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Século Diário

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Deputados cobram encontro com Casagrande sobre 11.98%

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A presidente da Comissão Especial (CE) para tratar do pagamento do retroativo dos 11,98% aos servidores da Assembleia, deputada Luzia Toledo (PMDB), reclamou na sessão desta quarta-feira (12) do fato de a comissão ainda não ter sido recebida pelo governador Renato Casagrande para tratar do assunto. O relator da Comissão, José Esmeraldo (PR), também usou a tribuna da Assembleia para reclamar da falta de atendimento do Executivo ao pleito dos deputados. O encontro com o governador foi a primeira deliberação da comissão, instalada no mês passado para buscar alternativas para quitar a dívida e dialogar com o governo, que insiste em transformar a dívida em um precatório. A CE dos 11,98% , tem como presidente a deputada Luzia Toledo (PMDB),  vice-presidente Cláudio Vereza (PT), a relatoria ficou a cargo de José Esmeraldo (PR), e os demais membros são os deputados Aparecida Denadai (PDT), Atayde Armani (DEM) e Dary Pagung PR). Além do governador, na pauta da Comissão estão encontros com o Tribunal de Justiça, Tribunal de Contas, Ministério Público e Procuradoria Geral do Estado. A ideia é que seja assinado um Termo de Conduta entre essas instituições, para que a reivindicação dos servidores da Assembleia seja atendida. Entre os servidores, a sensação em relação ao impasse é de que a questão administrativa se transformou em uma peleja política por conta das incompatibilidades recentes entre o governador e o presidente da Mesa Diretora, Theodorico Ferraço (DEM), um dos maiores defensores do pagamento da dívida. Para alguns deles, a questão do pagamento transformou os servidores em moeda de troca entre os poderes. A dívida chega ao montante de R$ 120 milhões, cerca de R$ 20 milhões a menos do orçamento total da Casa em 2012. Apesar do alto valor, os servidores estão dispostos a negociar o pagamento. Além disso, os demais poderes já foram beneficiados com a reposição.

12/09/2012 / 0 Comments
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Sons da mata

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Explorador dos ritmos e culturas populares, o compositor Jorge Mautner apresenta o show do seu mais recente álbum, Maracatu Atômico Kaosnavial, na Estação Porto, em Vitória. O disco representa o encontro do músico com o Movimento Canavial, projeto artístico que envolve cinema, música e teatro no Festival Canavial, que celebra a cultura popular da Zona da Mata Norte, em Pernambuco. O espetáculo de cores e sons será nesta sexta-feira (14).   Mautner traz para o palco, além de seu inseparável violino, o grupo Maracatu Estrela de Ouro que conta com mais de 40 Caboclos de Lança, chefiados pelo Mestre Luiz e uma orquestra dirigida pelo Mestre Zé Duda (com que interage na foto abaixo). O Estrela de Ouro é o único maracatu rural que já se apresentou na Europa. Durante a noite também haverá o lançamento do filme Maracatu Atômico Kaosnavial, de Afonso Oliveira e Marcelo Pedroso.     Nessa fusão de violino, guitarra e tambores, Mautner cria uma música-manifesto de forte influência afro-brasileira, que sempre esteve muito presente em sua vida. Ele nasceu um mês depois que seus pais tinham chegado ao Brasil fugindo do holocausto. Jorge foi criado por uma babá, Lúcia, que era ialorixá e o apresentou ao candomblé. Desde então, dedica-se a agregar elementos da cultura popular a sua arte.   Maracatu Atômico Kaosnavial é uma alusão à canção Maracatu Atômico, escrita por Jorge e seu parceiro Nelson Jacobina, que faleceu este ano depois de lutar contra um câncer por 15 anos. Os dois trabalhavam juntos desde 1970 e criaram clássicos como Lágrimas Negras, Árvore da Vida e Samba-Jambo. Maracatu Atômico foi gravada originalmente por Gilberto Gil em 1973 no álbum Cidade do Salvador e se tornou um hino pela banda brasileira de manguebeat Chico Science & Nação Zumbi, em 1996.   Conhecido como o Profeta do Kaos, Mautner começou a escrever aos 15 anos o seu primeiro livro, Deus da Chuva e da Morte (1962). A obra de estreia compõe junto com Kaos (1964) e Narciso em Tarde Cinza (1966), a trilogia hoje conhecida como Mitologia do Kaos. Ligado ao Partido Comunista, foi preso durante o golpe militar de 1964, mas logo depois liberado sob a condição de se expressar mais “cuidadosamente”.   Entretanto, seu temperamento revolucionário continuaria intenso. Em 1970, Mautner passou a se dedicar ao cinema, dirigiu o longa-metragem O Demiurgo (1970), mas foi censurado. Alguns anos depois participou do Banquete dos Mendigos, junto com outros artistas como Edu Lobo, Gal Costa, Gonzaguinha, Milton Nascimento, Nelson Jacobina, Chico Buarque, Raul Seixas. O show foi um manifesto em comemoração aos 25 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos.    Hoje com 71 anos de idade e quase 50 de carreira, merecem destaque na discografia do compositor os discos Bomba de Estrelas (1981), Pedra Bruta (1992), O Ser da Tempestade (1999), com músicas interpretadas por Gil, Caetano, Gal e Chico Science, entre outros, e Eu Não Peço Desculpa (2002), em parceria com Caetano Veloso, que conquistou o Grammy Latino.   Serviço O cantor e compositor Jorge Mautner se apresenta nesta sexta-feira (14), a partir das 20h, na Estação Porto, Armazém 5 da Codesa. Av. Getúlio Vargas, s/n, Centro, Vitória. Entrada franca.

12/09/2012 / 0 Comments
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Moradores fecham BR-101 Norte em São Mateus

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Os moradores do bairro Litorâneo, localizado em São Mateus (norte do Estado), realizam um protesto desde a noite desta terça-feira (11), com o fechamento da BR-101 que corta o município, pedindo providências para evitar que não ocorram mais atropelamentos no trecho. Nessa terça, estava marcada uma reunião entre os moradores e representantes do Departamento Nacional de  Infraestrutura de Transportes (Dnit), mas o não comparecimento do órgão governamental provocou a reação da população,     De acordo com o morador do bairro Litorâneo, Valdemir Gomes de Jesus, no domingo (9) ocorreu o atropelamento do morador Gutemberg Mariano, que morreu nesta terça-feira, o que motivou o protesto dos outros moradores na BR-101. Naquele dia, houve o comprometimento entre os moradores e o Dnit de que na terça-feira seria realizada uma reunião para definir a melhor saída para reduzir o número de atropelamentos no trecho. Até o início da tarde desta quarta (12), o ato já completava dezesseis horas. A expectativa é de que seja realizada uma nova reunião às 14 horas. Os moradores manterão a rodovia bloqueada, até que seja oferecida uma resposta pelo Dnit.    Segundo Valdemir, no trecho não havia qualquer sinalização, até que foram instados quebra-molas. A comunidade conseguiu que fosse instalado também um semáforo, mas uma norma do Dnit não permite que os dois mecanismos fiquem no mesmo trecho, prevalecendo, então, o semáforo.    Valdemir conta que o semáforo é facilmente burlado por motoristas que usam uma pista lateral. Os moradores pleiteiam a instalação de um “pardal”, mecanismo que autue motoristas que passem com velocidade acima de 40 km/h pelo semáforo.    

12/09/2012 / 0 Comments
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Hartung infla Guerino Balestrassi para disputa ao Senado em 2014

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Diante da falta de quadros em seu grupo político, o ex-governador Paulo Hartung (PMDB) cria musculatura para cacifar seu aliado Guerino Balestrassi, para que se transforme em sua aposta à única vaga ao Senado a ser disputada em 2014. A estratégia teve início com a ida de Baletrassi para o Banco de Desenvolvimento do Estado (Bandes), que lhe deu amplitude no mercado econômico.   Na eleição deste ano, Balestrassi ficou solto para atuar como interlocutor político. Alguns empresários já confirmaram a Século Diário terem sido abordados por Balestrassi, que se licenciou do banco para atuar nas campanhas. Segundo eles, a abordagem é para captar investimentos nas campanhas de alguns candidatos nos quais o grupo aposta, como o ex-prefeito de Vila Velha Max Filho (PSDB) e o vice-prefeito de Cariacica Geraldo Luiza, o Juninho (PPS).   Independentemente do êxito na campanha deste ano, os dois candidatos se transformarão em importantes cabos eleitorais em 2014 em seus municípios, o que fortalece a movimentação em torno de uma candidatura de Balestrassi ao Senado. O objetivo do ex-governador em fortalecer Balestrassi, para os meios políticos, é simples: no PMDB, o ex-governador não tem nomes para fazer frente à candidatura da deputada federal Rose de Freitas ao Senado. Entre seus aliados, Ricardo Ferraço já está na Casa e Lelo Coimbra não teria musculatura suficiente para pleitear a vaga. Balestrassi tem um perfil que se aproxima ao de Rose na questão municipalista. Ex-prefeito de Colatina (noroeste do Estado), ele já presidiu a Associação dos Municípios do Estado (Amunes) e foi vice-presidente da Confederação Nacional dos Municípios (CNM). Além disso, as vitórias que Hartung pode conseguir na eleição deste ano, sobretudo na Capital, podem se unir ao capital de Balestrassi, fortalecendo-o para a disputa.

12/09/2012 / 0 Comments
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Como nos velhos tempos

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  Assim como aconteceu no governo Paulo Hartung, o ex-chefe do Ministério Público Estadual, Fernando Zardini, mesmo na posição de procurador especial, volta à cena para mudar o curso de uma investigação. O objetivo do grupo de Zardini, que reza na cartilha de Hartung, é esvaziar as investigações da força-tarefa que apura as denúncias de corrupção no sistema estadual de internação de adolescentes em conflito com a lei (Iases).   Desde a última quinta-feira (6), quando o delegado Rodolfo Laterza entregou o relatório final das investigações ao MPES, o grupo de Zardini iniciou uma manobra para desqualificar as investigações da Polícia Civil.    Enciumado com o trabalho do delegado, que diga-se de passagem tem sido bem feito, os membros do MPES ligados a Hartung, que sempre agiram com parcialidade para atender ao jogo do ex-governador, voltaram a se movimentar para reassumir o controle das investigações.    A exemplo da época em que o MPES estava nas mãos de Zardini e Hartung era o governador, a investigação pode acabar encalacrada em uma gaveta perdida da instituição. Assim como o seu antecessor, Casagrande parece estar guinado a jogar na regra velha. Nessa regra, os membros cooptados do MPES represam os casos dos aliados que precisam de proteção e perseguem os desafetos políticos do ex-governador.    No caso da Operação Pixote, o secretário de Justiça Ângelo Roncalli, o deputado estadual Josias Da Vitória e o juiz Alexandre Farina são os próximos da fila. Com a senha na mão, eles estão na porta do MPES à espera de proteção.    Talvez o próprio Casagrande, quando nomeou Laterza para comandar as investigações, não imaginasse que o delegado, sem qualquer estrutura, conseguisse chegar tão longe e envolver nas investigações figuras importantes.    As declarações do governador, no feriado de Sete de Setembro, reforçam a manobra de blindagem. Ele deixou isso evidente ao afirmar que Roncalli permaneceria no cargo, pelo menos até que o MPES apresentasse o seu parecer sobre o caso.    Ora, com essa declaração Casagrande desqualifica o trabalho da sua própria criação, a força-tarefa, para pôr o MPES à frente das investigações. Em outras palavras, o parecer final sobre as investigações foi entregue de bandeja ao MPES, que passa a ter todas as condições para dar “um novo” encaminhamento ao caso. Provavelmente, na contramão da linha de investigação traçada pelo delegado.    Entretanto, o arranjo de Hartung, reproduzido agora por Casagrande, já não conta mais com os serviços do Tribunal de Justiça, que sob o comando de Pedro Valls, vive outros tempos.    O arranjo, agora claudicante, pode tropeçar justamente no TJES, que passa a ser a última reserva de moralidade neste Estado capaz de evitar que essa investigação não termine em pizza, assada, como nos velhos tempos, nos fornos do MPES.                 

11/09/2012 / 0 Comments
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Onde estão os marajás?

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Durante muitos anos, os servidores públicos com altos salários eram conhecidos como marajás. Parte deles não fazia jus aos polpudos vencimentos. Como consequência, a presença deste tipo de servidores revoltou a população, que chegou a eleger um presidente da República que prometia varrer do mapa este tipo de marajás.  Esse tempo já passou. Mas o advento da Lei de Acesso à Informação fez surgir uma nova figura de servidor público, os “furões” do teto salarial do funcionalismo – em alusão aos funcionários que recebem acima do limite imposto pela lei. Com a abertura dos dados salariais de todos os órgãos públicos, a população não poderá apenas acompanhar, mas também exigir que os funcionários do povo atendam a esse limite.  Apesar da resistência inicial por parte de servidores e entidades de classe, todos os órgãos da administração pública estadual abriram a caixa-preta das folhas salariais de seus membros. Para a surpresa de alguns, a divulgação revelou a existência de uma classe privilegiada de servidores, em especial, nos órgãos ligados ao Judiciário.  Em pleno século XXI, há casos de servidores que recebem quase o dobro do limite constitucional, além da existência de artifícios que garantem a incorporação de gratificações permanentes e até indenizações sobre indenizações, os chamados penduricalhos legais. Como justificar a presença de tantos benefícios, sendo que os atuais vencimentos já beiram o limite?  Chama a atenção de que um a cada quatro servidores do Ministério Público Estadual (MPES) recebeu valores acima do teto. No Poder Judiciário capixaba, a proporção é mais modesta, pouco acima de um para dez. No primeiro, há casos de um procurador de Justiça que recebeu R$ 65 mil em só mês.  Valor bem distante da realidade do trabalhador assalariado comum e até de empresários de grande porte, que dificilmente fazem retiradas de pró-labore desta magnitude. É ainda mais preocupante a simples existência de funcionários com remunerações deste tipo. Há também o caso de juízes que receberam acima de R$ 50 mil no contracheque.  O problema é que essa conta fica toda com o cidadão. Apenas o Ministério Público e o Judiciário consomem cerca de R$ 1 bilhão por ano com o custeio de pessoal. Sem contar os custos dos poderes Executivo, Legislativo e Tribunal de Contas do Estado (TCE).  Esse mesmo cidadão já rejeitou uma vez a presença dos marajás no serviço público. Será a vez dos “furões”?   A partir desta semana, a coluna passa a ser veiculada às terças-feira

11/09/2012 / 0 Comments
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Do céu ao inferno

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Tem restrição para o vereador Max da Mata (PSD/foto) na disputa à reeleição deste ano em Vitória. Ele integra a perna PSD e PSB, dentro da coligação de Iriny Lopes (PT), que tem chances de fazer de dois a três vereadores, mas falta espaço. A conta seria a seguinte: Serjão Magalhães e Sérgio Sá, do PSB, mais Max da Mata. O problema, porém, é a movimentação para que a última vaga fique com o iniciante em política Davi (PSB), filho do deputado Esmael Almeida. A estratégia, que conta com dedo do Palácio Anchieta, consiste em utilizar em favor de Davi o capital do pai, vereador por dois mandatos – com os votos dos evangélicos – e ainda do vereador Juarez Vieira, que se tornou vice na chapa de Iriny, após negociação com o partido do governador Renato Casagrande. Imagine a situação de Max: saiu da condição de quase candidato a prefeito, apresentando-se como a novidade do pleito, para ficar a perigo na disputa. Tudo isso por conta do recuo provocado após articulação para lançar o nome do ex-governador Paulo Hartung (PMDB), a quem Max presta fidelidade. Mas Hartung não entrou e o vereador se complicou. Resultado: foi do céu ao inferno.      Segue… “Secar” a candidatura de Max é bom para o PSB, que ganha mais uma cadeira na Câmara, passando a ter expressão no cenário em Vitória, e ainda para o governo do Estado. Max tem perfil independente e opositor, o que não interessa a nenhum governante. Já a jogada em favor de Davi consolida a boa relação com o deputado. É mais lucrativo agradar Esmael Almeida.    Alto custo Por falar em Casagrande, o governador tomou o caminho errado e assumiu a rede de proteção ao seu antecessor Paulo Hartung (PMDB). A lista de problemas e escândalos administrado pelo socialista, sem qualquer providência, deixa sua imagem arranhada e gera desconfiança. O governador acha mesmo que tem ombro largo para segurar o rojão? 2014 vem ai.    Alto custo II É bom que Casagrande saiba que suas ações não passam despercebidas pelos capixabas. A opinião dos leitores de Século Diário que responderam enquete sobre os motivos que fazem o governador manter no cargo o secretário de Estado de Justiça, Ângelo Roncalli, após tantas evidências de episódios de corrupção, deixa claro que Casagrande prioriza seu projeto político pessoal, e não os interesses da população.    Números De 438 votantes, 33% atribuem o fato à fidelidade do governador ao acordo firmado com Hartung. Outros 22% acham que Casagrande é inseguro para tomar grandes decisões; 22% que ele tem medo de escândalo em seu governo; 17% que o governador não quer se precipitar e julgá-lo antes, e 8% acham que é ingenuidade e falta de visão política.    Tem mais Não faz o mínimo sentido o governo anunciar como iniciativa própria a força-tarefa criada para investigar os contratos no Iases/Acadis, e na hora em que as investigações chegam a Roncalli, o mesmo governo dizer que vai esperar a interpretação do Ministério Público do Estado (MPES), para tomar alguma medida. É muita enrolação para blindar o secretário.    Perdeu ponto A frase do candidato do PPS à prefeitura de Vitória, Luciano Rezende, dizendo que a cidade precisa de um prefeito que acorde cedo, é interpretada nos meios políticos como um recado direto ao candidato que lidera as pesquisas, o tucano Luiz Paulo Vellozo Lucas. O ex-deputado federal, é verdade, gosta de um samba e de festa, mas isso não tira o mérito dele de ser um profissional respeitado e competente. Apelou.    Cadê? O vereador de Vila Velha João Batista Babá (PT), que tenta combater o voto útil e enfrenta dificuldade financeira em sua campanha, não tem recebido apoio nem de integrantes do seu próprio partido. Caso da senadora Ana Rita, que para piorar ainda tem origem no município. O que dizem é que ela nunca aparece nos atos de Babá, embora percorra municípios do interior constantemente. Ao contrário do deputado estadual Cláudio Vereza, que está colado com o vereador.    Sei não… O que faria o Uno placa MRY-9774, de Conceição do Castelo (sul do Estado), caracterizado como da Vigilância Sanitária da Secretaria de Saúde, nesse domingo (9), final de feriadão, trafegando pela BR- 262, em Cariacica, por volta das 14horas, com um condutor e três passageiras, e ainda complicando o trânsito?    140 toques “Paratletas superam ouros! E os da Olimpíada? E os do futebol, heim???”. (Deputado estadual Cláudio Vereza – PT – no Twitter).   PENSAMENTO: “Em política só pode o que pode e só pode quem pode”. Tancredo Neves

11/09/2012 / 0 Comments
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Guerra dos números

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Já dizia um observador político que ninguém torce pelo Madureira, todo mundo quer apostar em time grande, com chance de vencer o campeonato. O mesmo acontece na disputa eleitoral, quando entra em cena a influência das pesquisas eleitorais. Os números podem mudar um cenário, fazendo com que o eleitor rejeite a proposta que considera melhor para “não perder o voto”. No Estado, a artificialidade numérica causada pelas pesquisas, sobretudo com os dados divulgados pelo Instituto Futura, que trabalha em parceria com o jornal A Gazeta, causa muita polêmica nas disputas municipais. Em 2008, até denúncia de troca de formulários entre os municípios pesquisados houve. Para tentar buscar números menos inconstantes, os candidatos têm recorrido a institutos de fora do Estado. Em entrevista recentemente a Século Diário, a socióloga Viviane Medeiros alertou para um problema latente no Estado. Para ela, os institutos que trabalham em conjunto com veículos de comunicação não deveriam fazer pesquisas para candidatos. Diante de tantas reclamações, fica a dúvida sobre o papel da Justiça Eleitoral. Os institutos são obrigados a registrar os levantamentos antes de publicar as pesquisas, mas o rigor acaba aí? Por que não há uma fiscalização sobre o trabalho no campo, a forma de abordagem e os fatores externos que podem influenciar no resultado da pesquisa? Alguns cientistas políticos defendem o fim das pesquisas no período eleitoral, o que pode ser uma decisão um pouco exagerada, afinal, o levantamento se feito com cuidado e metodologia correta auxilia o eleitor na escolha, sim. Mas é preciso mudar a forma como se faz hoje, principalmente, no Espírito Santo. Além disso, é preciso haver uma conscientização do eleitor de que número não deve ser determinante para definir o melhor candidato. É preciso haver uma avaliação sobre a melhor proposta para a cidade e não tornar a eleição uma competição numérica. Fragmentos: 1 – No município de Guaçui, no sul do Estado, a eleição caminha novamente para um resultado que não agrada em nada o filho mais ilustre da terra, o ex-governador Paulo Hartung (PMDB). 2 – A candidata Vera Costa (PDT), que lidera a disputa, tem o apoio da ex-deputada Fátima Couzi e é ex-mulher do ex-prefeito Luciano Machado. Para piorar, o aliado do ex-governador Luiz Moulin (PSDB) desistiu do pleito. 3 – Chovem reclamações de eleitores abordados por pesquisadores do Instituto Futura. Não por maquiagem, mas por entrevistas logo após a passagem de Hartung com seus candidatos, como teria acontecido em Vila Velha.

11/09/2012 / 0 Comments
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O meu, o seu, o nosso dinheiro

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(artigo publicado originalmente em 11/09/2012) O diálogo sobre o dinheiro parece representar um tabu para a sociedade. Constatamos uma temerosa falta de diálogo entre casais e famílias sobre finanças. Além disso, muitos casais se unem no amor, mas afirmam não serem capazes de unir suas contas bancárias sob várias argumentações. Há os que dizem que são organizados de uma forma diferente do outro, há os que se julgam mais conservadores do que seus pares e o comportamento mais ousado do outro lhes causa ameaça, há os que sabem que o outro é perdulário e temem terem que arcar com estas despesas, há os que gostam de artigos de luxo e de grife enquanto o outro não faz questão. São infinitas as justificativas que os casais citam para serem capazes de unir as escovas de dente, mas se sentirem impossibilitados de se unirem financeiramente. A falta deste hábito é responsável por uma série de conflitos nas relações, envolvendo o sentimento de desconfiança, desconhecimento, mau humor, brigas, podendo culminar com separações. Mas por que o dinheiro pode causar tantos desentendimentos ao longo dos séculos entre os casais? Pesquisas apontam o dinheiro como uma das principais causas nas brigas e separações entre casais, cerca de 40% dos entrevistados divorciados. E você, está em conflito em função disso? Saiba que é possível harmonizar o amor e o dinheiro e virar esse jogo a favor de vocês. Certo ou errado não existe, mas é imprescindível que o casal conheça e assuma a renda e o orçamento familiar, assumindo também juntos as contas da família e da mesma forma, planejando os investimentos e os sonhos, transformando esse tipo de diálogo numa atitude, num comportamento do casal. Quanto mais conseguimos conquistar o nosso par, os nossos filhos, para a realidade e, paralelamente, para o planejamento dos sonhos, mais empenho teremos de todos como um time e menor tendência aos desentendimentos. O assunto deve ser abordado sempre, independente das contas estarem positivas ou devedoras, todos devem estar cientes e envolvidos ativamente para que não haja culpa e responsabilização isolada pela situação. Diante das adversidades da vida, se o casal mantém este comportamento de dialogar sobre suas finanças, estarão capacitados a enfrentarem e a vencerem os problemas juntos. O ideal é que o diálogo sobre finanças seja tema dos casais desde o início do relacionamento, onde aparecem as formas diferentes do uso pessoal com o dinheiro e quando devem passar a unir e a desenvolver um comportamento padrão para uma nova família no uso do dinheiro. É nessa fase que o casal pode constituir seus hábitos financeiros comuns, e usar o resultado disso para fortalecer ainda mais o relacionamento. Pesquisas indicam que o casamento aumenta o patrimônio de um casal em cerca de 93%. Relacionamento amoroso tem que ser preservado e não pode sofrer impacto, porque senão prevalecerá o ditado “em casa que falta pão, todo mundo briga e ninguém tem razão.”   Ivana Medeiros Zon, Assistente Social, especialista em Saúde da Família e em Saúde Pública,Educadora Financeira, membro da ABEF – Associação Brasileira de Educação Financeira, palestrante, consultora, colunista do Portal EduFin www.edufin.com.br https://sites.google.com/site/saudefinanceiraivanamzon/

11/09/2012 / 0 Comments
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Delegacias de dez municípios vão passar a funcionar em regime de plantão 24 horas

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  Delegacias de nove municípios do Estado vão passar a funcionar em plantão de 24 horas. A formatura de 89 delegados de Polícia Civil, ocorrida nesta terça-feira (11) vai possibilitar a formação das equipes que vão reforçar os efetivos das delegacias.    A partir da formatura dos delegados passam a ter plantão 24 horas as delegacias de São Mateus, Linhares, e Aracruz, no norte do Estado; Barra de São Francisco e Colatina, no noroeste; Venda Nova do Imigrante, na região serrana; Cachoeiro de Itapemirim, Alegre e Marataízes no sul e Guarapari.    De acordo com o delegado-chefe da Polícia Civil, Joel Lyrio, a expansão do plantão nessas delegacias só foi possível após a formatura dos delegados, para que as equipes fossem fechadas. “Há cerca de 20 dias realizamos a formatura dos escrivães e os investigadores já haviam sido nomeados. O quadro ficou completo com os delegados”.    Joel Lyrio salientou, ainda, que os investigadores do concurso de 1993, nomeados a partir do início deste ano foram colocados estrategicamente nestas delegacias. Ele acrescentou que o plantão não é só para o combate à criminalidade nas regiões, mas também para a melhoria no atendimento à população. “Até a implantação do plantão as delegacias fechavam às 18 horas e algumas das ocorrências após esse horário tinham de ser registradas na delegacia da Serra, ou em polos, como Guarapari, São Mateus ou Cachoeiro de Itapemirim”.   O delegado-chefe disse ainda que as delegacias com plantão 24 horas também devem atender casos de violência doméstica enquanto as Delegacias de Atendimento à Mulher (Deams) não passam a também atender em regime ininterrupto. O governador Renato Casagrande deve anunciar nos próximos dias um projeto-piloto de plantão na Deam em Vitória. 

11/09/2012 / 0 Comments
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