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Século Diário

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Pesquisas eleitorais repercutem nos comentários da semana em Século Diário

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  A semana em Século Diário depois do segundo turno das eleições pode ser definida pela palavra reconstrução. Na madrugada do último sábado (27) o jornal foi alvo de ataque hacker horas depois da publicação da pesquisa Visão/Século Diário que apontava empate técnico entre os candidatos à prefeitura de Vila Velha, Neucimar Fraga (PR) e Rodney Miranda (DEM).    O ataque comprometeu o banco de dados do jornal – matérias anteriores ao ataque não estão sendo visualizadas, a não ser no cache do Google – o que também prejudica o trabalho diário da equipe do jornal. No domingo (28) o editorial de Século Diário exprimia o desejo de equipe e leitores: exigimos justiça. E ela está sendo buscada, pelos meios oficiais. Os comentários dos leitores acompanharam o desejo expresso no editorial     Na segunda-feira (29) o deputado estadual Cláudio Vereza (PT), durante discurso na Assembleia Legislativa afirmou que o Instituto Futura forjou números de uma pesquisa eleitoral. O deputado usou termos duros e centrou críticas à pesquisa divulgada na véspera do segundo turno, e também ao uso que candidatos fizeram dela – há diversas denúncias de que cabos eleitorais teriam “panfletado” a edição de domingo do jornal A Gazeta, que trazia o resultado das pesquisas eleitorais.   A matéria bateu recorde de comentários, com opiniões favoráveis e contrárias ao que o parlamentar disse em discurso. Apesar disso, a esmagadora maioria dos leitores que se manifestaram nos 50 comentários registrados acompanharam o pensamento do deputado.      Na quarta-feira (31) foi ao ar a entrevista concedida pelo prefeito eleito de Vitória, Luciano Rezende (PPS). Embora a entrevista tenha abrangido toda a trajetória política do prefeito eleito, os comentários se concentraram nos erros de pesquisas que apontavam vantagem aos adversários de Luciano nos pleitos em que concorreu.     Neste sábado (3) Século Diário mostrou como Vila Velha passou a ser a única vitrine para o ex-governador Paulo Hartung (PMDB) permanecer em evidência até 2014. Sem mandato, a estratégia do ex-governador é se manter “vivo” na memória do eleitor através da gestão de Rodney Miranda (DEM).   Pouco tempo após a publicação da matéria os comentários já se acumulavam com leitores opinando a favor e contra a intervenção – mesmo que indireta – do ex-governador na administração de Vila Velha.   

04/11/2012 / 0 Comments
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Casagrande deve colher os frutos deste ano na disputa de 2014

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  Renata Oliveira e Nerter Samora O desgaste do ex-governador Paulo Hartung (PMDB) na eleição e o papel do governador Renato Casagrande no período pré-eleitoral mudaram a configuração política do Estado. Papo de Repórter mostra como ficou o jogo político para 2014. Nerter – Passados os dois turnos da eleição, é hora de os partidos e as lideranças refletirem sobre os movimentos deste ano e buscarem um posicionamento para a próxima disputa, que será em 2014. Evidentemente, qualquer um que for entrevistado agora sobre o futuro pleito vai dizer que é cedo para se discutir, mas as movimentações para a disputa estadual começaram ainda em 2010 e tiveram suas definições com o período eleitoral deste ano. O desempenho dos aliados do governador Casagrande e do ex-governador mostra que a configuração política do Estado mudou mesmo e deve se consolidar a partir desta disputa.  Renata – Quando se fala na onda de mudança que varreu o Espírito Santo e o Brasil nessa eleição, é preciso estar atento para o fato de que isso mexeu não só com os nomes que estavam em análise pelo eleitorado este ano, mostra que isso é um sentimento que se espalha para dentro do jogo político de uma forma mais ampla e caberá às lideranças entender como esses sinais dados pelo eleitor podem se fortalecer e influir no debate eleitoral do futuro.  Nerter – Até meados deste ano, a classe política apostava na capilaridade de Hartung, que deixou o governo do Estado com um índice de aprovação muito grande, mas a partir de uma pesquisa divulgada pelo jornal A Tribuna, de que Hartung teria 36% de intenção de votos e não um índice acima de 70%, como se esperava, a classe política passou a perceber que a ideia de unanimidade não colava mais no eleitorado e que o prestígio de Hartung já não era o mesmo. Essa ideia foi consolidada, agora, com o resultado das urnas. Assim que passou a caminhar com Luiz Paulo Vellozo (PSDB) em Vitória, o tucano caiu nas pesquisas, mostrando que Hartung pesava no palanque.  Renata – Fala-se muito de Vitória, mas o governador teve outras derrotas Estado afora, com destaque para a derrota do aliado de primeira linha Guerino Zanon (PMDB), em Linhares. Em Cachoeiro, não foi Hartung quem elegeu Carlos Casteglione (PT) e sim a força de lideranças locais, como o deputado federal Camilo Cola (PMDB). Em Vila Velha, Rodney Miranda (DEM) venceu. O candidato colocou em seu material de campanha o rótulo do ex-governador, mas pesou muito mais a imagem de “rambo” criada por ele e o fato de ser um estreante nessas disputas. Novamente, a força do discurso de mudança.  Nerter – Talvez venha daí a necessidade dessa movimentação que tentar colar na vitória de Luciano Rezende (PPS) na Capital a imagem de Hartung. É fato que Luciano foi aliado de Hartung, mas o processo eleitoral deste ano colocou os dois em palanques distintos e esse rótulo não vai colar. Tanto no Estado, quanto fora daqui, a vitória de Luciano é colocada na conta do governador Renato Casagrande, que posicionou sua base de forma a atender os candidatos que interessavam ao seu projeto político e que poderiam fazer a contenção da recuperação política de Hartung, que viria em caso de vitória de Luiz Paulo Vellozo.  Renata – Aí reside a dúvida: qual será o futuro político do ex-governador diante dos desgastes deste ano? Rodney Miranda é um projeto de si mesmo, ele é uma incógnita para Hartung e, mesmo que trabalhe em favor do fortalecimento do ex-governador, a prefeitura de Vila Velha, até por não ser a Capital, não dará conta do projeto político de Hartung. Nesse embate, Casagrande sai em vantagem por vários motivos. Um dos mais importantes é a questão partidária. Casagrande é dono de seu partido, o PSB, que apesar de não ser grande, cresceu, conquisto uma prefeitura importante, a Serra, e conta com o fortalecimento nacional. Hartung tem dificuldades em manter o controle do PMDB depois do desempenho do partido no Estado. A intenção seria a de ir para o PSDB, mas depois do pleito deste ano, o partido não é mais um grande atrativo para quem quer criar capilaridade para 2014.  Nerter – Outro problema para o ex-governador é o fato de que, além da derrota na disputa da Capital, o projeto paralelo de tentar descapitalizar o senador Magno Malta (PR) – seu principal desafeto – parece também ter falhado. Os ataques ao senador foram feitos pelo caminho equivocado, em vez de se discutir suas posições consideradas conservadoras, tentaram colar nele um rótulo de corrupção que seu eleitorado, que é grande, diga-se de passagem, não aceita. Com isso, por vias tortas, Hartung acabou trazendo para o centro da discussão eleitoral a figura do senador, que acabou se fortalecendo. O tiro saiu pela culatra. De quebra, ele também não conseguiu fortalecer seu Plano B para o governo do Estado, o senador Ricardo Ferraço (PMDB), que acabou tendo a imagem ofuscada nos palanques pela próprio Hartung.  Renata – Por isso mesmo, os dados da eleição deste ano vão servir para uma reflexão profunda para quem quer se reposicionar para disputa do próximo ano. Renato Casagrande saiu muito fortalecido e dependendo de sua atuação em 2013 – sobretudo na relação com os prefeitos, que a partir do próximo ano vão se tornar dependentes do governo do Estado, por causa das perdas de recursos federais –, vai conseguir consolidar sua hegemonia no Estado. Com o capital em alta, será difícil combater sua reeleição.  Nerter – Talvez seja a hora de Hartung repensar seu jeito de fazer política, que vem usando dos mesmos mecanismos desde 2002, sem entender o cenário político, que segue em franca mudança de lá para cá. Ou Hartung busca uma nova estratégia ou estará perdido. Não vai ter como ele usar o discurso empoeirado da reconstrução do Estado e do combate ao retrocesso, até porque esse discurso não cabe em relação a Casagrande.  Renata – Como bem destacou a socióloga Viviane Chaia, a grande

04/11/2012 / 0 Comments
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Brasil terá que aprimorar dados sobre capturas acidentais de tartarugas

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Os países membros da Comissão Internacional para a Conservação do Atum no Atlântico (Iccat), entre eles o Brasil, terão que aprimorar a coleta e envio de dados sobre capturas acidentais de tartarugas marinhas. O objetivo é cooperar com as demais ações e medidas de conservação das espécies. No Espírito Santo, o projeto deverá se desenvolver, sobretudo, onde estão as sete bases de conservação das espécies de tartaruga no litoral capixaba.    São eles: Itaúnas, Guriri, Pontal do Ipiranga, Povoação, Trindade, Regência e Anchieta, que são pontos monitorados pelo Projeto Taratarugas Marinhas, do ICMBio/Tamar, entre outros pontos do litoral que deverão contar com o apoio do ICMBio e do Ministério da Pesca e Aqüicultura (MPA) para colocar em prática a recomendação internacional.  Para o ICMBio, interagir com a atividade pesqueira é um grande desafio e um trabalho de alto custo. O País quer aproximar a Iccat da Convenção Interamericana de Conservação de Tartarugas Marinhas, com o objetivo de  prover a Comissão com dados e avaliações de risco ou impacto da pesca sobre as tartarugas marinhas no Atlântico, bem como cooperar com demais ações e medidas de conservação.   A decisão, com destaque para as articulações feitas pelos representantes do Ministério da Pesca, foi primordial para consolidar a posição do Brasil como um país que dedica atenção especial à causa e busca mitigar as capturas incidentais das tartarugas marinhas na pesca de atuns.   Além disso, o Projeto Tamar desenvolve pesquisas com foco nos padrões de ocorrências das espécies de tartarugas marinhas na pesca de espinhel, que inclui estimativas de capturas totais e estudos desses padrões com relação a algumas variáveis ambientais, o que deverá contribuir para a recomendação do Iccat.    Para contribuir com as iniciativas de conservação da Iccat, o Tamar  já disponibiliza dados de monitoramento a cada ano e apresenta trabalhos científicos que retratam as capturas de tartarugas nas áreas de pesca ao largo da costa brasileira.   Além disso, são realizadas análises conjuntas com pesquisadores uruguaios, uma vez que as frotas de Brasil e Uruguai pescam nas mesmas regiões e interagem com as mesmas populações de tartarugas marinhas.   A Iccat é a organização responsável pelo monitoramento e regulação das pescarias oceânicas no Atlântico. Seu principal alvo é a pesca do atum. Em defesa dessa espécie, a comissão agendou para 2013, no mês de julho, uma nova reunião, que terá objetivo de avaliar o risco ecológico dos quelônios marinhos na região.

04/11/2012 / 0 Comments
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Classe política ainda subestima poder das redes sociais

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Desde a eleição do presidente americano, Barack Obama, vem se falando na importância das redes sociais no processo eleitoral, mas quatro anos depois da investida do democrata, a classe política capixaba parece ainda não ter absorvido essa dinâmica. Embora os candidatos a prefeito tenham caprichado na construção de seus sites e na divulgação de agendas, fotos e recados, a utilização dessas ferramentas ainda foi tímida. Um destaque nesse quesito foi o candidato tucano a prefeito de Vitória, Luiz Paulo Vellozo Lucas, que em seu site, durante o primeiro turno, realizou webcomícios, debates online com os eleitores para mostrar suas propostas. Esse novo tipo de abordagem também gerou uma forma de ataque, em vez de infiltrar aliados nas atividades do candidato para tentar tumultuar, entrou em cena o papel do hacker, que tirou o primeiro programa do tucano do ar. Mas se os candidatos não intensificaram o uso da internet, os eleitores fizeram por eles. O compartilhamento de mensagens de apoio a candidatos e de mensagens negativas aos adversários de seus preferidos foi intensa, sobretudo no segundo turno. Chamou a atenção no Facebook, que além da página dos candidatos, os apoiadores usaram as redes sociais para compartilhar informação e monitorar os adversários. Essa prática fomentou a discussão e em alguns momentos os comentários ficaram agressivos entre os eleitores. Os sites dos candidatos e suas páginas nas redes sociais foram bastante interativos, mas ainda estão longe de serem a vitrine das disputas. A maioria apostou mesmo nos programas de rádio e TV e no contato direto com o eleitor. As propagandas funcionam se tiverem boa audiência, como no caso de Vitória, mas ficam limitadas aos municípios que têm retransmissoras de TV. Já as caminhadas, comícios e debates setoriais não atingem uma quantidade expressiva do eleitorado. Diante do crescimento da classe C no Brasil, e com o Espírito Santo seguindo essa tendência, o acesso à internet é cada vez mais amplo no eleitorado e poderia ter um investimento maior dos candidatos, barateando, inclusive, as campanhas. Os eleitores parecem ter percebido mais rápido que a classe política a importância das ferramentas de informação, sobretudo no debate dos números de pesquisas eleitorais e respostas a acusações sobre seus candidatos. As defesas e ataques nesse sentido tomaram conta do período eleitoral de forma espontânea. Diante desse crescimento e assimilação do eleitor dos instrumentos de comunicação novos, a expectativa é de que as próximas eleições possam trazer uma utilização cada vez mais intensa e profissionalizada das ferramentas da internet.  

04/11/2012 / 0 Comments
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Onde acaba o erro e começa a manipulação?

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  Os erros sistemáticos dos institutos de pesquisas, país afora, nas eleições 2012, motivaram o deputado federal André Figueiredo (PDT/CE) a protocolar  pedido de abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara para investigar o trabalho dessas empresas.    A insatisfação dos deputados com as pesquisas eleitorais parece geral. Tanto é que, mal o pedido foi protocolado, Figueiredo já conseguiu 54 assinaturas a mais do que as 171 necessárias para instalar a CPI, que pretende apurar se houve manipulações nos resultados das pesquisas.    No Espírito Santo, o trabalho do maior instituto de pesquisa, o Futura, foi questionado nas redes sociais e publicamente por pelo menos dois deputados: o deputado e prefeito eleito de Vitória, Luciano Rezende (PPS) e o deputado estadual do PT, Claudio Vereza.    Vereza, na primeira sessão da Assembleia após o segundo turno das eleições capixabas, subiu ao púlpito para denunciar que o Instituto Futura forjou os resultados. “Se não foi a Futura, foi o jornal [A Gazeta]. Há de se saber quem manipulou”, cobrou o deputado petista.    Luciano Rezende, embora tenha sido eleito prefeito de Vitória, também não ficou satisfeito com o trabalho do Futura. Em entrevista a Século Diário após as eleições, Rezende afirmou que o instituto vem errando com ele desde 2008 – se referindo ao pleito daquele ano, em que o Futura teria “facilitado” a vitória do então candidato à reeleição João Coser (PT); e desde ano, quando o seu adversário Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB) apareceu, na véspera das eleições, com três pontos de vantagem sobre ele.    Além das divergências nos resultados da Capital, o instituto teve pesquisas questionados em outros municípios capixabas. Com a participação mais intensa das redes sociais nessas eleições, foram recorrentes os comentários que apontavam “manipulação” dos resultados.    Os institutos que erraram suas previsões se defendem. Creditam o desencontro dos números apurados na pesquisa ante o resultado aferido nas urnas a  “fenômenos eleitorais”.    A questão é polêmica. Faltam elementos para acusar os institutos de má fé. A população acaba ficando na dúvida e não se sente completamente segura para apontar o dedo para o instituto e acusá-lo de manipulação. Em contrapartida, pouca gente tem coragem de pôr a mão no fogo para validar os dados de uma pesquisa eleitoral.    Por isso, a instalação de uma CPI é bem-vinda. A investigação seria importante para levantar elementos e apontar se há ou não manipulação de resultados.  Não se pode, no entanto, encaminhar a discussão para a extinção das pesquisas. Isso seria um retrocesso.    O caminho mais plausível talvez seja o de criar mecanismo para a regulamentação do trabalho dos institutos de pesquisa, que também não pode ser interpretado pelas empresas de comunicação como um mecanismo para cercear o direito de  expressão. Afinal, quem está trabalhando corretamente, com a consciência tranquila, não precisa temer a fiscalização.    Se não houver uma regulamentação do trabalho dos institutos, a população vai continuar “com a pulga atrás da orelha”  todas as vezes em que se deparar com uma pesquisa. E a pergunta vai permanecer no ar, como nessas eleições: “Afinal,  os erros são contingências dos fenômenos eleitorais ou de manobras premeditadas para alterar o resultado das eleições?”  

03/11/2012 / 0 Comments
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Panos quentes

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  No momento, o governador Renato Casagrande se ocupa em botar água na fervura no município da Serra, onde o prefeito eleito Audifax Barcelos (PSB), e o atual, Sérgio Vidigal (PDT), andam em pé de guerra. O sentido da sua intervenção é garantir os espaços de cada um. Faz parte da política de Casagrande manter o equilíbrio entre os partidos que apoiam o seu governo. Na Serra é para evitar o massacre do pedetista, como sequência da “surra” que ele tomou de Audifax na eleição deste ano. E o governador conhece bem o campo por  lá. Foi secretário de Vidigal e Audifax é do seu partido. Não será nada difícil para ele desarmar Audifax.     Tática Por falar em Audifax, o prefeito eleito está examinando a qualidade dos secretários dos prefeitos que perderam as eleições e selecionando-os. Praticamente, já tem escolhido o seu secretário de Saúde, seria Luiz Carlos Reblin, da gestão do prefeito de Vitória, João Coser (PT).    Perigo  O partido do governador, o PSB, cresceu mais do que o esperado. Do tamanho que ficou, ainda não tem quadros para grandes conquistas nas eleições de 2014. Para o Senado, difícil alguém com combustível necessário. O deputado federal Paulo Foletto… o limite dele é à Câmara.    Expectativa Candidato que perdeu as eleições por conta do presidente do Banco de Desenvolvimento do Estado (Bandes) e ex-prefeito de Colatina, Guerino Balestrassi, ter irrigado com grana a campanha do adversário – de um modo geral, gente do ex-governador Paulo Hartung (PMDB) -, quer saber do governador Casagrande se vai ficar por isso mesmo.    Ferro Quem tomou uma chumbada feia nas eleições foi a deputada federal Rose de Freitas, do PMDB. Do seu plantel de 38 prefeitos, só elegeu 15. Até nos seus santuários eleitorais, Venda Nova do imigrante e Santa Maria de Jetibá, tomou ferro.    Disputa Embora a eleição do novo diretório estadual do PT esteja prevista só para o ano que vem, as correntes do partido estão filiando velozmente. A do Coser já filou mais de 300 e a sindical, do Tarcísio Vargas, mais de 400. Briga boa para controle do partido.    Corrida Apesar de o Coser andar falando em disputar o Senado, o tamanho dele, pelo menos no momento, é de deputado federal, campo que vai estar congestionado. Pois também querem ser deputado federal  o vice-governador Givaldo Vieira (até outro dia cria do Coser), Helder Salomão, Iriny Lopes e Guilherme Lacerda. No caso do Guilherme, na diretoria do Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES), pode ser que não possa se candidar, mas neste caso sua corrente,  certamente,  terá outro nome: o histórico Perly Cipriano. É muito nome para pouca vaga. O PT vai fazer um, dois só por acidente, em forças de outros partidos.      Socorro  O pessoal do Coser, aliás, continua no mesmo papo de aliança com o ex-governador Paulo Hartung. O sentido agora é de colaboração. Ajudar PH a atravessar o mar revolto que tem pela frente. Ou seja: estabelecer uma relação em que haja equilíbrio de forças, já que o ex-governador, com o resultado das eleições municipais, diminuiu de tamanho. Pelo menos 30 centímetros.   Dúvida  O secretário de Estado de Planejamento, Robson Leite, continua sendo o enigma das eleições municipais. Hartunguete de carteirinha, ele atuou o tempo todo na campanha de Luciano  Rezende (PPS) – para bem ou para mal?    Esfriar O prefeito Neucimar Fraga, do PR, deu uma desaparecida. Pegou a mulher e viajou para esfriar a cabeça. Conseguirá?    PENSAMENTO: “A diferença entre uma democracia e uma ditadura consiste em que numa democracia se pode votar antes de obedecer as ordens”. Charles Bukowski

03/11/2012 / 0 Comments
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Fábrica de destruir

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Fazer guerra, matar e destruir tudo ao nosso redor são uma das mais peculiares características de nossa espécie. Cobrir as guerras tem rendido muito trabalho a fotógrafos e jornalistas, e a fotografia tem sido usada para mostrar ao público do que a humanidade é capaz quando está armada.   Robert Capa talvez tenha sido um dos mais badalados fotógrafos de guerra, porém a atividade é ainda mais antiga. O fotógrafo inglês Roger Fenton iniciou a profissão no ano de 1855, ao cobrir a Guerra da Crimeia como fotógrafo da rainha Vitória, em uma época em que carregar um canhão era mais fácil do que carregar o equipamento fotográfico. Fenton contraiu cólera e quebrou uma costela durante suas atividades, produzindo 350 imagens dos campos de batalha.    A guerra da Crimeia ficou conhecida como a primeira guerra, por introduzir o uso de tecnologias como o telégrafo e infraestrutura como ferrovias para uso militar. Também ficou conhecida como uma das mais sangrentas. Nas fotos de Fenton, por exigência da aristocracia britânica, as imagens documentam o cotidiano dos soldados fora de combate, posando para a câmera e deixando a violência de fora.   O contra-ponto de Fenton nessa guerra foi o fotógrafo do The Times, o irlandês William Russell, que trabalhou durante 22 meses consecutivos na Guerra da Crimeia, fotografando e escrevendo artigos com uma visão crítica, mostrando os horrores da guerra. Influenciada por seu trabalho, Florence Nightingale foi para a linha de frente cuidar dos soldados feridos, e sua atitude heroica deu início à enfermagem moderna.   A imagem da semana é A Guerra da Crimeia, de 1855, do fotógrafo inglês Roger Fenton.   Glauco Frizzera é fotógrafo, com mestrado em Fotografia pela Barry University. Mestrando em Business and Administration, é vencedor do prestigiado prêmio Photoshop Guru Award. Visite o site www.glaucofrizzera.com. Para entrar em contato com a coluna, envie email para: contact@glaucofrizzera.com

03/11/2012 / 0 Comments
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Arrumando a casa

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Interlocutores palacianos diziam no período pré-eleitoral, que após a disputa municipal, o governador Renato Casagrande passaria a implementar as mudanças em sua equipe a fim de atender aos anseios de sua enorme base aliada. São 16 partidos, entre eles o PMDB, de seu antecessor, essa seria uma chance para o socialista mudar o perfil de governo e fazer internamente as movimentações que garantirão a marca de sua gestão. A critica nos meios políticos está no fato de que em se chegando ao fim da primeira metade do governo Casagrande, a equipe continua dividida, com forte influência dos representantes do governo passado. Basta ver o nome que comanda uma das pastas mais importantes do ponto de vista da nova cobrança das mídias por responsabilidade governamental. A cunhada do ex-governador Paulo Hartung continua à frente da Secretaria de Transparência, uma pasta criada na gestão do ex-governador para abrigar Ângela Silvares, que era auditora geral, para fugir do nepotismo. Mas isso é o de menos, no início do governo houve, sim, problemas de comando, mas Casagrande conseguiu contornar a situação. A base, porém, reclama, quer espaço. E a cobrança vai aumentar, sobretudo, das lideranças que saíram derrotadas na disputa deste ano. Casagrande parece ter dificuldades para mexer nessas peças, basta ver a mudança de seu ex-secretário de Governo Robson Leite, que mesmo tendo trazido alguns desgastes com a classe política, não foi retirado do governo, mas transferido para a Secretaria de Planejamento. E o que dizer sobre a polêmica em torno do ex-secretário de Justiça, Ângelo Roncalli, que teve a cabeça pedida pelos deputados, mas só saiu porque pediu demissão, pelo menos é o que parece. Casagrande teve um desempenho elogiado pela classe política no período eleitoral, se estabeleceu como a principal liderança política e é reconhecido pelos integrantes de sua base. Talvez isso amenize a cobrança pelas mudanças internas, mas haverá sempre aquela insegurança pela partilha da gestão com o ex-governador. Talvez o governador esteja mergulhado demais nas questões externas, como o socorro às prefeituras no próximo ano, o que pode fortalecê-lo ainda mais. É preciso, porém, uma reflexão sobre a arrumação da casa.

03/11/2012 / 0 Comments
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Vila Velha passa a ser a única vitrine para Hartung se manter em evidência

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No saldo das eleições 2012, Vila Velha passou a ser a única vitrine para o ex-governador Paulo Hartung (PMDB) permanecer em evidência até 2014. Sem mandato, a estratégia do ex-governador é se manter “vivo” na memória do eleitor através da gestão de Rodney Miranda (DEM). Mesmo porque, a tendência é de que a chama de poder de Hartung esteja ainda mais branda nas próximas eleições.    Nas eleições deste ano, Hartung já experimentou os efeitos de ter permanecido na “planície” por quase dois anos. Ele não conseguiu ser o grande imã de votos que esperava.    Em Vitória, o candidato a prefeito Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB) despencou nas pesquisas justamente após o ex-governador ter entrado formalmente na campanha, com direito à festa no Clube Álvares Cabral. Resultado, o tucano, que era favorito, acabou sendo derrotado por Luciano Rezende (PPS).    Já em Vila Velha, Hartung saiu vitorioso com a eleição de Rodney Miranda (DEM), que apostou suas fichas no apelo do novo o no apoio do ex-governador. Mesmo porque, Rodney não tinha outro lastro político para dar sustentação à sua candidatura. Seu breve currículo na vida pública se resume a uma passagem mal-sucedida pela Secretaria de Segurança no governo Hartung e a um meio mandato (inexpressivo) na Assembleia.    Restava ao demista pegar carona no modelo de gestão “vencedor” de Hartung. Durante a campanha, Rodney prometeu replicar esse modelo “vitorioso” em Vila Velha. A ideia era fazer o eleitor acreditar que o sucesso do governo Hartung seria repetido em Vila Velha, caso o candidato do DEM chegasse à prefeitura.   Na parceria para conquistar a prefeitura de Vila Velha, tanto no período de campanha como de agora em diante, Hartung acabou recebendo mais do que doando. Em outras palavras, é Hartung que precisa mais de Rodney do que o contrário, como todo mundo imaginava.    Embora o prefeito eleito tenha se beneficiado com o uso da imagem de Hartung durante a campanha, o ex-governador também usou o palanque de Rodney para se promover.    Ainda é cedo para mensurar se a vitória de Rodney pode ser creditada ao apoio de Hartung ou ao oportunismo do demista, que soube “surfar” na onda do novo. O que se pode ter certeza é que Hartung, além de usar a administração Rodney para lustrar seu modelo de gestão, vai recorrer ao prefeito eleito para abrigar seus aliados políticos na nova administração. 

03/11/2012 / 0 Comments
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Projeto experimental vai cultivar garoupa no rio Piraquê-Mirim

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O Instituto Peroá irá trazer o cultivo da garoupa pela primeira vez ao Espírito Santo. O projeto, baseado na psicultura marinha, consiste em avaliar a viabilidade técnica e econômica do cultivo dessa espécie de peixe, identificando a melhor forma de manejo nas condições dinâmicas do rio Piraquê-Mirim, em Aracruz, norte do Estado. A iniciativa contará com o apoio da comunidade indígena do município.    A intenção é também contribuir na luta para reverter a crise devido à sobrepesca, reclamada por grande parte dos pescadores artesanais do Estado. O projeto será realizado na comunidade de Lajinha.    Apesar de o Pais conter inúmeras pesquisas voltadas para  o desenvolvimento desta cadeia produtiva, lembrou o Instituto Peroá, a grande maioria está embasada em resultados de empreendimentos de grande porte, inviabilizando a adoção dessas técnicas em cultivos de pequena escala.    A medida servirá como uma alternativa para as comunidades residentes na região, contribuindo para a preservação dos estoques nativos de peixes, para a questão comercial e social, visto que gera emprego e renda às comunidades locais.   “São poucos os trabalhos que buscam viabilizar a piscicultura marinha no contexto da agricultura familiar e gerar dados de viabilidade técnica e socioeconômica que possam pautar iniciativas de políticas públicas no incentivo ao desenvolvimento destes empreendimentos familiares, tais como linhas de crédito e programas estaduais e municipais de extensão e assistência técnica”, diz o projeto.    Com a iniciativa é possível garantir o domínio da tecnologia de produção de peixes marinhos em pequena escala por comunidades locais. O que poderá elevar a produtividade e, consequentemente, diminuir a pressão extrativista sobre os recursos, estimulando a cadeia produtiva do pescado.    Além disso, garante o Instituto, ao permitir o acesso desta tecnologia às comunidades locais, será possível evitar o desperdício de um rico conhecimento ambiental e das espécies que essas populações possuem.    Além do Instituto Peroá, propositor do projeto, atuam como parceiros da iniciativa a Associação Comunitária de Pescadores e Catadores de Caranguejo de Lajinha (Apescal), Associação de Pescadores Indígenas, Associação de Pescadores e Maricultores de Santa Cruz (Apemasc), prefeitura de Aracruz e Grupo de Pescadores de Irajá .   Segundo o Instituto, 300 garoupas juvenis chegarão ao Estado na próxima semana para o primeiro cultivo. O trabalho é desenvolvido em parceria com o Instituto de Pesca de Ubatuba, em São Paulo.  O peixe garoupa é característico por ter corpo gordo, cabeça grande com relevos e espinhas, bocarra enorme e o pedúnculo da nadadeira  caudal curto e grosso. Presente em todo litoral brasileiro, é encontrado em fundos coralinos ou rochosos, onde têm o hábito de se esconder. Muitas garoupas têm cores brilhantes e padrões de coloração muito especiais que variam em cada espécie. São peixes que podem atingir um comprimento de mais de um metro.

03/11/2012 / 0 Comments
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