A eleição para a Câmara de Vereadores de Cariacica registrou o sentimento de mudança registrado na votação majoritária do município. Dos atuais 16 vereadores, 13 eram candidatos à reeleição, mas apenas três foram eleitos: Ilma Siqueira (PSDB) e os pedetistas Roberto Amorim e Robson Schaeffer. A pouca receptividade aos mesmos nomes pode ser explicada pela recente crise no município, quando os vereadores, contrariando diversas manifestações públicas da população, aumentaram os seus próprios salários. Ficaram de fora da nova legislatura Cleidimar Silva (PSD), os petistas Djalma Rocha e Manoel da Vitória, Hélcio Menezes (PSB), Jolindo Borges (PV), Léo Coutinho (PP), Marcos Senna (PMDB), Pedrinho Muniz (PR) e Paulo Assis e Salvador Capaz, ambos do PPS. Além dos dois candidatos reeleitos do PDT, a coligação “Juntos mudaremos Cariacica”, que também conta com o PPS, elegeu o também pedetista Itamar Freire. O mais votado do pleito foi Claudemir Souza, o Bi (PSB), que recebeu 3.817 votos. Seu partido, que não se coligou nesta eleição, fez mais um vereador para a próxima legislatura, Amarildo Araújo. Na nova composição da Casa, a coligação “Vamos em frente”, composta por PT e PPL, foi a que mais elegeu. Os quatro vereadores são: Seu Pedro, Professor Erildo, Celso Amorim e Zé do Miguel, todos petistas e novatos na Câmara. Os dois últimos ocuparam, respectivamente, a terceira e segunda colocação no pleito. Já a coligação “Cariacica mais forte”, composta por PSDB e PMDB, fez dois vereadores. Além de Ilma Siqueira, reeleita, o também tucano Joel Perovano estará presente na próxima legislatura do município. A coligação “Cariacica rumo a novos desafios”, elegeu Jocelino Miguel (PP) e Cesar (PTC). A coligação “Renova Cariacica”, composta por PV e PHS, terá dois vereadores em 2013: Ozéias Lopes e Welington Silva, ambos do PV. O PSD, que não se coligou, elegeu Jacqueline Moraes. As coligações “Cariacica cada vez melhor” (PTdoB, PCdoB e PRP), “Por uma Cariacica melhor” (PRB e PMN) e “Cariacica pode mais” (PTB e PRTB) fizeram apenas um vereador. São eles, respectivamente: Messias Donato (PTdoB), Sério Camilo (PRB) e Marcos Bruno (PRTB).
Casteglione impõe segunda derrota a grupo de Ferraço em Cachoeiro
Assim como em 2008, o petista Carlos Casteglione contou com a ajuda do megaempresário Camilo Cola (PMDB) para surpreender grupo do ex-prefeito Theodorico Ferraço (DEM). Este ano, Ferraço não disputou diretamente a eleição, como em 2008. Ele apoiou o deputado estadual Glauber Coelho (PR) e ainda conseguiu reunir no palanque do republicano outras lideranças cachoeirenses de peso, como o ex-prefeito Roberto Valadão (PMDB) e o ex-deputado José Tasso, além do senador Magno Malta (PR). Durante todo o processo eleitoral, Glauber liderou as disputas, mas na reta final do pleito, o prefeito ganhou fôlego. Para os meios políticos locais, não foi necessariamente a entrada do ex-governador Paulo Hartung (PMDB) na campanha do petista que melhorou seu empenho. A investida final de Camilo Cola na disputa é que teria sido decisiva. Na eleição deste domingo, o prefeito Carlos Casteglione (PT) foi reeleito com 53.118 (51,79%), em um duro embate contra o deputado estadual Glauber Coelho (PR), que teve 49.452 (48,21%). Com apenas dois nomes na disputa, a cidade fiou dividida e o resultado era visto como imprevisível a partir do segundo mês de campanha. O prefeito, que na segunda parte de seu mandato sofreu um grande desgaste, devido a crises financeiras e queixas sobre os serviços oferecidos pela prefeitura à população, conseguiu se recuperar e na reta final da disputa aumentou seu desempenho, superando o republicano.
Eleitorado de Conceição da Barra reelege Jorge Donati
A campanha no município de Conceição da Barra (norte do Estado) foi pautada pela incerteza, mas garantiu a reeleição de Jorge Donati (PSDB) para mais um mandato no município. O atual prefeito surgiu como favorito na disputa, mas houve momentos de euforia entre os opositores por conta da decisão do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-ES), na reta final da campanha, que cassou o registro de candidatura de Donati. A decisão unânime, proferida em 1 de outubro, incendiou os outros candidatos, Manoel Pé de Boi (PSB) e Geralda (Psol), que viram chances de vitória com a saída do atual prefeito do pleito. No entanto, a euforia terminou com uma liminar proferida pela ministra Luciana Lóssio, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nessa quarta-feira (3), suspendendo os efeitos do acórdão do TRE-ES, até que o recurso especial seja julgado pelo Pleno do TSE. Mesmo tendo conseguido liminar liberando a candidatura a três dias da eleição, o eleitorado o acompanhou de volta à disputa. Jorge Donati teve 66,45% dos votos válidos em Conceição da Barra, contra 26,15% de Manoel Pé de Boi e 7,40% de Geralda. Conceição da Barra é um município em que o eleitorado aposta na gestão com na cara do novo, apesar de o prefeito estar partindo para o segundo mandato. A gestão de Jorge Donati é considerada moderna pela população, pela imagem do empresário que ele passa. Embora já tenha sido prefeito do município, Manoel Pé de Boi, aos olhos da população, não segue o mesmo modelo.
Eleitor canela-verde ???compra??? proposta do novo e leva Rodney ao segundo turno
O candidato a prefeito de Vila Velha, o deputado estadual Rodney Miranda (DEM), mostrou que tem muito mais bala no cartucho do que se imagina. O delegado federal superou o prefeito Neucimar Fraga (PR) nas urnas e não teve trabalho para tirar o tucano Max Filho do segundo turno. O demista obteve 82.574 votos, contra 77.468 do republicano e 53.317 do candidato do PSDB. Uma vantagem de cerca de cinco mil votos sobre Neucimar e de quase 30 mil sobre Max Filho. A passagem de Rodney para o segundo turno, superando dois candidatos tradicionais – um prefeito e um ex-prefeito – confirmou a tendência do eleitorado em apostar no novo. Embora o novo, no caso de Rodney, não seja exatamente o que parece. O candidato do DEM construiu sua campanha como principal representante do ex-governador Paulo Hartung (PMDB) no Estado. Durante a campanha, ele prometeu empreender em Vila Velha o mesmo modelo de gestão que seu padrinho político adotou no Estado entre 2003 e 2010. Se “vender” como candidato de Hartung, foi a parte mais fácil da missão de Rodney para convencer o eleitorado de que ele poderia repetir a gestão “de sucesso” do ex-governador. Rodney, no entanto, foi mais longe. Ele prometeu incluir nos seus desafios o combate à violência. Logo ele, que teve uma gestão pífia à frente da Secretaria Estadual de Segurança Publica e não foi capaz de reduzir as taxas de homicídios no Estado, que se manteve na lista dos mais violentos do País. O eleitor canela-verde também “comprou”, sem perceber, que o “modelo vencedor” de Rodney, que irá, segundo ele, pôr Vila Velha no rumo do desenvolvimento, embute um modelo de gestão que favorece a classe empresarial, justamente os principais financiadores de campanha do ex-secretário, que com larga margem, foi a mais cara do Estado. O discurso “vendido” por Rodney também esconde que a “casa arrumada” que Hartung entregou ao governador Renato Casagrande estava repleta de problemas. Entretanto, após entrar e conhecer melhor os cômodos, o atual governador percebeu que o “modelo de sucesso” do novo Espírito Santo é caótico na segurança, saúde e educação, só para citar o tripé básico que dá sustentação a nove entre dez administrações públicas. Sem contar os casos de denúncias de corrupção do ex-governador, que começaram a explodir no colo de Casagrande.
Guarapari e Pedro Canário podem ter novo pleito
Os eleitores de Guarapari e Pedro Canário podem ter de voltar às urnas. A legislação eleitoral determina a convocação de novo pleito quando o índice de votos nulos alcança mais de 50% do total. É justamente isso que se verifica nos dois municípios. O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) impugnou as candidaturas dos favoritíssimos em ambas as cidades: Edson Magalhães (PPS) em Guarapari e Fiorot (PSB) em Pedro Canário. Em Guarapari, Ricardo Conde (PSB) alcançou o primeiro lugar com 13.846 votos; em segundo veio Carlos Von (PSL) com 7.553. O TRE não divulgou os votos de Edson Magalhães, mas registra o expressivo volume de 42.850 votos nulos. Situação semelhante vê-se em Pedro Canário. O primeiro colocado foi Binho (PMDB), com 3.077 votos, seguido por Ronaldo Feliciano (Psol), com 1.097 votos. O TRE também não divulgou os votos obtidos por Fiorot. No entanto, ali temos 9.364 votos nulos. Em Mucurici os 1.722 votos nulos não ameaçam o desempenho de Dr. Oswaldo (PMDB), que teve 2.646 votos, contra Dica (PSD).
Três suplentes garantem vaga na Assembleia Legislativa
Dos 13 deputados estaduais que disputaram a eleição deste ano, apenas três já garantiram a eleição e outros três vão disputar o segundo turno das eleições e seus suplentes ainda terão que aguardar a nova etapa para comemorar. Os outros sete seguem seus mandatos na Casa. As eleições dos deputados Marcelo Coelho (PDT), em Aracruz; Luciano Pereira (DEM), em Barra de São Francisco, e Henrique Vargas (PRP), em São Gabriel da Palha, abriram três vagas para suplentes na Assembleia Legislativa. Em seus lugares devem assumir, respectivamente, os ex-deputados Euclério Sampaio (PDT) e Janete de Sá (PMN), e o vereador da Serra, Jamir Malini (PTN). Esses já iniciam a nova legislatura no lugar dos titulares eleitos neste domingo. Outros três deputados candidatos ainda vão disputar o segundo turno em seus municípios para saber se serão eleitos ou se retornam para o Legislativo. Em Vitória, o deputado estadual Luciano Rezende (PPS) vai para o segundo turno contra Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB). Em Vila Velha, Rodney Miranda (DEM) também está na nova fase da disputa contra o prefeito do município, Neucimar Fraga (PR). DEM e PPS estavam juntos na coligação para a Assembleia em 2010, grupo do qual também faziam parte o PSDB, que deve ganhar representação na Casa, o que não tinha nenhum deputado na Casa. Aguardam vaga dois vereadores tucanos: Marcus Mansur, de Cachoeiro de Itapemirim, e Omir Castiglioni, de Colatina. Assim como em Cariacica o ex-presidente da Câmara de Vereadores de Linhares Ivan Salvador (PMDB). Os outros deputados que disputaram a eleição deste ano mas não lograram êxito foram: Josias Da Vitória (PDT), em Colatina; Gildevan Fernandes (PV), em Pinheiros; Glauber Coelho (PR), em Cachoeiro de Itapemirim; José Carlos Elias (PTB), em Linhares; Lúcia Dornelas (PT), em Cariacica; Sandro Locutor (PV), em Cariacica, e Solange Lube (PMDB), em Viana.
Câmara de Vitória tem 50% de renovação
Nerter Samora e Kauê Scarim A Câmara de Vitória terá sete novos vereadores na próxima legislatura – praticamente metade de suas 15 vagas. Os candidatos à reeleição Fabrício Gandini (PPS) e Max da Mata (PSD) foram os mais votados no pleito realizado neste domingo (7). A expressiva votação de Gandini, com quase nove mil votos, turbinou a sua coligação, que contribuiu com a eleição de dois novos vereadores: Vinícius Simões (PPS) e Rogerinho (PHS). As outras novidades da Casa serão Davi Esmael (PSB), Luiz Emanuel Zouain (PSDB), Marcelão (PT), Wanderson Marinho (PRP) e Devanir (PRB). Foram reeleitos os vereadores Serjão Magalhães (PSB), Zezito Maio (PMDB), Neuzinha Oliveira (PSDB), Luisinho Coutinho (PDT), Reinaldo Bolão (PT) e Namy Chequer (PCdoB). Durante a apuração dos votos, em frente à sede do Tribunal Regional Eleitoral (TRE/ES), os apoiadores de Fabrício Gandini comemoravam a cada nova parcial, enquanto o vereador consolidava a liderança no pleito. Ele obteve 8.955 votos, atingindo os 4,92% do total de votos válidos. O desempenho eleitoral permitiu que a sua coligação (“Vitória do novo”), formada pelo PPS, PHS e PTN, fizesse outros dois vereadores. Foram eleitos pela coligação proporcional do candidato Luciano Rezende (PPS), além de Gandini, o professor de história Vinícius Simões, com forte base no centro da cidade, que teve 2.673 votos, e Rogerinho, ligado ao prefeito de Vila Velha, Neucimar Fraga (PR), com 2.376 votos. Já na coligação “Vitória com ética”, formada por PSD e PSB, o vereador Max da Mata foi contra todos os prognósticos ao atingir 6.572 votos. Ele disputou a eleição em uma coligação montada de última hora, em que o vereador não se enquadrava. Tanto que seu partido, o PSD, realizou convenção com o candidato tucano à prefeitura de Vitória, Luiz Paulo Vellozo Lucas, mas terminou do leque de candidaturas proporcionais da candidata petista Iriny Lopes. Dentro dessa coligação, Max da Mata superou Davi Esmael, filho do deputado estadual e ex-vereador Esmael de Almeida (PMDB) e Serjão Magalhães, ambos eleitos, com 4.963 e 4.723 votos, respectivamente terceiro e quinto colocados. Quem ficou de fora foi o atual vereador Sérgio Sá de Freitas (PSB), apontado com um dos favoritos da coligação e que obteve 4.089 votos, como sétimo mais bem votado, mas que não entrou na lista da próxima legislatura. Na coligação “Democracia e sustentabilidade”, formada pelos partidos PDT, PMDB e PSDB, foram eleitos quatro vereadores. A única novidade foi o tucano Luiz Emanuel, apoiado pelo deputado federal César Colnago (PSDB) e principal nome da chapa de vereadores do partido. Ele foi o quarto mais votado do pleito, com 4.838 votos. Foram reeleitos pela coligação: Zezito Maio, com 4.312; Neuzinha, com 3.697, e Luisinho, com 3.632 votos. O PT, que não fez coligação na proporcional, diminuiu a sua bancada para a próxima legislatura. O maior puxador de votos da chapa petista foi o servidor público Marcelão, o Já Morreu, que herdou parte dos votos do vereador licenciado e atual secretário estadual de Turismo, Alexandre Passos. Marcelão teve quatro mil votos, com forte influência da votação em Jardim da Penha, segundo maior bairro de Vitória. Os petistas também reelegeram o atual presidente da Casa, Reinaldo Bolão (PT), que teve 3.094 votos. Uma das principais surpresas foi a eleição de Wanderson Marinho, que atua em movimentos populares de Vitória, que com 3.340 votos garantiu a única cadeira da coligação “Vitória que dá certo”, formada por PP, PSC, PR e PRP, partido de Wanderson. No rol de novidades também aparece o pastor Devanir Ferreira, que já figurava como um dos principais nomes da coligação “Vitória com você” (PRB, PV e PCdoB) e que foi eleito com 2.556 votos. Com uma diferença de apenas 33 votos a menos que o vereador Namy Chequer, reeleito pela mesma coligação. Entre as principais surpresas do resultado, estão as derrotas dos atuais vereadores Fábio Lube (PDT), Dermival Galvão (PMDB) e Aloisio Varejão (PSDB) – todos vítimas do peso de sua coligação –, além de Ademar Rocha (PTdoB), cuja coligação, “Avança Vitória” (PTB, DEM, PMN, PTC e PTdoB), não teve coeficiente eleitoral para eleger algum vereador.
Eleição de Nozinho põe fim a 20 anos de projeto Zanon-Elias
A eleição do pedetista Nozinho Correia (PDT) mostrou a consolidação do crescimento do candidato na reta final da eleição. Mais do que isso, colocou um fim na alternância no poder de seus dois principais adversários: Guerino Zanon (PMDB) e José Carlos Elias (PTB). A disputa foi apertada, mas as ações de Nozinho nas últimas semanas de campanha garantiram sua eleição, com 37.360 votos (46,28%). Guerino, que teve o apoio do ex-governador Paulo Hartung (PMDB), tentava a reeleição, mas ficou em segundo lugar na corrida eleitoral, com 34.798 votos. A surpresa do pleito foi a baixa votação do deputado estadual José Carlos Elias (PTB), que obteve apenas 5.790 votos. A alternância de poder entre Elias e Zanon começou na década de 1990 com a eleição de Elias para a prefeitura. Após dois mandatos, ele apoiou Guerino Zanon. Os dois tiveram um racha e na eleição seguinte, o peemedebista disputou e perdeu a eleição para Elias. Em 2008, foi a vez de Zanon dar o troco. Nessas cinco eleições, a prefeitura foi comandada pelas duas lideranças. Desta vez, porém, a estratégia de Nozinho articulada por uma equipe muito bem preparada para enfrentar a eleição conseguiu mostrar que Nozinho representava uma alternativa viável. Na reta final, Nozinho adotou algumas ações que garantiram um crescimento forte. Em um município em que o prefeito enfrenta sérios problemas na Justiça e que o ex-prefeito sofreu repetidos episódios de desgastes causados por problemas na Assembleia – ele luta pelo mandato depois que deixou de pagar as custas de um recurso de uma ação em primeiro grau –, Nozinho apresentou uma proposta de que não precisa dos recursos da prefeitura. Na última semana de campanha, deu uma demonstração de força, arrastando cerca de 10 mil pessoas para um comício no bairro de Interlagos. Outra ação do candidato que causou comentários no município, foi um acordo registrado em cartório se comprometendo a abrir mão do salário de prefeito, e de não usar os veículos da prefeitura, caso fosse eleito.
Gilson Daniel confirma favoritismo em Viana
No município de Viana, a eleição do vereador Gilson Daniel (PV) a prefeito confirmou o favoritismo do candidato sobre a deputada estadual Solange Lube (PMDB). O candidato alcançou 20.256 votos na eleição deste domingo (7), contra 11.882 da deputada estadual e ex-prefeita Solange Lube (PMDB). A vitória de 63,03%, contra 36,97% de Solange Lube, põe fim à hegemonia da família Lube naquele município. A pesquisa Visão/Século Diário já apontava o favoritismo do candidato em Viana. Naquela pesquisa, Gilson Daniel aparecia com 50% das intenções estimuladas de voto, contra 28,8% da ex-prefeita Solange Lube. O percentual de indecisos (14,5%), pelo menos na estimulada, já se mostrava insuficiente para a deputada virar a vantagem a seu favor. O intervalo de confiança estimado da pesquisa foi de 95% e a margem de erro máxima era de 4,9 pontos percentuais para mais ou para menos. O candidato eleito também apresentou larga vantagem contra Solange Lube na espontânea. Gilson Daniel apareceu com 41,6% das intenções de voto, contra 22,2% de Solange Lube. Na menção espontânea, o percentual de indecisos foi maior: 28,1%.
Audifax impõe derrota retumbante a Vidigal
Embora as pesquisas indicassem o deputado federal Audifax Barcelos (PSB) como favorito na disputa à prefeitura da Serra, ninguém esperava que o atual prefeito Sérgio Vidigal (PDT) sofresse uma derrota tão retumbante: foram quase 51 mil votos de diferença. Audifax conquistou 61,30% dos votos (131.345), contra 80.299 de Vidigal. O candidato do Psol, Professor Renato, obteve apenas 2.230 votos. Os votos brancos foram 7.952 e nulos 11.214. Logo após a votação, em Jacaraípe, o candidato do PDT tentou passar confiança ao afirmar que, apesar das pesquisas favoráveis ao seu adversário, a vitória viria nas urnas. Mas, dando pistas de que uma derrota não estava descartada, disse que, independente do vencedor, torcia para que o próximo prefeito assegurasse os compromissos com o futuro da Serra. O candidato do PSB, ao contrário, antes do início da apuração, já falava como prefeito. O socialista esbanjava otimismo e já listava os desafios da sua gestão. Ele destacou inclusive que estava preocupado com a saúde financeira da Serra. “A informação que eu tenho é que o município está devendo para muita gente. Para empreiteiras e fornecedores. Pelo menos é essa informação que tenho”. Ele acrescentou que os dois primeiros anos de governo serão difíceis em função das dificuldades financeiras do município. Mas disse estar preparado e confiante para enfrentar os desafios com uma equipe eficiente. Camilo: mandato até 2014 Com a máquina na mão, Vidigal largou na frente na corrida pela prefeitura serrana. Audifax começou a equilibrar a disputa após a entrada de Camilo Cola (PMDB) na campanha. O empresário reforçou o caixa do socialista e o colocou o candidato em vantagem no jogo. Cola, que voltou à Câmara na suplência de Audifax, tinha interesse direto na vitória do candidato do PSB. Afinal, por uns poucos milhões, ele poderia assegurar o mandato herdado na Câmara até 2014. O equilíbrio que Camilo deu ao processo passou a ser sentido nas ruas com o encolhimento de Vidigal e crescimento de Audifax, que confirmou seu favoritismo.