O ex-presidente da Assembleia Legislativa José Carlos Gratz foi alvo de uma nova condenação judicial por desvio de verbas públicas em uma das ações de improbidade do chamado “esquema das associações”. O juiz da 3ª Vara dos Feitos da Fazenda Pública Estadual, Ademar João Bermond, condenou o ex-parlamentar e mais dez pessoas à suspensão dos direitos políticos por oito anos e o ressarcimento ao erário pelo desvio de R$ 68,5 mil em cheques para associações que foram depositados nas contas de postos de gasolina. Na sentença publicada nessa quarta-feira (28), o juiz acolheu os termos da denúncia feita pelo Ministério Público Estadual (MPES). O ex-presidente da Assembleia, o ex-diretor-geral André Nogueira e mais dois ex-deputados (Juca Alves e Nasser Youssef) são acusados de participação no esquema que desviava verbas destinadas para entidades por meio de subvenções sociais. De acordo com a denúncia, as investigações da Receita Federal apontaram que os cheques eram emitidos no nome das associações, mas acabavam sendo repassados para a conta de postos de gasolina. Foram identificados seis postos de gasolina, que também foram condenados juntamente com os sete sócios registrados das empresas: Posto Iate Ltda (os sócios são: Leonardo e Anderson Bazílio De Souza), Markbel – Revendedora de Petróleo Ltda (Marieta Belúcio Backer), Posto Jerusalém (Vanderlei Vieira), Posto Morgado Ltda (Josmar Carvalho Machado), Auto Posto Líder Ltda (Hermes Marques de Oliveira) e Posto Jardimérica do Gás Ltda (Marcos Antônio Oliveira). Todos os condenados deverão pagar uma multa de R$ 500 mil por danos morais coletivos. As fraudes teriam se materializado de duas formas. Na primeira, os cheques eram nominados aos hipotéticos beneficiários, mas sacados na boca do caixa ou depositados na conta de terceiros – neste caso, os cheques seriam endossados por Gratz ou André Moreira. Na segunda forma, os cheques eram nominados diretamente aos verdadeiros beneficiários, totalmente estranhos ao processo administrativo de pagamento protocolado na Assembleia. “A única verdade é que receberam em suas contas depósitos de cheques oriundos da Assembleia Legislativa, emitidos em nome das mais diversas associações. Não negam esta imputação. Apresentam versões como fato impeditivo, ou às vezes, modificativo da pretensão punitiva do Ministério Público, mas não provam absolutamente nada, sem falar que as versões, mesmo que provadas, não exonerariam os requeridos de responsabilidade”, narra um dos trechos da decisão. Prescrição em debate Durante a instrução do processo, o ex-presidente da Assembleia pediu o arquivamento de ofício do processo pelo fato da ação ter prescrito. A defesa de Gratz alega que a denúncia foi ajuizada no dia 30 de janeiro de 2008, quando o Ministério Público não poderia mais denunciá-lo por supostos desvios na chamada Era Gratz. De acordo com o artigo 23 da Lei 8.429/1992, o prazo de prescrição da ação é de cinco anos após o final do exercício – o ex-deputado renunciou ao cargo no dia 29 de janeiro de 2003, dias antes do fim do mandato. O representante do Ministério Público chegou a negar que Gratz teria renunciado, insistindo no prazo de 31 de janeiro de 2003 como o início do prazo para contagem da prescrição. No entanto, o juiz Ademar Bermond confirmou a veracidade das informações prestadas pelo ex-deputado, mas inovou ao estabelecer como prazo de prescrição a data do conhecimento dos fatos pelas autoridades, no caso, o magistrado levou em consideração a data da remessa do relatório da Receita ao MPES, em novembro de 2004. “Tenho que este é o marco inicial do prazo prescricional. O contrário é chancelar a impunidade, porquanto não há possibilidade de se exercer ação se não tem conhecimento dos fatos. Lembro-me da assertiva da ministra Rosa Weber [durante o julgamento do mensalão]: “quanto maior o poder ostentado, maior a facilidade de esconder o ilícito”. No caso vertente, é imputado ato de improbidade ao ex-dirigente máximo da Assembleia com a cumplicidade e execução de ato da mesma natureza pelos demais litisconsortes. Agora, se tal ocorreu ou não, a questão é de mérito”, citou o juiz. Procurado pela reportagem, o ex-deputado José Carlos Gratz criticou a decisão do magistrado, que atua no núcleo de juízes lotados na vara especifica para julgar casos de improbidade: “O artigo 23 tem, no máximo, duas linhas. O juiz ou não sabe ler ou é um brincalhão. Enquanto o presidente do Tribunal quer resolver o problema da lentidão dos processos, esses juízes o estão atrapalhando”. O ex-parlamentar contou que existem outras 28 denúncias que também estariam prescritas. “Há mais de quatro anos que peço o arquivamento dessas ações, inclusive já tenho decisões favoráveis do próprio Tribunal de Justiça”. Sobre o mérito das acusações, Gratz se queixa da ausência de perícias nos cheques, que não foram sequer realizados no processo. “A prática de sentenciar sem ouvir o acusado remete a um expediente ditatorial”, afirmou. Na decisão, o juiz afirmou que o ex-deputado tinha conhecimento dos repasses para entidades. “É fácil concluir, dentro de uma racionalidade investigatória, que se o requerido não assinou os documentos, como afirma em sua defesa, deveria coibir a prática, na qualidade de chefe do Legislativo”. Gratz afirmou que “não pode ser responsabilizado pelo que não conhece”. O ex-presidente da Assembleia anunciou também que seus advogados vão recorrer da decisão e preparam uma representação contra o juiz na Corregedoria local e no Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
Quem não gosta de samba?
A sabedoria dos bambas já diz que quem não gosta de samba, bom sujeito não é. Neste domingo (2), para celebrar esse ritmo tão nosso, acontece o Dose de Samba, com 12 horas de programação na Estação Porto. A programação começa com o Clube do Vinil tocando os bolachões de grandes nomes do samba brasileiro. A festa segue com Cecitônio Coelho e convidados, Velha Guarda do Samba Capixaba (foto capa), show Maria Maria – As Damas do Samba (foto) e a escola de samba Boa Vista. O músico e compositor Cecitônio Coelho, com mais nove convidados, fará um show de dupla homenagem. O repertório privilegiará músicas que ganharam a interpretação de Roberto Silva, carioca considerado o príncipe do samba, falecido em setembro deste ano. Além disso, os cantores entoarão um samba capixaba. Alguns dos nomes confirmados são: Emerson Xumbrega, Kleber Simpatia, Edson Papo Furado, Ricardinho Oliveira, Pedrinho Nó na Madeira, Rogerinho do Cavaco e Tonico do Cavaco. A seguir, o palco será da Velha Guarda do Samba Capixaba. Para o show de domingo, o grupo trará, entre outras, músicas de Cartola em seu repertório e apresentará a Velha Guarda da São Torquato. O grupo existe há mais de uma década e é composto por Tião Batera (bateria), Nelson Gonçalves (violão de 7 cordas), Serginho (cavaco), Edinho (pandeiro e percussão), Jairo Liberdade (surdo e voz), Wallace (flauta), Alvimar Guimarães (voz) e Lajota (voz). Logo após, com direção geral de Simône Devens e direção musical e arranjos de Paulo Sodré, o espetáculo Maria Maria apresentará uma edição especial reunindo Damas do Samba – Uma Homenagem a Roberto Silva, o Príncipe do Samba. Confirmada as participações de 12 cantoras: Cyara Santos, Dennise Pontes, Dorkas Nunes, Gardênia Marques, Idalina Dornellas, Juana Zanchetta, Jully Victória, Márcia Chagas, Michele Maltovão, Simône Devens, Teresa Cristina e Vera da Matta interpretando sambas de compositores capixabas e canções que ficaram marcadas por Roberto Silva. Para encerrar o Dia Nacional do Samba, a música fica por conta da atual campeã do Carnaval de Vitória, a Independente de Boa Vista, que traz sua bateria e passista para a Estação Porto. Além de sambas antológicos, a escola apresentará seu hino para a folia de 2013, Diáspora Africana – O Grito de Liberdade de Uma Raça. Serviço O Dia Nacional do Samba será comemorado neste domingo (2), a partir das 11h, na Estação Porto, Armazém 5 da Codesa. Av. Getúlio Vargas, s/n, Centro, Vitória. Informações: (27) 3132-2064. Entrada franca.
Eleições OAB-ES: oposição pretende fixar trincheira na subseção de Colatina
Mesmo com a derrota na disputa pelo comando da seccional capixaba da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-ES), o bloco de oposição conquistou uma importante vitória no pleito com a eleição do advogado Martiniano Lintz Junior na Subseção de Colatina. Nessa quinta-feira (28), a classe também escolheu os presidentes de outras 15 subseções em todo Estado, com destaque para os resultados da disputas em Vila Velha e Cariacica. Para o candidato derrotado na disputa principal, André Luiz Moreira, o bloco de oposição montado neste pleito pretende transformar Colatina em reduto oposicionista ao atual comando da OAB/ES, liderado pelo presidente reeleito Homero Junger Mafra. No município, a chapa “Ordem Atuante”, de Martiniano Lintz Junior, teve 228 votos contra 152 votos da chapa “A Ordem é dos Advogados”, que tinha à frente a advogada Gleide Maria de Melo Cristo. Na subseção canela-verde, principal subseção da OAB-ES em número de votantes, a disputa entre os advogados Ricardo Ferreira Pinto Holzmeister e Gustavo Bassini Schwartz foi equilibrada. Apesar do ambiente tumultuado na véspera do pleito, inclusive, com a judicialização da disputa, a chapa oposicionista ficou próxima da chapa da situação. O atual vice-presidente Ricardo Holzmeister teve 686 votos contra 473 votos de Gustavo Bassini, que precisou recorrer à Justiça Federal para participação da disputa. Em Cariacica, a disputa foi a mais equilibrada entre as cinco subseções com mais de uma chapa na disputa. O advogado Aloísio Lira, da chapa “Advocacia e Cidadania” foi eleito com 151 votos, apenas 22 a mais do que a chapa “Novos Rumos”, liderado pela advogada Michelle Guasti de Jesus. Nas subseções de Linhares e Itapemirim, os eleitos derrotaram os atuais presidentes que buscavam a reeleição. No município do norte capixaba, o advogado Oswaldo Ambrózio Júnior, da chapa “Nova Ordem”, derrotou José Massucati, da chapa “A Ordem é Avançar”, por 152 votos contra 99 votos. Enquanto no sul do Estado, o causídico João Luiz Rocha da Silva, da chapa “Renovação”, derrotou por 63 a 49 votos, o atual presidente Maurício dos Santos Galante, da chapa “Azul Vitória”. Foram eleitos nas outras onze subseções com disputa em chapa única: Robson Louzada Teixeira (chapa “Integração”) com 507 votos, em Cachoeiro de Itapemirim; Jedson Marchesi Maioli (“OAB Forte”), com 225 votos, em Guarapari; Mauly Martins da Silva (“Experiência e Compromisso”) com 51 votos, em Barra de São Francisco; Aurélio Fábio Nogueira da Silva (“Ética e Cidadania”) com 49 votos, em Guaçuí; Celso Piantavinha Barreto (“União e Progresso”) com 65 votos, em Alegre; e Artur Mendonça Vargas Junior (chapa União) com 100 votos, em Castelo. Também foram escolhidos: Fernando Brasil Oliveira (“Avançar com Justiça”) com 141 votos, em São Mateus; Wellington Ribeiro Vieira (“Aracruz Unida”) com 103 votos, em Aracruz; Alécio Jocimar Fávaro (“Ética e Prerrogativas”) com 82 votos, em Ibiraçu; Leonardo Guimarães (“Consenso na Ordem”) com 98 votos, em Nova Venécia; e Nilton Martins Figueiredo (“Em Nome da Justiça”) com 35 votos, em Iúna.
Dilma cumpre compromisso e veta redistribuição de royalties
A presidente Dilma deve oficializar ao longo do dia a decisão tomada nessa quinta-feira (29) de vetar o artigo do projeto aprovado na Câmara dos Deputados no último dia 6, que muda as regras de distribuição desses tributos referentes a campos em exploração. Durante uma solenidade em Brasília nessa quinta-feira, a presidente defendeu o “respeito aos contratos” vigentes, dando a entender que vetaria o item que trata da redistribuição desses royalties. A decisão da presidente, que foi antecipada pelo site da Folha de S. Paulo na manhã desta sexta-feira (30), é um alivio para Espírito Santo e Rio de Janeiro, que sofreriam com perdas milionárias de recursos federais. Só o Espírito Santo perderia cerca de R$ 900 milhões já a partir do próximo ano. Os dois estados ameaçavam recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) para questionar a constitucionalidade da nova regra. Com o veto desse item fica mantida a regra atual e o Espírito Santo continuará recebendo o repasse de 26,25%. O texto aprovado na Câmara dos Deputados no último dia seis reafirmou a proposta do senador Vital do Rêgo (PMDB-PB) e reduzia a parcela dos Estados produtores para 20%. Ainda segundo a Folha de S. Paulo, o veto de Dilma não atinge a as regras de exploração dos futuros campos de petróleo do pré-sal, mantendo a nova regra aprovada pelo Congresso. A proposta aprovada pelo Congresso fixa em 15% a alíquota dos royalties com a distribuição desses recursos de forma mais igualitária entre todos os Estados e municípios. Assim, os Estados produtores ficarão com 22% da receita de royalties. O Palácio do Planalto deve ainda criar uma Medida Provisória, incluindo um dispositivo destinando todas as receitas dos royalties para a educação. Essa seria a saída para viabilizar a proposta de aumentar para 10% do PIB os investimentos nessa área, que hoje giram em torno de 5,5%. Mas a batalha dos dois estados para manter os índices de repasse não acaba com o veto da presidente. A matéria agora volta a Congresso para ser analisado. Apesar de há 30 anos um veto presidencial não ser derrubado na Câmara, os deputados dos estados não produtores ameaçam anular a decisão de Dilma. Caso isso ocorra, os governadores de Rio de Janeiro e Espírito Santo vão recorrer ao Supremo. O governo federal terá convencer não só as bancadas, mas também os governadores dos 24 estados que brigam pela redistribuição dos valores o tamanho da irresponsabilidade da medida. Isso porque no caso do Rio de Janeiro que sediará a Copa do Mundo em 2014 e a Olimpíada de 2016, a perda desses recursos será devastadora. Do ponto de vista político, Dilma assumiu um risco de abalo em sua governabilidade em favor da defesa dos dois Estados, que pode influenciar em sua disputa de 2014.
Mostra de Cinema e Direitos Humanos da América do Sul
Cabra Marcado Para Morrer (1984) se tornou um mito quando imortalizou o líder camponês João Pedro Teixeira, assassinado em 1960 por ordem de latifundiários de Pernambuco. Apesar de todas as adversidades, o cineasta Eduardo Coutinho não desistiu de seu projeto nem quando foi interrompido pela ditadura militar e só pode finalizar o filme 17 anos depois. Pelos seus documentários questionadores e a sua sensibilidade em contar histórias e ouvir o que as pessoas têm a dizer, Eduardo Coutinho é o grande homenageado da 7ª Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul. No estado a mostra ainda está em sua segunda edição e começa nesta segunda (3) e segue até sábado (8), no Cine Metrópolis, na Ufes. Confira aqui a programação. Na programação em homenagem a Coutinho estão, além da cópia restaurada de Cabra Marcado Para Morrer, os filmes Santo Forte (1999), um mergulho na intimidade de católicos, umbandistas e evangélicos de uma favela carioca, e O Fio da Memória (1991), mosaico sobre a experiência negra no Brasil a partir da figura de um artista popular. “A seleção de filmes questiona a forma como os direitos humanos são aplicados e procura estabelecer um diálogo com os espectadores”, explica Sáskia Sá, uma das organizadoras da edição capixaba do evento. Ao todo serão exibidos 37 filmes, incluindo vários títulos inéditos no país, em 26 capitais estaduais brasileiras e o Distrito Federal, sempre com entrada franca. A noite de abertura contará com um coquetel e a presença de representante da Cinemateca Brasileira, um dos órgãos organizadores da mostra junto com a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República. Durante o evento também haverá um intérprete de libras. Em todos os locais haverá acessibilidade a pessoas com deficiência e as sessões de quinta-feira (6), das 14h e das 16h, serão em closed caption para deficientes auditivos e com áudiodescrição das cenas para os deficientes visuais. “Nesse mesmo dia serão distribuídas vendas para aqueles que preferirem imergir em uma obra audiovisual de uma forma diferente”, conta Sáskia. “São vários temas envolvidos, entre eles questões religiosas, étnicas, sociais, de infância, de gênero e sobretudo respeito às diferenças. Por isso há uma preocupação para que todos possam assistir aos filmes e entender a mensagem da Mostra”, completa a organizadora. Sáskia também destaca duas obras que focalizam a Lei Maria da Penha, o média-metragem Silêncio das Inocentes, de Ique Gazzola, e o curta Maria da Penha: Um Caso de Litígio Internacional (foto acima), de Felipe Diniz. “Esse é um assunto que não pode ser deixado de lado, precisa ser a todo o momento lembrado e discutido”, diz. A programação traz ainda uma série de títulos inéditos no circuito comercial, como os longas-metragens Hoje, de Tata Amaral, que aborda os reflexos atuais de fatos ocorridos durante a ditadura militar, e O Dia Que Durou 21 Anos, de Camilo Tavares, um documentário que revela documentos secretos que confirmam articulações de governos norte-americanos para a derrubada do presidente João Goulart, seguido pelo golpe militar. Também inédito comercialmente no país, o colombiano Chocó, de Johnny Hendrix Hinestroza, também integra a mostra. A obra destaca os problemas do desemprego, do desalojamento e da violência doméstica. O indicado oficial pelo Uruguai ao Oscar de Filme Estrangeiro, A Demora, mostra uma mulher, de família pobre, que não consegue internar seu idoso pai em um asilo e acaba tomando uma atitude drástica. Na programação está ainda Elvis & Madona (foto acima), longa vencedor do Prêmio da Associação de Correspondentes Estrangeiros (ACIE), nas categorias de Melhor Ator para Igor Cotrim, Melhor Atriz para Simone Spoladore, Melhor Diretor para Marcelo Laffitte e Melhor Filme segundo o júri popular. O divertido enredo acompanha o envolvimento de uma travesti com uma jovem entregadora de pizza. A Mostra de Cinema celebra o aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos, proclamada pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 10 de dezembro de 1948. Serviço A 7ª Mostra de Cinema e Direitos Humanos da América do Sul começa nesta segunda-feira (3) e segue até o sábado (8) no Cine Metrópolis. Entrada Franca. Agendamento para grupos especiais: 3382-6694 (Vanusa).
Filmes em cartaz
Programação dos cinemas de Vila Velha, Vitória e Guarapari de 30 de novembro a 6 de dezembro. O Cine Ritz – Shopping Norte-Sul fechou para reforma. A reabertura deve acontecer entre dezembro e janeiro. ESTREIAS Era Uma Vez Eu,Verônica (Idem, Brasil, 2012, 90 minutos, 16 anos) Drama. Dirigido por Marcelo Gomes. Com João Miguel, W. J. Solha, Renata Roberta. Verônica tem 24 anos e vive uma fase de transição. Ela mora com o pai e trabalha em um ambulatório de hospital público de condições precárias. Uma noite, ao voltar para casa, ela resolve usar o gravador para falar de seus próprios problemas. Cine Jardins – Shopping Jardins: Sala 2. 21h20. Elefante Branco (Elefante Blanco, Argentina/Espanha/França, 2012, 110 minutos, 16 anos) Drama. Direção de Pablo Trapero. Com Ricardo Darín, Jérémie Renier, Martina Gusmán. Os padres Julián e Nicolas, junto com a assistente social Luciana lutam para solucionar os problemas sociais do bairro. Porém seus esforços entrarão em conflito com a igreja, governo, narcotráfico e polícia. Cine Jardins – Shopping Jardins: Sala 2. 19h15. Os Penetras (Idem, Brasil, 2012, 94 minutos, 14 anos) Comédia. Direção de Andrucha Waddington. Com Marcelo Adnet, Eduardo Sterblitch, Andrea Beltrão, Mariana Ximenes. Beto e Marco, dois caras totalmente opostos, passam por tudo o que pode dar certo ou errado nas situações mais inusitadas e hilariantes do louco reveillon carioca, a procura de Laura, namorada de Beto e cobiçada por Marco. Cine Kinoplex – Shopping Praia da Costa: Sala 3. 15h, 17h10, 19h20, 21h30. Cinemark – Shopping Vitória: Sala 7. 14h40, 17h20, 19h0, 22h10. A Origem dos Guardiões (Rise of the Guardians, EUA, 2012, 97 minutos, Livre) Animação. Direção de William Joyce e Peter Ramsey. Papai Noel e o Coelho da Páscoa reúnem um grupo de seres folclóricos para combater o Bicho-Papão. Cine Kinoplex – Shopping Praia da Costa: Sala 1 (3D). 14h10, 16h20, 18h40, 21h. DUBLADO. Sala 6. 15h e 17h. DUBLADO. Cinemark – Shopping Vitória: Sala 3 (3D). 12h30, 14h50, 17h10, 19h30. DUBLADO. Sala 4. 13h, 15h40, 18h20, 20h50. DUBLADO. Sala 5 (3D). 12h, 14h30, 16h50, 19h20. DUBLADO. 22h (LEG). Cine Ritz Guarapari: Sala 1. 17h, 19h, 21h. DUBLADO. Sala 3 (3D). 17h30 e 19h30. DUBLADO. SESSÃO CULT Moonrise Kingdom (Moonrise Kingdom, EUA, 2012, 94 minutos, 12 anos) Comédia. Direção de Wes Anderson. Com Bruce Willis, Edward Norton, Bill Murray, Tilda Swinton. Na Nova Inglaterra dos anos 1960, um menino e uma menina se apaixonam e resolvem fugir. A cidade então organiza uma busca pelos dois, e o lugar acaba virando de cabeça para baixo. Cinemark – Shopping Vitória: Sala 8. Terça e quinta 20h10. CONTINUAÇÃO Amanhecer Parte 2 – O Final (Breaking Dawn – Part 2, EUA, 2012, 116 minutos, 12 anos) Romance. Dirigido por Bill Condon. Com Kristen Stewart, Robert Pattinson, Taylor Lautner. Após dar a luz a Renesmee, Bella Swan desperta já vampira. Ela agora precisa aprender a lidar com seus novos poderes, assim como absorver a ideia de que Jake, seu melhor amigo, teve um imprinting com a filha. Cine Kinoplex – Shopping Praia da Costa: Sala 4. 13h30 e 18h30. DUBLADO. 16h e 21h (LEG). Sala 5. 14h50, 17h30, 20h. DUBLADO. Sala 6. 19h e 21h30. Sala 7. 15h30, 18h, 20h30. DUBLADO. Cinemark – Shopping Vitória: Sala 1. 13h40, 16h20, 19h, 21h40. DUBLADO. Sala 2. 12h40, 15h20, 18h, 20h40. DUBLADO. Sábado também 23h15. DUBLADO. Quinta-feira 12h40, 15h20, 18h. Sala 6. 13h10, 15h50, 18h30. DUBLADO. 21h10 (LEG). Sala 8. 12h10, 17h30, 20h10. DUBLADO. Terça e quinta 12h10 e 17h30. DUBLADO. Cine Ritz Guarapari: Sala 3. 21h30. A Vida de Outra Mulher (La Vie d'une autre, França/Belgica/Luxemburgo, 2012, 97 min, 14 anos) Comédia. Dirigido por Sylvie Testud. Com Juliette Binoche, Mathieu Kassovitz, Aure Atika. Marie tem 40 anos de idade, mas quando ela acorda, um dia, ela acredita ter apenas 25 anos. 15 anos de sua vida se apagaram de sua memória. Ela acorda no início de uma longa história de amor, que na verdade acaba de terminar. Shopping Jardins- Cine Jardins: Sala 1. 17h. Até que a Sorte nos Separe (Idem, Brasil, 2012, 100 minutos, 12 anos) Comédia. Direção de Roberto Santucci. Com Leandro Hassum, Danielle Winitz, Ailton Graça, Kiko Mascarenhas. Tino, um pai de família de classe media, vê sua vida e, especialmente, seu casamento, completamente transformados após ganhar na loteria e perder toda a fortuna. Cine Kinoplex – Shopping Praia da Costa: Sala 2. 14h, 16h40, 19h, 21h20. Cinemark – Shopping Vitória: Sala 3. 21h50. Cine Ritz Guarapari: Sala 2. 19h e 21h15. Diário de Um Banana 3 (Diary of a Wimpy Kid: Dog Days, EUA, 2012, 94 min, Livre) Comédia. Dirigido por David Bowers. Com Zachary Gordon, Steve Zahn, Rachael Harris. Pela primeira vez, Greg não está na escola. Chegaram as férias de Verão e todos se divertem na rua. Enquanto Greg Heffley está enfiado em casa jogando videogames. Cinemark – Shopping Vitória: Sala 8. 15h. DUBLADO. Gonzaga de Pai para Filho (Idem, Brasil, 2012, 120 min, 12 anos) Drama. Direção de Breno Silveira. Com Nivaldo Expedito de Carvalho, Júlio Andrade, Nanda Costa. História de Luiz Gonzaga (1912-1989) e Gonzaguinha (1945-1991), e de um amor que venceu o medo e o preconceito e resistiu à distância e ao esquecimento. Cine Jardins – Shopping Jardins: Sala 1. 19h. As Vantagens de Ser Invisível (The Perks of Being a Wallflower, EUA, 2012, 103 min, 14 anos) Drama. Dirigido Stephen Chbosky. Com Logan Lerman, Emma Watson, Ezra Miller. Charlie é um jovem que tem dificuldades para interagir em sua nova escola, até o dia em que dois amigos, Patrick e Sam, passam a andar com ele. Cine Jardins – Shopping Jardins: Sala 2. 17h15. Argo (Argo, EUA, 2012, 120 min, 14 anos) Suspense. Dirigido por Bem Afleck. Com Ben Affleck, Bryan Cranston, John Goodman. Baseado em fatos reais, seis diplomatas conseguem fugir em plena Revolução Iraniana fingindo serem uma equipe de filmagens de uma ficção
Consertando a federação
Esse alarido de parlamentares, prefeitos e governadores em torno da mudança na distribuição dos royalties do petróleo repõe na mesa o problema da federação de mentirinha que vige no Brasil. Nossa federação existe no papel. Na hora dos vamos ver, prevalece aquela máxima: Farinha Pouca, Meu Pirão Primeiro. É o que estão dizendo todos, a começar pelo governador do Rio Janeiro, o estado que mais benefícios usufruiu dos bônus do petróleo encontrado nos anos 1970 na bacia de Campos, responsável ainda hoje por 80% da produção brasileira de petróleo. Que federação é essa que não cria leis para acabar com a divisão dos estados e os municípios em ricos e pobres? Até passeata o governo fluminense promoveu contra a nova lei de distribuição dos royalties, pronta para assinada (com cortes) pela presidenta Dilma. Certo, a maioria dos passeantes foi pra rua para se livrar do expediente, mas foi uma demonstração de força do governador Sergio Cabral, mais empenhado na figuração do que na fazeção. Passado furor protestante, o governo do Rio jogou a toalha ao anunciar que vai recorrer à justiça contra alterações nos contratos vigentes. Hora de salvar os anéis ou, seja, Cabral aceita a mudança, desde que se preservem os privilégios antigos e que garantem ao Rio a parte do leão da pizza (quase 80%) dos royalties. De acordo com cálculos divulgados pelo secretário do Desenvolvimento, Julio Bueno, que ocupou o mesmo cargo no Espírito Santo, anos atrás, o estado e os municípios do Rio de Janeiro poderão perder, já em 2013, R$ 3,4 bilhões em receita, caso seja sancionado o projeto de lei que muda a distribuição dos royalties. Até 2020, a perda acumulada chegaria a R$ 77 bilhões, considerando a arrecadação de royalties e participações especiais de estados e municípios. Ao contrário do Rio, o governador do Espírito Santo admitiu que trabalha com a hipótese de uma redução na arrecadação dos royalties em 2013 e nos anos seguintes. A previsão é que os cofres capixabas recebam um bilhão de reais a menos a cada ano. Não é pouca coisa. E não se deve esquecer que, para encontrar o equilíbrio de suas contas, o governo de Paulo Hartung (2003-2010) antecipou o recebimento de receitas provenientes de royalties. Veja-se, agora, a coisa por outro lado: toda a dinheirama dos royalties, antes concentrada no Rio, certamente vai irrigar outras administrações públicas, gerando empregos em estados e municípios mais necessitados. Tudo indica que, ao mudar a nova lei dos royalties, o Brasil aprofundará a caminhada para uma melhor distribuição de renda e para a redução das desigualdades regionais. Se os frutos da riqueza nacional forem colocados nas cestas mais pobres, em regiões carentes, provavelmente os habitantes dessas áreas terão menos motivos para migrar para os grandes centros, como Rio e São Paulo. Está mais do que na hora de inverter a lógica migratória que comanda o crescimento populacional desequilibrado da federação brasileira. LEMBRETE DE OCASIÃO “A tarefa de atender aos desequilíbrios, não para eliminá-los – o que seria pretensão a-histórica – mas para diminui-los, é temporária. A tarefa de evitar a secessão e manter a unidade, esta, sim, é permanente. O Brasil nunca esteve dividido contra si mesmo, e creio que jamais venha a estar.” José Honório Rodrigues, Aspirações Nacionais, 4ª ed., 1970, Civilização Brasileira
O buraco negro das doações
Como já era previsto, a prestação de contas final dos candidatos que disputaram o segundo turno das eleições deste ano nada esclareceu sobre os gastos de campanha. Partidos e candidatos recorreram a uma manobra legal, mas nada ética, para ocultar a origem do dinheiro que financiou as campanhas de diversos candidatos País afora. A estratégia é bem simples. Para não deixar rastros da identidade do doador na prestação de contas do candidato, as empresas destinavam o dinheiro diretamente para as direções nacionais e estaduais dos partidos que, em seguida, repassavam os recursos para os candidatos. Quem acessou o sítio do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para “bisbilhotar” os gastos de campanhas dos candidatos e conhecer quem eram os grandes doadores deu com a cara na porta. A manobra assegurou o total sigilo dos doadores, exigência dos empresários. Resultado: a sociedade não terá a menor ideia dos interesses que estarão por trás dos futuros prefeitos. No Espírito Santo, os seis candidatos que disputaram o segundo turno das eleições em Vitória, Vila Velha e Cariacica, em maior ou menor intensidade, se valeram da mesma manobra. No primeiro turno não foi diferente. Afinal, essa era uma orientação dos partidos. O candidato que não topasse guardar o nome do seu doador a sete chaves ficaria de mãos abandonando. E, em época de campanha, ficar com os bolsos vazios ninguém quer. As campanhas dos candidatos que passaram para segundo turno – em idades com mais de 200 mil eleitores – deixaram a manobra mais evidente. No Estado, o candidato derrotado a prefeito de Vitória, Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB), e o prefeito eleito de Vila Velha, Rodney Miranda (DEM), foram os que mais arrecadaram dinheiro para as campanhas: R$ 5,3 milhões e R$ 2,9 milhões, respectivamente. Boa parte deste dinheiro veio da direção nacional dos partidos, em outras palavras, doações ocultas. Observe o exemplo da prestação de contas de Rodney, que é muita semelhante à de Luiz Paulo. Dos R$ 2,9 milhões arrecadados por Rodney, 74% (R$ 2,145 milhões) ficaram ocultos. O percentual de “ocultação” de Rodney está dentro da média nacional dos candidatos e partidos que se valeram do expediente para preservar a identidade dos financiadores e deixar o eleitor às escuras. É interessante que esses mesmos políticos, quando lhes convêm, pegam carona no discurso da sociedade para pedir mais transparências às instituições públicas. Cansaram de repetir isso durante as campanhas, embora a Lei de Acesso à Informação ainda passe longe de suas agremiações partidárias, que permanecem operando nas trevas.
Dianteira
Natural que os prefeitos eleitos patinem durante o processo de transição, tendo noção do que encontrarão pela frente somente após assumirem a cadeira, ou muitas vezes bem depois. Nos principais municípios da Grande Vitória, os próximos gestores protagonizam movimentos distintos. Luciano Rezende (PPS), em Vitória, coloca em prática sua proposta de ouvir a população. Em Vila Velha, Rodney Miranda (DEM) ainda parece meio perdido, e tenta um entendimento com o prefeito Neucimar Fraga (PR) – isso lá é possível? Juninho (PPS), em Cariacica, apesar de ser vice-prefeito, não é íntimo da máquina e se rende ao empresariado, que tem muitos interesses no município. Os três são os novatos da história. Já Audifax Barcelos (PSB/foto), que é do ramo, está com a mão na massa. Fala com antecedência sobre gastos, medidas de cortes em contratos e cargos comissionados, e etc. Ou seja, iniciará o mandato ambientado, sabendo o que fazer, e em condições de resolver os pepinos, enquanto os demais primeiro terão que identificar o território, para depois abrir o saco de problemas. Sinal de que o socialista está alguns passos à frente. Quem encostará logo depois? Segue… O caso de Juninho merece comentários a mais. Nos bastidores, correm informações de que a presença na equipe de transição do prefeito eleito de Nilson Mesquita, do Grupo Meridional, e de José Luiz Kfuri, consultor imobiliário, remete ao “filé mignon” que tem em Cariacica, a Rodovia Leste-Oeste – em construção – e uma área de cinco milhões de metros quadrados para uso oficial. Os olhares dos empreendedores estão voltados para lá. A conferir. Já Rodney… Deve imprimir sua marca na prefeitura de Vila Velha: o rei dos espetáculos midiáticos. Está escrito. Perdeu o batismo Cachoeirense antigo, que acompanha Theodorico Ferraço (DEM) desde sempre, comenta a nova fase do presidente da Assembleia Legislativa. Antes, ele era o Ferraço. Agora é somente Theodorico. Ferraço passou a ser só o filho, o senador Ricardo Ferraço (PMDB). Emplacou Artigo assinado pelo governador Renato Casagrande ocupa espaço no jornal O Globo. Adivinhe o assunto? Royalties, claro! Elefante branco Aliás, mais um decreto de Casagrande remaneja os recursos que deveriam ser investidos no Cais das Artes. Desta vez, quase R$ 3 milhões, que foram para a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa). Veja o que virou a “menina dos olhos” de Hartung. Obras abandonadas e milhões e milhões em jogo. Apressado Chama atenção ainda ato do governador publicado no Diário Oficial, anunciando a 5ª Conferência Estadual das Cidades – “Quem muda a cidade somos nós, reforma urbana já!” Repare a data: entre 13 e 21 de 2013. Mas quanta antecedência… Pagando pra ver Também no Diário, uma portaria assinada pelo procurador geral de Justiça, Eder Pontes, disciplina o uso do estacionamento na sede do Ministério Público do Estado (MPES), em Vitória. Será que agora os nobres membros da instituição deixarão de estacionar seus carros em cima da calçada? Farsa Quantas crianças as poluidoras irão enganar este ano em seus estandes na Feira do Verde, em Vitória? 140 toques “Concluímos ontem [quarta-feira, 28], na Feira do Verde, o decreto que regulamenta o Fundambiental [Fundo Municipal de Meio Ambiente]”. (Vereador de Vitória – Serjão Magalhães – PSB – no Twitter). PENSAMENTO: “A política é a condução dos negócios públicos para proveito dos particulares.” Ambrose Bierce
Era Fantástico
O Fantástico é um programa que teria esse propósito, como nome sugere, de ser fantástico, de ser o show da vida. Hoje é um dos piores programas da televisão brasileira Como a Globo é o ópio do povo, o povo não saca e encara esse programa numa boa todos os domingos. Veja você, num domingo desses, as atrações eram: um nigeriano que retornou para os braços da mãe; a perda de peso de Ronaldo Fenômeno; o caso do goleiro Bruno e uma reportagem com o chato do Luan Santana. Acho que no horário deve ter coisas boas em outros canais, não é possível! Nesta mesma edição uma reportagem chatíssima sobre educação no nordeste. Depois, o programa cometeu o pior do pior, reproduziu uma corrida F1 inteira. É a mesma coisa que a gente aqui no rádio pegar uma gravação de um jogo de futebol de 90 minutos, que aconteceu há semana e colocar no ar, na íntegra. O Fantástico começou como uma “revista” semanal, sem muito dessas reportagens chatas, de encher lingüiça. Tinha clipes musicais, tinha humor, tinha esporte, política, economia, nacional e internacional, na dosagem certa (ou medida certa) Realmente é um suplício ver o Fantástico aos domingos. Mas tem gente que gosta. É a lei da vida, a lei das contradições, dos desvairados. Mas eu me divirto quando vejo. Fico esperando o Zeca Camargo aparecer para ver o que ele vai fazer com as mãos, porque até hoje ele não sabe onde colocá-las. Repare só. Ele esfrega as mãos, depois enfia no bolso, necessariamente nessa ordem. Muito bom de ver isso. Hilário. Pelo menos isso. PARABÓLICAS Encontramos Marta Cibien. Falou dos novos projetos que desenvolve em Brasília para atender os prefeitos do interior. Do Brasil inteiro. Estamos preparando uma mensagem de áudio de fim de ano. Me lembrei de Ademir Barcelos e dos programas que a gente fazia na Rádio ES Um ás do Twitter. É assim que podemos definir o ex jornalista ativo e há muito tempo advogado, Sérvio Bastos dos Santos Marcelo Rossoni continua procurando parceiros para tocar o seu Jornal Empresários. MENSAGEM FINAL Existem derrotas, mas não existe o sofrimento. Um verdadeiro guerreiro sabe que ao perder uma batalha está melhorando sua arte de manejar a espada. Saberá lutar com mais habilidade no próximo combate. Paulo Coelho