Atividade Paranormal 4 é o quarto filme da franquia iniciada por Oren Peli em 2007. A trama se passa cinco anos após Katie (Kathie Featherston) matar a irmã Kristi (Sprague Grayden) e o cunhado Daniel (Brian Boland) e fugir com o sobrinho Hunter. No Cine Jardins estreia Corações Sujos, de Vicente Amorim, que se passa em 1946 em uma colônia japonesa no Brasil que acredita que o Japão não perdeu a Segunda Guerra Mundial. Os colonos que duvidam dessa certeza são taxados de “corações sujos” e executados pela organização secreta Shindô Remmei. O drama é baseado no livro de Fernando Morais. Outra estreia doJardins é E Se Vivêssemos Todos Juntos, que mostra o envelhecimento com muito bom-humor. Um grupo de idosos com a saúde debilitada resolve morar todos juntos em um asilo e usam a amizade e a cumplicidade para lidar com os problemas. O filmes entram em cartaz a partir desta sexta-feira (19). PRE-ESTREIAS Atividade Paranormal 4 (Paranormal Activity 4, EUA, 2012, 89 min, 16 anos) Suspense. Direção de Henry Joost e Ariel Schulman. Com Katie Featherston, Kathryn Newton, Matt Shively. Cinco anos depois do desaparecimento de Katie e Hunter, uma família começa a testemunhar estranhos eventos quando uma mulher e uma criança misteriosa se mudam para a vizinhança. Cinemark – Shopping Vitória: Sala 5. Sexta-feira e sábado 23h20. ESTREIAS Corações Sujos ( Idem, Brasil, 2011, 107 min, 14 anos) Drama. Direção de Vicente Amorim. Com Eduardo Moscovis, Tsoyoshi Ihara, Takako Tokiwa, Eiji Okuda, Shun Sugata, Kimiko Yo, Celine Fukumoto. Inspirado em fatos reais, o filme mostra as transformações que imigrantes japoneses sofrem no Brasil após a segunda guerra mundial. Cine Jardins – Shopping Jardins: Sala 1. 19h. E Se Vivêssemos todos Juntos? (Et Si On Vivait Tous Ensemble?, França/Alemanha, 2011, 96 min, 14 anos) Comédia/Drama. Direção de Stéphane Robelin. Com Jane Fonda, Pierre Richard, Geraldine Chaplin, Claude Rich,Guy Bedos, Daniel Brühl. Cinco amigos com a saúde debilitada resolvem morar juntos em um asilo. Cine Jardins – Shopping Jardins: Sala 2. 19h10m. Tudo o que desejamos (Toutes nos Envies, França, 2011, 120 min, 12 anos) Drama. Direção de Philippe Lioret. Com Vincent Lindon, Marie Gillain, Amandine Dewasmes, Yannick Renier, Pascale Arbillot. Claire ( Marie Gillain), uma jovem juíza do tribunal de Lyon, conhece Stéphane (Vincent Lindon), juiz veterano e desencantado com a profissão. Desse encontro, um forte laço nasce entre eles. Cine Metrópolis: 18h50, 21h. De 22 a 26/10, às 17h, com entrada franca
Excesso de oferta ameaça mercado de celulose nos próximos dois anos
Uma confluência de fatores negativos, como o excesso de oferta, crise na economia europeia e a inauguração de novos projetos, podem puxar para baixo o resultado das empresas de celulose na América Latina. É o que aponta o relatório da consultoria Fitch Ratings sobre o mercado da commodity na região. Este cenário externo deve impactar os resultados da Aracruz Celulose (Fibria), que mantém uma planta industrial no Espírito Santo. De acordo com o relatório publicado nesta quarta-feira (17), os fatores negativos devem alterar a qualidade do crédito das companhias de celulose nos próximos dois a três anos. Trocando em miúdos, o cenário internacional pode afetar o desempenho das empresas do setor. Apesar das pressões sobre os custos de produção em todo mundo, o baixo custo de produção da fibra na região segue como uma vantagem comparativa. “O ano de 2012 tem sido difícil para as empresas de papel e celulose da América Latina. A demanda por celulose foi baixa, o que resultou em um fraco ambiente de preços. A dívida se elevou em termos absolutos e relativos devido ao fraco fluxo de caixa operacional durante os primeiros nove meses do ano”, comentou Joe Bormann, diretor-executivo da consultoria na América Latina. Esse ambiente de preços em baixa tem um maior peso na Aracruz Celulose, que possui um alto endividamento após as perdas registradas no último semestre de 2008. Na ocasião, a ex-transnacional quase foi à falência e foi alvo de uma operação que terminou com a fusão com o grupo Votorantim, resultando na criação da Fibria – sediada hoje no estado de São Paulo. Para a consultoria, as pressões sobre o custo devem continuar ou até se intensificar nos anos de 2013 e 2014, à medida em que a oferta de celulose de mercado de fibra curta aumente. A análise leva em consideração a entrada em operação de três novas fábricas de celulose no continente. “Na ausência de fechamentos ou de paradas programadas coordenadas, o fluxo de caixa livre pode continuar sobre pressão”, avaliou Bormann. No longo prazo, a consultoria vislumbra um cenário menos crítico às empresas do setor. O texto cita que os baixos custos da fibra continuarão sendo uma vantagem competitiva para os produtores de celulose na América Latina. Em parte, a diminuição de despesas na produção se deve à substancial propriedade de terras e florestas, uma vez que a demanda por terras é alto por parte das indústrias que vão desde grãos até biocombustíveis. No Espírito Santo, a Aracruz mantém 174 mil hectares, segundo dados divulgados pelo governo do Estado. Não é informado se esse número inclui as áreas do programa de fomento da companhia, que dá assistência técnica e material para que os pequenos e médios proprietários de terra produzam eucalipto – principal matéria-prima da celulose.
Entidades buscam 1,5 milhão de assinaturas para reforma política
Entidades da sociedade civil organizada apresentaram nesta quarta-feira (17), na Câmara dos Deputados, em evento com deputados e senadores, um conjunto de propostas para reforma do sistema político do país. Entre as alterações sugeridas estão ampliar a participação direta da população nas decisões legislativas e instituir o financiamento público de campanhas. As propostas são parte de um projeto de lei de iniciativa popular para o qual essas entidades recolhem, há seis meses, assinaturas de adesão em vários estados. Da mesma forma que na tramitação do projeto que resultou na Lei da Ficha Limpa, a iniciativa necessita de 1,5 milhão de apoios populares. Visando a estimular a coleta das assinaturas, os representantes do movimento também divulgam suas propostas por meio de vídeos. Cartilha do movimento apresentada aos parlamentares explica que a plataforma “é uma articulação de várias organizações, movimentos, fóruns e redes sociais que, desde 2005, vêm questionando mais sistematicamente a democracia brasileira, o modo tradicional de fazer política e as interdições ao direito à participação de toda a sociedade”. “A proposta de reforma política vai, no nosso entender, além do sistema eleitoral. Uma reforma política amplia o espaço de participação pela democracia direta, por exemplo, com o aumento de referendos e plebiscitos”, disse o representante do Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc), José Antônio Moroni. Na proposta de reforma política, além da redução do número de apoios, está prevista ainda a simplificação do processo de coleta de assinaturas para a apresentação de projetos de lei de iniciativa popular. Para isso, seria permitida a adesão por formulário impresso, urna eletrônica e assinatura digital pela internet. Os apoiadores seriam identificados pelo nome completo, data de nascimento e município em que vota. Projetos ou resoluções de aumento de salários e benefícios dos parlamentares, ministros de governo, presidente da República e ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), pela proposta dos movimentos sociais, também dependeriam de autorização popular. Outro assunto que passaria a depender de plebiscito ou referendo são os acordos de livre comércio. * Com informações da Agência Brasil
PEC propõe a criação de bancos de germoplasma no Estado
Os deputados Estaduais aprovaram em 2° turno, nesta terça-feira (16), a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 34/2011, do deputado José Carlos Elias (PTB). A PEC prevê a preservação, fiscalização e normas de preservação do meio ambiente, como a criação de bancos de germoplasma para garantir a preservação dos recursos genéticos encontrados no solo capixaba. Segundo a proposta, os bancos são elementos que preservam a variabilidade genética entre e dentro da espécie, com fins de utilização para a pesquisa em geral, especialmente para o melhoramento genético, inclusive a biotecnologia. “Não raras vezes são veiculadas nos meios de comunicação denúncias de irregularidades e desastres ecológicos que ocorreram por falta de normatização e fiscalização da Administração Pública. Por isso, propõe-se que a responsabilização do Estado esteja expressamente estabelecida na Carta Estadual, com o intuito de que ações eficazes possam ser elaboradas e cumpridas para a proteção do meio ambiente”, disse o autor da proposta. Esses bancos, garante o deputado, asseguram a conservação de material que seria descartado em pesquisas, quando não há interesse direto ao aprimoramento genético. O Estado, portanto, deverá por meio de políticas públicas e procedimentos técnicos, controlar e normatizar a produção, o armazenamento, o transporte de produtos e embalagens e substâncias potencialmente nocivas à saúde, protegendo a sociedade e o meio ambiente. A PEC pretende ainda ampliar a responsabilidade do Poder Público em proteger de forma efetiva o meio ambiente. “Os bancos de germoplasma são unidades conservadoras de material genético de uso imediato ou com potencial de uso futuro, onde não ocorre o descarte de acessos, o que os diferencia das “coleções de trabalho”, que compreendem aquelas em que se descarta o que não interessa ao aprimoramento genético”, diz a PEC.
Gilsinho Lopes critica permanência de André Garcia em duas secretarias
O deputado estadual Gilsinho Lopes (PR) voltou a elevar o tom contra a Secretaria de Estado da Justiça (Sejus) nesta quarta-feira (17), durante a votação da matéria que criou duas penitenciárias na Grande Vitória. O deputado afirmou que precisou a matéria de interesse do governo do Estado ir para votação na Assembleia Legislativa, para que a reunião entre o governo e os deputados componentes da Comissão de Segurança fosse marcada. O republicano também questionou o acúmulo de pastas do secretário André Garcia. Garcia responde pela Secretaria de Estado de Ações Estratégicas e pela Sejus, situação que, para Gilsinho, não pode perdurar. A reunião deve acontecer ainda nesta quarta-feira (17) e vai ser discutida a necessidade de nomeação dos investigadores de Polícia Civil do concurso de 1993 e dos policiais militares do concurso de 1996. Durante a sessão, o deputado também disse que vai levar à reunião todos os pedidos de informação enviados pela Comissão de Segurança à Sejus durante um ano e oito meses, e as respostas caracterizadas por ele como “descabidas” da secretaria. Ele disse ainda que as dificuldades que a Sejus enfrenta atualmente são decorrentes da má gestão na pasta. Além disso, o deputado também disse que vai fazer 29 cópias – uma para cada deputado – do sistema de videomonitoramento do Centro de Detenção Provisória (CDP) Feminino de Xuri do dia 17 de agosto. Nesse dia, segundo o deputado, estariam registradas imagens da ex-diretora-presidente do Iases Silvana Gallina, detida por força da Operação Pixote, falando ao celular levado pela diretora de ressocialização da Sejus, Quésia da Cunha Oliveira para o interior do presídio. A diretora de ressocialização consta da lista de 17 indiciados em inquérito policial que investigou as fraudes nos contratos entre a Associação Capixaba de Desenvolvimento e Inclusão Social (Acadis) e o Instituto de Atendimento Socioeducativo (Iases). Quésia é indiciada por supostamente ter usado o cargo para beneficiar Silvana Gallina, ao oferecer um celular para ela durante uma visita na unidade prisional. Foram aplicadas medidas cautelares contra Quésia que a impedem de deixar a Grande Vitória ou ainda de ir em locais onde estejam os investigados.
Candidatos ainda têm cerca de 10% do eleitorado para conquistar
No segundo turno em Vitória, Caciacica e Vila Velha os candidatos disputam voto a voto a preferência do eleitorado. Embora os candidatos que viraram na frente tenham aberto uma certa vantagem em relação aos que chegaram em segundo lugar, ainda há uma fatia considerável do eleitorado nas três cidades a ser conquistada. Somados, os votos em branco e nulos no primeiro turno giram em torno de 10% nos três municípios, juntando o índice à faixa de abstenções, esses eleitores se tornam ainda mais atrativos na nova disputa. A problemática está em convencer o eleitor que não viu nos nomes apresentados uma alternativa interessante no primeiro turno, a voltar as urnas e confirmar um dos dois candidatos nas disputas. Em Vitória, 9.998 eleitores anularam o voto, enquanto 7.525 votaram em branco. Esses 16.523 eleitores representam 8,61% do eleitorado da Capital. Já o número de eleitores que justificaram o voto ou simplesmente não compareceram ao local de votação é de 49.397. A situação é parecida em Vila Velha, onde 12. 517 votaram nulo e 11.070 em branco. Esse número somado equivale a 9,7% do eleitorado. Houve ainda 49.874 abstenções. O município de Cariacica apresentou o maior número de votos nulos e brancos, que somam 23.521 votos, o que representa 11,37% do eleitorado do município. O número de abstenções, porém, foi menor, com 38.011 eleitores que não compareceram às urnas, o equivalente a 15,52% do eleitorado local. Esses eleitores que não escolheram nenhum dos candidatos no primeiro turno podem se transformar em um foco para os candidatos que estão em desvantagem nesta fase da disputa. Cabe a eles convencer os eleitores de que suas propostas valem o retorno às urnas, desta vez, para escolher um dos candidatos.
Justiça recebe ação contra Helder e Lúcia Dornellas
O prefeito de Cariacica, Helder Salomão (PT), a deputada estadual Lúcia Dornellas (PT), ex-secretária municipal, e mais onze pessoas vão responder a uma ação civil pública pela compra de carteiras escolares no valor de R$ 3,2 milhões sem licitação. A juíza Marianne Júdice de Mattos, da 3ª Vara da Fazenda Pública Estadual, recebeu a denúncia feita pelo Ministério Público Estadual (MPES). Foram apontadas supostas irregularidades, como a ausência de licitação, falta de publicidade e até o pagamento adiantado a fornecedores sem a comprovação do recebimento dos produtos. A decisão foi prolatada no final do mês de agosto, mas foi publicada no Diário da Justiça apenas nesta quarta-feira (17). Na mesma sentença, a juíza afastou a acusação de fraudes contra outros dois denunciados. As irregularidades teriam ocorrido no ano de 2005, durante a compra de 14 mil carteiras escolares para atender à Secretaria Municipal de Educação, comandada à época por Célia Maria Vilela Tavares, também denunciada pela promotoria local. Nos autos, a promotoria aponta a compra de carteiras escolares padronizadas de apenas duas empresas, a Desk Móveis e Cequipel, sem a realização de licitação. A prefeitura teria optado pela contratação direta sob alegação da falta de empresas com produtos semelhantes no mercado. Entretanto, os representantes do Ministério Público criticam a formação da comissão que avaliou os critérios para a compra. “Registre-se ainda, que a referida comissão agiu como se estivesse numa verdadeira licitação pública, chegando a fazer constar na ata que o fabricante Balfar foi desabilitado, sabe-se lá sob quais fundamentos, talvez face às obscuridades constantes no anúncio oculto e pouco esclarecedor, veiculado para o chamamento da seleção realizada, o que pode ter deixado o fornecedor sem informações adequadas e impossibilitado de apresentar suas amostras”, alegam. Um outro ponto questionado na denúncia foi a utilização de representantes comerciais das empresas escolhidas. “O mais acertado seria a compra diretamente com os fabricantes, sem qualquer intermediação, em respeito ao princípio da economicidade, situação especial em que se poderia afastar a licitação, caso não existissem produtos similares no mercado”, sustentam. Ao todo, a prefeitura pagou ao todo R$ 3,23 milhões pelas carteiras escolares. Durante a fase inicial do processo, ajuizado em 2007, a defesa dos acusados levantou uma série de preliminares (espécie de defesa processual prévia) na tentativa de reverter a denúncia. No entanto, a juíza entendeu que os 13 dos 16 denunciados poderiam responder pelas suspeitas de irregularidades. O advogado de Lúcia Dornelas alegou que a atual deputada – então membro da comissão licitante do município – não teria participado da definição pela dispensa de licitação. Já a defesa do prefeito Helder Salomão e da ex-secretária municipal de Educação alegou que os dois, por serem agentes políticos, não poderiam responder por ato de improbidade, mas apenas pelo crime de responsabilidade. Contudo, nenhuma das teses foi acolhida pela magistrada. “Os elementos probatórios trazidos aos autos pelo parquet são suficientes para admitir os termos da presente ação, a fim de que, em fase processual ulterior e oportuna, se possa aferir, com exatidão, a conduta perpetrada pelos requeridos, principalmente com a instrução probatória”, apontou a juíza.
De Buenos Aires para Vitória
Em tributo a heroína Anita Garibaldi (1821 – 1849), o Grupo Teatro Poquelin, de Buenos Aires, Argentina, traz para os palcos do Museu Capixaba do Negro (Mucane) o espetáculo Anita Garibaldi – A história de uma mulher brasileira. O monólogo conta por meio da simplicidade e o despojamento de todo recurso técnico teatral a história da companheira do revolucionário Giusepe Garibaldi (1807 – 1882). A peça será encenada às 19 horas e foi escrita e dirigida por Héctor Rodríguez Brussa, autor de mais de 20 peças montadas em países da América Latina, Itália e Alemanha. A obra ganhou o premio Estrella de Mar 2008 na categoria Atriz Revelação pela atuação de María de las Victorias Garibaldi, que encarnou uma das mulheres mais fortes e corajosas de sua época. O Grupo Teatro Poquelin tem 15 anos de trajetória e já passou por 12 países realizando apresentações em festivais. No mesmo dia, as 19h, porém no palco da Escola de Teatro, Dança e Música Fafi, a companhia capixaba EluzArtes apresenta a peça Acabo Ficando, Mas Sempre Querendo Ir. O projeto da diretora Eluza Santos une dança e teatro em uma obra cênica sobre migração, “usamos o sentindo mais amplo da palavra, pois não se trata só de mudanças geográficas, mas também de estado e de espírito”, explica a diretora. Por mesclar a dança com a interpretação a música é fundamental para a encenação. A trilha sonora, composta apenas de canções originais, é do capixaba Dori Sant’Ana que utiliza elementos de raízes como cantigas de roda e ritmos de congo. Eluza também conta que o texto foi todo baseado em experiências pessoais do próprio elenco e dela também, “não há nada de fictício”, afirma. É um espetáculo sobre as dúvidas que acometem a todos em momentos transformações, “Acabo Ficando, Mas Sempre Querendo Ir nos faz refletir sobre a única coisa que é constante na vida: as mudanças”, completa a diretora. Ainda na quinta-feira, haverá a peça A Flor de Macabira, do grupo Ser Tão Teatro (PB). A história uma adaptação do clássico de Joaquim Cardozo, O Coronel de Macambira (1963), dirigida por Christina Streva. O espetáculo que utiliza elementos do folclore nordestino será encenado no Centro Cultural Carmélia. A história é sobre uma jovem que sucumbe aos vícios e tentações mundanas e, para salvar a si e a seu amado, mergulha nas profundezas de sua alma. “Ao mesmo tempo em que a peça tem uma história simples, ela também é uma metáfora para o autoconhecimento. Quando a personagem mergulha em sua alma, ela realmente embarca em uma viagem surreal que irá revelar suas inquietações e desejos mais íntimos”, explica a diretora. Confira a programação no site oficial do festival http://hotsites.vitoria.es.gov.br/festivaldeteatro2012/?page_id=316
Denúncias ajudam Polícia Ambiental a constatar crimes em Domingos Martins
A Polícia Militar Ambiental destacada na região serrana do Estado registrou a terraplanagem em área protegida por lei, em Domingos Martins, nessa terça-feira (16). A atividade ocorria em uma área de 230 m², represando curso d'água. A degradação atingiu ao todo 180 m². O crime ambiental foi constatado graças a uma denúncia anônima. A terraplanagem foi registrada em propriedade na localidade de Alto Areinha, onde também foi constatada a escavação de uma valeta em uma nascente. O proprietário não estava no local, mas segundo a PM, a área já havia sido interditada, embargada e multada em R$ 3 mil pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente. A Polícia ambiental informa que o proprietário, ao realizar serviço de terraplanagem em área protegida por lei, infringiu o art. 60 da Lei 9.605/98, que define os crimes ambientais, e o Decreto Estadual nº 4124-N/97 em seu Art. 9º C, com pena prevista de detenção de um a seis meses, ou multa, ou ambas as penas cumulativamente. A multa por executar serviço ou obras em área de preservação permanente sem a devida licença varia de R$ 500 a R$ 10 milhões. A PM Ambiental lavrou um boletim de ocorrência. Também foi feito relatório fotográfico que será anexado à documentação produzida, e será encaminhada ao Ministério Público local. Somente nos últimos dois dias, denúncias possibilitaram a ação da polícia ambiental na região, que além do aterro, encontrou desmatamento e um curso d´água represado ilegalmente, gerando prejuízo ambiental para a região. No caso do desmatamento foram cortadas árvores nativas da mata atlântica em estágio inicial de regeneração, sem qualquer autorização do órgão competente, no caso, o Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal (Idaf), na localidade de barra do Rio Ponte, zona rural de Domingos Martins. No local das denúncias, também foram encontrados três fornos de carvão sem licença outorgada pela autoridade competente. Segundo a polícia, foi lavrado um Boletim de Ocorrência Ambiental em desfavor do autor, de 44 anos, que não teve o nome divulgado. O proprietário da área foi conduzido ao DPJ de Domingos Martins para as providências complementares. Segundo a PM Ambiental, a exploração de vegetação nativa, independente do estágio de regeneração, sem autorização de órgão ambiental competente, é crime e passível de multa, além de ser obrigado a recuperar a área, sob o rigor das leis: Lei Federal 9.605/98, Decreto Federal 750/93, Decreto Federal 6.514/08, Lei Estadual 5.361/96, e Decreto Estadual 4124-N/97. Na tarde do mesmo dia, denúncia via SEMMA de Domingos Martins constatou a instalação de um aterro de cinco metros às margens de um curso d’água no centro do município, atingindo área de preservação permanente de água corrente, de acordo com o Art. 9º, A-1 do Decreto do Estado de nº 4.124-N, de 1997. Apreensão de pássaros Onze pássaros mantidos em cativeiros em propriedades no município de Apiacá foram resgatados pela Polícia Militar Ambiental. Segundo a polícia, a região montanhosa de Serra dos Pontões é rica em mata nativa e conhecida pela exuberância de suas rochas, que acaba atraindo também caçadores de pássaros, que comercializam essas espécies no mercado ilegal. Só nesta semana, a polícia encontrou 11 pássaros silvestres mantidos em cativeiro, seis estão na lista de animais em perigo de extinção: o papagaio chauá e o catatau. Foram apreendidos ainda dois coleiros, duas cigarrinhas, cinco catataus, um trinca-ferro, um papagaio chauá, um alçapão e 10 gaiolas de madeira. A multa por manter pássaros em cativeiro sem a devida licença é de R$ 500 por unidade sendo que, no caso de espécie em vias de extinção, o valor chega a R$ 5 mil por indivíduo, e a pena para tal crime é de detenção de seis meses a um ano e multa. As quatro pessoas flagradas na operação estão sendo acusadas por prática de crime ambiental, previsto no Art. 29 da Lei Federal 9.605/98.
Homero Mafra vai fazer parte da Comissão da Verdade na OAB
O presidente da seccional capixaba da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/ES), Homero Junger Mafra, será um dos nove membros que vão atuar na Comissão Especial da Verdade, criada pelo Conselho Federal da Ordem, e que vai subsidiar os trabalhos da Comissão Nacional da Verdade, ligada ao governo federal. Os trabalhos da comissão da Ordem, instalada nesta quarta-feira (17), serão presididos pelo ex-presidente da entidade Cezar Britto. Segundo informações da OAB, a previsão é de que os trabalhos sejam iniciados nos próximos dias. Além do advogado capixaba, a comissão será composta pelos advogados Márcio Augusto Santiago (MG), Tales Castelo Branco (SP), Belisário dos Santos Júnior (SP), René Ariel Dotti (PR), Omar Ferri (RS), Aurélio Wander Bastos (RJ) e Marcello Augusto Diniz Cerqueira (RJ). Em reunião com os membros da Comissão Nacional da Verdade, no último dia 8, o presidente do Conselho Federal da Ordem, Ophir Cavalcante, anunciou a criação do órgão especial da OAB, com vistas a contribuir com a sociedade e o governo na apuração das violações aos direitos humanos ocorridos entre os anos de 1946 e 1988, com destaque para o período da ditadura militar (1964-1985). “Consideramos que os advogados brasileiros têm muito a contribuir para o resgate da história deste País; os advogados que trabalharam no período da ditadura defendendo os presos políticos têm seus acervos, suas anotações históricas e, certamente, muitos dados que podem ser divulgados para a sociedade brasileira em colaboração com a Comissão Nacional da Verdade”, afirmou Ophir Cavalcante à reportagem publicado no site da entidade. O presidente do Conselho Federal da OAB informou que, ao subsidiar os trabalhos da Comissão Nacional da Verdade, a comissão congênere da OAB Nacional pretende contribuir para o resgate histórico do período da ditadura. Ophir Cavalcante também estimulou o surgimento de comissões similares nas seccionais da entidade no país. A Comissão Nacional da Verdade, coordenada pelo ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Gilson Dipp – e integrada pelos advogados José Carlos Dias, José Paulo Cavalcanti Filho, Rosa Cardoso e Cláudio Fonteles – foi instalada pela presidente Dilma Rousseff em 16 de maio deste ano. A contar dessa data, ela tem dois anos para concluir seus trabalhos de apuração das violações de direitos humanos na ditadura, incluindo mortes, desaparecimentos, torturas e maus tratos a presos e perseguidos políticos.