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Século Diário

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Cinema: estreias da semana

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  Nesta semana, duas estréias do Cinnemark são dedicadas ao público infantil. Frankenweenie, nova produção do Tim Burton, é um remake do curta metragem homônimo de 1984. A animação em preto e branco foi toda feita em stop motion e em 3D. Frankenweenie conta a história de Victor Frankenstein, um garoto que perde seu cão num acidente de carro e tenta trazê-lo de volta a vida.   O outro filme é O Diário de Um Banana 3, adaptação da série de grande sucesso editorial infantil Diário de um Banana. Os quadrinhos são sobre as desventura de um garoto tímido na escola, porém neste terceiro filme ele está de férias e acaba e se envolve em diversas confusões.   O Cine Jardins traz o filme Oliver Sherman, primeiro filme dirigido e escrito por Ryan Redford. A trama se passa em torno de um militar veterano que se sente sozinho e desconectado do mundo. Para retornar a sua vida normal, ele resolve reencontrar um soldado que salvou sua vida durante a guerra.   ESTREIAS   Diário de Um Banana 3 (Diary of a Wimpy Kid: Dog Days, EUA, 2012, 94 min, Livre) Comédia. Dirigido por David Bowers. Com Zachary Gordon, Steve Zahn, Rachael Harris. Pela primeira vez, Greg não está na escola. Chegaram as férias de Verão e todos se divertem na rua. Enquanto Greg Heffley está enfiado em casa jogando videogames. Cinemark – Shopping Vitória: Sala 7. 13h30 – 15h40 – 18h00 – 20h10. Sexta-feira, sabado e domingo 11h20C. (DUBLADO)   Frankenweenie (Frankenweenie, EUA, 2012, 87 min, 10 anos) Animação. Dirigido por Tim Burton. Com Winona Ryder, Catherine O'Hara, Martin Short. Victor Frankenstein perde seu cão num acidente de carro e tenta trazê-lo de volta a vida. Cinemark – Shopping Vitória: Sala 3. (3D) 13h20 – 15h30 – 17h40. Sexta-feira, sábado e domingo  11h10. DUBLADO. Sala 3 (3D). 19h50 (exceto terça-feira). 22h (exceto sábado e terça-feira)   Possessão (The Possession, EUA, 2012, 92 min, 14 anos) Suspense. Dirigido por Ole Bornedal. Com Jeffrey Dean Morgan, Kyra Sedgwick, Jay Brazeau. Clyde compra uma nova casa para morar junto com sua filha, ela acaba o convencendo a comprar uma caixa misteriosa também. Ao abrir o antigo objeto, a jovem passa a ouvir vozes e, em seguida, estranhos acontecimentos começam a acontecer na casa. Cinemark – Shopping Vitória: Sala 4. 17h10 – 19h20 – 21h30. Sexta-feira e sábado 23h40   Infiéis ( Les Infidèles, França, 2012, 109 min, 16 anos) Comédia. Dirigido por Jean Dujardin, Gilles Lellouche, Emmanuelle Bercot. Com Jean Dujardin, Gilles Lellouche, Alexandra Lamy. A infidelidade masculina analisada a partir do ponto de vista de sete diretores: Michel Hazanavicius, Gilles Lellouche, Jean Dujardin, Emmanuelle Bercot, Fred Cavayé, Eric Lartigau e Alexandre Courtès. Cine Jardins – shopping Jardins. Sala 1. 21h10   O Monge (Le Moine, França/Espanha, 2012, 101 min, 12 anos) Suspense. Dirigido por Dominik Moll. Com Vincent Cassel, Déborah François, Sergi López. Uma criança é abandonada na escadaria do mosteiro dos Capuchinhos, no século XVII, na Espanha. Ela cresce seguindo os costumes dos monges e torna-se um dos mais importantes pregadores da fé. Mas sua  fama e o “poder” começa a causar a inveja entre seus pares. Cine Jardins – shopping Jardins: Sala 2. 21h15   Oliver Sherman (Oliver Sherman, Canadá, 2012, 82 min, 14 anos) Drama. Dirigido por Ryan Redford. Com Garret Dillahunt, Donal Logue, Molly Parker. Oliver é um militar veterano que se sente sozinho e desconectado do mundo. Determinado dia, ele decide iniciar a procura pelo soldado que salvou sua vida durante a guerra, Franklin. Cine Jardins – Shopping Jardin: Sala 2. 17h30

31/10/2012 / 0 Comments
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Luciano Rezende diz que Futura erra seus números desde 2008

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O prefeito eleito de Vitória, Luciano Rezende (PPS), em entrevista a Século Diário, comentou os aspectos políticos da disputa eleitoral deste ano e das articulações para garantir sua governabilidade à frente da prefeitura. Sobre os números da pesquisa do Instituto Futura, divulgadas no domingo da eleição, mostrando uma suposta virada do adversário no segundo turno, Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB), Rezende afirmou que o instituto vem errando sistematicamente seus números desde a eleição de 2008, quando disputou a eleição com o prefeito atual, João Coser (PT). Ele criticou setores da imprensa que ajudaram a criar um cenário político desfavorável à sua campanha, mas garantiu que manterá o respeito ao trabalho dos veículos de comunicação. Na entrevista, o prefeito eleito fala também da relação com a Câmara de Vitória, da composição do secretariado, do fortalecimento político do PPS no Estado, da vitória do governador Renato Casagrande no processo eleitoral, e da busca da interlocução com o governo federal.  Século Diário – O prefeito eleito disputou duas vezes a eleição. Em 2008, com o prefeito João Coser (PT), o senhor foi prejudicado pela pesquisa do Instituto Futura, que mostrava que não haveria condição de segundo turno e havia. Agora, em 2012, aconteceu o mesmo, com uma pesquisa no jornal de domingo (28), que começou a circular no dia anterior, indicando uma virada do outro candidato e com denúncias de reprodução da capa em uma outra gráfica. Como o senhor vê esse cenário? Luciano Rezende – Nós temos essa história com esse instituto, que é um dado real. Ele [Instituto Futura] erra sistematicamente os meus números desde 2008. Isso é um dado, está aí para todo mundo ver. Nós estamos fazendo a reflexão sobre esses fatos, uma reflexão muito cuidadosa. No momento é o que eu posso te dizer. – O senhor teve uma disputa muito dura. Dizia-se que seria uma eleição de apenas um turno, mas o deputado virou a eleição em primeiro e a partir do segundo turno o processo ganhou uma nova dinâmica, que em muitos momentos fugiu do debate da cidade. Qual a sua reflexão sobre a disputa eleitoral? – Primeiro, o dado real da eleição. Nós terminamos o primeiro turno com 74 mil votos e terminamos o segundo turno com quase 100 mil votos. A nossa campanha cresceu desde o primeiro dia de forma consistente. A nossa campanha conseguiu duas coisas: apresentar um programa de governo pé no chão, e eu vou cumprir 100% dele; e segundo, campanha tem que ter um fato emocional que traduza toda a racionalidade da proposta para uma linguagem que o coração perceba. Quando vimos as famílias e as crianças de Vitória cantando a música e fazendo o gesto da mudança, nós percebemos que havíamos conseguido traduzir toda campanha para um componente emocional. Eu acho que em Vitória, há muito tempo, não temos uma campanha tão bonita.   – Mas a disputa foi dura e nem sempre bonita… – Enquanto o meu concorrente [Luiz Paulo] estava na frente, eu só era elogiado, ele chegou a fazer o gesto da mudança em um debate, no colégio Salesiano, no primeiro turno, tamanho o ambiente agradável que estava. Quando nós passamos para o segundo turno, a estratégia mudou e passou à agressão e à desqualificação intensa por parte do adversário. Nós tomamos uma decisão, que hoje se mostra acertada, que foi a de não mudar nossa campanha, entramos na casa das pessoas na hora do almoço e do jantar de forma digna. Em alguns momentos foi difícil manter essa estratégia, mas as pessoas me pediam isso. Uma mãe me disse para não mudar, porque havia muitas crianças que assistiam e isso iria assustar as crianças. Então, apostamos no discurso da mudança. E as pessoas perguntam que mudança? Uma mudança radical na gestão participativa. Vamos colocar isso já na transição. A transição começa na semana que vem com oito audiências públicas nas regiões da cidade e o gabinete itinerante. Nossos técnicos, que vão ser qualificados e competentes, terão que acompanhar a população, que foi a forma como eu sempre trabalhei nas secretarias de Educação e Saúde. – Então chegamos ao ponto da discussão de seu secretariado. O PPS é um partido médio e não teria quadros suficientes para preencher todos os cargos. O senhor diz que não vai ver a coloração partidária… – Nós vamos buscar nos partidos, na sociedade e na iniciativa privada todos os quadros qualificados que nós encontrarmos. – Mas como o senhor vai lidar com a base nesse sentido? – Não há problema, porque desde o início deixamos muito claro que esse projeto tinha esse comportamento. Então, não há esse compromisso, essa cobrança de nenhum partido. Vamos, evidentemente, governar com todas as forças que pudermos. Não vamos desconsiderar os aliados, mas não será o norte da montagem de governo. O norte da montagem será a competência técnica. Temos muitos partidos aliados. Por exemplo, tivemos o apoio de nove vereadores, de 15.   – Na prática, o sistema político brasileiro não é presidencialista, e sim um regime parlamentarista, já que o Executivo depende o Legislativo para atuar. Como vai tocar a Câmara com esse projeto? – Volto a dizer, tivemos nove vereadores nos apoiando no primeiro turno, já começa por aí, eu me relaciono bem com todos os vereadores eleitos. Vamos a partir da semana que vem buscar o diálogo com todos os vereadores, no sentido de que eles entendam que a minha relação com a Câmara será de respeito institucional, até porque fui vereador por quatro mandatos e sei como incomoda um governo que não respeita e não sabe lidar com o Legislativo. Então, não vejo nenhuma dificuldade, muito pelo contrário, acredito que em pouco tempo a Câmara vai perceber que tem um prefeito que respeita a movimentação dos vereadores e vai ver o prefeito como um líder disposto a trabalhar na direção do fortalecimento das ações que vão beneficiar a população. E o vereador também participa disso. Ele atua no sentido de representar a população. Até quem tecer criticas ou posicionamentos contrários,

31/10/2012 / 0 Comments
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Prefeitos reeleitos seguem na berlinda no TSE

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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) segue analisando o recurso de dois prefeitos capixabas – Antônio da Emater (PSB), de Pinheiros e Antônio Wilson Fiorot (PSB), de Pedro Canário – contra o indeferimento do registro de candidatura para o pleito. Apesar de terem sido os mais bem votados nas urnas, os dois socialistas podem acabar seguindo o destino do colega, o atual prefeito Edson Magalhães (PPS), que teve o último recurso negado pelo plenário do TSE. Nessa semana, a ministra Nancy Andrigh rejeitou os recursos impetrados pela defesa dos prefeitos de Pedro Canário e do ex-prefeito de Mucurici, Adilson Gonçalves, o Dica (PSD). No caso de Fiorot, a relatora se manifestou pela manutenção do indeferimento da candidatura por conta da cassação do mandato do prefeito pela Câmara municipal.  Entretanto, a ministra não chegou a mencionar a suspensão do ato por decisão recente do Tribunal de Justiça do Estado (TJES), fato que pode alterar os rumos do julgamento, que também deverá ser analisado pelo plenário da mais alta corte da Justiça Eleitoral.   No processo envolvendo o ex-prefeito de Mucurici, a ministra negou o recurso, com o entendimento de que a manutenção do deferimento do registro de candidatura de Dica não deve resultar em novas eleições. Apesar do pessedista ter sido enquadrado nos dispositivos da Lei da Ficha Limpa pela existência de contas rejeitadas, o vencedor do pleito foi o candidato Doutor Osvaldo (PMDB). Já o prefeito de Pinheiros está trabalhando nos bastidores para reverter a sua situação. No último dia 22, a ministra Nancy Andrigh, que também relata este processo, acolheu o recurso do candidato derrotado Valmir Dutra Souza (PTB) contra o deferimento do registro de candidatura de Antônio da Emater.  O petebista alegou que o atual prefeito estaria disputando um terceiro mandato por ter substituído por um mês o prefeito municipal no ano de 2007. A Procuradoria Eleitoral chegou a se manifestar contra o provimento do recurso, mas a magistrada teve entendimento contrário. Nessa terça-feira (30), os advogados de Antônio da Emater tiveram uma audiência com a ministra relatora, segundo informações do andamento processual no TJES. O encontro foi solicitado pela defesa do socialista e pelo deputado federal Jorge Silva (PDT), aliado político do prefeito. Atualmente, os autos do processo estão conclusos com a relatora e também poderá ser discutido pelo plenário.  NR: Foi divulgada equivocadamente a foto do atual prefeito de Mucurici, Atanael Passos Wagmacker (PMDB), no lugar da foto do ex-prefeito Dica. A informação já foi corrigida.

31/10/2012 / 0 Comments
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Entidades cobram implantação de mecanismos de proteção da juventude

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Depois de um ano de realização da Marcha Capixaba Contra a Violência e o Extermínio de Jovens, entidades da sociedade civil consideram que não houve muitos avanços na implantação de programas de proteção a essa parcela da população. Na ocasião da marcha, o governador Renato Casagrande recebeu um documento que continha uma pauta de reivindicações dos movimentos sociais.   O Fórum Estadual da Juventude Negra (Fejunes) lembra que o documento entregue ao governador reivindicava a imediata instalação do Conselho Estadual da Juventude (Cejuve), a criação da Secretaria de Juventude, e a elaboração do Plano Estadual de Políticas Públicas para a Juventude.    O Cejuve foi regulamentado no Estado, mas ainda não foi instalado. Já a secretaria não foi criada – no lugar dela, foi criada uma gerência, sem a estrutura adequada – e a elaboração do plano também não foi iniciada.   Ainda que seja um dos estados que mais vitimam jovens, principalmente negros e de periferia, o Espírito Santo era um dos únicos do País que não tinha um Conselho de Juventude regulamento. O Estado só perde para Alagoas na taxa de homicídios de crianças e adolescentes, com 33,8 homicídios de jovens por grupo de 100 mil, contra 34,8 homicídios por 100 mil do Nordeste.    Foi também durante o governo Paulo Hartung (PMDB) que o projeto de criação do Cejuve foi aprovado pelo plenário da Assembleia Legislativa, mas vetado pelo então governador e, ao ser devolvido ao Legislativo, devido à pressão popular, o veto foi derrubado e o Conselho criado, sob a Lei Estadual n° 8.594/07.   No entanto, o Cejuve não foi instituído e ficou engavetado desde 2008, na antiga Secretaria de Trabalho, Desenvolvimento e Assistência Social (Setades), atual Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos (SEADH).      

31/10/2012 / 0 Comments
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Futuro do prefeito de VV depende do desempenho de seu sucessor

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Dos prefeitos derrotados da Grande Vitória, a situação mais delicada talvez seja a do republicano Neucimar Fraga, que comanda a prefeitura de Vila Velha. Com a vitória de Rodney Miranda (DEM) no segundo turno da disputa municipal, ele sai desgastado. Isso não significa, porém, que a derrota tenha posto um fim em suas chances de buscar um posicionamento eleitoral em 2014, já que saiu da disputa com uma votação significativa, com 97.277 votos, o que equivale a 44,37% do eleitorado do maior colégio eleitoral do Estado. Mas sua recolocação no cenário eleitoral, vai depender do desempenho de seu sucessor na prefeitura, porque sua principal base está no município de Vila Velha. Se Rodney não conseguir um bom desempenho, Neucimar pode capitalizar esse desgaste para se fortalecer em uma disputa de deputado federal. Mas para isso, precisará fazer costuras internas e externas. Internas, porque o PR projeta um cenário para 2014 com a candidatura à Câmara dos Deputados do secretário de Esportes do Estado, Vandinho Leite. Ele abriu mão da disputa na Serra, inclusive, em troca de apoio do prefeito eleito Audifax Barcelos (PSB) na próxima eleição. Externamente, Neucimar tem que buscar formas de se fortalecer, afinal, para os meios políticos, também estará disputando a Câmara o ex-prefeito Max Filho (PSDB), agora reconciliado com o ex-governador Paulo Hartung (PMDB), que por meio de Rodney tem espaço político garantido graças à ascensão do demista à prefeitura de Vila Velha. Correndo por fora e com peso nos palanques, está o deputado estadual Hércules Silveira (PMDB), com quem Neucimar pode bater de frente, caso prefira disputar uma vaga na Assembleia Legislativa. Defesa Seguindo a linha de outros colegas de plenário na sessão do Senado dessa terça-feira (30), o senador Magno Malta fez um discurso em defesa do prefeito Neucimar Fraga, dizendo que ele tem capital político para disputar o que quiser em 2014. Ele lembrou a votação de Neucimar, e destacou que o prefeito é um quadro do partido e vai contar com o apoio do PR para conquistar a capilaridade necessária para se recolocar no cenário político da eleição estadual. O discurso de Malta destoou de uma mera defesa do prefeito derrotado, pela veemência em que se referia às condições políticas do correligionário. Um reflexo da artilharia pesada dos adversários no processo eleitoral de Vila Velha e, sobretudo, de Vitória. O senador criticou a tentativa de desqualificar seu apoio político em uma campanha de criminalização do senador. Nos dois municípios, o PR esteve em palanques opostos ao dos candidatos apoiados pelo ex-governador Paulo Hartung, de quem é adversário político.  

31/10/2012 / 0 Comments
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STF nega pedido de Sueli Vidigal para trancar investigações

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O Supremo Tribunal Federal (STF) negou o pedido da deputada federal Sueli Vidigal (PDT) para o trancamento das ações eleitorais relacionadas às investigações da Operação Em Nome do Filho, deflagrada em dezembro de 2010. No início de outubro, o ministro Dias Toffoli rejeitou um habeas corpus da pedetista, que pleiteava a nulidade de todas as provas obtidas no processo. Com isso, todas as provas produzidas são válidas no inquérito policial que tramita agora no próprio Supremo.  Na decisão, o ministro considerou prejudicado o julgamento do habeas corpus, já que o mérito da análise da suposta ilicitude das provas do processo caberia ao relator do inquérito (INQ 3353), ministro Celso de Mello. “A meu ver, a matéria deve ser submetida ao crivo do eminente relator, e, se for o caso, à votação do Plenário deste Supremo Tribunal Federal”, observou Dias Toffoli.  Nos autos, a defesa da pedetista alegava que as provas obtidas pela Polícia Federal, como a quebra de sigilo telefônico e documentos apreendidos no comitê de campanha de Sueli, eram ilícitas. A tese da defesa era de que as investigações deveriam partir do STF, e não do Tribunal Regional Eleitoral (TRE/ES), como ocorreu.  “A jurisprudência norte-americana utilizou a imagem dos frutos da árvore envenenada, que comunica o seu veneno a todos os frutos. Neste caso, a teoria se aplica, na íntegra, pois certo que a prova derivada da prova ilícita também é ilícita”, sustentou a defesa.  No entanto, Dias Toffoli reforçou o entendimento de que o Supremo não é a sede adequada para apreciar o pedido de suspensão das ações de impugnação de mandato eletivo e de investigação judicial eleitoral: “Não se pode, sob nenhum aspecto, restringir a liberdade de locomoção da paciente [no caso, a Justiça Eleitoral]”.  Com a decisão, todas as provas obtidas nas ações que tramitavam no TRE/ES passam a valer também para o inquérito no STF, onde tramita desde o dia 27 de outubro do ano passado. O ministro-relator Celso de Mello já deferiu uma série de diligências no processo. A última movimentação foi registrada no último dia 10 de fevereiro, segundo informações do próprio Supremo. Os autos do inquérito contam com quatro volumes e cinco apensos.  A operação policial foi deflagrada no dia 15 de dezembro de 2010, para apurar os indícios da existência de um suposto esquema de “caixa dois” na campanha da pedetista. Na época, o Ministério Público Eleitoral no Estado (MPE/ES) chegou a pedir, sem sucesso, em caráter liminar, que a deputada federal não fosse diplomada, já que sua reeleição teria sido “resultado de fraude e engodo”.

31/10/2012 / 0 Comments
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Nova eleição para prefeito em Guarapari

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  O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) manteve o indeferimento do registro de candidatura à reeleição do prefeito de Guarapari, Edson Magalhães (PPS). Como os votos que conquistou (39.027 votos)  ultrapassam a metade dos votos válidos, o juiz eleitoral responsável pelo município poderá determinar a realização de novas eleições.    Magalhães disputou a eleição municipal de 2012 com a candidatura indeferida com recurso e não teve os votos computados no processo de apuração. Em 2006, ele era vice-prefeito e assumiu a prefeitura por um ano e oito meses devido à cassação de Antonico Gottardo. Eleito em 2008, Edson Magalhães tentou disputar a reeleição em 2012, mas foi barrado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-ES) ao entendimento de que estaria tentando um terceiro mandato.   Citando precedentes da Corte Eleitoral e do Supremo Tribunal Federal (STF), o relator do recurso no TSE, ministro Arnaldo Versiani, enfatizou que o vice-prefeito que assumir a chefia do poder Executivo em decorrência do afastamento ainda que temporário do titular, seja porque razão for, somente poderá candidatar-se ao cargo de prefeito para um único período subsequente, conforme previsto no Parágrafo 5º , do artigo 14 da Constituição Federal.   Segundo o relator, no caso julgado, o candidatado substituiu o titular no exercício do cargo de prefeito pelo período de um ano e oito meses no curso do mandato antecedente a eleição de 2008, para a qual concorreu e foi eleito.   “Portanto, o candidato já exerceu dois mandatos consecutivos de prefeito. Assim, esgotou-se para ele a oportunidade de candidatar-se a um terceiro mandato para mais um período subsequente.” O voto do relator foi acompanhado por unanimidade.

31/10/2012 / 0 Comments
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Suspensa liminar que determinava retirada dos guaranis kaiowás de suas terras

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  Foi suspensa nessa terça-feira (30) a liminar que determinava a retirada do acampamento dos índios guaranis kaiowás da Fazenda Cambará, em Mato Grosso do Sul. O anúncio foi feito pelo ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, durante reunião com líderes indígenas na Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH). De acordo com a decisão da Justiça, os cerca de 170 índios que vivem no acampamento devem permanecer no local até que a demarcação de suas terras seja definida.   A decisão da desembargadora Cecilia Mello, do Tribunal Regional da 3ª Região (TRF-3) em São Paulo, acata o recurso apresentado pela Fundação Nacional do Índio (Funai) e pelo Ministério Público Federal (MPF). O agravo de instrumento, apresentado dia 16, representava contra uma liminar anterior, favorável à manutenção de posse proposta por Osmar Luis Bonamigo, dono da fazenda.   Em seu despacho, a desembargadora considerou que “o caso dos autos reflete, de um lado, o drama dos índios integrantes da Comunidade Indígena Pyelito Kue que, assim como outros tantos silvícolas brasileiros, almejam de há muito a demarcação de suas terras. E, de outro lado, o drama não menos significativo daqueles que hoje ocupam terras supostamente indígenas que, na maioria das vezes, adquiriram a propriedade ou foram imitidos na posse de forma lícita e lá se estabeleceram”. A magistrada declara ainda que “os indígenas se encontram em situação de penúria e de falta de assistência e, em razão do vínculo que mantêm com a terra que creem ser sua, colocam a vida em risco e como escudo para a defesa de sua cultura”.   A ministra da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Maria do Rosário, que presidiu o encontro, disse que o próximo passo é agilizar o processo de estudos para demarcação da terra indígena. “Essas pessoas têm empreendido uma luta com o apoio de toda a etnia guarani kaiowá e todos os guaranis e comunidades indígenas do Brasil”, disse referindo à luta dos guaranis kaiowás e de outras etnias em Mato Grosso do Sul pela demarcação de suas terras.   A desembargadora também revogou a multa diária de R$ 500 contra a Funai por descumprimento da decisão de retirar os índios do local. A Funai argumentou no tribunal que “não detém a tutela da comunidade indígena, não influencia na sua cultura, no modo de viver e nem mesmo foi responsável pela retomada da área em conflito”. Cecilia Mell diz também que a Funai deve adotar todas as “providências no sentido de intensificar os trabalhos e concluir o procedimento administrativo de delimitação e demarcação de terras”. Também autoriza que outros órgãos governamentais possam ter acesso ao acampamento para prestar assistência aos índios.   Durante a reunião, José Eduardo Cardozo anunciou que já tomou várias medidas para assegurar melhores condições para os índio. Ele destacou o reforço no contingente da Força Nacional e da Polícia Federal para garantir a segurança no local, e que solicitou que a Funai agilize o processo de demarcação de terras.   O ministro disse que em até 30 dias será apresentado o relatório final definindo se a área reivindicada pelos índios. “Nós vamos aprovar dentro de 30 dias. Falta apenas a questão do levantamento fundiário para que o processo possa ser aprovado”. Apesar disso, o ministro reconheceu que o processo de demarcação das terras indígenas ainda deve demorar. “A questão da demarcação de terras indígenas é extremamente conflituosa. Nós temos decisões liminares que interrompem o processo. É difícil estimar um tempo para o próximo passo”, ressaltou.   Com informações da Agência Brasil

31/10/2012 / 0 Comments
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Internet 2.0

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  Ficamos sabendo de duas novidades da Internet em relação à imprensa de um modo em geral. Primeiro que, baseado numa pesquisa, 80% dos jornalistas usam as redes sociais para obter informações.   O Twitter é o responsável por 19,3% da procura, seguido pelo Facebook com 18,7%. Já os blogs são raramente utilizados. Na realidade, prova que todo cidadão que tem um computador em casa, circula uma ou mais vezes por dia na Internet, sendo ele influente ou apenas passivo.   Isso quer dizer que para os jornalistas em geral, olhar as redes sociais não é um vício e sim uma obrigação profissional.   Outra informação foi a de que jornalistas, em uma totalidade de 85%, já estão preferindo coletivas on-line. Uma pesquisa mostra um estudo de percepção do jornalista em relação a coletivas e revela que, dentre aqueles que aprovam 33,2% afirmam que o modo online facilita a participação.   Outro dado importante aponta que essa opção é vista por quase 20% dos entrevistados como uma maneira de democratizar o acesso à informação e obter mais audiência. Mas outros 33% acreditam além, que é uma forma ágil de se comunicar com o profissional.   Para que o leitor fique sabendo como funciona o jornalista, ou seja, parte dele, em média, um jornalista ativo recebe sete a oito convites de coletiva durante 30 dias. Uma média de dois a três convites são aceitos. Já os editores recebem aproximadamente 10 convites, sendo que apenas três são geralmente aceitos.   Frente ao que foi mostrado aqui, a internet virou definitivamente material completo para jornalistas de todo o planeta… Mas tem uns ainda que nem tocam em computador.   PARABÓLICAS   Neko Ferreira foi o animador do programa político de rádio do candidato a prefeito de Vila Velha Rodney Miranda.   Luis Claudio Silva cuidando de sua FM Praia da Costa, com programação variada. O Facebook é a fonte de comunicação   Quem nos deixou foi o companheiro Jonas Conti, narrador esportivo que estava em Belo Horizonte   Jairo Maia recebeu amigos e familiares para celebrar o casamento do caçula da família, Eduardo   MENSAGEM FINAL   O político voluntarista faz enorme sucesso nos períodos de crise, quando o desânimo e a desesperança dominam a consciência das pessoas. Herbert José

30/10/2012 / 0 Comments
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Quando não dói no bolso

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  No Brasil, infelizmente, boa parte da população só obedece às leis se houver ameaça iminente ao bolso. Se a obediência a uma lei depender apenas do bom senso, da prática cidadão, dificilmente ela será cumprida. Dependendo do tamanho do risco e do valor da multa, existe muita gente disposta a arriscar. Pronta para infracionar.    São inúmeros os exemplos que presenciamos todos os dias desse crônico desvio de conduta que envergonha a alguns de nós. É o motorista que insiste em tomar a vaga de estacionamento reservada ao idoso; o apressadinho que fura o sinal e põe vidas em risco; o empresário ganancioso que insiste em burlar o fisco para aumentar os lucros; e por aí vai…   Se o infrator souber que aquela determinada lei não prevê multa, mas apenas uma advertência, o cumprimento à legislação se torna ainda mais abusivo, porque passará a depender unicamente do senso de cada um.    O serviço de fornecimento de alimentação para os internos do sistema prisional capixaba, há anos funciona dentro dessa lógica nefasta, que diz que o “mundo pertence aos espertos”.    Há anos, três ou quatro empresas dominam o fornecimento de marmitex para as unidades prisionais. As empresas oferecem uma alimentação de baixíssima qualidade, porque sabem que o usuário final do serviço, o interno, não tem a quem se queixar da péssima comida que é servida.    Para uma denúncia chegar a alguma entidade social ou órgão de defesa de direitos, pode demorar meses ou até anos. Se chegar, depois da denúncia ser encaminhada à Secretaria de Justiça, irá levar um bom tempo para algum servidor tomar uma ação e averiguar a denúncia.    Ainda assim, muito tempo depois, tão grave e crônica é a situação, uma nutricionista do Estado é capaz de constatar que determinada empresa realmente está fornecimento alimentos de baixa qualidade aos internos, portanto, desobedecendo às regras do contrato que regula a prestação do serviço.   Para a irregularidade ser publicada no Diário Oficial do Estado, como aconteceu nesta terça-feira (30), deve ter percorrido todo esse caminho. Para a denúncia surtir efeito, é preciso que muitas variáveis conspirem a favor dos presos que, enquanto isso, são obrigados a consumir uma comida que deveria ser vetada ao consumo humano ou mesmo animal.    Pois bem, o DIO-ES de hoje (30) publica que a Viesa Alimentação Ltda ME foi multada em R$ 152 por ter descumprido o contrato de fornecimento de alimentação para o Centro de Detenção Provisória (CDP) da Serra. O valor é simplesmente irrisório diante do montante do contrato, que rompe a casa dos R$ 120 mil mensais. Para ser mais exato, os R$ 152 representam 0,12% do valor mensal do contrato.    É claro que a empresa não está preocupada com a multa. Na cabeça dos empresários, compensa continuar fornecendo uma alimentação de baixa qualidade aos presos, pois é justamente na compra desses produtos, considerados refugos, que o lucro é garantido.    A empresa sabe que pode administrar as advertências e multas antes de permitir que o contrato seja cancelado. O empresário sabe também que as multas recorrentes ou mesmo o cancelamento de um contrato – algo muito raro de ocorrer – não se estende a outros contratos que a empresa mantém com o Estado.    Se a fiscalização fosse rigorosa, as multas realmente pesadas e a quebra do contrato redundasse em punição severa à empresa, com certeza haveria uma melhora substancial na qualidade da alimentação que é oferecida aos presos. Estamos falando de marmitex, mas a regra se aplica a diversos outros produtos e serviços que são fornecidos diariamente ao poder público. 

30/10/2012 / 0 Comments
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