A atualização do quadro de estrelinhas desta quarta-feira (12) registrou alterações importantes na corrida a vereador em Vila Velha. A coligação Vila Velha Sustentável (PMN/PV), que não aparecia na última atualização, surge agora com a possibilidade de fazer um candidato. A coligação trás Arnaldo Borgo e Levi Aguiar, ambos do PMN, como favoritos com três estrelinhas. Outra coligação que passou a figurar no quadro de estrelinhas é a Avança Vila Velha (PP/PTC), que tem chances de fazer de 1 a 2 assentos na Câmara vilhavelhense. Robinho PM (PTC) e Marcos Rodrigues (PP) são os candidatos que, neste momento, aparecem com mais chances. Enquanto algumas coligações registram crescimento em Vila Velha, o PT, que no primeiro levantamento tinha chances de fazer duas vagas, agora só faz uma. A queda se explica, em parte, pelo isolamento do candidato a prefeito do PT, João Batista Babá. Na Capital, três candidatos a vereador avançam e se consolidam com favoritos na corrida à Câmara de Vitória. Na coligação PDT/PMDB/PSDB, o candidato Zezito Maio (PMDB) disparou na frente com quatro estrelinhas, assim como o socialista Sérgio Sá, da coligação PSB/PSD; e Fabrício Gandini (PPS), que também aparece com quatro estrelas na coligação PTN/PPS/PHS. Ressaltamos que Século Diário só avalia as chances dos candidatos a vereador dos quatro maiores municípios da Grande Vitória: Cariacica, Vitória, Vila Velha e Serra. A atualização do quadro de estrelinhas para vereador sempre acontece às quartas e aos sábados. Já a atualização para prefeito, que avalia as chances dos candidatos que disputam as eleições nos 78 municípios capixabas, ocorre às segundas-feiras. Importante: fizemos modificações no sistema para permitir o acesso ao quadro de estrelinhas dos navegadores Safari e Firefox
Fazenda em Montanha é ocupada por integrantes do MST
Famílias do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), 130 ao todo, ocupam a Fazenda Palmeiras, em Montanha (extremo norte do Estado), desde essa segunda-feira (10). Elas já estavam acampadas na área do Assentamento Adriano Machado, aguardando serem assentadas. A fazenda pertence à família Simão, tradicional na região, que segundo o MST, detêm terras em diversos municípios do Estado, utilizando-as para pecuária extensiva. “A ocupação é uma das ações mais importante que o MST realiza desde seu surgimento, pois expõe as contradições da questão agrária”, enfatizou Adelso Lima, da direção estadual do MST, pontuando que a propriedade, como diversas outras no norte e noroeste do Espírito Santo, seria transformada numa grande plantação de eucalipto, principalmente para fornecer à Aracruz Celulose (Fibria). No dia da ocupação, pistoleiros encapuzados e fortemente armados abordaram diversas pessoas que seguiam em direção à área, mas segundo os sem terra, eles continuam resistentes na região. O protesto, sobretudo, questiona a forma utilizada para “modernizar” o latifúndio improdutivo na região por monocultivos. O MST aponta que a região vem sendo tomada pela monocultura de cana-de-açucar e de eucalipto, impedindo a democratização da terra e a geração de emprego e renda para as famílias do campo, “A ocupação de terra continua sendo uma forma de luta atual e necessária para exigir a reforma agrária, já que expõe que os locais onde há concentrações de terra e população disposta a lutar por ela”, salientou Adelso. Segundo ele, o extremo norte capixaba está entre as regiões com maior índice de concentração fundiária no Espírito Santo e, consequentemente, é uma região que concentra um grande número de famílias sem terra.
Portaria recomenda que prefeitos implementem Plano de Resíduos Sólidos
Uma portaria conjunta assinada pelo Ministério Público Estadual (MPES) e Tribunal de Contas do Estado (TCE) recomenda aos gestores municipais públicos a implementação da lei que institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos. O documento formaliza o que é preciso colocar em prática, como o Plano de Gestão de Resíduos Sólidos. A portaria prevê ainda a contratação e gestão de serviços de limpeza urbana, implantação de coleta seletiva e de sistemas de compostagem, além do acompanhamento e fiscalização dos contratos. O prazo dado pelo governo federal para que os municípios se adequassem à Política Nacional de Resíduos Sólidos acabou no mês passado, sem que metade dos municípios brasileiros cumprisse as medidas previstas. No Espírito Santo, a situação não é diferente e nenhum dos principais municípios da Grande Vitória apresentou o plano. O atraso, porém, é minimizado em Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) assinado como o Ministério Público Estadual. Segundo técnicos da área no Estado, o atraso na elaboração de um plano para o manejo dos resíduos sólidos e a intervenção do MPES, por meio da assinatura de um TAC, deve-se ao atraso do próprio governo federal para apresentar um Plano Nacional que norteasse e subsidiasse a captação de recursos para os planos municipais. Com o acordo, os municípios de Cariacica, Fundão, Guarapari, Serra, Vila Velha, Vitória e Viana deveriam adotar medidas para corrigir, minimizar, neutralizar e prevenir degradações ambientais causadas pela destinação inadequada de resíduos sólidos, seguindo as diretrizes do Plano Nacional de Gestão dos Resíduos Sólidos. Mas mesmo sem prazos tão rígidos, os resultados são inexpressivos. No caso de Vitória, a informação é que o município possui duas associações de catadores ativas, conta com pontos fixos de entrega voluntária do lixo seco, e possui a coleta seletiva. No entanto, a expectativa de uma coleta seletiva que cubra 100% do lixo gerado na cidade ainda é um sonho distante. A informação é que o plano, até 2016, prevê a coleta seletiva na Região 5, que abrange alguns bairros de Vitória, como a Praia do Canto. Nos demais municípios envolvidos no acordo, a situação é semelhante. Em Vila Velha, o município vem ampliando gradativamente a coleta seletiva, iniciada em 2010. O município também implantou um ponto de descarte voluntário, chamado de ponto fixo, para a coleta seletiva na Praça de Araças. A previsão é que sejam implantados pontos na Praça Duque de Caxias, no Centro e na Praça de Coqueiral. Já em Cariacica, a informação é que um Plano Municipal de Coleta Seletiva é elaborado com o Ministério do Meio Ambiente. O projeto, porém, esbarra na falta de verba para ser colocado em prática. A Secretaria de Serviços da prefeitura da Serra informou que a elaboração do Plano Municipal de Resíduos Sólidos está em processo de licitação. A portaria é assinado pelo subprocurador-geral de Justiça do MPES, Josemar Moreira, e o presidente do Tribunal de Contas, Sebastião Carlos Ranna.
Definição sobre julgamento da Operação Naufrágio é retirada de pauta no Supremo
A definição sobre o julgamento da ação penal da Operação Naufrágio, maior escândalo do Judiciário capixaba, voltou à estaca zero. Nessa terça-feira (11), a 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) retirou de pauta o processo que vai definir a instância que vai processar o caso. Mesmo com a descida dos autos para o Tribunal de Justiça do Estado (TJES), o julgamento depende da análise sobre o eventual impedimento de 14 dos atuais 26 atuais desembargadores capixabas. De acordo com informações do STF, a retirada da ação ordinária (AO 1687) seguiu uma indicação da relatora do caso, ministra Carmen Lúcia – que passou a integrar a 2ª Turma do tribunal. A posição da ministra foi acompanhada por maioria de votos. O ministro Marco Aurélio foi o único que se posicionou contra a paralisação do julgamento, que vai aguardar a inclusão em uma nova pauta do colegiado. O caso ficou na pauta da turma por quase dez meses, sem uma definição sobre o rumo do julgamento. A inclusão ocorreu no último dia 23 de novembro do ano passado. Em 13 de dezembro, os autos do processo estavam conclusos com a relatora, porém, não houve qualquer movimentação. A demora no julgamento contribui para que o maior escândalo do Judiciário capixaba possa terminar em pizza, uma vez que parte dos crimes imputados aos 26 denunciados na ação penal pode prescrever até a conclusão do julgamento. Isso porque, após a definição do Supremo, o processo vai seguir todo o rito, desde as defesas dos acusados, convocação de testemunhas e produção de provas, até uma sentença final. Na denúncia original, o Ministério Público Federal (MPF) questionou a suposta isenção dos atuais membros da Corte capixaba no julgamento de ex-colegas que aparecem entre os 26 denunciados. O pedido foi endossado pelo então procurador-geral de Justiça Fernando Zardini, responsável pela denúncia após a descida dos autos. O Judiciário estadual chegou a começar a analisar o pedido de impedimento dos desembargadores, mas o caso foi levado ao Supremo pelo então vice-presidente do Tribunal Arnaldo Santos de Souza, em julho do ano passado. O procurador-geral da República opinou pelo acolhimento da exceção de suspeição – o que levaria o julgamento da operação policial ao próprio STF. São alvos do pedido de suspeição os desembargadores Pedro Valls Feu Rosa (atual presidente do TJES), Carlos Henrique Rios do Amaral (corredor-geral de Justiça local), Manoel Alves Rabelo, Sérgio Luiz Teixeira Gama, Maurílio Almeida de Abreu, Adalto Dias Tristão, Sérgio Bizzotto Pessoa de Mendonça, Álvaro Bourguignon, Anníbal de Rezende Lima, José Luiz Barreto Vivas, Carlos Roberto Mignone, Ronaldo Gonçalves de Souza, Fábio Clem de Oliveira e Namyr Carlos de Souza Filho.
Incêndio florestal atinge três pontos do Parque Nacional do Caparaó
Incêndios florestais já atingem 16 unidades de conservação federais, entre elas o Parque Nacional do Caparaó (Parna), que abrange o Espírito Santo e Minas Gerais. Até a tarde desta quarta-feira (12), três focos foram registrados nas áreas do parque nos municípios de Iúna, Irupi e Ibitirama, na região do Caparaó. O fogo atingiu as regiões do Parna conhecidas como Rio Claro, em Iúna; Santa Clara, em Irupi, e Rio Norte, em Ibitirama. Segundo a secretaria do Parna Caparaó, há equipes nos locais desde essa terça-feira (12), quando os focos de incêndios foram identificados. O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) informa que 21 brigadistas contratados estão na região. Destes, nove se deslocaram nesta quarta-feira (12) para a parte alta da região do Rio Claro. O incêndio nas 16 unidades de conservação federal configura o que parece ser o momento mais crítico da atual temporada de incêndio florestal no país, segundo boletim divulgado pelo ICMBio. Os casos mais graves são os dos parques nacionais da Serra da Canastra, em Minas, e do Araguaia, no Tocantins, além das UCs que ficam ao longo da BR-163 (Cuiabá-Santarém), em áreas do Pará, como a Reserva Biológica da Serra do Cachimbo e a Floresta Nacional de Jamanxim. O Parque Nacional da Chapada dos Guimarães, no Mato Grosso, também entrou na lista, vítima de três incêndios simultâneos, um criminoso e dois provocados por acidente de trânsito na rodovia que dá acesso ao parque. Além dessas unidades, há registro de incêndios florestais de nível II (médio porte) no Parque Nacional Nascentes do Rio Parnaíba, no Piauí, onde o fogo não dá trégua há mais de duas semanas. Outras dez unidades sofrem com incêndios de nível I (pequeno porte), algumas já há alguns dias e outras com focos mais recentes, como é o caso do Parna Caparaó. Como, segundo a meteorologia, não há sinais de chuva nas regiões Norte, Centro-Oeste e parte do Sudeste e Nordeste, onde se concentram as unidades de conservação em chamas, a tendência é que a situação se agrave nos próximos dias. O órgão que administra 312 UCs federais ressalta que para conter os incêndios é utilizado um grande aparato. São mais de dois mil brigadistas equipados com bombas costais e abafadores, seis aviões air tractor (que lançam água sobre o fogo) contratados para atuar nos vários pontos, carros-pipas e de transporte de tropa, além de viaturas menores para deslocamentos rápidos. De acordo com critérios técnicos que definem os níveis de complexidade de combate ao fogo, os incêndios florestais de nível I são considerados de pequeno porte. Neste caso, o combate é feito unicamente pelas brigadas da unidade. Os de nível II, médio porte, são incêndios maiores e exigem o apoio de parceiros em nível local ou regional. Já os de nível III são grandes incêndios. Para debelá-los, é preciso uma articulação de forças mais ampla, envolvendo a União, os estados e os municípios.
Hartung é novamente vetado na campanha de Casteglione
O juiz Mario da Silva Nunes Neto, da 2ª Zona Eleitoral de Cachoeiro de Itapemirim (sul do Estado), concedeu, nessa terça-feira (11), nova liminar contra a participação do ex-governador Paulo Hartung (PMDB) na campanha à reeleição do prefeito Carlos Casteglione (PT). Além do ex-governador, o deputado federal Camilo Cola (PMDB) também não pode aparecer no material de campanha do prefeito. Embora o juiz do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), Marcus Felipe Botelho Pereira, tenha suspendido a proibição anterior, o juiz local concedeu nova liminar, desta vez estendendo a proibição da participação do ex-governador em todo o material de campanha do ex-prefeito. Em 24 horas após a notificação, a coligação do petista terá que retirar do município cavaletes, placas, santinhos e demais materiais de campanha no qual Casteglione aparece ao lado do ex-governador. A decisão foi tomada com base no artigo 44 da Resolução 23.370/2011, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que dita as regras para a eleição deste ano. Segundo a regra, nos programas eleitorais gratuitos no rádio e na televisão de cada partido ou coligação poderá participar qualquer cidadão não filiado a partido político integrante de outra coligação. Para fundamentar sua decisão, o juiz destacou que assistiu à gravação de parte do programa eleitoral de Casteglione, exibida nessa segunda-feira (10), em que são exibidas imagens do ex-governador no evento de adesão à campanha de Casteglione, no último dia 3 de setembro. Na gravação, que foi reproduzida na decisão, Hartung diz no palanque de Casteglione que: “ele (Casteglione) passou os primeiros dois anos lutando muito e eu ajudando nessa luta, conseguiu deslanchar a administração nos dois anos seguintes. Está treinado e preparado para seguir em frente. A minha presença aqui é uma declaração de amor a Cachoeiro de Itapemirim. Quem acredita no trabalho de Paulo Hartung, vota em Carlos Casteglione para reeleição”. Como o PMDB de Hartung está coligado ao grupo que apoia a candidatura do deputado estadual Glauber Coelho (PR), Hartung não pode participar da campanha de Casteglione. O mesmo vale para o deputado federal Camilo Cola. O juiz entendeu, ainda, que a vedação da utilização do material no rádio e na TV não são suficientes para atender o que diz o artigo 44 da Resolução do TSE. Para garantir a lisura e equilíbrio do pleito, é necessário que todo material de campanha siga o mesmo conceito, garantindo a eficácia da proibição da propaganda irregular.
Caso Arielle: delegado volta atrás e diz que homicídio foi cometido com intenção de matar
Após a perícia realizada no apartamento de Marcos Rogério Amorim dos Santos Júnior, acusado de assassinar a namorada Arielle Martins Pardinho, na noite dessa terça-feira (11), o delegado responsável pelo caso, Fabrício Lucindo Lima, titular do Departamento de Polícia Judiciária (DPJ) de Linhares (norte do Estado), declarou à imprensa na manhã desta quarta-feira (12), que houve a intenção de matar. A afirmação do delegado demonstra a precipitação nas conclusões a que chegou após o depoimento do acusado, ocorrido na última quarta-feira (4). Naquela ocasião, o delegado declarou que, após tomar o depoimento do acusado, em que ele assumiu ter o gatilho durante o ato sexual, por acreditar que não havia munição na arma, o crime poderia ser tipificado como homicídio culposo ou com dolo eventual. Depois da perícia, o discurso mudou e o delegado, que alegou ainda faltar alguns questionamentos, passou a declarar que a tese de homicídio culposo (sem intenção de matar) está descartada, prevalecendo a de homicídio doloso (com intenção) ou com dolo eventual, que ocorre quando a pessoa assume o risco de matar. A morte de Arielle ainda é permeada de questionamentos, que só devem ser elucidados com os laudos periciais que devem ser finalizados em até 15 dias. A cena do crime foi violada pelo pai do acusado, o policial rodoviário federal aposentado Marcos Rogério Amorim dos Santos. No dia do assassinato, o pai entrou no apartamento e retirou o filho do local, levando para outra propriedade da família. Em primeiro depoimento, o pai negou a informação, mas foi confrontado com a perícia feita no veículo de propriedade dele e voltou atrás, assumindo que havia dado fuga ao filho. No dia dos depoimentos, pai e filho não ficaram detidos, sob a alegação que o acusado havia se apresentado voluntariamente e que o pai poderia retirar o filho da cena do crime naquela situação. Não pesou contra o acusado, também, o fato de o crime ter sido cometido com uma arma para a qual ele não tinha porte e que não tinha registro. A família da vítima acompanhou a perícia e declarou que vai acompanhar o desfecho das investigações. Durante o velório de Arielle, familiares dela chegaram a declarar que duvidavam da versão do acusado, já que a relação entre os namorados seria marcada por ciúmes e brigas. Os parentes de Adrielle disseram acreditar que a cena do crime tivesse sido adulterada e que o acusado poderia ser inocentado justamente por isso.
Tribunal de Contas dá parecer contra supersalários na administração pública
A inclusão de vantagens pessoais e dos chamados penduricalhos legais na composição dos supersalários na administração pública pode estar com os dias contados. É o que prevê o estudo feito pelo Tribunal de Contas do Estado (TCES), que incorpora esses valores dentro das remunerações dos servidores públicos limitadas pelo teto constitucional. A medida pode impactar diretamente os vencimentos dos membros do Ministério Público Estadual (MPES), Tribunal de Justiça do Estado (TJES) e do próprio TCE. Para o relator do estudo, conselheiro Sérgio Aboudib Ferreira Pinto, as regras para formação do teto do funcionalismo público são válidas para todo sistema remuneratório. Com isso, os vencimentos – mesmo com a inclusão de vantagens pessoais ou de qualquer outra natureza – não podem superar o subsídio de um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), hoje em R$ 26,7 mil. Entendimento que vai de encontro à composição dos supersalários nos órgãos públicos do Estado. Segundo levantamento da reportagem, divulgado com exclusividade, os supersalários atingem um a cada quatro servidores do MPES, pouco mais de um em cada dez listados no Judiciário, e atinge os membros do próprio Tribunal de Contas. Nessas instituições, apenas os valores dos subsídios e vantagens eventuais (como 13º salários, férias e adicionais) acabaram entrando na conta do teto salarial, porém, os penduricalhos são calculados à parte. Um dos efeitos é que a folha salarial do Ministério Público de agosto, única publicada até o momento, revela a presença de 84 furões deste teto sem a incorporação dos penduricalhos. Caso o entendimento fosse acolhido na contabilização desses valores, o número de membros e servidores da instituição que burlaram o teto saltaria para 360, quase 25% da folha do órgão. O mesmo ocorre no Tribunal de Justiça do Estado (TJES), que registrou 323 “furões” e não poupa até mesmo os conselheiros do TCE, que votaram à unanimidade nos termos do estudo de Aboudib. No órgão de Contas, o presidente do TCE, Sebastião Carlos Ranna, autor do pedido para elaboração do estudo, recebeu quase o dobro do permitido pela legislação. No mesmo mês, Ranna recebeu o vencimento padrão de conselheiro no TCE no valor de R$ 24.117,62 brutos (dentro do limite previsto em lei para o cargo), cerca de R$ 18,3 mil líquidos após os descontos legais. Em uma folha “paralela”, o presidente do tribunal recebeu pouco mais de R$ 20 mil líquidos – em função do pagamento de “valores eventuais”, no valor de R$ 16,5 mil, mesma quantia recebida por conselheiros aposentados e até afastados do cargo. O texto do estudo, publicado nesta quarta-feira (12), amplia a extensão das limitações do teto salarial não apenas aos membros ativos, mas também aos aposentados e pensionistas. Além dos agentes da administração pública direta, os funcionários de empresas públicas e sociedades de economia mista subsidiadas pela administração também são alçados pelo teto. Embora o governo não tenha revelado até o momento os dados salariais da chamada administração indireta, como é o caso da Companhia Espírito-Santense de Saneamento (Cesan), Banco do Estado do Espírito Santo (Banestes) e o Banco de Desenvolvimento do Estado (Bandes). O texto de Aboudib estabelece ainda o atendimento aos subtetos remuneratórios nas esferas de poder e nos três níveis de governo. No Executivo estadual, o subsídio do governador do Estado (R$ 18,6 mil brutos) é o valor máximo a ser recebido, com exceção dos procuradores do Estado e defensores públicos que respeitem ao teto dos órgãos do Judiciário e Tribunal de Contas. Nos município, o mesmo referencial é baseado no salário do prefeito – com exceção dos procuradores municipais, também beneficiadas pela controvérsia na interpretação da legislação sobre os procuradores. Na Assembleia Legislativa, nenhum servidor poderá receber mais do que os deputados estaduais – com exceção, novamente, dos procuradores da Casa. Exceções essas que acabaram virando regra tanto no Executivo, quanto no Legislativo. No governo do Estado, o maior salário é do procurador-geral do Estado, Rodrigo Marques de Abreu Júdice, que tem direito a R$ 33,2 mil brutos, mas que sofre uma retenção mensal de R$ 9 mil em média. Na Assembleia, apenas cinco servidores apresentaram ganhos superiores ao dos deputados, todos eles ficaram próximos ou dentro do teto salarial.
Código Florestal: presidente da Câmara defende aprovação de texto da comissão mista
As negociações para a votação da Medida Provisória (MP) 571/12, do novo o Código Florestal, que entrará na pauta da Câmara dos Deputados nas próximas terça e quarta-feiras (18 e 19), poderão manter a versão do texto já aprovada na comissão mista, que não agrada ao governo federal. Pelo menos é o que defende o presidente da Casa, Marco Maia (PT-RS), mesmo sob risco de vetos da presidente Dilma Rousseff. Se os vetos ocorrerem, deverão atingir alguns avanços ruralistas como a redução da extensão das faixas de mata ciliar a serem reconstituídas. É defendido, porém, que se o texto não for aprovado e a MP perder a validade, os ruralistas poderão amargar prejuízos maiores. Para os ambientalistas, o texto está longe do ideal. Classificado como um retrocesso, prevê o reflorestamento de nascentes e matas ciliares com monoculturas de frutíferas e a autonomia dos estados em definir, caso a caso, quanto os grandes proprietários devem recuperar em Áreas de Preservação Permanente (APPs). Estes e outros dispositivos, ao lado das alterações já promovidas pelo Congresso e sancionadas pela presidente Dilma, avaliam os ambientalistas, tornam a Lei Federal 12.651 (novo Código Florestal) ainda mais complacente com infratores e criminosos ambientais e quase anula sua eficácia ambiental, além de estimular mais desmatamentos. A busca por um acordo, entretanto, não avança e a pressão é para que o texto seja aprovado sem alteração ou com “alterações necessárias”, para que não haja vetos, conforme ressaltou o presidente da Câmara, Marcos Maia. Em caso de vetos, o governo terá que encaminhar uma nova proposta ao Congresso, onde já há pressão para uma votação breve na tentativa de evitar que a MP perca a eficácia. No Senado,segundo o presidente José Sarney (PMDB-AP), não haverá dificuldades para a convocação de um esforço concentrado extra para análise da matéria.
Cinema: estreias da semana
Baseado em obra psicografada por Chico Xavier, E a Vida Continua… é a mais nova produção a explorar o filão do cinema espírita – gênero ao qual se filiam Área Q (2011), Chico Xavier (2010), Bezerra de Menezes (2008), entre outros. A franquia Resident Evil está de volta com uma quinta edição. A novidade é a volta de personagens de edições anteriores. Inclusive alguns que morreram. Em pré-estreia, a comédia TED liderou as bilheterias norte-americanas já na primeira semana de exibição. O filme é o primeiro de Seth MacFarlane, criador das séries televisivas animadas Uma Família da Pesada e American Dad. O político e tenso A Rebelião é o novo filme do consagrado ator e diretor francês Mathieu Kassovitz, que se inspira no caso verídico de uma rebelião que explodiu na Polinésia Francesa em 1988. A Guerra dos Botões é doce e sensível no retrato do universo infantil, mostrando o quão lúdica pode ser uma “guerra” entre crianças de comunidades rivais. PRÉ-ESTREIA Ted (TED, EUA, 2012, 106 minutos, 16 anos) Comédia. Direção de Seth Macfarlane. Com Mila Kunis, Mark Wahlberg, Giovanni Ribisi. A história de um homem e seu ursinho de pelúcia que ganha vida por causa de um desejo de infância. Cinemark – Shopping Vitória: Sala 1. Sábado 22h e 0h20. Cine Ritz – Shopping Norte Sul: Sala 3. Sábado 21h20. DUBLADO. ESTREIAS A Rebelião (L’ordre et la morale, França, 2011, 136 minutos, 14 anos) Ação. Direção de Mathieu Kassovitz. Com Mathieu Kassovitz, Sylvie Testud, Jean-Philippe Puymartin. Em uma colônia francesa dissidentes atacam uma delegacia e fazem reféns. Cine Jardins – Shopping Jardins: Sala 1. 16h45 e 21h05. Resident Evil 5: Retribuição (Resident Evil: Retribution, EUA, 2012, 95 minutos, 16 anos) Horror. Direção de Paul W.S Anderson. Com Milla Jovovich, Ali Larter, Siena Guillory. Quinto filme da franquia de horror baseada nos games de mesmo nome. Cine Kinoplex – Shopping Praia da Costa: Sala 1 (3D). 15h, 17h10, 19h10. DUBLADO. 21h20 (LEG). Sábado e domingo 17h10 e 19h10. DUBLADO. Cinemark – Shopping Vitória: Sala 5. 12h50 e 15h05. DUBLADO. 17h20, 19h35, 21h55 (LEG). Cine Ritz – Shopping Norte Sul: Sala 4 (3D). 17h, 19h, 21h. DUBLADO. Cine Ritz Guarapari: Sala 1. 17h, 19h, 21h. Vizinhos Imediatos de 3º Grau (The Watch, EUA, 2012, 102 minutos, 12 anos) Comédia. Direção de Akiva Schaffer. Com Ben Stiller, Vince Vaughn, Jonah Hill. Grupo de pais forma uma patrulha da vizinhança só para ficarem longe de suas famílias. Cinemark – Shopping Vitória: Sala 7. 13h50, 16h10, 18h45. DUBLADO. Sexta e sábado também 23h30. DUBLADO. Sábado e domingo também 11h30. DUBLADO. Cine Ritz – Shopping Norte Sul: Sala 2. 17h30, 19h30, 21h30. DUBLADO. Sexta-feira 17h30 e 19h30. DUBLADO. E a Vida Continua… (Idem, Brasil, 2012, 100 minutos, 10 anos) Drama. Direção de Paulo Figueiredo. Com Amanda Acosta, Lima Duarte, Ana Rosa, Luiz Baccelli, Ana Lúcia Torre. Adaptação do livro homônimo escrito por André Luiz e psicografado por Chico Xavier. O encontro de Ernesto e Evelina, duas pessoas que juntam forças e esperanças para enfrentar uma vida marcada por coincidências. Cinemark – Shopping Vitória: Sala 7. 21h10. Sala 8. 13h e 18h30. O Gato do Rabino (Le chat du rabbin, França, 2011, 100 minutos, 12 anos) Animação. Direção de Joann Sfar. Com François Morel, Maurice Bénichou. Na Argélia dos anos 30, o gato de um rabino, que aprendeu a falar depois de comer um papagaio, decide se converter ao judaísmo para ficar ao lado da mulher amada. Cine Metropolis: 17h e 19h. SESSÃO CULT A Guerra dos Botões (La guerre des boutons, França, 2011, 109 minutos, 12 anos) Drama. Direção de Yann Samuell. Com Eric Elmosnino, Mathilde Seigner, Alain Chabat. Nos anos de 1960, crianças de aldeias rivais travam emocionantes batalhas nos campos do sul da França. Cinemark – Shopping Vitória: Sala 2. Terça e quinta 20h20.