Completada uma semana da fuga do detento Diego Ribeiro Nascimento, um dos executores do sindicalista Edson José dos Santos Barcellos, em Conceição da Barra (norte do Estado), a operação para a recaptura está em andamento. Diego, considerado um preso de alta periculosidade, fugiu do Hospital São Camilo, em Aracruz, após dar entrada com quadro de infecção urinária. As equipes da Polícia Civil estão varrendo o norte do Estado, em busca de pistas que levem ao paradeiro do foragido. As circunstâncias em torno da fuga de Diego também estão sendo apuradas. Informações dão conta de que o detento não estava algemado no momento da fuga e que o agente que o acompanhava deu quatro depoimentos com versões diferentes do fato. Ao ser informada da evasão do detento, a Polícia Civil iniciou uma operação para a recaptura dele, destacando duas equipes para as buscas ao foragido, que foi para o interior do município de Aracruz. Durante as investigações a respeito da fuga, os policiais descobriram que Diego teria passado por um bar em Aracruz, que também funciona como boca de fumo, ligada às pessoas relacionadas ao crime. Além disso, o dono de um bar da região disse que ouviu do foragido que ele estava a caminho de Conceição da Barra. Na manhã de quinta-feira (4) surgiram rumores de que Diego havia sido assassinado no município de São Mateus, mas foi verificado que não passavam de boatos. O prefeito reeleito de Conceição da Barra, Jorge Donati (PSDB), foi denunciado pelo mando na morte do sindicalista. O foragido Diego Ribeiro, acusado de ser um dos executores, em depoimento à Polícia Civil, confessou que foi contratado por intermédio de Oséias Oliveira da Costa para matar o sindicalista, pela quantia de R$ 7 mil, “a mando de um peixe grande que chamava Jorge Donati”. O outro investigado pela autoria do crime é Rodolpho Nascimento do Amaral Ferreira. Edson Barcelos foi sequestrado quando deixava a sua casa em Conceição da Barra, no dia 5 de julho de 2011. O sindicalista foi encontrado morto, no dia seguinte, com sinais de execução, em meio a uma plantação de eucaliptos nas imediações do município barrense. No local, teve os pés e as mãos amarradas, os olhos vendados e a boca amordaçada. Sem chances de defesa, a vítima foi morta com um tiro na testa. Em 18 de julho deste ano, a 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado (TJES) acatou a denúncia do Ministério Público Estadual (MPES) que aponta Donati como o mandante do crime do sindicalista. Donati foi acusado de homicídio qualificado.
Favoritos não elegeram maioria nas câmaras
Os candidatos a prefeito que largaram na frente nas eleições em Vitória, Vila Velha e Cariacica não conseguiram formar a maioria dos vereadores eleitos no último domingo (7). No entanto, a falta de uma bancada própria não deve atrapalhar as pretensões de Luciano Rezende (PPS), Rodney Miranda (DEM) e Geraldo Luzia, o Juninho (PPS), até mesmo na disputa no segundo turno. Na distribuição da vagas no Legislativo, os candidatos Luciano Rezende e Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB) ficaram empatados no número de vereadores eleitos. O partido de Luciano elegeu dois vereadores, Fabrício Gandini, candidato mais bem votado, e Vinícius Simões. A coligação do popular socialista também elegeu Wanderson Marinho (PRP) e Rogerinho (PHS). A coligação tucana acabou reunindo a maioria dos atuais vereadores, mas a presença dos principais puxadores não significou um grande número de vagas. O partido de Luiz Paulo manteve o atual número de vereadores, com a eleição Luiz Emanuel Zouain, estreante na Câmara, e a reeleição de Neuzinha Oliveira. A coligação elegeu ainda os vereadores Zezito Maio (PMDB) e Luisinho Coutinho (PDT). Apesar do fraco desempenho da candidata petista Iriny Lopes, a coligação da deputada federal conseguiu eleger sete vereadores: Max da Mata (PSD), Davi Esmael (PSB), Serjão Magalhães (PSB), Marcelão (PT), Reinaldo Bolão (PT), Devanir Ferreira (PRB) e Namy Chequer (PC do B). Deste grupo, Max da Mata foi o único que sequer incluiu a imagem da petista no material da campanha. Os demais candidatos a prefeito na Capital não conseguiram eleger nenhum vereador. Vila Velha: maioria não garante reeleição No município canela-verde, o prefeito Neucimar Fraga (PR), candidato à reeleição, apesar da eleição da maioria dos vereadores – 11 em 19 eleitos – não garante um apoio automático no segundo turno. Na comparação com a coligação adversária, o deputado estadual Rodney Miranda (DEM) contribuiu para a eleição de apenas três vereadores. Nos meios políticos, a disputa de segundo turno é vista como uma outra eleição, sem a participação central dos candidatos eleitos. A participação dos eleitos acontece de forma periférica, no contato com lideranças e caminhadas nas bases eleitorais dos vereadores. No rol de eleitos na chapa do republicano estão: Marcos Rodrigues (PP), atual vice-prefeito do município; Ivan Carlini (PR), presidente da Câmara; Almir Neres (PSB); João Rangel (PSB); João Artem (PSB); Ricardo Chiabai (PPS); Duda da Barra (PR), Arnaldinho Borgo (PMN); Belo (PTC); Anadelso (PTN); e Wedson (PTN). A coligação do demista conseguiu eleger os vereadores Andinho (PMDB), Valter Rocon (PDT) e Osvaldo Maturano (PMDB), único eleito pela primeira vez. No primeiro turno, os dois vereadores reeleitos não chegaram a pedir votos para o candidato majoritário. Apenas o estreante Maturano se manifestou no apoio a Rodney. Das três cadeiras restantes na Câmara de Vila Velha, dois foram eleitos na coligação do petista João Batista Babá – Valdir do Restaurante (PT do B) e Zé Nilton (PT) – e um acabou eleito no palanque do candidato que ficou em terceiro lugar na disputa, o ex-prefeito Max Filho (PSDB), o vereador Rogério Cardoso (PSDB). Cariacica: maior número de vereadores não elege Lúcia Se no município canela-verde, o maior número de vereadores não garante uma vitória de Neucimar no segundo turno, em Cariacica, a situação é diferente. No município, a coligação da candidata da situação, a deputado estadual Lúcia Dornelas (PT), elegeu nove vereadores, sendo quatro do mesmo partido. O candidato Juninho saiu das urnas com cinco vereadores, enquanto o adversário no segundo turno, o também deputado estadual Marcelo Santos (PMDB), contribuiu com a eleição de apenas dois vereadores. A chapa petista elegeu os vereadores Claudemir Souza, o Bi (PSB), Zé do Miguel (PT), Celso Andreon (PT), Messias Donato (PT do B), Amarildo Arauo (PSB), César (PTC), Professor Erildo (PT), Seu Pedro (PT) e Jocelino (PP). Enquanto a coligação de Juninho terá cinco vereadores: Sérgio Camilo (PRB), Robetinho Amorim (PDT), Professor Marcos Bruno (PRTB), Itamar Freire (PDT) e Robinho Pimentão (PDT). A coligação de Marcelo Santos elegeu os vereadores Ilma e Joel Perovano, ambos do PSDB. Mesmo número de eleitos na chapa proporcional do candidato Sandro Locutor (PV): os também verdes Ozeias e Welington Silva. Já o candidato Adilson Avelina (PSD) elegeu a novata Jacqueline Moraes, da mesma sigla.
Votação nos bairros mostra que Luciano Rezende se estabeleceu na Classe C
A votação dos candidatos que vão disputar o segundo turno em Vitória, Luciano Rezende (PPS) e Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB) nos bairros de vitória, mostra o perfil do eleitorado de cada lado. Os votos da candidata Iriny Lopes (PT) ficaram restritos ao índice de votação que o PT tem historicamente na cidade. Pelos dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luciano Rezende (PPS), que já vinha trabalhando desde 2008 para perder o rótulo de candidato da elite, conseguiu nesta disputa consolidar sua inserção em outras áreas da cidade. Para os meios políticos, a parceira com seu candidato a vice, Waguinho Ito (PR), que é radialista e, por isso, consegue uma penetração em várias camadas da população, ajudou na ampliação da base eleitorado do candidato. Outro fator que pode ser detectado na análise do mapa de votação é que o trabalho do candidato sobre discussão da taxa de marinha, que foi tocado por Luciano na Assembleia Legislativa, também teve ressonância na urna. Os moradores dos bairros atingidos pela taxa, que não se resumem apenas à faixa litorânea, mas estão também na parte do maciço central da ilha, foram ouvidos na comissão criada para tentar uma conciliação sobre o assunto em nível federal. Chama a atenção o desempenho do candidato do PPS, que em eleições passadas se concentrava na região da Praia do Canto, ter se espalhado para outros colégios da cidade. A parte continental da ilha teve uma hegemonia do candidato, com votação em colégios importantes, como Jardim Camburi, Goiabeiras, Jardim da Penha e Maria Ortiz. O candidato também teve um bom desempenho nos morros da cidade, superando o candidato tucano no Bairro da Penha, Bonfim, Santa Marta. Luiz Paulo teve um desempenho melhor em bairros considerados de classe média a classe média alta, como Ilha do Boi, Santa Lúcia e Praia de Santa Helena. Também foi melhor em lugares em que a memória de sua administração se mostrou mais forte, como Jucutuquara, Fradinhos e Forte São João, região do candidato tucano. Também foi melhor em Bento Ferreira, Praia do Suá e na região do Centro de Vitória e bairros próximos, como Santo Antônio, Morro do Quadro, Parque Moscoso, Vila Rubim e outros.
Agende-se
Dança, música e teatro. São variadas as atrações da programação de outubro do Teatro Municipal Rubem Braga, em Cachoeiro de Itapemirim. Um dos destaques é o espetáculo de balé As Quatro Estações (foto), inspirado na obra homônima do compositor italiano Antonio Vivaldi. Serão duas apresentações com entrada franca nesta quinta-feira (11). Os bailarinos são jovens do projeto Pequenos Talentos, parceria entre a Ação Comunitária do Espírito Santo (Aces) e o Ministério da Cultura. O espetáculo faz parte de uma turnê, que além de cidades capixabas, inclui Bahia, Rio de Janeiro e Minas Gerais. No próximo sábado (13), o cantor e compositor Jonias Féli apresenta o show Beira de Estrada, que integra o projeto Circulação Cultural, da Secretaria de Estado da Cultura. A entrada é franca. A música continua, no dia 16, com a comemoração dos 65 anos do Conservatório de Música de Cachoeiro. Alunos da instituição, onde o rei Roberto Carlos iniciou seus estudos musicais, vão fazer uma apresentação a partir das 19h30. Saraus de estudantes, peças de teatro com grupos locais e regionais e mais atrações musicais complementam a agenda do mês do Teatro, que fica na avenida Beira-Rio. PROGRAMAÇÃO Terça-feira (9) Chapeuzinho Vermelho (Personalidade Cia de Teatro) Horários: 8h, 9h30, 14h e 15h30 Ingressos: R$ 6 (meia) Quarta-feira (10) Chapeuzinho Vermelho (Personalidade Cia de Teatro) Horários: 8h, 9h30, 14h e 15h30 Ingressos: R$ 6 (meia) Quinta-feira (11) As Quatro Estações (espetáculo de dança do Grupo Pequenos Talentos) Horários: 16h e 20h Entrada franca Sábado (13) Show Beira de Estrada, de Jonias Feli (Projeto Circulação Cultural, da Secult) Horário: 19h Entrada franca 16 de outubro 65 Anos do Conservatório (Conservatório de Música de Cachoeiro) Horário: 19h30 Ingressos: R$ 10 (meia) 17 de outubro Festival de Teatro do Centro Educacional São Camilo Horário: 19h Ingressos: R$ 8 (meia) 18 de outubro Apresentações de música dos alunos do Projeto Casa Verde Horário: 19h Ingressos: R$ 5 (meia) 19 de outubro II Canta Mulher (Secretaria Municipal de Saúde) Horário: 19h30 Entrada franca 20 de outubro O Mistério do Castelo de Winston (Grupo Luminus de Teatro) Horário: 20h Ingressos: R$ 10 (meia) e R$ 20 (inteira) 21 de outubro Micos (Personalidade Cia de Teatro) Horário: 19h30 Ingressos: R$ 8 (meia) 23 de outubro A Mulanca (Teatro de alunos do CIE) Horários: 10h, 16h e 19h Ingressos: R$ 5 (meia) 25 de outubro Descobrindo o Povo Brasileiro (Projeto AABB Comunidade) Horário: 19h30 Entrada franca 26 de outubro XIII Sarau Celp (Centro Educacional Lauro Pinheiro) Horário: 19h Ingressos: R$ 10 30 de outubro Paixões, Poesias e Improvisos Musicais (Sarau da Emeb Galdino Theodoro da Silva) Horário: 19h Ingressos: R$ 5 31 de outubro Noite Barroca (Sarau da Escola Guimarães Rosa) Horário: 19h30 Ingressos: R$ 10
Trilha sonora
Os cinéfilos e amantes da música não podem perder o próximo concerto da Orquestra Filarmônica do Espírito Santo. No repertório, temas de filmes clássicos como Jurassic Park, O Patriota, O Senhor dos Anéis, E.T, Pearl Harbor, Guerra nas Estrelas, Superman, que farão parte da apresentação da série Quarta Clássica desta semana. Com regência do maestro adjunto Leonardo David, a apresentação será na quarta-feira (10), no Theatro Carlos Gomes Destaque para o solista da noite, o violinista Daniel Guedes, um dos principais músicos brasileiros. Carioca, nascido em 1977, iniciou seus estudos de violino aos sete anos com seu pai e logo ingressou no Conservatório Brasileiro de Música. Daniel é professor na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), além de lecionar em importantes festivais como o Festival Internacional de Inverno de Campos do Jordão, o Festival de Música de Santa Catarina (Femusc), o Festival Associacion Musica para Todos (Mendoza, Argentina) e o Festival de Música Colonial e Música Antiga de Juiz de Fora (MG), entre outros. Serviço A próxima edição da série Quarta Clássica acontece nesta quarta-feira (10), às 20h, no Teatro Carlos Gomes. Praça Costa Pereira, Centro, Vitória. Ingressos: R$ 2 (inteira) e R$ 1 (meia). ?? venda a partir das 14h desta quarta (dois por pessoa). Informações: 3132-8399.
Médicos decidem manter atendimento a usuários de planos de saúde no ES
Os médicos credenciados aos planos de saúde no Espírito Santo decidiram, depois de reunião realizada na noite desta segunda-feira (8), manter o atendimento aos usuários. Por enquanto, a greve, orientada pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), não será realizada. Os médicos estão em assembleia permanente até a próxima segunda-feira (15), quando uma nova reunião deverá ser realizada no auditório do Conselho Regional de Medicina do Estado (CRM-ES). Os médicos já receberam propostas dos planos de saúde, que devem ser amadurecidas até o próximo encontro. A orientação do CFM era que os médicos credenciados a planos de saúde suspendessem todos os atendimentos, consultas e cirurgias eletivas pelo período de 15 dias, a partir desta quarta-feira (10). Neste período, somente procedimentos de urgência e emergência deveriam ser realizados. Participaram da reunião realizada nesta segunda-feira representantes do CRM, do Sindicato dos Médicos do Estado (Simes) e da Associação Médica do Espírito Santo (Ames). Além do reajuste de honorários de consultas e outros procedimentos, a pauta de reivindicações inclui a inserção, em contrato, dos critérios de reajuste, com índices definidos e periodicidade e o fim da intervenção dos planos na relação médico-paciente. De acordo com o vice-presidente do CRF, Aloísio Tibiriçá, as receitas dos planos de saúde no Brasil crescem, em média, 14% ao ano, mas o reajuste não é passado aos médicos. Segundo ele, o valor pago por consulta realizada já chegou a representar 40% dos gastos pelas operadoras, mas atualmente fica entre 14% e 18%. Dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) indicam que, entre 2003 e 2011, a receita das operadoras cresceu 192%, enquanto o valor médio pago por consulta aumentou 65%. Cálculos da própria categoria, entretanto, indicam que o reajuste foi de 50%.
Ressaca eleitoral
Enquanto alguns candidatos comemoram eufóricos a vitória nas eleições do último domingo (7), outros, em número bem maior, lamentam o revés que sofreram nas urnas. Os derrotados devem ter acordado nesta segunda-feira (8) com aquela sensação de cabeça pesada, um gosto amargo na boca e a vontade de não olhar ou tampouco falar com ninguém. A ressaca eleitoral é mais sentida pelos candidatos que tomaram viradas homéricas ou perderam por uma margem ínfima de votos. É o caso do candidato a prefeito de São José do Calçado, Zé Carlos (PSD), que perdeu para Liliana (PSB) por uma diferença de 119 votos. Em Ibatiba, a diferença de votos entre o candidato do PDT Simão Dias para o vencedor, Zé Alcure (PP), foi pouco maior que uma centena de votos. Mas, pior mesmo, deve estar a dor de cabeça do candidato a prefeito de Alegre, Zé Guilherme (PSD), que perdeu a eleição para Paulo Lemos (PMDB) por uma diferença de apenas 49 votos. A ressaca também é doída para os candidatos que apareciam como francos favoritos e tomaram a virada em cima da hora. Essa é a típica situação que deixa o candidato sem chão, desnorteado. É a chamada ducha de água fria. Caso do candidato à prefeitura da Capital, Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB), que falava em vitória no primeiro turno e acabou sendo atropelado por Luciano Rezende (PPS) na reta final. Situação idêntica à do candidato Marcelo Santos (PMDB), que disputa o segundo turno à prefeitura de Cariacica com Juninho. O candidato do PPS deixou Marcelo desnorteado. O peemedebista deve estar procurando entender até agora de onde “brotaram” os quase 40 mil votos que Juninho abriu de vantagem. Na briga pelas câmaras, nada se compara à ressaca eleitoral do candidato a vereador à Câmara de Vitória Fábio Lube. Apenas três votos tiraram o pedetista da Câmara em 2013. O felizardo, que deve estar comemorando até agora, é o seu colega de partido Luisinho Coutinho. Assim como as ressacas etílicas, a eleitoral também traz aquela sensação de arrependimento. Imagine a situação de Lube. Ele deve estar se culpando, achando que não se esforçou o bastante para conseguir os quatro votos que o colocariam na Câmara em 2013. São lições que ficam de uma eleição. O segundo turno está aí, e pelo menos três dos seis candidatos que se mantêm nas disputas em Vitória, Vila velha e Cariacica deverão acordar com a cabeça pesada no dia 29 de outubro. É inevitável.
Bem na foto
As primeiras declarações do candidato em Vitória pelo PPS, Luciano Rezende, após sair vitorioso nesse domingo (7), mostram que a inteligência política dele não se esgotou no primeiro turno. Diante das especulações de apoio nesta nova fase que se inicia, Luciano voltou a convocar os moradores do município para que tomem as decisões em conjunto, sem firmar qualquer intenção. A postura do candidato do PPS demonstra firmeza no discurso que tornou sua campanha vitoriosa: o foco na mudança. Sair vislumbrando logo de cara uma possível parceria com o partido da terceira colocada na disputa, Iriny Lopes, poderia empurrar morro abaixo seu projeto. O PT vai contra essa ideia do novo. E tudo o que Luciano não precisa agora é dividir. Até mesmo porque, o cenário que se forma é favorável à sua candidatura. O racha entre o PT e o PSDB, do seu adversário Luiz Paulo Vellozo Lucas, é coisa antiga e se reproduz nos estados. Quem votou na proposta petista, dificilmente vai debandiar para o lado do tucano. O momento é de contabilizar. Só não pode dormir no ponto… Bem na foto II Outro que mostrou serviço e se restabeleceu no cenário político foi o vereador de Vitória Max da Mata (PSD). Ficou sozinho na disputa, contra tudo e todos, e conquistou o novo mandato na raça, emplacando a segunda colocação, com 6.572 votos. Vai dar trabalho. Raspão Aliás, o vereador Fábio Lube (PDT) deve estar inconformado. Ele perdeu a cadeira na Câmara da Capital por uma diferença de apenas três votos de Luizinho Coutinho (PDT). Isso mesmo, três votos. Duro de engolir. Reboque Já Marcelão, do PT, entrou na marra no Legislativo municipal, carregado pelo secretário de Estado de Turismo, Alexandre Passos, e com um belo empurrão do prefeito João Coser. Peso desigual O outro candidato do prefeito petista, porém, ficou a ver navios. Eliezer Tavares, que tinha eleição apontada como certa, foi mal. Tudo indica que as fichas foram apostadas somente em Marcelão. Não sobrou nada para Elizer. Mais Também ficou de escanteio, vendo a banda passar, outro candidato do PT, Zecarlinho. Um nome que chegou como representante dos sindicatos e não logrou êxito. Representa derrota do subsecretário de Trabalho e Renda do Estado, Tarciso Vargas. Desgaste A propósito, os dois primeiros colocados na disputa à Câmara, Fabrício Gandini (PPS), com uma votação surpreendente totalizada em 8.955 eleitores, e Max da Mata, são conhecidos por fazerem oposição ferrenha a Coser. Recado está dado ao prefeito. Preço alto A derrota do deputado estadual Glauber Coelho (PT) em Cachoeiro de Itapemirim (sul do Estado), para o prefeito Carlos Casteglione (PT), de virada, mais do que cair na conta do presidente da Assembleia, Theodorico Ferraço (DEM), mexe na estrutura de poder que envolve o seu filho, senador Ricardo Ferraço (PMDB). Segue… Ferração, é bom registrar, apareceu como padrinho de Glauber, mas não fez campanha para o republicano. A teoria e a prática passaram longe uma da outra nesse caso. De arromba A festa não para na Serra. Desde a noite desse domingo (7), o prefeito eleito Audifax Barcelos (PSB) percorre o município. Comemorações ainda têm muito para render. Esperto Em São Mateus (norte do Estado), o prefeito reeleito Amadeu Boroto (PSB) resolveu todos os seus problemas. Atuou nesta eleição para eliminar do seu caminho os vereadores que davam trabalho e colocar os aliados. E conseguiu. 140 toques “663 novas prefeitas no Brasil, o maior número de mulheres eleitas na história. Mais sensibilidade na política”. (Senador Ricardo Ferraço – PMDB – no Twitter). PENSAMENTO: “Você não consegue fazer uma revolução com luvas de seda”. Josef Stalin
Resquício da eleição (desagravo)
Membro da minha família, precisamente a mãe de meus filhos, foi assaltada pela segunda vez este ano. A última foi semana passada. Dois drogados levaram seu celular e sua bolsa, nela, o título eleitoral. Está bem claro a todos, apesar de parecer banalizado, que o Estado é impotente e culpado pela insegurança da população, seja na periferia como nos bairros nobres. Estamos numa fase eleitoral. Nessa fase, existe a campanha, onde quase todos os candidatos a prefeito ou vereador, de todos municípios, carregam a bandeira da segurança, mesmo sabendo que eles são impotentes para dar fim a esse estorvo social. Pois bem. Usando da boa fé, querendo exercer o papel de cidadã, essa pessoa que foi assaltada duas vezes este ano, sem resposta da polícia, mas de posse de um BO (famoso boletim de ocorrência) foi votar neste domingo. Sem saber que o inusitado iria ocorrer. Agindo até inocentemente , pegou seu BO e o último comprovante de que tinha votado na eleição passada e partiu para a seção de votação. Mas foi impedida de votar. Se revoltou, é claro. A revolta é que não houve sequer uma boa vontade de tentar se fazer votar, sendo que esse mesmo Estado em eleição foi culpado do fato do assalto, pela sua fragilidade na segurança. A Justiça é cega mesmo. A agressão de omissão também. O candidato surdo. Ela não pode votar, exercer seu direito de cidadã, mesmo aviltada. O assaltante deve ter votado, e com voto comprado pela droga. Tudo é uma droga mesmo. Até morar no País do mensalão! PARABÓLICAS ECOS DA CAMPANHA Ferreira Neto fez com galhardia o programa eleitoral do candidato Neucimar Fraga nessa campanha política. Também nessa campanha, a cantora Lilian Jane apoiou direto o seu pai Xiru do Sul, que fez campanha para vereador em Vila Velha Osmario Wanderley esteve bastante ativo com seu bem montado estúdio de gravações, gravando para vários candidatos. Quase todas as emissoras de rádio da Grande Vitória cumpriram o seu papel nessas eleições, realizando debates. MENSAGEM FINAL Escute e preste atenção, mas não fale demais; e quando lhe fizerem alguma pergunta, dê uma resposta breve. Provérbio Sufi
Em busca do novo
O bordão do novo, usado por vários candidatos durante a campanha, parece ter pegado para valer. Pelo menos esse foi o sentimento do eleitor que foi às urnas neste domingo (7). O resultado na Grande Vitória, que reúne praticamente metade do eleitorado do Estado, funciona como termômetro da eleição capixaba. Em Cariacica, Vitória e Vila Velha, só para citar três municípios, a resposta das urnas foi pelo novo. Em Cariacica, Juninho surpreendeu a candidata do prefeito Helder Salomão, Lúcia Dornellas (PT) e o deputado estadual Marcelo Santos (PMDB), que se apresentava como favorito. O jeito simples de Juninho e o passado nos campos de futebol conquistaram o eleitorado cariaciquense, que identificou o candidato do PPS como algo diferente, algo novo. Em Vila Velha, independente do pacote de renovação de Rodney, ou o que vem dentro dele, o candidato do DEM conseguiu se “vender” como alternativa a duas candidaturas que prometiam, desde o início do processo eleitoral, polarizar a disputa. Enquanto Neucimar e Max se digladiavam, Rodney crescia em silêncio como alternativa à mesmice. O fato de um ex-prefeito (Max Filho) estar enfrentando o atual prefeito (Neucimar Fraga) parece ter assustado parte do eleitorado que queria fugir do modelo tradicional. Experimentar algo novo, mesmo sem ter tanta certeza que esse “novo” pode ser bom. Na dúvida, melhor para Rodney, que com o caixa repleto de dinheiro, conseguiu fortalecer a sua candidatura e acabou chegando na frente de Neucimar, além de barrar Max – filho de uma das famílias mais tradicionais da política canela-verde. Em Vitória, o discurso do já ganhou do ex-prefeito Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB), ecoado pelas pesquisas eleitorais que mais erraram do que acertaram seus prognósticos, foi calado pela vitória parcial de Luciano Rezende (PPS), que vai para o segundo turno com chances reais de bater o adversário tucano,o mesmo que anunciava uma vitória acachapante sobre os oponentes ainda no primeiro turno. Não deu, perdeu para o candidato que incorporou, melhor que ninguém, o discurso do novo ao traduzir o bordão “a agente quer mudança” em um gesto sugestivo e aparentemente vencedor.