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Filmes em cartaz

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Programação dos cinemas de Vila Velha, Vitória e Guarapari de 7 a 13 de dezembro. O Cine Ritz – Shopping Norte-Sul fechou para reforma. A reabertura deve acontecer entre dezembro e janeiro.   PRÉ-ESTREIA   O Hobbit: Uma Jornada Inesperada (The Hobbit: An Unexpected Journey, EUA, 2012, 180 minutos, 12 anos) Aventura. Direção de Peter Jackson. Martin Freeman, Elijah Wood, Cate Blanchett, Ian McKellen. Prelúdio de O Senhor dos Anéis. O Hobbit, Bilbo Baggins, viaja até a Montanha Solitária acompanhado de um grupo de anões para recuperar tesouro roubado pelo dragão Smaug.    Cine Kinoplex – Shopping Praia da Costa: Sala 1 (3D). Quinta-feira 23h59. Sala 7. Quinta-feira 23h59. DUBLADO. Cinemark – Shopping Vitória: Sala 4. Segunda-feira 23h55. Sala 6 (3D). Quinta-feira 23h55.   ESTREIAS   Um Alguém Apaixonado (Like Someone in Love, Japão/França, 2012, 109 minutos, 12 anos) Drama. Direção de Abbas Kiarostami. Com Ryo Kase, Rin Takanashi, Tadashi Okuno. A história do relacionamento de uma jovem mulher e homem mais velho em Tóquio.   Cine Jardins – Shopping Jardins: Sala 2. 18h50.   Quatro Amigas e Um Casamento (Bachelorette, EUA, 2012, 87 minutos, 16 anos) Comédia. Direção de Lesley Headland. Com Kirsten Dunst, Lizzy Caplan, James Marsden, Isla Fisher. Três amigas são convidadas para serem damas de honra no casamento de uma ex-colega de escola que elas costumavam ridicularizar.    Cine Kinoplex – Shopping Praia da Costa: Sala 5. 14h40, 16h50, 19h, 21h10.  Cinemark – Shopping Vitória: Sala 7. 13h, 15h20, 17h30, 19h40, 21h50.   A Última Casa da Rua (House at the End of the Street, EUA, 2012, 101 minutos, 14 anos) Horror. Direção de Mark Tonderai. Com Jennifer Lawrence, Elisabeth Shue, Gil Bellows, Max Thieriot. Mãe e filha se mudam para uma nova cidade e descobrem que estão vivendo ao lado de uma casa onde uma garota assassinou os pais, mas logo ficam sabendo que a história está longe de acabar.    Cinemark – Shopping Vitória: Sala 1. 12h20, 14h50, 17h10, 20h, 22h20.   SESSÃO CULT   Ruby Sparks – A Namorada Perfeita (Ruby Sparks, EUA, 2012, 104 minutos, 14 anos) Comédia. Direção de Jonathan Dayton e Valerie Faris. Com Paul Dano, Zoe Kazan e Annette Bening. Calvin é um jovem romancista que alcançou um enorme sucesso, mas que passa por um bloqueio. Finalmente, ele faz uma descoberta e cria uma personagem inspiradora, chamada Ruby. Semanas depois, Calvin encontra Ruby, em carne e osso, sentada em seu sofá.    Cinemark – Shopping Vitória: Sala 8. Terça e quinta-feira 19h50.   CONTINUAÇÃO   Muito Além do Peso (Idem, Brasil, 2012, 84 minutos, Livre) Documentário. Direção de Estela Renner. Obesidade é a maior epidemia infantil da história. O filme discute a posição do governo, dos pais, da escola e da publicidade com relação ao tema.    Cine Metropolis: Domingo a quinta 16h, 17h35, 19h10, 20h45. Terça 16h e 17h35.   Elefante Branco (Elefante Blanco, Argentina/Espanha/França, 2012, 110 minutos, 16 anos) Drama. Direção de Pablo Trapero. Com Ricardo Darín, Jérémie Renier, Martina Gusmán. Os padres Julián e Nicolas, junto com a assistente social Luciana lutam para solucionar os problemas sociais do bairro. Porém seus esforços entrarão em conflito com a igreja, governo, narcotráfico e polícia.    Cine Jardins – Shopping Jardins: Sala 1. 21h15.   Os Penetras (Idem, Brasil, 2012, 94 minutos, 14 anos) Comédia. Direção de Andrucha Waddington. Com Marcelo Adnet, Eduardo Sterblitch, Andrea Beltrão, Mariana Ximenes. Beto e Marco, dois caras totalmente opostos, passam por tudo o que pode dar certo ou errado nas situações mais inusitadas e hilariantes do louco reveillon carioca, a procura de Laura, namorada de Beto e cobiçada por Marco.    Cine Kinoplex – Shopping Praia da Costa: Sala 7. 15h10, 17h10, 19h20, 21h30.   Cinemark – Shopping Vitória: Sala 2. 12h, 14h20, 16h35, 18h50, 21h30. Terça-feira 14h, 16h35, 18h50, 21h30.   A Origem dos Guardiões (Rise of the Guardians, EUA, 2012, 97 minutos, Livre) Animação. Direção de William Joyce e Peter Ramsey. Papai Noel e o Coelho da Páscoa reúnem um grupo de seres folclóricos para combater o Bicho-Papão.    Cine Kinoplex – Shopping Praia da Costa: Sala 1 (3D). 14h, 16h20, 18h30, 21h. DUBLADO. Sala 6. 15h e 17h. DUBLADO.  Cinemark – Shopping Vitória: Sala 5 (3D). 13h10. DUBLADO. Sala 6 (3D). 13h40, 16h10, 18h30, 20h50. DUBLADO. Sala 8. 12h40, 15h, 17h20, 19h50, 22h10. DUBLADO. Terça-feira 12h40, 15h, 17h20, 22h10. DUBLADO. Cine Ritz Guarapari: Sala 1. 19h e 21h. DUBLADO. Sala 3 (3D). 15h30 e 17h. DUBLADO.    Amanhecer Parte 2 – O Final (Breaking Dawn – Part 2, EUA, 2012, 116 minutos, 12 anos) Romance. Dirigido por Bill Condon. Com Kristen Stewart, Robert Pattinson, Taylor Lautner. Após dar a luz a Renesmee, Bella Swan desperta já vampira. Ela agora precisa aprender a lidar com seus novos poderes, assim como absorver a ideia de que Jake, seu melhor amigo, teve um imprinting com a filha.   Cine Kinoplex – Shopping Praia da Costa: Sala 2. 14h50, 17h30, 20h. DUBLADO. Sala 3. 13h40, 16h10, 18h50, 21h10. DUBLADO. Sala 4. 15h30. DUBLADO. 18h e 20h30 (LEG).  Cinemark – Shopping Vitória: Sala 3. 14h e 16h50. DUBLADO. Terça 16h50. DUBLADO. Quinta 14h. DUBLADO. 19h20 e 22h (LEG). Quinta-feira 22h (LEG). Sala 4. 12h30, 13h10, 17h50, 20h30. DUBLADO. Sala 5. 15h40, 18h20, 21h. DUBLADO.   Cine Ritz Guarapari: Sala 3. 19h15. DUBLADO. 21h30 (LEG).   Até que a Sorte nos Separe (Idem, Brasil, 2012, 100 minutos, 12 anos) Comédia. Direção de Roberto Santucci. Com Leandro Hassum, Danielle Winitz, Ailton Graça, Kiko Mascarenhas. Tino, um pai de família de classe media, vê sua vida e, especialmente, seu casamento, completamente transformados após ganhar na loteria e perder toda a fortuna.   Cine Kinoplex – Shopping Praia da Costa: Sala 6. 19h10 e 21h20. Cine Ritz Guarapari: Sala 2. 19h e 21h15.   Gonzaga de Pai para Filho (Idem, Brasil, 2012, 120 min, 12 anos) Drama. Direção de Breno Silveira. Com Nivaldo Expedito de Carvalho, Júlio Andrade, Nanda Costa. História de Luiz Gonzaga (1912-1989) e Gonzaguinha (1945-1991), e de um amor que venceu o medo e o

07/12/2012 / 0 Comments
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Quanto valem os talentos?

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Não que a polêmica aberta pelo prefeito eleito de Vitória não seja razoável. Luciano Rezende (PPS) tem razão quando diz que é difícil atrair bons quadros para o poder público oferecendo salários abaixo do mercado. Afinal, durante a campanha ele prometeu que escolheria os membros de sua equipe com base na competência técnica e não por indicação política. Quando fez a promessa, no entanto, Luciano já sabia que esbarraria no valor do salário pago pela prefeitura, mesmo porque ele também já foi secretário e conhece bem essa realidade. Nas últimas semanas, porém, ele passou a defender um reajuste de salários para os novos secretários. Embora o aumento de salário seja considerado “tema tabu” entre a maioria dos políticos, a possibilidade de a proposta tramitar no apagar das luzes – faltando seis sessões para a atual legislatura se despedir – não pode ser descartada. A ideia parece ter sido bem recebida por parte da Câmara. E já ganhou até alguns entusiastas, como o presidente da Comissão de Finanças da Câmara, Zezito Maio (PMDB), que já fez as contas do novo salário, que passaria de R$ 8 mil para 14 mil. Até aí tudo bem. O prefeito eleito se queixa dos baixos salários e os vereadores mais “sensíveis” já articulam uma maneira de conceder o desejado aumento ainda antes do Natal. Aproveitando a benevolência que costuma caracterizar a data, os vereadores vão mais além, e já planejam aproveitar o embalo e dar um aumentozinho para o novo prefeito e vice. Custa nada, não é mesmo? O problema todo nessa polêmica, que pode se alastrar para outras prefeituras da Grande Vitória, é que hoje alguns os secretários já ganham os cerca de R$ 14 mil sugeridos por quem defende o aumento. Como exibe a reportagem publicada nesta quinta-feira (6), alguns secretários do prefeito João Coser (PT), provavelmente os mais importantes e/ou estratégicos, não ganham apenas R$ 8 mil. É verdade que o Portal da Transparência ainda deixa bastante a desejar quando o assunto é transparência. Ou seja, é possível ver o milagre da multiplicação, mas o santo não conta como tudo foi feito. Os dados mostram que alguns secretários recebem, sistematicamente, salários acima do valor base. O de Fazenda, por exemplo, vem recebendo mês a mês mais de R$ 14 mil. Isso acontece com outros secretários, provavelmente, os especiais, aqueles que não aceitariam ficar por apenas R$ 8 mil. Outros, porém, teoricamente de secretarias menos expressivas, recebem rigorosamente os R$ 8 mil. Antes de conceder aumento aos novos secretários, é preciso que os vereadores entendam os mecanismos utilizados por Coser, talvez legais – ninguém aqui está dizendo o contrário, mesmo porque essa informação não está discriminada no Portal -, para depois analisar se a proposta de reajustar os vencimentos deve ser votada com toda essa urgência. No português mais direto: no apagar das luzes. O tempo exíguo para uma discussão, a falta de transparência no atual processo de remuneração e o caixa magrinho da prefeitura apontam que a hora não é apropriada. Outra, o salário pode até ser baixo em relação ao mercado, mas quem deseja ingressar no serviço público precisa entender que os setores público e privado sempre guardaram e vão continuar guardando diferenças, por isso há uma denominação distinta. Ninguém aqui também quer fazer apologia ao trabalho voluntário. Não é nada disso. Mas que o cargo público exige uma boa parcela de doação, não resta a menor sombra de dúvida. Sem clichê, ele sintetiza um misto de desafio pessoal e compromisso com a coletividade. A última preocupação do próprio Luciano quando aceitou o desafio de governar Vitória, com toda a certeza, era o valor do contracheque no final do mês. Talvez esse seja um bom argumento para ele convencer os tais “valiosos talentos”.

06/12/2012 / 0 Comments
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Cidadania F.C.

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Dias desses terminou a temporada de tênis, esporte que paga em média 500 mil dólares ao campeão dos maiores torneios. Não bastasse isso, o campeão Roger Federer veio pegar mais alguns milhares de euros da mão do Guga, o astro brasileiro que vai se transformando em empresário do ramo da raquete.   Domingo atrasado acabou a Fórmula Um, onde os salários dos pilotos giram em milhões de dólares por ano. Antes mesmo de largar o volante, o brasileiro Felipe Massa vem tentando se tornar empresário do setor.   Também chegaram ao fim os campeonatos brasileiros de futebol das séries A, B, C e D, cujos jogos são transmitidos por canais de TV a cabo, emissoras de rádio, e jornais e revistas.   Agora os espaços disponíveis na mídia são preenchidos por jogos de futebol da Europa e torneios nacionais de basquete e vôlei, estes com times cheios de estrelas olímpicas, algumas já ensaiando os primeiros passos como empresários.   Aqui e ali, descobrem-se torneios e outros esportes também cobertos pela televisão e cercados de placas de patrocínio, com os ginásios e arquibancadas ocupados por torcidas remuneradas. Tudo isso indica que, se não todos, a maioria dos esportes está dominada pelo “business”. Os tenistas, os pilotos e os boleiros em geral tornam-se escravos dos seus patrocinadores, que mandam nos seus clubes/equipes. Patrocínio vem de patrão. A maioria dos atletas se ajustou ao padrão dominante. No capitalismo, que furou o Muro de Berlim e está pondo no chão a Muralha da China, a hegemonia é do dinheiro, que vai empilhando gente mais ou menos qualificada em todas as atividades, frequentemente à revelia da ética. No mais atrasado dos esportes em gestão – o futebol –, tornaram-se comuns os salários de seis dígitos. O público foi acostumado a admitir como normal um jogador de certo talento ganhar pelo menos 100 mil reais por mês, valor superior ao salário de um executivo no auge da carreira e vinte vezes maior do que os rendimentos de um professor universitário ou cientista em fim de carreira. Já os craques como Neymar do Santos ganham acima de um milhão por mês, o que lhes permitiria ser independentes, não fossem dependentes de contratos que lhes roubam o tempo e a tranqüilidade indispensáveis a um atleta. No fim das contas, os clubes acumulam folhas salariais milionárias e deficitárias no afã de sustentar elencos n os quais se reproduzem, geralmente agravadas, as desigualdades de renda da população brasileira.   Dos clubes mais populares do Brasil, nenhum deve menos do que R$ 100 milhões. A dívida do Flamengo gira em torno de R$ 400 milhões. No entanto, não se vêem dirigentes preocupados em reduzir o tamanho dos buracos abertos nos clubes. Pelo contrário, os chamados cartolas não resistem à tentação de contratar estrelas  para ganhar títulos, quando seria preciso enxugar a folha de pagamentos. Nessa batida não há loteria esportiva que sustente a leviandade da maioria dos dirigentes esportivos.      Nessa imensa ciranda do desperdício jogam os clubes, os patrocinadores e as emissoras de TV e rádio. A “crônica esportiva” é uma das principais engrenagens desse jogo malandro em que a marquetagem mais rasteira veste de plumas o patriotismo mais barato. É um faz-de-conta espantoso que agride a sensibilidade das pessoas.     Os programas esportivos de rádio fazem rolar uma cascata de marcas, a maioria desconhecida, tentando pegar carona num negócio moralmente falido. Os narradores carregam nas tintas para agradar os torcedores, os repórteres abrem os microfones para fazer perguntas idiotas a cartolas, treinadores e atletas, cujas respostas obviamente imbecis são ignoradas pelos comentaristas em suas análises autossuficientes sobre o que acontece dentro dos campos. Diante da mediocridade generalizada dos bastidores do esporte, não admira que o futebol brasileiro tenha perdido prestígio e venha caindo no ranking dos melhores do mundo. A um ano e meio da Com a Copa do Mundo, aproxima-se um banquete de grandes marcas. É muito dinheiro envolvido em nome da Nike, Coca-Cola, Santander, Bradesco, Itaú, Volkswagen, Vivo, Brahma. Só multinacionais tendo como parceira a Fifa, igualmente internacional.   Em contrapartida, há muito dinheiro comunitário (dos clubes) e público (de governos) sendo colocado na construção de estádios e de infraestrutura viária em 12 capitais. Aparentemente, o negócio do futebol tem a sustentabilidade financeira assegurada. No entanto, está cada vez mais claro que ele não fica de pé sozinho.   Se os clubes mais ricos têm dívidas maiores do que os seus patrimônios, a maioria dos clubes brasileiros vive um cotidiano de esperança na penúria, com salários atrasados e torcedores em número insuficiente para custear as despesas básicas. Por que então não se organizam parcerias em prol de setores carentes ou deficientes da sociedade?   No mínimo, os novos e monumentais estádios de 2014 podiam abrigar salas escolares, para minorar o déficit educacional brasileiro. Ou pensionatos para menores carentes que seriam educados e treinados para se tornar atletas profissionais ou funcionários esportivos. E por que não construir dentro dos estádios ambulatórios e postos de saúde para atender os “atletas” do Cotidiano F.C., que passam a vida levando bola nas costas?   O futebol não precisa deixar de ser uma festa para se tornar um importante veículo de educação, saúde e cidadania.      LEMBRETE DE OCASIÃO   “O futebol é o maior fenômeno social do Brasil. Representa a identidade nacional e também consegue dar significado aos desejos de potência da maioria absoluta dos brasileiros”. Marcos Guterman, O Futebol Explica o Brasil, Editora Contexto, São Paulo

06/12/2012 / 0 Comments
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Vício de poder

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Há sempre uma procura constante para encontrar quem possa, em 2014, vir a ser o adversário do governador Renato Casagrande. Inevitavelmente surge o nome do ex-governador Paulo Hartung (PMDB). Mas não mais com o prestígio de outrora, quando era tido como a figura ímpar da política capixaba. As eleições municipais reduziram sua potencialidade eleitoral. A mesma eleição que jogou para cima o atual governador Renato Casagrande, como também colocou luminosidade no prefeito eleito de Vitória, Luciano Rezende, do PPS, alçando-o à condição de nome com capacidade para ingerir nas eleições de 2014. Luciano passou a ser ocupante da segunda vitrine mais importante do Estado, podendo ser risco para Hartung, como também tem condições de segurar sua barra numa pretensão acima do atual capital político. Pois sai de uma eleição derrotando dois nomes,  Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB) e Iriny Lopes (PT), considerados de alta densidade eleitoral na Capital do Estado. Como o prefeito eleito de Vitória vai se comportar na sucessão de Casagrande? Ou melhor, para que lado ele irá? Ele foi secretário de Esportes de Paulo Hartung, e na hora em que o ex-governador quis ser nomeado prefeito de Vitória, na condição de candidatura única, dos pré-candidatos, ele foi o único que se dispôs a abrir mão da disputa em favor de Hartung. Quando o ex-governador quis que ele abrisse  mão da candidatura para apoiar Luiz Paulo, sob pretexto de que não havia a mínima chance de ganhar, o que era realmente, para aquele momento, absolutamente real, entrou em cena o governador Renato Casagrande para socorrê-lo. Colocou dois partidos – o PR e o PP – para aumentar  tempo de TV de Luciano. O comportamento do prefeito eleito, após as eleições, não registra qualquer relação dele com o ex-governador. Se não acabou de vez, demonstra que está tocando o barco com o leme na mão e ciente do que passou a representar. O que não deixa de corresponder à realidade. Pois, hoje, na frente dele está apenas o governador Renato Casagrande. Entre ele e o governador, a composição é fácil, até porque o calendário eleitoral favorece. Renato concorrerá à reeleição e o mesmo deve ocorrer com Luciano. O calendário não colide nunca, só harmoniza. Quanto a Hartung, se não for à disputa agora em 2014, não haverá chances mais na frente. E ele não anda bem das pernas. Vai querer ser candidato a quê? Olhe lá se for ao Senado. Mas  vai precisar do Renato Casagrande, do Luciano, e ele não tem temperamento para se submeter a outras lideranças, apesar de ter vício de poder.

06/12/2012 / 0 Comments
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Filho rejeitado

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  A foto ao lado mostra o prefeito de Linhares (norte do Estado), Guerino Zanon (PMDB), e o superintendente da Caixa Econômica no Estado, Antônio Carlos Ferreira, fechando o ano de 2010 com chave de ouro, após o anúncio do que deveria ser o “maior investimento habitacional da Região Sudeste”, dentro do programa federal Minha Casa, Minha Vida. O ato contou até com a participação do então presidente Lula via teleconferência e prometia investimentos da ordem de R$ 64 milhões na construção de 1.592 casas para população de baixa renda, no bairro Aviso. Os dois juravam que o investimento seria capaz de reduzir em 70% o déficit habitacional do município. Além das moradias, Zanon prometia também levar água e esgoto para o local. Não faltaram pompas e circunstâncias, todo mundo desejava ser reconhecido como o pai da criança. Mas, passados exatamente dois anos, o que deveria ser um sonho virou pesadelo. O projeto está cheio de irregularidades, as casas ocupam área de preservação e já são registrados alagamentos. Também há problemas no atendimento às famílias e a entrega das casas, anunciada inicialmente para março deste ano, já passou para, talvez, o primeiro semestre de 2013. A prefeitura, agora, diz que não tem nada com isso. A Caixa também escorrega. E o programa deixou de ser o filho bajulado, para o rejeitado. Ninguém quer mais assumir a paternidade.    Segue… Perto de perder a cadeira de prefeito, Guerino não vai mesmo se meter nessa história. Vai deixar a batata assar na mão de seu sucessor, Nozinho Correa (PDT). Abre teu olho, Nozinho!   Nariz empinado Ventos que sopram de Colatina (noroeste do Estado) apontam que o deputado estadual Da Vitória (PDT) continua reinando no quesito ostentação. Por lá, sempre foram constantes os comentários dos “artigos de luxo” que o pedetista exibe. Para completar, dizem que a novidade da vez é placa do seu carro, com a numeração 0012, em alusão ao PDT. A escolha seria prova de outros comentários constantes que dão conta da influência do deputado no Detran do município. Está na boca do povo.   Só no nome Afinal, o que tem de sustentável no Programa de Desenvolvimento Sustentável do Estado (Proedes)?   Maestro O prefeito eleito da Serra, Audifax Barcelos (PSB), que iniciou conversas com os vereadores da próxima legislatura, não enfrentará qualquer resistência na Câmara. Vai “fechar” a Casa tranquilo, tranquilo…   Há controvérsias Post do vice-governador Givaldo Vieira (PT) em sua página no Twitter: “o Ministério Público é o grande protetor da coletividade e do cidadão”. No Espírito Santo, pelo que me consta, não é bem assim que a banda toca.    Em todas A Estrutural Construtora e Incorporadora, velha conhecida de guerra de órgãos públicos no Estado, papou mais um contrato daqueles. Vai construir o trevo de acesso ao polo industrial de Sooretama. O dinheiro que será pago à empresa de Braulino Silveira, primo do ex-governador Paulo Hartung (PMDB), virá dos royalties, ao todo R$ 1.397.000,00. Ato está publicado no Diário Oficial, com assinatura do prefeito Moacir Camiletti (PSD).   Tem jeito? A Assembleia Legislativa abriu pregão com o objetivo de contratar empresa para aluguel do painel eletrônico. Custa muito aos cofres públicos, mas não é raro ter pane, defeito e etc.   140 toques “Hoje (quinta-feira, 6) é o Dia Nacional de Mobilização dos Homens pelo Fim da Violência contra as Mulheres”. (Deputada federal Iriny Lopes – PT – no Twitter).   PENSAMENTO: “O pior analfabeto é o analfabeto político”. Bertolt Brecht 

06/12/2012 / 0 Comments
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Gafes e efeitos

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Todos que trabalham em televisão, que mostram a cara, já cometeram uma gafe no ar, claro, desde que seja ao vivo. Até mesmo os mais experientes sofrem com esse tipo de coisa de vez em quando. Na Internet tem uma série de vídeos mostrando gafes na TV mundo afora. Mas só as comete aqueles que que estão ali para enfrentar uma ou mais câmeras. Muitas são hilárias, outras vemos que foi infelicidade momentânea de quem estava ali. Eu também já tive a minha e essa foi séria. Apresentando uma final de sessão política, a imagem já tinha aberto em mim, no ar, e eu não percebi o aviso do câmera. Nisso, meu texto guia cai. Eu abaixo apanho e ainda resmungo. Estava tudo no ar. Acontece e a gente nunca mais esquece. É baseado justamente nessas coisas que acontecem naturalmente, que venho achando o modo de apresentar esses jornais falados na televisão um tanto arcaico. Já chega da imagem dura, séria, robótica do apresentador de notícias. Vai chegar um dia em que se irá apresentar um jornal como se estivesse falando com alguém pessoalmente, inclusive com gestos. As imagens das noticias são naturais. Por que não o apresentador também? Voltando à gafe, essa não é mais que um gesto natural que fugiu sem querer da rigidez imposta. A gafe não é hilária como parece. Ela foge do sistema, é natural e todas as coisas naturais são alegres. Portanto, anote aí, um dia você ainda vai ver um jornal diferente na televisão. Atualmente eles já estão dialogando mais, fazendo caras e bocas e até apresentando em pé. Já um sinal do que estamos falando. PARABÓLICAS Luís Cláudio Silva ficou de reunir a galera das antigas no seu apartamento da Praia da Costa, mais uma vez, revivendo o ano passado. Liandra Zanetti, grande apresentadora de rádio, hoje mantém um cerimonial pra lá de profissional, que inclusive oferece cursos. Gilson Meireles apresenta um horário de grande audiência em São Mateus e região, precisamente na Rádio FM Kairós, estritamente católica. Pipico Peçanha está na equipe esportiva de Orlando Luis na Diocesana AM de Cachoeiro. A famosa rádio do Aquidabã. MENSAGEM FINAL “O erro é tão mais perigoso quanto maior a proporção de verdade que contém”. Henri-Frédéric Amiel

06/12/2012 / 0 Comments
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Idec disponibiliza mapa nacional das feiras de produtos orgânicos

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O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) lançou nesta quinta-feira (6) o mapa nacional de feiras de produtos orgânicos que produziu, durante a feira ONG Brasil, Expo Center Brasil, em São Paulo. O evento vai até esta sexta-feira (7).    Segundo o instituto, o objetivo do mapa é facilitar a alimentação saudável da população, a partir da divulgação pela internet, no site www.feirasorganicas.org.br, dos locais, dias e horários de funcionamento das feiras, o que possibilita ao internauta localizar a mais próxima à sua residência. Além disso, a ferramenta defende o estímulo à compra de produtos que respeitem o meio ambiente.   O instituto realizou, em 2010, uma pesquisa que mostra que o preço de produtos orgânicos em supermercados pode ser até 463% mais caros do que os adquiridos em feiras. Assim, outra defesa do Idec é juntar a alimentação saudável à redução do custo das compras de alimentos da população. Na mesma pesquisa, 71% dos leitores afirmaram que comprariam alimentos orgânicos se fossem mais baratos.   Com o estímulo ao conhecimento das feiras, pode ser vencida barreira do alto preço de orgânicos encontrados nos supermercados. Um dos pesquisadores do Idec, João Paulo Amaral, explica que com a ferramenta os consumidores vão passar a achar mais facilmente as feiras. “Trata-se de uma plataforma interativa que estimula uma prática saudável. Precisamos fazer com que as pessoas saibam dessa informação para estimular a economia local e se alimentarem de forma mais saudável e sustentável”, afirma.

06/12/2012 / 0 Comments
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VV é favorita para abrigar superporto, mas indicação encontra resistência

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Todas as últimas movimentações políticas e econômicas em relação ao Porto de Águas Profundas (Portaes) que vai ser construído no Espírito Santo têm indicado que Vila Velha deve vencer a “disputa” pelo local com a região da Praia Mole, que fica entre Vitória e Serra. O local estudado para a sua instalação é a região da Ponta da Fruta.   Um dia após a presidente Dilma ter aprovado a construção de nada menos que oito terminais portuários no Estado, nesta quinta-feira (6) o prefeito canela-verde, Neucimar Fraga (PR), realizou um seminário para debater o projeto. Entre os convidados,  o governador Renato Casagrande, outro grande entusiasta da proposta, além de estudiosos e especialistas da área.    Os movimentos sociais, em especial o Fórum Popular em Defesa de Vila Velha (FPDVV), no entanto, alegam não ter sido sequer convidados para o debate. A prefeitura nega.   Neucimar tem se empenhado para levar o super porto para Vila Velha. O próprio nome do seminário que convocou aponta a sua completa aprovação: “Porto indústria: ponte para o desenvolvimento”.    Nos bastidores, o que se fala é que, na verdade, a decisão já estaria tomada. A informação oficial do governo do Estado, no entanto, é que o local só será definido após análise dos estudos realizados, em conjunto com a Secretaria de Portos.    A tese foi reforçada por informações, noticiadas por A Gazeta nesta quinta-feira (6), referentes a um documento assinado por grandes empresas atuantes em Praia Mole, em especial a ArcelorMittal, Gerdau, Vale e Usiminas. A carta, direcionada à Companhia Docas do Espírito Santo (Codesa), pede para que o superporto não seja instalado na região.   Tudo parece estar certo. E o caminho, aberto para que o superporto vá mesmo para a Ponta da Fruta. Nesta mesma quinta-feira, porém, o Fórum Popular em Defesa de Vila Velha lançou uma carta aberta em defesa da cidade, em que declara estar ciente “dos profundos impactos que um empreendimento deste porte teria na região”, nos pontos de vista ambiental, econômico e urbano.   Outro que tem criticado e muito a “vitória” de Vila Velha nesta concorrência é o deputado estadual – e morador da cidade – Claudio Vereza (PT), que chegou a argumentar da tribuna da Assembleia Legislativa a inviabilidade da construção do porto na Ponta da Fruta.   Na carta, o FPDVV critica a forma de condução do processo, principalmente sobre a falta de participação dos seguimentos organizados da sociedade civil. O documento diz: “esta atitude de desrespeito à democracia participativa nas decisões de grande vulto para a cidade e do desenvolvimento a qualquer custo tem transformado a vida na cidade num ambiente urbano inseguro e com graves problemas de mobilidade urbana e carência de infraestrutura, haja visto o problema da drenagem urbana.”   O fórum tem sido uma trincheira quando o assunto é garantir a participação da sociedade e dos movimentos sociais nas grandes decisões do município, em especial sobre o Porto de Águas Profundas. O FPDVV realizou um seminário na Câmara Municipal da cidade sobre a questão, com a participação de quase 200 pessoas. 91 participantes responderam a um questionário sobre o porto, com a maioria tendo se posicionado contra a sua instalação em território canela-verde.   A carta também tece críticas ao desenvolvimento recente da cidade, que, segundo o fórum, não considerou o impacto decorrente. “Trata-se de uma via de desenvolvimento que procura ignorar a longa tradição de participação popular e política da população, bem como a preservação do acervo ambiental que ainda possui.”   O fórum também alega que a região de Ponta da Fruta necessitaria de um grande estudo ambiental. Além disso, seria necessário avaliar com profundidade a viabilidade do projeto do ponto de vista da mobilidade urbana, já que levaria à região grandes mudanças neste quesito. 

06/12/2012 / 0 Comments
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Composição da Câmara de Vitória tende a se dividir em dois blocos

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As articulações de bastidores começam, aos poucos, a definir a composição da nova Câmara de Vitória, que tende a se dividir em dois blocos: um de apoio ao prefeito eleito, Luciano Rezende (PPS), e outro que não é bem de oposição, mas se define como independente.    O bloco de apoio a Luciano vem sendo puxado pelos vereadores Fabrício Gandini (PPS) e Serjão Magalhães (PSB). Os dois agregam outros quatro vereadores.   O bloco que se considera independente tem hoje cinco integrantes. Entre eles Reinaldo Bolão (PT) e Luiz Emanuel Zouain (PSDB). Os independentes não devem fazer oposição ao prefeito, mas, como o nome sugere, pretendem preservar a prerrogativa de gerar a controvérsia, sempre que assim avaliarem necessário.    Além dos dois blocos, há dois vereadores que “flutuam” ainda sem posição definida. Luisinho Coutinho (PDT), como já é do seu estilo, deve se manter “indefinido”, como fez na atual legislatura. Já Marcelo Santos Freitas, o Marcelão (PT), tende a manter certa distância do atual prefeito, mesmo porque Luciano já disse publicamente que o PT é sinônimo de retrocesso, e ele defende a mudança.   O vereador Max da Mata (PSD) é outro que ainda não se definiu. Atualmente, ele está viajando e seu posicionamento ainda é uma incógnita. Se bem que, antes de viajar, ele foi visto na primeira audiência pública de Luciano Rezende, em Jardim Camburi.    O cenário desenhado parece que vai dar um bom trabalho a Luciano e seu bloco. Fazendo as contas, o bloco independente representa hoje um terço da Câmara. Ou seja, quando esse grupo não quiser andar, tudo para.

06/12/2012 / 0 Comments
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Judiciário capixaba terá banco de dados sobre pessoas consideradas incapazes

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O corregedor-geral de Justiça capixaba, desembargador Carlos Henrique Rios do Amaral, formalizou, nesta quinta-feira (6), a criação da Central de Interdições e Tutelas, que servirá como um banco de dados para o controle das informações de registro civil. De acordo com o Provimento nº 27/2012, publicado no Diário da Justiça, o principal objetivo da medida é permitir o intercâmbio e tráfico de informações de pessoas consideradas incapazes entre os Cartórios de Registros e Notas, de forma gratuita e célere.  De acordo com informações do Tribunal de Justiça do Estado (TJES), a interligação irá facilitar o registro civil das interdições, emancipações e ausências, uma vez que os dados serão armazenados, em tempo real, em um banco de dados específico. Pelo texto do provimento, os oficiais de Registro Civil cadastrados serão responsáveis por alimentar o sistema, que deve impedir eventuais fraudes no nome de pessoas consideradas incapazes judicialmente.  A Central de Interdições será desenvolvida, mantida e operada pelo Sindicato dos Notários e Registradores do Espírito Santo (Sinoreg-ES), sem qualquer ônus para o Tribunal de Justiça. A ação faz parte do plano anunciado pelo corregedor-geral local em setembro, para conferir maior agilidade aos trabalhos no Judiciário.  Na ocasião, o desembargador Carlos Henrique Rios do Amaral ponderou que todos os Cartórios de Registro Civil e Pessoas Naturais do Espírito Santo precisam estar interligados eletronicamente e trocar informações por meio da intranet – comunicação interna. Mesmo sendo uma medida interna, a criação do banco de dados deve contemplar a sociedade, uma vez que os atos praticados supostamente por pessoas consideradas como incapazes são considerados  atos anuláveis.

06/12/2012 / 0 Comments
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