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Século Diário

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As voltas do mundo

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O mercado político anda meio perdido sobre o destino do senador Ricardo Ferraço (PMDB/foto). Resultado de suas movimentações atuais de só seguir o ex-governador Paulo Hartung (PMDB) nos apoios a prefeitos na disputa deste ano. O  que tem repercutido principalmente no interior do Estado, onde o senador, na qualidade de vice de Hartung e na época candidato favorito a sucedê-lo, criou laços com várias lideranças e prefeitos. Ferraço agora praticamente se abdicou disso e está somente no rumo de Hartung, mostrando que os dois firmaram forte aliança, capaz de ensejar ao senador uma candidatura ao governo em 2014, dentro do sistema implementado por Hartung. Interessante nessa parceria é que, no passado, quando Ferraço foi candidato ao governo, quem deu o tempo nele foi exatamente Paulo Hartung. Tem coisas que só a política explica.      As voltas do mundo II Outro exemplo dessa acomodação de interesses políticos está naquela insinuação feita pelo candidato do PPS Luciano Rezende, de que seu adversário Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB) é um homem que não acorda cedo e trabalha pouco. Quem imputou isso ao tucano, lá atrás, foi Ricardo Ferraço, que agora está colado em Luiz Paulo. Vamos ver até quando.    Aperto Aliás, o pai do senador, o presidente da Assembleia Theodorico Ferraço (DEM), encontra dificuldades para vencer a eleição em Itapemirim (sul do Estado), onde sua mulher Norma Ayub (DEM) é prefeita. O casal apoia o candidato do PMDB Estevão Machado, que embora considerado bom, enfrenta resistências. É que a gestão da prefeita não é considerada lá grandes coisas. Quem aproveita a deixa é o Dr. Luciano, do PSB.    Reforço Ricardo Ferraço e Paulo Hartung estão em Vila Velha neste sábado (15), para levantar a candidatura a prefeito do ex-secretário e deputado estadual Rodney Miranda (DEM). O demista rivaliza com o ex-prefeito Max Filho (PSDB), na tentativa de ir para o segundo turno com o prefeito Neucimar Fraga (PR).   Sem escassez Quem acha que o material de campanha do vereador Zezito Maio (PMDB), candidato à reeleição, é de encher os olhos, não viu o do tucano Luiz Emanuel Zouain, que também tenta uma vaga na Câmara. Gera inveja até aos candidatos a prefeito.    Xiiii… Em Colatina (noroeste do Estado), a batata assou para o prefeito Leonardo Deptulski (PT). Está no Judiciário a denúncia dando conta de desvios entre a Secretaria de Assistência Social, Trabalho e Cidadania, comandada pela primeira-dama Maria Júlia Rosa Chaves Deptulski, e ONG ligada a ela, a Associação das Damas de Caridade de Colatina.   Liderança No município de Barra de São Francisco, a temperatura da eleição ainda é medida de acordo com os comícios. Considerando este quesito, para os observadores Enivaldo dos Anjos (PSD) ganha disparado – nessa sexta-feira (14), até o vice-governador Givaldo Vieira (PT) foi atração -,  em comparação ao deputado estadual Luciano Pereira (DEM).    Mesmo campo Ainda no noroeste, em São Gabriel da Palha dois médicos disputam a cadeira de prefeito: o deputado estadual Henrique Vargas (PRP) e o ex-deputado e ex-prefeito Luiz Pereira do Nascimento (PP). Os dois foram alçados à política por conta da atividade profissional.    À vontade Na recepção para comemorar os 60 anos do empresário Antonio Geraldo Perovano, nessa sexta-feira (14), no Itamaraty, em Vitória, quem circulou com muita desenvoltura e cumprimentos foi o ex-governador Max Mauro (PTB).   140 toques “Aécio (Neves) vem ao Estado no dia 28, sexta-feira, vem apoiar Luiz Paulo Vellozo e Max Mauro Filho”. (Deputado federal César Colnago – PSDB – no Twitter).   PENSAMENTO: “Em política é preciso curar os males e nunca vingá-los”. Napoleão III

15/09/2012 / 0 Comments
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Morte anunciada

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  Numa fria e chuvosa noite de agosto, provavelmente sexta-feira 13, depois de assistirem a um filme com final feliz do Netflix agarradinhos no aconchego da poltrona da sala, ele lhe dá a notícia à queima-roupa, a sangue frio, sem anestesia: Sinto ter que lhe dizer, mas nosso romance chegou ao fim. Valeu enquanto durou, mas acabou. Mas vamos continuar sendo bons amigos…   Nada de novo, acontece todo dia, mas saber que muita gente já passou por isso não ameniza a mágoa. Viviam bem, ele parecia feliz, ela estava feliz; uma que outra briga e raras desavenças são efeitos colaterais comuns na vida em comum. Acontece com todos os casais, e por isso inventaram a reconciliação. O que nunca viu em nenhum fim de romance, seja na vida real ou na ficção, é data marcada, Vou embora em janeiro de 2013.   Você está me dando aviso prévio? Estamos em agosto… Estou dando cinco meses para nos adaptarmos social, emocional e economicamente. Temos contratos, eventos e compromissos agendados com antecedência… Luna permanece muda, sem conseguir digerir a notícia e encarar o abalo, como ele diz, emocional e econômico. Seis anos de vida a dois levam a compromissos a dois, e a agenda comum tem programação até… dezembro!   Nada tendo a declarar, tal seu espanto, Luna pega a camisola e a escova de dentes e vai dormir no quarto de hóspedes. Quer dizer, passar a noite, porque não tem como dormir. Um rompimento intempestivo já é um baque, mas com data marcada fica é pior ainda. Fica imaginando desde quando ele está analizando os prós e contras da separação, definindo a melhor data para o final infeliz, consultando a agenda para saber quando nada mais terá que ser cancelado.   Coisa de americano, organizado e detalhista demais! Luna tenta relembrar os The End dos casos de amor que conhece… A tia, a irmã mais velha, o irmão mais novo, o chefe do escritório no mês passado, duas colegas de faculdade, a faxineira da academia. Todos com finaid melancólicos, com brigas e lágrimas, mas nenhum teve a morte anunciada com meses de antecedência. Nem em novela!   Luna nasceu de cesariana, o médico mandou a mãe escolher um dia de dezembro; ela escolheu 25. Péssima ideia aniversário no natal, mas não foi a única, muita gente nasce com dia marcado. Há até quem morra no dia marcado, tipo cadeira elétrica e injeção letal. Ou doente terminal, Vamos desligar as máquinas no dia 12. Escolha outro dia, doutor, que 12 é meu aniversário; não quero ficar lembrando todo ano…   Agora ele vem com essa inovação, data pré-fixada para jogar no lixo, feito lata de conserva, Expira em janeiro de 2013. As bactérias foram informadas? Deviam exigir data de validade para os casamentos também. Luna acorda sem ter dormido e ele já está na cozinha passando o café, com cara de quem dormiu a noite toda. Fiz seu mingau de aveia, diz, e sentam para a primeira refeiçao da moratória de seu amor, discutindo qual a melhor data para pôr a notícia no Facebook.

15/09/2012 / 0 Comments
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Perdão, meritíssimos!

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  Algumas das lembranças mais fortes que tenho dos juízes em minha infância e adolescência estão no espaço geográfico onde cresci, num vale formado por dois rios, na encosta oriental da serra do Caparaó, sob a guarda do Pico da Bandeira.    Ali chegaram os primeiros bandeirantes vindos das minas gerais em busca do mar (até hoje eles parecem procurar o mar) e fincaram acampamento, depois um rancho e em torno dele cresceu uma vila, depois a cidade que, reza a tradição oral, levou o nome de uma alegre cadela que caçava nas densas matas da região.   Mais tarde, no final do Século XIX e início do Século XX (quando os negros libertos não se submetiam aos caprichos dos fazendeiros e, a dar lucro aos seus antigos donos, preferiam gozar da liberdade reconquistada, exceto aqueles que se submetiam porque não conseguiam ver outro horizonte), chegaram colonos europeus, dentre eles um grande número de espanhóis, inclusive minha avó, que no navio do qual desembarcaram no porto de Itapemirim conheceu meu avô português.   Lembro do juiz que era pai de um colega meu de escola, o Sérgio. Passava uma imagem muito gostosa para todos nós. Morava numa casa “muito boa”, mas que hoje ainda está lá e percebo que, na verdade, era bem simples. Caminhava todos os dias de sua casa, perto da Praça da Maçonaria, até o fórum, que funcionava no andar de cima do prédio da prefeitura, no mesmo lugar onde o Executivo localiza-se até hoje. Era o tipo do juiz do povo.   Eu era bem menino nesse tempo e não tinha noção da complicada situação política que vivia o  Brasil. Na adolescência, já tive outras impressões. Lembro do primeiro júri que assisti e fiquei impressionado com o embate entre o advogado e o promotor, que resultou na absolvição de um filho que havia matado o próprio pai violento com a família. E o juiz era aquela figura pendular, que conduzia a reunião de julgamento.   Depois, lembro também do dia em que “seu” Antônio Lemos deu “abrigo político” ao Rachid Abdalla, o nosso homem d´A Voz da Cidade, em seu gabinete de prefeito, diante da ordem do juiz da época, um homem autoritário, bem nos moldes da ditadura, de prendê-lo por causa de um comentário com teor crítico. Não me lembro exatamente a causa, mas imagino que não tenha sido nada que justificasse a atitude, pois o Rachid nunca foi dado a comportamentos de confronto com autoridades constituídas.   E, depois, outra lembrança foi do juiz que, no auge da tentativa dos jovens de se liberarem da repressão, viesse ela de onde viesse, baixou uma portaria proibindo os namorados de se beijarem em público. O ardor da juventude, pelo jeito, incomodava (se não invejava) profundamente as carolas damas, muitas solteironas, na tradicional sociedade católica de minha cidade.   O tempo passou e eu nem imaginava que um dia pudesse penetrar o mundo das leis, como um forasteiro. Quem me atentou para isso foi o cacique Rogério Medeiros, em recente contato, e me fez pensar. Realmente, o mundo jurídico surpreende. O vetusto Palácio da Justiça, de onde o cidadão comum sempre quis passar distante, abriu-se para uma incomum movimentação de gente de todas as classes sociais e não apenas dos “poderosos” donos do capital com seu “poder” de controlar os poderes republicanos  e decidir sobre a vida e a morte dos comuns.   E, na semana que passou, recebi mais uma lição, ao participar de palestras de um primeiro encontro nacional de juízes da família, que, perdoem-me os organizadores, foi um retumbante fracasso de audiência, mas um estrondoso sucesso de ideias. Eu, cidadão comum, não versado no mundo das leis, fiquei fascinado com tudo o que eu vi, notadamente, a disposição dos magistrados de aproximarem o Direito do comum do povo, como gosta de dizer o atual presidente do Judiciário capixaba.   Surpreende-me, e eu já não deveria ter esse tipo de reação, a própria ignorância dos veículos de comunicação com o que está acontecendo. Mas é natural que, numa sociedade do espetáculo, onde os valores voláteis não se fundam, a mídia se comporte dessa forma. O que não compreendo é como nós, jornalistas, pretensos formadores de opinião, nos conformamos com esse tipo de coisa.   Tivéssemos nós o senso crítico de analisar fatos que ocorrem à margem da pauta dos editores e teríamos a chance de contribuir para mudar o estado de coisas, que parecem surpreender quando entornam, mas que trazem sempre o mesmo do mesmo. Nada novo, a não ser os atores de remakes de velhos filmes sociais, políticos e econômicos.   Vi, no encontro de juízes, que daria páginas e mais páginas dos grandes jornais (se não estivesse a própria família no centro de uma infame e (quase) inconsciente campanha de completa desarticulação, sem perceber a própria sociedade que está se destruindo por dentro, ao minar as células, que compõem seus tecidos, que formam os seus órgãos e, por fim, o corpo social), importantes exemplos de que nem tudo está perdido.   Encontrei magistrados despidos de suas togas, revelando-se na plenitude de sua humanidade, cortando na própria carne, ao defenderem, em contradição à doutrina das academias, por exemplo, que o que não está nos autos está, sim, no mundo, assim como nós deveríamos compreender que o que não está na pauta está, também, na ordem do dia, e não nos conformarmos em apenas cumprirmos com nossa obrigação burocrática de meros reprodutores da opinião dos que controlam todos os poderes da sociedade, até o poder de nos fazerem acreditarmos que somos nós, e não eles, os formadores de opinião.   A sociedade precisa redescobrir os juízes de pele e osso, os “pardais”, como ilustrou a coordenadora do encontro, ela mesma uma surpreendente magistrada com histórico de uma trajetória própria de construção de sua estrutura ética humana holística, e reconhecer-lhes o verdadeiro valor. Não, eles não são “pardais” em contraste com os “curiós” das gaiolas de ouro. Eles cantam numa outra dimensão, que somente a

15/09/2012 / 0 Comments
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Joga pedra na Geni

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  Em meio a um processo eleitoral em que 13 deputados tentam a sorte em busca de prefeituras do Estado, na Casa, os parlamentares que ficaram fora da geopolítica ou que desistiram da disputa em nome dela tentam defender o plenário do apedrejamento da “opinião pública”.    Diante da impossibilidade ou falta de vontade de voltar seu foco para os escândalos nos braços remanescentes do arranjo institucional que vigorou no Estado no governo passado, a “opinião pública” se volta para o bom e velho discurso de que é preciso moralizar a Assembleia.    José Esmeraldo (PR) vem chamando a atenção para a responsabilização do secretario de Estado de Justiça, Ângelo Roncalli, no escândalo de corrupção no Iases, diz que tem cópia do inquérito, diz que a coisa é muito mais profunda, diz muita coisa. Mas apenas a falta de quorum é destaque nos jornais.    A presidente da Comissão Especial dos 11.98%, deputada Luzia Toledo (PMDB), vai para a tribuna e reclama que não consegue marcar uma audiência com o governador Renato Casagrande para resolver um impasse que já se transformou em um problema político entre os poderes, mas isso também não é notícia.    O líder do governo, Sérgio Borges (PMDB), chama os deputados à responsabilidade, dizendo que é preciso que os deputados cumpram sua função constitucional de fiscalizar os atos dos demais poderes, denuncia o salário muito acima do teto no Ministério Público Estadual (MPES), mas a imprensa acha que ele está martelando a mesma tecla.    A impressão é que apesar de todo o esforço do deputado Thedorico Ferraço (DEM) em fortalecer o Parlamento, fica evidente que o deputado Sérgio Borges está coberto de razão quando diz que a Assembleia continua sendo a “Geni” dos poderes. Será que as lentes só conseguem focalizar o Legislativo? Não seria hora de ampliar essa visão? 

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Estrelinhas: no sobe e desce dos candidatos a vereador, Cariacica lidera alterações

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  A três semanas das eleições, o número de eleitores indecisos vai se reduzindo. Essa definição já se reflete no quadro de estrelinhas, que registrou nos últimos dias um sobe e desce de candidatos que disputam as câmaras dos quatro maiores colégios eleitorais da Grande Vitória: Serra, Vila Velha, Cariacica e Vitória.   Na atualização deste sábado (15), a corrida pela Câmara de Cariacica foi a que registrou mais alterações. A coligação Avança Cariacica (PSL / PTN / PSC / PR / DEM / PSDC), que até o levantamento da última quarta-feira (12) tinha chances de fazer de um a dois candidatos, agora faz apenas uma cadeira. Queda idêntica sofreram as coligações Cariacica Pode Mais (PTB / PRTB) e Por Uma Cariacica Melhor (PRN / PMN).   A briga em Cariacica também se acirrou com o crescimento de alguns candidatos. Ozeias (PV), por exemplo, entrou na briga com Lelo Couto e Wellington Silva, ambos do PV, pelas duas vagas que a coligação PHS/PV deve fazer.    Outro que cresceu foi Dr. Iran, do PCdoB, que na última atualização não aparecia e agora aponta como favorito ao lado dos colegas de partido Mano e Comandante Siqueira.    Na coligação PP/PTC também houve alterações. César (PTC) aparece com três estrelas e disputa voto a voto com Léo do Iapi (PP) e Walter Santório. Muitos candidatos que antes não tinham chances, nesta reta final, aparecem com duas estrelas e podem crescer ainda mais nas últimas semanas.    Queda do PT   Embora alguns leitores tenham questionado a atualização da última quarta (12), que registrou “encolhimento” do PT em Vila Velha – fazia de um a dois candidatos e agora só faz um -, o isolamento do candidato a prefeito João Batista Babá diminui significativamente o voto na legenda petista, que historicamente sempre recebeu boa votação.   Beneficiado pelo encolhimento do PT, o PSDB, que não tinha chances de fazer assento, passa a figurar com postulante a fazer uma vaga na Câmara de Vila Velha. Na sigla que não está coligada com outros partidos, destaque para os tucanos Dr. Zé Mota e Rogério Cardoso, ambos com três estrelinhas.    Lembramos que nesta segunda-feira (17) publicaremos as atualizações no quadro de prefeitos dos 78 municípios capixabas. Com relação à corrida para as câmaras, a próxima atualização sai na quarta-feira (19).    Entre agora mesmo no quadro de estrelinhas e confira as chances do seu candidato. 

15/09/2012 / 0 Comments
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Testemunha compromete ex-prefeito Ronaldo Prudêncio e a deputada Aparecida Denadai

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  Contradições nos depoimentos de uma testemunha podem complicar a vida do ex-prefeito cassado de Santa Leopoldina (região serrana do Estado), Ronaldo Prudêncio, e da deputada estadual Aparecida Denadai, ambos do PDT, que são alvo de uma investigação pelo suposto abuso de poder econômico e político nas eleições de 2010. O processo caminha para ser julgado pelo plenário do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-ES).   Em depoimento prestado no início dessa semana, o líder comunitário Silvio Alves de Assis voltou atrás nas declarações prestadas à Polícia Federal sobre o pedido de votos de Prudêncio em troca de apoio político aos candidatos apoiados pelo então prefeito naquele pleito. Agora, ele afirma que não entendeu nos diálogos com o chefe do Executivo municipal que a realização de uma obra da prefeitura em sua propriedade estava condicionada à votação.   Silvio Assis alegou que a obra “prometida” (colocação de manilhas em sua propriedade) sequer foi realizada, o que afastaria qualquer vinculação entre a realização e o voto da família. No entanto, a testemunha havia afirmado à PF, em depoimento prestado em outubro de 2010, que o então prefeito havia assumido o compromisso de fazer a obra após as eleições, devido à fiscalização da promotoria no município.   No depoimento desta semana, Silvio Assis citou a tentativa de contato com o vereador do município, Janiço João Vervloet, o Silvio do Açougue (PDT), flagrado em escutas telefônicas pela PF, para interceder junto ao então prefeito. A testemunha desejava o apoio do edil para “reforçar junto ao prefeito seu pedido de realização da obra”.   Em outro momento do novo depoimento, o líder comunitário afirmou que não sabia quais candidaturas eram apoiadas por Prudêncio. Ele ficou sabendo, posteriormente, que uma das candidatas era a deputada estadual Aparecida Denadai (PDT). No depoimento à PF, a testemunha também havia declarado conhecimento do apoio do então prefeito à parlamentar.   Na denúncia, o Ministério Público Eleitoral (MPE) sustenta que o ex-prefeito e a deputada cometeram abuso do poder político e econômico durante o pleito. Uma das alegações é de que o então prefeito teria se utilizado do cargo à frente da prefeitura para conquistar votos para a então candidata. Durante as investigações da Operação Moeda de Troca, Aparecida teria intercedido a favor de empresários acusados de fraudes em licitações.   Os autos da Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE 411842) tramitam desde dezembro de 2010. O relator do caso é o desembargador Anníbal de Rezende Lima, corregedor-geral do TRE/ES. Caso sejam condenados, a dupla pode ficar inelegível, além de a pedetista perder o mandato.

15/09/2012 / 0 Comments
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Lei Orgânica de Segurança Alimentar e Nutricional completa seis anos

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  A Lei Orgânica de Segurança Alimentar e Nutricional (Losan) – nº 11.346 – completa seis anos neste sábado (15). Foi ela que criou o Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sisan) e reforçou a formulação e implementação de políticas para assegurar o direito humano à alimentação adequada. No Espírito Santo, porém, populações tradicionais ainda vivem sem alternativas de subsistência e em permanente estado de insegurança alimentar.    Essa situação foi oficializada durante o 1º Encontro Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional da População Negra e dos Povos e Comunidades Tradicionais, realizado em setembro de 2011, mas ecoa até os dias de hoje entre as comunidades, sobretudo quilombolas e indígenas.   Na ocasião, foi constatado que discutir a segurança alimentar dessas populações ao mesmo tempo em que se promove a ocupação de suas terras era incoerente. Entretanto, de lá pra cá, pouco mudou.   Além da forte pressão sob as terras já reconhecidas como tradicionais, os quilombolas e indígenas continuam ilhados e com suas terras e as águas que cortam a região contaminadas.   Organizado pelo Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), o encontro realizado em 2011 revelou que a desigualdade racial aparece como um fator preponderante de geração de insegurança alimentar e que, portanto, contribui para definir o quadro de vulnerabilidade socioeconômica da população negra e dos povos e comunidades tradicionais.   Historicamente, essas populações foram excluídas das políticas públicas, inclusive após a ocupação de suas terras por posseiros e empresas. No Espírito Santo, a Aracruz Celulose (Fibria), empresas ligadas ao cultivo da cana-de-açúcar e posseiros são responsáveis pela ocupação de terras tradicionais no Estado.   Para especialistas, grupos sociais como as comunidades tradicionais são mais vulneráveis, requerem ações e programas diferenciados, o que  ainda não foi efetivado nas regiões capixabas.    Sancionada em 2006 pelo então presidente Lula, a Lei nº 11.346 levou o governo a lançar o primeiro Plano Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional. Desde então, 23 estados e o Distrito Federal aderiram ao plano e atualmente estão em processo de elaboração dos planos estaduais de segurança alimentar e nutricional. A meta é chegar a todos os estados e ao menos a 60% dos municípios até 2015.

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Max Filho deve radicalizar com Rodney visando segundo turno

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  A disputa eleitoral em Vila Velha segue indefinida neste último mês de campanha e o cenário aponta para um endurecimento dos discursos,  sobretudo dos nomes cotados para o segundo turno. O prefeito Neucimar Fraga (PR) consolidou seu crescimento e parece ter carimbado o passaporte para a nova fase, o que deixa a disputa radicalizada entre Max Filho (PSDB) e Rodney Miranda (DEM).    Embora os números das últimas pesquisas no município sejam questionados pelos meios políticos locais, o candidato do DEM pode conseguir, por meio de uma manobra conhecida de criação de balão de ensaio, ao lado do ex-governador Paulo Hartung (PMDB), ameaçar a segunda colocação de Max Filho.    Por isso, a tendência é de que o tucano radicalize a disputa contra Rodney. Esse caminho deve se dar pela tentativa de desconstrução da imagem de bom gestor na área da segurança que Rodney tenta emplacar no município. A expectativa é de que o tucano passe a mostrar a artificialidade dessa imagem que o demista construiu quando estava à frente da Secretaria de Segurança do Estado.    Já o demista pode ganhar um reforço bem mais efetivo do que a declaração do ex-governador Paulo Hartung. Os comentários no município são de que a mágoa do deputado Hércules Silveira (PMDB) com a manobra que o tirou da disputa deste ano, aos poucos, estaria se abrandando e ele vai declarar apoio a Rodney.    A dúvida dos meios políticos é se, a essa altura da eleição, o apoio de Hércules vai surtir algum efeito sobre a campanha de Rodney, até porque não se sabe qual a capacidade de transferência de votos do peemedebista. 

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EntrevistaVictor Gentilli

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Renata Oliveira e Rogério Medeiros    “Às vezes, a única coisa verdadeira num jornal é a data” Luis Fernando Veríssimo    Victor Gentilli está no Espírito Santo desde o início da década de 1980. Passou pelos jornais A Gazeta e A Tribuna. Desde esta mesma época, leciona no curso de Jornalismo da Universidade Federal do Estado (Ufes) e não deixa de acompanhar o dia a dia do jornalismo capixaba. Mas se diz triste com a falta de informação no Espírito Santo.    Para o professor, os veículos de comunicação a partir de alguns episódios recentes adotaram um processo de autocensura que contribui para a despolitização da população, o que afeta o processo político no Estado.    Gentilli fala sobre a formação dos novos jornalistas, o compromisso dos jornais com grupos políticos e a falta de aprofundamento e reflexão das grandes questões do Estado que, para ele, precisam de esclarecimento. Confira a entrevista com o professor Victor Gentilli.      Século Diário– Professor fale um pouco sobre a sua trajetória, sua carreira como jornalista e professor.   –  Eu sou paulista, entrei em redação em 1975, lá em São Paulo. De 1979 a 1981 trabalhei na sucursal do Globo, em São Paulo, e me reportava a Estela Lastemaster. E quando vim para o Espírito Santo, a Estela disse: “Olha a referencia ali é Rogério Medeiros”. E depois fui saber que ela era mulher de Claudio Bueno Rocha, e fiquei indignado quando Francisco Aurélio Ribeiro deu o nome de Metrópoles ao antigo cinema Claudio Bueno Rocha. Quer dizer, você cria um negócio, faz a homenagem e vem alguém e desfaz. Em 1982 eu vim para cá, fui para a universidade, continuei trabalhando em jornal, Gazeta e Tribuna, e a partir de 1989 voltei para São Paulo para fazer mestrado e doutorado, entrei na vida acadêmica, da pesquisa. Acompanhei a criação do Observatório da Imprensa, com Diniz, em 1996, 97. Hoje estou na vida acadêmica, mas eu sou jornalista, penso como jornalista,  leio jornal como jornalista e a minha cabeça é essa. Hoje sou pesquisador, mas o meu objeto de pesquisa é o jornalismo e a relação do jornalismo com a política, a sociedade, a economia. Aliás, é importante dizer quem é que financia a campanha e o que significa financiar a campanha, qual o preço desse financiamento, isso é fundamental, é jornalismo.      – Temos um processo político no Espírito Santo muito complicado, de certa forma antidemocrático, com uma interferência muito grande na vida dos partidos, das lideranças políticas. Hoje estamos em um processo eleitoral com o ex-governador Paulo Hartung (PMDB) tentando manter o controle político com a aceitação do atual governador Renato Casagrande. Como o senhor analisa esse processo?   – Quando vocês me ligaram para marcar a entrevista e disseram que o tema seria política, eu alertei que eu não era uma pessoa muito boa, porque eu só sei isso lendo jornal. E lendo jornal a gente não fica bem informado porque os jornais hoje infelizmente são muito pouco esclarecedores. O Espírito Santo tem problemas graves, grandes questões a serem discutidas, seja em nível estadual e nacional, que não se sabe. Acho que vou falar mais de jornalismo do que de política, mas sempre vinculando uma coisa a outra. Algumas coisas me chamam a atenção. Por exemplo, os jornais passaram meses falando em royalties, nunca explicaram como isso funciona e nunca foram ver os municípios, como isso se opera, enfim, não fizeram jornalismo. Eu perguntava para as pessoas, perguntava para aluno, aluno que lê jornal, se sabiam o que era isso e não sabiam. Todo mundo brigando, manifestação, mas e daí? Ninguém sabe como é isso. Aí apareceu o Fundap (Fundo das Atividades Portuárias). O Fundap é uma caixa-preta. Eu via o Fundap dois, três meses na capa do jornal e ninguém abria aquela caixa-preta. Quem são os fundapeanos? Como é que funciona? O que é isso de você ter uma isenção fiscal que era de 12%, e aí igualou para 4% para todo mundo? Então, o Fundap não vai acabar, vai acabar é o ICMS, e baixando o ICMS, a receita do Fundap vai diminuir. Alguém foi nas empresas perguntar se elas iriam embora? Coisas banais do jornalismo. É terrível você estar em um lugar e não ter conhecimento das coisas daquele lugar.   – Em relação ao posicionamento de parte da imprensa, temos uma situação interessante no Estado, em que nos oito anos do governo de Paulo Hartung não vimos uma crítica sequer sobre sua atuação, como se o governo fosse perfeito. Como o senhor vê isso?   – Isso é grave. E mais grave do que isso, é como isso foi operado e vendido. O que é política? A política é a mediação de conflitos. Se você não esclarece quais são os conflitos em jogo, quais são os interesses disputados, você não tem governabilidade. A governabilidade só faz sentido se você permite que os interesses apareçam às claras. As pessoas não sabem quais são os interesses em jogo. Se você tem uma unanimidade na Assembleia que dura cerca de 10 anos, essa unanimidade é péssima. Cada deputado é representante de um conjunto de interesses e esses interesses conflitam e todo mundo adere. Como funciona essa adesão? O que leva a você ter uma adesão nessa dimensão? E essa adesão inclui a imprensa, o Ministério Público, várias outras instituições.   – E o quão prejudicial é essa falta de informação para a população?   – É triste ver isso. Na campanha da Dilma, o horário eleitoral foi altamente despolitizado. Essa campanha, eu vejo pouco, algumas coisas aparecem no horário eleitoral gratuito e você tem pequenos bastidores e a imprensa cobre o bastidor. O Luciano (Rezende) pode ter assediado o Psol, como se ninguém soubesse que a estratégia do Luciano é chegar ao segundo turno e todo mundo faz tudo para alcançar o seu objetivo na política. Essa é a normalidade e é isso que precisa ser dito, precisa ser esclarecido. Se a gente não tem uma

15/09/2012 / 0 Comments
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Verdes por fora, cinzas por dentro

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  Na esteira da Rio+20, nove em cada 10 candidatos que disputam as eleições deste ano já aprenderam que é de bom tom adotar o chamado “discurso verde”. Sempre que têm uma oportunidade, os candidatos recorrem ao vocabulário considerado ambientalmente correto para tentar conquistar mais um voto. Algumas expressões já viraram verdadeiros clichês: cidades sustentáveis, diminuição das emissões de carbono, transporte alternativo, energia limpa e por ai vai…   Na teoria, fica fácil “ser verde”, mas na prática percebemos que o tom dos candidatos está mais para o cinza opaco. Isso ficou bem claro no convite que a Associação de Amigos da Praia de Camburi (AAPC) fez a três dos seis candidatos que disputam a prefeitura da Capital.    A entidade decidiu chamar Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB), Iriny Lopes (PT) e Luciano Rezende (PPS) para debaterem, junto com os frequentadores da Praia de Camburi, os problemas ambientais que afetam a região norte da cidade. Ficaram de fora, pelos critérios da entidade, os candidatos Gustavo De Biase (Psol), Montalvani (PRTB) e Edson Ribeiro (PSDC). Uma pena, porque quanto mais ampliar esse tema, melhor.    Segundo o presidente da AAPC, Paulo Pedroso, até esta sexta (14) nenhum dos candidatos confirmou presença no debate. O tucano Luiz Paulo foi o único que respondeu ao convite, mas alegou “agenda cheia”. Iriny e Luciano, por enquanto, não disseram nem sim nem não.    Não sabemos se é do conhecimento dos candidatos, mas a AAPC é uma das entidades mais atuantes da cidade. Puxados por Pedrosa, os ativistas da ONG têm feito muito barulho para tentar chamar a atenção das autoridades sobre os problemas ambientais que afetam a qualidade de vida de moradores e frequentadores da Praia de Camburi.    O debate é uma oportunidade para os eleitores conhecerem quais são os planos dos candidatos para a região, que hoje é a mais populosa da cidade. Mesmo sabendo que Camburi representa um significativo quinhão de votos, já que em época de eleição eles entendem melhor essa linguagem, os candidatos ficaram reticentes em aceitar o convite.    Eles devem ter crescido os olhos nos votos, mas ainda estão ponderando se as perguntas que serão feitas pelos próprios frequentadores valerão o risco.    A entidade, para quem não sabe, tem como um dos seus principais desafios combater a poluição quem vem da Ponta de Tubarão, causada pela ArcelorMittal e Vale. Mais recentemente, a ONG passou a questionar também a dragagem de areia da Praia de Camburi, outra agressão ambiental que vem destruindo silenciosamente aquela que já foi um das mais belas praias do litoral capixaba.    A sabatina está marcada para o próximo dia 30 e está prevista para acontecer nas areias da Praia de Camburi, na altura da Ilha do Socó. A proposta de fazer o debate in natura deve ter sido uma estratégia da entidade para pôr os candidatos em contato com a realidade. Uma chance imperdível para eles tentarem mudar a cor interna do cinza opaco para o verde esperança.

14/09/2012 / 0 Comments
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