Sabe aquelas histórias que você contaria para os amigos numa mesa de bar e depois fica esquecida por aí? O programa Contos do Rock, que estreia nesta terça-feira (9), no canal pago Multishow, vai revelá-las. Em tom testemunhal, cerca de 100 pessoas entre artistas, músicos, empresários e roadies, relembram casos curiosos do backstage do rock nacional de forma muito descontraída e contam o que já viveram em suas carreiras, os perrengues e as saias-justas, da famosa ‘geração Coca-Cola’. A linguagem visual do programa segue uma unidade literária de cordel: as vinhetas que separam os contos são animações, para dar a ideia de um livro de contos e seguir a programação com dinâmica e diversão a que se propõe. Em cada episódio (serão 13 durante a temporada), terão nove Contos do Rock de dois minutos e meio. O primeiro conto do primeiro episódio: “Legião Urbana Sempre Vence”, com Dado Villa-Lobos (ex-guitarrista do grupo), relembra o dia em que tiveram que invadir a sede da gravadora e pichar todas as paredes como retaliação de um álbum que iria ser prensado sem o aval da banda. “Eles passaram por cima da gente e a gente resolveu passar por cima deles e deixar nosso recado pichado nas paredes da gravadora… Legião em guerra!”, conta Dado. Outros contos que farão parte do primeiro episódio são depoimentos de Di Ferrero (vocalista do NX Zero), que fala sobre uma experiência ruim com comida de camarim; Charles Gavin (ex-baterista do Titãs), contando o perrengue que passaram depois que fãs revoltados acharam que eles eram impostores num programa do Chacrinha; e Amin Khader – ex-cooordenador de camarim dos festivais Rock In Rio 1, 2 e 3 -, que lembra do esforço fora do comum para agradar o maior astro do evento, Freddie Mercury. Além dessas histórias, Iggor Cavalera, Lucas Silveira (do Fresno), Arnaldo Brandão (ex-integrante do Hanoi Hanoi), Tico Santa Cruz (do Detonautas) e Rogério Flausino (do Jota Quest) também dão seus depoimentos. Serviço Contos do Rock estreia nesta terça-feira (9), às 22h, no Multishow. Classificação: 12 anos.
Pacientes de planos de saúde poderão ficar sem atendimento a partir desta quarta
Médicos em todo o País vão suspender o atendimento a pacientes de planos de saúde por um período de até 15 dias. O protesto, na maioria dos estados, está previsto para começar na próxima quarta-feira (10). No Espírito Santo, haverá uma reunião para definir se os médicos capixabas vão aderir ao protesto. Participam do encontro, que acontece na noite desta segunda (8) na Emescam, em Vitória, representantes do Conselho Regional de Medicina (CRM), Sindicato dos Médicos (Simes) e Associação Médica do Espírito Santo (Ames). De acordo com o Conselho Federal de Medicina (CFM), os estados que aderirem ao movimento devem suspender apenas consultas e cirurgias eletivas – serviços de urgência e emergência não serão afetados. Sete unidades federativas anunciaram a suspensão do atendimento a todas as empresas de saúde suplementar do País. Em oito estados, o protesto vai atingir apenas operadoras de planos locais. Há ainda sete estados que irão realizar assembleias para definir os planos a serem atingidos, caso do Espírito Santo. Além do reajuste de honorários de consultas e outros procedimentos, a pauta de reivindicações inclui a inserção, em contrato, dos critérios de reajuste, com índices definidos e periodicidade e o fim da intervenção dos planos na relação médico-paciente. De acordo com o vice-presidente do órgão, Aloísio Tibiriçá, as receitas dos planos de saúde no Brasil crescem, em média, 14% ao ano, mas o reajuste não é passado aos médicos. Segundo ele, o valor pago por consulta realizada já chegou a representar 40% dos gastos pelas operadoras, mas atualmente fica entre 14% e 18%. Dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) indicam que, entre 2003 e 2011, a receita das operadoras cresceu 192%, enquanto o valor médio pago por consulta aumentou 65%. Cálculos da própria categoria, entretanto, indicam que o reajuste foi 50%. “A ANS suspendeu mais alguns planos por conta do tempo de espera. As emergências estão superlotadas, praticamente igual ao Sistema Único de Saúde (SUS). O mercado de saúde suplementar não atrai mais o médico, eles estão saindo. A situação vai piorar”, ressaltou Tibiriçá.
Deputado anuncia fiscalização em obras de posto fiscal
Pouco menos de um mês depois da revelação de gastos milionários na construção de um posto fiscal em São José do Carmo, Mimoso do Sul (sul do Estado), o deputado estadual Gilsinho Lopes (PR) anunciou que vai fiscalizar pessoalmente o local da obras que não saíram do papel. Durante o pronunciamento na sessão desta segunda-feira (8), o republicano criticou a falta de manifestação por parte do Ministério Público Estadual (MPES). O deputado afirmou que pretende analisar a área, onde deveria funcionar o posto fiscal. Gilsinho citou um estudo que apontaria a perda de 50% da arrecadação em função da ausência de fiscalização. Na época do escândalo, revelado em reportagem do jornal A Tribuna, o deputado chegou a cogitar a convocação do ex-secretário da Fazenda José Teófilo de Oliveira, para prestar esclarecimentos sobre os gastos da ordem de R$ 25 milhões. Por conta das limitações legais, o deputado não pode convocar o ex-secretário, que hoje é sócio do ex-governador Paulo Hartung (PMDB) no escritório de negócios Éconos. O Regimento Interno da Assembleia Legislativa prevê a convocação apenas de atuais secretários de Estado e demais autoridades. Não está descartada a convocação do atual titular da Fazenda, Maurício Duque, para prestar informações sobre o assunto. De acordo com a reportagem, os gastos com as desapropriações e obras no local – tocadas pela empreiteira Araribóia – chegam à ordem de R$ 24,9 milhões. As obras de terraplanagem foram concluídas em julho de 2009, porém, um mês antes da conclusão, o governo baixou decreto acabando com seis postos fiscais, entre eles o de Mimoso do Sul. Mesmo assim, o então governador Paulo Hartung autorizou uma licitação para a conclusão das obras no valor de R$ 2,9 milhões, encerradas em janeiro de 2010.
Com os quadros defasados, presidente do TJES decide suspender férias de juízes
O presidente do Tribunal de Justiça do Estado (TJES), desembargador Pedro Valls Feu Rosa, suspendeu, nesta segunda-feira (8), os pedidos de férias já deferidos de todos os juízes capixabas. O desembargador justificou a medida pela defasagem de 98 juízes na estrutura do Judiciário local. Atualmente, 39 comarcas do Estado – metade do total – estão sem juízes titulares, fato que compromete gravemente a prestação jurisdicional, segundo Pedro Valls. De acordo com a Resolução nº 041/2012, publicada no Diário da Justiça, os períodos de férias não-gozadas deverão ser anotados na ficha funcional dos magistrados, mesmo sem o requerimento por parte dos juízes. A suspensão é válida para toda a magistratura de primeiro grau com exceção dos “casos excepcionais” desde que devidamente justificados. A medida foi aprovada pelo Tribunal Pleno na sessão da última quinta-feira (5). O presidente do TJES alega que a falta de juízes compromete até mesmo a imagem da instituição. Segundo dados do Portal da Transparência do órgão, o Judiciário capixaba contava com 282 juízes até o mês de junho deste ano, último número revelado. Pedro Valls apontou que o quadro atual da magistratura tem a vacância de 98 cargos de magistrado.
Estrelinhas: média de acerto foi de 81% para vereador e 71% para prefeito
Além do fator “novo”, a eleição 2012, nessa primeira fase, foi marcada por disputas acirradas em vários municípios. A corrida dos candidatos a vereador por uma cadeira nas quatro principais câmaras da Grande Vitória também não foi diferente. Esses dois fatores propiciaram um cenário de indefinição nesta eleição, que aumentou a margem de erro de estrelinhas. Apesar da dificuldade para fazer o prognóstico final que indicaria os nomes dos prefeitos e vereadores virtualmente eleitos, a margem de acerto de Século Diário foi satisfatória. A maior dificuldade, sem dúvida, foi para definir quem seriam os futuros prefeitos. Na sexta-feira (5), antevéspera da eleição, os levantamentos indicavam que o cenário estava indefinido em pelos menos 21 municípios. O jeito foi apostar em um dos dois candidatos e aguardar a apuração no domingo (7). Na média, Século Diário atingiu 71% de acerto no prognóstico para prefeito. Já índice de acerto para vereador se manteve na média de 80%. O maior percentual de acerto foi registrado na Capital. Século Diário acertou 13 dos 15 nomes possíveis. Na Câmara da Serra, das 23 cadeiras disponíveis, 19 candidatos foram apontados como vencedores. Em Vila Velha, o índice foi de 82,3%, ou seja, 14 acertos de 17 possíveis. O pior aproveitamento foi registrado em Cariacica: 73,6% – 14 dos 19 possíveis. Critérios Para confirmar quem eram os indicados como eleitos e confrontar com o resultado das urnas, basta acessar o quadro de estrelinhas. Ao lado do nome do candidato vencedor aparece a palavra “eleito”, independente do número de estrelinhas do candidato. Por exemplo, o candidato que tem cinco estrelas, mas não ganhou o “eleito”, obviamente foi derrotado. Mas para chegar aos índices mencionados acima, Século Diário adotou o seguinte critério. Os candidatos com quatro estrelas que acabaram eleitos, foram somados na cota de acertos. No cabeçalho da coligação havia a ressalva informando que o candidato era o próximo da lista a conquistar uma vaga caso houvesse sobra. Por exemplo, na coligação (PSD/PSB) para vereador de Vitória, o quadro previa a eleição de Sérgio Sá e Davi Esmael (ambos do PSB). Entretanto, Sá ficou de fora e subiram Max da Mata (PSD) e Serjão Magalhães (PSB). No quadro de estrelinhas, no cabeçalho da coligação, o texto alertava que, caso a coligação fizesse três cadeiras, Max e Serjão teriam reais chances de conquistar uma das vagas. Em situações como essa, consideramos acerto. Já na coligação PP / PSC / PR / PRP, também em Vitória, consideramos como eleito o Major Dal Col, mas quem levou foi Wanderson Marinho (PRP). A coligação, de acordo com as nossas previsões, só era capaz de fazer uma cadeira. Alertamos que Delmaestro (PP), também tinham chances de ser eleito. Como o eleito foi Wanderson, consideramos erro. No prognóstico para prefeito, registramos 53 acertos e 21 erros, no universo de 74 municípios e não de 78 – desconsideramos os quatro municípios cujas candidaturas estão pendentes na Justiça. São eles: Mucurici, Guarapari, Pancas e Pedro Canário. Quando o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidir se os candidatos com registro indeferido terão ou não seus votos validados, contabilizaremos os erros ou acertos. Eleição 2008 Em comparação às eleições de 2008, os índices de acerto desta eleição foram inferiores. Século Diário encerrou o primeiro turno das eleições municipais de 2008 alcançando um índice de acerto de 80% na cotação dos candidatos a prefeito contra 71% desta eleição. Nas câmaras municipais da Grande Vitória a média de acertos foi de 82% contra 81% deste ano.
Fim do impasse: desapropriação do Shopping do Povo é aprovada pela Assembleia
Na sessão desta segunda-feira (8), os deputados estaduais presentes à sessão na Assembleia Legislativa aprovaram o Projeto de Lei 344/2012, de autoria do Poder Executivo.O PL tem o objetivo de desapropriar o imóvel do antigo Shopping do Povo, na Serra, área pertencente ao município, para a implantação do Programa de Mobilidade Metropolitana (PMM). A área, que é vizinha ao Terminal de Laranjeiras e tem mais de 41 mil metros quadrados, vai permitir a adequação do terminal às novas concepções de operações do BRT Grande Vitória, um dos pilares do PMM. O projeto estava na pauta da sessão do dia 26 de setembro, mas o deputado Roberto Carlos (PT) solicitou aos demais parlamentares presentes à sessão – eram 19 ao todo – que não votassem o projeto de lei enquanto não terminasse o processo eleitoral na Serra. Como a eleição no município serrano foi definida ontem (7), com a vitória de Audifax Barcelos (PSB) sobre Sérgio Vidigal (PDT), a pauta foi retomada. O relator do projeto, deputado Sandro Locutor (PV), pediu vista do processo naquela ocasião e a matéria voltou à pauta na sessão desta segunda-feira (8). A área do antigo Shopping do Povo é avaliada em aproximadamente R$ 21 milhões. O terreno, no qual funcionavam serviços do Pró-Cidadão, atualmente no bairro Portal de Jacaraípe, é alvo de especulação imobiliária. Em 2010, rumores davam conta que a área seria vendida a um grupo de investidores que construiriam um hotel no local. Naquele mesmo ano, representantes de associações de moradores e entidades sociais que atuam na Grande Laranjeiras protocolaram um pedido de audiência pública na Câmara de Vereadores para que fosse debatida a proposta de leilão do terreno para a iniciativa privada.
Ferração tem prejuízo político na eleição 2012
A parceria feita pelo presidente da Assembleia Legislativa, Theodorico Ferraço (DEM), com o ex-governador Paulo Hartung (PMDB), não deu muito certo na eleição deste ano, nos municípios em que o deputado apoiou candidatos a prefeito, sobretudo no sul do Estado, onde tem mais influência. A derrota do candidato a prefeito em Cachoeiro de Itapemirim, Glauber Coelho (PR), imprimiu um desgaste político para Theodorico, seu principal apoiador. Ferraço era apontado no período pré-eleitoral como favorito na disputa de Cachoeiro, mas abriu mão de concorrer para apoiar Glauber Coelho. Nos meios políticos, era conhecida a movimentação do deputado para mudar a Constituição Estadual e garantir a reeleição de Ferraço na presidência da Assembleia. Essa discussão colocou, inclusive, o demista em rota de colisão com o governador Renato Casagrande. Passada a eleição, o assunto deve voltar à baila, mas o cenário hoje é diferente. Ferraço, que chegou a ter 22 assinaturas em favor da tramitação da proposta, pode não conseguir emplacar o segundo mandato, devido à diminuição política. Além de Cachoeiro, o candidato apoiado por Ferraço em Itapemirim, outro município em que o deputado tem influência política, Estevão (PMDB), candidato à sucessão da prefeita Norma Ayub (DEM), mulher de Ferraço, perdeu a eleição para Dr. Luciano (PSB). Outro local de influência de Ferraço é Guarapari. No município, o prefeito Edson Magalhães (PPS), que é aliado de Ferraço, teve os votos anulados pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) e até que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) julgue o recurso do prefeito, o vitorioso na eleição é o socialista Ricardo Conde. Tanto em Itapemirim quanto em Guarapari a articulação de Ferraço contou com o apoio do ex-governador Paulo Hartung. Por isso, a derrota deve ser compartilhada entre os dois. A curiosidade nos meios políticos, agora, é saber qual será o comportamento do presidente da Assembleia com o governo do Estado depois do resultado das eleições. Na primeira sessão da Assembleia, após o pleito, Ferraço se mostrou bem-humorado e a sessão foi utilizada para dar celeridade aos projetos de urgência, oriundos de mensagem governamental. Outro prejuízo para a movimentação que previa a reeleição de Theodorico Ferraço para a presidência da Assembleia foi o fato de o relator do projeto, o deputado José Carlos Elias (PTB) também ter sofrido um revés na eleição de Linhares. Para os observadores, será muito difícil para Theodorico convencer os deputados a aceitar a proposta. Ainda mais porque três novos nomes devem entrar no plenário em 2013 e outros três ainda alimentam a expectativa de assumir as suplências dos deputados que disputam o segundo turno.
Eleição mostra força de Reginaldo Quinta
O prefeito cassado de Presidente Kennedy (litoral sul do Estado), Reginaldo Quinta (PTB), deu uma demonstração de força política nas eleições desse domingo (7). Mesmo com a possibilidade de disputar o pleito, o petebista elegeu a sobrinha Amanda Quinta Rangel (PDT), indicada de última hora, como prefeita do município com 57,6% dos votos válidos (5.238 votos). Amanda derrotou o ex-prefeito do município Aluízio Corrêa (PR), que teve 3.403 votos. Na disputa pela Câmara de vereadores, o prefeito teve um papel decisivo na renovação do plenário para a próxima legislatura. Dos nove vereadores eleitos em 2008, apenas o ex-presidente da Câmara Dorlei Fontão da Cruz (PR) – atualmente afastado do cargo – foi reeleito. Entre os quatro interinos, o vereador Jacimar Marvila Batista, o Tima (PTB), foi o único que aparece entre os eleitos. A renovação do Legislativo em Kennedy é simbólica, já que os seis vereadores que votaram pela cassação do ex-prefeito não foram aprovados pelas urnas. Entre os vereadores que ficaram de fora está Tércio Jordão Gomes (PSD), que fez as primeiras denúncias de corrupção na gestão de Quinta. Tercinho, como é batizado na urna, obteve 332 votos – mais de cem votos superior do que o último eleito mais votado -, mas que acabou de fora pela coligação não ter atingido o coeficiente eleitoral para eleger um vereador. A coligação de Quinta fez outros dois vereadores, Sérgio Jordão (PTB), eleito com 333 votos, e Brunão do Povo (PHS), candidato mais bem votado, com 416 votos. Forem eleitos ainda: Albino (PSC), com 401 votos; Dilzerly Machado (PSC), 358; Mirian de Baldo (PTC), 278; Daniel Gomes (PPS), 256; e Bartolomeu – Dez Irmãos (PRP), eleito com o menor número de votos (226). Mas apesar da acusação de chefiar a quadrilha que atuava no município, Reginaldo Quinta não deve transferir os problemas de sua gestão para a futura administração da sobrinha. Apesar de uma passagem apagada pelo secretariado do tio, o nome de Amanda não é citada em nenhum inquérito policial. Diferentemente da futura prefeita, a outra sobrinha do ex-prefeito, Geovana Quinta Costalonga, também denunciada pelo Ministério Público Estadual (MPES), chegou a ser cotada para assumir o município. No entanto, a ex-secretária da gestão de Quinta – escolha natural do tio -, chegou a ser chamada de “abelha rainha”, como aponta as investigações da Polícia Federal, e também poderia enfrentar problemas por conta das denúncias.
Trabalhadores da Aracruz Celulose (Fibria) criam canal direto de denúncias
Depois da morte de um portuário no Terminal Especializado da Barra do Riacho (Portocel) da Aracruz Celulose (Fibria), ocorrido em 26 de setembro, e de um grave acidente na fábrica da empresa 16 horas depois, os trabalhadores da empresa criaram um canal de denúncias sobre os riscos e condições de trabalho no local. Os trabalhadores criaram um e-mail para que as denúncias sejam remetidas, independente do Sindicato dos Trabalhadores Papeleiros e Químicos do Estado (Sinticel). A primeira denúncia encaminhada dá a dimensão do risco a que os trabalhadores são submetidos na empresa. A denúncia relata que o acidente ocorrido no pátio de madeiras na noite do dia 26 de setembro foi a gota d’água para os trabalhadores. Ela aponta que a segurança só é prioridade enquanto não afetar a produção e os custos. O trabalhador também relaciona a cadeia de pressão que é feita para a liberação de equipamentos, o que contribui para o risco de acidentes. Ele diz que a pressão vem do gerente da fábrica, que passa para o gerente de área, daí para o coordenador de turno, que pressiona os coordenadores e assistentes técnicos que pressionam os operadores de painel. Estes passam a pressionar o elo mais fraco da cadeia, que são os operadores de área, que são em maioria jovens. O trabalhador também denuncia a situação da caldeira que, apesar de ter a altura de um prédio, não tem elevador para fazer o transporte dos funcionários. Os mecânicos que fazem a manutenção no equipamento sobem e descem a caldeira com ferramentas pesadas, o que acaba por gerar lesões. O Sinticel também deve passar a receber as denúncias encaminhadas ao correio eletrônico, como forma de dar divulgação aos relatos feitos anonimamente pelos trabalhadores.
Rodney monta estratégia forte e se destaca em Vila Velha
A estratégia montada pelo candidato do DEM a prefeito de Vila Velha, Rodney Miranda, se destacou na disputa deste ano. A eleição começou com uma polarização entre o atual prefeito Neucimar Fraga (PR) e o ex-prefeito Max Filho (PSDB), com uma expectativa de entrada na disputa do deputado Hércules Silveira (PMDB), dividindo os votos no município, o que não aconteceu. Rodney iniciou sua campanha discretamente, mas sua forma tímida de entrar na disputa escondia uma estratégia política que foi se revelando à medida que o processo eleitoral avançava. A primeira movimentação foi a retirada da candidatura de Hércules, com a entrada do PMDB na chapa de Rodney. A partir do início da campanha propriamente dita, as movimentações de Rodney mostraram um desempenho do candidato que ultrapassava o discurso de que ele seria o candidato do ex-governador Paulo Hartung (PMDB). Rodney havia criado uma imagem de gestor de segurança pública que não foi atingida com os dados que revelavam a passagem dele pela Secretaria de Estado da Segurança, que comprometeu o setor e passou por uma crise sem precedentes no governo passado. Outro fator estratégico que contribuiu para esse desempenho foi o apoio do ex-governador Paulo Hartung, mas em um molde diferente da entrada do ex-governador em outros pleitos. Neste caso, na avaliação dos meios políticos, Rodney é quem controla o apoio e não o contrário. Além da movimentação política e imagética, Rodney também demonstrou capacidade de arrecadação de recursos para sua campanha muito maior que o ex-prefeito Max Filho e maior até que o prefeito Neucimar, com toda a força da máquina. Esse apoio teria vindo de uma parceria com coronéis, como José Nivaldo, pertencentes à Maçonaria, que injetaram recursos na campanha do demista, alavancando seu nome. Para a disputa no segundo turno, Neucimar Fraga encontrará um adversário fortalecido, já que chegou em primeiro lugar na eleição desse domingo e com uma rejeição muito baixa, o que facilita sua disputa. Para os meios políticos, outro reforço que Rodney deve ganhar neste segundo turno é o apoio do ex-prefeito Max Filho. Sem muitos quadros em seu partido, a entrada de Max e do PSDB na campanha ajudará a estruturá-la. A ida do ex-prefeito para o palanque de Rodney fica facilitada pelo processo de reaproximação de Max com o grupo de Paulo Hartung, por meio da ação do ex-prefeito de Colatina, Guerino Balestrassi. Para o grupo do ex-prefeito é uma chance de se manter politicamente, após a derrota na disputa à prefeitura.