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Século Diário

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Empresário nega ligação com empresa laranja da Delta no Espírito Santo

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  Depois da revelação na CPI do Cachoeira do esquema de lavagem de dinheiro através da Garra Transportadora, o empresário Cláudio Farina Lopes, dono do Grupo Fibra/Garra, negou qualquer relação com a empresa que recebeu mais de R$ 26 milhões da Delta Construções no Espírito Santo. Apesar do nome semelhante, ele negou qualquer envolvimento com a empresa sob suspeita.   “Nosso grupo possui apenas três empresas: Fibra Serviços, Garra Vigilância e Garra Comércio. Todas com CNPJ diferentes e sediadas em locais diferentes no bairro de Fátima, na Serra. Nego qualquer envolvimento com essa Garra Transportadora. A única semelhança é o primeiro nome, como também existem outras várias empresas que utilizam o nome Garra, mas não tem nenhuma relação com nosso negócio”, declarou.  Cláudio Farina citou como exemplo um Centro de Formação de Condutores homônimo, que fica localizado na Capital. “Não posso ser considerado dono de qualquer empresa com nome iniciado por Garra”, afirmou. O empresário afirmou que soube da existência da empresa que foi utilizada pela empreiteira carioca após a reportagem publicada pelo jornal Século Diário: “Fiquei surpreso quando fui ler a matéria”.  Segundo o empresário, as três empresas do grupo Fibra/Garra atendem a cerca de 220 clientes em todo Estado nos serviços de limpeza, conservação, fornecimento de mão-de-obra e segurança patrimonial. “A empresa tem mais de 17 anos no mercado. Há dez ou 12 anos que optamos por trabalhar apenas com a iniciativa privada, mesmo com margens reduzidas”, justificou.  Empresa de fachada   Durante as investigações da CPI do Cachoeira, a quebra do sigilo da Delta Construções revelou a existência de empresas fantasmas que receberam uma grande movimentação financeira oriunda da empreiteira. Em um grupo de 117 empresas suspeitas, a Garra Transportadora foi a terceiro negócio que mais registrou movimentações financeiras oriundas da empreiteira carioca.  Nos anos de 2011 e 2012, a empresa de fechada – constituída no dia 25 de outubro de 2010 com sede fictícia em Viana e no nome de dois laranjas – recebeu um total de R$ 23.507.076,06. O valor representa quase 25% das atividades financeiras da Delta com as empresas suspeitas no período. Na versão sob apreciação do relatório final da CPI, o relator dos trabalhos, deputado Odair Cunha (PT-MG), pede o aprofundamento das investigações sobre o destino do dinheiro enviado às empresas consideradas suspeitas.

29/11/2012 / 0 Comments
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Greve dos trabalhadores da construção pesada completa duas semanas

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A greve dos trabalhadores da construção pesada do Estado completa duas semanas sem que exista proposta de reajuste e benefícios que atendam à categoria. A construção pesada é aquela com atuação em grandes obras, como na construção de estradas e rodovias, e obras públicas. Embora trabalhem em obras grandiosas, esses trabalhadores têm menos direitos garantidos que os trabalhadores da construção civil.   A categoria passou a ser representada pelo Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil (Sintraconst) este ano, depois de decisão do Tribunal Superior do Trabalho (TST), que vem tentando negociar com o Sindicato da Indústria da Construção Pesada (Sindicopes), a entidade patronal desde a data-base da categoria, em setembro deste ano.    Como nenhum acordo foi fechado, o Sintraconst e o Sindicopes passaram a tentar a mediação através da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE). Enquanto não existir julgamento do dissídio coletivo, a categoria deve ficar paralisada por tempo indeterminado.    Os trabalhadores reivindicam 14% de reajuste salarial; R$ 250 de tíquete alimentação; plano de saúde; 100% de horas extras aos sábados; 150% de horas extras aos domingos e feriados; Participação nos Lucros e Resultados (PLR) de um salário de referência ao ano, e classificação profissional a partir da realidade do mercado.    Já os patrões oferecem 8% de reajuste salarial; R$ 200 de tíquete alimentação; R$ 40 de plano de saúde e 70% de horas extras. Os trabalhadores da construção pesada não têm hora extra e sim um banco de horas, em que o período excedido trabalhado fica contabilizado. Também estão defasados nos benefícios de plano de saúde e Participação nos Lucros e Resultados. 

29/11/2012 / 0 Comments
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Recursos das nacionais para prefeitáveis ocultam doações

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Grande parte dos valores empregados pelos candidatos a prefeito no Estado veio de seus partidos, sobretudo das nacionais. Esses valores, na verdade, escondem uma prática encontrada pelos financiadores para escaparem de uma fiscalização da Justiça Eleitoral. Como este ano, o candidato teve que apresentar a lista de doadores antes da eleição, algumas ligações poderiam ser investigadas pela Justiça, mas como os partidos não são obrigados a revelar os doadores “ocultos”, isso serviu de caminho para as apostas dos financiadores privados. Nacionalmente, o caminho dessas doações já foi desvendado com a prestação de contas deste ano. Ao todo, 739 financiadores (empresas ou pessoas) fizeram suas doações diretamente às nacionais dos partidos. Dos R$ 637,3 milhões que entraram no caixa das principais siglas partidárias do País, Andrade Gutierrez, Queiroz Galvão e Camargo Corrêa investiram R$ 151,7 milhões. Os partidos campeões em receita foram, pela ordem, PT, PMDB e PSDB, os que mais elegeram prefeitos em outubro, que juntos receberam R$ 100 milhões das empreiteiras. No Estado, o PSDB nacional apostou forte em seu candidato na Capital. Luiz Paulo Vellozo Lucas recebeu R$ 4 milhões de seu partido. Em Vila Velha, Rodney Miranda (DEM) teve como maior financiador de sua campanha os repasses do DEM Nacional. Dos R$ 2,9 milhões de receita, R$ 2,09 milhões vieram da Nacional.  Além de serem as maiores financiadores no Estado de candidatos, ArcelorMittal fez doações às  nacionais de vários partidos. Ao todo a empresa repassou às siglas R$ 535,4 mil. A Aracruz Celulose (Fibria) também repassou R$ 1,1 milhão. Para os observadores, essa movimentação está dentro de uma estratégia mais ampla para as empresas. Ao mesmo tempo em que faz a doação direta para determinados candidatos, mais próximos, também faz o repasse ao partido, que por sua vez distribui os recursos nos locais estratégicos para o verdadeiro financiador. Como a doação é oculta, fica praticamente impossível acompanhar o caminho percorrido pelo dinheiro.  

29/11/2012 / 0 Comments
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Manhã de votação tranquila nas eleições da OAB-ES

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Mesmo com o clima de denúncias e troca de farpas entre os candidatos, o início da votação para a escolha do comando da seccional capixaba da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-ES) não registrou maiores incidentes. Na manhã desta quinta-feira (29), os advogados Homero Junger Mafra, candidato à reeleição, e André Luiz Moreira, da chapa de oposição, cumprimentaram eleitores e buscaram o voto dos indecisos em frente à seção eleitoral da Capital.  Neste pleito, a seção eleitoral foi localizada nos salões do Alice Vitória Hotel, o que reduziu as filas registradas nas últimas escolhas, quando a seção ficava na sede da OAB-ES no Edifício Ricamar – próximo ao atual local de votação. Muitos advogados optaram por ir às urnas logo no início da votação – aberta às 9 horas e que deve seguir até as 17 horas desta quinta.  Os candidatos Homero Mafra e André Moreira também votaram pela manhã. Eles posaram para fotos e deixaram o local de votação, permanecendo nas imediações do hotel para cumprimentar os colegas e pedir os últimos votos. Mafra estava acompanhado por membros da chapa e pelo ex-presidente da Ordem Agessandro da Costa Pereira. Moreira também foi acompanhado por apoiadores, entre eles a ex-deputada estadual Brice Bragato, que concorre a uma vaga no Conselho Regional.  Segundo o presidente da Comissão Eleitoral da Ordem, Antônio Franklin Cunha, o momento é muito importante para os advogados. “É a festa da nossa democracia. Espero que possamos realizar mais uma eleição sem problemas”, declarou, em nota publicada no site da entidade. Além da escolha do conselho seccional, os advogados capixabas também vão escolher os dirigentes de 16 subseções na Grande Vitória e no interior do Estado.  De acordo com informações da OAB/ES, o processo de votação dura, em média, cinco minutos, desde a checagem do nome na lista dos advogados aptos a votar, até o registro na cédula e o depósito na urna manual. Ao todo, 20 urnas foram distribuídas em dois salões no hotel. A previsão é que o resultado seja conhecido até as 22 horas.   O advogado que não puder comparecer ao seu domicílio eleitoral deverá, obrigatoriamente, justificar a ausência. Par isso, o profissional tem o prazo de 15 quinze dias, contados do dia da eleição. As justificativas poderão ser feitas pelo e-mail eleições2012@oabes.org.br ou pessoalmente no setor de protocolo da seccional ou nas Subseções, ou ainda via Correios. Caso não envie a justificativa, sofrerá multa de 20% sobre o valor da anuidade.

29/11/2012 / 0 Comments
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Elefante Branco retrata tensão em periferia argentina

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A estreia do Cine Jardins, Elefante Branco, faz um retrato das carências sociais e econômicas da América Latina. Protagonizado por Ricardo Darin, que interpreta o padre Juan e dirigido por Pablo Trapero, que recentemente fez Abutres (2010), o drama expõe as disputas do narcotráfico em uma favela argentina e a tentativa do padre de proteger os inocentes.   O elefante branco do filme é um hospital em construção que foi abandonado, em cujo entorno se formou uma favela. Os padres Juan e Nicolás (Jérèmie Renier) trabalham na paróquia da comunidade e junto com a assistente social Luciana (Martina Gusman) acabam se envolvendo com as gangues que brigam para comandar o tráfico de drogas.   O diretor coloca o espectador dentro desta realidade social para experimentar a pobreza, a revolta, a violência e a intolerância que essa comunidade sofre. Os habitantes do local, entretanto, não são tratados como simples vítimas, eles também comentem erros e injustiças, assim como os padres.    De um lado, Juan e Nicólas são solidários e corajosos a ponto de morrer para proteger a comunidade. De outro, eles se encontram presos a hierarquia da Igreja Católica e as obrigações de sacerdote.    O filme reflete sobre o verdadeiro papel dos religiosos na sociedade, que independente da vocação são seres humanos comuns.   Serviço Elefante Branco (Elefante Blanco, Argentina/Espanha/França, 2012, 110 minutos, 16 anos)   Cine Jardins – Shopping Jardins: Sala 2. 19h15.

29/11/2012 / 0 Comments
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Documentário alerta para a obesidade infantil

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A obesidade infantil já se tornou uma epidemia. A falta de informação dos pais e os apelos publicitários são algumas das causas apontadas pelo filme Muito Além do Peso para os maus hábitos alimentares das crianças. O documentário tem pré-estreia nesta quinta (29) no Cine Metropolis e entra em cartaz a partir desta sexta-feira (30).    A diretora Estella Rener estuda o caso principalmente em território brasileiro, onde um terço das crianças está acima do peso e já apresentam doenças como diabetes, problemas cardiovasculares e depressão.    A diretora se vale de depoimentos de pais, especialistas em saúde, membros do governo e responsáveis pela publicidade de alimentos para montar seu filme.   Além das consequências da obesidade infantil, o filme também analisa as origens econômicas e sociais do problema que acomete crianças do mundo todo. As grandes empresas de alimentos e bebidas não são poupadas, aqueles que infligem leis e omitem informações do consumidor tem os nomes citados e condenados.    Muito Além do Peso adota um caráter didático para tratar da obesidade infantil, mostrando latas de refrigerantes ou pacotes de salgadinhos com o equivalente em açúcar e sal.    O documentário é um grande alerta para pais e professores, incentivando-os a interferir na alimentação das crianças.   Serviço Muito Além do Peso (Brasil, 2012, 84 minutos, Livre)    Cine Metrópolis: Sexta a domingo 16h30 e 19h30.

29/11/2012 / 0 Comments
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O desafio do desenvolvimento sustentável

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Os moradores do pedaço mais rico de Vitória, Praia do Canto e adjacências, se reuniram nessa terça-feira (28) com o prefeito eleito da Capital, Luciano Rezende, para tratar dos principais problemas que afetam a comunidade. Durante a audiência pública, a terceira da série de nove programadas pelo novo prefeito, o que mais se escutou foi o apelo por mais qualidade de vida e menos concreto. O uso e a ocupação do solo foram um dos problemas que ganharam destaque na audiência. As pessoas se mostraram preocupadas com o adensamento da cidade, causado, em parte, pelos novos empreendimentos imobiliários que se espremem na exígua área de pouco mais de 93 quilômetros quadrados da ilha. A fala de uma das moradoras ilustrou bem a aflição dos que se sentem com a qualidade de vida ameaçada: “Estamos impermeabilizando a cidade com cimento e degradando as paisagens. Essa concentração de imóveis não é saudável e a situação já atingiu um nível insustentável. Há prédios grudados e superdimensionados. Peço que isso seja revisto em nome das paisagens e de uma cidade mais sustentável”. Em outras palavras, a moradora, que teve seu discurso replicado nas vozes de outros participantes da audiência, disse não ao desenvolvimento a qualquer custo, prática que se tornou corriqueira por aqui desde que o Estado fez a opção por abrigar as grandes plantas industriais das chamadas “poluidoras” – as maiores responsáveis pelo processo de deterioração da sagrada qualidade de vida. Como não podia ser diferente, não demorou muito para os moradores tocarem na polêmica que já cerca a expansão do Shopping Vitória. O professor e economista Arlindo Villaschi, um dos críticos do novo empreendimento, provocou o prefeito eleito: “Acho muito pouco provável que a sua administração queira colocar Vitória no mapa brasileiro com a ampliação do Shopping”. Mostrando-se atento às demandas da população, Luciano tranquilizou os participantes sobre o empreendimento, que teve ser vetado ou não pela sua caneta. Ele assegurou que está acompanhado cada lance da discussão com uma “lupa”. O gabinete itinerante, como já escrevemos neste espaço, é sem dúvida uma iniciativa positiva do prefeito eleito. De outro lado, ao abrir esse canal de interlocução direta com a população, o futuro prefeito cria uma expectativa muito grande nas pessoas e, com toda a certeza, será cobrado por isso. Para não correr o risco de frustrar a população com questões polêmicas como a expansão do Shopping, o prefeito eleito precisará muito mais do que uma lupa. Na audiência, ele deu pistas de que poderia resolver a complexa equação qualidade de vida versus desenvolvimento partindo de uma solução que vem sendo adotado em outras cidades que se defrontam com o mesmo dilema. “São duas coisas que podem andar juntas, contribuir uma com a outra”, simplificou. No discurso, parece até relativamente fácil conciliá-las. Mas na prática esses dois conceitos têm se mostrado, muitas vezes, antagônicos, ainda mais se considerarmos o histórico do Estado que, ao longo dos anos, tem se mostrado subserviente às imposições dos interesses financeiros e pouco ou nada sensível às demandas da sociedade. Sem falar que conceito de qualidade de vida é um tanto relativo. Para algumas pessoas, por exemplo, no caso do projeto de expansão do Shopping, o fato de a cidade abrigar um megacentro de compras cercado de prédios comerciais e residenciais por todos os lados pode representar a falsa sensação de desenvolvimento, modernidade e riqueza, quando na realidade estaria ocorrendo exatamente o contrário.

28/11/2012 / 0 Comments
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Nas internas

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Assim como a composição da Mesa Diretora da Assembleia interessa e muito ao governador Renato Casagrande, o prefeito eleito de Vitória, Luciano Rezende (PPS/foto), também precisa de uma Câmara de Vereadores harmônica. Mas ao contrário do governador, que terá influência decisiva nas escolhas de olho na disputa à reeleição de 2014, Luciano não deve interferir na eleição para a presidência da Casa. É o que entendem e esperam os próprios vereadores, até mesmo porque não há tendência de oposição a Luciano no legislativo municipal. A expectativa é de que o comando da Câmara deve, portanto, ser decidido pelos próprios edis, a não ser que forças de fora resolvam intervir. Por enquanto, a impressão é que o prefeito eleito vai deixar o processo correr solto, sem meter a mão. Luciano entraria em cena logo após o resultado, para se entender com o vencedor. Veremos.    Nas internas II Até agora, se movimentam oficialmente para levar a vaga o atual presidente Reinaldo Bolão (PT) e Namy Chequer (PCdoB), o primeiro foi bem na função e tem espaços garantidos, o outro também transita bem, além de não representar qualquer ameaça ao prefeito eleito. São candidaturas simpáticas e agregadoras.   Nas internas III Serjão Magalhães (PSB) é outro que poderia ser estratégico para o partido do governador, que pretende ampliar seu campo em Vitória. Se for interesse de Casagrande, ele vai para a briga. Já Fabrício Gandini, o mais votado este ano e também do PPS, caberia na disputa, mas sua candidatura pode ser interpretada como uma imposição de Luciano. E Max da Mata (PSD), segundo melhor votado, não  tem esse perfil considerado agregador.   Pedra Por falar em Luciano, durante a audiência pública do Gabinete Itinerante realizada na noite dessa terça-feira (27), o prefeito eleito disse que o crack é um problema do tamanho do Penedo. Foi interrompido por uma voz ao fundo dizendo: “Pelo amor de Deus! Imaginem se o pessoal resolver fumar”. As risadas tomaram conta do local.   IPTU Ainda na audiência, o prefeito eleito, que quando vereador travou uma batalha contra o aumento do IPTU, recebeu uma denúncia inusitada. Um morador da Enseada do Suá foi ao local com os carnês na mão, mostrar que em um de seus imóveis a tarifa é zero, afirmando que isso causa problemas de arrecadação. A prefeitura cobra de quem não tem como pagar e, no caso dele, que pode, recebe isenção.   Rodney, democrático? Interessante é que o prefeito eleito de Vila Velha, Rodney Miranda (DEM), ligado na boa aceitação da população à ideia de Luciano, tenta vender a mesma proposta. Tem divulgado o slogan “Vila Velha para todos”, pedindo que os moradores enviem mensagens para melhorias nos bairros onde moram, enfatizando ainda que “o diálogo começa agora”. Quem não conhece, que compre!   Casadas Ao contrário do que possam parecer, as candidaturas de Henrique Alves (PMDB-RN) e Rose de Freitas (PMDB) à presidência da Câmara dos Deputados se casam. Henrique, o favorito, tem no encalço a candidatura de Júlio Delgado (PSB-MG), que cresceu mais do que o esperado e encostou. Rose chega ao cenário para a atrapalhar a vida do socialista e consolidar a eleição do correligionário.    Explicando… Os votos de Rose de Freitas são de um grupo que não é de domínio de Alves e representa os insatisfeitos, que tendem a ir não para ele, e sim para Delgado. Sem ela, esses votos migram para o socialista e ele leva. Pesquisa publicada pelo Valor Econômico coloca Alves com 34,9%, Delgado com 32,2% e Rose com 12,7%. Depois tem ainda Inocêncio Oliveira (PR-PE), com 9,1%, e Chico Alencar (PSOL-RJ), com 1,1%.   Calendário A deputada Luiza Toledo (PMDB) se confundiu com relação às datas na sessão dessa terça-feira (27), ao dizer que o segundo turno da PEC da reeleição voltará a ser votada na próxima terça (28). Foi corrigida pelos colegas, que também pareciam confusos sobre o dia do mês. Dia 4, dia 5, falaram. Já tem gente pedindo calendário para o plenário.   140 toques “Ministro Gilmar Mendes alerta que desavenças entre estados já somam cinco mil ações no STF! É ou não urgente passar a limpo nosso pacto federativo?”. (Senador Ricardo Ferraço – PMDB – no Twitter).   PENSAMENTO: “O homem de palavra fácil e personalidade agradável raras vezes é homem de bem”. Confúcio

28/11/2012 / 0 Comments
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Um dia feliz na empresa

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O dia começa igual aos outros, e por que não? Corto o queixo ao fazer a barba, coisa pouca, mas  o primeiro evento que confirma meu mau humor crônico: Quais as chances do dia hoje ser melhor que os outros? Brigo com o filho por causa de um brinquedo esquecido na escada, um perigo. Azedo com a mulher por causa do café muito forte, da torrada muito queimada, da laranja muito azeda. Saio chateado imaginando mulher e filho rindo aliviados ao me ver pelas costas; não gosto de dar alegria a ninguém.   Entro no carro e o marcador de combustível está no vermelho. Droga! Raramente esqueço alguma coisa, mas esqueci de abastecer ontem. No fim da tarde o posto da esquina está sempre vazio, mas de manhã tem fila em todas as bombas. Xingo o trânsito engarrafado, o que não é novidade, acontece todos os dias, mas por que me aceitar? Com pouca gasolina, nesse anda e para, para e anda, não vai dar  pra chegar no posto…   Chego no posto sem agradecer a Deus ou à sorte. Se a gasolina deu para chegar não é motivo de agradecimento; sorte seria ter abastecido ontem à tarde, ou a gasolina não estar nas últimas. Ridículas essas pessoas que se dão ao trabalho de agradecer por nada. “Dei sorte, não quebrei o tornozelo, foi só uma luxação”. Ou, “Graças a Deus o carro quebrou perto da oficina mecânica!” Sorte seria não machucar o tornozelo ou o carro não quebrar.   Furo a fila e entro na frente de um idiota que bobeou, falando no celular. O frentista enche o tanque e um flanelinha limpa o parabrisas. Perguntou se eu queria o serviço? Não dou gorjeta, ele que vá limpar o carro do cara do celular aí trás. O mundo está  cheio de otários extras. Também não agradeço nem dou gorjeta ao frentista, que  é pago para fazer esse serviço. Se ganha pouco o problema é dele, não meu. Também ganho pouco, e o patrão não  me dá  gorjetas por isso.   Já imagino o bando de incompetentes no escritório olhando o relógio, felizes com meu atraso. E o serviço parado; todo mundo de papo e no cafezinho, enquanto estou aqui esperando o lerdo do frentista me trazer o troco. Deve estar escolhendo notas maiores, pensando que assim lhe darei  uma gorjeta melhor. Sonho dele. Quando finalmente sou liberado, um carro entra na mão errada e fecha a saída. Tentando dar a ré,  o motorista engarrafa o trânsito na rua.   Todo mundo buzinando, como se barulho ensinasse o idiota a dirigir. Já estou atrasado, o dia começou mal e só vai piorar, não tenho tempo nem paciência para todo esse transtorno. Abro o vidro do carro e grito umas verdades para o debilóide que não viu a enorme placa de saída, “É Alzheimer ou já nasceu retardado?” O sujeito sai do carro com um objeto preto na mão….  Um tiro, e nem tive tempo de gritar – morto!

28/11/2012 / 0 Comments
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Base arrepiada

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Uma preocupação estaria tomando conta do plenário da Assembleia com a chegada de novos colegas que assumirão a suplência dos prefeitos eleitos na eleição deste ano, além de mudanças causadas por outros fatores. Uma das maiores preocupações, um pouco exagerada, na verdade, é quanto a possível chegada do ex-governador Max Mauro (PTB) à Casa. A preocupação é exagerada porque, primeiro, a entrada dele na suplência de José Carlos Elias (PTB) não é um fato consumado. Elias pretende lutar até onde for possível para manter o mandato na Assembleia. Além disso, caso não tenha jeito, nada garante que o ex-governador vai ligar sua metralhadora giratória como pensam os deputados. Antes do processo eleitoral deste ano, o filho do ex-governador, o ex-prefeito de Vila Velha Max Filho (PSDB), por intermédio de Guerino Balestrassi, levantou a bandeira branca para o grupo do ex-governador Paulo Hartung (PMDB). Isso pode inibir essa ideia de que Max Mauro vai combater o ex-governador, passando o governo Hartung a limpo. Até porque, a menos que haja um fato novo, e pode acontecer, já que as denúncias contra o governo passado estão esquecidas nos escaninhos da Justiça, o governo Hartung já terminou há dois anos. O discurso vai ficar distante. Outro nome que arrepia os deputados é o de Euclério Sampaio (PDT). Esse é ainda mais injustificável. Euclério, quando deputado, fazia questionamentos pontuais ao governo Hartung, a quem fazia oposição. Contra o atual governo, Euclério não tem nada. Vai entrar na Assembleia completamente integrado à base. Os deputados que andam preocupados com o clima na Assembleia podem dormir tranquilos. Esses dois e outros nomes que também causam preocupação vão se integrar. Além disso, o sistema político mudou e o plenário não precisa se preocupar com represálias, devido ao comportamento de um ou outro integrante do Legislativo. Fragmentos: 1 – Apesar da comemoração das lideranças capixabas sobre o protesto “Veta Dilma” no Rio de Janeiro, não foi exatamente tão bonito quanto apareceu na foto. O clima ficou pesado entre a polícia e manifestantes, que protestavam contra o governo de Sérgio Cabral (PMDB). 2 – Segundo o Estadão, o custo da manifestação, divulgado à noite pelo governo do Estado, foi de R$ 783 mil. Ainda segundo o jornal, apesar do incentivo, o protesto não reuniu sequer um terço das 250 mil pessoas planejadas pelo governador carioca. 3 – Faltam dois dias para terminar o prazo para a presidente Dilma Rousseff decidir se veta, veta parcialmente ou sanciona o projeto aprovado na Câmara dos Deputados no último dia 6, que vai prejudicar os estados produtores.

28/11/2012 / 0 Comments
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