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Século Diário

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Candidato tucano muda estratégia para o segundo turno da disputa em Vitória

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Nas duas candidaturas que disputam o segundo turno em Vitória é possível perceber que o candidato do PSDB, Luiz Paulo Vellozo Lucas, mudou a estratégia de campanha, enquanto Luciano Rezende (PPS), que chegou em primeiro na nova fase, segue a estratégia da “mudança”. Luiz Paulo, em seu programa desse domingo (14), adotou uma postura diferente daquela do primeiro turno, tentando passar ao eleitor a ideia de que ele reúne a experiência necessária para administrar a cidade. Também partiu para o ataque contra o adversário. As críticas de Luiz Paulo a Luciano Rezende se concentram em seus apoios, tentando desqualificar a candidatura do adversário. O tucano relembrou o imbróglio da denúncia do candidato do Psol, Gustavo De Biase, durante um debate na Rádio CBN, no primeiro turno, de tentativa de cooptação. Também tenta colar a imagem de Luciano ao prefeito João Coser e ao PT, afirmando que ele, Luiz Paulo, seria a verdadeira “mudança”. O candidato também usou imagens da deputada federal Iriny Lopes, que reagiu pelo Facebook. “Não estou disputando o segundo turno e nem apoio nenhuma das candidaturas postas. Amanhã [esta segunda-feira ,15], entrarei na Justiça para contestar o uso indevido de minha imagem em um programa eleitoral”, declarou a petista na página de relacionamentos. Na tarde desta segunda, o candidato do PSol, também se posicionou por meio do Facebook sobre a utilização de sua imagem no programa do tucano. “Reafirmo que mantemos nossa independência no 2º turno das eleições em Vitória e não apoiaremos nenhum dos dois candidatos. O diretório se reunirá essa semana com nossa assessoria jurídica para definir posicionamento sobre utilização das imagens”, afimrou De Biase. Já o candidato do PPS continua evitando o embate com o tucano para fugir de possíveis desgastes. Tudo indica que nas próximas duas semanas, o tucano deve endurecer ainda mais o discurso, seja no horário eleitoral, seja pela militância.

15/10/2012 / 0 Comments
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Advogados capixabas na disputa por cadeira de desembargador federal

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O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) publicou, nesta segunda-feira (15), o edital para formação de lista sêxtupla para preenchimento da vaga de desembargador destinada à advocacia no Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2). As inscrições serão abertas no final deste mês. O tribunal abrange os estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo, que não indicou nenhum dos 27 atuais membros da corte.  De acordo com informações do OAB, os advogados que tiverem seus pedidos de candidatura à lista sêxtupla deferidos serão sabatinados pelo Conselho Federal. A sabatina tem o objetivo de avaliar o conhecimento dos candidatos sobre o papel do advogado como ocupante da vaga do Quinto Constitucional e até a ciência quanto aos problemas inerentes ao funcionamento da Justiça.  Logo em seguida, os seis advogados que comporão a lista sêxtupla serão escolhidos em votação pelos conselheiros federais, integrantes da diretoria do Conselho Federal e pelos membros honorários vitalícios com direito a voto. A lista será depois enviada ao TRF2, que será responsável pela formação de uma lista tríplice com base nela.  A lista final será encaminhada à presidente da República, Dilma Rousseff, a quem compete nomear o futuro desembargador federal.  A vaga foi aberta com a aposentadoria do desembargador Frederico José Leite Gueiros. Pela Constituição Federal, o dispositivo do Quinto Constitucional estabelece que um quinto das vagas dos tribunais seja ocupado por advogados e membros do Ministério Público, nomeados alternadamente.

15/10/2012 / 0 Comments
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A Confissão da Leoa é o novo romance de Mia Couto

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  Em 2008, quando Mia Couto participava da expedição de uma equipe de estudos ambientais ao norte de Moçambique, começaram a ocorrer na região ataques de leões a pessoas. Essa experiência inspirou o autor a escrever este romance singular.   Em A Confissão da Leoa, uma aldeia moçambicana é alvo de ataques mortais de leões provenientes da savana. O alarme chega à capital do país e um experimentado caçador, Arcanjo Baleiro, é enviado à região. Chegando lá, porém, ele se vê emaranhado numa teia de relações complexas e enigmáticas, em que os fatos, as lendas e os mitos se misturam.   Uma habitante da aldeia, Mariamar, em permanente desacordo com a família e os vizinhos, tem suas próprias teorias sobre a origem e a natureza dos ataques das feras. A irmã dela, Silência, foi a vítima mais recente.   O livro é narrado alternadamente pelos dois, Arcanjo e Mariamar, sempre em primeira pessoa. Ao longo das páginas, o leitor fica sabendo que eles já tiveram um primeiro encontro muitos anos atrás, quando Mariamar era adolescente e o caçador visitou a aldeia.   O confronto com as feras leva os personagens a um enfrentamento consigo mesmos, com seus fantasmas e culpas. A situação de crise põe a nu as contradições da comunidade, suas relações de poder, bem como a força, por vezes libertadora, por vezes opressiva, de suas tradições e mitos.   Serviço   A Confissão da Leoa  Mia Couto Companhia das Letras 256 páginas R$ 39,50 em média

15/10/2012 / 0 Comments
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Novo romance de Mia Couto

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Em 2008, quando Mia Couto participava da expedição de uma equipe de estudos ambientais ao norte de Moçambique, começaram a ocorrer na região ataques de leões a pessoas. Essa experiência inspirou o autor a escrever o singular A Confissão da Leoa.   Em A Confissão da Leoa, uma aldeia moçambicana é alvo de ataques mortais de leões provenientes da savana. O alarme chega à capital do país e um experimentado caçador, Arcanjo Baleiro, é enviado à região. Chegando lá, porém, ele se vê emaranhado numa teia de relações complexas e enigmáticas, em que os fatos, as lendas e os mitos se misturam.   Uma habitante da aldeia, Mariamar, em permanente desacordo com a família e os vizinhos, tem suas próprias teorias sobre a origem e a natureza dos ataques das feras. A irmã dela, Silência, foi a vítima mais recente.   O livro é narrado alternadamente pelos dois, Arcanjo e Mariamar, sempre em primeira pessoa. Ao longo das páginas, o leitor fica sabendo que eles já tiveram um primeiro encontro muitos anos atrás, quando Mariamar era adolescente e o caçador visitou a aldeia.   O confronto com as feras leva os personagens a um enfrentamento consigo mesmos, com seus fantasmas e culpas. A situação de crise põe a nu as contradições da comunidade, suas relações de poder, bem como a força, por vezes libertadora, por vezes opressiva, de suas tradições e mitos.   Serviço   A Confissão da Leoa  Mia Couto Companhia das Letras 256 páginas R$ 39,50 em média    

15/10/2012 / 0 Comments
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A lógica do livre, leve e solto

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Mesmo quem idólatra o ex-governador Paulo Hartung, há de concordar que o apego à ética nunca foi seu forte, principalmente quando os interesses gravitam em torno da política.    Sua trajetória política evidencia que seus interesses pessoais sempre estiveram acima de ideologias partidárias. Tanto é que o ex-governador costuma trocar de partido como quem troca de meias. Se a conta não está errada, para menos, é claro, desde que surgiu na vida política Hartung já transitou por seis partidos: PCB, PMDB, PSDB, PPS, PSB e, por enquanto, não se sabe até quando, PMDB, novamente.   O mais inquietante nesse troca-troca todo é que as mudanças passaram longe da ética. Para abandonar um partido e se filiar a outro, ele sempre considerou simplesmente os seus interesses imediatos. Ideologia, ética, fidelidade? Isso por acaso é alguma piada?    Nestas eleições Hartung voltou a deitar e rolar na hora de definir quais candidatos iria apoiar. A coloração partidária do candidato foi o que menos importou, assim como as alianças, acordos ou outros compromissos previamente firmados. Para definir o apoio, importava para Hartung, como sempre, as vantagens que levaria.    Da boca pra fora, para justificar a infidelidade, dizia que a qualidade do candidato vinha na frente da legenda que o vinculava. Foram esses os argumentos que ele usou, por exemplo, para justificar o apoio ao candidato do PPS Edson Magalhães, que disputou a prefeitura de Guarapari. Hartung ignorou o fato de o PMDB estar coligado com o PSB do candidato Ricardo Conde.    O candidato de Hartung acabou ganhando as eleições, mas não levou. O recurso do atual prefeito de Guarapari continua no Tribunal Superior Eleitoral aguardando julgamento.    O apoio a Magalhães foi o mais escancarado, mas não foi o único. Ele também apoiou o petista Carlos Casteglione em Cachoeiro de Itapemirim, na contramão da aliança do PMDB, que apoiava Glauber Coelho, do PR.    O mais curioso é que esse mau exemplo está sendo seguido por outros políticos, que também entenderam que os interesses pessoais devem prevalecer sobre questões partidárias, históricas ou ideológicas. É a reedição da repugnante “Lei de Gérson”, aquela que o craque da conquista do tricampeonato de 1970, que dá nome à lei, recomendava: “O importante é levar vantagem em tudo, certo?”   Certo. Pelo menos para os prefeitos reeleitos de Colatina e Cachoeiro de Itapemirim, respectivamente, Leonardo Deptulski e Carlos Casteglione. Apoiados pelo ex-governador na eleição que os reelegeram, os prefeitos petistas assinaram um pacto com Hartung. A ética e todos os seus coadjuvantes que deveriam regular a política como uma atividade limpa, não fizeram parte desse pacto.   Como paga pelo apoio que receberam, o ex-governador exigiu que a dupla petista anunciasse publicamente apoio ao candidato a prefeito de Vila Velha, Rodney Miranda (DEM).   Seguindo a lógica do ex-governador, que alegou estar “livre, leve e solto” para apoiar quem bem entendesse, Casteglione e Deptulski aderiram à “Lei de Gérson” e atropelaram todos os princípios éticos com os Partidos dos Trabalhadores.    A manobra antiética dos dois prefeitos, porém, foi denunciado por três petistas históricos: a deputada federal Iriny Lopes, que disputou e perdeu a eleição para prefeita de Vitória no último domingo (7), o deputado estadual Cláudio Vereza e o subsecretário estadual de Direitos Humanos Perly Cipriano. Eles pediram, por meio de uma carta, punição aos dois oportunistas de plantão que se renderam à manobra de Hartung.   Vamos esperar para ver se a carta de indignação dos três petistas terá resultado ou se no PT também prevalecerá “Lei de Gérson”.

14/10/2012 / 0 Comments
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Conrad no coração das trevas

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  Joseph Conrad foi um escritor britânico de origem polaca que se destacou como escritor na virada do século XIX para o XX. Suas estórias se basearam principalmente em relatos de marinheiros e no mar. Sua obra mais conhecida é a novela “O Coração das Trevas” que começou a ser publicada em forma serial em 1899, e pela primeira vez em livro em 1902 no volume Youth, junto com duas outras obras.   Conrad antes de se tornar escritor se aventurou na Marinha Mercante e chegou a conhecer alguns lugares inexplorados pelos europeus como o rio Congo em 1890. Tais viagens ao coração da África certamente lhe trouxeram novas visões sobre a civilização e as diferenças brutais entre as culturas europeia e as tribos perdidas do continente africano. A novela “O Coração das Trevas” é exatamente o reflexo dessas viagens, uma novela moderna em que as mazelas do novo colonialismo da era industrial mostra a sua face macabra.   Então, para situar O Coração das Trevas no seu sentido maior, ela é o retrato de uma incursão dentro do desconhecido, a viagem do narrador Marlow em busca do misterioso Kurtz que está “no coração das trevas”, uma narrativa moderna do chamado narrador “incontrolável” de que se valeu Conrad também em obras como Lord Jim (1900) e Youth (1902).   O novo colonialismo, desta vez não mais do mercantilismo português e espanhol que houvera nos séculos XIV e XV, mas sim de uma necessidade de expansão capitalista insaciável da revolução industrial, com a Inglaterra na frente, levou países europeus e os Estados Unidos a tomarem para si novos territórios agora na África e na Ásia, numa apropriação de riquezas tais como o marfim, e o Reino do Kongo foi um desses lugares de exploração, o qual aparece na novela de Conrad citado como “a desembocadura do rio Congo”.   A busca incessante do narrador Marlow pelo enigma Kurtz nos mostra um trajeto em que ficam os brancos exploradores de um lado, com suas ilusões de uma verdade “civilizada”, a ilusão de terem uma missão de expansão dos valores europeus e ocidentais às custas de violência e de invasão para alimentar a economia e abrir novas frentes para o capitalismo industrial, e uma cultura exótica que negava todos esses valores civilizatórios, de um “inferno” na selva que Marlow testemunha e que busca entender ao sair atrás de um Kurtz, o único homem branco que poderia entender “o coração das trevas”, aquele que abandonou a si mesmo na última fronteira da exploração do marfim e se tornara um misterioso chefe do qual todos temiam e do qual qualquer palavra era oráculo para os que o cercavam. Mas Kurtz era nada mais que a imagem decadente de um projeto civilizatório que não reconhecia a alma humana de uma cultura diferente, era o senhor do marfim no seu refúgio, na sua fuga, e que se tornara o grande sábio que tinha o enigma da selva, e era isso que o narrador Marlow de Conrad buscava, o que era aquilo tudo, o que era o “coração das trevas”.   Conrad consegue na novela “O Coração das Trevas” uma superação, na narrativa, da “onipresença” do romantismo e da objetividade realista ou naturalista. O narrador em Conrad é protagonista, mas não tem uma verdade verossímil e nem uma autoconsciência de todo o enredo, é um narrador que carrega o leitor junto de si no desvendamento dos acontecimentos. Marlow é um marinheiro, Conrad revela nele a sua própria experiência de vida como explorador de mundos desconhecidos, Kurtz é o alterego que tem o enigma da   selva, mas que é também decadência e niilismo, Kurtz é o oráculo em que o segredo das trevas está, mas o inferno ali também está, a vida endurecida do colonialismo ali também está, todas as contradições da civilização e da selva em luta acabam no homem chamado Kurtz, aquele em que a velha Europa encontra o “coração das trevas”.   Gustavo Bastos, filósofo e escritor.

14/10/2012 / 0 Comments
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Vale tudo?

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A decisão dos prefeitos petistas de Cachoeiro de Itapemirim e Colatina, respectivamente, Carlos Casteglione e Leonardo Deptulski, de apoiar a candidatura de Rodney Miranda (DEM) em Vila Velha, pode explicar muito sobre suas reeleições. A capacidade dessas duas lideranças em virar as costas para todo um sistema ideológico partidário em favor da manutenção do poder permite que eles vejam com naturalidade heresias políticas como esta. Em  Cacheiro e Colatina, o projeto em vigência na prefeitura não é mais um projeto do PT e sim um projeto de grupo político. Casteglione já foi, em um tempo remoto, próximo da Articulação de Esquerda, vertente petista da qual faz parte a deputada federal, candidata derrotada em Vitória, Iriny Lopes. Hoje, ele faz parte de um grupo político que busca hegemonia no Espírito Santo. Talvez na passagem pelo governo Paulo Hartung, período em que Casteglione assumiu a Secretaria de Trabalho e Ação Social, tenha mudado sua visão política a ponto de ele achar normal caminhar com Camilo Cola (PMDB), financiador de ações de tortura no Espírito Santo durante a ditadura militar. A origem de petista de Leonardo Deptulski é sua mudança é ainda mais surpreendente. O prefeito de Colatina é remanescente da APS, a mais radical das correntes do PT. Quando a maioria dos integrantes da corrente deixou o partido para montar o Psol, Leonardo ficou, mas sua ideologia se foi. Aliou-se ao então prefeito do município Guerino Balestrassi e deixou de ser um projeto do PT, passou a ser um projeto de poder de Balestrassi. Por isso, se as lideranças históricas do PT, como Iriny, Claudio Vereza e Perly Cipriano ainda entendem que a aliança com o DEM significa uma contradição ao projeto nacional que é tocado pelo PT, para eles isso não importa mais. A política de grupos desses prefeitos atingiu seu pequeno objetivo de manutenção do poder local. Por essas e outras o PT encontra-se na situação difícil que tem hoje. É claro que contabilizar Cachoeiro e Colatina o deixa na frente do PSDB na disputa pelo poder entre os partidos, mas no que se refere aos anseios de sua militância, o projeto dos dois municípios está cada vez mais distante da essência petista.

14/10/2012 / 0 Comments
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TSE deve promover sessões extras para julgar pendências eleitorais

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A presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Cármen Lúcia Rocha, termina neste fim de semana (13 e 14) o levantamento do quadro de demandas e dependendo do volume de processo, a ministra já avisa: poderá convocar sessões extraordinárias no decorrer da semana. A convocação aos ministros pode ser necessária, como informa o site do TSE, para fazer frente à demanda de recursos pendentes em julgamento em relação às eleições municipais deste ano. A possibilidade de convocação extraordinária já foi comunicada aos ministros. No Espírito Santo, as decisões do TSE são importantes porque podem mudar o comando de alguns municípios capixabas. Neste ano, a Justiça eleitoral recebeu, desde julho, quando começou o período eleitoral, mais de 480 mil pedidos de registro de candidatura de pessoas que pretendiam concorrer aos cargos de prefeito, vice-prefeito e vereador em todo o País. Entre eles está o recurso do prefeito de Guarapari, Edson Magalhães (PPS), que tenta validar a votação acachapante que recebeu no último domingo (7) e que está, por enquanto, anulada. Em Pedro Canário, norte do Estado, o prefeito Antônio Fiorotti (PSB), vive situação semelhante. Em Conceição da Barra, o prefeito Jorge Donati (PSDB) teve candidatura liberada pela Justiça, mas em caráter liminar, falta a avaliação da Corte sobre o mérito do recurso. Outros candidatos capixabas, além desses também engrossam a lista de recursos a serem julgados pelo TSE. Os pedidos que hoje estão na fila de julgamento do TSE, já  foram analisados pelos juízes eleitorais e os recursos encaminhados aos Tribunais Regionais Eleitorais dos Estados. Após o julgamento dos recursos pelos TREs, cerca de oito mil candidatos recorreram novamente, agora ao Tribunal Superior Eleitoral. Os recursos chegaram ao TSE a partir de setembro, que vem julgando os casos referentes às eleições 2012 nas sessões plenárias, às terças e quintas-feiras, e diariamente em decisões monocráticas dos ministros que integram a Corte.

14/10/2012 / 0 Comments
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Papo de RepórterVencedores da eleição 2012: O jogo só termina quando acaba

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Nerter Samora Renata Oliveira Antes mesmo da disputa eleitoral deste ano ter começado, os possíveis campeões já estavam sendo cotados nos meios políticos. Mas como diz o ditado, o jogo só termina quando acaba. Papo de Repórter analisa as disputas deste ano. Nerter – Terminada o primeiro turno das eleições 2012, ainda estamos na mesma. Uma boa parte do eleitorado ainda não definiu seus líderes, e além dessa questão dos prefeitos a serem definidos em Vitória, Cariacica e Vila Velha, também está em jogo a discussão sobre o cenário político de 2014. Muita gente tentou antecipar vencedores e vencidos nestas eleições, mas ainda é muito cedo para se tirar conclusões. É claro que o primeiro turno nos permite fazer algumas leituras, mas a estrada para o Palácio Anchieta só ficará um pouco mais iluminadas a partir do dia 28 de outubro. Renata – O que se pode dizer desse primeiro momento é que o fim da geopolítica deixou a eleição 2012 com cara de eleição, uma coisa que não se via há uma década. Pode parecer brincadeira, mas o que se viu em 2004, 2006, 2008 e 2010, foram eleições de gabinete, em que a vontade do eleitor ficava em segundo plano. A diferença é nítida. Em 2008 só houve segundo turno no município de Vila Velha, isso porque o cenário do município não coube dentro do acordo que estava sendo traçado entre os partidos na Grande Vitória. Ainda assim, na metade do segundo turno, o esvaziamento do palanque de um dos candidatos foi fundamental para a vitória do outro. Nerter – Olha o dedo da geopolítica aí. Agora a eleição mudou de figura. As urnas apontaram a preferência do eleitorado pelo discurso da mudança. Uma mudança que acabou impactando justamente os que tinham assento nesta mesa. Leia-se o prefeito de Vitória, João Coser (PT), que não deu condições de sua sucessora disputar em pé de igualdade o pleito na Capital; o prefeito da Serra, Sérgio Vidigal (PDT), que sofreu uma derrota devastadora; o prefeito de Vila Velha, Neucimar Fraga, que representava o PR nessa mesa por conta das dificuldades do senador Magno Malta, e que terá uma disputa duríssima e até mesmo o ex-governador Paulo Hartung (PMDB), que viu sua entrada na campanha de Luiz Paulo fazer água no barco da candidatura de Luiz Paulo, em Vitória. Renata – Veja que os processos eleitorais passados, tinham como principais artífices meia dúzia de partidos que loteavam as principais vitrines políticas do Estado, chegando ao cúmulo de se criar uma fila sucessória para voos mais altos, incluindo vagas no Senado, Câmara dos Deputados e, o mais cobiçado dos cargos, o de governo do Estado.  Deste seleto grupo faziam parte PT, PDT, PR, PMDB e PSB, sendo que no campo municipal, na Grande Vitória, os três primeiros eram os protagonistas e os dois últimos forças auxiliares. Comandados por Hartung, esse grupo decidia quem coligava com quem, quem disputava e quem seria rifado, evidentemente com prêmios de consolação no futuro.  Como isso não aconteceu, as disputas foram duríssimas, não só na Grande Vitória, como também no interior… Nerter – Um sintoma disso foi que mais de 50% dos municípios capixabas tiveram disputas com apenas dois candidatos e não foram candidaturas cartoriais, não, houve embates de fato, como em Cachoeiro de Itapemirim, Colatina e até Linhares, que me perdoe o deputado estadual José Carlos Elias (PTB). E estamos falando dos principais colégios do interior do Estado. Em municípios menores do interior, vimos essa repetição. Só que diferentemente das cidades-polo, pesou, naturalmente, a mão do governador Renato Casagrande. Renata – Mas vale destacar que essa movimentação de Casagrande nada teve a ver com geopolítica, foi um movimento natural de quem está no poder, dadas algumas exceções em que o governador pesou a mão, como em Colatina, tirando Paulo Foletto (PSB) da disputa, para manter o PT harmônico na base, no restante não foram feitos acordos prévios. Houve disputa, o que é sadio para a democracia e que estava fazendo falta no Estado. Nerter – Tanto que Casagrande ao avaliar o pleito reafirmou o compromisso de manter a base unida. É claro que sempre há quem esperneie, mas nada que coloque em risco a governabilidade de Casagrande. Mas para esse segundo turno, o que se observa agora é quem vai sair mais fortalecido, porque por trás dos candidatos temos partidos que podem ganhar musculatura para o jogo político futuro e outros que podem sofrer um desgaste muito forte. Renata – O PSDB não ganhou nenhum município importante e vai para o tudo ou nada com Luiz Paulo Vellozo Lucas em Vitória. Eu não queria estar na pele dele, tem uma responsabilidade muito grande. Saiu na frente no pleito, esperava fechar a fatura no primeiro turno e agora chegou a uma nova eleição, em desvantagem em relação ao antigo aliado Luciano Rezende (PPS), que ao lado do DEM formava com o PSDB uma trinca na disputa contra o PT e seus aliados na Capital. Luiz Paulo tem um problema muito sério pela frente. Se preparou para enfrentar o PT e agora vai ter que lavar roupa suja com um sujeito limpinho, que foge da linha de tiro dos tucanos. E agora? Nerter – Bom, já começou a partir para o ataque, mas não sei se essa estratégia é a mais adequada, pode não dar certo. Mas o que fica implícito nessa nova etapa é: Hartung subirá novamente no palanque de Luiz Paulo e compartilhará com ele a vitória ou a derrota? É uma cartada de risco. Você consegue ver Hartung fazendo uma aposta dessa monta? Renata – Bom, não sei fará, mas deveria, porque até agora o que foi que Hartung na eleição deste ano? Cachoeiro? Não. Na verdade quem contribui para a vitória de Carlos Casteglione (PT) por lá foi Camilo Cola, com seu aporte financeiro e a Rádio Diocesana no embate religioso com o candidato evangélico do PR, Glauber Coelho. Para Hartung, vencer em Vitória com Luiz Paulo e em Vila Velha com Rodney Miranda,

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Ufes sedia semana dedicada a debater a violência contra a mulher

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  A Universidade Federal do Estado (Ufes) abre, nesta segunda-feira (15)  a campanha “Mulheres em Busca de Mudar a Universidade”, com o objetivo de debater a opressão de gênero e os papeis da mulher no ambiente universitário. A semana de mulheres vai até a sexta-feira (19) com seminários, debates e atividades culturais.    O Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Ufes, que organiza a semana pretende fazer da campanha de mulheres um instrumento de caráter permanente, com diversos eixos de trabalho.    O movimento surge da necessidade de reflexão a respeito das diferentes mulheres e dos papeis sociais que elas exercem, assim como do enfrentamento das questões relativas à opressão contra mulheres.    Os principais temas debatidos pelas participantes da semana de mulheres vão ser a violência contra a mulher; os padrões estéticos e a autonomia do corpo; participação política; universidade e trabalho; diversidade sexual e mulheres negras.      O foco da campanha vai ser a violência contra a mulher, principalmente por conta do estupro de uma jovem de 19 anos ocorrido dentro da Ufes no dia 8 de setembro de tantos outros silenciados. Além disso, também contribuiu para a escolha do tema as denúncias de violência nos trotes e recepções de calouros. 

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