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Eleitos no rádio

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Os prefeitos eleitos de Vitória e Vila Velha, respectivamente Luciano Rezende (PPS) e Rodney Miranda (DEM), são deputados estaduais até assumirem os postos de prefeito, no dia primeiro de janeiro. Eles, como deputados, faziam um programa semanal na Rede Sim, coordenado por mim, sendo que Luciano falava de saúde, por ser médico, e Rodney de segurança e combate ao crack.   Esses programas podem ate ter contribuído em alguma coisa para seus sucessos, mas o fato é que eles, depois de eleitos, deverão continuar a fazer seus programas, já que acham que o rádio é fundamental para qualquer administração ou carreira política.   Baseado no sucesso do ex-presidente Lula, que levou oito anos utilizando muito bem o rádio no seu Café com o Presidente, Dilma Roussef também faz o programa todas as segundas-feiras, disponibilizando-o para todas as emissoras do país.   O Senador Ricardo Ferraço (PMDB)  mantém há mais de um ano um programa semanal, em que mostra, comenta e faz alusões à sua semana política em Brasília, trabalhando pelos capixabas.   Tanto Luciano Rezende como Roney Miranda vão continuar a fazer seus programas de rádios, talvez agora de um modo mais consistente e direto, falando de suas administrações e da demanda do desenvolvimento político de cada um. É natural e salutar que continuem usando o veículo rádio.   Aliás, até Hitler usava o rádio, Churchill na segunda guerra fez muito uso, e nos dias atuais o presidente americano Barack Obama mantém um programa semanal de rádio. O veículo ainda inspira e credencia a quem quer se comunicar com o povo.   PARABÓLICAS   O nosso colega Wagner Martins continua abatido com a covarde agressão que sofreu por meliantes após as eleições em Vila Velha.   O pessoal da Assembleia, em especial os que trabalharam e trabalham na TV, aguardam o pagamento dos 11,09% a que fazem jus.   Jairzinho Oliveira, grande narrador esportivo, agora virou profissional multifacetado, ou seja, atua em todas.   Arthur Wernesbach percorrendo todas as afiliadas da Rede SimSat no interior do Estado, enfatizando o jornalismo.   MENSAGEM FINAL   São filósofos verdadeiros aqueles que gostam de contemplar a verdade.

08/11/2012 / 0 Comments
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Dilma evita falar sobre royalties, mas assédio já começou

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A presidente Dilma Rousseff  não vai se posicionar sobre o projeto aprovado nessa terça-feira (6), do senador Vital do Rego (PMDB-PB), aprovado na Câmara dos Deputados, que trata da partilha dos royalties do petróleo. Dilma já havia adiantado que faria uma análise “exaustiva” antes de decidir o que fará: se vetará o texto de forma total ou parcial ou se o sancionará na integralidade. Ela reafirmou nesta quinta-feira (8), durante o lançamento do Pacto Nacional Alfabetização na Idade Certa, no Palácio do Planalto, que não tomará nenhuma decisão precipitada antes de conhecer a proposta. “Não tenho a lei, vou avaliar a lei. Eu seria uma pessoa leviana se, sem recebê-la, falasse sobre isso”, disse a presidente. Mesmo assim, os interessados na manutenção do texto aprovado na Câmara, que beneficia os 25 estados restantes da Federação, já começaram a movimentação em favor da aprovação da matéria. O governador do Ceará, Cid Gomes, que também participou da cerimônia desta quinta, disse que conversou com Dilma sobre o projeto dos royalties e defendeu a sanção do texto aprovado. Segundo ele, a presidenta está “preocupada com algumas inconsistências” e enfrenta “uma situação de muita pressão”. O texto aprovado pela Câmara não foi o proposto pelo Executivo e deixou de fora a previsão de repasse de 100% dos royalties dos poços que serão licitados para a educação, como queria o governo. A presidente também defendia a manutenção dos atuais contratos de exploração do regime de concessão para preservar os ganhos dos principais estados produtores, Rio de Janeiro e Espírito Santo. Aliás, as bancadas dos dois estados foram as únicas a votar no projeto de repasse dos royalties para a educação como queria o governo.

08/11/2012 / 0 Comments
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Solange Lube se livra de denúncia por ato de improbidade

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O juiz da 3ª Vara da Fazenda Pública Estadual, Jorge Henrique do Valle Santos, absolveu a deputada estadual Solange Lube (PMDB) das acusações em uma denúncia de improbidade administrativa feita pelo Ministério Público Estadual (MPE). O magistrado concluiu pela inexistência de elementos suficientes para recebimento da ação, que teve base em auditoria realizada pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) no ano de 2004.  De acordo com informações do TJES, o magistrado não vislumbrou a existência de prática desonesta pela peemedebista – na época, atuando como prefeita de Viana. “Depois de detida análise das provas, me convenço que a requerida não perpetrou condutas comissivas ou omissivas capazes de gerar dano ao erário ou ainda que tenha atuado pautada pela vontade de violar os princípios norteadores da Administração Pública”, considerou ao julgar improcedente o pedido ministerial e extinguiu a ação, com resolução do mérito.  Na denúncia, o Ministério Público listava trechos da auditoria do TCE, que flagrou irregularidades na aplicação de verbas da educação, fraudes na aquisição de uniformes escolares e a ausência de repasses ao Instituto de Previdência Social dos Servidores Públicos de Viana. Na época do ajuizamento da ação, em 2008, a promotoria chegou a pedir o bloqueio de bens de Solange Lube no valor de R$ 1,33 milhão para garantir eventuais danos ao erário.  Enquanto o processo tramitou na Vara da Fazenda Pública do município, o juiz da comarca chegou a declarar a revelia da ex-prefeita no caso. A decisão pela improcedência da ação cabe recurso ao Ministério Público.

08/11/2012 / 0 Comments
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Audiência discutirá alteração do PDU para a Enseada do Suá

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Faltando apenas 53 dias para o final do seu mandado, o prefeito de Vitória, João Coser (PT), deu mais um passo rumo à alteração do Plano Diretor Municipal (PDU) para a região da Enseada do Suá, onde está previsto a ampliação do Shopping Vitória intitulado de Ala Marina, com seis pavimentos. Moradores estão preocupados e ainda desconhecem os detalhes o projeto.    Segundo a proposta apresentada nesta quinta-feira (8), o projeto prevê investimentos na ordem de R$ 150 milhões para a construção de mais três pavimentos, com 77 lojas e três de salas comerciais.    Já a proposta para viabilizar o projeto, apresentada pela prefeitura de Vitória, só será conhecida na próxima terça-feira (13). Segundo o Edital 007/12, a pauta da audiência pública tem como objetivo a apresentação do Plano Específico de Ordenação das formas de Uso e Ocupação do solo da Zona de Equipamentos Especiais 8 (ZEE 8).   A ZEE-8 é delimitada pela área que abrange a Avenida Américo Buaiz e as ruas Marília Resende Scarton Coutinho e Renato Nascimento Daher Carneiro, na Enseada do Suá.    As alterações podem afetar ainda os bairros Praia do Canto, Santa Helena, Ilha do Boi e Ilha do Frade em relação à mobilidade urbana, além de gerar o aumento da população flutuante, devido aos empreendimentos futuros na região, e ainda o esgotamento da estrutura viária.    O edital de convocação informa que os projetos serão abordados pelo secretário de Desenvolvimento das Cidades, Kleber Frizzera, durante a audiência. Ele falará também sobre o diagnóstico da Área de Influência Direta do projeto, com análises sobre a capacidade viária atual, uso e ocupação do solo; estudo de massa dos volumes para os lotes; dados sobre controle urbanístico; avaliação dos impactos sobre a paisagem e sobre a  estimativa de população fixa e flutuante.   O presidente da Associação de Moradores e Proprietários da Ilha do Boi (Ampib), Renato Pontes, ressalta que a associação deverá se posicionar sobre o tema após as explanações feitas durante a audiência. “A audiência faz parte do contexto, mas não decide o seu resultado. Tomamos conhecimento por terceiros sobre a reunião e vimos que é uma convocação muito técnica, então fazemos questão de participar para depois analisar quais serão os impactos. Inicialmente, podemos afirmar que causa estranheza o fato de o projeto do shopping preceder o debate com a sociedade”, enfatizou.    Entre os pontos polêmicos que poderão surgir durante o debate, segundo ele, está a questão do gabarito das edificações – definidas em até quatro pavimentos atualmente -, e as questões da mobilidade urbana, do estacionamento e acesso à Ilha do Boi.    Além do secretário de Desenvolvimento da Cidade, também falará durante a audiência o superintendente do Shopping Vitória, Raphael Meriguetti Brotto.    O Plano Específico de Ordenação das Formas de Uso e Ocupação do Solo da ZEE 8, referente ao empreendimento, encontra-se à disposição dos interessados para consulta na Gerência de Gestão Urbana – GGU, no Centro Integrado de Atendimento ao Cidadão (Ciac), em Vitória.    Serviço: Data: 13 de novembro de 2012. Local:  Cinemark Shopping Vitória, Avenida Américo Buaiz, 200, Enseada do Suá, Vitória – ES. Horário: 19h às 21h. (o estacionamento será liberado aos participantes da audiência).

08/11/2012 / 0 Comments
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Justiça manda Internacional Mineração parar imediatamente atividades no norte capixaba

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A Justiça Federal determinou a suspensão da licença de operação da empresa Internacional Mineração Ltda e a imediata paralisação de suas atividades extrativistas em Barra de São Francisco, noroeste do Estado.  A Ação Civil Pública que gerou a determinação judicial foi proposta pela Procuradoria da República no município de Colatina. Segundo o Ministério Público Federal (MPF-ES), a Internacional Mineração Ltda “causou danos ao patrimônio da União ao explorar de forma irregular granito entre maio de 2003 e agosto de 2011, pelo menos”. E mais: “Para tanto, contou com a colaboração omissiva dos órgãos fiscalizadores – no caso, o Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) e o Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema)”. Estes órgãos também são réus no processo aberto pelo MPF. Caso a Internacional Mineração Ltda descumpra as determinações da Justiça, a multa diária será de R$ 500,00. Segundo apurou o MPF/ES, “o Iema não exigiu que a empresa realizasse o Estudo de Impacto Ambiental (EIA) – e apresentasse o respectivo Relatório de Impacto Ambiental (Rima) –, avaliação necessária à instalação de obra ou ao desenvolvimento de atividade potencialmente causadora de significativa degradação do meio ambiente. Mesmo assim, o órgão deu autorização para que a empresa exercesse suas atividades”. O MPF “entende que, caso a empresa continue a explorar a área sem a devida realização do estudo e, consequentemente, com título minerário e licença ambiental inválidos – já que não apresentou todas as condicionantes necessárias para obtenção do documento –, os impactos ao meio ambiente e à qualidade de vida da população se apresentarão ainda maiores e de difícil reparação”. O processo foi ajuizado pelo MPF/ES em março deste ano, mas em primeira instância a liminar foi indeferida pela Justiça Federal. Depois de recorrer ao Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2) e este reformar, em caráter liminar, a decisão anterior, foi deferida pela Justiça a antecipação de tutela recursal, determinando a suspensão da licença de operação e a imediata paralisação das atividades extrativistas da Internacional Mineração Ltda. A ação tramita na 1ª Vara Federal de Colatina. Seu número para acompanhamento no site da Justiça Federal (www.jfes.jus.br) é 0000096-23.2012.4.02.5005. A Internacional Mineração produz 1.200 metros cúbicos de blocos de “branco Dallas” e 18.000 metros cúbicos de chapas de ladrilhos, que são destinados ao mercado nacional e internacional. A mineração é a principal causa de destruição ambiental  no interior do Espírito Santo. E também causa prejuizo social: em 2003, a Justiça condenou a empresa do italiano Bruno Zanet, desmontando o seu esquema para lesar os trabalhadores.

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DataSenado: população não vê jovens negros como maiores vítimas da violência

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Uma pesquisa realizada pelo DataSenado constatou que embora dados do Ministério da Saúde atestem que os jovens negros são principais vítimas de violência no País, a população brasileira tende a achar que a violência atinge jovens brancos e negros na mesma proporção. A pesquisa foi feita entre 1 e 11 de outubro deste ano, com 1.234 pessoas, de 123 municípios do País, incluindo Vitória.    O levantamento foi divulgado nessa quarta-feira (7), durante uma solenidade realizada no Senado, em que a Casa aderiu à campanha “Igualdade Racial é pra Valer”, da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir).   A maior parte dos entrevistados na pesquisa (62,3%) respondeu que a violência entre jovens negros e brancos ocorre na mesma proporção, enquanto 31,4%  que a violência ocorre com mais intensidade entre jovens negros do que brancos.    Já as estatísticas oficiais revelam uma realidade que não se assemelha ao resultado da pesquisa. Segundo o Ministério da Saúde, 53% dos homicídios vitimam pessoas jovens, dos quais 75% são negros, de baixa escolaridade. A maioria é do sexo masculino.    O coordenador do Fórum Estadual da Juventude Negra (Fejunes), Luiz Inácio Silva da Rocha, informa que dados preliminares de um levantamento que está sendo produzido pela Agência de Notícias dos Direitos da Infância (Andi) mostra que um dos grandes desafios para essa mudança de mentalidade está na forma de abordagem da mídia sobre o extermínio de jovens negros que ocorre atualmente.    Ele conta que o noticiário não faz a ligação entre a morte violenta do jovem negro e o que provoca essa morte. A falta desse resgate acaba por incutir na sociedade a ideia que a vida desses jovens é menos valorosa, que são historicamente cidadãos de segunda categoria.    Luiz Inácio alerta também que as políticas públicas implementadas não levam em conta esse recorte racial. Ele lamenta a ideia de que a violência contra jovens negros resta justificada pela perpetuação da imagem de que essa parcela da população representa a criminalidade.    A pesquisa do DataSenado ratifica a ideia do coordenador do Fejunes. Para evitar que as respostas a perguntas genéricas distorcessem uma percepção mais apurada do que os entrevistados pensam sobre a questão da violência, os entrevistadores do Senado apresentaram perguntas específicas. Uma delas era “homicídio é a principal causa de morte dos jovens negros”, e diante dessa indagação, 56,6% dos entrevistados foram favoráveis.    Diante da indagação “a morte violenta de um jovem negro choca menos a sociedade do que a morte violenta de um jovem branco”, 55,8% dos entrevistados concordaram com a afirmação. Além disso, para 55,1% é correto afirmar que “a principal causa de homicídios de jovens negros é o racismo”.

08/11/2012 / 0 Comments
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??rgãos de controle miram corrupção e impunidade em ações judiciais

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A ampliação do julgamento das ações de improbidade administrativa e a redução no índice de inquéritos sobre homicídios em aberto serão as principais novidades dos órgãos de controle do Judiciário para o próximo ano. Nesta semana, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) anunciaram medidas para o combate à corrupção e à impunidade nos casos de violência. O Espírito Santo é um dos estados inseridos nestas duas frentes. Nessa terça-feira (6), os presidentes dos tribunais de Justiça de todo país assumiram o compromisso de, até 31 de dezembro de 2013, identificar e julgar as ações de improbidade administrativa e ações penais relacionadas a crimes contra a administração pública distribuídas até o final de 2011. A medida aprovada durante o 4ª Encontro Nacional do Poder Judiciário é um aprofundamento da chamada Meta 2, que já estabelecia a prioridade no julgamento de processos antigos, e agora será relacionada aos casos de corrupção.  Será a primeira vez que os presidentes dos tribunais fixam metas relativas ao combate à improbidade administrativa. Os participantes do encontro também decidiram a assinatura de parcerias entre os tribunais e órgãos de fiscalização, assim como pela alimentação do Cadastro Nacional de Condenações Cíveis por Ato de Improbidade Administrativa, instituído pelo próprio Conselho.  As medidas aprovadas seguem o modelo implantado na atual gestão do presidente do Tribunal de Justiça do Estado (¨TJES), desembargador Pedro Valls Feu Rosa, que também prioriza o julgamento dos casos de improbidade. Pedro Valls instalou um painel para acompanhamento dos processos em tramitação e criou a 3ª Vara dos Feitos da Fazenda Pública Estadual, voltada exclusivamente para o julgamento de ações populares e de improbidade no juízo da Grande Vitória.  Impunidade em foco  O Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), em parceria com as procuradorias de Justiça nos estados, lança a campanha “Conte até dez. Paz. Essa é a atitude”, contra os elevados índices de violência contra a pessoa. A campanha faz parte da Estratégia Nacional de Justiça e Segurança Pública (Enasp), que prevê a redução nos índices de violência do País. Entre as medidas está a promoção de forças tarefas para reduzir o número de inquéritos sobre homicídios em aberto.  O lançamento da campanha nacional ocorreu na manhã desta quinta-feira (7) em Brasília, com a divulgação de números que indicam as causas prováveis para a ocorrência de mortes violentas. No Espírito Santo, o índice de homicídios causados por motivos fúteis ou impulso gira em torno de 30%. Em 2011, dos 696 homicídios com identificação da causa provável registrados no Estado, 215 das mortes se enquadram nestas causas (vias de fato, crime passional ou vingança). No restante do país, o índice variou entre 25% a 80% – como ocorreu no estado de São Paulo.  Segundo dados divulgados pelo Ministério da Justiça, o Espírito Santo lidera o ranking brasileiro de mulheres assassinadas, com taxa de 9,4 mortes para cada grupo de 100 mil mulheres. O Mapa da Violência 2012 – Crianças e Adolescentes no Brasil, apontou nesse grupo uma taxa de 33,8 assassinatos por 100 mil habitantes no Estado capixaba.  Nesta sexta-feira (9), o Ministério Público Estadual (MPES), Associação Espírito-Santense do Ministério Público (AESMP) e o governo do Estado lançam a campanha em âmbito estadual, com solenidade no Palácio Anchieta, em Vitória.

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Idaf licencia plantios de eucalipto da Aracruz Celulose sem respeitar legislação ambiental

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O licenciamento dos plantios de eucalipto da Aracruz Celulose (Fibria) é feito pelo Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Estado (Idaf) sem realização do Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e Relatório de Impacto Ambiental (RIMA) como manda a lei. O alerta é de Fernando Colombi da Silva Leite,  bacharel em direito, e foi encaminhado nesta quinta-feira (8) ao governador Renato Casagrande e, entre outros, ao procurador-geral de Justiça. Com o título “Denúncia: Ilegalidade no Licenciamento  de plantios de eucalipto no Espírito Santo”, Fernando Colombi da Silva Leite resgata e atualiza seus estudos para conclusão do seu curso de direito na Universidade Federal do Estado (Ufes), para transformá-lo no alerta às autoridades públicas capixabas sob a forma que chamou de artigo. E cobra das autoridades que “tomem as providências necessárias para que possam cessar/reparar a contínua violação aos direitos humanos no nosso Estado decorrentes do plantio maciço de eucalipto”. Quando acadêmico, Fernando Colombi da Silva Leite  participou do programa  “Balcão de Direitos” da Ufes. Assina sua denúncia como “cidadão”. Diz o denunciante que “no licenciamento da atividade econômica de silvicultura no Espírito Santo somente é exigido Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e Relatório de Impacto Ambiental (RIMA) a projetos que contemplem áreas superiores a 1.000 hectares, pois esta atividade, de acordo com entendimento do Idaf, constitui-se numa atividade agropecuária”. A base legal para licenciamento dos plantios de eucalipto deve ser outra. “… a legislação aplicável a fim de licenciamento e exigência de EIA/Rima seria ou o art. 2º, XIV, da resolução Conama (Conselho Nacional de Meio Ambiente) 01/86 ou o art. 75 da Lei 4.701/1992 do Estado do Espírito Santo”.   Estas normas exigem que sejam realizados EIA/Rima para plantios destinados à “exploração econômica de madeira ou de lenha, em áreas acima de 100 hectares ou menores, quando atingir áreas significativas em termos percentuais ou de importância do ponto de vista ambiental”. O descumprimento da legislação é antigo e gerou denúncias de órgãos como a Federação de Órgão para Assistência Social (Fase), Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA),  Associação das Comunidades Quilombolas do Sapê do Norte,  Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) e a Associação dos Geógrafos do Brasil (AGB). Uma delas em 2004, na forma de notícia-crime ao procurador geral de Justiça. A investigação policial confirmou a denúncia, mas não houve providências corretivas. O autor relata que o entendimento errado para o licenciamento ambiental dos plantios de eucalipto “acarreta principalmente a insegurança social, cultural e econômica das comunidades tradicionais indígenas e quilombolas, habitantes do território espírito-santense”. A exploração de eucalipto pela Aracruz Celulose (Fibria) começou na década de 60. “…Os órgãos ambientais estaduais ao elegerem a atividade de silvicultura à classificação de atividade agropecuária utilizaram a norma de caráter geral (EIA/Rima apenas para projetos acima de 1.000 hectares) quando deveriam ter utilizado a norma particularizante estadual (EIA/Rima para projetos acima de 300 hectares) incorrendo em manifesta ilegalidade. …”, assinala Fernando Colombi da Silva Leite no seu estudo. Hoje, ao afirmar que os licenciamentos continuam sendo realizados em base ilegal, o autor cobra das autoridades estaduais ações que respeitem a lei para os plantios de eucalipto.  

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Acusada de mandar matar engenheiro é presa em Rondônia

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A auxiliar de escritório Marilene Santos de Souza, 43 anos, que vai a júri popular pela acusação de ser a mandante da morte do engenheiro Otaviano Gomes Filho, morto em 2009, foi recapturada nessa quarta-feira (7) no município de Buritis, em Rondônia. De acordo com informações do site Rondônia Vip, os policiais militares do município prenderam Marilene após uma denúncia anônima.   A imagem da acusada foi exibida durante reportagem veiculada nesse domingo (4) no programa Repórter Record, da TV Record. A matéria relembrou o crimeo corrido em março de 2009 no calçadão da Praia de Camburi, em Vitória. Marilene estava foragida da Justiça desde 2009, quando uma falha no processo permitiu que fosse liberada da prisão preventiva mesmo após confessar o mando do crime.  Segundo reportagem do site, a acusada foi reconhecida por uma pessoa que assistiu a matéria na TV. Ela fez uma denúncia anônima para a polícia, informando que Marilene estava no distrito de Rabo do Tamanduá, zona rural de Buritis (que fica a 311 quilômetros de Porto Velho, capital de Rondônia). Os policiais realizaram a averiguação e confirmaram a denúncia. Marilene foi conduzida ao presídio local, onde aguardará o pronunciamento da justiça.  Na semana passada, o juiz da 1ª Vara Criminal de Vitória, Marcelo Soares Cunha, determinou a realização do júri popular de três acusados de participação na morte do engenheiro Otaviano Gomes Filho. O juiz pronunciou a auxiliar Marilene Souza, que chegou a confessar na época que encomendou a morte do engenheiro.  Na mesma decisão, o juiz determinou a manutenção da prisão preventiva dos envolvidos no crime. Além de Marilene, os executores do crime, Emerson Nogueira da Silva e Edmilson Monteiro (vulgo Jorge), também devem aguardar o julgamento atrás das grades. Eles foram pronunciados pelo crime de homicídio duplamente qualificado (cometido mediante pagamento e por não oferecer defesa à vítima).  As investigações apontaram que Marilene contratou os executores do crime pelo valor de R$ 37 mil. O motivo do crime seria uma desavença entre a auxiliar, que administrava os contratos de aluguel de Vera Lúcia Gomes – irmã da vítima – e o engenheiro. Otaviano Gomes teria descoberto que a acusada desviava dinheiro da família. A partir da descoberta, Marilene teria planejado o assassinato. 

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Passada disputa municipal, PEC da reeleição esfria na Assembleia

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A pouco mais de um mês para o recesso parlamentar, o clima na Assembleia Legislativa não indica qualquer movimentação no sentido de fazer tramitar a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 8/2012, que está parada na Casa desde 14 de agosto deste ano. A PEC altera a redação do § 5º do artigo 58 da Constituição Estadual, permitindo a reeleição para a presidência da Mesa Diretora do Legislativo. A PEC de autoria do deputado estadual José Carlos Elias (PTB) causou muita polêmica no período pré-eleitoral. Em pouco mais de 48 horas o petebista coletou 22 assinaturas em favor da PEC, mas o Palácio Anchieta, que não havia sido consultado sobre o processo, paralisou a movimentação dos deputados. Elias e o presidente da Assembleia, deputado Theodorico Ferraço (DEM), foram chamados para conversar e o governador Renato Casagrande conseguiu que a matéria não fosse discutida durante o período eleitoral. Mas a expectativa que se criou nos meios políticos era de que assim que os pleitos municipais terminassem a matéria voltaria a tramitar. Passado o segundo turno das eleições, porém, o assunto continua adormecido na Assembleia. Para os observadores a demora indica que houve uma perda de interesse do presidente da Casa em levar à frente a discussão.   Como a tramitação de PECs é um processo demorado, pois não pode ser pedida sua urgência e o projeto deve ser votado no plenário em dois turnos, com quorum qualificado, o tempo pode ficar curto para se fazer toda a articulação necessária para a aprovação da matéria, até porque a Casa tem matérias mais urgentes, como o Orçamento 2013 para se dedicar. A mudança no cenário político após o processo eleitoral pode ter sido o motivo que levou ao esfriamento da discussão. Os resultados das urnas apontaram um fortalecimento do governador Renato Casagrande. Já Theodorico Ferraço contabilizou prejuízos eleitorais em seu principal reduto, o sul do Estado. Por isso, a leitura que se faz do processo é que hoje os deputados tendem a seguir o interesse do governador, que nunca foi um entusiasta da ideia de ter Ferraço reeleito para a Assembleia Legislativa. Com a movimentação eleitoral, a impressão é de que o apoio da maioria do plenário à reeleição de Ferraço possa ter se esvaziado. Caso a PEC seja colocada em discussão nos próximos dias, sua aprovação antes do recesso não reconduz automaticamente Ferraço à presidência da Casa. A eleição para escolher o novo presidente só acontecerá em fevereiro e até lá o Palácio Anchieta terá muito tempo para articular um nome que lhe seja mais interessante.

08/11/2012 / 0 Comments
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