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Fapes lança edital para pesquisas sobre biodiversidade no Estado

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A Fundação de Amparo à Pesquisa do Espírito Santo (Fapes) lançou nesta quarta-feira (21) o edital de Pesquisa Aplicada a Políticas Públicas Estaduais: Biodiversidade do Espírito Santo, com o objetivo de contratar projetos de pesquisa multidisciplinares sobre biodiversidade no Estado. O valor total do edital é de R$ 2 milhões, sendo R$ 300 mil o valor máximo destinado para cada projeto. A data limite para submissão das propostas é 8 de fevereiro de 2013 e a divulgação do resultado seletivo ocorre a partir de maio.   Segundo o governo estadual, a meta é integrar a gestão pública com setores da sociedade, para ações de conservação, restauração e uso sustentável da biodiversidade. O prazo de execução dos projetos será de 36 meses. Será dada prioridade aos projetos que apresentarem proposta de pesquisa de unidades de conservação e seu entorno.   O edital, que está disponível no site da Fapes, traz algumas exigências para a inscrição das propostas dos projetos. O proponente e coordenador deve ser, necessariamente, um pesquisador doutor, e em sua equipe devem estar presentes no mínimo dois pesquisadores doutores. Além disso, deve ser adequado a uma das cinco linhas temáticas definidas pela Fundação: ampliação do conhecimento da biodiversidade; padrões e processos relacionados à biodiversidade; conservação da biodiversidade; monitoramento da biodiversidade; e uso sustentável da biodiversidade. Cada uma das linhas tem diversos subtemas, todos descritos no edital. 

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Consumo cresce, mas falta política de estímulo à produção orgânica no Estado

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O mercado de alimentos orgânicos cresce, no Brasil, entre 15 e 20% ao ano, movimentando cerca de meio bilhão de reais. No Espírito Santo, o quadro é parecido. Estimulado principalmente pelas Feiras Livres de Alimentos Orgânicos, o comércio dos produtos, que em geral vêm de produção agroecológica, só na Grande Vitória, é responsável pela movimentação de 50 toneladas de alimento por semana, segundo dados do governo do Estado.    Na Capital, as feiras têm se consolidado como importante centro comercial e, para além da relação apenas mercantil, de troca social. Mas, apesar disso, ainda faltam políticas do poder público que estimule a produção orgânica e principalmente o seu crescimento para outras regiões do Estado, já que ela se encontra hoje muito concentrada na serrana. A opinião é de Elias Alves, integrante do Movimento de Pequenos Agricultores (MPA), que afirma que, em decorrência da fragilidade das políticas atuais, a produção não cresce na mesma proporção do consumo de alimentos – em especial os orgânicos.   Segundo Alves, as políticas que têm origem no poder público ainda são travadas em burocracias que dificultam muito um incentivo real para a área. “Faltam políticas públicas principalmente para a produção e comercialização, tanto no campo quanto na cidade”, posiciona-se. Ele afirma que as iniciativas que deram certo, como as feiras livres, partiram principalmente da sociedade civil, tendo sido reivindicadas por associações e cooperativas.    A política de segurança alimentar do governo, tendo como base o programa de incentivo à criação de conselhos de segurança alimentar nos municípios, inicialmente bem recebida pelos movimentos, também recebe críticas. Para Alves, a discussão não coloca o dedo na principal ferida aberta quando a questão é a produção do campo: a concentração de terras. “Ao debater segurança alimentar, o governo não quer levantar a discussão sobre a sua principal questão”.   Segundo Alves, um dos principais motivos para a concentração da produção agroecológica e de orgânicos na região serrana do Estado é esse: a região não tem histórico de latifúndios e concentração de terras. O cenário é o inverso, por exemplo, do norte do Espírito Santo, marcado por grandes áreas ocupadas unicamente com monoculturas, em especial de eucalipto, da Aracruz Celulose (Fibria).   Há a expectativa, também, sobre a política nacional para a área. Na última terça-feira (20), o governo federal instalou uma comissão para se integrar com a sociedade civil para a construção do Plano Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica, como informou a Agência Brasil. O grupo será composto por quatorze representantes do governo e o mesmo número de entidades da sociedade civil. A elaboração de ações, metas e prazos, dentro do plano, está prevista na Política Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica, instituída em agosto por decreto da Presidência da República.   Feira nacional   Com nove associações de agricultores familiares e quatro associações de artesanato, o Espírito Santo participa, desde quarta-feira (21), da oitava edição da Feira Nacional de Agricultura Familiar e Reforma Agrária (Fenafra), no Rio de Janeiro. O evento, promovido pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), vai até o próximo domingo (25).    O principal objetivo da Fenafra é promover e divulgar a comercialização dos produtos de agricultura familiar, pescadores artesanais, assentamento de reforma agrária, quilombolas, indígenas, dentre outros. Neste ano, o tema é “Um país rico se faz com agricultura familiar fortalecida, diversificada e organizada”.

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Hucam vai receber R$ 3,1 milhões de programa federal de reestruturação

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O Ministério da Saúde liberou mais uma parcela de recursos para hospitais universitários integrantes do Programa Nacional de Reestruturação dos Hospitais Universitários Federais (Rehuf). No Estado, o Hospital Universitário Cassiano Antônio de Moraes (Hucam) vai receber R$ 3,1 milhões dos R$ 82,4 milhões destinados a 15 instituições do País.    O Rehuf foi criado em 2010 e tem financiamento dividido entre custeio, compra de equipamentos e realização de obras e reformas. Em 2012 já foram destinados R$ 585 milhões às instituições integrantes, R$ 85 milhões a mais que em 2011.    O objetivo do Rehuf é criar condições materiais e institucionais para que hospitais universitários possam desempenhar plenamente suas funções em relação às dimensões de ensino, pesquisa e extensão e à dimensão da assistência à saúde. Os recursos do programa são adicionais, ou seja, complementam outras fontes de financiamento dos hospitais.    Recentemente o Hucam esteve no centro de uma polêmica com a iminente entrada na Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), que deve atuar como gestora do hospital. A Universidade Federal do Estado (Ufes) já iniciou o processo. Em agosto, após firmar um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o Ministério Público Federal no Estado (MPF-ES) e a própria Ebserh, o Hucam encaminhou a contratação de 444 profissionais por meio de terceirização, a fim de normalizar o atendimento e reabrir 59 leitos.    Para as entidades que compõem o Fórum Capixaba em Defesa da Saúde Pública, os hospitais universitários hoje não têm funcionários suficientes para realizar as funções e atender corretamente aos usuários, resultado de políticas de sucateamento da saúde pública implementadas pelos sucessivos governos do País, preferindo a terceirização aos concursos públicos.    A alternativa apresentada pelo governo federal – a Ebserh – é rechaçada pelos movimentos. As entidades que compõem o Fórum, segundo manifesto construído no seminário “O futuro do Hucam em debate”, realizado em agosto deste ano, consideram a criação da empresa “um enorme passo no aprofundamento do processo de privatização da política da saúde já em curso”.      

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???O DVD ficou 100% um show do Dead Fish???

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As letras politizadas, a guitarra melódica e a energia de Rodrigo Lima nos palcos estão concentradas no DVD 20 Anos – Ao Vivo, o segundo registro em vídeo da banda originária de Vitória. “O DVD ficou 100% um show do Dead Fish”, diz o vocalista, muito satisfeito com o resultado.   A banda retorna à cidade este sábado (24) para o show de lançamento oficial da obra, no Álvares Cabral. Na mesma noite, o Rastaclone também lança m DVD. O evento ainda terá as bandas Vox, Auria e o DJ Jone BL.  O DVD foi gravado no Circo Voador, Rio de Janeiro, e segundo Rodrigo as filmagens conseguem transmitir a verdadeira atmosfera de um show do Dead Fish, bem diferente do primeiro, Dead Fish MTV Apresenta, lançado em 2004.    “Sou um pouco cético em relação à qualidade de gravações ao vivo, mas achei o resultado muito bom. A gravação foi feita exatamente junto com o show, inclusive as músicas que tivemos que repetir por causa de erros na mesa de som não entraram. Ficamos com a primeira versão, mesmo com problemas”, conta.   Essa mesma autonomia não ocorreu com o primeiro trabalho filmado, que aconteceu um pouco às pressas e precisou ser feito em dois dias. “Repetimos várias faixas e ainda teve acréscimo de overdub [técnica de gravação que consiste em adicionar novos sons a uma gravação já anteriormente realizada]”.    Isso não agradou muito a banda na época, ao contrário deste segundo DVD, do qual todos gostaram. Além disso, o novo trabalho reflete a nova formação da banda, com apenas uma guitarra e o novo baterista.   Mesmo na correria e envolvidos com lançamento do novo DVD, o Dead Fish ainda está envolvido num outro projeto: a produção de um documentário sobre a história da banda.  “Será mais focado em imagens antigas, entrevistas e ex-integrantes, mas haverá um show ao vivo também, provavelmente gravado em Vitória”, sugere Rodrigo.     Para o show de lançamento do DVD no Álvares Cabral, o repertório ainda não foi decidido, mas Rodrigo confessa que gostaria muito de cantar duas músicas inéditas do disco novo, que infelizmente não tem previsão para chegar às lojas.    Serviço As bandas Dead Fish e Rastaclone se apresentam neste sábado (24), a partir das 19h, na sede social do Clube Álvares Cabral. Av. Marechal Mascarenhas de Moraes, 2.100, Bento Ferreira, Vitória. Shows também com as bandas Vox, Auria e o DJ Jone BL. Ingressos: R$ 25 + DVD Rastaclone (primeiros 500 pagantes/primeiro lote meia promocional), R$ 30 (segundo lote/meia), R$ 35 (bilheteria). À venda nas lojas Street Fashion Shopping Laranjeiras (Serra), Street Fashion Shopping Boulevard (Vitória) e Órbita Rock (Vila Velha). Informações: (27) 8116-3325.

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Relatório da CPI do Cachoeira aponta ligações de esquema no Espírito Santo

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O relatório final da CPI do Cachoeira, apresentado nessa quarta-feira (21) pelo relator das investigações, deputado Odair Cunha (PT-MG), confirmou a ligação do esquema de lavagem de dinheiro da Delta Construtora S/A com empresas sediadas no Espírito Santo. Nos últimos anos, duas empresas laranjas capixabas aparecem na contabilidade das empresas investigadas.  No mínimo, somente essas duas empresas lavaram mais de R$ 23,5 milhões entre 2011 e este ano. A célula da organização criminosa no Espírito Santo só ficou atrás dos estados do Rio de Janeiro e São Paulo em volume de operações.  Segundo o texto do relatório, distribuído entre os membros da CPI e que poderá ser alterado até a leitura oficial adiada para a próxima semana, foram identificadas 77 empresas laranjas que teriam sido utilizadas para lavar o dinheiro da Delta Nacional no pagamento de propinas com políticos, financiamento de campanhas eleitorais e repasse de dinheiro para a organização criminosa encabeçada pelo bicheiro Carlinhos Cachoeira.  As suspeitas teriam partido da similaridade de dados cadastrais entre as empresas como, por exemplo, a proximidade nas datas de abertura e encerramento dos negócios, ou até mesmo a falta de registros de funcionários na RAIS (Relação Anual de Informações Sociais). No total, as empresas laranjas do esquema teriam movimentado R$ 429,68 milhões nos últimos dez anos.  “As movimentações financeiras entre as empresas suspeitas e as investigadas ocorrem em maior volume no estado de São Paulo, seguido pelo estado do Rio de Janeiro e Espírito Santo. Tais fatos são coerentes tendo em vista a existência de maior número de empresas situadas no estado de São Paulo”, narra um dos trechos do relatório.  Foram identificadas como laranjas no Espírito Santo, as empresas Garra Transportadora e Locação e Logística de Veículos Ltda ME e Michelin Espírito Santo Comércio, Importação e Exportação Ltda, sediadas nos municípios de Viana e Vila Velha, respectivamente. Os nomes das empresas constaram na contabilidade das empresas investigadas por ligações com a Delta Construtora.  Deste grupo, a Garra Transportadora foi a única empresa laranjas local que teve o registro das movimentações financeiras descrito no relatório final da CPI. De acordo com as investigações, a empresa de fachada movimentou um total de R$ 23.507.076,06 nos últimos dois anos, fato que a coloca entre as principais beneficiárias no esquema de lavagem de dinheiro da Delta no País.  A relação entre a Garra e a empreiteira carioca teve início em 2011, pouco depois da constituição da empresa de fachada no dia 25 de outubro daquele ano. Naquele ano, a Garra recebeu R$ 13.110.272,92 vindo da conta da Delta. Em 2012, os membros da CPI identificaram o recebimento de R$ 10.396.803,14 nas contas da empresa registrada nos nomes de dois laranjas: Eliandro Paula da Conceição e Gláucio Barcelos, que sequer residem no Espírito Santo.  O relatório final da CPI faz ainda referência à empresa Michelin Espírito Santo, que também seria utilizada no esquema de lavagem de dinheiro entre as empresas do esquema Delta/Cachoeira. No texto, o relator pede que o Ministério Público Federal (MPF) dê continuidade às investigações, com a quebra do sigilo fiscal da empresa, para apurar a origem do dinheiro recebido no esquema.  Negócios no Estado  O texto também cita as relações comerciais da Delta Construções com órgãos públicos no Espírito Santo. De acordo com a CPI, a empreiteira carioca recebeu um total de R$ 1,458 bilhão em contratos com órgãos públicos estaduais no País entre os anos de 2002 e 2012. No Estado, a empresa recebeu R$ 152,87 milhões em acordos no mesmo período.  A principal fonte de receitas da empresa foi a Companhia Espírito-Santense de Saneamento (Cesan), com R$ 51.278.412,51; seguidos pela Secretaria Estadual da Fazenda (Sefaz), com R$ 44.428.066,33; Departamento de Estradas e Rodagens do Estado (DER-ES), com R$ 31.041.903,16; e Poder Judiciário do Estado, com repasses de R$ 26.121.859,16.  O relatório também avançou sobre as transações financeiras entre a Delta e os órgãos públicos municipais. A empresa carioca recebeu pouco mais de R$ 6 milhões em acordos com prefeituras capixabas. Segundo a CPI, as receitas partiram dos cofres da prefeitura da Serra (R$ 6.058.889,13), Aracruz (R$ 41.368,01) e Barra de São Francisco (R$ 4.809,45).  Delta e o governo Hartung   Desde o início das investigações, em abril deste ano, a relação entre a Delta Construções e o ex-governador Paulo Hartung (PMDB), cujo governo serviu de “porta de entrada” para a empresa no Estado, foi levantada nos bastidores da CPI. Tanto que, logo após a abertura dos trabalhos, o deputado federal Paulo Foletto (PSB) – que fazia parte da comissão até renunciar à vaga – chegou a pleitear a convocação do engenheiro José Maria Oliveira Filho, possível ligação da empresa com o ex-governador.   José Maria é irmão do ex-secretário de Fazenda e atual sócio do ex-governador no escritório de negócios Econos, José Teófilo de Oliveira. Ele respondia como diretor comercial da Delta Incorporações, um dos braços do grupo liderado por Fernando Cavendishi. No entanto, o pedido de convocação sequer foi apresentado pelo socialista.   Outro membro da bancada capixaba na CPI foi o senador Ricardo Ferraço (PMDB), que chegou a ser apontado pela Revista Istoé como um dos membros da bancada que estaria interessada no transcorrer – ou não– das investigações. A empresa iniciou a sua relação comercial com o poder público no Estado com as obras do programa de asfaltamento de estradas vicinais “Caminhos do Campo”, executado pela Secretaria de Estado da Agricultura (Seag), comandada na época pelo hoje senador.   Mesmo sob investigação na CPI, a empresa carioca faturou um novo contrato na Cesan. O acordo, que vence em maio do próximo ano, prevê a prestação dos serviços de manutenção de redes de esgoto nos municípios de Vitória, Serra e Fundão – todos localizados na Região Metropolitana, pelo valor de R$ 8,4 milhões. A direção da companhia é formada por dois ex-secretários do governo passado, o atual diretor-presidente, Neivaldo Bragato, e o diretor administrativo e de Meio Ambiente, Anselmo Tozi.

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Batalha dos royalties deve ser decidida na próxima semana

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A presidente Dilma Rousseff vai definir sua posição sobre o projeto de lei que redistribui os royalties do petróleo no País. Em defesa do veto ao projeto aprovado na Câmara dos Deputados no início do mês, os governadores do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), e do Espírito Santo, Renato Casagrande, lideram um protesto na capital carioca na próxima segunda-feira (26). Mas, para os meios políticos, a tendência é de que Dilma sancione o projeto. A pressão para que a presidente aprove integralmente a matéria aprovada na Câmara vem dos demais 25 estados brasileiros. O clima para que haja a redistribuição dos royalties é tenso e a presidente não deve se opor às demais unidades federadas em favor de apenas duas. Como os dois estados prejudicados com a aprovação do projeto já sinalizaram a intenção de recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF), para Dilma seria menos desgastante deixar que o caso entre na esfera judiciária, eximindo-se da responsabilidade por uma reviravolta na matéria, se Espírito Santo e Rio de Janeiro conseguirem êxito no Supremo. A lei que hoje rege a distribuição dos royalties do petróleo é de 1997, e segundo a regra, estados e municípios produtores ficam com cerca de 60% dos royalties, mais 50% da participação especial. Alegando que o petróleo é uma riqueza nacional, os estados defendem uma divisão igualitária das fatias. Com essa nova distribuição, o Rio de Janeiro perderia em 2013  R$ 4,6 bilhões e um valor estimado em R$ 77 bilhões até 2020. No Espírito Santo, o governador Renato Casagrande trabalha com uma perda de R$ 1 bilhão por ano, a partir do próximo ano. Apesar do esperneio dos dois estados produtores, um veto total ao projeto causaria uma crise entre governo federal os outros 24 estados. Além disso, a presidente corre o risco de sofrer um revés no Congresso Nacional, já que os deputados já mostram sinais de que pretendem derrubar o veto presidencial, caso ele aconteça. A decisão será decidida pelo Congresso, independentemente da atuação do governo. Se Dilma sancionar a lei na íntegra e os dois estados conseguirem reverter a questão judicialmente, um contra-ataque político também já está alinhavado, já que os congressistas podem produzir uma emenda constitucional para garantir a igualdade na divisão dos recursos. Ou seja, independentemente das ações do governo federal e dos governos de Rio de Janeiro e Espírito Santo, a batalha dos royalties é uma guerra perdida.  

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Dilma manifesta interesse em apoiar projetos do ÁfricaBrasil

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A presidenta Dilma Rousseff manifestou o interesse do Governo Federal em apoiar projetos do ÁfricaBrasil Museu Intercontinental. Localizado em São Mateus, norte do Espírito Santo, o museu ostenta um acervo de quase cinco mil itens de arte tribal africana dos séculos XVII ao XX. “Não há nada de concreto ainda. Mas a presidenta demonstrou interesse em oferecer apoio logístico e financeiro à itinerância da exposição, tanto em nível nacional quanto internacional. Há também a possibilidade do Governo Federal apoiar a conclusão dos oito prédios restantes do museu”, disse o historiador Maciel de Aguiar, diretor do Instituto ÁfricaBrasil, que mantém o museu.   Dilma e Maciel tiveram um encontro informal um dia após a cerimônia de abertura da Exposição Arte Tribal Africana, realizada terça-feira (20), no Centro Cultural Câmara dos Deputados, no Congresso Nacional.    Maciel estava num evento no Palácio do Planalto, em que também estava a presidenta. Segundo ele, Dilma quebrou o protocolo e mandou um segurança buscá-lo. E assim os dois trocaram algumas boas palavras. “Ela também está interessada nas questões da África e no reconhecimento do Brasil para com a arte tribal africana”, conta. “Ela assegurou que vai abrir um espaço na agenda para visitar a exposição”.    O ÁfricaBrasil formulou quatro recortes para a circulação de exposições: dois para o Brasil, um para a Europa e outro para os Estados Unidos. O outro projeto é a conclusão de oito prédios do museu. O projeto original prevê a construção de 10 edificações. Apenas duas estão concluídas.   “A ideia é construir uma parceria entre o Instituto ÁfricaBrasil, o Governo do Estado e órgãos do Governo Federal”, diz Maciel.   A exposição Inúmeras autoridades compareceram à cerimônia de abertura da Exposição Arte Tribal Africana, realizada terça-feira (20), no Centro Cultural Câmara dos Deputados, no Congresso Nacional. Com 60 peças, estão expostas máscaras, esculturas e objetos de várias etnias africanas. O acervo pertence ao ÁfricaBrasil.   A bancada capixaba compareceu, o governador Renato Casagrande e também o secretário de Estado da Cultura Maurício Silva. “Quero registrar, até por uma questão de justiça, que isso que foi exibido aqui, e que surpreendeu o mundo cultural, a presidenta, só foi possível graças ao empenho do secretário de Cultura, que percebeu a importância das peças do museu ÁfricaBrasil e assumiu essa exposição em Brasília. Faço questão desse registro para agradecer a quem, diferente de grande parte do Espírito Santo, acreditou no projeto do qual estou à frente”, disse Maciel.   Também compareceu a vice-presidente da Câmara, a deputada Rose de Freitas (PMDB), que enviou o convite à Dilma Rousseff.    A cerimônia ainda contou com a presença do Presidente do Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES) Pedro Valls Feu Rosa, e de dezenas de embaixadores africanos e alguns europeus. Houve também uma apresentação do Ticumbi de Conceição da Barra.    “Foi um sucesso. Uma noite capixaba no Congresso Nacional”, festeja Maciel.

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Assembleia inicia discussão sobre Lei de Execuções Penais

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A Assembleia Legislativa iniciou a análise do Projeto de Lei 357/2012, que cria a Lei de Execuções Penais do Estado, em sessão realizada nesta quarta-feira (21). O instrumento estabelece regras de disciplina e direitos humanos nos presídios do Estado, coibindo abusos e práticas que violem a dignidade no sistema prisional.    A Lei de Execuções Penais foi elaborada a partir da iniciativa popular e pretende acabar com procedimentos vexatórios, tais como a revista íntima a mulheres, crianças e idosos.    O Estado é o primeiro do País a criar uma lei de execuções penais interna, em consonância com o artigo 24, inciso I da Constituição Federal, além da Lei 7.210/84, a Lei de Execuções Penais (LEP). O projeto de lei estadual destina-se à reeducação do detento, além da reintegração dele à sociedade.    Além disso, o instrumento trata do videomonitoramento em unidades e em veículos de transporte de presos; da inclusão ou exclusão de presos de unidades prisionais; do transporte de presos que deixam o sistema até o domicílio; de medidas cautelares, disciplina, reabilitação e visita.    A Lei de Execuções Penais estadual também vai ser um guia de procedimentos a serem adotados em casos de tortura e violação de direitos humanos nos presídios capixabas.    O projeto de lei vai ser discutido em três sessões, para depois ser submetido às comissões de mérito e então passar pelo colegiado de Constituição e Justiça para a elaboração de pareceres. Depois desses procedimentos, a matéria segue para a votação em Plenário.    

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Pensando em 2014, PMDB vai reeleger Lelo Coimbra à presidência

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Mesmo com plenas condições de chegar à presidência estadual do PMDB, o deputado estadual Sérgio Borges, líder do governo na Assembleia, , não vai disputar a eleição. O partido deve reeleger o deputado federal Lelo Coimbra para comandar o partido.    A estratégia é manter o controle do PMDB nas mãos do ex-governador Paulo Hartung, para evitar que ele e seu grupo possam criar uma força contrária ao partido em 2014. Uma estratégia chegou a ser pensada para acalmar a base do PMDB, que tem uma grande insatisfação com os rumos tomados pelo partido sob o comando de Lelo Coimbra.    A estratégia previa a candidatura do senador Ricardo Ferraço à presidência, tendo Lelo como vice, mas o senador não teria aceitado o acordo. Com isso a chapa do grupo de Hartung fica fechada com Lelo na presidência, Ricardo Ferraço na primeira vice-presidência e o prefeito de Linhares, Guerino Zanon,na segunda vice-presidência.    Todos são ligados ao ex-governador Paulo Hartung, o que permitirá que o partido continue sendo um instrumento político para que o ex-governador se recoloque no cenário político do Estado. Mas a estratégia visa também à proteção da sigla e, nesse sentido, entrou em cena a figura do governador Renato Casagrande, para garantir o equilíbrio de forças.    Além de não entrar em atrito com seu antecessor, a movimentação de Casagrande visa a garantir a inserção do PMDB em um arco de aliança que lhe dê condições de disputa em 2014. Como o partido é considerada uma legenda muito forte, afasta os aliados.    A intervenção palaciana visa a manter o acordo político que se fortaleceu em 2012 com o partido e garante as alianças com PSB e PT, que vêm sendo firmadas nas últimas eleições, garantindo um espaço político cativo ao PMDB.   Municipais Na Grande Vitória, as eleições deste fim de semana já estão costuradas e vão colocar três deputados estaduais à frente dos diretórios em suas bases. Em Vila Velha, ao contrário do que vinha esperando o mercado político, que apontava a reeleição do vereador Andinho Almeida à frente do partido, o deputado Hércules Silveira conseguiu alinhavar uma chapa única e passará a controlar o diretório.    Em Cariacica, a recondução do deputado estadual Marcelo Santos também já havia sido costurada desde o início do processo eleitoral. Já em Vitória, o deputado estadual Sérgio Borges também não terá dificuldades em retornar  à presidência da sigla. O diretório de Vitória terá sete delegados na votação da estadual, o que representa um terço da convenção. 

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PSB muda de estratégia na disputa em Guarapari

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Definida a escolha do candidato do prefeito de Guarapari, Edson Magalhães (PPS), pelo seu vice na eleição de outubro, Orly Gomes (DEM), o foco do mercado político agora se volta para a movimentação da oposição. A estratégia do grupo seria a de mudar o candidato. Em vez de Ricardo Conde, o nome do PSB na disputa deve ser o vereador eleito Gedson Merízio. Conde chegou em primeiro na disputa, mas com a contagem dos votos anulados do prefeito Edson Magalhães, o socialista saiu, para os meios políticos, desgastado da eleição. Já Merízio recebeu 1.888 votos e foi o mais bem colocado na disputa proporcional do município. A movimentação da oposição desenha um pleito completamente diferente do ocorrido em outubro, até porque Magalhães não estará na disputa, o que para os meios políticos locais deixa a eleição bem diferente. O questionamento é sobre a capacidade de transferência de votos do prefeito. Como candidato, ele se movimenta bem e acumula os votos, mas seu capital político é restrito à sua imagem. A impressão que se tem no município é de que a escolha do vice pode acarretar em um resultado diferente do apresentado na eleição de outubro, aumentando as condições da oposição. Para os meios políticos locais, a escolha mais adequada para Edson Magalhães seria o vereador Anselmo Bigossi (PTB). Mas a pressão vinda dos aliados do prefeito, o presidente da Assembleia, deputado Theodorico Ferraço (DEM), e do ex-governador Paulo Hartung (PMDB) teriam levado o prefeito a escolher o empresário demista. A eleição de Guarapari ainda não tem data para acontecer. A marcação da nova eleição depende da decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre um recurso especial impetrado pelo prefeito. Ele quer que o processo seja levado para o Supremo Tribunal Federal (STF). Magalhães é acusado de tentar disputar o terceiro mandato consecutivo em Guarapari, por isso, teve a candidatura impugnada. Insistiu em disputar a eleição e teve os votos anulados pela Justiça eleitoral.

22/11/2012 / 0 Comments
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