O cinema gospel, se é que existe este termo, ganha um forte representante com Três Histórias, Um Destino, co-produção Brasil/Estados Unidos. Rodado na Carolina do Norte, nos EUA, o longa é baseado no livro homônimo do missionário brasileiro R.R. Soares, fundador da Igreja Internacional da Graça de Deus. No Jardins, duas novidades. Uma, o projeto coletivo 7 Dias em Havana, que reúne em si diversos olhares sobre os usos, hábitos e costumes da capital cubana. Filmando no Japão, o grande diretor iraniano Abbas Kiarostami está de volta com Um Alguém Apaixonado. A Sessão Cult traz Moonrise Kingdom, novo filme de Wes Anderson (Viagem a Darjeeling, 2007; A Vida Marinha com Steve Zissou, 2004). Em pré-estreia, A Origem dos Guardiões, nova animação da DreamWorks (Shrek, Madagascar, Kung Fu Panda, etc…) PRÉ-ESTREIAS Um Alguém Apaixonado (Like Someone in Love, Japão/França, 2012, 109 minutos, 12 anos) Drama. Direção de Abbas Kiarostami. Com Ryo Kase, Rin Takanashi, Tadashi Okuno. A história do relacionamento de uma jovem mulher e homem mais velho em Tóquio. Shopping Jardins – Cine Jardins: Sala 2. Sexta-feira 21h. A Origem dos Guardiões (Rise of the Guardians, EUA, 2012, 97 minutos, Livre) Animação. Direção de William Joyce e Peter Ramsey. Papai Noel e o Coelho da Páscoa reúnem um grupo de seres folclóricos para combater o Bicho-Papão. Cine Kinoplex – Shopping Praia da Costa: Sala 4 (3D). Sábado e domingo 13h30 e 15h40. DUBLADO. Cinemark – Shopping Vitória: Sala 3 (3D). 15h10 e 17h35. DUBLADO. ESTREIAS 7 Dias em Havana (7 días em la Havana, França/Espanha, 2012, 129 minutos, 14 anos) Drama. Direção de Laurent Cantet, Benicio Del Toro e outros. Com Josh Hutcherson, Daniel Brühl, Emir Kusturica, Elia Suleiman, Melissa Rivera. Jovem ator americano que está tentando cresce na carreira vai para Cuba durante um festival de cinema. Shopping Jardins – Cine Jardins: Sala 2. 20h50 (sexta-feira não haverá sessão). Três Histórias, Um Destino (Destiny Road, EUA, 2012, 106 minutos, 10 anos) Drama. Direção de Robert C. Treveiler. Com Daniel Zacapa, Zoe Myers, Traci Dinwiddie, Lu Alone. Baseado no livro homônimo do missionário R.R. Soares, o filme é centrado em três personagens: um pastor de uma pequena cidade; um menino nascido numa favela, que se envolve com drogas e crimes; e uma mulher criada por uma mãe superprotetora. Cine Kinoplex – Shopping Praia da Costa: Sala 6. 18h50 e 21h10. SESSÃO CULT Moonrise Kingdom (Moonrise Kingdom, EUA, 2012, 94 minutos, 12 anos) Comédia. Direção de Wes Anderson. Com Bruce Willis, Edward Norton, Bill Murray, Tilda Swinton. Na Nova Inglaterra dos anos 1960, um menino e uma menina se apaixonam e resolvem fugir. A cidade então organiza uma busca pelos dois, e o lugar acaba virando de cabeça para baixo. Cinemark – Shopping Vitória: Sala 3 (3D). 15h10 e 17h35. DUBLADO.
Fórum de Itarana é arrombado
Nem mesmo o Poder Judiciário está imune aos problemas de violência que atingem o Espírito Santo. Neste final de semana, o fórum da comarca de Itarana (região serrana) foi arrombado por bandidos supostamente atrás de armas e drogas – que não ficam no local. As informações são do Tribunal de Justiça do Estado (TJES). No entanto, o juiz da comarca, Luís Eduardo Fachetti de Oliveira, diretor do fórum, esclareceu que nada foi levado das dependências do fórum. Segundo o magistrado, as regras do Judiciário capixaba estabelecem que as armas e drogas apreendidas sejam encaminhadas para exames e logo depois para destruição. Luís Eduardo de Oliveira também declarou que nenhum processo em tramitação na comarca foi atingido pelos criminosos, que continuam foragidos. “Quando recebemos drogas e armas anexadas aos processos, enviamos os produtos para exames na Polícia Técnico-Científica da Polícia Civil. Depois que deixam de interessar ao processo, encaminhamos as armas para o Exército, onde são destruídas, e as drogas para a Polícia Civil ou Federal, onde são incineradas”, declarou o juiz ao site do TJES. O magistrado informou que havia servidores trabalhando no plantão da comarca até as 18 horas de sábado (17). Ele relata que, tão logo se deu o arrombamento, o alarme suou e a Polícia Militar chegou ao local, mas os criminosos já haviam fugido do local. Esse é o segundo episódio de arrombamentos de fóruns no interior do Estado em menos de dois meses. No último dia 3 de outubro, o Fórum Graça Aranha, no município de Santa Leopoldina (também na região serrana), foi arrombado. A porta principal do local foi violada, porém, a sala do juiz e o cartório da comarca, onde ficam os processos, não foram alvos da ação dos invasores.
Cia apresenta ópera de Mozart no Carlos Gomes
Dois jovens oficiais do exército, Ferrando e Guglielmo, unem-se para testar a fidelidade de suas noivas, as irmãs Dorabella e Fiordiligi. Fantasiados de estrangeiros, eles pedem abrigo na casa das companheiras e um tenta conquistar a mulher do outro. O que a princípio era apenas uma aposta entre amigos acaba se tornando uma confusão. A ópera Così Fan Tutte – A Escola dos Amantes, que conta essa divertida história, ganha uma versão capixaba interpretada pela Cia de Ópera do Espírito Santo (Coes), que fará dois espetáculos no Teatro Carlos Gomes. Neste sábado (24), às 20h, com entrada gratuita, e no domingo (25), às 18h, com ingressos a R$ 15 (meia). A composição é a antepenúltima ópera de Mozart e seu libreto é de Lorenzo da Ponte. A primeira apresentação aconteceu em 1790, mas na época o enredo foi considerado decadente. Só anos depois a peça foi alçada à condição de obra-prima. “É uma comédia que mesmo se passando no século XVIII ainda continua atual, fala sobre a infidelidade feminina e a fragilidade do amor”, explica Tarcísio Santório, diretor executivo e de produção da ópera. Tarcisio também conta que o enredo original não foi alterado, apenas foram feitos alguns cortes para diminuir um pouco a duração, de três para duas horas. “Fizemos essa modificação para o público que ainda não está acostumado com óperas. Ainda estamos fomentando a cena e queremos atrair bastantes espectadores”, diz. O espetáculo ainda conta com a regência do maestro adjunto da Ofes Leonardo David e direção artística do mineiro Francisco Mayrink. Devido à falta de tradição de peças musicais no estado, a escolha de um compositor mais popular como Mozart também foi intencional para chamar o público. A Coes trabalha com um grupo de atores locais, mas sem um elenco fixo. Para Così Fan Tutte foram eleitos cinco artistas e mais um convidado de fora do estado. Desses cinco atores, quatro ainda estão em período acadêmico e a companhia promoveu uma maratona de quatro cursos para desenvolver melhor a técnica em ópera com todo o elenco capixaba. “Investimos na capacitação deles para que tudo saísse da maneira desejada e assim disseminar o conhecimento da ópera no Espírito Santo”, conta o diretor. A necessidade de criar a companhia surgiu dessa mesma vontade de fortalecer a categoria de atores e cantores e aumentar o campo de trabalho para os artistas. “Os atores acabavam se tornando professores ou participando de grupos pequenos. Agora com a Cia eles têm a oportunidade para exercer o bacharel e não mais guardar o diploma na gaveta”. Serviço A Cia de Ópera do Espírito Santo apresenta a ópera Cosi Fan Tutte – A Escola dos Amantes, de Mozart, neste sábado (24), às 20h, e domingo (25), às 18h, no Teatro Carlos Gomes. Praça Costa Pereira, Centro, Vitória. Ingressos: R$ 30 (inteira) R$ 15 (meia). Informações: (27) 3132-8396. No sábado (24) a entrada é gratuita.
Balanço de fim de ano
Dezembro está chegando e é tempo de rearrumação. Hora de avaliar as decisões tomadas ao longo do ano e traçar objetivos para 2013. Nos partidos políticos a ordem parece ser essa também. Depois da eleição deste ano, as lideranças estão contabilizando lucros e prejuízos, jogando fora os acordos que não foram frutíferos e observando qual o melhor posicionamento para a próxima disputa, que será estadual. No PMDB, a ordem veio de cima. A Nacional determinou eleição das municipais e no próximo mês acontecerá a discussão estadual. A avaliação para algumas lideranças é de que o ano não foi bom, a escolha de deixar o partido ao sabor dos interesses do ex-governador Paulo Hartung prejudicou o partido, que saiu menor da eleição deste ano. Mas o partido não é o único em reacomodação. O PT passa por um processo desgastante desde 2011, e agora o prefeito da Capital parece ter começado a entender que a parceria com Hartung não trouxe benefícios e tende a mudar de caminho, adotando uma postura de aproximação com o governador Renato Casagrande. Enquanto isso, o partido começa a se preparar para seu processo de eleição direta, que será em dezembro do próximo ano. Apesar de não haver uma crise propriamente dita instalada, esse processo deve colocar em lados opostos o prefeito e a deputada federal Iriny Lopes. Os dois grupos devem duelar pelo controle do partido e de quebra tentar encontrar um acordo sobre quem disputará o quê em 2014. No PR, se acentua o afastamento entre o prefeito Neucimar Fraga e o senador Magno Malta, o que também poderá ter reflexos nos planos do partido para 2014. Esse afastamento é gradual e sem traumas, mas deve se consolidar em 2013. No PSB, a chegada do prefeito de Vila Velha já é aguardada. O PSDB tem uma situação mais complicada e a hora é a de reavaliar os caminhos. Já decidiu pela oposição na Câmara de Vitória, vai ganhar uma cadeira na Assembleia e deve lutar pela segunda. Enquanto isso, prepara junto com o governo uma tentativa de resgate de duas lideranças que no passado já foram muito fortes no Estado: a deputada Rita Camata e o ex-prefeito de Vila Velha Max Filho. O PDT cresceu em prefeituras e tem bancadas grandes na Assembleia e na Câmara dos deputados, mas deve também rever seus movimentos. O prefeito da Serra, Sérgio Vidigal, volta ao comando do partido e deve disputar a Câmara. O desafio do partido agora é se consolidar fora de seu reduto. Quanto ao PSB do governador Renato Casagrande, ganhou muito, mas, à exceção da Serra, não ganhou bem. Tem na reeleição do governador seu maior objetivo para 2014 e deve começar a construir esse caminho já no próximo ano. Em torno dele, devem orbitar os demais partidos que compõem hoje a base. Se os movimentos dos partidos a partir de agora vão surtir efeito, só 2014 vai responder, mas uma coisa é certa, o êxito nas ações e mexidas de peças deve passar pelo Palácio Anchieta. Fragmentos: 1 – Na sessão desta quarta-feira (21), o segundo item da pauta era a votação de unidade organizacional no âmbito da Secretaria de Estado de Saneamento, (Sedurb). O objetivo é atender a uma obra que vai conter os estragos da chuva em Viana, Cariacica e Vila Velha. 2 – Ao relatar a matéria, o deputado Marcelo Santos (PMDB) tocou em um assunto que parece proibido para os poderes: a região metropolitana. Ações integradas em assuntos que afetam todos os municípios da Grande Vitória devem ter a ação do governo e a união dos prefeitos. 3 – Interessante é que enquanto defendia a região metropolitana, o deputado chamou a atenção do deputado Rodney Miranda (DEM), que não parecia muito interessado no assunto, mesmo sendo prefeito eleito de Vila Velha, um dos municípios que será beneficiado com a obra.
Luciano Rezende diz que audiência pública é mágica
A chuva forte que caiu sobre Vitória por volta das 18 horas dessa terça-feira (20) não espantou os moradores de Jardim Camburi que seguiam para a primeira audiência pública com o prefeito eleito da Capital, Luciano Rezende (PPS). Com anotações à mão para não correr o risco de ser traído pelo memória, cada um dos moradores que pediu a palavra registrou as principais demandas do bairro e elogiou a iniciativa do futuro prefeito, que se propôs a ouvir a população das oito zonas administrativas da cidade antes de assumir a prefeitura. Ninguém queria perder a oportunidade de falar. Tanto é que o auditório da escola Elzira Vivácqua dos Santos ficou pequeno para receber tanta gente. Com o auditório completamente lotado, alguns moradores foram obrigados a ficar do lado de fora, onde, de um telão, era possível acompanhar as reivindicações dos moradores que eram registradas pela equipe de Luciano. Com tanta gente para falar, a lista de demandas também foi grande: mais vagas em escolas e creches; ampliação do posto de saúde; medidas para melhoria da qualidade do ar (em relação à poluição causada pela Vale); mais iluminação nas ruas do bairro; novas linhas de ônibus; sujeira e prostituição na praia; reforma e manutenção dos espaços públicos; intensificação dos serviços de varrição e melhorias viárias. Esses foram alguns dos pontos recorrentes na lista de reivindicações da população. Uma demanda, porém, esteve presente na lista de reivindicações da maioria dos moradores: segurança. A população reclamou da falta de policiamento e dos seguidos casos de violência que assustam moradores e frequentadores do bairro. Mesmo sabendo que a demanda por segurança pública é mais da alçada do governo estadual do que municipal, os moradores cobraram do prefeito eleito a promessa feita durante a campanha, quando ele se comprometeu a enfrentar o problema em parceria com o governo do Estado. Luciano, nas poucas vezes em que pegou o microfone para interromper a fala dos moradores – mesmo porque a ideia era dar voz à população -, reafirmou seu compromisso de buscar solucões, em conjunto com a população e com o governador Renato Casagrande, para reduzir a violência. Um comerciante, bastante conhecido no bairro, fez um testemunho emocionado sobre o problema da violência. Ele disse ao prefeito eleito que já foi assaltado 24 vezes e que seu estabelecimento foi arrombado outras 10 vezes. “Em 40 dias, arrombaram meu comércio quatro vezes. E a polícia nada fez”, queixou-se. Se aproximava das nove horas da noite quando o mediador da audiência encerrou as inscrições dos pedidos de fala dos moradores e passou a palavra para o prefeito encerrar a audiência. Luciano foi breve. Ele chegou a oferecer a palavra aos membros da equipe de transição e aos vereadores que acompanhavam a audiência. Ninguém quis falar. Parece que todos entenderam que o espaço era do povo. Num encerramento que não durou mais que dois ou três minutos, o prefeito eleito agradeceu a presença maciça do público e se disse satisfeito com o resultado da primeira audiência de outras sete que vão percorrer outras regiões da cidade até o dia 13 de dezembro, sempre às terças e quintas, das 18h30 às 21 horas. Luciano reafirmou o compromisso assumido em campanha de cumprir 100% do seu plano de governo. Imediatamente, alguém, cochichou na plateia: “Cuidado com o que você promete, Luciano”. O prefeito eleito não ouviu o alerta sussurrado, mas respondeu intuitivamente: “Vou cumprir sim 100% porque esse plano foi feito com os pés no chão. A audiência pública vai organizar o trabalho da equipe [de transição]”. Mais à frente, ele voltou a elogiar a primeira reunião com a comunidade. “A audiência pública é mágica. Traz informações importantes. Vamos avançar com essas informações”. Antes de encerrar, porém, atento à principal demanda dos moradores, o problema da (falta) segurança, Luciano disse que os índices de violência na cidade de Vitória são é inaceitáveis e inadmissíveis. E voltou a afirmar que o problema da segurança também é responsabilidade da prefeitura. A próxima audiência pública acontece nesta quinta-feira (22), no bairro São Pedro.
Amarrado
Arquivo SD O atual cenário que envolve o presidente da Assembleia, Theodorico Ferraço (DEM) é, sem dúvida, controverso para sua biografia. Vejamos: lá atrás, Ferração foi acusado equivocadamente de integrar a esquerda durante o golpe militar, mas conseguiu provar o contrário. Depois surgiu como adversário do núcleo de esquerda que se revezava na prefeitura de Cachoeiro de Itapemirim, com destaque para Gilson Carone (já falecido), Roberto Valadão e Hélio Manhães, conquistando mandatos e prestígio no município. Quando deputado federal, também surpreendeu, por ter sido o primeiro parlamentar a atacar a ditadura da tribuna do Parlamento. E até outro dia, era conhecido por ser uma raposa política com postura firme e independente. Mas o vento virou e Ferração entrou em processo de declínio, sentindo na pele que ditar as regras na Assembleia é bem diferente do que fazer o mesmo em Cachoeiro. Passou a atacar e recuar em curtos espaços de tempo, demonstrando dificuldade em se inserir no contexto político, situação bem destoante do passado. A ponto de precisar ser resgatado pelo governador Renato Casagrande, que deixou correr a PEC para reconduzir Ferraço à presidência da Casa. Ao invés de se manter como interlocutor livre e sem papas na língua, como desejava, Ferração acabou tornando-se um político domesticado, para evitar o escanteio. Quem diria… Jogo de cena Por falar na PEC da reeleição, chama atenção a postura da bancada do PT. Primeiro quis ficar à margem, sinalizando que não iria assinar a proposta e tudo mais. Agora, já mudou o discurso. Ou seja, apenas atrasou o embarque. Segue… O fato é que, independente da justificativa, pega mal para os petistas concordarem com a PEC. É remar em sentido contrário a uma decisão do próprio partido, que inclusive culminou com emenda do presidente da Casa na época, deputado estadual Cláudio Vereza, acabando com a reeleição para presidente. Difícil explicar. Cabo de força A disputa para a direção estadual do PMDB, que acontece até 25 de dezembro próximo, continua rendendo. Uns juram que a dupla dinâmica Lelo Coimbra e Paulo Hartung continuará no comando. Mas os diretórios do interior, que engoliram os dois até agora, já começam a reagir e a intenção é emplacar o deputado estadual Sérgio Borges. E ele por acaso encararia? Tenho minhas dúvidas. Cabo de força II Resta saber também onde entraria a influência do governador Renato Casagrande nessa história. Quem pretende mexer com Hartung? Ele já saiu menor do pleito deste ano, não precisa mais bater. E tem o tal equilíbrio de forças. Mudanças interessam? Tudo igual Aliás, o PMDB de Cariacica nem esperou chegar o dia da eleição dos membros do diretório, no próximo sábado (24). Já anuncia a recondução do deputado estadual Marcelo Santos à presidência. Disputa é com chapa única. Impasse O senador Magno Malta (PR) viaja para Thiés, em Senegal, África, nesta terça-feira (20). Ele tentará interceder na libertação do pastor da Missão Presbiteriana do Brasil, José Adilson Silva, e a missionária Zeneide Moreira Novais, presos sob a acusação de evangelizar crianças e abrigar menores de ruas sem autorização. Os dois participavam de projeto social no país e já serão julgados. Corrida contra o tempo. Muita luz A prefeitura de Cariacica fechou um contrato de iluminação pública com a empresa Vitorialuz Construções Ltda para a Rodovia do Contorno, no valor de R$ 7,1 milhões. Bolada, hein! 140 toques “Casagrande assina projeto de lei com política e Conselho Estadual da Juventude. Completa lei de nossa autoria, em vigor”. (Deputado estadual Cláudio Vereza – PT – no Twitter). PENSAMENTO: “Quanto a mim, o que me mantém vivo é o risco iminente da paixão e seus coadjuvantes, amor, ódio, gozo, misericórdia”. Rubem Fonseca
O partido de Hartung
Caso se confirme a tendência das lideranças do PMDB capixaba insatisfeitas com os rumos que o partido tomou sob o comando do deputado federal Lelo Coimbra, o ex-governador Paulo Hartung pode sofrer mais uma derrota este ano, desta vez dentro de casa. Nos meios políticos, durante o processo eleitoral, ventilava-se também a possibilidade de retorno de Hartung e seu grupo político ao ninho tucano. Mas para isso seria necessário um fortalecimento do PSDB, o que poderia vir com a eleição de Luiz Paulo Vellozo Lucas, em Vitória. Isso não aconteceu e o PSDB saiu menor da eleição municipal. Isso fecha os espaços políticos para o ex-governador se movimentar no Estado. Para onde iria? Resta manter o comando do PMDB, partido em que está desde 2005. Mas o que se tem tentado vender como algo consolidado, não será tão fácil assim. O grupo tenta emplacar a reeleição de Lelo Coimbra à frente do partido, mas a insatisfação é grande e aparar arestas parece ser uma tarefa muito difícil. Se Lelo perder a eleição no PMDB, Hartung perderá o controle do partido. Será invertida a lógica que funciona hoje na sigla. Lelo transformou o PMDB em um instrumento político do grupo do governador, com isso, o partido se enfraqueceu. Vide o resultado do processo eleitoral deste ano. Em vez de levar o partido para os caminhos que o ex-governador pretender navegar, ele é que vai ter de se sujeitar às definições do PMDB. Não que o partido vá atuar contra o projeto de Hartung, até porque ele foi governador e hoje é uma liderança que, apesar de ter queda no prestigio eleitoral, tem condições de disputa. Mas Hartung perde a capacidade de mexer suas peças de forma mais solta. Vai falar de igual para igual, por exemplo, com sua adversária caseira, Rose de Freitas. Neste sentido, a expectativa é de que até a eleição da estadual, o grupo de Hartung busque viabilizar a reeleição de Lelo, mas pode ser que o Natal não seja tão feliz para o grupo dentro do PMDB. Fragmentos: 1 – O presidente da Assembleia, Theodorico Ferraço (DEM), parece ter finalmente entendido que presidir a Casa não é mesma coisa que administrar um município. 2 – Depois de tentar acotovelar o governo do Estado, com o abono de R$ 2 mil para os servidores do Legislativo – que dizem, não tinha em caixa – agora está pianinho, defendendo um abono combinado com os outros poderes. 3 – Até seria interessante ver um presidente de Assembleia bater na mesa e tomar as decisões de forma independente, mas o que se comenta nos bastidores é que esse não é o objetivo e sim barganhar com o governo. Que pena!
Todo cuidado ainda seria pouco
Durante a campanha que o elegeu governador do Estado em 2010, Renato Casagrande prometeu que cuidaria pessoalmente da segurança, tão preocupante era a situação da violência no Estado. Passados dois anos, porém, as taxas de homicídios continuam nas alturas e o Espírito Santo se consolidou como o segundo Estado mais violento do País, posição que já ocupa há quase uma década. Quando prometeu “cuidar pessoalmente da segurança”, o eleitor acreditou que o governador, então candidato, se debruçaria diariamente sobre os números da violência e passaria mais horas com o secretário de Segurança do que com a sua própria família. Acreditava-se também que o governador, sempre que houvesse situações extremas de violência – como os 19 homicídios registrados no último fim de semana -, viria a público para transmitir tranquilidade à população e renovar o compromisso de que a segurança continuaria sendo a prioridade número um do governo. Na prática, lamentavelmente, nada disso ocorreu. Em dois anos de governo Casagrande, os índices de violência ainda estão muito distantes da média nacional. O secretário Henrique Herkenhoff, por sua vez, parece conformado com os índices de homicídios de guerra civil que amedronta a população. Quando fala sobre o problema, ele reconhece que a redução das taxas de homicídios é lenta, mas que está havendo queda. Isso é muito pouco diante da caótica situação de violência que toma conta das ruas. Afinal, só este ano (até dia 18 de novembro) foram assassinadas 1.460 pessoas. Ou seja, uma média de quase cinco mortes por dia. Para minimizar os dados assustadores, o secretário recorre aos números de 2011, quando foram registrados, no mesmo período, 1.502 homicídios. Isso significa uma irrisória redução de 42 mortes. Morreram menos pessoas, é verdade, mas isso é muito pouco para um governo que prometeu cuidar pessoalmente do problema e devolver a paz à população. É inaceitável que 19 pessoas sejam assassinadas num intervalo de 72 horas, como ocorreu nesse fim de semana. Como procuramos alertar os leitores, em matéria publicada nessa segunda-feira (19), comparativamente, a violência no Espírito Santo é muito mais grave do que a de São Paulo, que está em pânico, sob ataque cruzado do crime organizado. Comparando os números, se percebe a gravidade da situação capixaba. Foram 19 mortes no Estado contra 21 na Grande São Paulo no último fim de semana. Detalhe, o Espírito Santo tem 3,5 milhões de habitantes e a Grande São Paulo 19 milhões, ou seja, 11 vezes mais que a população capixaba. Para as 19 mortes no Espírito Santo ter o mesmo impacto em São Paulo, em vez de 21, teriam que morrer, no fim de semana, 231 pessoas na Grande São Paulo. Proporcionalmente, seria o número correspondente para uma população 11 vezes maior. Imaginem como estariam a população e as autoridades paulistas após os jornais estamparem a ocorrência de 231 assassinatos num fim de semana na Grande SP? Respondo, em completo desespero. Mas aqui as 19 mortes são aceitas com certa parcimônia. O governador nada comentou sobre os crimes. Pois se decidisse dar satisfação à população toda vez que ocorresse um fim semana violento, não faria outra coisa. O que mais preocupa é esse conformismo da população diante de um quadro tão brutal, que todos os dias mata de quatro a cinco pessoas no Estado. Talvez seja essa resignação da população que tenha feito o governador “se esquecer” da promessa de cuidar pessoalmente da segurança.
Angu de um dia só
A coluna quer chamar a atenção dos rodoviários para um golpe que está se desenhando entre a diretoria do sindicato e empresários. Às vésperas de fechar o acordo coletivo, o prato que será servido à categoria é de salivar. Além do reajuste de 10% – índice acima da inflação –, as empresas oferecem tíquete alimentação, cesta básica, plano de saúde familiar e seis meses de auxílio doença. O que os empresários oferecem é muito mais do que a categoria imaginava. Inclusive, um movimento grevista já estava sendo preparado. É preciso ficar atento. Como diz o ditado, quando a esmola é demais, o santo desconfia. No ano que vem os rodoviários vão às urnas escolher a nova diretoria. Com os trabalhadores enfeitiçados pelo acordo deste fim de ano, corre o risco de o processo eleitoral ficar contaminado. A hora de mudar a diretoria é agora, ou ficam os trabalhadores à mercê de problemas ao longo dos próximos anos. Uma oferta assim, não vai sair barato. A sociedade, evidentemente, vai pagar a conta com o aumento da passagem. Mas isso não vai bastar, o arrocho nos próximos anos pode ser esperado. O que é demais hoje, vai faltar no futuro, durante bons anos. É uma questão delicada. Mas a categoria tem que entender, olhar além dos benefícios. Nunca foi fácil conseguir metade do que está sendo oferecido, se está vindo agora é fruto de um conchavo. Mais do que essas garantias há outras questões que precisam ser colocadas à mesa de negociação. O sindicato deve fazer uma pauta de reivindicações que vá além da questão salarial. Entre essas coisas estão jornada de trabalho, garantia no emprego, qualidade dos veículos, participação de lucros, além de um serviço de qualidade para a população, afinal quem é cobrado pelo usuário é quem está dentro do coletivo. Essa pressão é grande. O sindicato deve ter um planejamento a longo prazo, não apenas uma discussão pontual na época da data-base. Parece aquele tipo de agente político que deixa para fazer todas as obras no último ano do mandato, querendo reeleição. Atenção trabalhadores: fiquem atentos. Não se deixem enganar por benefícios vindos de conchavo. Isso não é sindicalismo, é compra de voto. Até agora não houve nem assembleia de consulta à categoria. O acordo está sendo por cima. É bom, mas tem que ver o que está por trás. Angu de um dia só não engorda cachorro.
Dinheiro na mão é vendaval
É fato que as datas comemorativas fomentam o aumento no consumo, sendo que o Natal, especialmente, desencadeia um efeito psicológico coletivo, considerando a chegada do fim do ano e a expectativa projetada para o novo ano, aliado ao recebimento, por muitos, do 13º salário, além de distribuição de lucros, prêmios… Com a aproximação do Natal, aflora a impulsividade para a realização de sonhos ou para as compensações. Mesmo sem o dinheiro em mãos, os gastos vão sendo realizados com a expectativa do que se receberá, denunciando a impulsividade, e com ela, a falta da utilização do poder da negociação que o dinheiro na mão dá. As “compensações” nas compras realizadas são geralmente atribuídas aos momentos difíceis vividos durante o ano, por crença de merecer algo novo ou para compensar a ausência. O dinheiro não deve ser utilizado por emoção, lembrando que ele “reage” da mesma maneira, e o pior, sem aceitar arrependimento. Se há compensação no uso do dinheiro sem planejamento, as chances de arrependimento e perda financeira são grandes. No dia a dia o dinheiro deve pagar o necessário, o planejado e formar reservas para realizar as metas de curto, médio ou longo prazo, sem se esquecer das despesas sazonais que chegam com o início de cada ano novo. Entre os meses de janeiro e março ocorrem várias despesas extras, mas já esperadas, e são para elas que o 13º salário e ou a reserva deve ser direcionada, evitando dificuldade ou descontrole financeiro. Introjetar o hábito de estimar e lançar as despesas futuras como rematrícula, material escolar e uniformes, IPTU, 13º salário da empregada doméstica, dentre outras, faz parte do processo de educação financeira e é necessário para não dar margem ao descontrole. É possível realizar as metas pessoais e familiares usando o mesmo controle no uso do dinheiro e intensificando a reserva. São tantas as formas de pagamentos disponíveis que fica difícil resistir às tentações dos gastos excessivos, o que estimula o comportamento de consumo arriscado e favorece o descontrole financeiro. Além do papel moeda, temos os cheques, incluindo a opção do cheque pré-datado, os cartões de crédito, de débito e salário, os vales restaurante e alimentação. Várias formas de se efetivar as compras. Algumas destas funcionam à vista, outras devem ser lançadas como despesas futuras, mas nem sempre o são, gerando descontrole no orçamento e motivando reações como o pagamento de parcela mínima do cartão de crédito e devolução de cheques. Há também a prática equivocada da incorporação à receita dos limites do cheque especial e do cartão de crédito, além da antecipação do 13º salário, descontando juros, geralmente para pagarem outra dívida. Uma das medidas adotadas no tratamento ao endividamento é o acordo de evitar o uso do cartão de crédito, as compras desnecessárias e por impulso e adotarem o pagamento das contas em dinheiro, sem contratarem novas dívidas. O uso do dinheiro tem relação direta com o nosso estado de espírito, com o nosso humor. Representa uma forma concreta de “comprar a felicidade”, ao retribuir ou compensar o que faço e represento para o mundo e para o outro. O uso do dinheiro tem uma relação semelhante ao uso do alimento, no primeiro momento visa saciar e depois vira gula ou endividamento. Para realizar sonhos é preciso planejamento e disciplina, senão vira frustração e……dívidas. Dinheiro na mão deve ser solução.