O juiz da comarca de Presidente Kennedy (litoral sul do Estado), Ronaldo Domingues de Almeida, recebeu, nessa terça-feira (6), uma nova ação de improbidade administrativa contra o prefeito cassado do município, Reginaldo Quinta (PTB). O petebista é acusado de efetuar pagamentos a servidores municipais sem previsão legal. Por conta das irregularidades, a Justiça havia determinado a indisponibilidade dos bens de Quinta. Na sentença, o juiz acolheu os termos da denúncia formulada pelo Ministério Público Estadual (MPES). “Extrai-se indícios de que o demandado teria praticado atos de improbidade, necessitando assim de maior aprofundamento na coleta e análise das provas”, afirmou. Ronaldo Domingues também rejeitou questões preliminares (espécie de defesa processual prévia) levantadas pela defesa do ex-prefeito. Segundo a promotoria local, Quinta teria efetuado pagamentos a servidores da prefeitura a título de retribuição de produtividade e adicionais de representação procuratória e de aperfeiçoamento com base em leis e decretos ilegais. Pela denúncia, a folha de pagamento da prefeitura teria chegado ao patamar de R$ 2,3 milhões mensais. Em um dos casos flagrados, os vencimentos de um servidor do município registrou uma alta de 220% – ou seja, um servidor recebia o mesmo que seria pago por três servidores na mesma função. Em julho deste ano, o juiz de Presidente Kennedy determinou a indisponibilidade dos bens de Quinta com a finalidade de garantir um eventual ressarcimento ao erário. Atualmente, o ex-prefeito responde a outras duas ações de improbidade e duas ações civis públicas na comarca do município. O petebista ainda responde a uma ação penal e uma denúncia – que pode se tornar uma ação penal – no Tribunal de Justiça.
TJES ratifica condenação de acusado no Crime da Ilha
A 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado (TJES) manteve a condenação a 41 anos e seis meses de prisão ao jardineiro Cristiano dos Santos Rodrigues, acusado de matar a empresária Cláudia Soneghete – então mulher do prefeito de Conceição da Barra (norte do Estado), Jorge Donati – e a arrumadeira Mauricéia Rodrigues em 2003, no que ficou conhecido como Crime da Ilha. Jorge Donati é acusado de ser o mandante do crime, mas o processo contra ele passou a correr em segunda instância depois que foi eleito prefeito de Conceição da Barra, em 2008. Cristiano foi condenado pelo Tribunal do Júri de Vitória em maio deste ano junto com o irmão, Renato dos Santos Rodrigues – que foi condenado a dois anos e 11 meses apenas pelo crime de receptação dentro do mesmo processo do duplo homicídio. O colegiado, no entanto, anulou a sentença contra Renato de acordo com o voto do relator da apelação criminal, o desembargador Ney Batista Coutinho. A defesa de Cristiano havia recorrido da sentença dele, enquanto o Ministério Público do Estado (MPES) apelou para que a sentença de Renato fosse revista, já que considerou baixa a pena. Não foi designado um novo julgamento no caso de Renato dos Santos Rodrigues, e sim a nova dosimetria da pena, que deve ser definida pelo juízo de primeiro grau. A defesa do prefeito reeleito de Conceição da Barra vem recorrendo a instâncias superiores a cada decisão desfavorável no processo. O expediente acaba por atrasar o julgamento do caso pelas Câmaras Criminais Reunidas do TJES. Em 17 de outubro mais um Recurso Especial foi remetido ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) e, enquanto não for apreciado, não é possível agendar o julgamento da ação. Crime Cristiano, que trabalhava na mansão em que moravam Cláudia e Donati, teria simulado um latrocínio (roubo seguido de morte) para mascarar o real motivo do duplo assassinato, que teria sido cometido a mando de Jorge Donati. O prefeito reeleito de Conceição da Barra chegou a ser pronunciado no mesmo processo, mas a ação contra ele passou para a segunda instância em 2008, na primeira eleição dele a prefeito do município. A relatora do caso é a desembargadora Eliana Junqueira Munhós Ferreira, que substituiu o desembargador Alemer Ferraz Moulin na ocasião da aposentadoria dele. No entanto, até que chegasse de volta ao gabinete da desembargadora, no início de 2012, o processo ficou mais de 90 dias na Procuradoria Geral de Justiça, aguardando decisão do Ministério Público do Estado (MPES), sobre a concordância ou não com a decisão anterior das Câmaras Criminais Reunidas do TJES, que passou a relatoria do caso do desembargador Alemer para a desembargadora Eliana. O processo do prefeito corria em primeira instância até que ele foi eleito, em 2008. No ano de 2006 o julgamento pelo crime chegou a ser marcado para 27 de outubro daquele ano, mas foi cancelado. Além disso, o processo chegou a “sumir” do Tribunal de Justiça, mas foi localizado e posteriormente despachado para julgamento dos réus.
Planalto estuda alternativa para Espírito Santo e Rio de Janeiro
O esperneio dos estados produtores que terão prejuízos bilionários com a redistribuição dos royalties ecoa no Palácio do Planalto e a presidente Dilma Rousseff, ainda sem uma ideia do que fazer, estuda medidas compensatórias para Rio de Janeiro e Espírito Santo. Segundo o Valor Econômico, há possibilidade de o governo federal editar Medida Provisória. Mas ainda não há uma solução pensada para acalmar os ânimos diante da quebra do pacto federativo causado pela aprovação do projeto de lei do senador Vital do Rego (PMDB-PB), na Câmara dos Deputados na última terça-feira (7). Enquanto os governadores do Rio e do Espírito Santo estudam acionar o Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar reverter as perdas com a matéria, a presidente Dilma Rousseff estuda também as implicações políticas e jurídicas que vetar ou sancionar o projeto poderão trazer. O Valor Econômico aponta que a tendência é de que a presidente faça vetos secundários e edite uma medida provisória para compensar as perdas dos dois estados por um período. O veto total é praticamente descartado, já que daria espaço para a discussão no Legislativo do projeto do deputado Miro Teixeira (PDT-RJ), considerado ainda mais danoso do que o texto aprovado na última terça. Nessa quarta-feira, o governador Renato Casagrande afirmou que Espírito Santo está preparado para recorrer ao Supremo Tribunal Federal caso a proposta aprovada não seja vetada, ou mesmo para o caso de ocorrer uma derrubada do veto da presidente da República por parte do Congresso Nacional. “Acreditamos que existam razões e argumentos técnicos suficientes para que a proposta não seja acatada pela União. Caso isso não ocorra, ingressaremos na Justiça para fazer valer os direitos dos capixabas”, disse. Com a nova lei, o Estado deixaria de arrecadar R$ 23,7 bilhões em royalties e participação especial até 2020, para arrecadar R$ 13,2 bilhões, o que representa uma perda real de R$ 10,5 bilhões. Já em 2013, os recursos reservados aos cofres do Estado e municípios cairiam de R$ 3 bilhões (projeção) para R$ 2,1 bilhões. Em 2011, o Espírito Santo arrecadou R$ 1,8 bilhão em royalties e participação especial, considerando-se Estado e municípios. Já em 2012, a arrecadação chegou aos R$ 2,038 bilhões, com projeção de chegar aos R$ 2,7 bilhões até o fim do ano.
Filme realça as contradições emocionais adolescentes
O diretor Stephen Chbosky adapta seu próprio romance para o cinema em As Vantagens de Ser Invisível. O drama acompanha a vida do solitário Charlie (Logan Lerman), que sofre com a perda de seu melhor amigo e precisa encarar a turbulenta entrada para o ensino médio. Disposto a tentar se sociabilizar e se recuperar do trauma, ele conhece a dupla de amigos Patrick (Ezra Miller) e Sam (Emma Watson), que o acolhem em seu pequeno grupo. O filme entra em cartaz no cine Jardins neste final de semana. O protagonista, Charlie, é um menino tímido que encontra paz apenas na literatura, lendo e escrevendo. Junto com Patrick e Sam, ele encontra a oportunidade de realmente ser adolescente, arriscar e cometer erros. Eles vivem diversas experiências, mas tudo a sua maneira, diferente do grupo de populares da escola e de quaisquer estereótipos. Os três amigos fazem juntos descobertas importantes e tomam decisões que irão influenciar nas suas vidas adultas. A trama se passa entre os anos 80 e 90 e a trilha sonora enaltece as bandas alternativas da época, como Pavement, New Order, L7, Cocteau Twins, Sonic Youth, The Smiths. Mesmo sendo o autor do livro, Chbosky não se prendeu a história e criou um filme com vida própria que conserva a essência da obra original. As Vantagens de Ser Invisível é um conto sobre amadurecimento e autoconhecimento, que tem seus pontos altos nos diálogos entre os personagens. Serviço As Vantagens de Ser Invisível (The Perks of Being a Wallflower, EUA, 2012, 103 min, 14 anos) Cine Jardins – Shopping Jardins: Sala 1. 19h10
Relacionamentos confusos fazem a trama de A Arte de Amar
Achille (François Cluzet), apesar de tímido, sonha em se envolver romanticamente com sua nova vizinha. Emmanuelle (Ariane Ascaride) está pronta para se divorciar de seu marido Paul (Phillippe Magnan). Vanessa (Élodie Navarre) encara as complicações de um relacionamento aberto. Enquanto Zoé (Pascale Arbillot) oferece o próprio marido para a amiga Isabelle (Julie Depardieu), que também vai ajudar a desconfiada Amélie (Judith Godrèche) a testar a fidelidade de um possível namorado. A história dessas pessoas que se encontram por acaso é contada no filme A Arte de Amar. A comedia romântica que fez parte do Festival Varilux de Cinema Francês, agora retorna ao Cine Jardins a partir desta sexta-feira (9). Do diretor Emmanuel Mouret, o filme fala sobra a dificuldade das pessoas em assumir novos romances e não cometer os mesmos erros do passado. O título do filme é uma referência ao livro do poeta Ovid, L’Art d’Aimer, um manual de sedução dividido em três volumes. Já o roteiro foi criado devido a uma coletânea de notas, sobre amor e desejo, que o diretor acumulou durante mais de dez anos. A Arte de Amar consegue ser um filme romântico e inteligente, sem ser piegas. Serviço A Arte de Amar (L'Art d'aimer, França, 2012, 85 min, 14 anos) Cine Jardins – Shopping Jardins: Sala 2. 17h15 – 21h15
Anel na brasa
As manobras dos economistas, a má distribuição orçamentária, a incerteza dos mercados futuros, a incompetência empresarial e a instabilidade das bolsas de valores estão sempre se mancomunando para nos levar à falência. Não são poucas as fortunas que se transformam em cinzas da noite pro dia, levando na mesma contabilidade das perdas-e-danos o marido que fazia um bacalhau na brasa como ninguém. Há perdas menores e maiores, claro, mas todas dolorosas. Um bom negócio de repente afunda o barco; o emprego bem pago desvanece no ar porque a empresa perde empregados mas não reduz os lucros. Coisas da vida, pensa Analina, que além de perder o bacalhau na brasa perde também a coleção de cartões de crédito; deixa o duplex de cobertura e vai morar num quarto-e-sala em condomínio de baixíssima renda. Mas não se desespera, pois como diz o vulgo, vão-se os anéis, ficam os dedos. Nem só com maus investimentos se destrói uma vida, disse Confúcio, que entendia das variações mercadológicas. Por mais ousados que sejam os avanços da tecnologia, por mais anos que nos deem nas estimativas de vida, continuamos morrendo e captando doenças que a medicina moderna não cura nem mata. É o triste caso de Anacleto, cuja abilidade para amealhar milhões não o salvou da estranha doença que lhe consome as mãos. Tal como o Aleijadinho, mas Anacleto tem um consolo: vão-se os dedos, ficam os anéis. E deles fez bom uso Analina, que nas oscilações da sorte reencontra Anacleto, antigo namorado. Imagina, com toda essa instabilidade financeira abalando as transações internacionais, é o único de seu grupo que continua rico. Ele de luvas, ela sem anéis. “Está montando uma fábrica de luvas?” pergunta exibindo seu melhor sorriso, ao saber que ele também foi abandonado pela esposa. Ele lhe devolve um sorriso amargo, e explica que… Coisas da vida, mas pelo menos continua aplicando em ativos saudáveis. Analina analisa rapidamente a situação – onde vai arranjar outro marido rico? Melhor um bom investidor sem dedos que um caderneta de poupança inteiro. E vai fundo na reconquista, sem remorsos de estar se revelando uma investidora social; houve um tempo em que se amaram, e alguma brasa sempre fica escondida nas cinzas do churrasco de ontem. Basta saber ativá-las. Anacleto, mesmo rico, também não tem muitas opções no mercado amoroso, e Analina chega em boa hora. Atravessa uma fase ruim mas ainda tem potencial para atrair capital de risco – está em boa forma, é bonita e bem relacionada, circulando com desembaraço entre a elite financeira. Os amigos influentes se afastaram com sua desvalorização monetária, mas tal como a brasa adormecida nas cinzas do churrasco de ontem, basta pouco para ativá-las. Casaram e foram felizes, até que os dedos de Anacleto não puderam mais manusear os milhões de um mercado cada vez mais deficiente, e acabaram ambos no quarto-e-sala do condomínio de baixa renda, inconformados com as instabilidades da moeda da sorte. Foram-se os dedos, e cadê os anéis?
Perdas e ganhos
O governador Renato Casagrande já cansou de repetir que a mudança nas regras de distribuição dos royalties do petróleo – aprovada nessa terça-feira (6) pela Câmara dos Deputados – é inaceitável, antes de mais nada, porque fere a Constituição. Não resta dúvida de que o governador fará o possível e impossível para reverter o projeto de lei que pretende tirar, na próxima década, cerca de R$ 11 bilhões dos cofres do Estado e municípios. Casagrande e Sérgio Cabral – governador do Rio de Janeiro, outro estado que perderá bilhões com o novo sistema de partilha – já disseram que, se preciso, irão ao Supremo Tribunal Federal para assegurar os direitos dos estados produtores. Tudo isso já foi dito em viva voz. Mas não podemos descartar a hipótese de que a perda, mais cedo ou mais tarde, é iminente. Talvez Casagrande e Cabral apostassem que poderiam ganhar mais algum tempo para negociar melhor as condições da mudança das regras com o jogo em andamento. Entretanto, a movimentação que ocorreu nessa terça na Câmara mostrou que os prefeitos eleitos dos municípios não produtores estão sedentos por recursos. Eles veem o novo sistema de partilha como solução para assegurar os investimentos dos municípios para os próximos quatro anos de mandato. Pode ser que a presidente Dilma Rousseff ouça o clamor de Casagrande e Cabral e vete o projeto, ou, na pior das hipóteses, a proposta retorne ao Congresso para ajustes mais benéficos aos dois estados produtores. Mas pode ser também, o que não é difícil quando há dinheiro no meio, que os deputados derrubem o veto da presidente e forcem a passagem do projeto do jeito que ele foi proposto pelo Senado, ou seja, sem alterações. Se a proposta for sancionada, somada às perdas proporcionadas pelo fim do Fundo de Desenvolvimento das Atividades Portuárias (Fundap), restará ao governador Casagrande levar o lema “do mais com menos”, mais do que nunca, ao pé da letra. O lado bom de tudo isso para Casagrande – já que o ditado ensina que tudo tem seu lado positivo – é que o governador, na adversidade, passará a ser uma figura ainda mais estratégica para assegurar a saúde financeira dos municípios capixabas. Os prefeitos eleitos, sobretudo os que comandarão cidades com menos de 20 mil habitantes e, consequentemente, com baixa arrecadação, terão uma dependência ainda maior do governo do Estado. Os futuros governantes dos principais municípios da Grande Vitória, todos com uma lista enorme de projetos na gaveta, também precisarão estreitar e conservar uma boa relação com o governo estadual. Não é demais lembrar que pelo menos três deles – Luciano Rezende (PPS), Juninho (PPS) e Rodney Miranda (DEM), respectivamente prefeitos eleitos de Vitória, Cariacica e Vila Velha – estão, no âmbito federal, no bloco de oposição ao governo Dilma. Não que a presidente Dilma se valerá de um expediente rasteiro para liberar recursos para os prefeitos oposicionistas, mas a intermediação de um governador que integra a base aliada, faz muita diferença na hora de ir a Brasília com o pires na mão. No final das contas, todo esse cenário de perdas, que deve ser adverso para Estado e municípios, pode, de algum maneira, ser benéfico ao projeto de reeleição do governador Renato Casagrande em 2014. Não nos esqueçamos que a importância e precisão do capitão acaba sendo mais notada quando o barco está sendo arrebatado por uma terrível tempestade. É no momento adverso que o comandante precisará segurar firme o timão para pôr a embarcação no plumo novamente. Os tripulantes, nessas ocasiões, gratos por terem sobrevivido à tormenta, costumam aclamar o capitão.
Entrelinhas
O desejo do prefeito de Vitória João Coser de se candidatar ao Senado, como declarou ao jornal A Gazeta nesta quarta-feira (7), pode ser a explicação para o comportamento adotado por ele desde o início do processo eleitoral deste ano, no sentido de enfraquecer a deputada federal Iriny Lopes. Dentro do PT, não seria nada interessante para o prefeito surgir uma liderança capaz de se cacifar para a disputa, batendo de frente com suas pretensões políticas. Quando o prefeito resolveu contrariar tudo e todos, para se agarrar ao movimento que pregava candidatura única do ex-governador Paulo Hartung (PMDB) na Capital, já era nesse sentido. Caso o projeto vingasse, Coser teria seu meio de campo facilitado. Agora, com o fim das eleições, o prefeito segue com sua estratégia de “queimar” Iriny. É que apesar de terceira colocada na disputa, a deputada ganhou musculatura e vitrine, inclusive para um projeto futuro ao Senado, como interpretam lideranças petistas. Algo que o prefeito já temia. E pensar que Coser e Iriny por muitos e muitos anos militaram na mesma corrente… Entrelinhas II Considerando esse cenário, mais os elogios rasgados de Coser ao sucessor Luciano Rezende (PPS), além de novas críticas a Iriny, dá para acreditar que o prefeito tenha realmente se empenhado na candidatura da deputada, como ele afirma? Garantido Surpresa nenhuma o prefeito reeleito de Cachoeiro, Carlos Casteglione (PT), figurar no topo da lista das campanhas mais caras do Estado, com gastos que totalizaram R$ 942.930,97. Colado com ele não estava o megaempresário Camilo Cola (PMDB)? Piada pronta O prefeito eleito de Vila Velha, Rodney Miranda (DEM), não assumir a influência do ex-governador Paulo Hartung (PMDB) na escolha de sua equipe de transição é a melhor dos últimos tempos. Mais hartunguete do que Anselmo Tozi e Haroldo Corrêa Rocha está para nascer. Não tem jeito A harmonia passa longe do prefeito eleito na Serra, Audifax Barcelos (PSB), e do atual, Sérgio Vidigal (PDT). Trabalhos do período de transição já rendem rusgas. É só o começo. Registro No mês da consciência negra, vale a reflexão. Mesmo representando mais de 50% da população, segundo o Censo de 2010, os negros e pardos são minoria no Congresso Nacional – menos de 10% do total de deputados federais; no Senado, de 81 parlamentares, apenas dois são negros ou pardos. Números foram apresentados em evento na Câmara dos Deputados. Devagar O presidente da seccional capixaba da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-ES), Homero Mafra, candidato à reeleição, ainda não entrou na campanha. Pelo menos é o que parece. Excesso de confiança? Protesto Quem esteve na abertura do 19º Vitória Cine Vídeo, nessa segunda-feira (5), conta que houve tiroteio pesado para cima do Sindicato do Comércio Atacadista e Distribuidor do Estado (Sincades). Causa justa. 140 toques “Com Obama, o humanismo e a diplomacia vão substituindo a beligerância e distendendo as relações Ocidente-Oriente”. (Senador Ricardo Ferraço – PMDB – no Twitter). PENSAMENTO: “A história é escrita pelo poder, a partir do poder, a serviço do poder. Romances servem para questioná-la”. Tomás Eloy Martinez
As perdas e o futuro
Os prefeitos eleitos do Estado, sobretudo os que irão comandar municípios com menos de 20 mil habitantes e as cidades que compõem a Grande Vitória, têm um desafio a mais para as suas equipes de transição. Além do levantamento feito em conjunto com os prefeitos que deixam o cargo, para diagnosticar as pendências que ficarão para o próximo mandato, têm também que acompanhar o rombo nos orçamentos com as perdas advindas de Brasília. As mudanças com o fim do Fundo de Desenvolvimento das Atividades Portuárias (Fundap) e da mudança na distribuição dos royalties do petróleo e ainda urgência na discussão do Fundo de Participação dos Estados (FPE) acende o sinal de alerta para quem vai tomar posse a partir do dia 1º de janeiro. Os prefeitos eleitos devem ficar em alerta também para as discussões sobre o orçamento do Estado, que está em discussão na Assembleia, porque ali estarão os investimentos que o governo do Estado fará o que vai ajudar os prefeitos, pelo menos no que diz respeito às obras estruturantes. A situação é pior para os municípios que têm menos de 20 mil habitantes. Agora, sem os recursos do Fundap, que garantiam uma boa fatia da receita desses municípios, a dependência do governo do Estado é muito grande. Mas com as perdas dos royalties e a incerteza em relação ao FPE, sem falar na questão do ICMS o governo do Estado, também passará por maus bocados. O governador Renato Casagrande vem garantindo o socorro aos prefeitos. O esforço de Casagrande para socorrer os prefeitos deve mesmo ser grande, até porque 20 deles são de seu partido e outro bom bocado é da base aliada. A caminho da reeleição, o governador deve fazer uma gestão da segunda parte de seu mandato cautelosa, mas vai fortalecer a base, leia-se, prefeitos para se fortalecer também. Fragmentos: 1 – A chuva chegou mostrando para os prefeitos eleitos que os velhos problemas persistem e vão exigir criatividade, ainda mais em um cenário com menos recursos financeiros. 2 – O senador Wellington Dias (PT-PI) só pode estar de brincadeira. Ele disse que o projeto que vai para a sanção da presidente Dilma Rousseff sobre a redistribuição dos Royalties não prejudica ninguém. Como assim, cara pálida? 3 – Até o deputado Tiririca (PR) foi lembrado como destaques entre os parlamentares do Congresso Nacional, mas nenhum representante do Espírito Santo foi.
Cinema: estreias da semana
Dirigido e protagonizado por Bem Afleck, Argo é a grande estreia do cinemark. O filme conta a história de seis diplomatas que, em plena Revolução Iraniana, conseguiram escapar da embaixada americana fingindo serem integrantes da equipe de filmagens de uma ficção científica de Hollywood, chamada Argo. O suspense está cotado para para receber uma indicação ao Oscar. Na sessão de pré-estreia, o cine Jardins traz um filme libanês e outro cubano. E Agora, Onde Vamos?, que já se tornou o filme em língua árabe de maior bilheteria na história do Líbano, retrata os conflitos entre muçulmanos e cristãos no país. Já 7 dias em Havana é um trabalho em conjunto de sete diretores para criar histórias ambientadas na cidade, entre eles estão nomes como Benicio Del Toro, Elia Suleiman, Gaspar Noé e Juan Carlos. O Cine Metrópolis, que está acolhendo o Festival de Vitória todos os dias no horário de meio dia, também tem filme novo para o final de semana. A produção de Bollywood Fanna, que mistura romance e terrorismo. PRÉ-ESTREIAS 7 Dias em Havana (7 días en la Habana, França/Espanha/Cuba, 2012, 125 min, 14 anos) Drama. Dirigido por Benicio Del Toro, Elia Suleiman, Gaspar Noé, Juan Carlos Tabío, Julio Medem, Laurent Cantet, Pablo Trapero. Com Josh Hutcherson, Emir Kusturica, Daniel Brühl. Sete diretores contam histórias que se passam em cuba. Cine Jardins – Shopping Jardins: Sala 2. 21h (apenas sexta-feira) E Agora Aonde Vamos? (Et maintenant on va où ?, França, 2012, 110 min, 14 anos) Comédia. Dirigido por Nadine Labaki. Com Nadine Labaki. Muçulmanos e católicos vivem em paz em uma pequena comunidade no Líbano, até que um dia os homens da comunidade começam a brigar entre si. É quando as mulheres entram em ação, procurando meios de mantê-los ocupados, de forma que não possam entrar em conflito. Cine Jardins – shopping Jardins: Sala 2. 21h (apenas sexta-feira) ESTREIAS Argo (Argo, EUA, 2012, 120 min, 14 anos) Suspense. Dirigido por Bem Afleck. Com Ben Affleck, Bryan Cranston, John Goodman. Baseado em fatos reais, seis diplomatas conseguem fugir em plena Revolução Iraniana fingindo serem uma equipe de filmagens de uma ficção científica de Hollywood. Cinemark – Shopping Vitória: Sala 1. 12h (exceto sexta-feira) – 14h40 – 17h20 – 20h – 22h50 (exceto domingo) Histeria (Hysteria, Reino Unido, 2012, 100 min, 14 anos) Comédia. Dirigido por Tanya Wexler. Com Maggie Gyllenhaal, Hugh Dancy, Jonathan Pryce. No século XIX, muitas mulheres eram diagnosticadas com histeria. Ciente de que as origens do problema encontravam-se no útero, um médico começa a buscar novos métodos de tratamento. Cinemark – Shopping Vitória: Sala 3. 16h45 – 19h10 – 21h30 As Vantagens de Ser Invisível (The Perks of Being a Wallflower, EUA, 2012, 103 min, 14 anos) Drama. Dirigido Stephen Chbosky. Com Logan Lerman, Emma Watson, Ezra Miller. Charlie é um jovem que tem dificuldades para interagir em sua nova escola, até o dia em que dois amigos, Patrick e Sam, passam a andar com ele. Cine Jardins – Shopping Jardins: Sala 1. 19h10 A Arte de Amar (L'Art d'aimer, França, 2012, 85 min, 14 anos) Comédia. Dirigido por Emmanuel Mouret. Com François Cluzet, Julie Depardieu, Ariane Ascaride. Um conto composto por cinco histórias de amor e sexo. Cine Jardins – Shopping Jardins: Sala 2. 17h15 – 21h15 Fanaa (Fanaa, Índia, 2012, 143 min, 12 anos) Drama. Dirigido por Kunal Kohli. Com Aamir Khan, Kajol Mukherjee-Devgan, Lillete Dubey. Zooni Ali Beg é uma jovem cega de nascença, que se apaixona pelo guia turístico Rehan Qadri. Entretanto, o que ela não esperava era que Rehan tivesse um lado desconhecido, ligado ao terrorismo, que coloca em risco sua vida e também de sua família. Cine Metrópolis: 18h30