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Século Diário

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População debate uso e ocupação das praias de Vitória

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A população de Vitória está se voltando cada dia mais para o mar, mas a cidade não está acompanhando este movimento. O assunto foi tema da audiência pública que aconteceu nesta quarta-feira (28) no Plenário da Câmara Municipal de Vitória. Puxada pelo vereador Sérgio Magalhães, o Serjão (PSB), a audiência discutiu “O uso e a ocupação das praias de Vitória”. Segundo o vereador, o objetivo do debate é identificar os problemas vinculados ao uso e a ocupação das praias, discutir a importância das atividades econômicas que estão sendo desenvolvidas nos espaços públicos ao redor e apresentar soluções viáveis que poderão ser adotadas pelo poder público. Dos participantes o que mais se ouviu é que a cidade pouco tem discutido as regras de uso e ocupação dos espaços públicos da cidade. Entre as reclamações mais recorrentes apareceu o problema da segurança. Com pouca iluminação e policiamento insuficiente, os roubos são freqüentes e assustam os freqüentadores. Mas o problema não é só a violência, também falta organização na ocupação da área, segundo o presidente da Federação de Vôlei de Praia, Pazzolini. Segundo Pazzolini, é possível que a prefeitura atente para a ocupação desordenada na faixa de areia e da orla, através de padronização e do mapeamento das áreas utilizadas. O vereador Serjão concordou e alertou para a importância do debate por uma regulamentação territorial para a região. As pessoas que trabalham na orla reclamam que a prefeitura de Vitória tem sido incoerente nas suas intervenções. O empresário Marcos Falcon, da Vitória Runner, que desenvolve atividades no calçadão, disse que recebeu uma notificação da prefeitura por falta de alvará para funcionar na orla da praia de Camburi. A incoerência, porém, segundo ele, é que a Vitória Runner já tinha procurado a prefeitura para regularizar a atividade, mas a prefeitura alegou que não concede alvará para essa região. Sem diálogo, comerciantes e usuários continuam irregulares. Rômulo Finamore, da Associação de Velejadores e Stand Up, que funciona próximo à Curva da Jurema, diz que também buscou a regularização da atividade, sem sucesso. “Também buscamos alvará e não conseguimos. Eles alegaram que prefeitura cuida do meio-fio para a rua e a Capitania do meio-fio para o mar e que esta, também não dá alvará”, lamentou ele. O superintendente de Patrimônio da União no Estado (SPU/ES), Magno Pires da Silva, esclareceu que as praias e as águas marítimas são um bem da União para usufruto público que muitas vezes são cedidas temporariamente à prefeitura para a realização de atividades temporárias. “Qualquer outra atividade que não seja temporária não é permitida. A questão principal aqui, portanto, não é sobre a prática esportiva, e sim, que essa prática não pode ocorrer de forma comercial e definitivamente”, explicou ele aos empresários presentes à audiência. Buscando um entendimento, ele contou que já houve um convênio feito com Vila Velha para o uso das áreas de praia para a prática esportiva, porém, isso foi possível porque a prefeitura canela-verde estabeleceu normas de uso e ocupação. “Minha proposta é fazer um convênio com a finalidade de regularizar estas atividades, mas deixo claro que estou aberto para um entendimento”, disse Magno Pires.   Segundo o Gerente de Controles Urbanos da prefeitura, Jackson Araújo, o prazo dado ao desenvolvimento de atividades temporárias é de 60 dias e, portanto, é preciso trabalhar o “nó da legislação” que proíbe as atividades por um período maior. Ele também apoiou a realização de um convênio, mas alertou para a necessidade de um estudo sobre o caso.   Segundo o vereador Serjão Magalhães, já existe uma regulação temporária na cidade do Rio de Janeiro que permite a autorização do uso da faixa de areia pelo prazo de até um ano. A única restrição é o uso de logomarcas e telefones nos toldos utilizados pelas escolinhas nas praias. “Nossa intenção é encontrar uma forma para todos que trabalham nas praias de Vitória atuem dentro da legalidade, sem correr o risco de serem impedidos pela fiscalização”, frisou Serjão.

28/11/2012 / 0 Comments
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Prestações revelam domínio da Arcelor e Aracruz na política do ES

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Receber fartas doações de campanha de grandes empresas já é há algum tempo prática corrente entre os candidatos. Mais do que isso. Virou quase regra, principalmente entre os favoritos nos pleitos. Em 2012, antes das eleições, grande era a expectativa para o comportamento das empresas, motivada principalmente pelo distanciamento do Estado dos centros de poder empresarial e por uma possível baixa econômica que, ventilava-se, estaria atingindo as corporações com a crise econômica.   Com a divulgação da prestação de contas dos candidatos, feita pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) neste mês, ficou claro qual foi a mudança tática das empresas nas doações: ao invés de grandes montantes para poucos candidatos (que era regra anteriormente, em especial no caso dos favoritos), escolheu-se o método “democrático”, encaminhando valores menores para vários candidatos.   Mais do que isso, a prestação de contas também mostrou que o domínio financeiro sobre os políticos do Espírito Santo continua na mão de poucos grupos empresariais. Mais concretamente de duas mega-corporações: a ArcelorMittal, maior siderúrgica do mundo, e a Aracruz Celulose (Fibria). Ambas as empresas, como se diz popularmente, “molharam as mãos” de muitos candidatos Estado afora – e em número maior nos municípios da Grande Vitória.   As duas empresas são grandes responsáveis por impactos sociais e ambientais no Estado, sendo sempre alvos dos movimentos sociais e da população capixaba. Sabe-se que em geral dinheiro gasto por empresas em campanhas políticas não são exatamente “doações”, mas sim investimento. E investimento sempre espera uma contrapartida. À sociedade, que já sabe o que está por vir, pelo jeito, cabe esperar quando o resultado disso virá.    Em Vitória, a doação das duas empresas foi exatamente igual para os três principais candidatos – Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB), Iriny Lopes (PT) e o vencedor Luciano Rezende (PPS). No primeiro turno, a Arcelor doou R$ 30 mil para cada um e no segundo, R$ 20 mil. A Aracruz/Fibria foi mais audaciosa, “doando” quase o dobro: R$ 50 mil no primeiro turno e R$ 45 mil no segundo. Luiz Paulo ainda recebeu mais de R$ 75 mil da Suzano Papel e Celulose, em quatro parcelas de R$ 18.851,68.   O tucano, aliás, foi o que mais arrecadou na capital: mais de R$ 5,3 milhões, contra R$ 2,2 milhões de Iriny e pouco mais de R$ 2 milhões de Luciano Rezende.   Um município que sempre merece atenção quando o assunto é doação de campanha é Aracruz, norte do Estado, sede da empresa. Lá, praticamente 10% da campanha do prefeito eleito, o deputado estadual Marcelo Coelho (PDT), foi bancado pela empresa: R$ 80 mil de pouco mais de R$ 830 mil arrecadados pelo vitorioso do pleito.   Na Serra, a Arcelor continuou com o seu método “democrático”, doando R$40 mil para Audifax Barcelos (PSB), vencedor da disputa, e também para o atual prefeito Sérgio Vidigal (PDT). Já a Aracruz, segundo a prestação de contas, só doou para o socialista R$ 50 mil.   Já em Vila Velha, o tratamento não foi exatamente o mesmo. Max Filho (PSDB), derrotado no primeiro turno, recebeu mais da ArcelorMittal do que seus adversários Rodney Miranda (DEM), vencedor no pleito, e o atual prefeito Neucimar Fraga (PR): R$ 40 mil contra R$ 30 mil gastos com os outros dois. Já a Fibria não doou para Neucimar, enquanto gastou R$ 50 mil com Max e Rodney. No segundo turno o demista ainda recebeu mais R$ 40 mil da empresa.   Além desses, a Aracruz Celulose “elegeu”, por exemplo, Claumir Zamprogno em Santa Teresa, e Amadeu Boroto em São Mateus, ambos do PSB. Dois municípios estratégicos para as atividades da empresa, o primeiro por estar na região serrana, para onde a empresa expande seus plantios, e o outro por concentrar as terras quilombolas exploradas pela Aracruz desde a ditadura militar. Essas comunidades lutam para recuperar seu território e são alvos constantes das investidas do Movimento Paz no Campo (MPC), que defende os interesses da empresa e dos grandes proprietários de terras. 

28/11/2012 / 0 Comments
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Estudantes na rede particular superior ainda são maioria no Estado

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  O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta quarta-feira (28) a Síntese de Indicadores Sociais (SIS) 2012, com dados demográficos consolidados referentes aos aspectos populacionais. No aspecto educacional, a SIS mostra que o Espírito Santo não entrega alunos da educação básica para o ensino superior público.    De acordo com a Síntese, em 2011 das crianças matriculadas no ensino fundamental no Estado, 87,8% estavam na rede pública e 12,2% na particular; no ensino médio, 89% dos alunos estavam na rede pública e 11% na rede particular.    No entanto, a estatística se inverte em relação aos números do ensino superior. Os dados mostram que 84,3% dos estudantes de ensino superior estavam na rede privada, contra apenas 15,7% da rede pública.  Os estudantes de graduação eram 16.474 em 2011, sendo 39% homens e 61% de mulheres.     Relações de trabalho   Segundo os dados do IBGE, 2011 foram registrados 13,5 mil acidentes de trabalho no Estado, sendo 66,7% dos acidentes típicos, que por definição é  um acontecimento brusco, repentino, inesperado, externo e traumático, ocorrido durante o trabalho ou em razão dele, que agride a integridade física ou psíquica do trabalhador. Já os acidentes no trajeto de ida ou volta do trabalho representaram 15,2% registros de doença de trabalho 1,7%.    No Estado, em 2010 foram realizadas quatro operações de combate ao trabalho análogo ao escravo, sendo que cinco estabelecimentos foram inspecionados e 107 trabalhadores foram resgatados.    O Espírito Santo só perde para Minas Gerais – dentre os Estados da região Sudeste – no número de resgatados, que teve 511 em 2010. No Estado de São Paulo foram libertados 91 trabalhadores e no Rio de Janeiro 58 trabalhadores que tinham mão de obra explorada.  

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FPE deve ter novo critério baseado em população e renda

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  O senador Walter Pinheiro (PT-BA), relator do Projeto de Lei 289/2011, que trata da partilha dos recursos do Fundo de Participação dos Estados (FPE), defende dois critérios para a redistribuição do recurso: população e renda.   Em seu relatório, apresentada à Comissão de Constituição e Justiça (CAE) do Senado, Pinheiro mantém como piso dos repasses os montantes que recebem atualmente do FPE. As regras seriam alteradas gradativamente até 2018, de acordo com apenas dois critérios: população e o fator inverso da questão da renda per capita domiciliar.   O senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES) apoiou Walter Pinheiro e disse que o colega está realizando trabalho competente e cauteloso sobre o tema. A nova regra precisa ser aprovada até o fim do ano, já que o atual modelo foi considerado inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A urgência em aprovar o projeto no Congresso é visível. O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), considera a definição de novas regras para o FPE prioridade. Já há um entendimento com o presidente da Câmara, deputado Marco Maia (PT-RS), para que ambas as Casas definam uma agenda para aprovação de matérias importantes, como a do FPE, até o fim do ano.   Apesar de o senador capixaba apoiar o projeto, o critério de considerar a renda per capita pode na ser um bom negócio para o Estado, já que os números são “artificiais”. O alto valor da renda per capta, principalmente em Vitória, dá a falsa impressão de que o Estado acumula riqueza,o que, na prática, não verdade. Boa parte das riquezas produzidas pelas grandes empresas não fica no Estado, pois as sedes desses grupos estão em outros centros financeiros, como  São Paulo, Rio e Belo Horizonte.

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Suspeita de vazamento de lista sigilosa movimenta eleições na OAB-ES

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  Depois das denúncias de tratamento diferenciado entre as chapas que disputam as eleições para a seccional capixaba da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/ES), uma nova denúncia movimenta a eleição na véspera da votação, marcada para esta quinta-feira (29). Um advogado protocolou requerimento na Comissão Eleitoral da OAB/ES para solicitar informações sobre a utilização de informações pessoais em uma pesquisa eleitoral feita pelo Instituto Enquet no último dia 14.  No requerimento, o advogado Raphael Sodré Cittadino pede informações sobre o registro da pesquisa de opinião. Ele também pede a divulgação das informações do levantamento, caso tenha sido autorizada pela comissão responsável pela condução do pleito. Segundo o advogado, o questionário foi feito de maneira individual e presencial, mesmo não tendo fornecido seus contatos a nenhuma empresa de comunicação.  A denúncia acontece um dia depois da divulgação de possíveis irregularidades na obtenção da lista de advogados, que é sigilosa e vedada a distribuição a terceiros. Nessa terça-feira (27), o advogado André Luiz Moreira, que encabeça a chapa de oposição “Por uma Ordem dos Advogados”, denunciou o suposto favorecimento da chapa “A voz do advogado”, do atual presidente Homero Junger Mafra, que não teria atendido às formalidades na obtenção do documento.  No documento enviado também à Comissão Eleitoral da OAB/ES, André Moreira havia questionado a falta de informação sobre a assinatura do termo de compromisso, que garantiria o não fornecimento a terceiros do cadastro recebido.  A empresa Enquet, que teria realizado a pesquisa neste pleito, foi uma das prestadoras de serviços durante a atual gestão de Homero Mafra. Em 2010, a empresa foi contratada pela seccional para a prestação dos serviços de pesquisa durante a categoria. De acordo com ofício do secretário-geral da OAB-ES, Ben-Hur Brenner Dan Farina, não houve contratação da empresa durante o período eleitoral.  Esse episódio se soma às polêmicas recentes na disputa pelo comando da seccional capixaba da Ordem. Além das suspeitas de favorecimento à chapa da situação, o Ministério Público Federal (MPF) chegou a ser acionado para desvendar a autoria de e-mails anônimos que foram classificados pelo candidato oposicionista como uma tentativa de ridicularização de sua chapa. 

28/11/2012 / 0 Comments
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PT quer consenso para eleição interna, mas há dificuldade de entendimento

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O desejo do atual presidente do PT capixaba, José Roberto Dudé, de uma chapa de consenso para a disputa pela presidência do partido, no final do próximo ano, parece difícil de conseguir. Apesar de não haver um clima de radicalização, a expectativa é de que haja uma disputa pelo controle do partido entre a situação, ligada ao prefeito de Vitória João Coser, e o grupo da deputada federal Iriny Lopes. Coser tem maioria no partido hoje, mas as escolhas equivocadas do PT na disputa deste ano podem influenciar na disputa interna. Apesar de ter saído com o mesmo número de prefeituras de 2008, o partido perdeu espaço político, porque não venceu em cidades com mais de 200 mil habitantes. Embora negue a candidatura à presidência da sigla, Iriny Lopes vem se movimentando de forma a dar a entender ao mercado político que se não disputar, apoiará um nome que não seja ligado a Coser. A corrente dela, Articulação de Esquerda, é um grupo pequeno se comparado com o grupo de Coser. Ela deve contar também com parte da corrente Construindo um Novo Brasil (CNB) no Estado, a parte mais ligada ao ex-presidente Lula, no caso. No próximo sábado (1), o diretório estadual do PT se reunirá para discutir os resultados da eleição deste ano. Além de seis prefeitos, o partido comemora a eleição de nove vice-prefeitos e 75 vereadores em 49 municípios. Já Iriny traz nesta quinta-feira (29) ao Estado o ex-presidente do PT nacional, deputado federal Ricardo Berzoini, presidente da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) na Câmara dos Deputados, que fará uma análise da conjuntura nacional. No PT, as eleições são diretas e acontecerão em dezembro do próximo ano. A disputa anterior, que elegeu como presidente do partido Givaldo Vieira – que depois se licenciou do cargo ao assumir a vice-governadoria, assumindo Dudé no lugar dele – aconteceu em um clima tenso entre as lideranças do partido. Com 26 mil filiados, naquele momento, Coser tinha um capital político interno que era fortalecido pela sua capilaridade política. Este ano, a situação é diferente. Como Iriny tem mais facilidade de trânsito com a militância, pode ter vantagem na disputa. Mas o domínio de Coser nos diretórios pode influência o voto dos filiados.

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Relatório da CPI do Cachoeira mantém ligações da Delta Construções no Estado

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A nova versão do relatório final da CPI do Cachoeira, em discussão no Congresso Nacional, manteve a descrição das ligações do esquema de lavagem de dinheiro da empresa carioca Delta Construtora no Espírito Santo. O texto que deve ser votado apenas na próxima quarta-feira (5), segundo informações da Agência Câmara, sofreu mudanças apenas no rol de pessoas indiciadas pelo relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), deputado Odair Cunha (PT-MG).  No texto de apresentação do relatório, lido na sessão desta quarta-feira (28), Cunha afirmou que as investigações permitiram identificar um total de 1,3 mil pessoas físicas que receberam recursos de empresas fantasmas ligadas ao esquema. Um desses negócios suspeitos foi localizado no Estado, a empresa laranja Garra Transportadora e Locação e Logística de Veículos Ltda ME, registrada no município de Viana.  Em um grupo de 117 empresas suspeitas, a Garra Transportadora foi a terceiro negócio que mais registrou movimentações financeiras oriundas da empreiteira carioca. Nos anos de 2011 e 2012, a empresa de fechada recebeu um total de R$ 23.507.076,06. O valor representa quase 25% das atividades financeiras da Delta com as empresas suspeitas no período.  Para o relator da CPI, a rede de empresas fantasmas teria relação com o mundo político-partidário e as ligações com a organização criminosa que seria chefiada pelo bicheiro Carlinhos Cachoeira. “Tais ligações não ocorrem somente mediante o concurso das empresas fantasmas ou de fachada, mas o grande volume de transações verificado entre as empresas de fachada e o aparelho do Estado e o mundo político-partidário denunciam tais ligações”, observou o relator.  O relatório final da CPI também faz referência à empresa Michelin Espírito Santo, que seria sediada em Vila Velha e teria servido para lavagem de dinheiro entre as empresas do esquema Delta/Cachoeira. Foi mantido no relatório o pedido do relator para que o Ministério Público Federal (MPF) dê continuidade às investigações com a quebra do sigilo fiscal da empresa para apurar a origem do dinheiro recebido no esquema.

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Greve dos Metalúrgicos: categoria protesta depois de mediação infrutífera

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Depois de uma tentativa de mediação infrutífera na Superintendência Regional do Trabalho e Emprego no Estado (SRTE-ES) nessa terça-feira (27), os trabalhadores do setor de metalurgia do Estado, em greve desde sexta-feira (23), realizaram um protesto na manhã desta quarta (28) em favor do reajuste salarial e de benefícios.    Os trabalhadores representados pelo Sindicato dos Metalúrgicos do Estado (Sindimetal-ES) saíram em caminhada da portaria da Vale e seguiram até o Ministério Público do Trabalho (MPT). No local foram recebidos pelo procurador Regional do Trabalho João Hilário Valentim para uma reunião.    Nesta terça-feira deveria ter sido realizada uma mediação entre o Sindimetal e o Sindicato da Indústria Metalúrgica e de Material Elétrico do Estado (Sindifer) na SRTE, mas os representantes do sindicato patronal não participaram  por estarem em Singapura.    A última proposta dos empresários, que foi reiterada aos metalúrgicos, foi de reajuste salarial de 6,5% e avanço de 7% dos pisos salarial e profissional. Com esse reajuste os trabalhadores não terão nem 1% de ganho real, sendo que em outros estados a média é acima de 2%.   Os trabalhadores pleiteiam 10% de reajuste, 14% nos pisos salarial e profissional; tíquete de alimentação/cesta básica de R$ 230; plano de saúde extensivo à família, com desconto limitado de R$ 5.    A primeira proposta dos empresários foi rejeitada pelos trabalhadores e a categoria construiu em consonância com o Sindimetal uma nova proposta, que foi apresentada aos patrões, que mantiveram a inicial. A bandeira central da campanha este ano é a elevação do piso salarial e profissional.  

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Justiça absolve dono de empreiteira e ex-diretor do DER em processo de improbidade

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O juiz da 3ª Vara dos Feitos da Fazenda Pública Estadual, Jorge Henrique Valle dos Santos, absolveu o empresário Américo Dessaune Madeira, dono da empreiteira A. Madeira, e o ex-diretor-geral do Departamento de Estradas de Rodagem do Estado (DER-ES) Eduardo Antônio Mannato Gimenes, da acusação de improbidade pela dispensa de licitação nas obras em trechos da Rodovia ES-391, em Mimoso do Sul (sul do Estado). O magistrado avaliou que não houve superfaturamento ou dano ao erário público na empreitada realizada no ano de 2005.  Na decisão publicada nesta quarta-feira (28), o juiz afastou a possibilidade de irregularidades nas obras de terraplanagem, pavimentação e drenagem no trecho com extensão de 14,7 quilômetros: “Não prospera a alegação de superfaturamento do objeto do contrato. Da mesma forma, não prospera a alegação de dano ao patrimônio público. O preço pago pela Administração Pública [R$ 844 mil] observou a tabela de preços elaborada pelo próprio DER-ES e o contrato firmado entre as partes”.  Nos autos do processo, o Ministério Público Estadual (MPES), autor da denúncia, também questionava a legalidade da dispensa de licitação pela utilização do decreto municipal de emergência da Prefeitura de Rio Novo do Sul, distante 67 quilômetros do local das obras. No entanto, o juiz refutou a acusação após a verificação de que as obras foram amparadas por decreto do prefeito de Mimoso do Sul, local da empreitada.  “A prova documental juntada aos autos demonstra que, à época da contratação da empresa, o trecho da Rodovia ES-391, Mimoso do Sul – BR 101, havia sido destruído em razão das fortes chuvas que atingiram a região, provocando quedas de inúmeras barreiras, rachaduras no asfalto e diversos e significativos danos na estrada, que impediam o trânsito de veículos no local”, narra um dos trechos da decisão.  Além do empresário e do ex-diretor-geral do DER-ES, a sócia da empresa A. Madeira, Vânia Faria Madeira, também foi absolvida das acusações. A sentença foi prolatada no último dia 5 e o Ministério Público já ofereceu recurso contra a decisão. 

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Adensamento de Vitória e mobilidade norteiam audiência com prefeito eleito

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É cada vez maior a carência de qualidade de vida para os moradores de Vitória. Em audiência pública nessa terça-feira (27) com o prefeito eleito, Luciano Rezende (PPS), temas como a ocupação do solo, mobilidade urbana e os rumos da cidade nortearam o debate promovido pelo Gabinete Itinerante realizado na Praia do Canto, deixando claro que o crescimento registrado até o momento não é bom e, sobretudo, não favoreceu os moradores da Capital.   Na Fundação Nacional de Saúde (Funasa), onde foi realizada a audiência, a fala da moradora Maria das Dores Perim, que faz parte do Grupo Capixaba da Paisagem, abriu a pauta ressaltando o uso e a ocupação do solo na cidade, citando o adensamento exaustivo de algumas regiões. “Estamos impermeabilizando a cidade com cimento e degradando as paisagens daqui e do entorno. Essa concentração de imóveis não é saudável e a situação já atingiu um nível insustentável. Há prédios grudados e superdimensionados. Peço que isso seja revisto em nome das paisagens e de uma cidade mais sustentável”, ressaltou ela.    Para o professor e economista Arlindo Villaschi, o problema está na forma com que a cidade vem sendo ocupada. Ele citou a expansão do Shopping Vitória e explicou: “Vitória está triplicando seu adensamento sem mexer em suas áreas de lazer, como é o caso das Praças dos Desejos e da Ciência, que além de intactas em seu dimensionamento, estão sendo ocupadas irregularmente por moradores de ruas”.    “Prefeito Luciano, acho muito pouco provável que sua administração queira colocar Vitória no mapa brasileiro com a ampliação do Shopping”, disse Villaschi, referindo-se à expansão do Shopping Vitória.  Segundo Luciano Rezende, ele está acompanhando o projeto de ampliação do empreendimento com uma lupa, e atento desde o primeiro projeto apresentado para a ocupação da ZEE8, região onde está o Shopping Vitória, até o atual, que prevê além da ampliação, a construção de torres residenciais e comerciais na Enseada do Suá, todos do Grupo Buaiz.  O pedido por mais qualidade de vida surgiu em diversos momentos da audiência, ligado desde a mobilidade à prática de esportes e ao fomento da cultura. Segundo os moradores, apesar do notável crescimento da região, faltam áreas de lazer e de cultura, pontos substanciais para evolução humana e qualidade de vida.    Apesar de ter poucos representantes jovens na audiência pública dessa terça-feira (27), a questão sobre a ocupação do solo também foi alertada pelo morador Vitor Rocha, que reclamou dos poucos pontos de lazer e cultura na cidade.  “Não acredito que nossa juventude só sabe sair para dançar em boates, devemos ter poetas, cantores, pintores que querem expressar sua diversidade na cidade”, ressaltou. Para ele, é preciso que a cidade também volte seus olhos para os ciclistas. “Há a cartilha orientando que os ciclistas não transitem nas principais vias da cidade. Entendo a prefeitura, porém, é preciso que ela mesma garanta meios para que se transite nestas vias”, cobrou Rocha.    Em meio às demandas sobre a qualidade de vida, Luciano afirmou que possui um compromisso com um desenvolvimento socioeconômico harmônico para a cidade. “Isso tudo com qualidade de vida, é claro. Cidades brasileiras já conseguiram isso e nós também podemos conseguir. São duas coisas que podem andar juntas, contribuir uma com a outra”, disse ele.  Para isso, o prefeito eleito garantiu continuar em contato com as comunidades para a troca de ideias, que segundo ele, têm garantido uma qualidade excepcional.      Cotidiano  A insatisfação em relação aos cuidados da região foi ressaltada por grande parte dos participantes, que também citaram problemas com a cobrança do IPTU – que em Camburi chega à cobrança de zero real em uma sala comercial -, obras do Programa Águas Limpas, que deixaram as ruas em péssimo estado e sem as faixas indicativas de trânsito; drenagem, considerada ultrapassada na região; estacionamento rotativo; permanência do 3° Batalhão da Polícia Militar (que pode ser transferido para o Bairro da Penha), e até mesmo a falta de diálogo com a atual gestão, visto que todos os problemas só são resolvidos com “o dedo de um vereador”.    “Acredito que o vereador tem um trabalho mais nobre do que desentupir bueiros. Acredito que o novo prefeito terá um ganho maior liberando os vereadores para assuntos mais sérios”, reclamou Francisco Gava, presidente da Associação de Moradores do Barro Vermelho, cobrando mais interação entre as secretarias da prefeitura de Vitória.    Nova audiência   Segundo Luciano Rezende, a procura dos moradores de Jardim da Penha levou o prefeito eleito a organizar uma audiência pública para a região que abrange o bairro, além das regiões do  Bairro República e Mata da Praia. A audiência ainda não tem data marcada, mas deverá ocorrer em sequência das audiências realizadas pelo Gabinete Itinerante. 

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