A câmera passeia pelo corredor do ônibus, enquanto o diretor dá os comandos para os figurantes, “quero todo mundo conversando. E você pode fingir que está dormindo”. Os assistentes escondem os equipamentos nas cadeiras e dão os últimos ajustes na câmera antes do ônibus começar a andar. A locação escolhida para 23º dia de gravação do longa-metragem Entreturnos é o interior de um transporte coletivo, um dos cenários mais importantes do filme do diretor Edson Ferreira. “Estamos acostumados a filmar em locações com toda uma estrutura montada e aqui é tudo diferente, porque estamos em movimento”, diz Edson. O balanço do ônibus é uma das maiores dificuldades para o câmera, que amarra o equipamento no corrimão de cima da condução em busca de maior estabilidade. As filmagens são acompanhadas do barulho intenso do trânsito, freadas, arrancadas, buzinas, tudo contribuindo ou atrapalhando para a captação do áudio. Morador de Vitória, da região de Santo Antônio, Edson conta que a ideia para o filme surgiu quando ele passou a observar o cotidiano das pessoas que andam de ônibus, uma realidade que também faz parte da sua vida. “Comecei a prestar atenção nos tipos que frequentam o transporte coletivo, o vendedor de bala, os estudantes e principalmente o trocador e o motorista, que protagonizam minha história”, diz o diretor. Mas o filme não é só ambientado no ônibus. Há outros cenários como o Bar da Leia, onde se desenvolve um triângulo amoroso. O trocador, Beto (Paulo Roque), mesmo sendo casado, apaixona-se por Leia (Lorena Lima). Para completar a terceira ponta do triângulo, Valcir (Luis Miranda), uma amigo de Leia, volta da Bahia e passa trabalhar no bar. O romance resulta em uma gravidez e na dúvida da paternidade. “Descobrir quem é o pai é o menos importante, o foco é nessa relação que se criou entre os três, essa família inusitada”, explica. Com um elenco de peso, Edson confessa que quando cria um personagem, sempre pensa primeiro no ator, mesmo sem a certeza se ele irá participar. Os papéis de Beto e Leia foram feitos para os atores e amigos do diretor, Paulo Roque e Lorena Lima. Já a escolha de Luis Miranda, que já trabalhou no seriado global A Grande Família, para interpretar o baiano Valcir, partiu de uma grande admiração do diretor pelo artista. “Já tinha tempo que queria trabalhar com ele, então quando ele veio a Vitória apresentar uma peça, fui até o barzinho onde ele estava e entreguei o roteiro para ele”, conta Edson. Com os outros atores, o contato foi pelo Facebook, como a Janaína Kremer, de O Homem que Copiava (2003), que faz a esposa do Beto, e Milhem Cortaz, ator de Tropa de Elite (2003), que interpreta um ex-presidiário e suposto marido de Leia. “A princípio ele não queria fazer o personagem, disse que só iria participar do filme se o roteiro fosse muito bom”, lembra o diretor. “Felizmente ele achou o roteiro ótimo e aceitou o convite”. O filme lança um olhar diferente para a periferia, que segundo Edson é geralmente estereotipada com personagens fracos. “O trocador de ônibus, pessoas que trabalham em bar, ex-presidiários são geralmente pessoas esquecidas, mas são personagens riquíssimos, cheios de histórias para contar”. Entreturnos busca retratar de maneira realista e contemporânea o cotidiano da periferia capixaba, “a única coisa que é fictícia é o nome do bairro, onde se passa a história, chamado Desperança”, comenta. Realizado com recursos do edital de longa-metragem da Secretaria de Estado da Cultura (Secult), o lançamento de Entreturnos está previsto para o início de 2013. A Secult concedeu R$ 500 mil para a concretização do filme, a produção ficou por conta da Patuléia Filme, a mesma que produziu As Horas Vulgares, dos diretores Vitor Graize e Rodrigo Oliveira. Apesar dos editais incentivarem a produção cinematográfica capixaba, o orçamento oferecido ainda é muito baixo, sendo menos da metade do capital mínimo para a realização de um longa. “Há poucos profissionais qualificados no estado e precisamos buscar técnicos de fora, o que gera uma troca de experiências legal, mas encarece o trabalho. Além disso, o orçamento sempre estoura e precisamos buscar patrocinadores de fora”, aponta.
Lideranças locais fortaleceram Glauber na disputa em Cachoeiro
A confortável liderança do deputado estadual Glauber Coelho (PR) na disputa eleitoral em Cachoeiro de Itapemirim (sul do Estado), revela a força do apoio de lideranças locais no município. Mesmo com a máquina na mão e o apoio do ex-governador Paulo Hartung (PMDB), o petista Carlos Casteglione não conseguiu alcançar o republicano na corrida à prefeitura. Faltando menos de 20 dias para a eleição, Glauber segue à frente da disputa mesmo com as manobras recentes para tentar alavancar a candidatura de Casteglione. Na semana passada, os meios políticos locais assistiram a uma intensa movimentação, que envolveu a Justiça Eleitoral no pleito. Mesmo com o PMDB do ex-prefeito Roberto Valadão apoiando a candidatura de Glauber, Hartung e o deputado federal Camilo Cola passaram a fazer campanha para o prefeito Casteglione, o que foi proibido pela Justiça. Mas a ida dessas lideranças para o palanque do petista não surtiram o efeito esperado. Isso porque, ao lado de Glauber, além de Valadão, que tem seu grupo político ainda forte no município – assim como o ex-deputado José Tasso, que mesmo com problemas judiciais, mantém um capital considerável no município –, Glauber tem o apoio de Theodorico Ferraço (DEM), que embora não esteja sempre presente no município, tem um capital muito forte. O eleitorado vê em Glauber o substituto de Ferraço na disputa, o que o fortalece. No período pré-eleitoral, Ferraço era visto como favorito para a disputa, mas recuou, declarando apoio a Glauber. Eleitorado confuso A pesquisa do Instituto Futura publicada nesta terça-feira (18), no jornal A Gazeta, causa uma certa confusão no eleitorado de Cachoeiro. Os dados da pesquisa estimulada – aquela em que os nomes são apresentados ao entrevistado –, mostram que Glauber caiu de 47,5% para 46,2%, enquanto Casteglione teria subido de 32,8% para 36,5%, na comparação de julho para setembro. O que chama a atenção é que na amostragem espontânea – nesse tipo de levantamento os nomes dos candidatos não são apresentados e por isso é considerado voto consolidado – o cenário é bem diferente. Glauber subiu de 16,8% em julho para 42,7% em setembro e Casteglione também subiu na intenção de votos, de 23,2% para 33,5%. A dúvida se dá porque Glauber dobrou seu desempenho na espontânea, mas caiu na estimulada? Para os meios políticos, a avaliação é de que o candidato do PT tem pouco tempo e espaço para tentar reverter o voto, já que a 19 dias da eleição o número de indecisos caiu muito no município.
Fantasia real
A Família Real do Carnaval de Vitória ganhou atenção especial a partir de 2010 com a publicação do Edital para Seleção de Projetos Looks Família Real do Carnaval de Vitória. Desde então, todos os trajes, maquiagens e acessórios que o Rei Momo, a Rainha e as duas Princesas usam durante a folia são escolhidos por meio de concurso público. Resultado desse processo, a Secretaria Municipal de Cultura (Semc) realiza a exposição Looks do Carnaval de Vitória, com abertura nesta quinta-feira (20) no Memorial da Paz, que fica na Praça do Papa. Haverá show com a bateria da escola de samba Unidos da Piedade. Em exposição, projetos e croquis das fantasias referentes aos editais de 2010 e 2011, além de fotos das cortes reais no desfile do Carnaval de Vitória. As fantasias da Família Real de 2012, confeccionadas por Anderson Luppi, também estarão na mostra. A exposição integra a programação comemorativa pelos 461 anos da capital e estará aberta ao público de 21 de setembro a 19 de outubro. O objeto do edital consiste na criação, execução, produção de beleza e supervisão de utilização de duas fantasias principais para cada integrante da Família Real desfilar nos dois dias de carnaval, de looks casuais para as apresentações que antecedem a folia, bem como dos ornamentos principais (coroas, cetros e faixas distintivas). Para o Carnaval de 2011, concorreram sete projetos. Para 2012, seis projetos; em ambos, as Comissões de Premiação optaram pelos projetos apresentados por Anderson Luppi. Serviço A exposição Looks do Carnaval de Vitória será aberta nesta quinta-feira (20), às 19h, Memorial da Paz. Praça do Papa, Enseada do Suá, Vitória – em frente ao Palácio do Café. Visitação: segunda a sexta-feira, das 9h às 17h. Até 19 de outubro. Entrada franca.
Um Estado que mata suas mulheres
As mulheres, ao lado dos jovens pobres e negros, são as principais vítimas da violência epidêmica que se alastra no Espírito Santo há mais de uma década. Esses segmentos, como mostram os dados do Mapa da Violência, têm sido os mais vulneráveis às mais diferentes formas de violência, muitas delas resultam em morte. É por isso que o Espírito Santo, além de ser por mais de uma década o segundo Estado mais violento do País, lidera as estáticas nesses segmentos: mulheres, jovens pobres e negros. Levantamento de Século Diário, com base nos dados da Secretaria de Estado de Segurança Pública, mostraram que as taxas de homicídios entre as mulheres no Estado estão muito acima da média nacional. De janeiro a agosto de 2012, o Estado registrou 110 homicídios de mulheres. Esse número projeta a taxa aproximada de 8,4 homicídios de mulheres por grupo de 100 mil para o ano de 2012. O Mapa da Violência 2012 (com base nos dados de 2010) – Homicídio de Mulheres no Brasil coloca o Estado em primeiro lugar em homicídios de mulheres: 10/100 mil. Comparando com os outros estados da região Sudeste, a taxa de homicídios de mulheres registrada no Espírito Santo, por exemplo, é mais que o triplo da de São Paulo: 3,2 por 100 mil habitantes. O Rio de Janeiro também tem menos da metade da taxa registrada no Espírito Santo, com 4,1 mortes violentas de mulheres por 100 mil habitantes, mesma taxa registrada por Minas Gerais. O comparativo mostra que será preciso muito empenho do poder público para reverter mais essa vergonhosa estatística. O Tribunal de Justiça do Estado (TJES) é uma das instituições que vem tentando mudar essa realidade, mas também tropeça na falta de investimentos do governo do Estado. Por exemplo, as Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (Deams) são insuficientes e estão longe de atender à demanda, que é crescente no Estado: os capixabas gostam de bater em mulheres. As páginas policiais dos jornais e estatísticas não nos deixam mentir. A Deam é a porta de entrada para a mulher vítima de violência. Se ela não consegue ao menos registrar a agressão, da próxima vez poderá não estar viva para contar a história. A juíza Hermínia Azoury, que comanda a Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar do Poder Judiciário, alerta que é preciso aplicar a Lei Maria da Penha com rigor. Para transformar denúncias de agressão em processos, proteger as vítimas e pôr na cadeia os agressores, é preciso que o Estado avance e bastante. Mas algumas iniciativas, chama atenção a juíza, poderiam contribuir para mudar essa incômoda estatística. Ela cita o exemplo do Centro Integrado da Mulher (CIM). No CIM, cuja primeira unidade foi inaugurada em abril deste ano em Vila Velha, a mulher tem, em um só local, atendimento em todos os níveis quando for procurar os órgãos públicos para denunciar violência doméstica. Embora a juíza tenha apontado o CIM como um importante equipamento para assegurar o atendimento à mulher, só existe uma unidade no Estado. Isso mostra a fragilidade da rede de atendimento à mulher vítima de violência. Nada justifica a incompetência do poder público, que por omissão permite que as mulheres e os jovens pobres e negros continuem sendo as principais vítimas dessa violência sistêmica que se estende por mais de uma década. Não se espantem se ouvirem das autoridades a recorrente desculpa, aquela mesma usada para justificar a morte de jovens pobres e negros: “ela morreu porque estava envolvida com o tráfico de drogas”.
Duas situações
A nota (Fonte: Abert) – Representantes de empresas e instituições e personalidades do país receberam em São Paulo o prêmio Marcas de Confiança, concedido pela Revista Seleções, que completa 70 anos. Na 11ª edição do prêmio, o rádio lidera a preferência dos leitores da publicação com 67% dos votos. O rádio é seguido pelos jornais, com 64%; emissoras de TV e de revistas, com 53%; e internet, apontada por 50%. Comentário – Fico imaginando a força do rádio nos dias atuais. Vem mídia e vai mídia e o radio continua em destaque. Essa pesquisa mostra que o radio tem sua capacidade em confronto com os jornais, TVs e Interrnet. O rádio realmente é uma marca de confiança, amigo, companheiro, está com a pessoa onde ela estiver. Ele mantém as pessoas bem informadas e oferece a boa música. É uma mídia forte, só as agências que se descuidam de dar a devida atenção a ele. A nota (Fonte:Abert) – Pesquisa do Projeto Inter-Meios aponta que o investimento publicitário alcançou R$ 14,28% entre janeiro e julho deste ano, crescendo 11,02% em relação ao mesmo período de 2011, apesar do baixo desempenho da economia. A TV aberta não apenas bateu o próprio recorde de faturamento de R$ 9,25 bilhões como também conquistou a maior participação no bolo publicitário, com 64,81%. A participação da televisão no total é seguida pelos jornais (11,67%), rádios (10,04%) e revistas (6,06%). Comentário – Provando o que disse no final do comentário acima, essa outra pesquisa comprova um quadro que há anos é a mesma coisa, no tocante a distribuição de verbas das agencias de publicidade para as rádios, em geral. E a ordem de distribuição é essa acima. Sempre foi assim, só que agora tem a Internet, que chega abafando as próprias agências, diferente do rádio que continua forte, pelo menos para muitos e muitos PARABÓLICAS E por falar em agência, a Tríade Comunicação é agora a responsável pelo relacionamento com a imprensa da Cativa Imagem. A Cultura FM, de Castelo, do Cesar Nemer, fazendo uma cobertura séria da política no sul do Estado. Parabéns Em 15 de setembro de 1947 era lançada na “capital secreta do mundo” a Rádio Cachoeiro (a nossa querida escola de jornalismo), com o prefixo ZYL-9.9 (De Elyan Peçanha) MENSAGEM FINAL Quando Deus não quer assinar usa o pseudônimo de homem, porque na verdade, todas as obras são d'Ele. Rico Oliveira
Bom pra uns…
A maneira como o ex-governador Paulo Hartung (PMDB) assumiu a candidatura do tucano Luiz Paulo Vellozo Lucas à prefeitura de Vitória resultou em efeito contrário ao esperado, ou seja, perda de votos. Não que isso cause danos a ponto de interferir no desempenho de Luiz Paulo na disputa, mas sua candidatura, antes vista quase que uma unanimidade, deixou de ser. A interpretação nos meios políticos é que isso ocorreu a partir do momento em que Hartung apareceu como dono da candidatura, que seguia disparada na frente dos adversários. Luiz Paulo não precisava de Hartung e, naturalmente, seria a opção de eleitores de várias correntes. Ao colar sua imagem à de Hartung, porém, criou condições para que muitos recuassem da escolha. Quem votaria em Luiz Paulo por influência de Hartung já havia se decidido, com ou sem ele na campanha. Em contrapartida, os que não votam em Hartung deixaram de priorizar Luiz Paulo. É o tipo da aliança que só beneficia um lado. Neste caso, Paulo Hartung. Quem leva? Diante do cenário, a dúvida é para onde vão esses eleitores. Entre o candidato do PPS, Luciano Rezende, e a petista Iriny Lopes, devem migrar para o primeiro. Pelo menos essa é a tendência. Vai entender… Por falar em Luciano, o que os secretários Robson Leite (Economia e Planejamento) e Henrique Herkenhoff (Segurança) podem contribuir com a campanha do deputado estadual? Um é desconhecido em Vitória e o outro está em queda livre, resultado dos altos índices de criminalidade registrados no Estado. Estratégia furada. Sem mudanças Já em Cachoeiro de Itapemirim (sul do Estado), os comentários são que o deputado estadual Glauber Coelho (PR) continua liderando a disputa a prefeito, contando para isso com adesão do eleitorado jovem. A ida de Hartung para o palanque do prefeito Carlos Casteglione (PT) não teria surtido efeito no município, conhecido por ter características políticas fortes. O ex-governador não faz onda por lá, e sim lideranças antigas da região. Segue… Além de Hartung nunca ter conseguido interferir nos resultados das disputas em Cachoeiro, ainda tem peso forte entre os eleitores do município a tentativa do ex-governador de, no passado, evitar a eleição de Theodorico Ferraço (DEM). Não desceu na garganta. Fartura É só passar pelo município da Serra para constatar que é no município onde está o dinheiro nesta eleição. Tem placa espalhada para tudo quanto é lado dos principais adversários, o prefeito Sérgio Vidigal (PDT) e o deputado federal Audifax Barcelos (PSB). Uma do lado da outra. E a cada pouco metros. Fartura II Quem também sempre acompanha os dois é o vereador candidato à reeleição Bruno Lamas (PSB). Que vem a ser filho da secretária municipal de Educação, Márcia Lamas, que já foi vereadora e vice de Vidigal. Representou O presidente estadual do PSB, Macaciel Breda, participou nesse sábado (15) de comício do candidato a prefeito em Barra de São Francisco (noroeste do Estado), Enivaldo dos Anjos (PSD), para firmar posição do partido na disputa. É que lá o diretório municipal contrariou decisão da regional e fechou aliança com o adversário de Enivaldo, deputado estadual Luciano Pereira (DEM). Inconveniente Antes de ser cassado, o prefeito de Conceição da Barra (norte do Estado), Jorginho Donati (PSDB), enchia a caixa de mensagens dos celulares alheios com textos enormes sobre a diferença entre sua gestão e a passada no município. Ah, um semancol! 140 toques “Presidente da CNBB (cardeal Raymundo Damasceno) ataca uso da religião na busca por voto”. (Deputado federal César Colnago – PSDB – no Twitter). PENSAMENTO: “O que me preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons”. Martin Luther King
Corre o tempo
Faltam 20 dias para a eleição deste ano, ou pelo menos para o primeiro turno, e a expectativa é de que o índice de indecisos diminua sensivelmente, sobretudo quando entrarmos na reta final da disputa, na última semana. Por enquanto, a expectativa do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de que os quatro municípios da Grande Vitória tenham segundo turno caminha para se confirmar. A grande dúvida é se os candidatos que aparecem em segundo lugar nessas corridas eleitorais vão conseguir carimbar o passaporte para a segunda etapa ou se haverá mudanças de última hora. Na Capital, o PSDB segue sua batalha para tentar liquidar a fatura no primeiro turno. O candidato tucano Luiz Paulo Vellozo Lucas administra sua vantagem, mas há quem avalie que a entrada de Paulo Hartung em sua campanha não acrescentou, já que os aliados do governador que apóiam Luiz Paulo já haviam entrado antes em sua campanha e os desgostosos da política hartunguete teriam desembarcado da campanha tucana. As urnas vão mostrar. Tentando confirmar sua participação para o segundo turno segue Luciano Rezende (PPS), apostando em uma estratégia que pode dar muito certo, ou não, de partir para o ataque, o que deve, inclusive, se intensificar nos próximos dias. Ele tem perdido terreno, porém, para Iiriny Lopes (PT). Se o ritmo lento do crescimento dela vai suplantar Luciano é outro ponto que as urnas vão mostrar. Independentemente do resultado, os dois devem estar juntos na nova etapa. Em Vila Velha, Max Filho (PSDB) finalmente entendeu que seu adversário neste momento é Rodney Miranda (DEM) e nele deve focar sua campanha para tentar passar para a segunda fase e rivalizar então com o prefeito Neucimar Fraga (PR). A novidade desta reta final pode ser a entrada de Hércules Silveira (PMDB) na campanha de Rodney. Veja bem, pode ser. Marcelo Santos (PMDB) administra sua vantagem em Cariacica, no último exemplo de terceira via que deu resultado nesta eleição. Espera Juninho (PP) ou Lúcia Dornellas (PT) para a nova etapa. Mas dificilmente sofrerá algum revés na segunda fase. Difícil mesmo é disputa no município da Serra, onde os ânimos parecem bem exaltados entre os dois favoritos no pleito Sérgio Vidigal (PDT) e Audifax Barcelos (PSB). Por lá, nada de novidade além da disputa de poder entre os dois. Para a maioria, o dia 7 de outubro é só o aquecimento para a eleição de verdade. Para outros, um tudo ou nada para tentar se manter vivo em um jogo de duas partidas. Fragmentos: 1 – A aposta de alguns aliados de Luciano Rezende (PPS) é de que Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB) se preparou para um segundo turno contra Iriny Lopes (PT) e, por isso, o candidato do PPS teria vantagem. Mas para isso, precisa segurar Iriny e passar para a segunda fase. 2 – De franca favorita na eleição em Viana, a deputada estadual Solange Lube (PMDB) vê a candidatura do PV, do vereador Gilson Daniel, crescer no município, crescer de forma a ameaçar seu retorno à municipalidade. Será? 3 – A coluna flagrou candidato a vereador na chapa que apoia Rodney Miranda (DEM) fazer carreata com bandeira de Max Filho (PSDB). Pode?
A menos de três semanas das eleições, corrida às prefeituras começa a se definir
A menos de três semanas das eleições, o quadro de estrelinhas vai se definindo. Na atualização desta segunda-feira (17), 23 candidatos a prefeito aparecem com quatro estrelas. A cotação, segundo os critérios de Século Diário, alça o candidato à condição de franco favorito. Em Fundão, por exemplo, a candidata Maria Dulce (PMDB) agora tem quatro estrelinhas. Outra que ganhou a quarta estrela foi a candidata Vera Costa (PDT), que disputa a prefeitura de Guaçui. A pedetista é perseguida de perto por Zé Luiz Carversan (PMDB), que subiu para três estrelas. O peemedebista foi beneficiado pela saída de Luiz Moulin (PSDB), que teve o registro indeferido e foi obrigado a abandonar a disputa. Parte dos seus votos, ao que tudo indica, está migrando para Caversan. Na região serrana, Carlinho Borboleta (PP) saltou de três para quatro estrelas e agora se isola na liderança. Logo atrás aparece Fabinho Trarbach (PSB), que tem três estrelas. Apesar da vantagem de Borboleta, a disputa segue indefinida em Domingos Martins. Outra que abriu vantagem para o segundo colocado foi Flávia Cysne (PSB), que disputa a prefeitura de Mimoso do Sul. Na cola da socialista está Angelo Guarçoni Júnior, o Giló (PMDB), que segue firme com três estrelas. Nas mãos da Justiça Nesta reta final o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-ES) tem intensificado os julgamentos dos registros de candidaturas com pendências na Justiça. Essa situação tem alterado o cenário em diversos municípios. A equipe de Século Diário considera que os candidatos que tiveram o registro indeferido por decisão colegiada do TRE-ES, terão poucas chances de reverter a decisão no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Considerando o volume de processos de todo o Brasil (mais de 100 mil) que subiram para o TSE e o tempo exíguo, dificilmente a corte superior reformará as decisões dos TREs, salvo em caso especiais. Isso tiraria vários candidatos da disputa. É o caso do prefeito de Conceição da Barra Jorge Donati, que tenta a reeleição. O tucano teve seu registro indeferido pelo TRE-ES na semana passada. A defesa de Donati entrou nesta segunda-feira (17) com embargo de declaração na Justiça com a esperança de manter a candidatura do prefeito sem precisar recorrer ao TSE. Em função da pendência judicial, Donati aparece sem cotação. Essa mudança no cenário barrense, que já dava como certa a vitória de Donati, favorece o candidato do PSB Manoel Pé de Boi, que volta a ter chances de se eleger. Sem Donati no páreo, o ex-prefeito segue isolado na liderança. Outro município que pode ter a disputa definida em função de pendências judiciais é Pancas. Na cidade vizinha a Colatina, Luiz Schumacher (DEM) teve o registro indeferido pelo TRE-ES e aguarda julgamento do recurso. A situação de Walace (PSD) é mais complicada, pois o candidato foi enquadrado na Lei da Ficha Limpa. Quem acabou se dando bem, pelo menos por enquanto, foi Claudio Eggert (PSB), que se isolou na liderança com quatro estrelas. É importante ressaltar que caso os candidatos com pendências judiciais consigam reverter a decisão da Justiça Eleitoral nos próximos dias, eles voltam a ter chances reais disputar e inclusive vencer a disputa. É o caso, por exemplo, de Donati em Conceição da Barra e Edson Magalhães (PPS) em Guarapari. Ambos são favoritos, mas ainda não sabem se poderão concorrer. Acesse agora o quadro de estrelinhas para conferir as alterações desta segunda (17). Lembramos que a próxima atualização (vereadores) acontece nesta quarta-feira (19).
Roncalli não suporta pressão e deixa a Secretaria de Justiça
Conforme Século Diário adiantou no início da noite (19h07) desta segunda-feira (17), a saída do secretário de Justiça Ângelo Roncalli foi confirmada, por volta das 20 horas, pelo secretário de Governo Tiago Hoffmann. Como também antecipou o jornal, o governo do Estado acabou confirmando o secretário de Ações Estratégicas André Garcia para ocupar a vaga de Roncalli. Oficialmente, o governo anunciou que o pedido de demissão partiu do próprio Roncalli, que teria encaminhado a carta de desligamento ao governador Renato Casagrande na tarde desta segunda (17). Há cerca de um mês, quando o escândalo de corrupção no Instituto de Atendimento Sócioeducativo do Espírito Santo (Iases) veio à tona, a situação do secretário começou a ficar vulnerável. Desde o início das investigações da Operação Pixote, que já levaram 13 pessoas para a prisão, entre elas a diretora-presidente do Iases, Silvana Gallina, Roncalli passou a ser associado ao esquema montada na autarquia vinculada a Sejus. Na tarde desta segunda-feira (17), fontes de dentro da Sejus já davam como certa a saída do secretário da pasta. Alguns nomes já estariam sendo cogitados para substituí-lo. A pressão para Roncalli deixar o cargo teria aumentado na última sexta-feira (14), pois está semana vence o prazo estabelecido pelo Tribunal de Justiça para o Ministério Público Estadual (MPE) apresentar parecer sobre o inquérito da Operação Pixote, que investiga o esquema de corrupção no Iases. No relatório do delegado Rodolfo Laterza, que coordenada as investigações, haveria indícios de sobra para envolver o secretário no esquema de corrupção montado no Iases. Diante das evidências, não restaria ao MPES outra saída a não ser o indiciamento do secretário. Para evitar mais desgaste ao governador Renato Casagrande, Roncalli passou a articular uma saída negociada. Ao tomar conhecimento da saída de Roncalli, aceita de imediato, Casagrande passou a avaliar os nomes com chances de substituí-lo. Na lista de postulantes a comandar a Sejus chegaram a ser cogitados os nomes de dois promotores: Evaldo Martinelli, do Grupo Especial de Trabalho Investigativo (GETI) do MPES, que inclusive participou das investigações que apuraram o esquema de corrupção no Iases, e de Sérgio Alves Pereira, ex-oficial da PM. Fontes do governo informaram que Martinelli foi o primeiro a ser convidado, mas não teria aceitado o cargo devido à situação instável do sistema Sejus-Iases. Casagrande acabou optando então pelo plano “B”, e chamou André Garcia. Dos três, Garcia é o que tem perfil mais semelhante ao de Roncalli e, portanto, significa a continuidade no sistema prisional. Garcia é pernambucano e veio para o Espírito Santo através do então secretário de Segurança Rodney Miranda, que ficou pouco mais de um ano em Pernambuco, na ocasião em que esperava esfriar o escândalo do grampo envolvendo a Rede Gazeta. Rodney trouxe Garcia na “bagagem” e lhe entregou o cargo de subsecretário de Segurança ainda no governo de Paulo Hartung. Homem de confiança de Rodney, Garcia será fiel aos interesses do deputado estadual Rodney (DEM) e, por tabela, a Hartung, já que os dois, em última análise, são afilhados do ex-governador.
Mostra científica apresenta exposição sobre evolução da vida em Vitória
A 5º Mostra de Ciências, realizada pela Escola Superior de Ciências da Santa Casa de Misericórdia de Vitória (Emescam), contará com a exposição “A evolução Humana”, do Museu de Ciências da Vida da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), com o objetivo de promover e popularizar a ciência relativa ao corpo humano. A mostra faz parte dos eventos que serão realizados durante o VI Congresso de Saúde da instituição. Nessa exposição, os estudantes terão a oportunidade de fazer um passeio pela trajetória evolutiva desde sete milhões de anos atrás até os dias atuais. Os visitantes poderão conferir réplicas de esqueletos humanos, peixes, anfíbios e outras peças que proporcionam conhecimento científico sobre a evolução humana. Segundo os organizadores, os participantes poderão compreender a estrutura celular, histológica, anatômica e funcional, incluindo aspectos psicológicos, patológicos, históricos e sociais aplicados à vida cotidiana. O Museu de Ciências da Vida já esteve no Museu Mello Leitão, em Santa Teresa (região serrana) e suas atividades são conduzidas por uma equipe formada por professores, técnicos e alunos de graduação de diversos cursos da universidade, em sua maioria voluntários. O evento será realizado entre esta terça e quinta-feira (18 e 20), na Emescam, em Vitória.