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Século Diário

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Imagem mais próxima do eleitor ajudou a eleger Nozinho Correa

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A mudança de impressão do eleitorado em relação ao candidato Nozinho Correa (PDT) em Linhares (norte do Estado) foi o segredo do sucesso da empresa de marketing político que cuidou da campanha do pedetista, contra a forte candidatura à reeleição do atual prefeito Guerino Zanon (PMDB). A Brand Marketing e Pesquisa conseguiu desconstruir a imagem de um “coronel” já enraizada na população do município e convencer o eleitor de que o candidato é um administrador de sucesso, sem ter esquecido a origem humilde. Em entrevista a Século Diário neste fim de semana, o consultor de marketing político Helder Tabosa Delfino explica as estratégias usadas na campanha de Nozinho Correa, que fizeram com que ele vencesse a difícil disputa em Linhares. Com três minutos de tempo de TV contra 16 do atual prefeito, o candidato conseguiu mostrar que por trás da imagem de durão havia um administrador com competência para gerir a cidade. O consultor explica as estratégias de acompanhamento estatístico e a busca de uma imagem do candidato que trouxesse identificação com o eleitorado. Mas alerta, isso só foi possível porque o candidato tinha algo a oferecer à população. Nozinho, segundo Helder, realmente tem um projeto de governo voltado para as políticas públicas que atendam às necessidades da população linharense. Na entrevista que vai ao ar neste sábado (20), o consultor fala sobre o debate e a preparação do candidato para o encontro, o comício que reuniu 10 mil pessoas em um bairro do município, e o tão falado “HH”, lançado por Nozinho na reta final da campanha.

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Filmes em cartaz

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Programação dos cinemas de Vila Velha, Vitória e Guarapari de 19 a 25 de outubro. Cine Ritz – Shopping Norte-Sul fechou para reforma. A reabertura deve acontecer entre dezembro e janeiro.   ESTREIAS   Corações Sujos ( Idem, Brasil, 2011, 107 min, 14 anos) Drama. Direção de Vicente Amorim. Com Eduardo Moscovis, Tsoyoshi Ihara, Takako Tokiwa, Eiji Okuda, Shun Sugata, Kimiko Yo, Celine Fukumoto.  Inspirado em fatos reais, o filme mostra as transformações que imigrantes japoneses sofrem no Brasil após a segunda guerra mundial. Cine Jardins – Shopping Jardins: Sala 1. 19h.    E Se Vivêssemos todos Juntos? (Et Si On Vivait Tous Ensemble?, França/Alemanha, 2011, 96 min, 14 anos)  Comédia/Drama. Direção de Stéphane Robelin. Com Jane Fonda, Pierre Richard, Geraldine Chaplin, Claude Rich,Guy Bedos, Daniel Brühl. Cinco amigos com a saúde debilitada resolvem morar juntos em um asilo. Cine Jardins – Shopping Jardins: Sala 2. 19h10m.   Tudo o que desejamos (Toutes nos Envies, França, 2011, 120 min, 12 anos) Drama. Direção de Philippe Lioret. Com Vincent Lindon, Marie Gillain, Amandine Dewasmes, Yannick Renier, Pascale Arbillot. Claire ( Marie Gillain), uma jovem juíza do tribunal de Lyon, conhece Stéphane (Vincent Lindon), juiz veterano e desencantado com a profissão. Desse encontro, um forte laço nasce entre eles. Cine Metrópolis: 18h50, 21h.    Atividade Paranormal 4 (Paranormal Activity 4, EUA, 2012, 89 min, 16 anos) Suspense. Direção de Henry Joost e Ariel Schulman. Com Katie Featherston, Kathryn Newton, Matt Shively. Cinco anos depois do desaparecimento de Katie e Hunter, uma família começa a testemunhar estranhos eventos quando uma mulher e uma criança misteriosa se mudam para a vizinhança. Cinemark – Shopping Vitória: Sala 5. 14h30, 16h40, 18h50, 21h00. Sábado e domingo 12h10. Sexta-feira e sábado 23h20    SESSÃO CULT   Na Estrada (On The Road, Brasil/França, 2011, 16 anos, 137 minutos) Aventura. Direção de Walter Salles. Com Kristen Stewart, Sam Riley, Garrett Hedlund, Kirsten Dunst. Adaptação do clássico homônimo de Jack Kerouac sobre dois amigos que cruzam os Estados Unidos. Cinemark – Shopping Vitória: Sala 2. Terça e quinta-feira 19h20.   CONTINUAÇÃO   A Entidade (Sinister, EUA, 2012, 110 minutos, 14 anos) Horror. Direção de Scott Derrickson. Com Ethan Hawke, Vincent D’Onofrio, James Ransone, Fred Dalton Thompson. Pedaços de vídeos ajudam um romancista a desvendar como e por que uma família foi assassinada em sua nova casa, mas as descobertas colocam em perigo sua família.  Cinemark – Shopping Vitória: Sala 3. 20h, 22h.   Até que a Sorte nos Separe (Idem, Brasil, 2012, 100 minutos, 12 anos) Comédia. Direção de Roberto Santucci. Com Leandro Hassum, Danielle Winitz, Ailton Graça, Kiko Mascarenhas. Tino, um pai de família de classe media, vê sua vida e, especialmente, seu casamento, completamente transformados após ganhar na loteria e perder toda a fortuna.  Cine Kinoplex – Shopping Praia da Costa: Sala 3. 15h, 17h10, 19h20, 21h30. Sala 5 14h, 16h10, 18h20, 20h30 Cinemark – Shopping Vitória: Sala 1. 13h40h, 16h, 18h20, 20h40. Sábado e domingo também 11h20. Sexta e sábado também 23h. Sala 8. 12h40, 15h, 17h20, 19h40, 22h.   Busca Implacável 2 (Taken 2, França, 2012, 91 minutos, 14 anos) Ação. Direção de Olivier Magaton. Com Liam Neeson, Maggie Grace, Famke Janssen. Um agente da CIA aposentado volta à ativa durante viagem a Istambul depois que sua família é ameaçada.  Cine Kinoplex – Shopping Praia da Costa: Sala 6. 14h40, 17h, 19h, 21h20. DUBLADO. Cinemark – Shopping Vitória: Sala 2. 14h45, 17h05, 19h20, 22h15. Sábado e domingo também 12h20. Sexta e sábado também 00h25.     Os Infratores (Lawless, EUA, 2012, 100 minutos, 16 anos) Drama. Direção de John Hillcoat. Com Tom Hardy, Jessica Chastain, Gary Oldman, Shia LaBeouf, Guy Pierce, Mia Wasikowska. Durante a Depressão, uma gangue é ameaçada de ter seus lucros cortados pelas autoridades.  Cinemark – Shopping Vitória: Sala 4. 22h25   Violeta Foi Para o Céu (Violeta se fue a los cielos, Chile/Argentina/Brasil, 2011, 110 minutos, 12 anos) Drama. Direção de Andrés Wood. Com Francisca Gavilán, Thomas Durand, Christian Quevedo. Um retrato da famosa cantora chilena Violeta Parra, apresentando seus trabalhos, memórias, amores e esperanças.  Cine Jardins – Shopping Jardins: Sala 1. 17h.   Polissia (Polisse, França, 2011, 127 minutos, 14 anos) Drama. Direção de Maïwenn. Com Karin Viard, Marina Foïs, Nicolas Duvauchelle, Maïwenn. Uma jornalista policial é enviada para fazer uma matéria sobre a divisão de proteção de menores da polícia, mas acaba tendo um caso com um dos personagens da história.  Cine Jardins – Shopping Jardins: Sala 2. 18h55.   Procurando Nemo 3D (Finding Nemo 3D, EUA, 2012, 100 MINUTOS, Livre) Animação. Direção de Andrew Stanton e Lee Unkrich. Relançamento em 3D do filme vencedor de quatro Oscar em 2004, incluindo melhor filme de animação.  Cinemark – Shopping Vitória: Sala 3 (3D). 12h50, 15h10. DUBLADO.   Hotel Transilvânia (Hotel Transylvania, EUA, 2011, 91 minutos, Livre) Animação. Direção de Genndy Tartakovsky. Jonathan, um jovem viajante, descobre em plena Transilvânia um hotel de luxo povoado pelos maiores monstros da ficção, administrado pelo próprio Drácula, e acaba se apaixonando pela filha adolescente do vampiro.  Cine Kinoplex – Shopping Praia da Costa: Sala 7. 14h30, 16h40, 18h50, 21h. DUBLADO.  Cinemark – Shopping Vitória: Sala 4. 13h30, 15h45, 18h, 2oh10. Sábado e domingo 11h. DUBLADO. Sala 6 (3D). 14h40, 16h50, 19h, 21h10. DUBLADO. Sábado e domingo também 12h30. DUBLADO. Sexta e sábado também 23h30. DUBLADO. Cine Ritz Guarapari: Sala 3. 16h30, 19h00, 21h10. 3D DUBLADO   TED (TED, EUA, 2012, 106 minutos, 16 anos) Comédia. Direção de Seth Macfarlane. Com Mila Kunis, Mark Wahlberg, Giovanni Ribisi. A história de um homem e seu ursinho de pelúcia que ganha vida por causa de um desejo de infância.  Cine Kinoplex – Shopping Praia da Costa: Sala 2. 14h, 16h20, 18h40, 21h.  Cinemark – Shopping Vitória: Sala 7. 13h, 15h25, 18h10, 21h30. Sexta e sábado também 23h50.    Intocáveis (Intouchables, França, 2011, 112 minutos, 14 anos) Comédia. Direção de Olivier Nakache e Eric Toledano. Com François Cluzet, Omar Sy. Sinopse: Aristocrata rico, que fica paraplégico em acidente, contrata jovem problemático como assistente.  Cinemark – Shopping Vitória: Sala

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Philippe Lioret volta a abordar tema controverso no cinema

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  No elogiado Bem-Vindo (2009), Philippe Lioret tratou a questão dos imigrantes ilegais na França com sensibilidade e humanismo. O diretor francês volta a questionar temas políticos em Tudo o Que Desejamos, filme que entra em cartaz no Cine Metrópolis esta sexta-feira (19).   A jovem juíza Claire (Marie Gillain) está trabalhando em um caso que envolve sua amiga Céline (Amandine Dewasmes), que está sendo processada por não pagar suas dívidas. Claire resolve defender a amiga e lutar juridicamente contra as instituições financeiras que emprestam dinheiro a juros altíssimos sem informar devidamente o cliente.     No meio de toda essa confusão, Claire descobre que tem um tumor no cérebro e que não lhe resta muito tempo de vida, confusa e com medo ela resolve não contar sobre sua doença ao seu marido e filha. Tudo o Que Desejamos também questiona os direitos do pacientes, se ele pode escolher se submeter ou não a tratamentos agressivos, que muitas vezes são evasivos.   Na história, Claire acaba encontrando conforto com um colega de profissão, o desencantado e veterano juiz Stéphane (Vincent Lindon). Desse encontro, nasce um forte laço entre eles e uma urgência de viver a vida intensamente. Com sensibilidade, o diretor contribui para que questões importantes sejam debatidas.   Serviço    Tudo o que desejamos (Toutes nos Envies, França, 2011, 120 min, 12 anos)  Cine Metrópolis: 18h50, 21h.

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Corações Sujos é baseado em livro de Fernando Moraes

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  No interior de São Paulo, logo após da Segunda Guerra Mundial, uma colônia japonesa não admitia que o Japão tivesse perdido a guerra. Afastados do resto da comunidade e dos meios de comunicação, por causa da língua, os imigrantes que acreditassem na derrota do país eram mortos por desrespeitarem o imperador.   Partindo das poucas investigações sobre os assassinatos que tiveram na época, Fernando Morais, mesmo autor de Olga (1985) escreveu o livro Corações Sujos (2000). Inspirado nesta obra, o diretor Vicente Amorim, produziu o filme hormônio que estreia esta sexta-feira (19) no Cine Jardins.     O drama conta a história do imigrante japonês Takahashi (Tsuyoshi Ihara), um fotografo casado com uma professora, Miyuki (Takako Tokiwa). Ele se torna um membro do Shindô Renmei, organização que mata aqueles que são chamados de corações sujos, ou seja, os imigrantes que não acreditam na vitória do Japão. A missão de Takahashi é assassinar esses “traidores”.   Segundo alguns relatos, 23 imigrantes japoneses foram assassinados no Brasil entre 1946 e 1947, devido ao desentendimento entre quem ganhara a guerra. Vicente Amorin dirigi seu filme contrastando essa violência com momento de delicadeza e rotineiros da vida dos japoneses.   Serviço   Corações Sujos ( Idem, Brasil, 2011, 107 min, 14 anos)  Cine Jardins – Shopping Jardins: Sala 1. 19h.

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Transparência ofuscada

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  Quem ouve os discursos dos candidatos que disputam o segundo turno das eleições capixabas, juraria de pés juntos que os seis candidatos, sem exceção, são adeptos à onda do novo. Inspirados nos bons resultados que o apelo do novo proporcionou no primeiro turno das eleições, ninguém, principalmente neste momento decisivo, quer ser associado a práticas retrógadas. Todo mundo quer receber o rótulo do “novo”.    Entretanto, quando o assunto é transparência, alguns candidatos têm se mostrado um tanto conservadores. Apesar de a Lei de Acesso à Informação ser uma das conquistas mais recentes da democracia brasileira, os candidatos não parecem muito dispostos a tratar com transparência um dos assuntos mais embaraçosos em ano eleitoral: o financiamento de campanha.    De acordo com reportagem publicada nesta quinta-feira (18) por Século Diário, as prestações de contas parciais apresentadas pelos candidatos que disputam o segundo turno em três municípios da Grande Vitória, deixaram a desejar no quesito transparência.    Os dois candidatos que concorrem à prefeitura da Capital, Luiz Paulo (PSDB) e Luciano Rezende (PPS), e o que disputa a prefeitura de Vila Velha, Rodney Miranda (DEM), usaram uma estratégia legal, mas, digamos, pouco “moderna”, já que os candidatos em questão se dizem inovadores”.    As prestações de contas dos três candidatos indicam que boa parte dos recursos de campanha veio de fontes partidárias. Em outras palavras, o eleitor não tem como saber quem são os verdadeiros financiadores de campanha do candidato.    Ao “esconder” a informação, o candidato impõe que o eleitor vote no escuro, sem saber os interesses que estão por trás daquele candidato.    O juiz Márlon Reis, um dos idealizadores da Lei da Ficha Limpa, em entrevista ao jornal paulista Folha de S. Paulo, disse que a prática adotada por candidatos de Norte a Sul do País nestas eleições, chega a ser uma violação aos direitos humanos.    O juiz afirma que essa é uma maneira de ocultar o nome dos doadores, que por algum motivo precisam ser preservados. Márlon lembrou que a Constituição da República já estabelece o princípio da publicidade.   Além de ocultar os dados dos patrocinadores de campanha, o juiz chama a atenção para o fato de a prestação de contas final só acontecer após as eleições. Para o juiz maranhense, a prestação de contas deveria ser em tempo real. Ou seja, os eleitores deveriam conhecer os financiadores de campanha de cada um dos candidatos antes de ir para a urna.   O magistrado está coberto de razão. Se partidos e candidatos quisessem levar a transparência para as campanhas, seria até fácil. A tecnologia permite que os candidatos informem sobre a entrada e saída dos recursos de campanha quase que imediatamente.    A questão da temporalidade acaba sendo outra aliada de partidos e candidatos que querem ou precisam, pelo menos por hora, manter o sigilo dos patrocinadores de campanha.    Ainda na entrevista à Folha, o juiz adverte: “Ora, o candidato apresenta uma prestação de contas dizendo que recebeu o dinheiro do partido político. Mas não diz de quem o partido político recebeu. E aí é uma válvula, é um caminho pelo qual se abre espaço para o que se chama de doação oculta”, alerta Márlon.    O juiz ainda dá um recado aos candidatos avessos à transparência: “Uma democracia não combina com obscuridade”. 

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Cercando território

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  Muitos números ainda podem surgir, mas a segunda parcial das doações de campanha aos candidatos da eleição deste ano no Estado já revela a presença da sempre líder em molhar a mão dos políticos e depois ser altamente recompensada, a empresa Aracruz Celulose (Fibria). Com seu centro financeiro transferido para São Paulo, a previsão era de que os valores fossem tímidos, assim como o número de candidatos “adotados”, o que até agora se confirma. Por enquanto, a Aracruz já ajudou a eleger Audifax Barcelos na Serra e Claumir Zamprogno em Santa Teresa, e a reeleger Amadeu Boroto em São Mateus, todos do PSB. Já perdeu um soldado em Vila Velha, o ex-prefeito Max Filho (PSDB), mas ainda se mantém viva com Rodney Miranda (DEM), e está no segundo turno em Vitória, com Luciano Rezende (PPS) e Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB). Todos receberam R$ 50 mil da poluidora, quantia que ainda pode se multiplicar. A velha prática adotada pela Aracruz é um cala-te boca na classe política do Estado. E funciona muitíssimo bem. Uma mão lava a outra.      Durou nada Chama atenção em especial o caso de Audifax. O deputado federal que a partir do próximo ano assume a prefeitura da Serra foi o único da bancada capixaba a votar contra os interesses da Aracruz e dos ruralistas durante a tramitação do novo Código Florestal. Recebeu elogios por isso. Mas já se rendeu.    Mesmo barco No seu lugar na Câmara vai ficar o megaempresário Camilo Cola (PMDB), que não causa qualquer incômodo aos projetos poluidores. Vai fazer as honras da casa.    Fecha junto Já Amadeu Boroto é conhecido por seus atos contrários aos interesses dos quilombolas em São Mateus, na luta pela recuperação do território ocupado e explorado pela Aracruz. Mais ainda, por suas ligações com o Movimento Paz no Campo (MPC), criado por grandes proprietários de terras no norte do Estado, para acabar com os processos de reconhecimento das terras tradicionais. Reza a mesma cartilha da Aracruz, e não é de hoje.    Fecha junto II Interessante é que a empresa que é acostumada a só apostar em candidatos com chances de vitória, surpreendeu ao financiar, no mesmo valor, a campanha do candidato derrotado no município, o ex-deputado estadual Paulo Roberto. Mas tem motivo. Trata-se de uma outra “paga” pelos serviços prestados por ele quando estava na Assembleia e liderou campanha também em favor do MPC e contra os quilombolas. A empresa já havia ajudado Paulo Roberto antes. Ele entrou para o Legislativo com o maior valor recebido por ela entre os deputados, R$ 110 mil.   Fecha junto III O que se repetiu em Aracruz, onde a empresa tem sua sede. O vice-prefeito Jones Cavaglieri (PSB) não tinha a menor chance de bater seu adversário, o deputado estadual Marcelo Coelho (PMDB), mas foi agraciado. Jones é parceiro de longa data da empresa e quando assumiu o município interinamente andou mexendo uns pauzinhos na direção dos interesses empresariais. Por isso, a Aracruz até aumentou o valor da doação, em comparação com outras tentativas eleitorais frustradas de Cavaglieri.    Fecha junto IV A graça no município de Santa Teresa igualmente tem objetivo certeiro. Depois de não ter mais para onde se expandir com suas plantações de eucalipto no norte e noroeste do Estado, a empresa partiu para a região sul e serrana, onde encontrou amplo apoio dos prefeitos. O campo continuará favorável com Claumir Zamprogno.    Repeteco Sobre a disputa em Vitória, Luiz Paulo é parceiro antigo da empresa e já protagonizou episódios públicos de ataque a índios, quilombolas e Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Em sua campanha ao governo em 2010, ele levou R$ 180 mil da Aracruz. Já Luciano Rezende (PPS), na disputa à Assembleia, ficou com R$ 30 mil.    Fechou o cofre No bolo total, a empresa investiu R$ 400 mil na eleição no Estado, até agora. No país, R$ 845 mil, bem menos do que na última eleição somente no Estado, quando a empresa compareceu com R$ 1.570.000,00, em campanhas de 26 candidatos. Se vem mais coisa por ai, é o que veremos.   140 toques “A coisa está feia: criação de empregos formais caiu 28% entre setembro de 2012 e 2011. É preciso mais investimentos públicos e privados para aquecer a economia”. (Senador Ricardo Ferraço – PMDB – no Twitter).   PENSAMENTO: “Deus não está ao lado dos maiores batalhões, mas de quem atira melhor”. Voltaire 

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Entidades estudam contestar Código Florestal no STF

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  Embora alguns parlamentares da bancada ruralistas tenham reagido com insatisfação aos nove vetos da presidente Dilma Rousseff à Medida Provisória que altera o Código Florestal aprovada no Congresso Nacional, as alterações não garantem a proteção das florestas. Para as principais entidades ambientalistas que acompanham o processo, está consolidado o retrocesso na legislação ambiental e o favorecimento aos grandes proprietários rurais do país. Elas estudam encaminhar ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma ação direta de inconstitucionalidade.    Dilma contrariou sua promessa de campanha e manteve a anistia aos desmatadores, além de liberá-los de recompor a área. Também ficam desprotegidos e ameaçados as reservas legais, encostas, matas ciliares e os mangues.  Na avaliação de ambientalistas, o saldo é negativo. O governo substituiu uma das legislações florestais mais modernas do mundo por um Código mais agrícola que ambiental, já que as mudanças resolvem predominantemente dívidas e passivos de produtores.    A Fundação SOS Mata Atlântica considera a conclusão do processo um fiasco. Para a entidade, o Brasil esperava da presidente uma postura mais corajosa e ambiciosa. “Ao invés de demonstrar um protagonismo maior no processo de alteração da legislação ambiental e, agora, na sanção da MP, a presidenta preferiu trair a confiança de seus eleitores e não cumprir com o compromisso assumido em 2010, de não aceitar mais retrocessos na proteção ambiental”.    Já a WWF-Brasil pontuou que o texto é confuso e cheio de imprecisões conceituais, o que tornará a aplicação do Código complexa ou impossível. Ao contrário do que afirmam os ruralistas, a entidade afirma que a lei promoverá insegurança jurídica no campo, bem como inúmeros entraves para a conservação ambiental e para a sociedade como um todo.   “Como o governo federal não vetou na íntegra o projeto aprovado no Congresso no fim de abril, vem permitindo o mais contundente retrocesso da área ambiental da história brasileira, pois a legislação agora aprovada pelo Congresso é radicalmente inferior ao Código Florestal de 1934, desenhado há cerca de 80 anos”, ressaltou o superintendente de Políticas Públicas da WWF, Jean Timmers.   Compartilhando da mesma opinião, o Greenpeace ressalta que a legislação virou uma colcha de retalhos em que o agronegócio, não a floresta, é a questão central. “Apesar dos avisos de cientistas e estudiosos sobre o assunto, e da clara oposição de vários e diferentes setores da sociedade, Dilma escolheu o caminho do retrocesso ruralista. Durante todo o processo de desmonte da lei ambiental, o governo foi omisso ou conivente com a proposta do que existe de mais atrasado no agronegócio brasileiro”, disse Marcio Astrini, da campanha Amazônia. Um presidente da República legislar por decreto, para as entidades, é ato inconstitucional.  Dilma enumerou os motivos para os vetos ao Projeto de Lei de Conversão 21, da MP 571/12, em mensagem enviada ao presidente do Congresso Nacional, senador José Sarney (PMDB-AP). A questão foi motivo de polêmica nesta quinta-feira (18), entre parlamentares do agronegócio das bancadas da Câmara e do Senado. Sarney, entretanto, descartou a possibilidade de colocar os vetos para a análise do Congresso e acrescentou que existem mais de mil vetos aguardando apreciação. Vetos   O decreto com os noves vetos da presidente Dilma foi publicado nesta quinta-feira (18) no Diário Oficial da União. O principal deles retira do texto a flexibilização para a recuperação de Áreas de Preservação Permanente (APPs) nas margens de rios.   A chamada regra da “escadinha”, que prevê obrigações de recuperação maiores para grandes proprietários rurais, foi devolvida à lei por decreto presidencial. Os produtores rurais terão que recompor entre 5 e 100 metros de vegetação nativa das APPs nas margens dos rios, dependendo do tamanho da propriedade e da largura dos rios que cortam os imóveis rurais.   A presidente excluiu do texto o trecho incluído pelos parlamentares que permitiria a recuperação de cinco metros de APP em tornos de rios intermitentes de até dois metros de largura para qualquer tamanho de propriedade.   Também foi vetada a possibilidade de recomposição de APPs com monocultura de espécies frutíferas exóticas, como laranja e maçã.   O decreto traz ainda normas gerais aos Programas de Regularização Ambiental (PRA) e define como será o funcionamento do Cadastro Ambiental Rural (CAR).

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Neucimar e Rodney sobem o tom das críticas e debate tem momentos ásperos

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O debate entre os candidatos a prefeito de Vila Velha, Neucimar Fraga (PR) e Rodney Miranda (DEM), promovido pela Rádio Vitória, na tarde desta quinta-feira (18), foi marcado pela troca de acusações. Ambos acabaram usando pouco tempo do debate (uma hora de duração) para discutir os problemas da cidade.    Rodney, apesar do tom de voz “macio”, chamou Neucimar diversas vezes de mentiroso e incompetente. O atual prefeito centrou suas críticas na gestão do candidato do DEM à frente da Secretaria de Segurança. O republicano recordou aos eleitores os índices de homicídio da gestão Rodney e também o chamou de incompetente.    Mas foi Rodney que acabou sendo punido pelos organizadores do debate, que concederam direito de resposta ao candidato do PR, que se sentiu ofendido por uma acusação de Rodney.   O candidato do DEM disse que a prefeitura estava inadimplente com os fornecedores desde agosto deste ano, e que os empresários o procuraram para dizer que o prefeito estava condicionando o pagamento das faturas ao apoio de campanha.    Neucimar negou. Afirmou que os pagamentos estavam em dia e recomendou que Rodney levasse a denúncia ao Ministério Público. Em tempo real, conforme previsto pelos organizadores do debate, a assessoria de Neucimar pediu direito de resposta sobre a acusação de Rodney, que foi concedido.    Neucimar afirmou a Rodney que tem 13 anos de vida pública e que não responde a nenhuma ação de improbidade. Acrescentou ainda que as contas da prefeitura estavam abertas no portal da transparência para quem quisesse conferir.    Quando debate ficou mais centrado em temas relacionados à cidade, Neucimar mostrou mais desenvoltura para apresentar os dados de sua gestão, na tentativa de convencer o eleitorado canela-verde que tem feito um bom governo.    A cada resposta de Neucimar, porém, Rodney desqualificava os dados apresentados pelo republicano e repetia que a informação não era verdadeira. “O senhor está acostumado a mentir”, disse Rodney após uma das respostas. Neucimar, com os números na ponta da língua, procurava mostrar ao eleitor que seu adversário era inexperiente.    No terceiro e último bloco do debate, quando as perguntas entre os candidatos eram livres, Neucimar perguntou quais eram os planos de Rodney para o “EI”, assim mesmo, se referindo à sigla.    Rodney ficou irritado com a pergunta e disse que Neucimar estava querendo aplicar uma “pegadinha”. Acrescentou que não era obrigado a dominar todas as siglas e que o eleitor estava sendo prejudicado com a iniciativa de Neucimar de desqualificar o debate.    No entanto, ele em seguida fez uma provocação a Neucimar. Rodney perguntou se o candidato do PR conhecia a sigla “PI”. E imediatamente, o próprio Rodney respondeu: “Prefeito Incompetente”, se referindo a Neucimar.    Apesar de Rodney classificar a pergunta como “pegadinha”. A sigla “EI” se refere a Empreendedor Individual, projeto do governo federal, amplamente divulgado na mídia, que tem o propósito de tirar da informalidade os trabalhadores que empreendem pequenos negócios.    No último bloco, Neucimar também voltou a atacar Rodney com questões relacionadas à segurança. Ele repetiu alguns números da violência e lembrou que a gestão do ex-secretário registrou o maior número de suicídios de policiais. Acrescentou que os policiais civis e militares estavam contra ele (Rodney) por causa de sua péssima gestão.    Rodney voltou a dizer que Neucimar era um mentiroso. De maneira geral, com relação às críticas na área de segurança, Rodney tentou explicar que pegou a pasta sucateada em 2003 e por isso teve tanta dificuldade. Ele também atribuiu o aumento da violência no segundo mandato do governo Paulo Hartung à explosão do crack.   Por falar em Hartung, durante o debate Rodney exaltou a gestão do ex-governador sempre que teve oportunidade. O candidato do DEM disse ainda que Neucimar fora ingrato com o ex-governador. Ele destacou também que Neucimar estava desvalorizando “o excelente trabalho que Paulo Hartung prestou ao município”. 

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Chefe do Ministério Público republica ???lei da mordaça??? a membros da instituição

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O Conselho Superior do Ministério Público Estadual (MPES), presidido pelo chefe da instituição Eder Pontes da Silva, republicou, nesta quinta-feira (18), uma resolução (059/1997) que disciplina o comportamento dos membros do MPES no relacionamento com a imprensa. O texto publicado em julho de 1997 prevê que os promotores e procuradores de Justiça só poderão conceder entrevistas com autorização prévia da cúpula da instituição. A medida prevê até a fiscalização para quem descumprir a norma.   A resolução assinada pelo presidente em exercício à época do Conselho, procurador José Adalberto Dazzi, prevê normas de comportamento para os membros da instituição em relação aos meios de comunicação. Algumas óbvias, como o fornecimento de informações corretas e a abordagem de forma impessoal. Outras nem tanto, como a vedação de qualquer entrevista sem autorização formal.  Entre as regras em vigor há mais de quinze anos está o “respeito à inviolabilidade da intimidade, da vida privada, da honra e da imagem dos entes públicos e privados e dos cidadãos”, bem como o respeito da presunção de inocência. Da mesma forma, as regras preveem que os membros do Ministério Público não antecipem notícias que possam “injustamente expor as pessoas ao julgamento precipitado e danoso da opinião pública”.  No entanto, a republicação das regras sem qualquer motivo aparente – geralmente, atos desta espécie são republicados devido a incorreções ou alterações no texto – foi alvo de críticas de membros consultados pela reportagem. Os membros que não terão os nomes revelados, por motivos óbvios, uma vez que a resolução também prevê a fiscalização de promotores e procuradores, classificaram a medida como uma “lei da mordaça” – em alusão ao projeto do deputado federal Paulo Maluf (PP), que prevê a punição de promotores e procuradores que agirem de má-fé.  O texto original da resolução faz algumas considerações, entre elas, de que as interpretações inadequadamente podem comprometer a imagem de toda instituição ou pode causar a “verdadeira condenação antecipada”, sem o devido processo legal. No entanto, esse último ponto é alvo de queixas de vários agentes políticos. Não são raros os casos de políticos que são denunciadas pelo Ministério Público, mas que as ações sequer são recebidas pela Justiça.  Um dos casos de críticas à ação de promotores aconteceu durante as eleições municipais em Nova Venécia (noroeste do Estado). O prefeito Wilson Luiz Venturim, o Japonês, foi alvo de uma denúncia a poucos dias do pleito, fato que acabou pesando na derrota do candidato do PP. Japonês se disse vítima de perseguição e da ação política da promotoria.  A proposta em tramitação no Congresso Federal, batizada pelas entidades do MP como “lei da mordaça”, prevê a punição para procuradores e promotores que entrarem com ação contra políticos motivados por promoção pessoal, má-fé ou perseguição. As penas vão de pagamento de despesas com o processo a dez meses de reclusão. 

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DEM vai ao STF contra vetos ao Código Florestal

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O deputado federal Ronaldo Caiado (DEM-GO) afirmou nesta quinta-feira (18), em sua página no Twitter, que o partido vai entrar com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) no Supremo Tribunal Federal (STF) contra os vetos da presidente Dilma ao novo projeto do Código Florestal. Além disso, o DEM deve apresentar um projeto de decreto legislativo para anular o decreto que a Presidência da República publicou no Diário Oficial desta quinta-feira.    Caiado, que é vice-líder do partido na Câmara, afirmou que “o governo federal está usurpando e afrontando o Congresso Nacional ao querer legislar”. Segundo o deputado, a medida da presidente vai de encontro ao artigo 84 da Constituição Federal, que define quais são as funções de um decreto presidencial, principalmente o de regulamentar a lei, não podendo ir contra ou além da legislação em questão.   A presidente Dilma, além de ter vetado nove pontos do projeto aprovado na Câmara, devolveu ao Código a regra da “escadinha”, que prevê obrigações de recuperação maiores para grandes proprietários rurais. Em seu site, o deputado reiterou a prerrogativa da presidente em vetar, mas protestou: “legislar por decreto é um total desrespeito e invasão à soberania do Congresso Nacional”.   A “escadinha” determina que os produtores rurais terão que recompor entre 5 e 100 metros de vegetação nativa das Áreas de Preservação Permanente (APPs). A recuperação dessas áreas, no texto original apoiado pelos deputados ruralistas, teria uma grande flexibilização, e se consolidou enquanto principal polêmica do Código. Esse item foi vetado por Dilma.   A presidente também retirou do projeto, dentre outros, o trecho que permitia a recuperação de cinco metros de APP em torno de rios intermitentes de até dois metros de largura para qualquer tamanho de propriedade. Além disso, foi vetada a possibilidade de recomposição de APPs com monocultura de espécies exóticas, como laranja e maçã.    O decreto trata, ainda, da regulamentação do Programa de Regularização Ambiental (PRA) e do Cadastro Ambiental Rural (CAR), com o objetivo de suprir os possíveis vácuos deixados pelos vetos.

18/10/2012 / 0 Comments
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