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MPA diz que Ministério da Agricultura criminaliza a agroecologia

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    Após uma série de intervenções do Ministério da Agricultura, Agropecuária e Abastecimento (MAPA) na produção de alimentos agroecológicos, o Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA) denunciou em seu site a criminalização da atividade pelo governo federal. Segundo eles, enquanto o uso de venenos e de hormônio na produção de alimentos é permitida, a produção agroecológica vem sendo descriminada em todo o País.    Segundo o MPA, a primeira ação ocorreu em maio deste ano e foi responsável pela apreensão de produtos no Mercado Popular de Alimentos, no município de São Gabriel da Palha, no noroeste do Estado. A ação impediu que os produtos fossem comercializados pelos pequenos agricultores, com a alegação de não cumprimento das exigências legais. Também foi afirmado que a atividade gerava “riscos à saúde dos consumidores”.    Na ocasião, foram esvaziadas bancas e congeladores e os produtos foram lacrados e armazenados no depósito do mercado.    Este mês, foi a vez da propriedade de Valdeci Ribeiro, do MPA Rondônia. O camponês, que produz alimentos com base na transição à agroecologia, teve a sua propriedade interditada por técnicos do MAPA e da Agência de Defesa Sanitária do Estado de Rondônia (IDARON). Amostras de sal marinho produzido artesanalmente por sua família para alimentar o gado foram recolhidas para análise. As amostras seriam testadas e analisadas em laboratórios para garantir a qualidade da carne do gado e do leite e não “prejudicar a saúde dos consumidores”.      O sal mineral apreendido durante a ação do MAPA e IDARON é resultado de cursos sobre agroecologia realizados em todo país e reconhecidos internacionalmente por várias organizações camponesas. Porém, além do recolhimento das amostras, Valdeci ficou impedido de comercializar leite e a carne do gado. E ainda foi avisado: os animais poderão ser sacrificados, caso o resultado dos testes não cumpra com as normas da legislação sanitária.   Segundo o MPA, as intervenções atingem pequenos comércios e açougues da região gerando situação de vulnerabilidade e insegurança nos pequenos comerciantes. “Se a gente usasse hormônios e agrotóxicos no gado, nada disso estaria acontecendo. Mas essa é uma escolha política, uma postura ética do movimento, é o nosso compromisso com a produção de alimentos saudáveis, com o respeito ao meio ambiente e a cultura do nosso povo”, sustenta o movimento.    O MPA defende que o sal marinho produzido de forma alternativa não representa nenhum perigo à saúde humana, pois sua produção é feita a partir de estudos de resgate dos conhecimentos tradicionais, construídos historicamente pelas comunidades rurais. O resultado é um produto que garante qualidade à produção da carne bovina, pois supre as carências de alguns minerais e combate doenças causadas no gado, como carrapatos.   Conflito   Sendo o País o primeiro – pela 5° vez consecutiva – é cada vez mais forte a pressão sob a cultura agroecológica. Para Valdeci, atingido pela intervenção em Rondônia, o que está por trás do falso discurso jurídico e científico de garantir qualidade sanitárias aos alimentos, é a garantia do lucro exorbitante das grandes empresas transnacionais, que ganham milhões com o modelo químico de produção vigente.    Para Roseli Souza, do MPA no Espírito Santo, os alimentos produzidos pelos camponeses representam um enfrentamento ao mercado fomentado por grandes multinacionais. “Quando os consumidores comparam a qualidade destes produtos com os das gôndolas dos supermercados, eles decidem pelo produto camponês. Isso é uma ameaça à ordem, pois estabelece uma relação direta entre camponeses e consumidores. Em ampla escala, essa experiência comprometerá o lucro das grandes redes varejistas, e apesar de a nossa iniciativa com o mercado ainda ser pequena, ela aponta para uma ampla gama de possibilidades”, disse ela.

20/09/2012 / 0 Comments
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STF nega liminar contra regras para distribuição de royalties

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  O Espírito Santo perdeu o primeiro round na batalha jurídica contra mudanças nos critérios de distribuição dos royalties de petróleo. Na última semana, o ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou o pedido de liminar feito pelo governador Renato Casagrande contra o repasse de valores aos estados “não produtores”. O mérito do caso ainda será avaliado pelos demais ministros do Supremo.  Na decisão liminar, Lewandowski considerou que o lapso temporal de 23 anos entre a publicação da Lei Federal 7.990/1989, que disciplina os repasses dos estados afetados pela exploração de recursos naturais, e a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI 4846), proposta pelo governador, afasta a possibilidade de perigo na demora do julgamento.  Entretanto, o ministro pediu informações sobre o questionamento a Advocacia-Geral da União (AGU) e a Procuradoria Geral da República (PGR). Lewandowski justifica a solicitação pela importância da matéria tanto para a ordem social quanto para a segurança jurídica. Além das instituições, os presidentes da Câmara dos Deputados e Senado Federal também foram intimados a prestar informações.  Nos autos, o governador capixaba questiona o artigo 9º da lei federal sobre alegação de que o dispositivo viola o princípio federativo e o parágrafo 1º do artigo 20 da Constituição Federal, segundo o qual, conforme a ADI, as participações governamentais pagas pelas empresas exploradoras dos recursos naturais devem ser distribuídas exclusivamente às unidades federadas afetadas pela atividade econômica, já que são uma retribuição financeira.  “A retribuição financeira de que trata esse dispositivo constitucional tem por finalidade compensar (ou indenizar) os estados e municípios afetados pela exploração de recursos naturais (estados e municípios produtores) pelos reflexos dessa atividade econômica sobre suas contas públicas e sobre o modo de vida das suas respectivas populações”, narra um dos trechos da ADI ajuizada no final de agosto.

20/09/2012 / 0 Comments
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O Brasil no Oscar

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  O filme O Palhaço, dirigido por Selton Mello, vai representar o Brasil na disputa a uma vaga para concorrer ao Prêmio de Melhor Filme em Língua Estrangeira na 85ª Premiação Anual promovida pela Academy of Motion Picture Arts and Sciences – Oscar 2013.     A escolha foi feita na manhã desta quinta-feira (20) pela Comissão Especial de Seleção, formada por Ana Paula Dourado Santana, Ana Luiza Azevedo, Andre Sturm, Carlos Eduardo Rodrigues, Flávio Tambellini, George Torquato Firmeza, José Geraldo Couto e Lauro Escorel. Os membros se reuniram no Palácio Gustavo Capanema, sede da Representação do Ministério da Cultura, no Rio de Janeiro.   “Creio que a maior inovação que fazemos com a escolha do Palhaço, reside no seu potencial. Esta indicação tem que ser vista como um prêmio também, é um aval de que um filme pode ir além. Espero que isso seja positivo para uma produção que já é sucesso”, afirmou a secretária do Audiovisual do MinC, Ana Paula Dourado Santana.   A produção brasileira selecionada fez parte de uma lista de dezesseis filmes inscritos junto à Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura (SAv/MinC) para a seleção nacional. A lista foi composta por À Beira do Caminho, Billi Pig, Capitães da Areia, Colegas, Corações Sujos, Dois Coelhos, ???Heleno, Elvis & Madona, Histórias Que Só Existem Quando Lembradas,??? Luz Nas Trevas,??? Menos Que Nada, Meu País, O Carteiro,??? O Palhaço, Paraísos Artificiais e Xingu.   Produzido pela Bananeira Filmes, O Palhaço conta a história de Benjamim (Selton Mello) que trabalha no Circo Esperança junto com seu pai Valdemar (Paulo José). Juntos, eles formam a dupla de palhaços Pangaré & Puro Sangue e fazem a alegria da plateia.  Mas a vida anda sem graça para Benjamin, que passa por uma crise existencial e assim, volta e meia, pensa em abandonar Lola (Giselle Mota), a mulher que cospe fogo, os irmãos Lorotta (Álamo Facó e Hossen Minussi), Dona Zaira (Teuda Bara) e o resto dos amigos da trupe.    Seu pai e amigos lamentam o que está acontecendo com o companheiro, mas entendem que ele precisa encontrar seu caminho por conta própria.

20/09/2012 / 0 Comments
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MP do Código Florestal deve passar pelo Senado sem dificuldades

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  O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), convocou um esforço concentrado nas próximas terça e quarta-feiras (25 e 26), para votar  a Medida Provisória 571/12, do Código Florestal. O texto deve passar sem dificuldades pela Casa e a expectativa dos parlamentares é que a presidente Dilma Rousseff faça poucos vetos ao texto.      Ainda assim, não faltam especulações sobre os vetos. Segundo o coordenador da Frente Parlamentar Ambientalista, deputado Sarney Filho (PV-MA), ele espera ver vetado pela presidente as questões que tratam da diminuição da recomposição ambiental de 20 para 15 metros nas margens dos rios e a autonomia dada aos Estados para atuarem no programa de recuperação.  Embora preocupados com as campanhas eleitorais, os parlamentares apoiaram o esforço concentrado proposto por Sarney.  Em meio à pressão por um desfecho, o deputado fomenta o retorno da campanha “Veta Dilma”, usada para pressionar a presidente a vetar o novo Código Florestal entre abril e maio.   Os únicos  pontos da MP comemorados pelos ambientalistas versam sobre a proibição da continuidade de atividades rurais em unidades de conservação de proteção integral, exceto se previsto no plano de manejo.   A MP aprovada nessa terça-feira (18) na Câmara vence no próximo dia 8. Assim que votada pelo Senado, a MP segue para sanção presidencial. 

20/09/2012 / 0 Comments
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Fejunes lança vídeo contra o extermínio da juventude negra do Espírito Santo

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  O Fórum Estadual da Juventude Negra do Espírito Santo (Fejunes) lança, às 17h desta sexta-feira (21), o vídeo “Juventude negra: novas perspectivas na militância étnico-racial”. O evento faz parte da programação da Mostra Cineclubista, integrante da 1ª Semana Estadual da Juventude, promovida pelo Governo do Estado. A mostra acontece até o dia 26, no Cine Metrópolis, na Ufes. Após a exibição do vídeo, acontecerá uma conversa com os produtores e outros convidados.   O vídeo, que tem duração de 30 minutos, mostra a construção da Campanha Estadual Contra o Extermínio da Juventude Negra, que foi lançada em 2008 pelo Fejunes. A produção foi feita em parceria com o Centro de Comunicação e Cultura Popular Olho da Rua, com quem o fórum já tinha produzido outro vídeo, o “Mais um”, em 2008. Este último foi premiado, no ano de 2009, no Festival Visões Periféricas da Associação Brasileira de Documentaristas e Curta-metragistas do Rio de Janeiro.   Por meio de depoimentos de jovens que integram ou já integraram o Fejunes, o vídeo lembra as ações realizadas na campanha, com destaque para a Marcha Estadual Contra o Extermínio da Juventude Negra, que acontece anualmente no dia 20 de novembro desde a criação do fórum. A 1ª Semana Estadual da Juventude começa oficialmente na próxima segunda-feira (24) e tem programação até o sábado, dia 29.

20/09/2012 / 0 Comments
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Defensoria Pública exonera advogados que atuavam no órgão sem concurso

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  Foram publicadas no Diário Oficial do Estado desta quinta-feira (20) as exonerações de 32 advogados que atuavam nos quadros da Defensoria Pública Estadual sem terem sido aprovados em concurso público. O defensor público geral, Gilmar Alves Batista, desligou os advogados após notificação emitida pela 27ª Promotoria de Justiça Cível de Vitória, que recomendou a exoneração de 39 advogados do chamado “quadro especial” da Defensoria.    De acordo com a recomendação do Ministério Público Estadual, os advogados têm vínculo jurídico precário com a administração, visto que está em dissonância com o que estabelece o artigo 134, parágrafo 1 da Constituição Federal, que exige concurso público e prova de títulos para o provimento dos cargos de defensores públicos.     A Defensoria tem inscrições abertas para novo concurso público, que tem previsão de abertura de 50 vagas. Os novos defensores devem ocupar as vagas deixadas pelos advogados.   Os advogados do “quadro especial” foram admitidos entre 1987 e 1990, antes da existência de uma Defensoria organizada no Estado. Na recomendação o MPES considerou o julgamento definitivo no Supremo Tribunal Federal (STF) dos embargos declaratórios interpostos pela Associação dos Defensores Públicos do Estado (Adepes), publicados no Diário da Justiça e no Diário Oficial da União em outubro de 2010 – há dois anos –, negando provimento aos recursos impetrados pela associação.    No Estado, a Lei n° 55/1994 permitia a contratação de defensores públicos sem a realização de concurso, mas ela foi declarada inconstitucional pelo STF. 

20/09/2012 / 0 Comments
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Fibria quer ampliar deserto verde no Estado

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O presidente da Fibria (ex-Aracruz Celulose), Marcelo Castelli, declarou, em entrevista ao jornal A Gazeta, que gostaria de ter uma nova linha de expansão em Aracruz. A afirmação foi divulgada um dia antes do Dia da Árvore, quando também se comemora o Dia Internacional de Luta contra os Monocultivos de Árvores. Segundo Castelli, a Fibria registrou seu nível histórico de produção em 2012 e é no Estado, mais exatamente no município de Aracruz, que está sediado o parque industrial da maior produtora de celulose do mundo. Cerca de 45% da produção da empresa está no Espírito Santo. Mas, essa produção pode aumentar ainda mais. Segundo  declarações feitas pelo secretário Estadual de Agricultura, Enio Bergoli, em seu twitter,  o Estado deverá aumentar sua produção de madeira nos próximos anos.  “Participei de uma boa discussão com o presidente da Fibria, o amigo Marcelo Castelli, sobre o setor florestal capixaba. A floresta plantada no Estado corresponde a 54% da área total necessária ao atendimento da nossa demanda por madeira”, escreveu o secretário, em seu Twitter.  Segundo Bergoli, há no Espírito Santo 250 mil hectares cobertos “por florestas plantadas” que deverá aumentar através do Projeto Reflorestar, que pretende ampliar em 30 mil hectares as áreas plantadas no Estado. Porém, segundo o secretário, o ideal seria atingir 450 mil hectares de 'florestas plantadas'.  A expansão não agrada ambientalistas. As entidades da sociedade civil organizada se mobilizam nesta sexta-feira (21), em todo o País, para lutar contra a expansão dos monocultivos de eucalipto. No Estado, a mobilização ocorrerá por meio de um debate e do lançamento do livro Ambientalização do Bancos e Financeirização da Natureza, que faz uma reflexão sobre a atuais políticas socioambientais do Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES), assim como os impactos e a violação dos direitos humanos de projetos financiados pela instituição. Organizado por João Roberto Pinto, coordenador do Instituto Mais Democracia, o livro aborda casos concretos que envolvem grandes corporações nas quase duas décadas de articulação nacional de instituições financeiras multilaterais. Entre os casos retratados pelo livro estão as atuações das empresas Aracruz Celulose (Fibria) e Suzano Papel e Celulose, atuantes no Estado.  Para os ambientalsitas, enquanto empresas como a Aracruz Celulose e a Suzano ganham dinheiro explorando o meio ambiente, o mercado de celulose concentra terras e gera graves impactos sobre comunidades locais.  No segmento da produção rural no Estado, o monocultivo já está presente em 28 mil propriedades rurais e, segundo ambientalistas, o número representa o avanço da atividade sob propriedades rurais, gerando o êxodo rural devido à limitação de emprego e de terra para trabalhar.   Segundo eles, a madeira produzida no Estado abastece, sobretudo, o próprio mercado de celulose e o setor de siderurgia. 

20/09/2012 / 0 Comments
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Governo veda participação da empresa do primo de ex-governador em licitações

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  Por determinação do diretor-geral do Instituto de Obras Públicas do Estado (Iopes), Marcelo Coimbra de Resende, a Estrutural Construtora e Incorporadora está proibida de contratar com o órgão pelo prazo de dois anos. A empresa de Braulino Gomes, primo do ex-governador Paulo Hartung (PMDB), também foi multada em R$ 345 mil. As sanções foram motivadas por infrações cometidas na obra de uma escola estadual em Linhares (norte do Estado).   De acordo com a Instrução de Serviço nº 010, publicada no Diário Oficial, a empresa praticou uma série de infrações na execução das obras – iniciadas em 2009 e que não foram concluídas até o momento. No ato, Resende informa que a empresa foi notificada da intenção do Iopes em rescindir unilateralmente o contrato estimado em R$ 9,69 milhões.   Consta que os representantes da Estrutural chegaram a apresentar defesa prévia contra a intenção, mas o resultado do procedimento administrativo foi pela aplicação da penalidade máxima. Além da proibição de contratar com o órgão, a empresa está suspensa temporariamente de participar de qualquer licitação pública. O valor da multa (R$ 345.309,77) equivale a 3% das obras de reconstrução da EEFM Emir Macedo Gomes.   Essa é a primeira vez que a empresa citada nos autos da “Operação Lee Oswald”, pela suposta participação em uma “fila de empresários” que negociaram o resultado das licitações, sofre uma punição deste tipo. Nos últimos anos, a Estrutural saiu da posição de pequena empreiteira para figurar entre as grandes empresas do setor.   Segundo dados do Portal da Transparência do governo, a empresa recebeu quase R$ 24 milhões de 2009 e setembro deste ano. Entretanto, o valor empenhado no orçamento para a empresa é bem maior, chega próximo a R$ 39,87 milhões.

20/09/2012 / 0 Comments
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Pesquisa Futura tenta tirar Juninho do páreo em Cariacica

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  A pesquisa do Instituto Futura sobre a disputa eleitoral no município de Cariacica, publicada nesta quinta-feira (20) no jornal A Gazeta , teve muita repercussão nos meios políticos locais antes mesmo de sua divulgação, quando já se especulava no município um resultado bem diferente do que é sentido nas ruas. Em Cariacica, o cenário aponta para um fortalecimento da candidatura do deputado Marcelo Santos se distanciando dos demais concorrentes e um segundo turno contra Juninho. Esse cenário se consolidou por conta dos problemas internos do prefeito Helder Salomão (PT) na escolha de sua sucessora, a deputada petista Lúcia Dorbellas. Sem programa de TV, a campanha fica restrita ao rádio e às caminhadas com os candidatos, o que não altera tanto o cenário.   A ideia de uma reviravolta mostrando que a candidata do prefeito Helder Salomão superou o vice-prefeito Geraldo Luzia, o Juninho (PPS), e iria para o segundo turno contra o também deputado Marcelo Santos (PMDB), não convenceu as lideranças locais. Isso porque nesse período eleitoral não apareceu nenhum fato novo que pudesse criar uma mudança tão brusca no cenário. Para algumas lideranças, o que existe é uma manobra para tentar forçar o voto útil para a candidata do PT, tirando do jogo político o vice-prefeito, que desde o início do processo se mantinha forte na segunda posição. A mudança seria para forçar um embate entre Marcelo Santos e a máquina no segundo turno. Como o segundo turno é praticamente uma nova eleição, haveria uma chance de efetivamente acontecer uma reviravolta na eleição. Esse expediente de artificialidade dos dados de pesquisa vem se repetindo no Estado, o que vem fazendo com que candidatos tentem por meio de outras empresas de pesquisa fazer a contestação desses dados do Futura. A “prova dos nove” seria a alternativa para tentar evitar a propagação dos dados, que forçam o eleitor a escolher um nome que teoricamente aparece na frente na disputa. Nos últimos anos, porém, os resultados das urnas têm mostrado que esses cenários não se comprovam na prática ou poderiam ser diferentes se não houvesse a interferência da pesquisa. Isso aconteceu, por exemplo, em Vitória na disputa de 2008, quando o candidato Luciano Rezende (PPS) terminou a eleição com um índice de votação bem superior ao projetado pela pesquisa Futura, divulgada na véspera da eleição.

20/09/2012 / 0 Comments
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Hartung entra de cabeça na campanha de Luiz Paulo

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Com a proximidade da reta final campanha eleitoral, o ex-governador Paulo Hartung parece ter decidido entrar de cabeça na campanha do candidato a prefeito pelo PSDB, Luiz Paulo Vellozo Lucas. Mais do que no programa eleitoral do candidato, chamou a atenção a participação de Hartung nas inserções televisivas da campanha, em que só o ex-governador aparece falando. Na inserção, o ex-governador repete o discurso das dificuldades financeiras, da reconstrução comandada por ele no Estado e sobre o preparo do candidato tucano para enfrentar a nova realidade. Hartung aparece sozinho com uma produção televisiva de primeira. Para os meios políticos, a inserção reforça a leitura de que Hartung, na verdade, pega carona na campanha de Luiz Paulo. O tucano lidera com uma confortável vantagem o processo eleitoral e há, inclusive, a possibilidade de ele vencer no primeiro turno a eleição deste ano. Por isso, não precisaria do “socorro” do ex-governador. A presença de Hartung não aumenta o capital de Luiz Paulo, já que os simpatizantes da política do ex-governador já haviam embarcado na campanha tucana antes. A aparição de Hartung no programa de Luiz Paulo fortalece na verdade sua própria imagem. Os municípios que não têm retransmissora de TV – a maioria – acabam repetindo a programação de Vitória, por isso, o ex-governador consegue projeção nacional. Essa estratégia é fundamental para dar o ex-governador, sem mandato desde que deixou o governo em dezembro de 2010, uma visibilidade que garanta musculatura para um projeto futuro de retorno ao governo do Estado, em 2014.  

20/09/2012 / 0 Comments
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