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Século Diário

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Ex-deputado estadual é condenado a seis anos de prisão por peculato

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O juiz da Vara Criminal de Aracruz, Fábio Gomes e Gama Júnior, condenou o ex-deputado estadual e atual vereador afastado, Gilberto Furieri (PMDB), a seis anos de prisão, em regime semiaberto, por peculato. O peemedebista foi acusado de utilizar o cargo para nomear cabos eleitorais como “assessores fantasmas” na Câmara municipal. Na sentença nos autos do processo 006.11.005394-6, o juiz optou por manutenção do afastamento para evitar a determinação de uma nova prisão contra o ex-presidente do Legislativo aracruzense.  Na decisão prolatada no último dia 5, o juiz considerou que o vereador afastado lesou os cofres públicos com a nomeação de quatro assessores, que recebiam os salários sem trabalhar. “As testemunhas quando foram questionadas trouxeram respostas vagas para as funções que exerciam, e em sua maioria, deixaram explicitamente evidenciados que a função que desempenhavam era mesmo de 'cabo eleitoral', porém, pagos pelos cofres públicos”, observou.  Sobre a conduta de Gil Furieri, o magistrado considerou que os assessores eram nomeados sem a devida contrapartida laboral: “Em outras palavras, com as nomeações, o réu desviava dinheiro público em seu benefício, mantendo em ação seus cabos eleitorais”. Fábio Gomes indicou ainda que o crime de peculato “não se refere apenas ao patrimônio público que é lesado, mas também à questão da probidade administrativa”.  Além da pena definitiva de seis anos de reclusão, o juiz condenou o ex-deputado ao pagamento de multa total no valor de 200 dias-multa. O regime inicial para o cumprimento da pena será o semiaberto. O juiz também proibiu a substituição ou suspensão da pena. “Não existe razão para decretar a prisão cautelar. Para a situação em julgamento é suficiente manter o réu afastado cautelarmente do exercício da função, situação que já acontece”, narra um dos trechos da sentença.  Na esfera cível, o ex-presidente da Câmara também foi condenado pela prática da nomeação de “assessores fantasmas”. No final de agosto, o juízo da Vara da Fazenda Pública Municipal de Aracruz condenou o peemedebista e mais duas pessoas por atos de improbidade administrativa. Gil Furieri foi condenado à perda da função pública, suspensão dos direitos políticos por dez anos, ressarcimento do dano ao erário, proibição de contratar com o poder público e ao pagamento de multa civil no valor dos salários de dois assessores fantasmas.  Também foram condenados os servidores Jardel Gouvêa de Souza e Gilberto Luiz Pinheiro, apontados como “fantasmas”, com as mesma penas com um lapso temporal menor na suspensão dos direitos políticos e proibição de contratar com o poder público de dez para cinco anos.

15/10/2012 / 0 Comments
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Ibope admite erro em três capitais, mas esquece cenário de Vitória

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Em entrevista ao site Congresso em Foco, a executiva do Ibope, Márcia Cavallari, admitiu que houve erro nas pesquisas realizadas pelo instituto em três das 11 capitais pesquisadas, mas que as contradições teriam ficado dentro da margem de erro. Outros cinco resultados ficaram fora da margem. A pesquisa do Ibope divulgada na sexta-feira (5) em Vitória, porém, ficou fora da lista de erros da pesquisa. O instituto admitiu erros em Curitiba, Salvador e Manaus. O Congresso em Foco lembrou ainda dos problemas em Porto Alegre, Rio de Janeiro, Goiânia, Recife e Fortaleza. Em Vitória, o Ibope realizou três pesquisas sobre a disputa municipal, e nas três os levantamentos colocavam Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB) como favorito na disputa. A primeira pesquisa Ibope foi divulgada no dia 19 de agosto e apontava Luiz Paulo com 46% das intenções de votos, 16 pontos a frente do segundo colocado Luciano Rezende (PPS).  Em 23 de setembro, um novo levantamento foi divulgado, dessa vez Luiz Paulo havia caído três pontos, mas ainda figurava em uma confortável liderança com 43% contra 22% de Luciano. Com base nos levantamentos, havia, inclusive, uma expectativa naquele momento de que Luiz Paulo liquidasse a fatura no primeiro turno. No dia 5 de outubro, uma nova pesquisa Ibope apontava uma queda ainda mais significativa de Luiz Paulo, que aparecia com 39%. Ainda assim, Luiz Paulo estava com 12 pontos à frente de Luciano Rezende. Além disso, o instituto apontava que em um cenário de segundo turno, o tucano teria 42% contra 34% do candidato do PPS. O resultado das urnas, porém, mostrou um índice bem diferente, com Luciano chegando ao segundo turno na frente, 39,14% contra 36,69%. Uma pesquisa divulgada pelo Instituto Futura, nesse domingo (14), aponta um favoritismo do candidato do PPS no segundo turno. Luciano aprece com 56,8% contra 30,8% de Luiz Paulo. Na entrevista ao Congresso em Foco, a diretora do Ibope Inteligência, afirmou que o voto dos indecisos que deixam para a última hora a decisão sobre o voto é o responsável pelos erros nos levantamentos. Ela apontou que três hipóteses podem justificar os desvios em relação ao resultado das urnas: problema no sorteio das amostras, dificuldade de obter declaração de voto de eleitores de um determinado candidato e elevada abstenção.  

15/10/2012 / 0 Comments
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Gilsinho Lopes cobra nomeação de policiais civis e militares

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Os deputados estaduais que compõem a Comissão de Segurança da Assembleia Legislativa realizaram uma reunião na manhã desta segunda-feira (15), em que discutiram a necessidade de nomeação dos investigadores de Polícia Civil do concurso de 1993 e dos policiais militares do concurso de 1996. Após a reunião, o governador Renato Casagrande acenou com a possibilidade de encontro na quarta-feira (17).    Os investigadores que prestaram concurso em 1993 só começaram a ser nomeados em 2011, depois de extensa batalha judicial. No entanto, ainda não foram nomeados cerca de 200 investigadores que já passaram pela Academia de Polícia (Acadepol).    Em discurso na sessão desta segunda-feira na Assembleia, o deputado Gilsinho Lopes (PR) lembrou que durante a realização da reunião as galerias estavam cheias de policiais civis e militares que ainda aguardam a nomeação.    Durante a fala, o deputado também comentou a resposta a um requerimento de informação feito à Secretaria de Estado de Justiça (Sejus), a respeito do auxílio fardamento de agentes penitenciários em comissão. Têm direito ao auxílio os agentes efetivos e em designação temporária (DT), sendo os comissionados excluídos.    De acordo com o parlamentar, a falta do fardamento aos comissionados causa descontentamento. Ele acrescentou que não haveria curso elevado para o governo o provimento do fardamento, já que são apenas 96 comissionados em um universo de cerca de 4 mil agentes, entre efetivos e DTs.    A resposta recebida do atual secretário de Justiça, André Garcia, deixou o deputado ainda mais descontente com o caso. No documento remetido à Assembleia, o secretário alegou que não existem agentes comissionados no âmbito da Sejus, somente efetivos e DTS.    O deputado disse que o secretário estava desrespeitando a Casa com a resposta e que iria enviar a ele a lista com os nomes dos 96 comissionados. Gilsinho disse ainda que vai solicitar a abertura de uma representação contra André Garcia.

15/10/2012 / 0 Comments
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Entidades da sociedade civil definem propostas para GTI Respira Vitória

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A Federação das Associações dos Moradores e Movimentos Populares do Estado (Famopes), a Família de Assistência e Socorro ao Meio Ambiente (Fasma) e a Associação dos Amigos da Praia de Camburi (AAPC) definiram as recomendações para o Grupo de Trabalho Interinstitucional (GTI) Respira Vitória, que trabalha para a redução dos limites permitidos para as emissões atmosféricas em Vitória. Além de prioridade à saúde, o documento cobra soluções rigorosas paras as partículas inaláveis.  Segundo o documento, as propostas deverão levar em conta o que por anos esteve abandonado pela administração municipal. “Nas últimas décadas os órgãos da administração municipal de Vitória trataram de forma diferenciada os problemas ambientais do município, atendendo sempre em primeiro lugar aos interesses da Vale, ArcelorMittal e outros interesses”.    Nesse contexto, o documento aponta o abandono da saúde e da qualidade de vida e propõe que a prefeitura tenha como prioridade a saúde, qualidade de vida e a defesa do patrimônio do cidadão, conforme prevê a Constituição Brasileira.    Outra proposta é que sejam aplicadas em Vitória soluções mais rigorosas para conter os poluentes, sobretudo as partículas mais finas como as PTS (Partículas Totais em Suspensão), PM10 (partículas finas em suspensão com diâmetro inferior a 10 micrómetro) e PM2,5 (partículas finas em suspensão com diâmetro inferior a 2,5 micrómetro), que atingem diretamente a saúde do morador de Vitória. Eles cobram que para estes e outros poluentes  – SO2 (dióxido de enxofre), CO (monóxido de carbono), FMC (fumaça), Pb (chumbo), NO2 (óxido nítrico) e O3 (ozônio) – sejam aplicadas as mesmas soluções do Grupo de Trabalho Interinstitucional: revisão dos padrões de qualidade do ar e aprimoramento da gestão integrada no estado de São Paulo.      A terceira proposta diz respeito às Partículas Sedimentáveis (PS), com a criação de legislação e implantação imediata do padrão dos estados de Minas Gerais e Rio de Janeiro e da cidade de Macapá (Amapá). Segundo as entidades, mesmo sendo padrões do século passado e bem conservadores, poderão ter utilização de imediato e com o tempo ser avaliado e revisado: dez gramas por metro quadrado por trinta dias (10 g/m2/30 dias) em área industrial, e cinco gramas por metro quadrado por trinta dias (5g/m2/30 dias) nas demais áreas, inclusive comerciais e residenciais.    As entidades cobram também a Criação de Grupo Interinstitucional permanente, com objetivo exclusivo de tratar problemas ambientas de poluição do ar em Vitória e propõem ao GTI, a regulamentação da Lei 4438/1997, que instituiu o Código Municipal de Meio Ambiente em sua íntegra.

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Entidade denuncia escape de emissões de minério em Tubarão

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O Movimento Pó Preto apresentou uma nova denúncia sobre as emissões fugitivas da Vale ao Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema). O problema diz respeito ao escape de emissões durante o abastecimento de navios na Ponta de Tubarão, registrado por entidades da sociedade civil organizada. O problema é constante e já virou motivo de reclamação entre velejadores e banhistas da Praia de Camburi, em Vitória. A denúncia, registrada com o n°354/2012, é apenas mais uma entre tantas manifestações da sociedade contra poluição da região. Nela, a entidade afirma que as emissões fugitivas registradas nesse final de semana e na manhã desta segunda (15)  são do carregamento do navio no Porto da Companhia Vale/AS.  Segundo as entidades, há imagens denunciando o escape de minério na Ponta de Tubarão também em agosto e em setembro deste ano.    Para a Associação de Amigos da Praia de Camburi (AAPC) e para o Movimento Pó Preto, as imagens contradizem a afirmação do Iema de que as emissões fugitivas estão controladas na Ponta de Tubarão. Eles cobram monitoramento contínuo da região para garantir o controle desta emissão e a mitigação dos impactos ambientais gerados. “Quem registrou foi o cidadão! O cidadão fazendo o dever do órgão ambiental”, alertou a AAPC.    As entidades que acompanham o problema da poluição do ar no Estado não acreditam mais no monitoramento atmosférico realizado pelo Iema na Ponta de Tubarão. O órgão realiza o monitoramento desde 2002, e afirma que as emissões estão controladas, o que para as entidades deixa a desejar no controle e fiscalização do carregamento de navios na área.   Segundo os dados do próprio órgão, aumentou em 46% o pó preto que chega à região da Ilha do Boi. As entidades cobram a não concessão da Licença de Operação (LO) à Vale, no projeto da 8º usina, até que os problemas sejam, de fato, sanados. Em agosto deste ano o Movimento Pó Preto já havia alertado que mesmo com as medidas consideradas eficazes pelo Iema para conter a emissão atmosférica produzida pela Vale, o material particulado continua chegando às casas do bairro, como apontou o monitoramento realizado no Hotel Senac. 

15/10/2012 / 0 Comments
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Mudança no repasse do FPE é nova preocupação do Estado

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Passado o primeiro turno das eleições e com pouca modificação na bancada federal, os congressistas capixabas agora devem voltar seu olhar para mais uma ameaça de perda de recursos para o Estado. Com a declaração de inconstitucionalidade do Fundo de Participação dos Estados (FPE), o congresso tem até 31 de dezembro para criar uma nova lei para o rateio dos R$ 55 bilhões do governo federal para as unidades federadas. Com o fim do Fundo de Desenvolvimento das Atividades Portuárias (Fundap) e do marco regulatório dos royalties, que retirou uma grossa fatia dos recursos que vinham para os estados, a ameaça que envolve o FPE também preocupa o governo e os novos prefeitos que vão assumir em janeiro do próximo ano, em um cenário de cortes de recursos. Isso porque, sem os recursos federais, os municípios se tornarão mais dependentes do governo do Estado. O Estado, por sua vez, terá menos condições de socorrer os municípios. Em Brasília ainda não há projetos de consenso, nem mesmo uma perspectiva de votação. Do lado governista, há uma movimentação que pode dar um fôlego aos novos prefeitos e ao Estado. A estratégia é buscar com o Supremo Tribunal Federal (STF) a vigência da lei atual por mais um ano, para que os congressistas tenham mais tempo para discutir um projeto de consenso. Por se tratar de tema de lei complementar, as novas regras do FPE precisam de quorum qualificado – 257 deputados e 41 senadores – para aprovação, o que dificulta ainda mais a votação de um projeto sobre o qual não haja acordo. Tramitam na Câmara dos Deputados cerca de 12 projetos tratando da redistribuição do Fundo de Participação dos Estados. O FPE é formado por 21,5% da arrecadação da Receita Federal com o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e o Imposto de Renda (IR). Atualmente, esse dinheiro é repartido da seguinte forma: 85% dos recursos ficam com estados do Norte, Nordeste e Centro-Oeste, e o restante é dividido com o Sul e o Sudeste, de acordo com a Lei Complementar 62/89. Esse critério foi considerado inconstitucional pelo STF, porque a lei que o fixou deveria ser aplicada apenas em 1990 e 1992. Após esse ano, a previsão era de que o censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) reorientaria a distribuição, o que não aconteceu. Até agora, o FPE já garantiu aos estados e ao Distrito Federal cerca de R$ 36,8 bilhões, segundo dados da Secretaria do Tesouro Nacional. O dinheiro é fundamental para a gestão desses entes federativos, por ser livre de vinculações.

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ES abre consulta pública a programa e plano voltados aos direitos humanos

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A Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos (SEADH) abriu, nesta segunda-feira (15), consulta pública ao Programa Estadual (PeDH) e ao Plano Estadual de Educação em Direitos Humanos (PeEDH), construídos a partir de audiências públicas realizadas entre 2 e 30 de agosto deste ano.    Na segunda rodada de construção do PeDH e do PeEDH, a população vai poder opinar para contribuir com o aperfeiçoamento dos documentos em formulação. Esses documentos estabelecem prioridades e definem princípios que devem nortear propostas de ações governamentais para a promoção e defesa dos direitos humanos no Estado.   As audiências públicas realizadas no mês de agosto percorreram os municípios de Cariacica, Colatina (noroeste do Estado), Cachoeiro de Itapemirim (sul do Estado), São Mateus (norte do Estado) e Vitória. Nos encontros, os moradores das regiões visitadas tiveram a oportunidade de contribuir com sugestões de acréscimo, retirada e aperfeiçoamento das ações nos dois documentos.   Dentre as propostas elaboradas na minuta dos projetos, figuram diversas questões de grande importância para o Estado, como o fortalecimento da agricultura familiar e a agroecologia, prevendo em suas ações a garantia de que nos projetos de reforma agrária e agricultura familiar os modelos de produção agroecológica e a inserção destes em mercados formais sejam incentivados. Há, também, um eixo de trabalho voltado para a universalização de direitos e o combate às desigualdades.    Além disso, o Grupo de Trabalho formulou uma proposta de acesso, com políticas estruturantes do governo, à alimentação saudável e adequada. Para isso, ações para a promoção da segurança alimentar, por meio de políticas públicas de produção, distribuição e acesso a alimentos saudáveis devem ser realizadas.  Estão previstos, também, programas de transferência de renda à segurança alimentar e nutricional da criança. Assim, por meio do acompanhamento à saúde e de estímulos a hábitos alimentares saudáveis, o objetivo é erradicar a desnutrição infantil no Estado.     

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Desembargador mantém bloqueio de parte do salário de Valci Ferreira

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O desembargador Carlos Simões Fonseca manteve, na última semana, os efeitos da decisão que determinou o bloqueio de 40% do salário do conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Valci José Ferreira de Souza, afastado do cargo desde abril de 2007. O magistrado sequer recebeu o recurso de Valci, por conta de irregularidades formais. Neste caso, a ausência de uma procuração do conselheiro afastado aos advogados de defesa.  Carlos Simões não levou em consideração sequer os argumentos levantados na peça. A defesa de Valci Ferreira pretendia a reforma de uma decisão de 1º grau que negou o desbloqueio dos salários do conselheiro afastado por suspeita de participação em fraudes no seguro predial da Assembleia Legislativa, conforme narra a decisão monocrática publicada nesta segunda-feira (15).  No ano de 2007, o juízo da 2ª Vara dos Feitos da Fazenda Pública determinou a retenção de 10% dos salários de Valci Ferreira. O Ministério Público Estadual (MPES), autor da denúncia, recorreu ao Tribunal de Justiça do Estado (TJES). No dia 2 de outubro daquele ano, os desembargadores da 2ª Câmara Cível acolheram o recurso e determinaram o aumento do índice de bloqueio para 40% dos salários do conselheiro.  Desde a decisão do colegiado, a defesa de Valci alega o surgimento de duas novas realidades fáticas. Nos autos, os advogados citavam a nova orientação dos tribunais sobre a impenhorabilidade de salários e o decurso de mais 1.900 dias desde a decisão liminar, o que tornaria a medida “irrazoável e desproporcional”, porém, a existência da irregularidade formal prejudicou a análise dos acontecimentos.  Segundo dados do Portal da Transparência do TCE, Valci Ferreira recebeu pouco mais de R$ 14,6 mil líquidos no mês de setembro. O total levou em consideração o subsídio mensal dos conselheiros do Tribunal de Contas (R$ 24.117,62) e o recebimento de verbas indenizatórias (R$ 15 mil), todos sofreram o desconto legal e a retenção judicial.  O conselheiro Valci Ferreira está afastado do cargo por decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), por suspeita de participação em fraudes em licitações e desvio de dinheiro público em obras superfaturadas. Valci e mais oito pessoas constam como réus em uma ação penal (Apn 300) ajuizada pelo Ministério Público Federal (MPF).

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Marcelo Santos passa mal e falta a debate com Juninho

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O candidato do PMDB a prefeito de Cariacica, deputado estadual Marcelo Santos, passou mal na manhã desta segunda-feira (15). Segundo nota da assessoria do candidato, Marcelo Santos apresentou um quadro de pressão alta, acompanhada de náuseas e tonturas, e precisou ser levado ao hospital. Ele está internado no Cias-Unimed Vitória Ainda segundo a nota, Marcelo Santos está sob observação médica e realizando exames, sem data para receber alta. Por conta do mal-estar, o candidato do PMDB não compareceu ao debate que seria transmitido pela TV Tribuna, às 11 horas desta segunda. Em vez do debate, a emissora exibiu uma entrevista com o adversário de Marcelo no segundo turno da disputa em Cariacica, o vice-prefeito do município Geraldo Luzia, o Juninho (PPS).  Além do debate, outro compromisso do deputado para esta segunda-feira seria a sessão ordinária da Assembleia, à tarde. Nesta terça, o único compromisso marcado também seria na Assembleia. A disputa no município segue acirrada. Depois de uma semana de articulações internas, com os candidatos buscando reforçar os apoios a seus palanques para  nova fase da disputa, a expectativa é de que a eleição ganhe as ruas com mais força a partir desta semana. Como o município não tem retransmissora de TV, a campanha fica concentrada nos programas de bairro, caminhadas e debates com segmentos sociais.  

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A alma e os sentimentos por trás de On the Road

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   O Jack Kerouac mais conhecido é aquela figura dos romances autobiográficos do autor, meio bad boy, meio anjo torto. E, no entanto, somente os seus diários íntimos – até hoje inéditos em livro –, nos quais ele desvendou seus sentimentos mais recônditos, revelam o verdadeiro Kerouac – o seu eu mais real, mais honesto e filosófico.   Em Diários de Jack Kerouac, 1947-1954, publicado nos Estados Unidos em outubro de 2004, o historiador Douglas Brinkley reuniu uma seleção de anotações dos diários escritos durante o período mais crucial da intrépida vida do romancista, começando em 1947, quando ele tinha 25 anos, e seguindo até 1954. Um verdadeiro retrato do artista quando jovem, estes diários mostram uma alma sensível mapeando seus próprios progressos como escritor e digerindo os seus mais importantes precursores literários, como Dostoiévski, Tolstói, Joyce, Mark Twain, Céline, entre outros.   Eis Kerouac como um faminto e jovem escritor que luta para aperfeiçoar e terminar seu primeiro romance, The Town and the City, ao mesmo tempo em que constrói imporantes amizades, com Allen Ginsberg, William S. Burroughs e Neal Cassady. Eis, também, Kerouac em pleno processo de gestação daquela que seria considerada sua obra máxima, On the road, na qual começou a trabalhar em 1957.   Serviço   Diários de Jack Kerouac Douglas Brinkley L&PM  448 páginas R$ 49 em média

15/10/2012 / 0 Comments
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