A queda do secretário de Justiça, Ângelo Roncalli, confirma a veracidade das primeiras denúncias trazidas à tona na decisão da Operação Lee Oswald, que foram devidamente apuradas. Apesar das críticas de setores da mídia local e até mesmo de autoridades públicas, a iniciativa de tornar os fatos públicos pelo presidente do Tribunal de Justiça do Estado (TJES), desembargador Pedro Valls Feu Rosa, merece a devida apuração pelos órgãos de fiscalização. A confirmação do esquema de corrupção no sistema prisional capixaba foi apenas a ponta desse iceberg. As fraudes no âmbito do Instituto de Atendimento Socioeducativo do Estado (Iases), que contavam com a participação do agora ex-secretário, são muito graves. Mas há investigações que precisam ser levadas a cabo, como o expediente de construção de presídios sem licitação – também relatadas por Pedro Valls. Tão graves quanto às fraudes na ressocialização de menores, as supostas fraudes na construção de presídios têm o potencial para suplantar escândalos anteriores, atribuídas ao governo passado. Ao todo, as obras chegam à casa do meio bilhão de reais. Valor muito superior, por exemplo, às fraudes atribuídas à Assembleia Legislativa, que teriam sido de R$ 26 milhões, segundo relatório da Receita Federal que incluiu todo universo dos pagamentos da Casa –, tanto os ilegais quanto aqueles que não foram alvo de ações judiciais. Levando em consideração esse número, o escândalo dos presídios tem um potencial lesivo quase vinte vezes maior. Uma vez que foram construídos 23 presídios ao custo médio de R$ 22 milhões, sob o argumento de situação de urgência no sistema prisional. Mas o descalabro não termina por aí. Em seguida, o Estado também firmou “contratos obscuros” de terceirização dos presídios, segundo a denúncia do presidente do TJES. Mais do que simples números, as denúncias são exemplos de uma gestão pública temerária que deve e precisa ser apurada. O mesmo rigor no combate aos desmandos do passado deveria servir como referencial na apuração do batizado “novo” crime organizado. A quem interessa minimizar os relatos transcritos por Pedro Valls? Essa é a grande questão.
Vitória na lista de Capitais em que o PT perderá comando
Uma matéria publicada no site da revista Carta Capital mostra a realidade do PT na disputa pelas principais capitais do País. Vitória aparece entre as 10 cidades onde o pleito pode ser resolvido no primeiro turno e onde o PT pode perder a prefeitura para seu principal adversário: o PSDB. Segundo a matéria, a eleição de outubro vai reduzir a força do PT nas capitais e nas cidades com mais de 150 mil habitantes. Ainda segundo a Carta Capital, 10 capitais podem escolher um novo prefeito já no primeiro turno. Além de Boa Vista e Palmas, que não têm segundo turno, podem definir a disputa ainda na primeira fase Aracaju, Belo Horizonte, Goiânia, Maceió, Natal, Porto Alegre, Rio de Janeiro e Vitória. Mas ainda não há certeza se os tucanos vão conseguir vencer no primeiro turno, até porque Iriny Lopes vem crescendo na disputa. Mas pela matéria da Carta, o PT só deve garantir uma prefeitura, a de Goiânia, onde o atual mandatário, Paulo Garcia, pode evitar o segundo turno. O PT deve disputar o segundo turno em João Pessoa e Rio Branco, cidades em que os candidatos petistas estão em primeiro lugar. Em Cuiabá, Salvador e no Recife, em segundo. Com o recuo do PT, quem cresce no País é o PSDB. Segundo o site da Carta, os tucanos podem ganhar no primeiro turno duas capitais – Maceió, com Rui Palmeira, e Vitória, com Luiz Paulo. Em outras sete capitais, o PSDB pode ir ao segundo turno. Sendo que, além de Vitória, o partido está em primeiro lugar em Manaus, São Luís e Teresina. Na segunda posição disputa em João Pessoa, Porto Velho, Rio Branco e São Paulo.
Gilsinho Lopes denuncia irregularidades na Sejus
O deputado Gilsinho Lopes (PR) voltou a se pronunciar a respeito da mudança de secretários na Secretaria de Estado de Justiça (Sejus), em sessão da Assembleia Legislativa desta quarta-feira (19), voltando atrás nas declarações dadas nessa terça-feira, quando enalteceu a ascensão de André Garcia à frente da pasta. Durante a fala, o parlamentar se opôs à exoneração do subsecretário de Estado da Justiça para Assuntos Administrativos, Marcos Antônio Costa dos Santos. Embora o deputado tenha citado a exoneração do subsecretário como primeiro ato do secretário de Justiça André Garcia, que assumiu a pasta interinamente depois da saída de Ângelo Roncalli, o ato que exonera Marcos Costa ainda não foi publicado no Diário Oficial do Estado. Gilsinho disse, ainda, que o subsecretário foi o único com coragem de requerer a retenção de 30% dos valores do contrato da empresa 7Lan Comércio e Serviços Ltda. para pagamento de pessoal. Segundo o deputado, pessoas ficaram ricas fazendo videomonitoramento nas unidades prisionais do Estado. O parlamentar salientou que até o dia 30 de setembro “as pessoas que não compactuaram com o sistema vão ser exoneradas”. Também devem ser exonerados o diretor de Inteligência da Sejus, tenente-coronel Douglas Caus, e o diretor de Inspeção e Controle das Unidades Prisionais, Rodrigo Bernardo Ribeiro Pinto. Os dois servidores auxiliaram o trabalho do delegado Rodolfo Laterza, chefe da Operação Pixote, ao entregarem as filmagens do circuito de videomonitoramento do Complexo de Xuri, em que permanece presa a ex-diretora-presidente do Instituto de Atendimento Socioeducativo, Silvana Gallina, que mostram a diretora de Ressocialização, Quézia Cunha, entregando um celular a Gallina dentro da cela em que ela está detida. O deputado Gilsinho Lopes já vinha denunciando as irregularidades nos contratos entre a Sejus e a 7Lan, inclusive com formalização de denúncia no Ministério Público do Estaddo (MPES). A empresa seria de propriedade de um ex-servidor da Sejus e foi criada há três anos. Ela performa instalação e manutenção de redes de videomonitoramento no sistema penitenciário. De acordo com a denúncia do deputado, a Secretaria de Estado de Controle e Transparência (Secont) já havia feito o levantamento que constatou contratos na ordem de R$ 1,5 milhão entre a empresa e a Sejus. Além disso, segundo a denúncia, a empresa utiliza uma sala dentro do Complexo Penitenciário de Viana como central de controle, mas o aluguel da sala, no valor de R$ 7 mil, é pago pelo Estado.
Justiça decidirá sobre concessões de ônibus
Depois das concessões do transporte público intermunicipal e do sistema Transcol, os contratos de exploração das linhas de ônibus de Vitória também vão passar pelo crivo do Judiciário. Tramita desde setembro do ano passado, na 2ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado (TJES), uma apelação popular questionando a Lei Municipal nº 5.432 de 2001, que permitiu a renovação das concessões na Capital por até meio século, sem licitação. O processo (024.05.002371-2) deu entrada na Justiça no dia 10 de fevereiro de 2005, mas acabou sendo declarado extinto sem resolução de mérito pelo juízo de 1º grau, em maio de 2010. Somente mais de um ano depois, os autos da ação popular movida pelo advogado Luiz Fernando Nogueira Moreira – que também assinou as ações contra a renovação das concessões intermunicipais e do Transcol – subiram para o segundo grau. Nos autos, o advogado questiona a legalidade do artigo 39 da Lei – promulgada em dezembro de 2001, durante a gestão do ex-prefeito Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB) – que permitiu a renovação das concessões vigentes pelo prazo de 25 anos. A legislação prevê ainda a renovação das delegações uma vez por igual período. Nogueira Moreira justifica que a Constituição Federal prevê a realização de licitação de todas as concessões e permissões públicas. “Não bastasse o município ter concedido e permitido serviços de transportes de passageiros urbanos sem licitação na vigência da Constituição, iInacreditavelmente, firmaram ainda contratos supostamente “válidos” por 25 anos prorrogáveis por mais 25. Meio século!”, narra um dos trechos da ação. Na peça, o causídico entende que a falta de concorrência permitiu a formação de uma espécie de cartel entre as empresas do setor: “Este juízo irá observar no curso da ação que há grande concentração econômica no setor. Várias empresas funcionam em um mesmo endereço e são controladas pelos mesmos proprietários, que praticam cisões de empresas, sucessões e outros artifícios para continuarem a se beneficiar das permissões que conquistaram sem licitação”. Constam como requeridos na ação os nomes das empresas de ônibus Paratodos Transporte e Turismo Ltda, Viação Tabuazeiro Ltda, Zitur Santa Zita Turismo Ltda e Viação Grande Vitória S/A, além do município de Vitória e da ex-secretária de Transportes e Infraestrutura Urbana da capital na época, Luciene Maria Becacici Esteves Vianna. Desde a subida dos autos, o processo já passou pelas mãos de três desembargadores (José Paulo Calmon Nogueira da Gama, Namyr Carlos de Souza Filho e Álvaro Bourguignon). No último dia 10, o processo foi encaminhado para o novo relator, desembargador Carlos Simões Fonseca, que ainda não se manifestou sobre a questão. Concessões Nos meses de maio e junho deste ano, duas decisões inéditas do juízo da 3ª Vara dos Feitos da Fazenda Pública Estadual revogaram as concessões públicas das linhas intermunicipais de ônibus e do sistema Transcol. Nas sentenças, o juiz Jorge Henrique Valle dos Santos determinou ainda a realização de licitação no prazo de doze meses, contados a partir das decisões. O magistrado acolheu os argumentos das ações populares movidas pelo advogado Luiz Fernando Nogueira Moreira. Ele questionava trechos da Lei Estadual nº 5720/1998, que permitia a renovação do prazo das concessões vigentes pelo prazo de 15 anos, a partir do dia 18 de agosto de 1998. Valle dos Santos declarou a inconstitucionalidade do dispositivo sob alegação de que a Companhia de Transportes Urbanos da Grande Vitória (Ceturb-GV) e o Departamento de Estradas e Rodagens (DER-ES), que operam os dois sistemas, tiveram tempo para se adequar e não o fizeram. O autor das ações acredita que o resultado dos julgamentos dos pedidos anteriores pode acelerar a tramitação da “nova ação”: “Espero que a justiça seja feita, a exemplo do DER-ES e na Ceturb-GV, e que o Poder Judiciário dê celeridade ao processo, antes do decurso do prazo dos contratos”, afirmou.
Seguranças de carros-fortes entram em greve nesta quinta-feira
Os trabalhadores de vigilância e guarda de carros-fortes, transporte de valores, tesouraria e escolta armada de todo o Estado entram em greve por tempo indeterminado a partir desta quinta-feira (20). A informação é de Wildson Damasceno, da diretoria do sindicato que representa a categoria, o Sindfortes. Segundo Damasceno, a categoria optou pela paralisação após as empresas de transporte de valores terem anunciado, nesta terça-feira (18), que não irão negociar a pauta com os trabalhadores. Essas empresas tinham recebido as reivindicações dos trabalhadores no último dia 12, em documento que estabelecia um prazo de uma semana para o posicionamento das transportadoras. A pauta da categoria, ainda segundo Damasceno, diz respeito principalmente às condições de trabalho. Um dos pontos centrais é a proposta de acabar com o banco de horas dos trabalhadores, que hoje faz com que eles extrapolem as 10 horas diárias de trabalho, chegando a atingir impressionantes 14 horas. “A gente não consegue mais viver”, indigna-se Damasceno. Outro ponto é o pagamento em carteira fechada de tíquete, assim como o seu reajuste, além de questões como a insalubridade dos trabalhadores, a disponibilização de veículos melhores para a escolta e a equiparação da base salarial com a que é paga no Estado do Rio de Janeiro: R$1750,22. Segundo Damasceno, a base no Espírito Santo é de R$1133,88. Ele diz que o sentimento da categoria é de muita desmotivação. “A tropa doa a vida para o trabalho, corre riscos diariamente, mas não tem nenhuma contrapartida para isso”, diz ele. “A nossa pauta tem um grande cunho social, o que nos motiva a ampliar o movimento”. Com a nova greve, as agências bancárias, já consideravelmente paradas pela greve dos bancários que começou na última terça-feira (18), ficam com o funcionamento ainda mais lento – ou completamente parado, já que não haverá mais dinheiro disponível para as transações financeiras. Damasceno chama a atenção da população para que atente para isso e aproveite as próximas horas para sacar a quantidade de dinheiro que considere necessária para um tempo que pode ser longo. Bancários Segundo o coordenador-geral do Sindicato dos Bancários no Estado, Carlos Pereira (Carlão), a categoria manifestou apoio à greve convocada pelo Sindfortes, assim como recebeu o mesmo sentimento de unidade. A greve dos bancários, iniciada nacionalmente na terça-feira (18), cresceu do primeiro para o seu segundo dia no Espírito Santo. Quase 20 novas agências foram fechadas em todo o Estado, atingindo o número de 127 no total. No caso da Caixa Econômica Federal, por exemplo, somente uma agência funcionou nesta quarta. Segundo Carlão, o movimento também vem recebendo o apoio da população, que tem sido compreensiva, mesmo com os transtornos que o fechamento das agências causa. Nacionalmente, segundo o coordenador – que representa o Espírito Santo no Comando Nacional da categoria – ainda não houve nenhum chamado por parte dos bancos para a negociação. Os bancários reivindicam 10,25% de aumento, ou seja, a inflação acrescida de 5%. Mas a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) parou em sua primeira proposta, de 6% – ou seja, apenas cerca de 0,7% de reajuste real. Além disso, a pauta da categoria abarca as condições de trabalho e questões sociais, como o fim do assédio moral, a contratação de mais funcionários, ampliação do horário de atendimento, dentre outros. Especificamente nessas pautas, não houve nenhuma proposta da Fenaban, que se recusou a negociá-las.
De 2009 a 2012, poeira sedimentável que chega à Ilha do Boi aumentou 46%
A poeira que chega ao bairro Ilha do Boi, em Vitória, aumentou 46% de 2009 a 2012, segundo o Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema). A informação foi divulgada ao movimento Pó Preto, após inúmeras cobranças sobre os dados das imissões registradas pelo órgão no Hotel Senac. As imissões, explica o órgão, é o material poluidor que se deposita nos locais poluídos, como é o caso do pó preto, que invade diariamente a casa dos moradores das ilhas do Boi e do Frade, entre outros bairros da Grande Vitória. Segundo o movimento Pó Preto, o aumento de partículas sedimentadas que chegam à Ilha do Boi contraria a defesa feita pela Comissão Permanente de Acompanhamento do Termo de Compromisso Ambiental (TCA) assinado pela Vale. Ao contrário do afirmado, diz o movimento, a poeira sedimentada emitida na Ponta de Tubarão e que chega às casas dos capixabas não diminuiu após as medidas exigidas pelo TCA e adotadas pela Vale. A Vale instalou cinco telas Wind Fence e enclausurou suas áreas de transferência de minério entre uma correia e outra. Também foi exigido pelo TAC a troca de seus carregadores de navio por um novo modelo que inclua uma tromba capaz de impedir a dispersão do minério no ar e no mar, e a instalação do sistema de aspersão de água no processo de manuseio do pó e de aspersão de polímeros nas pilhas de minério. Porém, segundo os dados do Iema, de abril a junho de 2009 as imissões captadas pela estação na Ilha do Boi registraram a presença de 2.6 a 3.4 g/m² de poeira sedimentável, enquanto este ano, no mesmo período, foi registrado o aumento de 3.8 para 4.9g/m². Em média, calcula o Iema, o aumento foi de 46%, em três anos. Para o movimento Pó Preto, a Licença de Operação (LO) da 8º usina de pelotização da Vale não pode ser concedida nessas condições. “É o mesmo que praticar terrorismo e crime ambiental contra o ecossistema da Grande Vitória. Não há espaço no ar para mais material particulado”, afirmou a entidade. Segundo Eraylton Moreschi, do movimento Pó Preto, nem mesmo a barreira de vento, implantada pela Vale, foi eficaz. A empresa implantou as cinco Wind Fence no dia 20 de outubro de 2011, mas em novembro do mesmo ano, um teste feito por Moreschi ressaltou o grande volume de poeira que continuava chegando às casas dos capixabas. Na ocasião, ele questionou os órgãos ambientais sobre a eficácia das medidas adotadas pela Vale. Já sobre o volume das emissões atmosféricas produzidas pelas empresas na Ponta de Tubarão, os dados não foram divulgados pelo Iema.
Procurador Heron de Oliveira vai dar parecer sobre penduricalhos no Ministério Público Estadual
O procurador de Contas Heron Carlos Gomes de Oliveira será o responsável pela elaboração do parecer sobre o julgamento da legalidade do pagamento dos chamados penduricalhos legais a membros do Ministério Público Estadual (MPES). Os autos do processo TC 1574/2006 aguardam há quase dez meses – o procurador tomou posse um mês depois – pela manifestação do Ministério Público de Contas (MPC), logo após três anos da realização de diligências pela área técnica do Tribunal de Contas do Estado (TCE). Apesar do Regimento Interno do TCE estipular um prazo de 30 dias para elaboração do parecer, os autos do processo estão no MPC desde o dia 22 de novembro do ano passado. O processo deu entrada no órgão antes mesmo da posse de Heron de Oliveira no cargo – ele tomou posse na vaga do atual conselheiro Domingos Taufner no dia 13 de dezembro último. De acordo com informações colhidas junto à assessoria do procurador, o grande volume de documentos nos autos dificulta o cumprimento do prazo regimental, avaliado como “inapropriado” para casos com grande número de informações. Outras razões indicadas para a não-apresentação do parecer seria o excesso de trabalho e a falta de estrutura – uma vez que tramitam processos em regime de urgência que acabaram “furando” a fila de pareceres. A reportagem tentou localizar o procurador de Contas, mas até o fechamento da matéria a solicitação de entrevista e do prazo para a elaboração da manifestação não haviam sido respondidas. Entre os pontos que devem ser esclarecidos no parecer de Heron de Oliveira está o eventual pedido de impedimento do conselheiro Sérgio Aboudib Ferreira Pinto, que deveria atuar no caso por conta do impedimento regimental do conselheiro Sebastião Carlos Ranna, atual presidente do TCE, em participar de julgamentos. Na época do repasses, Aboudib – então secretário-chefe da Casa Civil do governo estadual – participou das negociações para a liberação de verbas públicas ao Ministério Público. Os repasses questionados fazem parte da restituição do Imposto de Renda supostamente recolhido após o pagamento de diferença do abono variável em função de mudanças na remuneração entre janeiro de 1998 e maio de 2002. Os pagamentos a 331 membros da instituição entre ativos, aposentados e até exonerados totalizaram R$ 43,68 milhões, apenas a título de diferenças.
Dia internacional contra monocultura tem atividade no Estado
O Dia Internacional de Luta Contra os Monocultivos de Árvores, nesta sexta-feira (21), será marcado no Espírito Santo pelo lançamento do livro Ambientalização dos Bancos e Financeirização da Natureza, que faz uma reflexão sobre a atuação e as políticas socioambientais do Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES), assim como os impactos e a violação dos direitos humanos de projetos financiados pela instituição. Organizado por João Roberto L. Pinto, coordenador do Instituto Mais Democracia, o livro aborda casos concretos que envolvem grandes corporações nas quase duas décadas de articulação nacional de instituições financeiras multilaterais. O Dia Internacional foi criado pela Rede Alerta Contra o Deserto Verde em 2004, para marcar a resistência contra a monocultura do eucalipto, representada no Estado pelas empresas Aracruz Celulose (Fibria) e Suzano Papel e Celulose. “A instalação dessas empresas só foi possível graças a fartos financiamentos públicos pelo BNDES, o que demonstra a importância do livro em lançamento e deste debate”, ressaltou a entidade. Para a Rede Alerta, o livro alerta para a crescente financeirização da natureza promovida pelos agentes financeiros, os bancos internacionais, as corporações transnacionais que sobretudo, contam com o aval dos governos brasileiros. Durante o lançamento, haverá um debate João Roberto Lopes Pint, Marilda Teles Maracci, uma das autoras do livro, e representantes das comunidades atingidas pelos grandes empreendimentos no Brasil e em Moçambique (citados no livro). Até esta quinta-feira (20), a WRM – World Rainforest Movement recebe adesões à carta que será lançada internacionalmente na sexta-feira (21), na tentativa de fomentar o debate ao redor do mundo. Segundo a entidade, o Dia Internacional de Luta contra o Monocultivo de Árvores é um chamamento à unificação da luta para exigir que os governos interrompam a expansão de monocultivos de árvores e iniciem um processo de desmantelamento da especulação e da mercantilização da vida. “Enquanto ganha mais dinheiro explorando serviços ambientais, o capital financeiro também incentiva, com fundos especulativos, a expansão dos monocultivos de árvores, seja para celulose, óleo ou borracha, seja para carbono (REDD+) e energia – como parte das falsas soluções para a crise climática – gerando uma maior concentração de terras e cada vez mais impactos sobre as comunidades locais”, pontuou a WRM. Serviços: Data: 21 de setembro (6ª feira) Horário: 09:00 Local: Auditório Manuel Vereza/CCJE/UFES
TJES realiza fórum para debater violência doméstica e familiar
A Coordenadoria Estadual de Enfrentamento à Violência Doméstica do Tribunal de Justiça do Estado (TJES) vai realizar, na próxima segunda-feira (24) o I Fórum Estadual sobre Violência Doméstica e Familiar, com o objetivo de debater ações para a redução dos índices de violência doméstica, principalmente contra mulheres. O Estado lidera o ranking de homicídios de mulheres, segundo o Mapa da Violência 2012, com taxa de 3,6 mortes violentas por 100 mil habitantes. O Judiciário também registra altos números de processos abertos por agressões no ambiente familiar. De acordo com um levantamento feito pela coordenadoria, foram abertos nos últimos cinco anos 14.994 processos referentes a agressões contra a mulher, sendo expedidas 13.663 medidas protetivas. Vitória lidera o número de processos abertos, com 9.798 ações, seguida por Colatina, no noroeste do Estado, com 868 processos; Cachoeiro de Itapemirim, com 500; Nova Venécia, também no noroeste, com 419, e Serra com 418 abertos nos últimos cinco anos. O alto número de processos abertos por violência doméstica chama a atenção no interior do Estado. Dos cinco municípios com maior número de processos abertos, três são do interior do Estado e dois da Grande Vitória. Exemplo do alto número de processos abertos por violência doméstica é o município de Pinheiros, no norte do Estado, conhecido por sofrer com violência crônica, que destoa do número de habitantes, que é de pouco mais de 25 mil. Neste município há cerca de 10 mil mulheres e a taxa projetada de homicídios dentre esta parcela da população é de 25 por grupo de 100 mil mulheres, número superior ao dos municípios da Grande Vitória. O número de processos abertos em Pinheiros, relativo à violência contra a mulher, também impressiona. Foram 181 processos abertos nos últimos cinco anos. Para termos de comparação, o município de Cariacica, que tem vara conjunta com Viana, registrou 111 processos abertos no mesmo período. O município de Montanha (norte do Estado), vizinho a Pinheiros, também impressiona pelo número de processos. Foram 184 processos abertos nos últimos cinco anos.
Cinema: estreias da semana
A fada Sininho, ou Tinker Bell, descobre que tem uma irmã gêmea em Tinker Bell e o Segredo das Fadas, quarta edição da franquia Disney Fadas, mas o primeiro a ganhas os cinemas. É a estreia da fada Sininho nas telonas. Longe do mundo das fadas está Dredd. Aqui, o futuro é violento e sombrio, razão pela qual o policial Judge Dredd também tem o poder de do julgamento e da condenação. A brasileira Julia Murat (filha da diretora Lúcia Murat, de Quase Dois Irmãos, 2004) estreia na direção com Histórias que Só Existem Quando Lembradas, que explora a quebra do funcionamento normal de um lugar por um elemento estranho. O humanismo de O Ladrão de Luz comove: numa aldeia isolada e pobre, tudo o que o protagonista quer é proporcionar uma luz mais barata para os seus. ESTREIAS Histórias que Só Existem Quando Lembradas (Idem, Brasil, 2011, 98 minutos, 10 anos) Drama. Direção de Júlia Murat. Com Lisa Fávero, Sonia Guedes, Ricardo Merkin. Jotuomba é um pequeno vilarejo em que ninguém morre há muito tempo e o cemitério está trancado com cadeado. Cada habitante cumpre sua função e assim seguem os dias. É assim até a chegada de Rita, uma jovem da cidade. Cine Jardins – Shopping Jardins: Sala 1. 21h. O Ladrão de Luz (Svet-Ake, Quirguistão/França/Alemanha/Holanda, 2010, 80 minutos, 12 anos) Drama. Direção de Aktan Arym Kubat. Com Aktan Arym Kubat, Taalaikan Abazova, Askat Sulaimanov. Um eletricista não leva apenas luz elétrica para a casa das pessoas, mas também amor e lealdade. Seus únicos sonhos são ter um filho e proporcionar eletricidade mais barata para as pessoas. Cine Jardins – Shopping Jardins: Sala 1. 17h20. Dredd (Dredd, EUA, 2012, 106 minutos, 18 anos) Ação. Direção de Pete Travis. Com Kral Urban, Olivia Thirlby, Lena Headey. Nas ruas de Mega City One, o oásis da civilização na Terra Maldita, Judge Dredd é o mais temido dos juízes, com poder de fazer infratores cumprirem a lei e executá-los se necessário. Cine Kinoplex – Shopping Praia da Costa: Sala 1 (3D). 18h50. DUBLADO. 21h (LEG). Cinemark – Shopping Vitória: Sala 1. 15h30, 17h40, 19h50, 22h. Tinker Bell e o Segredo das Fadas (Tinker Bell, EUA, 2012, 95 minutos, Livre) Animação. Direção de Ryan Rowe. Tinker Bell, Periwinkle e seus amigos se aventuram na floresta de inverno para encontrar o segredo das fadas de asas. Cine Kinoplex – Shopping Praia da Costa: Sala 1 (3D). 15h10 e 17h. DUBLADO. Cinemark – Shopping Vitória: Sala 6. 12h50, 14h40, 16h30, 18h20. Cine Ritz – Shopping Norte Sul: Sala 4. 16h40 e 18h10. DUBLADO. Sábado e domingo também 15h10. DUBLADO. Ted (TED, EUA, 2012, 106 minutos, 16 anos) Comédia. Direção de Seth Macfarlane. Com Mila Kunis, Mark Wahlberg, Giovanni Ribisi. A história de um homem e seu ursinho de pelúcia que ganha vida por causa de um desejo de infância. Cine Kinoplex – Shopping Praia da Costa: Sala 5. 14h, 16h20, 18h40, 21h10. Cinemark – Shopping Vitória: Sala 4. 14h20, 16h45, 19h10, 21h30. Sexta e sábado também 23h50. Sábado e domingo também 12h. Cine Ritz – Shopping Norte Sul: Sala 1. 17h40, 19h40, 21h40. DUBLADO.