O plenário do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) manteve, na manhã desta terça-feira (13), a abertura do Processo Administrativo Disciplinar (PAD) contra o juiz Arthur José Neiva de Almeida. No voto, o relator do processo, conselheiro Bruno Dantas, manteve o arquivamento do pedido de suspensão das investigações no âmbito do Tribunal de Justiça do Estado (TJES). O juiz é acusado de cometer faltas funcionais, como a demora na análise de processos e suposto favoritismo a partes. No voto, acompanhado por unanimidade, Bruno Dantas afirma que a defesa do juiz estadual não apresentou qualquer fato novo capaz de justificar o reexame da decisão anterior. Segundo o conselheiro, a demanda do magistrado teria “caráter pessoal”, fato que invadiria a autonomia dos tribunais de origem. Com a decisão pelo arquivamento do recurso, o juiz continuará sendo alvo de uma sindicância no Judiciário capixaba. As denúncias apontam a suposta parcialidade do juiz nas decisões, favorecimento a uma banca de advocacia, descumprimento de decisões do Tribunal de Justiça e demora na análise de processos. Em um dos casos, um recurso teria demorado treze anos para ser enviada pela 10ª Vara Cível de Vitória, onde o magistrado atuou entre os anos de 1995 e 2008. Em função das denúncias, o nome de Arthur Neiva foi rejeitado pelos desembargadores à indicação ao cargo de desembargador pelo critério de antiguidade. A defesa do magistrado alegava que a totalidade dos votos contrários à promoção teve como base questões infundadas. O juiz chegou a recorrer ao Conselho para pleitear a suspensão da eleição da juíza Eliana Junqueira Munhós Ferreira, promovida na vaga destinada à antiguidade, mas o pedido foi rejeitado pelos conselheiros.
Mantida destituição de ex-presidente da gestão de massas falidas
A 2ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado (TJES) manteve, na última semana, a destituição do advogado e ex-presidente do Banestes Paulo Roberto Mendonça França, contra a decisão judicial que o destituiu do cargo de síndico de massas falidas. No entendimento do colegiado, as sanções impostas ao ex-síndico, que também perdeu o direito à remuneração pelo trabalho como auxiliar do juízo, não possuem qualquer ilegalidade. O acórdão da decisão foi publicado no Diário da Justiça desta terça-feira (13). O relator do processo, desembargador Carlos Simões Fonseca, se manifestou pela improcedência do recurso de Paulo França. No voto seguido pelos demais membros do colegiado, o magistrado listou que as punições decididas pelo juízo da Vara de Falências da Capital são previstas na Lei de Falências (Decreto-lei nº 7.661/1945). O texto do acórdão destaca que o descumprimento das obrigações legais no cargo pode levar à quebra de confiança perante o magistrado a quo. Nos processos de falência, o administrador judicial – mais conhecido como síndico da massa falida – atua como um auxiliar do juízo. Podendo ser destituído pelo magistrado, no caso de irregularidades na gestão da massa falida. No caso de Paulo França, o então titular da Vara, juiz Ademar João Bermond, considerou a conduta de Paulo França no interesse das massas falidas “altamente temerária”. Baseado no relatório de uma auditoria independente realizada nas contas das falências, o juiz indicou a possibilidade de fraudes que poderiam ultrapassar a casa dos milhões. Após uma completa revisão dos processos, o magistrado apontou a não comprovação de pagamentos de honorários, a utilização de documentos sem idoneidade para comprovar despesas, além da emissão de cheques nominais – da massa falida – que foram sacados na boca do caixa, sem o devido respaldo do juízo. Como punição pela conduta, o juiz decretou, em setembro do ano passado, a destituição do advogado da gestão das massas falidas da empresa HSU Comercial Ltda (Eletrônica Yung) e da administradora de consórcios Adec. O advogado chegou a recorrer da decisão no próprio juízo, mas a decisão foi mantida pelo novo titular da Vara, o juiz Camilo José D' Ávila Couto em junho deste ano. Paulo França nega as acusações e afirma que todas as prestações de contas, ao longo de doze anos, foram aprovadas pelo juízo e Ministério Público sem qualquer impugnação por parte dos credores e falidos. Desde o último mês de abril, Paulo França também responde a uma ação penal pública movida pelo Ministério Público Estadual (MPES) por supostas irregularidades cometidas à frente dos processos de falência.
Os contos de Philip K. Dick que inspiraram sucessos do cinema
Embora tenha uma produção literária ampla e original, que fez dele um dos autores mais adaptados para o cinema, Dick ainda é pouco conhecido no Brasil. A fim de lhe prestar o devido reconhecimento, Realidades Adaptadas reúne, em uma edição inédita no mundo, os contos do autor que foram adaptados para a sétima arte O autor foi criador dos textos originais que inspiraram roteiristas e diretores a realizar O Vingador do Futuro, Screamers, Impostor, Minority Report, O Pagamento, O Vidente e Os Agentes do Destino. A coletânea de contos traz os sete textos originais que inspiraram os roteiros desses filmes mundialmente conhecidos, alguns dos quais se tornaram grandes sucessos de bilheteria. Serviço Realidades Adaptadas Philip K. Dick Editora Aleph 304 páginas R$ 48,00 em média
Tropa de choque de Ferraço defende PEC da reeleição
Embalados pela polêmica do abono de R$ 2 mil aos servidores da Assembleia Legislativa, os deputados estaduais do PR Gilsinho Lopes e José Esmeraldo foram à tribuna da Casa nessa segunda-feira (12), para defender Theodorico Ferraço (DEM). A manifestação dos deputados deixa transparecer a divisão do plenário em relação à eleição para a Presidência da Casa. Gilsinho Lopes chegou a cobrar o colega de plenário José Carlos Elias (PTB) sobre a tramitação da PEC 08/2012, que permite a reeleição para o cargo da presidência. O requerimento que angariou 22 assinaturas ainda no período pré-eleitoral foi paralisado a perdido do governador Renato Casagrande, e agora, passado o pleito, a sensação é de que não há mais clima para que o presidente da Casa, Theodorico Ferraço, seja reconduzido ao cargo. Mesmo assim, os aliados defendem a reeleição do presidente. Mas o plenário está dividido e ganha força a ideia de que o governador Renato Casagrande estaria inclinado a fortalecer a candidatura do primeiro secretário Roberto Carlos (PT) ao comando da Assembleia. Essa movimentação também transpirou da fala de José Esmeraldo, que criticou a ação do petista na mediação do embate sobre o abono dos servidores. O clima parece ter ficado tenso nos bastidores, já que Roberto Carlos afirmou que apenas Ferraço falará sobre o recurso de fim de ano para os servidores. Para os meios políticos a concessão do abono na verdade foi uma ação política de Ferraço, justamente para causar polêmica com o governo, diante da dificuldade em emplacar sua reeleição. Outra leitura é de que a concessão do abono para os servidores teria um tom de despedida do presidente da Casa do cargo. Em relação aos recursos, criou-se no governo passado um entendimento de que os três poderes adotariam um valor isonômico para Executivo, Judiciário, Ministério Público, Assembleia e Tribunal de Contas. A prática foi mantida pelo atual governador e diante do valor apresentado pela Assembleia, os demais poderes reclamaram. Em meio ao fogo cruzado, os servidores da Assembleia ficam ainda mais indignados com a utilização de suas reivindicações como subterfúgio para as manobras políticas entre Executivo e Legislativo. Outro instrumento nessa briga é o pagamento do retroativo dos 11.98% de reposição salarial decorrentes de planos econômicos. O pagamento do resíduo, que chega à casa dos R$ 120 milhões, é uma briga de Ferraço e isso fortaleceu sua chegada à presidência da Casa. Mas o governo do Estado não teria segurança na presença de Ferraço à frente da Casa por seu perfil intempestivo. Daí criou-se uma polêmica sobre o pagamento do valor. O governo se recusa a pagar a dívida, que os servidores dos demais poderes já receberam, alegando que a cifra é alta e deve ser paga por meio de precatório, o que para os servidores não cabe, já que a dívida não é executada. Até fevereiro, quando acontece a eleição na Assembleia, a situação deve ficar ainda mais tensa entre governo e Legislativo. Os deputados, após o pleito municipal, estariam receosos em ir de encontro ao desejo do governador, por outro lado, há a ideia de que a reeleição de Ferraço fortaleceria a Assembleia, aumentando a independência da Casa.
Salários abaixo do mercado viram problema para eleitos
Os prefeitos eleitos no último dia 28 nos principais municípios da Grande Vitória têm afirmado, de forma categórica, que irão montar o seu secretariado com profissionais altamente qualificados, fugindo das indicações puramente políticas. Já que esses técnicos, em teoria, não sairiam de seus atuais encargos por motivações ideológicas, elas devem ter um sentido profissional e principalmente salarial para tanto. E é justamente aí que a situação se complica. Se dependerem das bases salariais normalmente pagas para atrair secretários em Vitória, Vila Velha, Cariacica e Serra, os próximos prefeitos vão ter dificuldades para montar o grupo. O valor de mercado de profissionais com qualificação suficiente para ocupar os cargos será o principal desafio de Luciano Rezende (PPS), Rodney Miranda (DEM), Geraldo Luzia, o Juninho (PPS) e Audifax Barcelos (PSB), que vão ter que ser muito convincentes e criativos para atingirem os seus objetivos. Hoje, o valor dos salários pagos no mercado é, em média, consideravelmente mais alto que os salários oferecidos a um secretariado municipal – isso, obviamente, desconsiderando-se os possíveis “penduricalhos” e demais “agrados” que poderiam ser incorporados ao salários para torná-los mais atraentes. Em Vitória, por exemplo, segundo informações do Portal da Transparência da prefeitura, grande parte do secretariado recebe um salário de R$ 8.951,80 mensais e outra parte menor, R$7.161,46. Há também algumas exceções, como a Secretaria Municipal de Administração, que tem vencimento de R$10.788,24. Todos esses são valores brutos, ou seja, desconsideram possíveis perdas em impostos e outros fatores, além dos valores possivelmente incorporados. Longe de representarem pouco dinheiro, se comparados ao que recebe a maior parte da população brasileira, os valores médios ficam abaixo, por exemplo, dos R$ 14.800 que recebe a maioria dos secretários de Estado capixabas. Se comparados ao setor privado, onde não há regulamentação dos vencimentos e, assim, amplas possibilidades de salários ainda maiores, os valores parecem ainda mais reduzidos. Nos municípios de Cariacica, Vila Velha e Serra o que se vê é o mesmo problema e, também, a mesma média de salários, com poucas exceções, como a Secretaria Municipal de Assistência Social de Cariacica, que tem vencimentos na casa dos R$ 14 mil. Se fossem considerados os atuais cargos de alguns profissionais que foram chamados para compor as equipes de transição, é possível tentar medir a disparidade. O ex-secretário estadual de Saúde Anselmo Tozi, por exemplo, convocado por Rodney Miranda para participar de sua equipe, hoje é diretor de Administração e Meio Ambiente da Cesan, cargo que sabidamente tem vencimentos acima dos pagos pelo próprio governo do Estado aos seus secretários, girando em torno dos R$ 18 mil. Luciano Rezende, na Capital, em enfrentaria esse mesmo problema se, por exemplo, quisesse trazer para a sua administração o secretário de Estado de Economia e Planejamento, Robson Leite, que figura como “colaborador” em sua equipe de transição e recebe os R$ 14.800 mensais do governo estadual. Os dois casos são apenas exemplos de um grande leque de possibilidades – em que também entram os outros componentes das equipes de transição, como José Armando de Figueiredo Campos, membro do Conselho Administrativo da ArcellorMittal, e o economista Alberto Borges, sócio-diretor da renomada empresa de consultoria Aequus, na equipe de Luciano Rezende. Em termos, os eleitos terão que enfrentar ou contornar essa questão para conseguir o que tanto falam – formar uma equipe que tenha como base a qualificação técnica e profissional, e não a motivação política. Ou, é claro, “arranjar” outros pagamentos para eles. Motivação política, é sabido, normalmente se traduz em indicação de cargos feita pelos partidos aliados. E, já que seus discursos estão indo pela via purista em relação às alianças feitas, os próximos prefeitos terão que, como se diz popularmente, “dar seus pulos” para garantir a presença dos tão falados técnicos nas equipes.
O petróleo é nosso! Será?
Até o final deste mês, a presidente Dilma Rousseff deve pôr fim à primeira parte da novela em torno da mudança nas regras de partilha dos royalties do petróleo. Ela irá decidir se sanciona ou veta integramente ou parcialmente o projeto de lei do Senado, que foi aprovado, sem retoques, pela Câmara dos Deputados na semana passada. Caso a presidente carimbe a nova regra, Rio de Janeiro e Espírito Santo, chamados estados produtores, terão seus ganhos diminuídos a partir de 2013, de 26,25% para 20%. Os municípios produtores terão as maiores perdas: dos atuais 26,25% para 17% no próximo ano, chegando a 4%, em 2020. Transformando as perdas em números, isso significa que o Espírito Santo (Estado e municípios) deve deixar de arrecadar mais de R$ 1 bilhão por ano. Os especialistas dizem que, em uma década, a perda deve romper a casa dos R$ 11 bilhões. Sem dúvida, uma boa grana. Enquanto Renato Casagrande (ES) e Sérgio Cabral (RJ) fazem figas e rezam para a presidente vetar o projeto, governadores e prefeitos do resto do País, os chamados estados não produtores, preparam a festa para comemorar. Municípios não produtores, que recebem 8,75%, passarão a receber, até 2020, cerca de 40%. Um considerável reajuste. Apesar de Casagrande e Cabral já terem avisado que vão até as últimas conseqüências, leia-se Supremo, para defender os direitos de seus estados, a decisão da presidente é uma incógnita. Dilma está entre a cruz e a espada. Ela ainda não sabe se veta o projeto do senador Vital do Rego (PMDB/PB) para manter os compromissos assumidos, lá atrás, entre os dois governadores e Lula – que prometeu não mexer nos contratos em andamento e vetar qualquer projeto nesse sentido – ou se sanciona de uma vez a lei para saciar prefeitos e governadores que estão fazendo seus planos de gestão contando com o reforço nas receitas com o novo sistema de partilha dos royalties. O veto parcial ao projeto, provavelmente, pode amenizar, mas não resolverá o problema dos dois estados que, mais cedo ou mais tarde, irão contabilizar perdas de arrecadação para os dois estados. A verdade é que Espírito Santo e Rio de Janeiro estão sozinhos contra o resto do Brasil. Para piorar a situação, os chamados estados e municípios que querem uma fatia maior dos royalties alegam que os “produtores”, de fato, nada produzem, e que o petróleo é tão deles quanto dos dois estados. A célebre frase do presidente Getúlio Vargas (1930 – 1945): “O petróleo é nosso!”, com alguns ajustes, hoje, ficaria assim, no discurso de estados e municípios não produtores: “O petróleo (também) é nosso!”
Chuva, eleição e Justiça
Vamos dividir nossa crônica hoje em três partes distintas, mas que lá no fundo a gente percebe que os assuntos se entrelaçam. Os temas aconteceram e acontecem sempre, chamando a atenção de todos. A chuva. Hoje as grandes metrópoles são acometidas de enchentes e causadas por tempestades. Isso não é falha administrativa, mas da ação do ser humano. Não há serviço de meteorologia que salve a população, porque as cidades terão seus problemas. Inicialmente, as rádios faziam as partes que lhe cabiam numa situação dessas, orientando, falando, ajudando, prevenindo. Hoje em dia, nada disso tem mais. Eleição. A eleição americana polarizou todo mundo, sendo que na Rede Globo foi um pouco exagerado, com a ida do âncora do Jornal Nacional, William Bonner, para Washington. No fim, a culpa de muitas coisas banalizadas é da Globo, com a sua insistência de fazer alarde com coisa corriqueira ou normal, mesmo que seja uma coisa sazonal. Será isso um novo jornalismo e eu não estou sabendo? Justiça. A reta final do mensalão ainda prende a atenção da população, querendo saber quanto tempo ficarão presos os acusados ou se tudo vai acabar em pagamento de cestas básicas. Apesar de jogar um pouco para a plateia, o julgamento do mensalão restituiu ao cidadão brasileiro um pouco da esperança perdida que ele tinha na Justiça brasileira. Esses assuntos me chamaram a atenção de modo além do normal, porque todas os três são casos esporádicos e que foram explorados de modo exagerado pela imprensa. Ou a imprensa não tem o que fazer ou então está indo além do normal em suas coberturas. A troco de quê? Ensinar um novo conceito de jornalismo? PARABÓLICAS Muito chatas as chamadas dos programas da TV Gazeta no horário do Jornal Nacional Lembramos outro dia do Falcão (Paulo Duarte) e o Águia da Colina (Aylor Barbosa). Um na Rádio Vitória, o outro na Capixaba Por falar nisso, quem reapareceu das cinzas foi o Dery Santos. O enigmático baiano, que tinha um programa de rádio nos idos anos 70 aqui em Vitória Encontramos na semana da chuva em Vitória duas figuras televisivas das mais respeitadas: Fernando Machado e Vladimir Godoy MENSAGEM FINAL Tome um rumo diferente do de costume, e quase sempre estará certo. Jean-Jacques Rousseau
Campo minado
Ag.Câmara/Ag.Senado Dois parlamentares capixabas e do PMDB estão no centro das últimas movimentações em Brasília que projetam as disputas às presidências da Câmara dos Deputados e do Senado. A deputada federal Rose de Freitas, que já anunciou oficialmente sua intenção de brigar pelo comando da Câmara, e o senador Ricardo Ferraço, citado na coluna Painel, da Folha de S. Paulo, como potencial protagonista de uma articulação para tentar fazer frente à candidatura de Renan Calheiros (PMDB-AL). Ao contrário de Rose, Ferraço não assume disposição em encarar a empreitada. Em ambos os casos, as articulações geram crise interna no PMDB, pois surgem como candidaturas de oposição aos nomes já colocados. Rose e Ferraço são lideranças importantes do Estado, do ponto de vista regional e em tempos de escassez de recursos, seria uma mão na roda se um deles fosse alçado ao posto. Mas a questão é bem mais ampla e faz parte de um movimento nacional do partido para aumentar sua participação no governo Dilma. Os capixabas terão vez? Dificilmente. Independência No caso de Ferraço, que saiu das eleições deste ano vinculado ao ex-governador Paulo Hartung (PMDB), seria a chance de romper essa condição e assumir personalidade política própria. Neste caso, abria campo para uma disputa ao governo em 2014. Míope Por falar em perdas financeiras, as avaliações da imprensa local sobre o projeto de redistribuição dos royalties aprovado pela Câmara parecem não considerar o contexto político nacional. Constatações de fora do Estado chamam as bancadas do Rio de Janeiro e Espírito Santo à responsabilidade. Míope II Vale o registro do colunista de O Globo, Ilimar Franco. Ele atribui ao presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), a visão de que essas duas bancadas tiveram boa parcela de culpa no resultado da votação, pois foram irredutíveis na negociação, não aceitando acordo, o que fez todos os demais estados de rebelarem. Controvérsias O prefeito eleito de Cariacica, Juninho (PPS), sempre que pode reafirma não ter apadrinhado político. Mas não é essa interpretação que corre nos bastidores. Alguns integrantes de sua equipe de transição falam por si só, o médico Nilson Mesquita Filho, do Grupo Meridional, e o consultor imobiliário José Luiz Kfuri. Segue… A propósito, o povo quer saber de Juninho qual será o destino do PA do Trevo e do Pronto Socorro de Itacibá. Vão continuar na prefeitura? Boas-vindas O deputado estadual Luiz Durão (PDT), depois de algumas licenças médicas, voltou à Assembleia nesta segunda-feira (12). Eis que durante a sessão, no momento em que o presidente da Casa, Theodorico Ferraço (DEM), saudava o colega, uma voz ecoou no plenário: “vaso ruim não quebra”. Ponto de vista Então quer dizer que o deputado estadual Glauber Coelho (PR), o vice-prefeito eleito de Vila Velha, Rafael Favato (PRB), e o vereador reeleito em Vitória, Fabrício Gandini (PPS), são os políticos-sensação do Estado? Quem elegeu? Portas fechadas O cenário de festa armado para apresentar os novos projetos do Grupo Buaiz para a Enseada do Suá, em Vitória, antes mesmo da audiência pública da prefeitura para discutir alteração do Plano Diretor Urbano (PDU), é prova clara de que já está tudo certo e consolidado para a região. Em favor dos empresários e contra a cidade. Acendeu o alerta vermelho. 140 toques “A querela pública entre Coser e Iriny expressam a falta de projeto partidário e excesso de projetos pessoais e de tendências no PT capixaba”. (Vereador de Vila Velha – João Batista Babá – PT – no Twitter). PENSAMENTO: No Brasil de hoje, os cidadãos têm medo do futuro. Os políticos têm medo do passado. Chico Anysio
Na frente tem obstáculo
O governador Renato Casagrande valeu-se de um artigo em A Gazeta, publicado na edição desse domingo (11), para dar ao resultado das eleições municipais o colorido de uma vitória da democracia e da unidade política, sob sua batuta. Passou longe da modéstia, até porque não há realmente outra maneira de se fazer a leitura dos resultados da disputa deste ano. Sobretudo na parte em que evidencia o mau resultado colhido pelo ex-governador Paulo Hartung (PMDB), em contraste com o surgimento de uma nova figura com embalo suficiente para alojar-se no andar de cima da política capixaba: o novo prefeito de Vitória, Luciano Rezende (PPS). Casagrande fez também da queda do Fundo de Desenvolvimento das Atividades Portuárias (Fundap) e da redução dos royalties fatores de continuidade da unidade política que saiu das eleições. Só que há uma outra eleição na porta, quando serão disputados o governo, Senado, Câmara Federal e Assembleia Legislativa. E nessa o governador não continuará mais como o regente, será alvo, pela inevitável condição de concorrer à reeleição. Pode até conseguir adiar o processo, mas será apenas por um curto período. Pois o resultado das eleições municipais, que ele festeja coberto de lantejoulas, é o mesmo que o faz objeto de centro do próximo processo eleitoral, em 2014. Ai é que realmente residirá o grande teste da sua capacidade de liderança. Uma coisa é uma eleição municipal, em que o governador tem todo um instrumental de poder à disposição, outra é ele disputar uma reeleição, sem qualquer possibilidade de candidatura única. O que desafia, em princípio, sua capacidade de articulação e comando. E dentro desse universo de unidade, que o governador Casagrande acha que alcançou nas eleições municipais, há outros pretendentes ao governo. Uns com capacidade de articulação. Outros chamados fogueteiros (festejam, mas não disputam), e ainda os que são candidatos em potencial. A eleição de 2014 é do poder real. Há dois personagens com presença garantida: o ex-governador Paulo Hartung, este não mais pelo prestígio, mas sobretudo pela capacidade de movimentação dentro da estrutura de poder, e senador Magno Malta (PR), com sua ligação com a população de baixa renda, uma fatia importante do eleitorado. São barreiras removíveis. Agora, que eles são difíceis, são. Um por temperamento e o outro pelos ardis que costuma montar nessas horas. Daí a reeleição de Casagrande estar, inevitavelmente, ligada ao resultado do desempenho de Luciano Rezende na prefeitura de Vitória. O caminho da reeleição passa, portanto, pelo Luciano. É esperar para ver.
CNJ analisa pedido de suspensão de sindicância contra juiz Arthur Neiva
O plenário do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) deve iniciar, na sessão desta terça-feira (13), o julgamento do pedido de suspensão do processo administrativo disciplinar (PAD) contra o juiz Arthur José Neiva de Almeida. O magistrado recorreu ao órgão de controle contra a decisão do Pleno do Tribunal de Justiça do Estado (TJES), que determinou a abertura de sindicância para apurar supostas faltas funcionais atribuídas ao juiz. O caso será relatado pelo conselheiro Bruno Dantas, que divulgou, na última semana, o relatório sobre o processo aos demais conselheiros. O relator do pedido já havia negado liminar para a suspensão imediata das investigações. Na época, Dantas também se manifestou pelo arquivamento liminar do pedido, uma vez que a demanda teria “caráter pessoal”, porém, a defesa recorreu da decisão e o caso foi encaminhado para decisão do plenário. Nos autos, a defesa de Arthur Neiva a defesa do juiz alega que a totalidade dos votos contrários à promoção teve como base questões infundadas. O advogado do magistrado sustenta que as justificativas apresentadas pelo magistrado durante o processo, sequer foram analisadas pelos desembargadores. Em função das denúncias, o nome do juiz Arthur Neiva foi rejeitado pelos desembargadores à indicação ao cargo de desembargador pelo critério de antiguidade. Por conta da recusa, o juiz chegou a pleitear a suspensão da eleição da juíza Eliana Junqueira Munhós Ferreira, promovida à vaga pleiteada por Neiva, mas teve o pedido recusado pelo órgão de controle.