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Século Diário

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Raiz açoriana

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  A artista plástica açoriana Nina Medeiros desembarcou na cidade de Viana para uma imersão cultura e conclusão da exposição que irá comemorar o 200 anos de imigração açoriana e os 150 anos de emancipação política do município. A exposição Viana, Uma Visagem Açoriana busca pensar na formação e no desenvolvimento da cidade por meio de seu patrimônio cultural.    A exposição foi motivada pela chegada dos açorianos em Viana, tendo a paisagem como território de natureza exploratória e da história do município, entrevendo no trajeto diário: os bairros fragmentados de Viana, a cidade e a arte.    Algumas questões da exposição e do projeto como um todo, referem-se aos modos de construção do imaginário de Nina e como seus relatos visuais contribuirão para uma visagem açoriana sobre Viana.   As obras de Nina Medeiros transitam entre o virtual e o tempo real através da instalação que fazem uso de desenho, pinturas, fotografias, gravuras, poesia, vídeo, som, livro-arte e web.    As expectativas e sonhos, como também o que levaram de material e de vivências, incluindo aspectos culturais e religiosos, do pouco mais de 50 casais açorianos que teriam sido desviados pela coroa de Portugal para povoar do Espírito Santo, são abordados pela artista.    Esse conjunto de imagem será apresentado em diferentes locais da cidade, nomeadamente aquelas com maiores cargas históricas e sociais.     O papel da artista, por fim, será o de orquestrar situações com a comunidade de redescobrimento dos vários espaços de vivência por meio da paisagem e das memórias trazidas pelo trajeto traçado pela artista, entre Viana e o habitat da artista nos Açores.   Projeto O que mais os seres humanos gostam de fazer é guardar de alguma forma suas lembranças. Pensando nisso a coordenação da exposição propõe um projeto educativo para os visitantes interativo e artístico.   Através de caixas moduladas, onde em dois dos lados se veem fragmentos das obras da Nina Medeiros, e nos outros o espaço é livre para a manifestação artística de crianças, adolescentes e adultos.   O cubo, ao final dos exercícios práticos monitorados, se transforma em peças únicas dos visitantes e transformados em pequenas obras de arte. O visitante, querendo, poderá deixar a “sua obras de arte” no Casarão ou levar como uma “Remembrança”.   Serviço A exposição Viana, uma Visagem Açoriana, de Nina Medeiros, está em cartaz na Galeria de Arte Casarão. Av. Florentino Ávidos, Centro, Viana. Visitação: 9h às 18h, inclusive sábados, domingos e feriados. Visitas agendadas: 3255-1346 (Carla). Até 12 de dezembro. Entrada franca.

11/10/2012 / 0 Comments
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Ademar Devens vai responder a ação penal por fraudes

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A pouco menos de dois meses para deixar o cargo, o prefeito de Aracruz, Ademar Devens (PMDB), vai responder a uma ação penal por fraudes em licitações e formação de quadrilha. O juiz da Vara Criminal da comarca, Fábio Gomes e Gama Júnior, recebeu a denúncia formulada pelo Ministério Público Estadual (MPES) contra o peemedebista e mais 13 pessoas, pela suposta fabricação de uma licitação fictícia. As penas podem chegar a sete anos de prisão, além do pagamento de multa.   Na decisão, o juiz considerou a presença de indícios suficientes de autoria e materialidade dos delitos para a deflagração da ação penal. A denúncia narra fraudes na contratação de uma empresa para a reforma do parque de exposições do município em março de 2009. O Ministério Público aponta que a prefeitura teria simulado a realização de uma licitação na tentativa de mascarar a realização anterior das obras no local.   Gomes e Gama Júnior acolheu todos os termos do parecer do MPES, com exceção do pedido da exclusão dos membros da comissão licitante da prefeitura da ação. No entendimento do magistrado, os membros da comissão licitante também tiveram participação nas fraudes. “[Ficou] demonstrado que a Comissão de Licitação foi a responsável pelo envio dos convites às empresas que, segundo a denúncia, estariam agindo em comunhão nas fraudes”, aponta.   Pela denúncia, a empresa que venceu a licitação fabricada foi autorizada a começar as obras em 13 de abril de 2009, quando as mesmas já haviam sido concluídas. “O procedimento licitatório foi homologado quando já havia sido, inclusive, realizado um evento no local”, aponta a promotoria. O mesmo episódio de fraudes também resultou no ajuizamento de uma ação de improbidade contra todos os envolvidos, em setembro daquele ano.   Além do prefeito Ademar Devens, foram denunciados: Lúcia Lozer Rampinelli, Deustis Maria de Souza Pereira, João Borges Ferreira, Ivania Gomes do Rosário, Marines da Silva Loyola, Cláudio Carlesso, Heitor Luiz Rampinelli Gomes, Louise Jorge Gonçalves, Robson Guimarães Neres, Jose Renato Fernandes, Diva Catarina Mantovani de Freitas, Lino Antônio Broetto e Rogério Rocha dos Santos.   A promotoria pede a condenação dos envolvidos nos artigos 90, da Lei de Licitação (Lei 8.666/93), que prevê fraudes em licitações, e 288 do Código Penal, que trata da formação de quadrilha. Caso sejam condenados, as penas previstas para os crimes, somadas, variam entre três e sete anos de prisão, além do pagamento de multa.   Essa é a primeira ação penal que envolve o prefeito Ademar Devens, que responde a outras seis ações de improbidade administrativa e três ações populares na comarca do município. Apesar de não poder se candidatar a uma nova reeleição, o peemedebista não emplacou o sucessor no pleito deste ano e sai do cargo com alta rejeição perante a população.   As primeiras denúncias contra a administração do peemedebista começaram em março de 2009, durante a deflagração da Operação Apache. Na época, foram cumpridos mandados de busca e apreensão contra 11 pessoas, entre elas o então procurador geral do município, João Aroldo Cypriano Ferraz. O esquema envolveria, além do ex-procuradores, parentes e outros funcionários da prefeitura.   Em depoimento prestado na época, o ex-secretário de Suprimentos Wellington Lorenzuti – preso com a mala onde guardava R$ 385 mil em dinheiro na sua residência – delatou o esquema de corrupção na prefeitura. Embora ele não cravasse a participação de Devens, confirmou que a negociata se dava em seu nome através de primo, Rubinho Devens, que chefiava o gabinete do prefeito. O peemedebista chegou a ficar mais de sete meses afastado do cargo por ordem judicial.

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Polissia aborda combate a crimes contra crianças

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Vencedor do Prêmio do Júri do Festival de Cannes 2011 , o drama Polissia expõe o cotidiano dos policiais da Brigada de Proteção ao Menor, de Paris. Os policias dessa divisão especial lidam todos os dias com casos de prostituição infantil, exploração de menores, pedofilia, maus tratos, estupro, aborto, rapto.   O filme, que estreia nesta sexta-feira (12) no Cine Jardins, é focado na visão dos policiais, que muitas vezes se tornam passionais diante de alguns casos. Esse é o terceiro longa dirigido pela francesa Maiwenn, conhecida por interpretar a alienígena azul e cantora em O Quinto Elemento (1997).   A câmera inquieta, os closes fechados e os cortes bruscos na edição são algumas das características que a diretora desenvolve no intenso Polissia. O roteiro também é assinado pela francesa. Além de dirigir e escrever, ela também interpreta uma fotojornalista que registra todos os casos e acaba despertando a ira do policial Fred (Joy Star).   Polissia, escrito errado como uma criança o faria, não trata os policiais como heróis, mas sim como pessoas normais que tem momentos de fúria e de fraqueza. O filme é resultado de uma longa pesquisa realizada por Maiwenn, que realmente conviveu com a Brigada de Proteção ao Menor e baseou-se em casos reais para montar seu roteiro.   Serviço Polissia (Polisse, França, 2011, 127 minutos, 14 anos)   Cine Jardins – Shopping Jardins: Sala 2. 18h55.

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Gracias a la vida: um tributo a Violeta Parra

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Apaixonada pela música e pelo folclore, Violeta Parra (1917-1967) foi a mais importante cantora e compositora do Chile. Ela ficou conhecida pelo engajamento político e por uma vasta obra baseada na música popular do país. Violeta Foi Para o Céu, filme que estreia no Cine Jardins nesta sexta-feira (12), homenageia essa grande mulher contando sua história de vida. Uma realização do cineasta chileno Andrés Wood, diretor do ótimo e delicado Machuca (2004).   Inspirado no livro homônimo escrito pelo filho da artista, Ángel Parra, o roteiro segue bem de perto os passos de Violeta. Desde a infância humilde e o contato com festas religiosas e pagãs, que depois lhe serviram de referência para sua música, até as grandes apresentações para plateias de todo o mundo. A trama não-linear percorre diversos momentos da vida da artista, sempre envolvida com seu povo.   A cantora foi influência direta para o cantor e compositor Victor Jara (1932-1973), um dos expoentes do movimento artístico Nova Canção Chilena, que marcou o período de grandes transformações sociais no país entre o final dos anos 1960 e início dos anos 1970.    Jara usou sua música para lutar por uma sociedade justa e igualitária, mas acabou sendo preso e executado durante o regime militar de Augusto Pinochet.   Em Violeta Foi Para o Céu, a personalidade da artista, interpreta por Francisca Gavilán, vai sendo revelada pouco a pouco, sem preocupação didática. Francisca consegue se transformar em Violeta e até cantar as músicas dela de forma muito próxima a da compositora.    Mesmo aqueles que não conhecem a artista vão conseguir captar sua essência e sensibilidade. Violeta é autora de Gracias a La Vida, canção gravada por Mercedes Sosa e Elis Regina.   A cinebiografia de Andrés Wood levou os prêmios de Melhor Filme, Melhor Roteiro e Melhor Edição no Cine Ceará, em Fortaleza. O longa foi o filme chileno mais visto de 2011, além de ter sido o representante chileno a tentar indicação na categoria de Melhor Filme Estrangeiro no Oscar (EUA).    Serviço Violeta Foi Para o Céu (Violeta se fue a los cielos, Chile/Argentina/Brasil, 2011, 110 minutos, 12 anos)   Cine Jardins – Shopping Jardins: Sala 1. 19h.

11/10/2012 / 0 Comments
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Sistema Hartung-Balestrassi sobrevive no palanque de Juninho em Cariacica

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Na tentativa de colocar seu DNA nos palanques importantes da Grande Vitória, o ex-governador Paulo Hartung (PMDB) acionou seu aliado Guerino Balestrassi, diretor-presidente do Banco de Desenvolvimento do Estado (Bandes). como um dos principais artífices nas campanhas de Vila Velha, Vitória e Cariacica. Balestrassi foi quem abriu caminho para a entrada de Paulo Hartung na campanha do tucano Luiz Paulo Vellozo Lucas, em Vitória. Mas a entrada de Hartung não foi muito proveitosa para o candidato tucano, que sofreu uma queda vertiginosa nas pesquisas depois que aderiu ao seu palanque o sistema de Hartung. Em Vila Velha, Balestrassi foi o responsável pela aproximação entre o ex-prefeito Max Filho (PSDB) e o ex-governador Paulo Hartung. Nos meios políticos locais, ele também é apontado como o grande captador de recursos para a campanha do tucano. Mas isso também não foi suficiente para fazer com que o tucano passasse para a segunda fase da disputa. Agora, o diretor-presidente do Bandes e ex-prefeito de Colatina entra com mais força na campanha do candidato do PPS em Cariacica, Geraldo Luzia, o Juninho. No município há uma peculiaridade a ser destacada. O candidato adversário de Juninho é o deputado estadual Marcelo Santos, que é do PMDB, partido do ex-governador Paulo Hartung. Neste caso, o sistema PH-Balestrassi estaria funcionando contra o candidato do partido de Hartung. Todos aliados que receberam o apoio de Baslestrassi destacam o perfil técnico do emissário de Hartung. Ele estaria entrando nas disputas para dar aos apoiados um perfil qualificado de gestão. Mas na verdade, o ex-prefeito de Colatina tem uma veia tão política quanto qualquer outro aliado. Com as inserções nesses palanques e a ajuda financeira, ele estaria buscando ampliar sua base política, que continua restrita ao município de Colatina, além de colocar indiretamente Hartung no palanque dos candidatos que são apostas do grupo. A movimentação de Balestrassi para seu próprio crescimento político é importante depois de ele ter feito escolhas equivocadas, após deixar a prefeitura de Colatina, em 2008. No PV, tentou emplacar uma candidatura ao Senado, deixando a vice-presidência da Confederação Nacional dos Municípios (CNM). Não conseguiu disputar nenhum cargo e perdeu capital político.

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Aparecida Denadai: sentimento não é de alegria, mas de alívio

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 “Sentimento não é de alegria, mas de alívio”. Esta foi a declaração da deputada estadual Aparecida Denadai, depois da condenação do empresário Sebastião Pagotto a 17 anos e 10 meses de prisão, proferida pelo Conselho de Sentença do Tribunal do Júri de Vila Velha, na madrugada desta quinta-feira (11), pelo mando no assassinato de seu irmão, o advogado Marcelo Denadai, em abril de 2002.    Aparecida Denadai contou que a mãe dela está tranquila com a decisão, que já estava sendo aguardada há mais de dez anos, e que as provas contra o réu eram inequívocas. Comentou, ainda, a tentativa de desqualificar o inquérito da Polícia Federal sobre o caso. Segundo Aparecida, o delegado chefe da Missão Especial Federal que investigou o caso, José Pinto Luna, também presidiu inquéritos emblemáticos em todo o País, como o caso do assassinato do então prefeito de Santo André, em São Paulo, Celso Daniel, ocorrido em janeiro de 2002, e dos desvios milionários de recursos do juiz Nicolau dos Santos Neto.    Já a advogada Elisângela  Leite Melo, assistente de acusação, salientou que a decisão tranquila dos jurados refletiu o bom conjunto probatório. Ela conta que a acusação estava tão tranquila com o andamento do julgamento que não foi à réplica. Os jurados também não demoraram a dar o veredicto que condenou Sebastião Pagotto e absolveu Leandro Mageski, encerrando o julgamento por volta das 2 horas desta quinta-feira. A advogada também frisou que o julgamento marca uma mudança de pensamento do capixaba. “Não se aceita mais o crime de mando nem matar para garantir fraude em licitação”.    Leandro Mageski   O outro réu do caso, Leandro Mageski, que acabou absolvido, era acusado de receptação. Ele prestou depoimento na tarde dessa quarta-feira (10). Leandro negou que trabalhava no ferro-velho onde foi clonado o veículo usado no crime. O acusado disse ainda que não ajudou no fornecimento do carro que iria ser clonado.    Leandro também disse que não conhece Pagotto ou o soldado da Polícia Militar Dalberto Antunes da Cunha, acusado de ser o executor de Marcelo Denadai, e que não sabe o motivo de estar sendo acusado de receptação.   Motivação   O motivo do crime seria a apresentação de uma denúncia pelo advogado que seria protocolizada no dia seguinte à execução. Marcelo Denadai denunciava a existência de irregularidades na contratação da empresa Hidrobrasil (hoje Líder) para o serviço de limpeza de bueiros e galerias de esgoto no município de Vitória. O caso chegou a motivar a abertura da CPI da Lama na Câmara dos Vereadores, trancada a pedido do então prefeito Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB), pelo desembargador Álvaro Bourguignon.  O irmão de Marcelo Denadai, Antônio Denadai, na época vereador e presidente da CPI, investigava os contratos da empresa Hidrobrasil, pertencente a Pagotto, com a prefeitura de Vitória. Em Brasília, os vereadores conseguiram reverter a decisão, mas a CPI jamais foi reaberta.

11/10/2012 / 0 Comments
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Max filho afirma que não há chance de apoiar Neucimar

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O candidato a prefeito de Vila Velha, Max Filho (PSDB), que saiu derrotada da eleição no último domingo (7), afirmou que não há nenhuma possibilidade de apoiar o atual prefeito e candidato à reeleição, Neucimar Fraga (PR), na disputa contra Rodney Miranda (DEM), no segundo turno das eleições canela-verde.   Max foi convicto na sua posição e excluiu qualquer possibilidade de composição com o prefeito republicano. Ele alegou que a história dele em Vila Velha e o projeto que defendeu durante a campanha para prefeito do município são incompatíveis com as posições do candidato do PR. “Não dá para eu abraçar a candidatura do atual prefeito”. E acrescentou: “Nem que o governador Renato Casagrande me pedisse”.    O tucano admitiu que nessa quarta-feira (11) foi bastante assediado por interlocutores de Neucimar, que o procuraram em busca de apoio. Max repetiu ao interlocutores do candidato republicano que “não tinha a menor chance de apoiar Neucimar”.    O ex-prefeito ressaltou, porém, que essa decisão é pessoal. Ele disse que isso não impede que o PSDB converse com o PR para discutir apoio para o segundo turno em Vila Velha. “Essa é uma posição minha, de Max Filho”.    Na tarde dessa quarta-feira (10), como publicado por Século Diário, havia uma movimentação forte de lideranças do PSDB, que disputaram a eleição para vereador no último domingo (7), migrando para o lado de Neucimar.    Thiago Souza, Clério Ribeiro, Esmeralda da Saúde, Rogério Cardoso (vereador eleito pelo PSDB) e Margarete Blues já teriam confirmado a ida para o palanque do prefeito. Margarete, inclusive, postou no seu perfil no Facebook que “é 22”.  Outras sete lideranças tucanas também estariam dispostas a caminhar com Neucimar.   O PSDB tem tratado o assunto das alianças em Vila Velha com muito cautela. Oficialmente, o partido ainda não se posicionou. A expetativa é de que aconteça uma reunião  nos próximos dias com os representantes do diretório municipal. Em seguida, a discussão passaria para o diretório estadual, que anunciaria a decisão do partido.    Aliança com Rodney   Em relação a uma possível aliança com o candidato do DEM, Rodney Miranda, Max Filho também não demonstrou muito entusiasmo. Disse que, por enquanto, a sua posição no segundo turno é de neutralidade. Mas voltou a explicar que o PSDB continua aberto ao diálogo. Ele disse que o presidente estadual do partido, deputado federal César Colnago (PSDB), tem conversado com o senador Aécio Neves (PSDB) e com o presidente nacional do DEM, senador Agripino Maia. Mas que ainda não há nada definido. 

11/10/2012 / 0 Comments
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Lelo defende desempenho do PMDB, mas partido sai menor

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O presidente regional do PMDB, deputado federal Lelo Coimbra, por meio do Twitter, veio a público na última terça-feira (9) elogiar o desempenho do PMDB nas eleições municipais do Estado, destacando que o partido “teve o reconhecimento da população em 14 municípios, além de excelentes desempenhos na grande maioria das cidades”. O presidente do partido no Espírito Santo também destacou que o PMDB nacionalmente continua sendo o que concentra o maior número de prefeituras. É verdade. Em nível nacional, o PMDB lidera o ranking de prefeituras e vai administrar o maior orçamento, à frente do PT e do PSDB. Mas, quanto ao desempenho do partido no Espírito Santo a situação é bem diferente. Em 2008, o partido venceu em 22 cidades, algumas delas importantes, como Aracruz, Linhares e Viana, e de peso médio no interior, como Santa Teresa. Na eleição de domingo passado, apesar de vencer em 15 municípios, nenhum deles tem um destaque no jogo político do Estado. Além disso, grande parte do êxito nesses municípios se deve à influência da deputada federal Rose de Freitas, que tem um grande quadro de prefeitos que são seus aliados políticos. A mudança no quadro de prefeituras, para os meios políticos, se deve ao fato de o partido não ter mais o governador do Estado. Dois anos após a saída de Paulo Hartung do Palácio Anchieta, o PMDB não conseguiu fazer com que a força da “caneta” se revertesse em resultado eleitoral. A mesma teoria justifica o aumento de prefeituras do PSB, que hoje governa o Estado. O partido que tinha 13 prefeituras no Estado, este ano conseguiu aumentar o número de prefeituras para 22. Na eleição deste ano o PMDB ganhou as prefeituras de Água Doce do Norte, Águia Branca, Boa Esperança, Divino de São Lourenço, Fundão, Jerônimo Monteiro, Marilândia,  Mucurici, Rio Novo do Sul, Sooretama, Venda Nova e Vila Pavão. O partido é o vencedor provisoriamente em Pedro Canário e também disputa o segundo turno no município de Cariacica, com o deputado estadual Marcelo Santos.  

11/10/2012 / 0 Comments
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2º turno incendeia eleição insossa

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  Para quase 800 mil eleitores capixabas as eleições não acabaram no último domingo (7). Ao contrário, o segundo turno tem tudo para incendiar o eleitorado que manteve certa distância do processo no primeiro turno.    Agora são outros quinhentos. Como torcidas de futebol, os eleitores agora devem torcer por um dos dois candidatos. Para dar um tempero a mais à disputa, que foi insossa neste primeiro turno, não há cenário definido em nenhum dos três municípios da Grande Vitória em que teremos segundo turno.    Não dá para falar que quem saiu na frente já está com a fatura liquidada. Nem pensar. Mesmo quem teve boa vantagem, como Juninho (PPS), em Cariacica, que pôs quase 40 mil votos sobre Marcelo Santo (PMDB), sabe que o segundo turno é uma nova eleição.    O mesmo vale para Luciano Rezende (PPS), que saiu na frente de Luiz Paulo (PSDB) na disputa pela prefeitura de Vitória. O candidato do PPS também sabe que a vantagem de pouco mais de 4,5 mil votos não quer dizer nada no segundo turno. Vai precisar remar tudo de novo.    Da mesma maneira deve pensar Rodney Miranda, que pretende se eleger prefeito de Vila Velha. O candidato do DEM sabe que os cinco mil votos que abriu de vantagem sobre Neucimar Fraga (PR) não lhe asseguram a vitória no próximo dia 28.   As disputas se tornam mais emocionantes porque quem está no páreo não quer perder. E esse clima de decisão acaba contagiando os eleitores, que agora devem acompanhar mais de perto os programas eleitorais para entender melhor as propostas dos candidatos.    Os debates também devem ficar mais “inflamados”, pois agora os candidatos vão se enfrentar olho no olho. É nesta hora que o eleitor percebe quem está mais preparado para disputa, quem tem mais desenvoltura e as propostas mais consistentes.    Pesa também, e muito, a mão dos marqueteiros de plantão que estão por trás do candidato. As estratégias adotadas pelas equipes de cada um dos candidatos precisam ser certeiras. As três semanas que separam o primeiro do segundo turno não admitem erros, mesmo porque não haverá tempo para corrigi-los.    Por isso se percebe tanta cautela no ar. É possível notar que cada palavra dita pelos candidatos nesta fase da disputa é premedita. Ninguém sai falando o que vem na telha, pois, às vezes, um detalhe pode liquidar uma eleição.    Somados, todos esses ingredientes acabam envolvendo o eleitor na disputa, o que não deixa de ser benéfico para o exercício da democracia. Como se diz antes das grandes competições, quem vença o melhor!

10/10/2012 / 0 Comments
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Embates Eleitorais na GV

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  As disputas de segundo turno em Vitória, Vila Velha e Cariacica reconfirmam todas elas o esgotamento da chamada política de geopolítica no Espírito Santo, significando a diminuição do poder dos “caciques” nas eleições municipais e a ascensão de novas lideranças no xadrez político regional. Perdendo ou ganhando, Luciano Rezende (PPS), Rodney Miranda (DEM) e Juninho (PPS) mudam de patamar e estatura, com novo cacife político.   Mas, por enquanto, o que interessa é olhar de perto para os embates acirrados (e difíceis de prever resultados) que se darão nas três cidades, Vitória, Vila Velha e Cariacica, cada qual com as sua peculiaridades políticas e eleitorais e com seus respectivos perfis dos seus eleitorados.   Em Vitória, Luciano Rezende entra para o segundo turno como favorito, mas terá o desafio de enfrentar um adversário experiente e preparado e, também, o desafio de convencer a cidade de que pode ser o líder da cidade e de que terá capacidade e equipe para governar em ambiente de queda da receita do governo local. E Luiz Paulo Vellozo Lucas, por sua vez, terá o desafio de superar o ambiente político de “fadiga de material” em Vitória, depois de 24 anos de rodízio entre o seu PSDB e o PT no comando do governo local. Esta fadiga explica, exatamente, pelo menos em parte, por que o mote da “mudança” da Campanha de Luciano Rezende no primeiro turno acabou mobilizando a maior parte do eleitorado e dando a ele o primeiro lugar na disputa.   Luiz Paulo terá que calçar a sandália da humildade. Oito anos depois de ter deixado a prefeitura, o que ele agora vai fazer de diferente e inovador para atender as novas demandas e aspirações dos moradores e eleitores de Vitória? Mais do mesmo? Luciano terá que mostrar exatamente que mudança será esta que ele propõe. Pará além do jingle que “pegou” o que ele exatamente vai fazer com os novos problemas da cidade?   Em Vitória, o chamado índice de alienação dos eleitores foi muito alto no primeiro turno. Foram 19,34% de abstenções, 4,85% de votos nulos e 3,65% de votos em branco, totalizando 27,84%. Um índice maior do que a média nacional. Significa que quase um terço do eleitorado ou não compareceu ou não optou por nenhum dos candidatos. São estes eleitores desinteressados e “ausentes” que Luciano e Luiz Paulo precisam atingir para ganhar as eleições. Além, obviamente, dos eleitores petistas que cravaram seus votos em Iriny no primeiro turno.   Em Vila Velha, Rodney Miranda entra para o segundo turno em franca ascensão e como favorito. Cresceu de forma consistente durante todo o primeiro turno e virou o jogo bem nos últimos dias com uma Campanha de muitos recursos e com foco na orla e nas classes médias e nos jovens. O seu desafio será, agora, mostrar capacidade de fazer melhor do que Neucimar e de passar confiança de que terá diálogo com o governo estadual e com o governo federal para atrair recursos para o município. Mostrar-se por inteiro, no cara a cara com Neucimar, sem a “muleta” político-eleitoral do ex-governador Paulo Hartung. Terá ele,que não é “canela verde da gema” , capacidade de atrair os votos “canela verde” de Max Filho?   Já Neucimar terá agora que despir-se da sensação de “já ganhou” para ir atrás da disputa dos votos de Max Filho e, também, de quebrar a lógica de classe da sua base eleitoral. Como ele vai atingir os corações e mentes da orla e da classe média? Como ele vai mostrar que pode fazer mais e que pode enfim cuidar dos alagamentos e dos problemas recorrentes da cidade? O que ele tem a dizer para a juventude de Vila Velha? Seu trunfo poderá ser o conhecimento dos problemas reais e concretos da cidade, das dificuldades reais para resolvê-los, e a sua proximidade com o governador Renato Casagrande e com o senador Magno Malta (que tem boas relações com a presidente Dilma). Além disto, conta também a favor dele, na caça aos votos, as sua alianças com vereadores eleitos.   Por último, em Cariacica é Juninho quem larga na frente neste segundo turno, depois de liderar uma virada espetacular nos últimos 15 dias da Campanha no primeiro turno. O seu desafio é assegurar a votação obtida no primeiro turno, tendo em vista a já conhecida volatilidade das razões de votos em Cariacica. Assegurar e ampliar. Liderança em franca ascensão e com enraizamento social, Juninho vai precisar de recursos para assegurar e ampliar a sua votação, bem como de descortínio e perspicácia para mostrar como ele pode fazer melhor do que Hélder Salomão, de cujo governo é parte integrante, e como ele vai ter capacidade para trazer mais recursos para Cariacica.   Por seu turno, Marcelo Santos tem diante de si o desafio gigantesco de estancar a “onda Juninho” e de mostrar que ter perfil, experiência e capacidade de aglutinar apoios e diálogos para ganhar as eleições e governar a cidade. A sua melhor saída para reverter o quadro parece ser uma aliança com o PT, para atrair os votos petistas. A partir daí, polarizar com Juninho para estabelecer contrapontos e mostrar diferenças. Ou seja, angariar novos apoios e “partir para cima” para “quebrar a onda”.   Deverão ser, em Vitória, Vila Velha e Cariacica, três eleições muito disputadas e polarizadas, permeadas por ventos de mudanças. Difícil para Luiz Paulo. Difícil para Neucimar. Difícil para Marcelo Santos. Vamos ver quem poderá virar a cabeça de sua Excia. O Eleitor e quem poderá motivar o eleitor que esteve desinteressado e alienado no primeiro turno. Haja adrenalina…

10/10/2012 / 0 Comments
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