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Século Diário

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Confraternização de fim de ano

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O governador Renato Casagrande vai aproveitar as confraternizações de final de ano para “embutir” uma mensagem à classe política com vistas à reeleição de 2014. Na próximo quinta-feira (13) o governador toma café com os 745 vereadores – parte deles reeleitos. Um dia antes, na quarta (12), almoça com os deputados estaduais, selando o armistício “firmado” com a Assembleia Legislativa desde que deu anuência para a PEC que permite a reeleição de Theodorico Ferraço (DEM) avançar.    O motivo oficial para reunir vereadores e deputados seria o compromisso de prestar contas sobre as principais ações do governo realizadas em 2012, principalmente nas áreas de Segurança e Saúde, dois gargalos do governo.   As duas áreas, que junto com a Educação, sustentam o desarmam o tripé de qualquer governante, são temas indigestos para Casagrande. Principalmente, a Segurança, que continua amargando péssimas resultados. O cenário de guerra civil, que no governo anterior era ocultado pela imprensa corporativa, ganhou evidência no atual governo. A violência, como já prevenimos aqui, pode ser uma adversária ferrenha de Casagrande em 2014, caso ele não reduza a criminalidade até o ponto de a percepção da população indicar que a violência está de fato arrefecendo.    Por isso Casagrande está tão empenhado em prestar contas à classe política. Ele sabe que esses vereadores e deputados serão estratégicos para seu projeto de reeleição em 2014. O governador, entre um café e outro, olho no olho, quer convencer deputados e vereadores que está se empenhando ao máximo para reverter o problema da violência. Os indicadores sociais, dependendo da plástica e do viés da apresentação, podem aliviar a barra do governo, pelo menos perante à classe política, que pode se torna testemunha ocular do esforço do governador.   Mas Casagrande também tem notícias boas na manga. É nessa hora que ele quer aproveitar o clima natalino para lembrar à classe política que o dinheiro “sagrado” dos royalties está sendo assegurado nos caixas das prefeituras graças ao empenho pessoal dele, que não poupou idas e vindas a Brasília para ajudar a pressionar a presidente Dilma Rousseff a vetar a proposta que modificava o sistema de partilha dos royalties do petróleo.   Casagrande vai continuar pedindo cautela a todos com os gastos. Ele lembrará das perdas já consolidadas com o fim do Fundap (Fundo de Desenvolvimento das Atividades Portuárias) e que a ameaça dos royalties ainda é um fantasma que apavora o Espírito Santo.    Apesar do quadro de incerteza que ronda a economia, ele quer passar uma mensagem positiva à classe política. Tranquilizá-la que tem pulso forte para manter a nau capixaba na rota do desenvolvimento, mesmo sob tormenta – é o sentimento de união na adversidade. Mais que isso, quer mostrar que hoje é ele o principal protagonista político do Estado. 

08/12/2012 / 0 Comments
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Quilombola agredido por agentes penitenciários pode perder parte da visão

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O músico quilombola Rogério Cassiano Américo, que foi agredido por agentes penitenciários que atuavam como seguranças em um evento em Conceição da Barra (norte do Estado), deve perder parcialmente a visão do olho atingido por arma de choque. Rogério, morador da comunidade Linharinho, naquele município, foi reavaliado por médicos nessa sexta-feira (7).   Ele precisou de novo atendimento médico por sentir muita dor no olho ferido. Ao ser examinado, ficou constatada uma pequena hemorragia, que demanda realização de cirurgia o mais rápido possível.    Nesta segunda-feira (10), o músico vai ser reavaliado em Vitória, com o médico que prestou o primeiro atendimento.    No dia da agressão, em 30 de novembro, Rogério foi a uma festa, mas como ainda era cedo, decidiu sair para retornar depois. Neste momento foi questionado pelos seguranças, que alegaram não ser possível o retorno depois de deixar o recinto. Foi iniciada uma discussão com um dos agentes que faziam a segurança e logo ocorreu a agressão, com os outros três agentes se juntando ao primeiro.    Rogério levou choques na costela e no olho. Ele chegou a ficar em observação no Hospital São Lucas, em Vitória, onde foi constatado o ferimento embaixo da pálpebra. O laudo atestando as lesões de Rogério foi feito em Conceição da Barra. No entanto, a lesão que pode custar a visão dele foi classificada como leve pela médica que o atendeu.    A vítima também enfrentou dificuldades para registrar a ocorrência corretamente. Na primeira tentativa, o ano em que ocorreu a agressão saiu errado no Boletim de Ocorrência (BO); na segunda, o nome do delegado responsável saiu errado, Paulo Roberto Amaral, que já não atua na delegacia de Polícia Civil de Conceição da Barra, em vez de Roberto Fanti de Resende, atual delegado responsável no município. Os nomes da vítima e o da mãe também já saíram errados no boletim.

08/12/2012 / 0 Comments
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DER-ES ignora suspeição e confirma licitação para contratação de software

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Depois de três meses de suspense após suspeitas de fraudes na licitação, o Departamento de Estradas de Rodagem do Estado (DER-ES) confirmou, nessa sexta-feira (7), a contratação da empresa catarinense Softplan (nome fantasia da Poligraph Sistemas e Representações Ltda) para o fornecimento de software para o órgão. Somente a empresa vencedora – que já havia sido apontada como vencedora do certame – disputou a concorrência, cujo valor estimado é de R$ 6,41 milhões.  Segundo o extrato do Contrato nº 019/2012, publicado no Diário Oficial do Estado, o acordo de prestação de serviços técnicos de informática para fornecimento de licenças e modernização dos processos de gestão do órgão terá vigência de dois anos, ao preço de R$ 6.418.180,00. Somente neste ano, o orçamento do DER-ES destina aproximadamente R$ 1,3 milhão para o contrato.  O texto aponta que órgão deve desembolsar nos anos de 2013 e 2014, respectivamente, R$ 3,9 milhões e R$ 1,2 milhão. Com a possibilidade de aditivos, o custo da contratação poderá alcançar a casa dos R$ 16 milhões nos próximos cinco anos. Valores tão significativos, mas que não atraíram qualquer outra empresa a disputar o certame. Uma das explicações seria o direcionamento para a Softplan (Poligraph), que oferecia produtos exatamente iguais ao objeto de contratação do DER-ES.  De acordo com uma representação formulada por José Maria Ribeiro, considerada improcedente pela comissão licitante do DER-ES, o texto do edital da Concorrência Pública nº 013/2012 coincide com a descrição dos produtos oferecidos pela empresa. No texto, ele demonstra que os vinte módulos citados no edital do DER-ES como obrigatórios no software a ser contratado eram semelhantes aos oferecidos dentro do software Sider – de propriedade da Softplan, como atesta o site da empresa.  Em alguns casos, os nomes dos módulos citados como obrigatórios pelo edital são idênticos, como o “Sistema de Gestão de Contratos e Medições de Obras Rodoviárias – SMO”, forma na qual é apresentado no edital, e o item “Gestão de contratos e medições de obras”, como oferece a empresa catarinense.  A representação foi apresentada à direção do DER-ES e ao Tribunal de Contas do Estado (TCE). Nos dois casos, a denúncia não foi alvo de qualquer investigação mais criteriosa. Pouco mais de uma semana depois, o presidente da comissão licitante, Carlos Roberto de Paula Ribeiro, comunicou que decidiu não acolher as razões apontadas na denúncia. As suspeições sobre a contratação fizeram o órgão “congelar” o processo de contratação. O resultado final da concorrência havia sido publicado no último dia 12 de agosto. Entre as idas e vindas do processo, os autos passaram pelas mãos da diretora-geral do DER-ES, engenheira Tereza Maria Sepulcri Netto Casotti, que assinou o contrato na última quarta-feira (4).

08/12/2012 / 0 Comments
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Juíza aposentada defende fim das prisões e da proibição às drogas

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José Rabelo e Lívia Francez Fotos: Gustavo Louzada   “Acreditar que o sistema prisional possa cumprir seu papel de reinserção é o mesmo que acreditar que alguém pode aprender a jogar futebol dentro de um elevador” Eugenio Raúl Zaffaroni   A juíza aposentada Maria Lúcia Karam coloca o dedo na ferida. Diretora no Brasil da Law Enforcement Against Prohibition  (Leap-Brasil) – organização  fundada nos Estados Unidos com a missão de reduzir os inúmeros e danosos efeitos colaterais resultantes da guerra às drogas e diminuir a incidência de mortes, doenças, crimes e dependência, pondo fim à proibição das drogas –, ela defende a abolição prisional, ou seja, o fim das prisões, que se apresentam um modelo falido que, em vez de ressocializar, gera ainda mais violência e reincidência.    Karam, que também já foi defensora pública, esteve em Vitória na quinta-feira (6) para participar do seminário Desencarceramento e Abolicionismo Penal, realizado na Assembleia Legislativa, como parte da programação da IV Semana Estadual dos Direitos Humanos, e falou a Século Diário sobre a proposta que defende.    Para a magistrada aposentada, o Estado vende a ideia de que, ao retirar o infrator do convívio em sociedade, é possível ressocializá-lo atrás dos muros das prisões, o que não é verdade, já que não há nenhum beneficio efetivo no encarceramento.     Além do desencarceramento total, Maria Lúcia também defende a legalização das drogas. Dessa forma, ela aponta, a violência gerada por ela, principalmente na cadeia produtiva, acaba.    Século Diário – O jornal acompanha sistematicamente essa questão do sistema prisional e inclusive já fizemos várias denúncias. Quando defendemos uma posição pelos direitos humanos da população encarcerada e dos familiares, recebemos muitas críticas. A senhora propõe essa discussão,  também deve ser alvo de críticas. Como trabalha quando defende essa tese e como convencer a sociedade para que repense e não trate o assunto com repulsa?   Maria Lúcia Karam – O nosso sistema penal tem o que eu chamo de uma publicidade enganosa, e vende essa ideia de que a prisão resolveria todos os problemas e traria segurança, tranquilidade. Essa ideia do criminoso, de afastar do convívio social, tem raízes muito profundas, é a ideia do “bode expiatório”, que adquire uma força ainda maior quanto mais complexas são as sociedades. O criminoso é sempre o outro, é muito fácil identificar o mal, tudo acontece de ruim na pessoa do criminoso. E o sistema penal vende essa ideia de que punindo alguém, prendendo alguém, tudo vai estar resolvido.    – E a sociedade compra essa ideia…   – A sociedade compra essa ideia, porque é muito cômodo identificar o mal numa pessoa, e ter esse sentimento de alívio, que foi apreendido aquele homicida, aquele estuprador, e que tudo vai ser resolvido.   – Mesmo sabendo que não há nada de positivo nisso.   – Primeiro, a história mostra que isso não foi resolvido. O discurso hoje é que a gente já aplica prisão como pena há 300 anos e, ao contrário, a violência teria crescido, a criminalidade teria crescido. Então, a realidade já mostra que esse instrumento não tem servido para trazer tranquilidade. A prisão, efetivamente, só cria maiores problemas. O sistema penal já chega atrasado. Só depois que aconteceu o fato é que se processa, condena e prende alguém, ou seja, não impede que os crimes aconteçam. Mandar alguém para a prisão é fazer com que a pessoa se torne mais desadaptada ao convívio social.    – O último lugar para se ressocializar alguém é na prisão.   – É uma maluquice falar em ressocialização tirando a pessoa da sociedade, é absolutamente irracional ensinar a pessoa a conviver em sociedade, afastando-o dessa mesma sociedade.      – A senhora acredita em alguma situação que realmente não teria outra alternativa a não ser o encarceramento?    – Não. O pior crime que pode existir é o homicídio, o resto tudo se resolve. Se tirou a vida, não tem mais jeito. Para mim é o crime mais grave. No entanto, a gente convive com vários homicidas sem grandes problemas. Não são todos os homicídios que são apurados e que seus autores são identificados, processados e condenados. Os autores estão aí e podem estar perfeitamente adaptados. E mais que isso, a gente convive com vários homicidas. Basta ver na história do Brasil, na questão da ditadura, em que várias pessoas foram mortas. Eu sou absolutamente contra punir agora os torturadores.    – Como se tratariam esses casos? Por exemplo, um homicida com comprovada autoria. Ele vai a julgamento…   – Pode-se resolver no cível, desde que a família da vítima queira, com uma reparação de danos, uma compensação, se o autor puder pagar. Ou o próprio Estado poderia assumir esse custo.   – A senhora está propondo a troca de uma pena de reclusão por uma reparação material. As vidas perdidas seriam quantificadas?   – Hoje em dia já é quantificado. É uma ajuda à família da vítima. Por exemplo, se for um pai de família é fundamental que se ajude essa família que perdeu aquela pessoa que sustentava. Há uma questão material, sim. Acho que se o autor do homicídio não for identificado ou não puder sustentar, o Estado deveria assumir isso. E o Estado também deveria assumir uma ajuda psicológica à família da vítima.    – E como se faz para que o autor cumpra essa pena, da reparação?   – No cível, penhora bens, se ele tiver. Se não tiver bens, o Estado pode assumir.   – Na sua proposta, em nenhuma hipótese, esgotando todas as alternativas, o criminoso iria para a prisão?   – Não. Não adianta nada a prisão, você já perdeu o seu ente querido, do que adianta você causar sofrimento para outra pessoa? Porque a ideia da pena é causar sofrimento, isso não anula a dor de quem sofreu essa perda.   – E quando o autor é psicopata?   – Temos que tentar um tratamento de saúde.   – De acordo com a sua proposta, a sociedade teria

08/12/2012 / 0 Comments
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Jogo de empurra: nem prefeitura nem construtora falam sobre alagamento de casas populares

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  Está difícil encontrar quem queira falar sobre construção das casas populares do projeto federal ‘Minha Casa, Minha Vida’, no município de Linhares, norte do Estado. As casas foram inundadas em janeiro deste ano, durante a primeira cheia do Rio Doce, e agora vêm sendo “envoltas” por um dique que deveria garantir a proteção das moradias, entretanto, nem a prefeitura, nem a AB Engenharia, empresa responsável pela obra, garantem o êxito da nova iniciativa.  Segundo o Departamento de Habitação da Prefeitura de Linhares, a questão dos alagamentos na região – ocorreram mais de um durante todo o ano – deve ser esclarecida com a AB Engenharia.   Já segundo o engenheiro Ricardo Cezar Alves de Souza, da AB Engenharia, diz que todas as informações dadas à imprensa devem ser repassadas pela Caixa Econômica Federal, para não haver desencontros. Segundo Ricardo, a Caixa é a dona da obra, que segue em ritmo normal de construção.   Para o Ministério Público do Estado (MPES), porém, nada é normal na obra realizada em Linhares. O órgão aponta que o local escolhido para construir 1.592 casas está dentro de uma Área de Preservação Permanente (APP) e de Tombamento pela Mata Atlântica, além de muito próximo ao Rio Doce.   Uma ação nesse sentido chegou a ser ajuizada pelo MPES, mas o caso agora está nas mãos da Justiça Federal, devido a uma manifestação da Caixa Econômica Federal, alegando a existência de uma ação prévia tramitando na Justiça Federal sobre o mesmo assunto.   A Caixa garante que vem adotando todas as medidas para o atendimento dos apontamentos do MPES, dentro dos prazos, uma vez que o empreendimento foi contratado com todas as autorizações e licenças exigidas pelos órgãos competentes. “Informamos, ainda, que as obras estão acontecendo em ritmo normal, obedecendo ao cronograma, com a entrega do empreendimento agendada inicialmente para o primeiro semestre de 2013”, informou a assessoria. Desenvolvido no bairro Aviso, em Linhares, o projeto apresenta inúmeras irregularidades, entre elas, o risco iminente de alagamento durante as cheias do Rio Doce. Segundo o MPES, a obra representa risco à moradia das 10 mil famílias previstas para morar na região.  Com as obras previstas agora para serem entregues no primeiro semestre de 2013, é cada vez maior a apreensão dos candidatos à moradia. Eles estão preocupados com a construção de um dique com uma parede de dois metros de altura no entorno das casas, o que deixará a famílias ilhadas no caso de um novo alagamento. 

08/12/2012 / 0 Comments
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O caminho é outro

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Essa mudança de poder político ocorrida com o resultado das eleições municipais vai muito além da Grande Vitória. Aquele espetáculo habitual da fila dos prefeitos em busca do apoio de Paulo Hartung (PMDB) entrou em processo de degradação, com a fuga de prefeitos que faziam corte ao ex-governador. A começar pelo prefeito reeleito de São Mateus, Amadeu Boroto (PSB), que gastou os quatros primeiros anos de prefeito incensando o ex-governador Paulo Hartung, em detrimento do atual governador Renato Casagrande. E quando desaba politicamente uma expressão política hartunguete, do peso do prefeito de Linhares, Guerino Zanon (PMDB), os demais prefeitos colocam a barba de molho. Caminham para tomar uma nova via do poder que os leva ao Palácio Anchieta, ao gabinete do governador Renato Casagrande. Essa percepção generaliza-se de tal maneira que até a ela adere o novo prefeito de Vila Velha, o demista Rodney Miranda. Ele já discute com o partido do governador, o PSB, a participação dele no seu governo. O aqui relatado demonstra, cabalmente, que não se trata de uma vitória de Casagrande. Mas sim o ajuste do tamanho real político do ex-governador Paulo Hartung. Que sem os instrumentos de poder que desfrutou nos seus oito anos,  erguido sobre  uma  imprensa servil, com poderes discricionários e recursos extraordinários oriundos das transnacionais, ele não passa de um segmento político de tamanho médio. Distante do tempo em que decidia as eleições antes do tempo. Fazia senador (exceção do republicano Magno Malta) e a maioria dos deputados federais e estaduais. Escolhia também o seu próprio adversário, como ocorreu em sua reeleição, disputando com o prefeito da Serra, Sérgio Vidigal (PDT). Acabou essa baixa fresca. As eleições passaram a ser livres e democráticas. Exige ideias, propostas, relação com o eleitor, coisas que nunca foram necessárias  nas eleições em que Hartung esteve à frente do governo. Nunca foi necessário duelar na disputa por votos.     Sempre se apropriou de forças eleitorais de terceiros. A reintrodução de hábitos democráticos lhe foi fatal. O tamanho de PH é do tamanho que ficou nas eleições municipais, fora dos novos espaços.   

07/12/2012 / 0 Comments
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Dois pesos…

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  Interessante o comportamento da classe política quando o assunto é dinheiro. Em tempos de extinção do Fundo de Desenvolvimento das Atividades Portuárias (Fundap) e da ameaça de perdas dos royalties do petróleo, tudo virou motivo para alertas e terrorismo. Ou melhor, quase tudo. Se o que estiver em questão for encher ainda mais os cofres dos nobres representantes do Judiciário, o discurso muda completamente de figura. As declarações do presidente da Assembleia Legislativa, Theodorico Ferraço (DEM/foto), em A Gazeta, nesta sexta-feira (7), são um exemplo claro disso. A Casa recebeu os projetos de reestruturação de carreira e do Pleno do Tribunal de Justiça, o que representará gastos para o Estado de mais R$ 64 milhões até 2014, mas para isso o governo tem verba em caixa, como já tratou logo de dizer Ferração, sinalizando que se depender dele, não haverá resistências à aprovação das matérias. Fora o Ministério Público e o Tribunal de Contas, que também desejam criar mais cargos comissionados e rever salários, e certamente não enfrentarão barreiras. Nesses casos, a fala é mansa e ninguém ousa a “cair matando” em críticas. Contraditório é pouco. E sem disfarce.    Orçamento Os extras para os órgãos somam-se a repasses que ultrapassarão R$ 1 bilhão a partir de janeiro de 2013, para custeio do Judiciário e TJES – o primeiro levará R$ 311,68 milhões, 16% a mais que este ano, e o outro R$ 823,57milhões, 15% a mais. Já o Tribunal de Contas terá um orçamento de R$ 125,72 milhões –36% maior do que o atual. Tudo com aval da Assembleia.   Mais O Ministério Público, aliás, é sempre “especial”. A intenção de criar novos cargos não é nada tímida, são 90 efetivos e 113 comissionados. Quem vigia o vigia?   Abacaxi A lei que estabelece o 14º salário para os professores da rede municipal em Vitória, ideia do vereador Fabrício Gandini (PPS), foi sancionada. Ato do Diário Oficial determina sua normatização em até 180 dias. Descasca o abacaxi, Luciano Rezende (PPS)!   Onde está Wally? Na solenidade para anunciar o aporte de R$ 3,4 bilhões para o Programa de Desenvolvimento Sustentável do Estado (Proedes), predominaram nos discursos crescimento econômico, arrecadação, investimentos, públicos e privados, infraestrutura, perdas, arrecadação, desenvolvimento, projetos, competitividade e eficiência. A coluna continua querendo saber: onde cabe o termo sustentável?   Segue… O batismo do programa foi para entrar na moda da “onda verde” ou o quê? Avaliando todas as notícias sobre o assunto, os objetivos e propostas, a constatação não poderia ser outra: é a coisa mais sem pé nem cabeça dos últimos tempos.     Sem freio O deputado estadual Hércules Silveira (PMDB) não perde essa mania de arrumar um jeito para homenagear Deus e todo mundo na Assembleia Legislativa. Qualquer motivo é motivo. A Assembleia liberou geral o oba-oba.    Sem freio II Não tem muito tempo, havia limite para a realização de sessões solenes. Mas os deputados sempre arrumavam um “jeitinho”, utilizando a cota dos colegas que não são muito chegados à prática. Agora, a moda são as sessões especiais, que nada mais fazem do que homenagear. Só muda o nome.    Devo, não nego… A Infinity Itaúnas Agrícola (Infisa) conseguiu um contrato de financiamento no exterior no total de 20 milhões de dólares, para aplicar no cultivo e industrialização da cana-de-açúcar para exportação, referentes às safras que vão de 2013 a 2016, nas usinas Destilaria Itaúnas S/A (Disa) – do prefeito Jorge Donati (PSDB), em Conceição da Barra, Alcana (Minas Gerais) e Naviraí (Mato Grosso do Sul). Os produtores rurais do norte do Estado que tomaram calote da empresa vão levar algum?   140 toques “Salário no Brasil cresce duas vezes mais rápido que no mundo,  mas disparidade é abissal. US$ 5,35 por hora no Brasil contra US$ 35,00 na Dinamarca. (Ex-deputado federal Capitão Assumção – no Twitter).   PENSAMENTO: “Para dizer o que vai acontecer, é preciso entender o que já aconteceu”. Nicolau Machiavel

07/12/2012 / 0 Comments
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Em livro, Fernando Gabeira revê 50 anos de política

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Fernando Gabeira está vivo. É o próprio quem confirma logo na primeira frase de Onde Está Tudo Aquilo Agora? – Minha Vida na Política, um balanço de 50 anos de vida política, livro recém-lançado pela Companhia das Letras. Se na primeira frase ele garante que o homem biológico ainda vive, na segunda ele vai mais além: o homem político também está vivo. Quiçá mais que o biológico.   “No momento em que escrevo, ainda estou vivo. Quero dizer que não esgotei meus papeis históricos”, escreve Gabeira, 71, personagem único que viveu papeis diversos. “Com isso, quero dizer que você não tem controle sobre o processo, sobre as situações da vida”, analisa, do Rio de Janeiro, em entrevista por telefone.   Em um, ele vem sendo vários. O estudante que engrossava passeatas contra o preço dos bondes, o revolucionário, o ecologista, o deputado, o ativista. O livro retoma as inúmeras atividades de um homem que não se fixou num só papel.    Se política é um conceito fluido, Gabeira como pôde acompanhou sua fluidez: defendeu a democracia pela luta armada nos duros anos da Ditadura (foi preso e exiliado), se antecipou à causa ambiental (é um dos fundados do Partido Verde), chamou atenções para a política do corpo no verão de 1980 com apenas uma suga lilás de crochê.   Sem contar os 16 anos como deputado em Brasília e as campanhas para a prefeitura e para o governo do Rio.    Mas há um Gabeira que perpassa e se sobressai a todos: o jornalista. “O jornalismo sempre preencheu minhas expectativas de novidade”, diz. No momento, é a atividade a que se dedica.   O livro que marca meio século de atividade política sai num momento em que Fernando Gabeira, mineiro nascido em Juiz de Fora, se afastou daquilo classifica como “política eleitoral” – ou seja, a política em seu sentido tradicional. “Está difícil ganhar eleição majoritária, com meu perfil e com poucos recursos financeiros”, explica, complementando que a “teia de cumplicidades” que hoje vigora no parlamento torna o caminho ainda mais tortuoso.   “O eleitor fica decepcionado porque não consegue mudar”, pondera. A ele, no entanto, a política não decepcionou. “É coisa circunstancial essa coalizão fisiológica”, diz. Razão pela qual ele não descarta um retorno à política tradicional caso um dia o mude panorama.   Como diz a quarta frase do livro: “Não pretendo concluir, apenas fechar um ciclo”.  Serviço Onde Está Tudo Aquilo Agora? – Minha Vida na Política Fernando Gabeira Companhia das Letras 200 págs R$ 29,50 em média

07/12/2012 / 0 Comments
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Justiça Eleitoral rejeita contas de vereadores eleitos

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O juiz eleitoral de Presidente Kennedy (litoral sul do Estado), Ronaldo Domingues de Almeida, rejeitou, nesta sexta-feira (7), as prestações de conta das campanhas de dois vereadores eleitos no município: Bruno das Neves Silva, o Brunão do Povo (PHS), o mais bem votado do pleito; e do ex-presidente da Câmara, Dorlei Fontão da Cruz (PV), afastado judicialmente do cargo.  Segundo informações do cartório eleitoral em Presidente Kennedy, as contas dos outros sete vereadores eleitos no município foram aprovadas. Os candidatos Brunão do Povo e Dorlei Cruz podem recorrer ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE-ES).  No pleito, o candidato Brunão do Povo obteve 416 votos, sendo o mais bem votado com 4,61% dos votos válidos. O ex-presidente da Câmara, Dorlei aparece com 352 votos (3,9% dos válidos). O vereador reeleito está afastado do cargo por decisão judicial desde a deflagração da Operação Lee Oswald, que flagrou uma quadrilha acusada de fraudes em licitações na prefeitura.  Os dois candidatos faziam parte da coligação proporcional de apoio prefeito cassado, Reginaldo Quinta (PTB), que renunciou à candidatura para declarar apoio à sobrinha Amanda – eleita com 5.238 votos (57,65% dos válidos).  Na próxima semana, o juiz eleitoral deve se manifestar sobre as contas da prefeita eleita, Amanda Quinta Rangel (PTB). Segundo informações do cartório, o processo está na fase de diligências finais. Por conta disso, a sessão de diplomação dos eleitos e suplentes, que estava marcada para o próximo dia 17, foi adiada para o dia 19.

07/12/2012 / 0 Comments
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Urgência urgentíssima: Famopes cobra ações do governo sobre poluidoras

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Não param de surgir duras cobranças à inoperância do Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema), da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Seama), e do governo estadual no que tange à fiscalização e punição das grandes empresas poluidoras que atuam no Espírito Santo. Nesta semana, a Federação das Associações de Moradores e Movimentos Populares do Estado (Famopes) lançou um documento em que solicita ações imediatas ao executivo estadual na área.   “Urgência urgentíssima”. Foi assim que a entidade caracterizou o tamanho da necessidade das providências que exige do governo. O texto continua: “estamos falando em saúde e qualidade de vida do cidadão – vidas”.   No texto – endereçado ao governador Renato Casagrande, à secretária estadual de Meio Ambiente, Patrícia Salomão, e ao diretor presidente do Iema, Cláudio Denicoli –, a Famopes faz diversas exigências, principalmente em relação ao aumento da poluição do ar na Grande Vitória e ao cumprimento das regulamentações ambientais existentes.   Sendo atrelado à política de governo – que por sua vez se baseia em investimentos das grandes empresas e, em troca, na participação efetiva destas nas formulações do executivo estadual –, o Iema tem suas ações submetidas aos interesses das corporações. E, com isso, um grande rombo ambiental surge no Estado.   A entidade começa o texto citando diversas matérias que circularam na mídia capixaba e na internet sobre a questão ambiental, saúde e qualidade de vida, como Vitória é a capital com maior percentual de alérgicos do País e Xô Enxofre, ambas da jornalista Flávia Bernardes e publicadas em Século Diário.   A Famopes cobra a implantação urgente de fiscalização rigorosa para coibir e punir as emissões fugitivas das poluidoras que atuam na Ponta de Tubarão – ArcelorMittal e Vale. Para a Famopes, basta olhar para o local para constatar a quantidade de emissão fora de fiscalização que é jogada nos ares todos os dias.   O documento exige também que a Licença de Operação (LO) da 8ª Usina de Pelotização da Vale somente seja liberada após a empresa reduzir significantemente as emissões e imissões de poluentes na Grande Vitória e depois que der garantia de geração zero de emissões fugitivas.    Não é de hoje que a liberação da 8ª Usina recebe críticas. Há tempos a sua LO é questionada, já que a empresa é grande responsável, por exemplo, pelo aumento de 46% de poeira sedimentável em Vitória, de 2009 até hoje. As diversas denúncias e pedidos de intervenção na LO feitas à Seama, ao Iema e ao Ministério Público Estadual (MPES) não foram sequer respondidas – em especial as do Movimento Pó Preto, um dos grandes questionadores da política ambiental no Estado.   A Famopes exige que o governo do Estado crie o padrão para Partículas Sedimentares (PS) e faça uma revisão geral dos padrões ambientais em utilização, devido ao descompasso com os valores da Organização Mundial da Saúde (OMS).   A entidade também cobra o cumprimento da Lei Complementar nº 248, de 28 de junho de 2002, que dentre outras coisas, estabelece as normas de funcionamento do Iema.    O documento cita principalmente os Artigos 4º e 5º, que em seus parágrafos estabelece que o instituto deve fazer o planejamento integrado do meio ambiente e dos recursos hídricos; coordenar estudos na área; elaborar normas e padrões ambientais; e, principalmente, “exercer o poder de polícia administrativa e ainda fiscalizar o cumprimento da legislação ambiental […], tendo como objetivo a aplicação da legislação de proteção, conservação e melhoria do meio ambiente e dos recursos hídricos”, assim como fazer propostas que visem a melhorar a legislação vigente.   O texto termina afirmando que a entidade está certa de que o governador “irá dividir esta preocupação e este temor, agindo de maneira decisiva na determinação de que os próprios listados sejam definidos e implantados em tempo de salvar a saúde e a qualidade de vida do maior número de cidadãos capixabas”.    Já que a esperança, afinal, é a última que morre.

07/12/2012 / 0 Comments
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