja, algodão, cana-de-açúcar, trigo, arroz e citros. Luiz Eduardo Rangel, do Mapa, afirmou aos senadores que o governo poderá ampliar a flexibilização, para garantir o cumprimento de contratos de compra e aplicação de agrotóxicos na safra 2012/2013. Já o representante do Ibama, Márcio Rodrigues de Freitas, se mostrou aberto a ajustes na norma, mas observou que haverá algum tipo de restrição na aplicação aérea dos inseticidas. Para aumentar a pressão sobre o governo, os ruralistas estão prevendo prejuízos financeiros e o corte de postos de trabalho, caso a portaria não seja revogada. Diante da pressão, o Ibama já liberou a aplicação para parte das culturas, mas autorizou apenas uma aplicação em todo o ciclo produtivo da soja e manteve a proibição para citros e algodão. Exemplo No Espírito Santo, a utilização de aeronaves para a pulverização de lavouras já é proibida no município de Vila Valério, região noroeste do Estado. A lei que veta o uso de venenos agrícolas por via aérea vigora desde agosto do ano passado no município. O produtor que descumprir a lei é multado em cerca de R$ 16 mil. Os vereadores capixabas justificam a aprovação da lei devido aos impactos negativos que os agrotóxicos causam à natureza e à saúde humana. As substâncias utilizadas na pulverização aérea das plantações da região são de altíssima toxidade, segundo apontaram, à época da aprovação da lei, os vereadores. Eles também afirmam que a restrição não afetou a produtividade agrícola do município, que produz basicamente café do tipo conilon Abelhas em risco Os inseticidas proibidos, que contêm ingredientes ativos imidacloprido, tiametoxam e clotianidina, além dos riscos para a saúde humana, podem reduzir o número de abelhas que são responsáveis pela polinização de 73% das espécies agrícolas cultivadas no mundo. Os produtos apresentam alta toxicidade aguda, causando a desorientação das abelhas, que não conseguem retornar à colmeia, resultando no fim das colônias. Márcio Freitas, do Ibama, alerta sobre a importância das abelhas na manutenção da produtividade e lucratividade das lavouras e afirmou que, na China e em países da Europa, já é alto o gasto com serviços de polinização, enquanto no Brasil a polinização “é de graça”, por conta da biodiversidade do País.

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Denunciados na Lee Oswald não podem ocupar cargos públicos

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O juiz da comarca de Presidente Kennedy (litoral sul do Estado), Ronaldo Domingues de Almeida, determinou, no inicio desta semana a proibição da ocupação de cargos ou contratação pelo poder público de todos os 55 réus – pessoas físicas e jurídicas – na Operação Lee Oswald. A decisão prevê multa diária para quem descumprir a determinação que tem efeitos até o julgamento definitivo do processo. Ao todo, 39 pessoas, entre elas, o ex-prefeito cassado Reginaldo Quinta (PTB), e 16 empresas foram denunciadas por participação no esquema de fraudes em licitações.  Na decisão, o magistrado acolheu o pedido formulado pelo Ministério Público Estadual (MPES), autor da ação, que pleiteava a proibição dos requeridos ocuparem cargos na Administração Municipal e de contratar com o Poder Público. “Os fatos imputados aos requeridos são graves por demais, não se tratando de fato isolado, principalmente porque versam sobre supostas irregularidades em várias licitações, envolvendo valores vultosos, envolvendo uma gama de pessoas, como agentes públicos e políticos dos poderes Executivo e Legislativo, da Polícia Militar, empresários”, avaliou.  Para o juiz Ronaldo Domingues, a denúncia traz indícios suficientes para a concessão de medida liminar com o objetivo de “salvaguardar o interesse público”. O magistrado estabeleceu uma multa de R$ 30 mil em caso de descumprimento da decisão, que mantém o afastamento dos vereadores e servidores públicos envolvidos no escândalo considerado como o maior da história recente capixaba, segundo o presidente do Tribunal de Justiça do Estado (TJES), Pedro Valls Feu Rosa, que relata a ação penal na segunda instância.  Na decisão, o juiz determinou ainda a notificação do interventor estadual, Lourival Lima do Nascimento, para que atenda a decisão. “Ora, se há indícios da prática de atos de improbidade, como demonstrado ao longo da Ação Civil Pública, é de rigor que se antecipem os efeitos do mérito também no que toca às sanções de proibição de ocupar cargo comissionado na Administração Municipal”, concluiu.  A decisão deve repercutir também no campo político dentro da futura administração municipal. A prefeita eleita Amanda Quinta Rangel (PTB) é sobrinha do ex-prefeito e irmã da ex-secretária do município, Geovana Quinta Costalonga – também denunciada por participação nas fraudes. Em uma futura administração de Amanda, tanto o tio quanto a irmã não poderão ocupar qualquer cargo, hipótese que já era cogitada nos meios políticos locais.  Também foram denunciados o ex-procurador do município Constâncio Borges Brandão; os ex-secretários Márcio Roberto Alves da Silva, Juliana Bahiense Fontão Cruz e Flávio Jordão da Silva; os ex-servidores Alexandre Pinheiro Bastos, Pedro Augusto Marques Magnago e Edino Luiz Rainha; os vereadores afastados Clarindo de Oliveira Fernandes (PDT); Dorlei Fontão da Cruz (PV); Manoel José Abreu Alves, o Brejeiro (PTB) e Vera Lúcia de Almeida Terra (PTB).  Além dos membros da comissão licitante, Jovane Cabral da Costa (pregoeiro do município), Maria Andressa Fonseca Silva, Silvia França de Almeida e Charlene Carvalho Sechin; os militares Fabrício da Silva Martins (ex-comandante da Guarda Municipal) e o soldado Wallas Bueno; o advogado Pedro Josino Cordeiro.  Dentro do núcleo empresarial do esquema, foram denunciados: Jurandy Nogueira Junior, Fernando Ramos Passoni, Fábio Saad Junger, Joel Almeida Filho, José Carlos Jordão Gomes, Ely Monteiro Gomes, Samuel da Silva Moraes Junior, Ely Ângelo Jordão Gomes, José Augusto Galito, Diogo Nícole Fontana, Paulo César Santana Andrade, Paulo César Pessoa, Carlos Fernando Zaché, José Roberto da Rocha Monteiro, Rodrigo da Silva Zaché, Cláudio Ribeiro Barros, Alessandra Salomão Rodrigues, Sabrina da Silva Tesch, Juliana de Paula e Antônio Lydinei Gobbi.  Já as empresas proibidas de contratar com o poder público são: Matrix Serviços e Sistemas e Tecnologia Ltda-ME, Ensino Brasil Tecnologia Ltda-ME, Emec Obras e Serviços Ltda, M2 Consultoria e Serviços Ltda, JCJ Gomes ME, Petromax Comércio de Combustível Ltda-ME, EAJ Gomes Ltda, EM Gomes Atacadista, J.A Galito ME, PC Pessoa ME, Diogo N. Fontana ME, Excelência Representações e Prestadora de Serviços Ltda-EPP, Master Petro Serviços Industriais Ltda e Pulizie Itália Serviços Gerais Ltda. 

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Processos originais da Era Gratz desaparecem do arquivo da Assembleia Legislativa

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“Onde estão os processos originais da Assembleia Legislativa com repasses financeiros durante a chamada Era Gratz?”. A Justiça capixaba busca uma resposta para essa pergunta há mais de dois anos, sem sucesso. Tanto a Assembleia, quanto o Ministério Público Federal (MPF) – instituições que, em teoria, deveriam ter a guarda dos documentos fiscais e processos legislativos relativos ao período de 1999 a janeiro de 2003 – não sabem o paradeiro dos atos. O “desaparecimento” foi confirmado em despacho assinado pelo juiz da 3ª Vara dos Feitos da Fazenda Pública Estadual, Jorge Henrique Valle dos Santos. O sumiço dos documentos pode prejudicar o julgamento de quase uma centena de ações judiciais ligadas aos escândalos batizados pela mídia local como “mensalão capixaba” e o “esquema das associações”, que se arrastam desde 2006. Na decisão publicada no último dia 28, o magistrado afirmou que obteve como resposta das direções da Assembleia e do MPF de que os “documentos não foram encontrados”. Uma resposta comum às solicitações para devolução dos processos originais feitas às instituições após o deferimento do pedido de realização de perícias em assinaturas em cheques e atos do Legislativo. Desde o ano de 2010, o magistrado expediu um sem número de ofícios solicitando a apresentação dos documentos – utilizados na elaboração das denúncias pelo Ministério Público Estadual (MPES), que também não assegurou a guarda da documentação. No total, um volume de 274 caixas de documentos foi enviado à Receita Federal por ordem do deputado Cláudio Vereza (PT), que sucedeu o ex-presidente da Casa, José Carlos Gratz – denunciado em quase todos os processos ligados aos desvios.  Despacho contestado Diante da negativa dos órgãos que teriam a guarda dos documentos, o juiz Jorge Henrique – coordenador da vara exclusiva para julgar ações de improbidade – inovou ao inverter o ônus da prova para determinar à defesa dos denunciados para que “tragam ou indiquem onde estão” os documentos sob pena de preclusão das provas, isto significa que a prova perderia o valor dentro do processo.  No mesmo despacho, o magistrado deu prazo de cinco dias para a “prestação de contas” pelos réus, providência que já está sendo contestada. De acordo com a petição ajuizada nos autos do processo nº 024.050.184.233, a defesa do ex-presidente da Assembleia afirma que “os procedimentos administrativos jamais estiveram com o requerido e por consequência não pode o mesmo indicar onde os mesmos se encontram”. O advogado de Gratz, Luiz Alfredo de Souza e Mello, classifica a indicação da preclusão como uma manobra para “cercear o contraditório e ampla defesa”. Em outros processos semelhantes, o juiz também convocou a defesa de outros denunciados, como a ex-deputada estadual Fátima Couzi e o ex-diretor-geral da Assembleia, André Luiz Nogueira Cruz, para que deem notícia sobre as provas da acusação. “Desde que se iniciaram as deflagrações de inúmeras idênticas ações penais e de improbidade, o requerido afirma a necessidade de prova pericial grafotécnica, uma vez a falsificação grosseira nos cheques e cartão de assinatura do Banestes”, alega a defesa de Gratz, ajuizada no dia seguinte ao despacho.  Sumiço virou pedido de CPI  O agora reconhecido sumiço dos documentos já havia sido noticiado pelo ex-presidente da Assembleia. No mês de julho deste ano, Gratz concedeu uma entrevista coletiva à imprensa para denunciar o desaparecimento da documentação. Ele pediu a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Assembleia para apurar o ocorrido.  Entre os processos legislativos que sumiram dos anais do Legislativo estadual, constam repasses financeiros a veículos de comunicações, órgãos públicos e até mesmo entidades ligadas a autoridades estaduais. Todos esses repasses estão inseridos no relatório da Receita Federal, que indicou o suposto desvio de R$ 26 milhões dos cofres públicos e é utilizado com frequência nas sentenças do caso. Diferentemente do que afirma o Ministério Público, o relatório fiscal da Receita indicaria toda a movimentação financeira da Casa e não apenas o dinheiro que teria sido desviado do erário. Na lista de beneficiários dos repasses da Casa estariam: a Associação dos Magistrados do Estado (Amages), Polícia Militar do Espírito Santo, Corpo de Bombeiros do Estado, Sindicato dos Transportes Rodoviários do Estado, Rotary Internacional, Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado e o Conselho Regional de Odontologia. Também fazem parte da lista órgãos do Executivo estadual e municipais, como a Secretaria da Casa Militar, Secretaria Estadual de Cultura, Espírito Santo Convention, além das prefeituras de Vila Velha, João Neiva, Marilândia, Venda Nova do Imigrante, Apiacá, João Neiva e Pancas. Todos esses repasses foram considerados legais ou não tiveram a proposição das denúncias pela Justiça, mesmo contando na movimentação financeira da Era Gratz.

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PEC dos trabalhadores domésticos pode garantir benefícios a cerca de 8 mil no Estado

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Os trabalhadores domésticos no Espírito Santo estão aguardando ansiosos a aprovação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 478/2010 que dá direito à categoria a 16 direitos trabalhistas. Entre eles, dois direitos chamam a atenção especial da categoria: o direito ao FGTS e ao seguro desemprego. Atualmente, os trabalhadores domésticos com carteira assinada têm 20% do salário recolhidos para a previdência social, porém, não possuem o benefício do seguro desemprego, visto que o FGTS não é recolhido. Para a presidente do Sindicato dos Trabalhadores Domésticos no Espírito Santo (Sindomésticos), Rosangela Zanela Dutra, tanto FGTS quanto o seguro são as demandas mais reclamadas pela categoria. “Mas todos são muito importantes. São 16 direitos trabalhistas que, se aprovados, representarão uma vitória para nós”, disse ela. Além do FGTS e do seguro desemprego, ausentes até agora na carreira destes trabalhadores, a nova lei prevê jornada de trabalho de 44 horas semanais (atualmente não há padrão), pagamento de hora extra, adicional noturno, salário família, entre outros direitos que representarão um incremento de 45% no valor pago às empregadas domésticas. No caso de demissão, por exemplo, o trabalhador terá direito a três meses de seguro desemprego, mesmo que os patrões não tenham recolhido o fundo de garantira. Esse incremento representa o aumento de 45% no valor pago às empregadas domésticas atualmente, porém, segundo o Sindomésticos, não representa uma ameaça à contratação destes profissionais. “Não tem como afetar, a categoria está consolidada e se faz necessária. As novas leis são boas para a categoria e oneram um pouco o patrão. Não acredito que haverá demissões por conta das mudanças”, aposta Rosangela. No Estado, segundo o Sindomésticos, a lei poderá beneficiar cerca de 8 mil trabalhadores domésticos com carteira assinada. “Acreditamos que de imediato as 44 horas de trabalho por semana e a hora extra já podem começar a valer no início de 2013, o restante, se tudo correr bem, será gradativo. Creio que se isso deve ocorrer em 2013. Já começaremos o ano com o pé direito”, festeja Rosangela. Atualmente, apenas 350 mil trabalhadores domésticos em todo o país são beneficiados com o seguro-desemprego, o que corresponde a 6% da classe. O governo ainda não tem previsão sobre quanto a previdência vai gastar a mais com as novas regras. A proposta de emenda à constituição, que já foi aprovado em primeiro turno pela Câmara, ainda precisa ser aprovada mais uma vez pelo plenário da Casa, e duas vezes também pelo plenário do Senado.

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Ausência de Casagrande em assinatura de programa provoca reações

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As entidades de promoção e defesa dos direitos humanos do Estado divulgaram nota pública lamentando a ausência do governador Renato Caragrande para a assinatura do Programa de Educação em Direitos Humanos (PeDH) e do Plano Estadual de Educação em Direitos Humanos (PeEDH). Na solenidade realizada na segunda-feira (10), o governador foi representado pelo vice Givaldo Vieira (PT).    As entidades lembraram na nota que os documentos começaram a ser construídos em 9 de janeiro deste ano, quando foi assinado o Decreto n° 2944-R pelo próprio governador, instituindo o Grupo de Trabalho (GT) que teria como missão elaborar o PeDH e o PeEDH. Os documentos são frutos de reuniões do GT, audiências públicas realizadas em todo o Estado durante o ano e sugestões das esferas públicas.    No entanto, no dia que marcaria a assinatura e consequente implementação dos documentos, as entidades receberam com pesar a notícia que os projetos estariam suspensos. A única justificativa oficial que as entidades receberam foi que o governador não poderia assinar os documentos por não ter lido. O fato causou estranheza, já que os documentos foram entregues oficialmente durante audiência pública na Assembleia Legislativa pelo GT já no dia 9 de novembro.    As entidades pleiteiam que o governador assine os documentos ou que, pelo menos, venha a público esclarecer os motivos que o levaram a não assinar. “Não podemos tolerar que a mais alta autoridade pública do Estado dissimule qualquer posição num tema que é tão importante para essa população, tão violentada e afastada de seus direitos, e deveria sê-lo também para o poder público, visto que os índices mostram que o Espírito Santo é mau exemplo nacional e internacional no que diz respeito à afirmação de direitos humanos”, completa a nota.   Assinam a nota pública o Movimento Nacional de Direitos Humanos (MNDH); a Comissão Justiça e Paz da Arquidiocese de Vitória; o Fórum de Mulheres do Espírito Santo; Fórum Estadual de Juventude Negra (Fejunes); Conselho Regional de Serviço Social (CRESS-ES); Centro de Apoio aos Direitos Humanos (CADH); o Centro de Defesa dos Direitos Humanos da Serra (CDDH-Serra); o Centro de Defesa dos Direitos Humanos Pedro Reis; Centro de Defesa dos Direitos Humanos Dom Tomás Balduíno; a Sociedade Colatinense de Proteção e Defesa dos Direitos Humanos; Coletivo de Mulheres Negras Aqualtune; Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Limpeza Pública, Asseio e Conservação (Sindilimpe-ES); Associação de Mulheres Unidas de Cariacica Buscando Libertação (Amucabuli); o Instituto  de Desenvolvimento dos   Trabalhadores de Baixa Renda (Idesbre) e o Movimento de Mulheres Camponesas do Espírito Santo. 

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Superlotação e alimentação precária no CDP de Aracruz

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O Centro de Detenção Provisória de Aracruz (CDPA), no norte do Estado, volta a ser alvo de denúncias de superlotação e de alimentação precária dos detentos. O Dentro de Proteção e Defesa dos Direitos Humanos no município constatou que a unidade tem 350 presos, sendo que a capacidade máxima é de 180 detentos.    A alimentação dos presos também é alvo das denúncias. Em julho deste ano, a entidade realizou uma inspeção na unidade e constatou que as marmitas continham itens inadequados para consumo. A empresa responsável pelo fornecimento de refeições, B.I.C Pereira EPP, teve o restaurante de Aracruz interditado pela Vigilância Sanitária, por isso, a alimentação está sendo levada de Cariacica e estaria chegando imprópria para consumo em algumas ocasiões.    Outra questão que a entidade denuncia é o número insuficiente de agentes penitenciários por presos, já que o número de detentos vem aumentando sem que o quadro seja recomposto.   Alimentação   Recentemente, a B.I.C Pereira foi denunciada por incluir feijão inadequado ao consumo nas marmitas entregues a presos do CDPA. O valor mensal do contrato entre a Secretaria de Estado da Justiça (Sejus) e a empresa é de R$ 112.920,00. A empresa foi vencedora do pregão eletrônico realizado pela secretaria em 10 de agosto de 2011, com valor unitário por refeição de R$ 9,41.   No entanto, entre os dias 23 e 27 de julho deste ano, o Centro de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos de Aracruz constatou que na marmita servida aos presos havia itens impróprios para consumo humano.    A inspeção verificou que o aspecto das marmitas não estava em conformidade com o estabelecido em contrato entre a Sejus e a empresa, sendo que o aspecto do feijão foi o que mais chamou a atenção. Os representantes do Centro se dirigiram à empresa que fornece os gêneros alimentícios para a marmita e, no local constataram que o feijão reservado às marmitas era constituído de grãos partidos, pedras, larvas e até insetos. Uma amostra dos grãos foi retirada e enviada para a Vigilância Sanitária do município, que encaminhou para o Ministério da Agricultura.    O laudo do Ministério atesta que a amostra foi desclassificada. Em contato telefônico com a empresa, a representante do Centro foi informada que o saco de 25 quilos de feijão custava R$ 22, ou seja, R$ 0,75 o quilo de feijão. O mesmo produto nas Centrais de Abastecimento do Estado (Ceasa-ES) poderia ser adquirido na época por R$ 2,54. 

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Rastaclone leva seu reggae rock à Estação Porto

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  A Estação Porto, em Vitória, recebe neste sábado (15) o som do Rastaclone, que apresenta o seu novo trabalho, o DVD ao vivo Curto Circuito. A abertura ficará por conta do Herança Negra.    O novo trabalho do Rastaclone traz 12 faixas, incluindo os hits Selvageria, Fumaça, Perfume de Flor e Sereia, e duas inéditas, Crescer com Você, e Horizonte Azul. As imagens do DVD foram captadas durante o circuito de shows de verão no Espírito Santo em 2012. Daí o título da obra.    Formado por Bob (vocal), Cigano (bateria), Nareba (baixo) e Ratão (guitarra), o grupo,ficou conhecido por misturar a batida do reggae com o som pesado do rock.   Curto Circuito marca a carreira da banda capixaba que completa 15 anos de estrada com dois discos lançados, músicas executadas em rádios e TVs do país, shows ao longo do território nacional e muitos fãs.   Banda formada em 1997 em Vila Velha, o Rastaclone destacou-se com o primeiro álbum, Essiédubão, que vendeu mais de 50 mil cópias no mercado independente. O sucesso resultou na assinatura de um contrato com a gravadora Green Songs, do Rio de Janeiro.   Serviço Rastaclone e Herança se apresentam neste sábado (15), a partir das 21h30, na Estação Porto. Av. Getúlio Vargas, 556, Centro, Vitória. Informações: (27) 3132-2064. Entrada franca.

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Internação de Celso de Mello dificulta manobra de prefeito de Guarapari

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Enquanto o resto do País se preocupa com o adiamento das decisões sobre o mensalão por causa da internação do ministro -relator Celso de Mello, devido ao agravamento de uma gripe, em Guarapari o episódio tem outra conotação. É que o ministro é o relator da ação cautelar interposta pelo prefeito Edson Magalhães (PPS) para tentar ser diplomado no próximo dia 19. O recurso do prefeito deu entrada no gabinete do ministro na nessa terça-feira (11), mas com a internação de Celso de Mello, ou o processo será redistribuído ou o prefeito não conseguirá uma decisão liminar antes do prazo da diplomação. Independentemente da decisão sobre a situação do prefeito, as forças políticas continuam tentando um entendimento para a nova disputa que será marcada pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE), ainda nesta quinta-feira. Com o aval do Tribunal Superior Eleitoral, o TRE fica livre para decidir o novo calendário eleitoral no município. A expectativa é de que a eleição seja realizada em fevereiro próximo. Até lá, a dúvida que se estabeleceu em Guarapari é sobre o prefeito que assumirá a interinidade até a nova eleição. Se não conseguir sucesso no Supremo, o município só tem prefeito até o próximo dia 31. Nos bastidores as movimentações de Edson Magalhães não são mais vistas como meramente protelatórias. Em Brasília, o prefeito se aconselhou com o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), sobre o caso. Tem como apoiadores o presidente da Assembleia Legislativa, Theodorico Ferraço (DEM), e o ex-governador Paulo Hartung (PMDB). O objetivo do prefeito seria conseguir a diplomação para dificultar a perda do mandato. Na classe política local, o sentimento é de que se Edson conseguir tomar posse, dificilmente será retirado da cadeira de prefeito, dado o lobby que estaria por trás de seu retorno à prefeitura.

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MPES vai cobrar Decreto Emergencial para uso da orla de Camburi no verão

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Um Decreto Emergencial deverá estabelecer regras temporárias para o uso da orla de Camburi, em Vitória. As principais sugestões apresentadas para minimizar o conflito entre os usuários foram apresentadas durante nova audiência pública realizada nessa quarta-feira (12) e serão avaliadas pelo Ministério Público Estadual (MPES), que irá cobrar o cumprimento das medidas da prefeitura municipal.    Entre as propostas está à intensificação das campanhas educativas e, sobretudo, a delimitação de áreas para cada modalidade exercida na região, como é o caso do skate, patins, caminhada, corrida e bicicleta.    Segundo o vereador Serjão Magalhães (PSB), propositor do debate, as propostas foram encaminhadas ao MPES, responsável por avaliá-las. O próximo passo, segundo o promotor do órgão, Marcelo Lemos, será escolher as ideias mais razoáveis e fazer um encaminhamento imediato à prefeitura.      A criação de um Decreto Emergencial foi apoiada pelo secretario municipal de Segurança Urbana, Délio da Silva Barros, mas ele lembrou que a medida é temporária e que mais à frente o tema deverá ser rediscutido para a criação de uma legislação definitiva de regulamentação dos espaços da orla de Camburi.    Presente ao debate, o vice-presidente da Associação Capixaba de Skate (ACSK), Lauro Salles, o Laurinho, admitiu que o uso de skates no calçadão da praia de Camburi precisa de ordenamento, mas ressalta que falta espaço para a prática do esporte na cidade. Segundo ele, há inúmeras modalidades do esporte e as praticadas no calçadão são justamente as que ocorrem em retas, onde não deveriam ocorrer  manobras. “Tem hora que o skatista quer sentir o vento no rosto ouvindo uma música”, lembrou ele.    O uso da orla também já foi defendido pela atleta de patinação Flávia Pretti. Segundo ela, assim como os demais usuários, os patinadores também buscam o contato com a natureza e a orla é o local mais adequado para isso.    A busca por um consenso é compartilhada por todos os usuários. No caso de um ordenamento, Lauro Salles apontou as áreas do píer de Iemanjá e do calçadão na entrada da Avenida Adalberto Simão Nader para a prática do esporte durante o verão. Já para os patins um local já foi solicitado pelos usuários, e segundo Serjão, deverá ser disponibilizado próximo à Curva da Jurema, um local pouco usado pela população, que se reformado, poderá minimizar o fluxo de patinadores na orla de Camburi. A área será apelidada de Parque de Patins   Sobre o “parque”, o vereador Serjão afirmou que a solicitação já foi protocolada na prefeitura desde o fim da primeira audiência. No documento, foi pedido a reforma do local, incluindo a troca do piso e a instalação de corrimões.   Já sobre as campanhas educativas, o alerta veio do skatista Laurinho. Ele ressalta que as campanhas educativas não estão sendo realizadas nos horários de picos e nem durante os dias da semana, não atendendo a seu principal objetivo, que é minimizar o conflito entre usuários nesses períodos.     Ao todo mais de  50 mensagens com a proposta de regulamentar e melhorar o uso da orla de Vitória foram entregues ao vereador durante a audiência.    Participaram ainda do encontro o superintendente em exercício da Secretaria do Patrimônio da União no Estado (SPU), João Nunes, o gerente de posturas da Secretaria de Desenvolvimento de Vitória, Ary Jorge, e a representante da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Gerusa Ferrari.

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Nove adolescentes a cada mil são assassinados na Serra antes dos 19 anos

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A cada estudo publicado sobre violência no Brasil, é raro não se deparar com o Espírito Santo ocupando as primeiras colocações. Nesta quinta-feira (13), o Laboratório de Análise da Violência (LAV) da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) divulgou o Índice de Homicídios de Adolescentes (IHA) 2010. A Serra, que há anos vem liderando as taxas de homicídios na Grande Vitória em todas as faixas etárias, é a terceira cidade mais letal do País para adolescentes com idades entre 12 e 18 anos. De acordo com o estudo, que avaliou os municípios brasileiros com mais de 200 mil habitantes, nove adolescentes a cada grupo de mil são assassinados na Serra antes de completar 19 anos. O levantamento do LAV também faz a projeção de mortes dentro dessa faixa etária entre 2010 e 2016. Nesse período, a estimativa é de que ao menos 452 jovens percam suas vidas para a violência no município serrano. A taxa de IAH da Serra (8,9) supera em três vezes a média nacional, que é de 2,98 mortes para cada grupo de mil jovens. Em 2007, quando o LAV publicou a projeção de mortes até 2013, a taxa de IHA na Serra era de 6,1. O estudo atual mostra que o aumento do IHA na Serra foi de 48% do último estudo para o atual. Vitória, que no estudo anterior ocupou a 25ª posição com IHA de 4,3, praticamente dobrou o índice. De acordo com o LAV, a capital capixaba é a oitava mais letal nesta faixa etária entre os municípios com mais de 200 mil habitantes. Ou seja, oito adolescentes a cada grupo de mil são assassinados em Vitória antes de completar 19 anos. A projeção é que 275 jovens engrossem os índices de homicídios entre 2010 e 2016. Para se ter um ideia da gravidade das taxas de IHA da Serra e de Vitória, a média nacional é de três adolescentes mortos para cada grupo de mil. A estimativa para todo o Brasil, se não houver queda no índice nos próximos anos, é que mais de 36 mil jovens de 12 a 18 anos sejam mortos, possivelmente por arma de fogo, até 2016. Os jovens negros (o estudo inclui os pardos nesta estimativa) devem ser as principais vítimas.

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