Com o avanço dos candidatos Luciano Rezende (PPS) e Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB) ao segundo turno das eleições à prefeitura de Vitória, a Associação de Amigos da Praia de Camburi (AAPC) quer uma reunião com os candidatos para oficializar o compromisso com a praia, que segundo a entidade, sofre com os impactos ambientais gerados pelo complexo industrial na Ponta de Tubarão. . Além disso, a entidade quer saber qual é posição dos candidatos diante de problemas como o surgimento da areia preta, dragagens e a retirada de areia do fundo do mar na região pela empresa Vila Rica. Essas são algumas das preocupações dos frequentadores da praia. Durante a sabatina realizada no dia 30 de setembro na Praia de Camburi, somente compareceu Luciano Rezende. Luiz Paulo alegou problema de agenda e a petista Iriny Lopes, terceira colocada na disputa, não respondeu ao convite, como enfatizou a associação. “O candidato Luiz Paulo disse que não tinha agenda para o debate, mas estava caminhando na praia com sua equipe no momento da sabatina, a candidata Iriny, com muita educação, nem respondeu ao convite e também estava na praia com sua bandinha de carnaval, sobrando o candidato Luciano Rezende, que compareceu, comprometendo-se com a Praia de Camburi, mas até o momento não assinou o termo de compromisso político com os frequentadores da praia”, declarou a AAPC. Segundo Paulo Pedrosa, presidente da entidade, é importante que os candidatos se proponham a conhecer o pleito da comunidade, que está preocupada com a nova gestão, sobretudo no que diz respeito à Praia de Camburi, fortemente impactada pela Ponta de Tubarão. A AAPC é conhecida na Praia de Camburi por promover caminhadas educativas nas regiões menos frequentadas pelos banhistas, como dos recifes, no final da praia. Lá, diz a entidade, é possível constatar o que já foi degradado e o que ainda precisa ser protegido na região. Além disso, encabeça as denúncias relativas ao pó de minério na areia da Praia de Camburi e irregularidades no processo de extração de areia da região.
Discurso da mudança impacta candidaturas petistas no Estado
Depois de sair das urnas em 2008 como o grande vencedor das eleições, o PT capixaba amargou derrotas significativas no pleito realizado nesse domingo (7). Apesar de manter o mesmo número de prefeituras (seis ao todo), a sigla perdeu municípios importantes, como Vitória e Cariacica, onde as candidatas petistas sequer vão disputar o segundo turno. O impacto do discurso da mudança também aparece no desempenho das chapas proporcionais do partido. Da atual presença na Grande Vitória, as prefeituras petistas devem se resumir ao interior do Estado, a partir do próximo ano. O partido manteve duas importantes prefeituras: de Colatina, com Leonardo Deptulski, o Batata, reeleito sem dificuldades; e de Cachoeiro de Itapemirim, com Carlos Casteglione, que venceu uma disputa voto a voto contra o deputado estadual Glauber Coelho (PR). Entre as novas prefeituras do partido aparecem Itarana (Ademar Schneider), Vila Valério (Luizmar Mielke, o Maca), João Neiva (Romero Figueredo) e Ecoporanga (Pedro Costa). Resultado que não ofusca a derrota dos candidatos apoiados pelos prefeitos João Coser (Vitória) e Helder Salomão (Cariacica). O partido também vai deixar o comando das prefeituras de Castelo e Mantenópolis. Na comparação com o PSDB, partido com quem polariza o debate nacional, o PT manteve o empate em número de prefeituras. No entanto, as estatísticas petistas escondem a forte redução no capital político do partido, uma vez que deixa o papel de protagonista na Grande Vitória, para se contentar apenas com a presença de Lourencia Riani, vice do prefeito eleito da Serra, Audifax Barcelos (PSB), eleita na conta do vice-governador Givaldo Vieira (PT). Além da derrota na disputa majoritária em Vitória, o PT também perdeu metade das cadeiras na Câmara de Vereadores para a próxima legislatura. O partido conseguiu eleger apenas dois vereadores: Marcelão, única novidade do partido, que teve quatro mil votos, e o atual presidente da Casa, Reinaldo Bolão, que teve 3.094 votos. Ficaram de fora os atuais vereadores petistas Eliezer Tavares, que ficou com 2.735, e Zé Carlinhos, com 2.329 votos. Uma votação que ficou muito aquém do esperado, de acordo com Eliezer, que foi um dos poucos petistas que acompanharam a apuração dos votos, tradicionalmente em frente à sede do Tribunal Regional Eleitoral (TRE/ES). Para ele, a grande surpresa das eleições foi a baixa votação dos candidatos a vereador do partido. Logo abaixo dos dois suplentes na Capital, os candidatos mais votados foram Professor Aguinaldo, com 1.660 votos; Renato Martins, que obteve 1.199 votos, e Elizeu Moreira, ex-secretário de Coordenação Política do prefeito João Coser, que ficou com 1.123 votos. Em Cariacica, o partido manteve as quatro cadeiras na Câmara municipal, porém, nenhum dos atuais vereadores foi reeleito. A coligação petista elegeu: Zé do Miguel, com 3.263; Celso Andreon com 3.250; Professor Erildo com 2.128, e Seu Pedro, que obteve 1.943.
CNPq publica chamada para pesquisa em agroecologia e sistemas orgânicos
O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) publicou chamada para selecionar projetos que integrem atividades de extensão tecnológica, pesquisas científicas e educação profissional para construção e socialização de conhecimentos e práticas relacionadas à agroecologia e sistemas orgânicos de produção. As propostas aprovadas serão financiadas com recursos no valor global estimado de R$ 8,9 milhões. Demanda frequente de agricultores, a chamada deverá beneficiar o fomento da agricultura orgânica também no Espírito Santo. Os agricultores capixabas podem enviar seu projeto até o dia 19 de novembro. Segundo o CNPq, a iniciativa contribuirá para implementação ou manutenção de Centros Vocacionais Tecnológicos (CVT) em Agroecologia e Produção Orgânica ou de Núcleos de Estudos em Agroecologia e Produção Orgânica (NEA). Será aceito uma única proposta por proponente em cada uma das linhas temáticas: “Núcleos de Estudo em Agroecologia e Produção Orgânica (NEA); Centros Vocacionais Tecnológicos de Referência por Unidade da Federação (CVT UF) e Centros Vocacionais Tecnológicos por Bioma (CVT Bioma). O NEA tem como objetivo ser um centro de referência de desenvolvimento rural sustentável e dos conhecimentos e das práticas de produção orgânica e de base agroecológica na área de influência da instituição de ensino, por meio de atividades de ensino, pesquisa e extensão. Já o CVT UF tem como objetivos ser um centro de referência de desenvolvimento rural sustentável e dos conhecimentos e das práticas de produção na unidade da federação, por meio de atividades de ensino, pesquisa e extensa. Por fim, o CVT Bioma deve atuar como um centro de referência de desenvolvimento rural sustentável e dos conhecimentos e das práticas de produção orgânica e de base agroecológica no bioma. A chamada conta com o envolvimento do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Ministério da Educação (MEC) e Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), que deverão ajudar na implementação dos centros. A íntegra pode ser acessada no site http://www.cnpq.br.
Com vitória de Audifax na Serra, Museu Mello Leitão perde um interlocutor no Congresso
O Projeto de Lei (PL) 7437/10, que transfere o Museu de Biologia Mello Leitão (MBML), em Santa Teresa (região serrana do Estado), do Ministério da Cultura para o Ministério da Ciência e Tecnologia, e cria o Instituto Nacional de Mata Atlântica, não contará mais com a intervenção do deputado federal licenciado e prefeito eleito na Serra, Audifax Barcelos (PSB). A matéria está parada em Brasília desde o início do período eleitoral e Audifax retornará à Casa já no final desta legislatura. Afastado de suas funções na Câmara de Deputado desde julho, o deputado socialista só deverá retornar suas atividades parlamentares em novembro. Um mês depois, já começam os recessos. Sem ele, ressaltam os ambientalistas, perde força a promessa de voltar com o PL para a Comissão de Finanças e Tributo (CFT), de onde foi retirado por um equívoco do presidente da Casa, Marco Maia (PT-SP). A matéria entrou em pauta na Comissão da Amazônia Integração Nacional e Desenvolvimento Regional e recebeu parecer favorável do relator, Valtenir Pereira (PSB-MT), há quatro meses. Mas está parada na Comissão desde então. O suplente de Audifax, o deputado federal Camilo Cola (PMDB), ainda não se manifestou sobre o PL. Além disso, não tem histórico de atuação na área. A promessa de Audifax antes do período eleitoral era retirar o PL da Comissão da Amazônia e levá-lo de volta à Comissão de Finanças e Tributo, a qual faz parte e onde o PL também já possuía parecer favorável. Porém, com a vitória na Serra, os ambientalistas não acreditam na retomada de articulação pelo socialista. A Associação de Amigos do Museu de Biologia Mello Leitão (Sambio) vem tentando uma articulação por parte do deputado Paulo Foletto (PMDB) e da vice-presidente da Casa, Rose de Freitas (PMDB). A entidade cobra o retorno dos esforços dos parlamentares, que ainda não responderam ao pedido. Segundo a Sambio, a mudança da administração do museu já recebeu parecer favorável da Casa Civil, em 2009, mas a assinatura do decreto pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, previsto para dezembro do mesmo ano, não ocorreu. Os parceiros do MBML aguardam desde 2005 pela aprovação do PL, devido à grande dificuldade do museu de cumprir sua missão de instituição de pesquisa científica na área de biodiversidade e conservação, já que se trata de uma unidade distinta das demais que estão vinculadas ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). O Museu Mello Leitão, fundado em 1949 pelo naturalista Augusto Ruschi (1915-1986), é uma das principais instituições ligadas ao patrimônio natural do País, e controla duas estações biológicas: Santa Lúcia e Caixa D'Água. Incorporado ao Ministério da Cultura em 1983, mesmo com restrições orçamentárias e carência de recursos humanos, se mantém como uma referência nacional e internacional no apoio à pesquisa e conservação da mata atlântica, que é considerada um dos cinco biomas prioritários em todo o mundo em termos de conservação da biodiversidade.
A vez dos pequenos
A disputa eleitoral deste ano mostrou uma mudança muito forte na distribuição de forças políticas no Estado. O antes todo poderoso PMDB, do ex-governador Paulo Hartung, perdeu terreno, diminuindo seu número de prefeituras, de 21 para 13. No sentido contrário veio o PSB, do governador Renato Casagrande, que subiu de 13 prefeituras em 2008 para 22 na eleição desse domingo. Apesar de ser uma força nacional e ter o governador do Estado, o PSB não era considerado até então um partido forte. Agora, aumentando sua base municipalista e conseguindo uma inserção na Grande Vitória, com Audifax Barcelos, na Serra, ganha importância O PSB vinha fazendo um trabalho de fortalecimento que começou em 2010, com a eleição de Casagrande, um fortalecimento que se consolidou agora em 2012. Dentro do quadro de antagonismo nacional, PT e PSDB saíram numericamente com o mesmo tamanho da disputa deste ano, mas os pesos políticos favorecem o PT. Tucanos e petistas lançaram 15 candidaturas no Estado e saíram do primeiro turno com seis prefeituras cada um. Luiz Paulo Vellozo Lucas pode desequilibrar em Vitória em favor do ninho tucano, mas chega em desvantagem ao segundo turno. No mais, os tucanos não conseguiram êxito nos chamados grandes municípios. O PT perdeu a Capital e Cariacica, mas conseguiu manter Colatina e Cachoeiro de Itapemirim. Pontos para o PT. Mas a eleição também mostrou novos caminhos políticos que começam a ser trilhados. Dois partidos que sempre figuraram como forças auxiliares ganharam protagonismo nesta eleição. O PPS, do deputado Luciano Rezende, vai disputar o segundo turno em Vitória e em Cariacica. Se vencer, o partido entra no jogo político com uma voz de comando muito forte. O DEM, do deputado Rodney Miranda, também chegou ao segundo turno com um destaque para o desempenho do deputado. O partido que hoje tem uma das maiores bancadas da Assembleia, passou por momentos de dificuldades, perdeu quadros e nacionalmente correu risco até de desaparecer. Se Rodney confirmar a vitória na disputa de Vila Velha, dará uma sobrevida ao partido. Apesar de ter perdido na disputa da Serra e em Colatina, o PDT também conseguiu um fortalecimento, sobretudo pelas vitórias em Aracruz, com Marcelo Coelho, e Linhares, com Nozinho Correia, o que o mantém no jogo político do Estado. O que todos esses partidos precisam agora é conseguir manter um arco de alianças que garanta suas governabilidades. Sem muitos quadros para compor suas equipes, precisarão do apoio das bases para consolidar seus ganhos na disputa deste ano. Fragmentos: 1 – A surpresa da chegada dos candidatos que estavam em segundo na frente para o segundo turno, deixou os antes favoritos abatidos. Se não levantarem a cabeça, vão perder. 2 – O que Rodney Miranda (DEM), Luciano Rezende (PPS) e Juninho (PPS) têm em comum? Partidos pequenos, rejeição baixíssima e estratégia muito forte. 3 – Dois nomes perderam ganhando nessa eleição de Vitória: Iriny Lopes (PT) e César Colnago (PSDB). É só saber colar direitinho os cacos da disputa deste ano.
PSB cresce em quantidade e o PPS em força política no ES
Dentre as vitórias mais expressivas na disputa eleitoral deste ano, ganhou destaque nos meios políticos o desempenho do PSB, partido do governador Renato Casagrande, que venceu em 22 municípios do Estado, e do PPS, que tem nomes no segundo turno em importantes colégios eleitorais do Estado: na Capital, com o deputado Luciano Rezende (PPS), e em Cariacica, com o vice-prefeito Geraldo Luzia, o Juninho. O presidente regional do PSB, Macaciel Breda, comemorou o resultado do partido nas eleições deste ano, comparando com o desempenho de 2008. Na eleição passada, o partido elegeu 13 prefeitos e ao longo das gestões conseguiu aumentar este número para 16. Na eleição deste ano, o partido conseguiu 22 prefeituras – embora o resultado de Guarapari esteja sub judice – e também emplacou 10 vice-prefeitos até o momento, já que também disputa em Vila Velha na chapa de Neucimar Fraga (PR). O PSB também aumentou sua participação nas Câmaras municipais. Em 2008 foram 83 vereadores em 49 municípios. Este ano foram 90 legisladores em 54 municípios. Entre os destaques da disputa está a inserção na Grande Vitória, com a eleição de Audifax Barcelos, no município da Serra, o mais populoso do Estado. Outros dois municípios importantes conquistados nesta eleição foram a reeleição de Amadeu Boroto, em São Mateus, e a vitória em Nova Venécia, um município médio, com Barrigueira Lubiana. Força política Além do PSB, outro partido que teve um desempenho elogiado nos meios políticos foi o PPS. Se os socialistas impressionaram pela quantidade de prefeitos, o PPS impressionou pelo poder de aglomeração de suas duas principais lideranças no Estado. O presidente do partido, Luciano Rezende, disputa o segundo turno da eleição na Capital e com um diferencial: chegou em primeiro, quando a expectativa do adversário, Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB), era a de vencer a disputa no primeiro turno. O partido também vai disputar o segundo turno em Cariacica, com o vice-prefeito Juninho. No município, o cenário começou com uma vantagem para o deputado estadual Marcelo Santos (PMDB), com quem Juninho vai disputar o segundo turno, mas as ruas apontaram um desempenho do candidato do PPS, diferente do especulado nos meios políticos locais, e o vice-prefeito terminou a disputa do primeiro turno na frente. O que PSDB e PPS têm em comum no Estado é o fato de serem partidos pequenos do ponto de vista da penetração política. Caso Luciano e Juninho vençam os segundos turnos das eleições, ambos terão de adotar a mesma estratégia do governador Renato Casagrande, de formar um grande arco de alianças para garantir suas governabilidades.
O nada e o ser de Veríssimo
Drácula e Batman discutem no asilo. Robespierre tenta subornar o carrasco. Goya e Picasso conversam sob o sol da Côte d’Azur. Juvenal planeja matar a mulher, Marinei, que o despreza. A recém-casada Heleninha pede conselhos ao urso de pelúcia. Qual um existencialista dotado de senso de humor, Luis Fernando Verissimo persegue em suas crônicas o absurdo que marca a existência humana – salvo engano, a única que se preocupa com o seu propósito, o seu término e se alguém está falando demais na hora do pôquer. Em nenhum momento essa maldição se torna mais evidente do que na hora em que o homem abre a boca. Então, o que era para comunicar acaba é “estrumbicando”. Tais constatações podem ser verificadas em seu novo livro, Diálogos Impossíveis, seja no diálogo imaginário de Don Juan tentando seduzir a própria Morte ou na conversa cotidiana de um casal que se desentende na hora de dormir. Tanto faz. O homem – e, sejamos igualitários, a mulher – parece falar o que não deve e calar no fundamental. Serviço Diálogos Impossíveis Luis Fernando Veríssimo Objetiva176 págs R$ 32,90 em média
Fadiga de material
As viradas nos principais municípios do Estado, mesmo que em alguns casos em números bem apertados, mostram que o jingle da campanha de Luciano Rezende (PPS) em Vitória, pregando a mudança, tomou conta do eleitorado. Na eleição deste ano, os capixabas deram seu recado contra a continuidade do modelo antigo de política que se alterna no poder, optando por nomes novos. As vitórias de Luciano em cima do ex-prefeito Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB); de Rodney Miranda (DEM) contra o prefeito de Vila Velha Neucimar Fraga (PR), e de Juninho (PPS) em Cariacica, desbancando o deputado estadual Marcelo Santos (PMDB), são exemplos claros do cenário instalado no Estado. Todos tiraram a primeira posição de candidatos que representam a continuidade e que passaram praticamente toda a campanha à frente das intenções de votos. Uma prova clara do que no mercado é conhecido por fadiga de material. Chegam ao segundo turno com a bola cheia e com grandes possibilidades de quebrarem sequencia. Promete. Fadiga de material II O mesmo recado foi dado na Serra, com a vitória de Audifax Barcelos (PSB). Embora tenha sido ex-prefeito por uma ocasião, é o socialista que representa o novo no município. Basta pensar no longo período em que o prefeito Sérgio Vidigal (PDT) comanda a prefeitura. Fadiga de material III Em Linhares, a eleição de Nozinho Correa (PDT) faz o mesmo eco. Liquidou os dois grupos que mandam na política do município há anos, do atual prefeito Guerino Zanon (PMDB) e do deputado estadual José Carlos Elias (PTB). Só deram eles Ainda sobre a virada em Vitória, a confiança da militância do PPS era tanta, que a frente do Tribunal Regional Eleitoral na tarde deste domingo (7) foi tomada por apoiadores de Luciano Rezende, antes mesmo de sair o resultado final. Na mesma pegada, era o sentimento em relação ao vereador Fabrício Gandini, reeleito pelo partido como o mais votado em Vitória. Em contrapartida… A trupe do tucano Luiz Paulo Vellozo Lucas quase não apareceu. Queda livre do ex-prefeito deixou o povo tímido. E o PT? Bom, muito menos. Vantagem Onde o deputado federal Camilo Cola (PMDB) e seu apoio financeiro de luxo colocaram a mão nesta eleição rendeu lucro. Audifax Barcelos (PSB) entregou seu mandato com a antecedência ao megaempresário, que é primeiro suplente na Câmara, e recebeu uma “infra” invejável como recompensa. Já o prefeito Carlos Casteglione (PT), que passou a campanha atrás do adversário Glauber Coelho (PR), arrancou na reta final e levou o pleito. Contradição Camilo, aliás, é o mesmo que aparece em coluna do jornalista Ancelmo Gois, publicada neste domingo (7), em A Gazeta, como um dos financiadores da ditadura militar que serão investigados pela Comissão da Verdade. Ele está no grupo dos que participaram ativamente. Relatório fica pronto em 2014. Logo o PT correr campanha ao lado dele… Pedra cantada Como previsto, Jorge Donati (PSDB) ganhou de lavada em Conceição da Barra (norte do Estado). Papel de vítima funcionou com força. Pedra cantada II Com o mesmo discurso, o prefeito Reginaldo Quinta (PTB) elegeu sua sobrinha Amanda Rangel Quinta (PDT), em Presidente Kennedy (litoral sul do Estado). Adivinhem quem vai governar? Sem cair Os vereadores que passaram a campanha com risco de perder cadeira na Câmara de Vitória, Max da Mata (PSD) e Serjão Magalhães (PSB), se esbarraram na manhã deste domingo (7), na Escola Irmã Maria Horta, Praia do Canto. Com a zebra na disputa, em desfavor do vereador Sérgio Sá (PSB), os dois conseguiram se manter firme e forte na Casa. Menos mal, pois o tombo seria grande. Fez chegada Já a previsão de que o “virgem” em política Davi Esmael (PSB) entraria na Câmara se confirmou. Assumirá com a proposta de repetir o mandato do pai, deputado estadual Esmael Almeida (PMDB). Ou seja: as igrejas evangélicas ditarão as regras. 140 toques “Sobre qualquer avaliação sobre o segundo turno, deixo claro, desde já, que fica a cargo do meu partido”. (Deputada federal Iriny Lopes – PT – terceira colocada na disputa em Vitória). PENSAMENTO: O descontentamento é o primeiro passo na evolução de um homem ou de uma nação. Oscar Wilde
Em Vila Velha, cinco vereadores conquistam reeleição
No maior colégio eleitoral do Espírito Santo, Vila Velha, a Câmara de Vereadores ficará completamente divida entre diversos partidos em 2013. Nenhuma das muitas coligações do município conseguiu crescer o bastante, o que loteou as 17 vagas da cidade. As reeleições ficam por conta de Valdir do Restaurante (PTdoB), Valter Rocon (PDT), Almir Neres (PSD), Andinho (PMDB) e Belo (PTC).A coligação que fez mais vereadores foi a “Vila Velha de todos nós” (PPS e PSB), com Ricardo Chiabai (PPS), e os socialistas Joel Rangel e João Artem. Já a “Avança Vila Velha” (PP/PTC), além de reeleger Belo, conseguiu fazer o mais votado do pleito, Marcos Rodrigues (PP). Também com dois vereadores ficaram as coligações “Por uma Vila Velha livre e leal” (PTN / PPL) e “Por uma Vila Velha segura e com mais saúde” (PRB/PMDB). A primeira elegeu Anadelso e Wedson, ambos do PTN. Já a segunda, além do reeleito Andinho, fez Osvaldo Maturano (PMDB). A coligação “Vila Velha sustentável” (PMN e PV) fez um: Arnaldinho Borgo (PMN). O PSDB e o PT, sem coligação, fizeram um vereador. O tucano Rogério Cardoso e o petista Zé Nilton estarão presentes na Casa em 2013. A coligação “Vila Velha forte” (PSDC/PCdoB) não fez nenhum vereador.
Serra: dez são reeleitos e outros 13 completam a Câmara
Dos 17 atuais vereadores da Serra, 10 conseguiram a permanência para o próximo mandato no município. Eles vão receber outras 13 novidades no pleito, já que a Casa aumentou o número de legisladores, passando a ter um plenário com 23 edis. O destaque da eleição foi o vereador Bruno Lamas (PSB), o mais bem votado do município, com 4.488 votos. Além dele, foram reeleitos Aldair de Souza (PTB), Antônio Boy do INSS (PSB), Auredir Pimentel (PDT), Guto Lorenzoni (PP) e Davi Duarte (PDT). Jamir Malini (PTN) foi reeleito, mas pode dar a vaga a um suplente, se assumir a cadeira de Henrique Vargas (PRP) na Assembleia Legislativa. Também foram reeleitos Marcos Tongo (PTdoB), Neidia Pimentel (PR) e Cezar Nunes (PDT). Se juntarão aos vereadores reeleitos Rodrigo Caldeira (PDT), que já teve passagem pela Casa, na gestão Sérgio Vidigal; Nacib (PDT), Aécio Leite (PT), Gilmar (PT), Luiz Carlos Moreira (PMDB), Alexandre Xambinho (PTdoB), Jorjão (DEM), Gideão (PR), Miguel da Policlínica (PTC), Pastor Ricardo (PRB), Toninho da Ambulância (DEM), José Raimundo (PSL) e Tio Paulinho (PV). Com essa composição, a Câmara vai ficar dividida entre apoiadores do prefeito eleito Audifax Barcelos (PSB) e os candidatos que disputaram na coligação do prefeito atual Sérgio Vidigal (PDT). Uma situação diferente da que é hoje, com o prefeito apoiado pela maioria dos legisladores do município.