A juíza estadual Janete Vargas Simões foi escolhida para atuar como desembargadora substituta na vaga aberta pela aposentadoria do desembargador Arnaldo Santos Souza, anunciada no último dia 25. A nomeação publicada no Diário da Justiça desta terça-feira (13) prevê que a juíza atue no Pleno do Tribunal de Justiça do Estado (TJES) e nos colegiados, onde atuava o ex-vice-presidente do tribunal. De acordo com informações do TJES, a nomeação foi aprovada pela maioria dos desembargadores na última sessão do Pleno, realizada nessa quinta-feira (8). A juíza Janete Vargas, mulher do atual desembargador Carlos Simões Fonseca, substituirá o magistrado aposentado na 1ª Câmara Cível e nas Câmaras Cíveis Reunidas. Ela estreou, oficialmente, na sessão desta terça-feira na 1ª Câmara, presidida pelo desembargador William Couto Gonçalves. Apesar de figurar como uma das cotadas para a vaga, a nomeação não tem nenhuma relação com a escolha definitiva do substituto de Arnaldo Souza, aposentado compulsoriamente ao atingir 70 anos de idade. A cadeira será preenchida por um juiz dos quadros do Judiciário capixaba, pelo critério de merecimento. As normas para indicação do substituto por merecimento estão previstas na Resolução 106, de 6 de abril de 2010, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), mas, para concorrer, o magistrado precisa: ter no mínimo dois anos de efetivo exercício no cargo ou entrância; figurar na primeira quinta parte da lista de antiguidade aprovada pelo Tribunal; não retenção injustificada de autos além do prazo legal; além de não haver sido punido, nos últimos 12 meses, em processo disciplinar, com pena igual ou superior à de censura.
Índios capixabas temem que aposentadoria de ministro no STF atrase julgamento de portaria
A comissão de caciques guaranis no Espírito Santo se reúne nesta quarta-feira (13) pela manhã. Estão preocupados com a aposentadoria do ministro Carlos Ayres Britto, do Supremo Tribunal Federal (STF), na próxima sexta-feira (16). Britto é relator do processo sobre Portaria 303, da Advocacia Geral da União (AGU). Os índios querem que seja nomeado logo um novo relator. “Precisamos de um relator que rejeite a portaria”, afirmou o cacique guarani Werá Kwaray, da Aldeia Boa Esperança, em Aracruz (norte do Estado). Além de discutir o tema no Espírito Santo, os guaranis avaliarão a saída do ministro e suas conseqüências em encontro nacional, que será realizado em São Paulo, de 26 a 30 de novembro. Protestos de indígenas por todo o Brasil, que começaram em julho, obrigaram a Advocacia Geral da União (AGU) a suspender pela segunda vez a Portaria 303. A portaria ameaça aos índios pois, se entrar em vigor, permitirá até intervenções militares e empreendimentos hidrelétricos, minerais e viários em terras indígenas, sem consulta prévia aos povos indígenas. Também prevê a revisão dos territórios já demarcados e homologados. Suspensa, mas temporariamente, a Portaria 303 entrará em vigor no dia seguinte ao da publicação do acórdão nos embargos declaratórios a ser proferido na Pet 3388-RR [Raposa-Serra do Sol] que tramita no Supremo Tribunal Federal. Os índios apostavam no ministro que se aposenta para que seu relatório declarasse a inconstitucionalidade da Portaria 303. Quando presidente do STF afirmou que as 19 condicionantes estabelecidas pela Corte, em 2009, para aprovar a manutenção da demarcação da Terra Indígena Raposa Serra do Sol em terras contínuas não se aplicam compulsoriamente a outros processos demarcatórios. Considerado uma das principais lideranças Guarani do país, o cacique Werá Kwaray considera a Portaria 303 um golpe do próprio Estado Brasileiro aos povos indígenas. Ele afirma que “a Constituição Federal não foi feita por meia dúzia de deputados e senadores ruralistas”, ao criticar os defensores da posição da AGU e sua portaria 303. Para ele, somente Deus pode dizer que os povos indígenas não têm direito ao território destinado a eles, não os governantes da terra, que só querem explorá-la. Werá Kwaray ressalta ser inconstitucional o que propõe a portaria, principalmente no item que permite intervenções (obras prioritárias do governo federal e do agronegócio) no território indígena sem consulta prévia. E considera a extensão das 19 condicionantes do caso Raposa Serra do Sol (Roraima) aos demais territórios indígenas uma camuflagem aos direitos legítimos de demarcação. “A AGU e os ruralistas se valeram de uma brecha no processo julgado pelo Supremo para usarem contra os povos indígenas”, enfatizou o cacique. As mudanças ameaçam, após décadas de luta, o território indígena Tupinikim e Guarani em Aracruz, homologado no final do governo Lula, totalizando pouco mais de 18 mil hectares. A luta contra a Portaria 303 não é a única dos povos indígenas. A Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 215, que transfere do Executivo para o Legislativo a competência exclusiva de decidir sobre as terras indígenas, abrindo prerrogativas para as áreas quilombolas e protegidas, também é considerada por eles uma ameaça. Caso a PEC 215 seja aprovada, além das terras indígenas do Estado, estarão ameaçados os processos de reconhecimento das terras quilombolas do antigo território de Sapê do Norte, formado pelos municípios de São Mateus e Conceição da Barra, explorados pela Aracruz Celulose (Fibria) e grandes fazendeiros, desde a ditadura militar.
Casagrande anuncia novo secretário de Desenvolvimento
O atual gerente do Ativo de Produção de Golfinho da Petrobras no Espírito Santo, Nery de Rossi, aceitou o convite do governador Renato Casagrande para assumir a Secretaria de Estado de Desenvolvimento (Sedes). Eles se encontraram na manhã desta terça-feira (13). O novo secretário defende a continuidade do trabalho na Secretaria O atual secretário, Márcio Félix, assumirá a Gerência Executiva de Suporte Técnico de Negócios Internacionais da petrolífera. Durante o período de transição, a subsecretária de Desenvolvimento, Cristina Santos, responderá pela pasta. Nery de Rossi é gaúcho de Bento Gonçalves (RS) e está na Petrobras há 30 anos. Mora no Espírito Santo há 24 anos e é graduado em Engenharia Elétrica pela PUC-RS, possui especialização em Engenharia de Petróleo pela Universidade Petrobras e mestrado em Engenharia de Petróleo pela Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop). Márcio Félix assumiu a Sedes em fevereiro de 2010. É graduado em Engenharia Eletrônica pela Universidade de Brasília (UnB), possui especialização em Engenharia de Petróleo pela Universidade Petrobras e MBA em Gestão Empresarial pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Ingressou na Petrobras em 1983, onde atuou em diversas funções no Rio de Janeiro. No Espírito Santo, atuou como gerente de Produção Terrestre; gerente de Implantação de Projetos Offshore; e gerente geral da Unidade Regional de Exploração e Produção.
Deputados voltam a cobrar PEC da Reeleição para presidente da Assembleia
Os deputados José Esmeraldo e Gilsinho Lopes, ambos do PR, voltaram a cobrar na sessão ordinária da Assembleia desta terça-feira (13), que o colega de plenário, deputado José Carlos Elias (PTB), protocole a PEC 08/2012, que altera a Constituição Estadual, permitindo a reeleição para o cargo de presidente do Legislativo. O deputado José Esmeraldo, em sua fala, lembrou que a Proposta está parada na Casa desde 14 de agosto passado. Ele afirmou que se Elias não protocolar a proposta até a próxima segunda-feira, vai retirar o nome do documento. O deputado Gilsinho Lopes, no microfone de aparte, disse que a forma como Elias vem protelando o início da tramitação e como foi feita a coleta de assinaturas é um desrespeito aos deputados. A proposta reúne 22 assinaturas e beneficiaria diretamente o atual presidente da Casa, Theodorico Ferraço (DEM), que poderia se reeleger. Esmeraldo e Gilsinho são os maiores defensores da reeleição de Ferraço. Mas eles não são os únicos, nos bastidores, alguns deputados comentam que a atitude de Elias seria ingratidão, já que no momento em que Elias estava prestes a perder o mandato, recebeu a proteção do presidente da Assembleia. Já outros deputados, acreditam que o próprio Ferraço não tem mais interesse na tramitação da PEC. Em paralelo, os apoiadores de Ferraço têm travado uma discussão dura com o deputado Roberto Carlos (PT), isso porque o petista é visto na Casa como um nome de interesse do governador Renato Casagrande para comandar a Assembleia. A polêmica levantada pelos republicanos fez o clima no plenário esquentar no início da sessão.
Municípios capixabas não garantem direitos de parcelas oprimidas da sociedade
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta terça-feira (13) a Pesquisa de Informações Básicas Municipais – Perfil dos Municípios (Munic) de 2011. Os dados mostram que o Espírito Santo ainda tem muito a evoluir no âmbito da garantia e defesa dos direitos humanos. O Munic mostrou que dos 78 municípios capixabas, 55 têm alguma estrutura na área de direitos humanos. No entanto, apenas um tem uma secretaria municipal exclusiva da área. Em contrapartida, 23 municípios – 29% dos municípios do Estado – não têm qualquer estrutura de direitos humanos. Quando se analisam os dados à luz dos recursos destinados à área, a situação fica ainda mais agravada. De todos os municípios do Estado, 72% não têm órgão responsável de direitos humanos com orçamento próprio. Em análise de grupos específicos de ações, alguns setores da sociedade ainda refletem o abandono dos municípios, principalmente a parcela lésbica, gay, bissexual, travesti, transexual e transgênero (LGBT). Os dados do Munic mostram que pouco se faz no âmbito dos municípios para a garantia de direitos desta parcela da população. Apenas dois municípios têm legislação municipal contra a discriminação LGBT; um reconhece direitos desse setor da sociedade; dois reconhecem o nome social adotado por travestis e transexuais e 14 têm outro tipo de legislação não abrangida pelo questionário do IBGE. No entanto, 50 % dos municípios não têm qualquer legislação referente à população LGBT. O reconhecimento do nome sexual de travestis e transexuais é fundamental para evitar a marginalização e constrangimento desta parcela da população. Em âmbito estadual, a Secretaria de Estado da Educação (Sedu) determinou que o nome social de alunos travestis e transexuais seja usado nas escolas estaduais. A partir da resolução, as instituições deveriam incluir nos registros dos diários de frequência, entre parênteses, o nome social pelo qual o aluno travesti ou transexual se reconhece, se identifica e é denominado em sua inserção social. Assim como direitos LGBT são pouco reconhecidos por municípios no Estado, também não há nenhum conselho municipal LGBT no Estado. Crianças e adolescentes Dos 78 municípios do Estado, 77 têm políticas, programas ou ações para crianças e adolescentes. No entanto, enquanto 51 municípios têm programas para garantir o lazer desse setor, somente 26 cuidam do enfrentamento à violência letal contra crianças e adolescentes. A necessidade de implantação de políticas para o enfrentamento da letalidade de crianças e adolescentes se torna premente frente ao índice de homicídios entre pessoas com idades entre 0 e 19 anos. Segundo o Mapa da Violência 2012, a taxa de homicídios dentre essa parcela da população foi de 33,8 mortes violentas a cada 100 mil habitantes, um índice epidêmico que coloca o Estado na vice-liderança nacional em mortes de crianças e adolescentes.
Gilsinho insiste em exigir explicações sobre posto fiscal em Mimoso do Sul
O deputado estadual Gilsinho Lopes (PR) voltou a cobrar, na sessão desta terça-feira (13), a tomada de providências pelos órgãos de fiscalização sobre a denúncia de fraudes nas obras do posto fiscal São José do Carmo, em Mimoso do Sul (sul do Estado). Foram gastos cerca de R$ 25 milhões nas obras, autorizadas no governo passado, mas que não saíram sequer do papel. Durante a leitura do expediente, o republicano pediu à palavra e solicitou que a Mesa Diretora da Assembleia Legislativa notificasse o Ministério Público Estadual (MPES) sobre as providencias adotadas em relação ao caso. O presidente em exercício da Casa, deputado Roberto Carlos (PT), primeiro secretário, solicitou que a Secretaria-Geral da Mesa remetesse a comunicação ao órgão ministerial. De acordo com Gilsinho, os deputados estaduais não receberam qualquer manifestação, até o momento, sobre a apuração das irregularidades, que vieram a público no mês de setembro após reportagem publicada no jornal A Tribuna. Na época, o republicano anunciou a intenção de pedir a convocação do ex-secretário da Fazenda José Teófilo de Oliveira, para prestar esclarecimentos sobre os gastos, porém, o deputado recuou pela impossibilidade de convocar um ex-membro fora do governo. As obras foram iniciadas em setembro de 2005 sob a justificativa da construção do mais avançado posto fiscal do Estado. No entanto, foram abandonadas posteriormente sob alegação de inviabilidade do projeto. Mesmo depois do anúncio de paralisação, o governo estadual chegou a realizar uma licitação para a conclusão das obras. Foram gastos com desapropriações e obras – tocadas pela empreiteira Araribóia – cerca de R$ 24,9 milhões. Atualmente, o ex-secretário da Fazenda é sócio do ex-governador Paulo Hartung (PMDB) no escritório de negócios Ecónos – Economia Aplicada aos Negócios. Em abril deste ano, o nome da empresa foi relacionado pelo presidente do Tribunal de Justiça do Estado (TJES), desembargador Pedro Valls Feu Rosa, na decisão sobre a Operação Lee Oswald. José Teófilo é acusado de participação na operação de compra e venda de terrenos para a Ferrous Resources, em Presidente Kennedy.
Guarapari ainda aguarda decisão do TSE para nova eleição
A classe política de Guarapari continua aguardando uma decisão da Justiça para dar início às movimentações para a eleição extemporânea que será realizada no município. Depois que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu pela não contabilização dos votos do prefeito Edson Magalhães (PPS), no último dia 30 de outubro, houve até algumas movimentações, mas o processo foi paralisado, na expectativa de uma decisão de Brasília. Depois da definição do TSE, a expectativa era de que a eleição fosse realizada já em novembro. Mas o prefeito ingressou com um recurso extraordinário no Tribunal. O prefeito quer levar a questão para o Supremo Tribunal Federal (STF) e a decisão sobre a subida do processo vai depender da análise da presidente do TSE, ministra Carmen Lúcia, que não tem se mostrado interessada em mandar os recursos para a instância superior. O entendimento dos ministros do TSE foi de que o prefeito estaria concorrendo nesta eleição ao seu terceiro mandato, já que quando vice-prefeito assumiu a municipalidade, não se desincompatibilizando do cargo antes do prazo de seis meses antes da candidatura. Em 2006, Magalhães assumiu a prefeitura de Guarapari por um ano e oito meses devido à cassação do então prefeito Antonico Gottardo. Na eleição deste ano, Magalhães recebeu 39.027 votos, o que ultrapassa os 50% do eleitorado do município. Como os votos dele foram anulados, a Justiça Eleitoral deve convocar nova eleição. Mas sem a decisão da ministra Carmen Lúcia, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) não pode estabelecer o calendário da nova eleição. Isso paralisou também as movimentações locais entre os nomes que pretendem disputar o novo pleito. Sete nomes chegaram a ser colocados no mercado, mas o grupo deve afunilar para uma candidatura de mais densidade. Do lado do prefeito, se não conseguir reverter a situação, deve apoiar um aliado de seu grupo, que pode se beneficiar com o apadrinhamento de Magalhães.
Sacolas plásticas: GT federal deve encontrar alternativas para uso sustentável
Em seis meses, a contar desta terça-feira (13), a solução para o uso sustentável de sacolas plásticas deve ser encontrada. Este é o prazo dado pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) ao grupo de trabalho instituído para propor maneiras de disciplinar o uso das sacolas. O prazo pode, contudo, ser prorrogado por mais uma vez. No Espírito Santo, a polêmica criada pela cobrança por sacolas, que as empresas apresentavam como sustentáveis, levou à aprovação de projeto na Assembleia Legislativa exigindo a distribuição gratuita de sacolas plásticas biodegradáveis nos estabelecimentos comerciais no Estado. Outros projetos desta natureza foram aprovados pelas câmaras dos municípios da Grande Vitória, todas obrigando os estabelecimentos a distribuírem sacolas plásticas biodegradáveis ou oxi-biodegradáveis para os consumidores. A cobrança por sacola era de R$ 0,19 e foi considerada inadmissível. As sacolas plásticas convencionais usadas inadequadamente no meio ambiente levam mais de 100 anos para se decompor. A polêmica pode ser resolvida pelo grupo de trabalho criado pelo MMA. O grupo tem entre suas atribuições identificar tecnologias disponíveis no Brasil e os impactos das sacolas no meio ambiente. A partir disso, será possível avaliar a viabilidade de criar certificados para os diversos tipos de sacolas, com o objetivo de orientar o consumidor. O grupo de trabalho avaliará e selecionará conteúdos para campanhas de conscientização. Outra responsabilidade será avaliar e estudar projetos para o uso de sacolas plásticas em tramitação no Brasil e no mundo, o que dará subsídios para uma futura norma brasileira sobre o tema. Além de integrantes do Ministério do Meio Ambiente, participarão do grupo de trabalho representantes da Secretaria Nacional do Consumidor, do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), de entidades sem fins lucrativos voltadas ao tema, instituições representativas dos setores envolvidos e representantes da sociedade civil.
Ex-diretor do DER recorre contra bloqueio de bens em ação de improbidade
O ex-diretor-geral do Departamento de Estradas de Rodagem (DER), Eduardo Antônio Mannato Gimenes, recorreu ao Tribunal de Justiça do Estado (TJES) contra uma decisão de 1º grau que determinou o bloqueio de bens em ação de improbidade administrativa por supostas fraudes na dispensa de licitação. O julgamento do caso está marcado para a sessão da 3ª Câmara Cível, que será realizada na próxima terça-feira (20). Na denúncia ajuizada pelo Ministério Público Estadual (MPES), o ex-chefe do DER e o empresário José Carlos Zamprogno (sócio da empresa Tervap Pitanga Mineração e Pavimentação Ltda, que também consta no processo) tiveram os bens bloqueados no juízo de 1º grau pela “emergência fabricada” na contratação de obras de contenção da encosta na rodovia ES-060, no trecho entre Marataízes e Marobá, estimadas em R$ 3 milhões. A decisão foi prolatada pelo juízo da 3ª Vara dos Feitos da Fazenda Pública Estadual no último dia 13 de abril. Já o recurso do engenheiro Eduardo Mannato deu entrada no TJES no dia 16 do mês seguinte. O relator do caso, desembargador Ronaldo Gonçalves de Souza, negou o efeito suspensivo da decisão. Agora, o mérito será analisado pelos demais membros do colegiado. As investigações sobre as obras sob suspeição no litoral sul do Estado tiveram início em outubro de 2007, porém, o caso só chegou à Justiça quase cinco anos depois. O Ministério Público ajuizou duas ações sobre os episódios de irregularidades – uma na seara cível (neste caso, a ação de improbidade) e outra na seara penal. Na ação penal sobre os episódios, o nome do ex-secretário de Transportes e atual presidente da Companhia Espírito-Santense de Saneamento (Cesan), Neivaldo Bragato, consta entre os denunciados. Entretanto, o nome de Neivaldo Bragato – que presidia o Conselho de Administração do DER – desaparece na ação cível sobre as irregularidades. Apesar da diferença entre os denunciados pelo Ministério Público, a Justiça determinou o recebimento das duas ações sobre as supostas irregularidades nas obras. A denúncia cível foi recebida no último dia 18 de julho, contra o ex-diretor-geral do DER e o dono da Tervap. Enquanto outras quatro pessoas – além de Neivaldo Bragato, dois conselheiros Rogério Augusto Mendes de Mattos e Marcos Antônio Bragatto, e o procurador do órgão Adimomar Malbar da Silva – também vão responder criminalmente pelas fraudes.
Anselmo Groove e exibição de videoclipes no Cineclube Central
Juntando música boa e obras audiovisuais, uma nova sessão estreia no Cineclube Central. Uma seleção de videoclipes de bandas capixabas será exibida nesta quinta-feira (15), na Academia de Letras Humberto de Campos, a partir das 20h. A sessão se formou pela sugestão de obras dos próprios membros do grupo e logo se tornou um panorama das bandas capixabas traduzida em videoclipes. Ariel Fonseca, membro da equipe do cineclube, deixa claro que a mostra não é bairrista, as obras foram selecionadas pela qualidade e por mérito próprio. “Fizemos uma pesquisa rápida no Youtube e descobrimos que a quantidade de videoclipes produzidos por bandas do estado era enorme, mas conseguimos fechar uma lista com 14 nomes”, conta Ariel. A seleção contempla os mais variados estilos. “O hardcore sempre foi forte aqui no estado, mas também temos bandas como o Solana (foto), mais sutis, bandas de rap, de música eletrônica e experimental”, comenta o idealizador do cineclube. Para ele a grande característica da música do Espírito Santo são essas diferentes sonoridades. “Nossa ideia é aproximar o cineclube das bandas e misturar as linguagens”, completa Ariel. Para a isso a exibição também conta com o show de Anselmo Groove com seu repertório de samba-rock. O músico irá se apresentar logo a após a sessão e a entrada será gratuita. A sessão faz parte da nova fase do Cineclube Central, que teve o projeto aprovado no edital Desenvolvimento e Manutenção do Cineclubismo no ES, da Secretaria de Cultura do Estado (Secult). A nova programação é focada na exibição de curtas-metragens produzidos no Espírito Santo, sempre procurando dar destaque as obras de qualidade. Serviço Cineclube Central apresenta sessão de videoclipes capixabas e Show de Anselmo Groove, nesta quinta-feira (15), a partir das 20h, na Academia de Letras Humberto de Campos. Rua 23 de Maio, nº 83, Prainha, Vila Velha. Entrada Franca. Seleção Índio Cocalero – Mukeka di Rato Olhos Abertos – Sammuca 05 Cabra Cega – Sol na Garganta do Futuro Surprise, Surprise – Ócio Trepax- Radion 345 AM – Acasos Irrisórios Homem Sorriso – Morto pela Escola ZéMaria – Any Distance Estardalhaço – Diego Ardson A Casa dos Ramalhetes – Solana Brasilia – Juliano Gauche e Duo Zé Bedeu Surprise, Surprise – Ócio A noite é nossa – Feat. Macucos – Projeto Feijoada Assim como eu – Nave