Mais na coluna: Grito da Cultura; Ufes 70 Anos; Carnaval Inclusivo; e Corpus em Vidas Os artistas de Guarapari reivindicam mudanças nos editais da Lei Paulo Gustavo. Por meio da vereadora Sabrina Astori (DC), eles encaminharam para a gestão de Edson Magalhães (PSDB) um recurso com solicitação de erratas nos dois editais culturais: o de audiovisual e outras áreas e o de premiações. Conforme afirma o vice-presidente do Conselho Municipal de Cultura e integrante do Coletivo Sinestesia, Bruno Magnago, em diversos pontos os editais se diferem daquilo que foi discutido e aprovado no colegiado. Ales Uma das queixas é em relação à destinação do valor de R$ 81 mil para produção de longa-metragem. O que se discute a nível estadual, pela Secretaria Estadual de Cultura (Secult), é o valor de, no mínimo, R$ 800 mil para esse tipo de projeto. Além disso, se estabelece no edital que um longa-metragem deve ter 70 minutos, sendo que uma produção dessa ultrapassa esse quantitativo de tempo. Contudo, a reivindicação nem é de um valor maior, até porque um único projeto de R$ 800 mil abocanharia grande parte dos recursos. Conforme consta no pedido de errata, o que foi discutido na reunião do Conselho foi que se estipulasse valores, mas sem definir para quais tipos de projetos seriam destinados, para que o proponente indique em sua proposta em qual linha de valor deseja concorrer, “justificando a relevância do mesmo de acordo com os valores pretendidos”. Inscrições O prazo para as inscrições, que foi curto em todos lugares, para os artistas de Guarapari está sendo mais ainda. Teve início no dia 14 de novembro e finda no dia 29. Porém, só foi possível aos artistas fazer as inscrições por meio do Mapa Cultural do Espírito Santo nessa quinta-feira (17). Três dias perdidos em um contexto no qual as pessoas não têm muito tempo a perder. Os artistas também se queixam do fato de não ter outra forma de apresentar as documentações necessárias a não ser entregando pessoalmente na prefeitura, como se não existissem meios virtuais. Para além disso, eles questionam a real necessidade de apresentar algumas documentações, como certidões negativas de débito municipal para pessoas físicas no ato da inscrição, não deixando somente para a assinatura do contrato, caso o projeto seja aprovado. Premiação No edital de Premiação, segundo Bruno, o que foi estabelecido é que seriam quatro prêmios de R$ 25 mil para espaços culturais e dois de R$ 10 mil para comunidades de povos e saberes tradicionais. No entanto, o edital destinou todos seis prêmios para agentes culturais, portanto, qualquer agente cultural do município pode se inscrever, não havendo o recorte discutido no Conselho Municipal de Cultura. Pressão É importante lembrar que houve toda uma pressão dos trabalhadores da cultura para que os municípios apresentassem seus planos de ação da Lei Paulo Gustavo. No final das contas, no Espírito Santo todos municípios encaminharam. Depois da pressão para elaboração e encaminhamento dos planos de ação, veio a da publicação dos editais. Mas tudo foi feito por parte de algumas gestões muito mais por causa da cobrança dos artistas do que por vontade de fato de impulsionar a cultura local, prova disso é o que vem acontecendo em Guarapari, editais que parecem ter sido lançados somente para dizer que o município atendeu a demanda da classe artística. Mas a pressão tem que continuar! Guarapari no Grito da Cultura Coincidentemente, na mesma semana em que os artistas solicitaram as erratas nos editais de Guarapari, as políticas de cultura do município foram tema de uma postagem nas redes do Grito da Cultura, que recordou que sua primeira caravana, em abril, foi no município. Na ocasião, foi formulada uma pauta com um diagnóstico e propostas que vão além do setor cultural. De acordo com o Grito, foram feitas tentativas de apresentação do documento para a Secretaria Municipal de Turismo, Empreendedorismo e Cultura de Guarapari, mas até hoje não foram atendidos. Mais uma prova de que a gestão municipal não tem como uma de suas prioridades impulsionar a cultura na cidade. Diagnóstico O diagnóstico elaborado pelo Grito da Cultura traz reivindicações e sugestões divididas em oito itens: mapeamento e divulgação do patrimônio, audiência sobre a Casa da Cultura e a Praça da Bússola, calendário de atividades da cidade, infraestrutura e equipamentos, descentralização e acesso à cultura, adesão aos programas do Governo do Estado e às leis federais, turismo de base comunitária, políticas afirmativas e ações de enfrentamento às violências. Ufes 70 anos Leonardo Sá A Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) completa 70 anos em 2024. Para comemorar, a Edufes lançou o concurso 70 Anos da Ufes – Textos & Imagens, convidando o público em geral a enviar poemas, crônicas, desenhos, fotos, pinturas e ilustrações que sobre o tema que dá nome ao concurso para compor um livro comemorativo que será publicado pela Editora. Cada um dos autores selecionados ganhará três exemplares do livro no dia do lançamento, mais R$ 150,00 em livros da Edufes a serem escolhidos pela própria pessoa contemplada. O prazo de envio dos trabalhos, que devem ser encaminhados pelo e-mail concurso70anos@ufes.br, é até 26 de novembro. Carnaval inclusivo O Grupo Orgulho Liberdade e Dignidade (Gold) propôs para a escola de samba Imperatriz do Forte que disponibilizasse 60 fantasias para pessoas em situação de rua assistidas pelo Centro Pop de Vitória. A proposta foi aceita pela agremiação e pelo Centro Pop. Os assistidos irão ensaiar o samba com eles. Além disso, o Centro Pop ofereceu o seu espaço para realização de oficinas para produzir itens que irão compor as alegorias. A ideia, afirma Deborah Sabará, coordenadora de projetos da Gold, é que a iniciativa seja aplicada também em outras escolas de samba. Corpus em Vidas GTEC Na sexta, sábado e domingo (24 a 26) da próxima semana, o Grupo de Teatro Experimental Capixaba (GTEC) apresenta Corpus em Vidas, espetáculo que combina teatro-instalação, candomblé, cinema-vídeo, dança e práticas performativas. As apresentações serão no subsolo do Teatro Sônia Cabral, às 19h. Os ingressos podem ser adquiridos gratuitamente na bilheteria. Corpus em Vidas mergulha em questões do século XXI: por que continuamos
Comunidade de Moxuara também se posiciona contra fechamento de escola
Gestão de Euclério vai fechar a Adalberto Queiroz. Estudantes terão que ir para escola em Campo Verde A comunidade de Moxuara, em Cariacica, é mais uma no município a denunciar o fechamento de uma unidade de ensino. A Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Adalberto Queiroz não funcionará mais no ano letivo de 2024. A opção apresentada pela Secretaria Municipal de Educação (Seme) para as famílias das crianças foi matricular os estudantes na EMEF Maria Guilhermina de Castro, no bairro Campo Verde, mas a comunidade quer que a unidade de ensino de Moxuara permaneça funcionando. Avó de dois estudantes, Analice Maria Ferreira Rocha relata que houve rumores de que a escola fecharia, por isso, os responsáveis procuraram informações no colégio, que, diante dos questionamentos, organizou uma reunião com as famílias e confirmou a medida, contudo, sem explicar o motivo. “É um colégio muito bom, temos nada a questionar a respeito da conduta dos professores”, diz. Analice afirma que uma das queixas das famílias é que o deslocamento para o bairro Campo Verde é maior. Além disso, existe uma linha de ônibus no bairro Moxuara que possibilita o transporte dos estudantes ida e volta dentro da comunidade. “Vai ser muito decepcionante se a escola fechar”, lamenta. Ela recorda que, neste sábado (18), em Campo Grande, haverá o Ato em Defesa da Educação Pública de Cariacica, reunindo diversas comunidades escolares contra o fechamento das escolas. Os moradores de Moxuara se organizam para participar. Nessa quinta-feira (16), à noite, na praça de Bela Aurora, foi realizada uma manifestação contra o fechamento do Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) Larissa Pereira Batista. Com o encerramento das atividades da unidade de ensino, os estudantes terão que migrar para o CMEI Tarcílio Montanori. Divulgação A EMEF Jones dos Santos Neves, em Boa Sorte, também irá fechar. A gestão do prefeito Euclério Sampaio (MDB) afirma que, neste caso, também será feita uma reforma, e não um fechamento definitivo, conforme aponta Carla Santos Ferreira, mãe de uma aluna de 8 anos que é cadeirante. Ela acredita, porém, que se de fato fosse somente uma reforma, a prefeitura buscaria dialogar com a comunidade, por se tratar de uma iniciativa que seria positiva para a gestão. Carla informa que os alunos do Jones dos Santos Neves terão que se matricular na EMEF Amenophis de Assis, em Vale Esperança. Há, ainda, o caso da EMEF Nilton Gomes, em Cruzeiro do Sul, que será demolida para construção de um novo prédio. A prefeitura decidiu que os estudantes terão que ir para escolas de bairros próximos. A reivindicação da comunidade é a garantia de um prédio para funcionamento provisório da unidade enquanto ocorrer a reforma, em vez de realocar os estudantes em outros colégios. Uma comissão de representantes da unidade se reuniu com a secretária de Educação, Luzian Belisario dos Santos, e o vereador Marcelo Zonta (Cidadania), nessa segunda-feira (13), mas saiu de lá desesperançada. A comissão apresentou a proposta de três espaços nos quais a unidade de ensino poderia funcionar provisoriamente. A secretária afirmou que iria visitá-los, mas não marcou uma data para retornar ao grupo sobre a decisão a ser tomada. Além disso, informou que os responsáveis deveriam matricular as crianças nas escolas a serem designadas pela prefeitura. Mais uma comunidade se opõe a fechamento de escola em Cariacica Crianças do CMEI Larissa Pereira Batista, em Bela Aurora, terão que ir para o Tarcílio Montanori https://www.seculodiario.com.br/educacao/mais-uma-comunidade-se-opoe-a-fechamento-de-escola-em-cariacica Cariacica realiza Ato em Defesa da Educação Pública neste sábado Comunidades apontam falta de diálogo da gestão de Euclério Sampaio sobre o fechamento de escolas https://www.seculodiario.com.br/educacao/manifestacao-neste-sabado-pede-nao-fechamento-de-escolas-em-cariacica Comunidade sai desesperançada de reunião com secretária de Cariacica Gestora ratificou que alunos da EMEF Nilton Gomes terão que se matricular em outras escolas durante reforma https://www.seculodiario.com.br/educacao/comunidade-sai-desesperancada-de-reuniao-com-a-secretaria-educacao-de-cariacica
Ex-vereador e procurador federal aposentado quer ser prefeito da Serra
Bento Adeodato vai sair da Rede e diz que fará o caminho inverso, de primeiro mobilizar o debate com a sociedade “Ainda não”, responde o ex-vereador da Serra e procurador aposentado da Advocacia-Geral da União (AGU), Bento Adeodato, à pergunta se já tem partido político, condição imprescindível para alcançar seu objetivo: ser prefeito do mais populoso município do Espírito Santo, a Serra, com 349,3 mil eleitores. “Eu vou fazer o caminho inverso, priorizar a mobilização, enquanto avalio o cenário dos partidos”, diz. Ele lançará o livro com sua autobiografia, no dia 18 de dezembro, para marcar a pré-campanha da eleição de 2024, no Centro Comunitário do Parque Residencial Laranjeiras, às 19h30. “Minha estratégia é mobilizar a sociedade, para debatermos o município. E em paralelo, vou analisando, avaliando e orando para ver em que partido eu deva estar filiado”, comenta. Ainda filiado à Rede Sustentabilidade, sendo segundo suplente do senador Fabiano Contarato, hoje no PT, Bento Adeodato contatou a coordenadora do partido no Espírito Santo, Laís Garcia, no último dia 7, para formalizar sua desfiliação, o que deve ocorrer nos próximos dias. Na década de 1990, filiado ao PT, exerceu o cargo de vereador na Serra. Ele aponta que, “geralmente, os partidos e os candidatos se articulam e trazem o plano de governo (quando o tem) e o impõe às pessoas” e ressalta que está refletindo sobre a “situação do País e da cidade da Serra” e acredita que “existe um espaço político a ser ocupado pelas pessoas que querem uma sociedade mais justa, fraterna e solidária”. O cenário político para 2024 não assusta o ex-vereador. Até agora, se apresentam como pré-candidatos o deputado estadual Pablo Muribeca (Republicanos); o vice-prefeito, Thiago Carreiro (União); o ex-deputado Bruno Lamas (PSB); o vereador Igor Elson (PL); dois cotados do PT, a vereadora Elcimara Loureiro e o ex-deputado Roberto Carlos; o ex-prefeito Audifax Barcelos (PP); e o vereador Saulinho da Academia, do PDT, partido do prefeito Sergio Vidigal, que também poderá entrar na disputa. “Nesse sentido, vejo-me, sem falsa modéstia, como um quadro político com perfil profissional e pessoal qualificado, a ser considerado como possível pretendente a gestor municipal”, afirma Bento, que defende “a democratização cada vez maior do uso de bens e serviços públicos, além da participação da população nas instâncias do poder público, especialmente, nos governos municipais”. O ex-vereador já desenvolve uma pré-campanha, em redes sociais, e visitas as comunidades, visando resgatar o capital político acumulado como vereador e, também, quando exerceu cargos de direção de entidades representativas de moradores no município. Conta que começou a trabalhar aos 10 anos, como vendedor ambulante nas praias de Vitória e Serra, construindo uma “longa história de realizações, até se aposentar, em 2015 como procurador da AGU no Estado”. Fez curso de metalurgia da Escola Técnica Federal do ES (atual Ifes) e carreira nos serviços públicos estadual e federal – além da AGU, Departamento de Trânsito do Estado (Detran), Caixa Econômica Federal, Justiça do Trabalho e Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) – e atuou ainda como professor.
Papo de Repórter: o pastor afastado da igreja por conservadores
Assunto da Semana é o caso de Usiel Carneiro e sua reviravolta. Programa também tem notícias e dicas culturais O Assunto da Semana no programa Papo de Repórter é o caso do pastor Usiel Carneiro, afastado da Igreja Batista da Praia do Canto, em Vitoria, após ação judicial de 25 pessoas ultraconservadoras que faziam parte da congregação. A ação, a reação em apoio e as reviravoltas e repercussões do caso são discutidas pelos jornalistas Roberto Junquilho e Vitor Taveira. O programa apresenta ainda o Giro de Notícias, com os principais acontecimentos do Brasil e do Espírito Santo sob o olhar crítico do Século Diário e o bloco De Rolê, com várias dicas culturais para o fim de semana na Grande Vitória e no interior do Estado. —- * Inscreva-se no canal do Século Diário no YouTube e ative o sininho para acompanhar as novidades. ** Se quiser ouvir este e outros programas em podcast, siga os canais do Século Diário no Spotify e Google Podcasts.
Iriny cobra envio do estatuto e da lei orgânica da Polícia Científica
Deputada fez indicação ao governo. Prazo para envio das propostas era de até 120 dias, mas já se passaram 370 O fim do ano se aproxima, mas apesar da cobrança do Sindicato dos Peritos Oficiais do Espírito Santo (Sindiperitos), até hoje não foram encaminhados para a Assembleia Legislativa o estatuto e a lei orgânica da Polícia Científica (PCIES). A deputada Iriny Lopes (PT) juntou-se aos peritos para cobrar o envio e encaminhou à gestão de Renato Casagrande (PSB) uma indicação para que “encaminhe uma proposta de legislação que estabeleça o Estatuto dos Policiais Científicos”. No documento, a deputada afirma que “é notório o esforço dos peritos capixabas junto a setores do Governo para participarem efetiva e diretamente da construção da legislação da Polícia Científica e da implantação de uma política salarial para a categoria condizente com suas responsabilidades, importância e eficiência dos serviços que prestam ao povo capixaba, à persecução penal e à promoção de justiça”. Também recorda que a Emenda Constitucional nº 117, oriunda da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 04/2020, que cria a PCIES e foi aprovada em outubro de 2022, estabeleceu um prazo de 120 dias para que fosse realizada a sua regulamentação, o que ainda não ocorreu, passando-se mais de 370 dias. O presidente do Sindiperitos, Tadeu Nicoletti, acredita que a iniciativa de Iriny Lopes, além de ajudar a pressionar o governo, também é uma forma de mostrar para a sociedade a necessidade da regulamentação da Perícia. “Queremos valorização salarial e estrutural”, diz Tadeu, que afirma que dezembro pode ser marcado por manifestações caso o estatuto e a lei orgânica não sejam encaminhados para a Casa de Leis. Nesse um ano que se passou desde a aprovação da PEC, como o governo do Estado não deu início ao diálogo com a categoria, os peritos, por conta própria, apresentaram suas propostas. Entre elas, o aumento gradativo do salário. O inicial, hoje, é de cerca de R$ 6 mil, e o final, de cerca de R$ 13 mil, sendo o mais baixo do País. Na média nacional, o inicial é uma média de R$ 13 mil e o final R$ 24 mil. Em outubro, o Sindiperitos realizou uma ‘descomemoração’ de ‘desaniversário’ na frente da Secretaria de Estado de Gestão e Recursos Humanos (Seger), no Centro de Vitória, com distribuição de bolo e picolé. O tradicional “Parabéns para Você” virou “Desparabéns para você, nesta data terrível, poucas felicidades, pare de enganar os peritos”. “Nesse um ano, temos nada a comemorar. A ‘descomemoração’ do ‘desaniversário’ será o início de uma série de manifestações que faremos se não for cumprida a palavra empenhada”, apontou Tadeu na ocasião. Peritos cantam ‘desparabéns pra você’ em frente à Seger Protesto, com bolo e picolé, chamou atenção para o não envio do estatuto e da lei orgânica para a Assembleia https://www.seculodiario.com.br/seguranca/peritos-cantam-desparabens-pra-voce-em-frente-a-seger
Eleição na Argentina pode afetar negócios no Estado e provocar falta de pão
Presidente do Sindipães, Ricardo Augusto Pinto, considera situação preocupante A eleição presidencial na Argentina, neste domingo (19), tem muito a ver com o Brasil, que pode ter problemas que vão desde as relações entre países da América Latina até o pão de cada dia dos brasileiros, caso vença o pleito o candidato da extrema direita, Javier Milei. Ele tem apoio do bolsonarismo e de outros movimentos extremistas, como parte de um movimento global de ideologia nazista. Milei disse que irá cortar relações com o Brasil, o maior destino de suas vendas externas, seguido por Estados Unidos e China, o que pode afetar vários setores produtivos, entre eles o de moagem, que envolve as padarias, confeitarias e toda essa cadeia produtiva. Para o presidente do Sindicato da Indústria da Panificação e Confeitaria do Espírito Santo (Sindipães), Ricardo Augusto Pinto, a situação é preocupante. “Caso haja suspensão do comércio, com certeza, haverá desabastecimento”, afirma Ricardo, e complementa: “a Argentina vive, além do impacto negativo por causa da seca na última safra, uma grande tensão política. E isso pode refletir no mercado brasileiro e capixaba. Os moinhos que abastecem o Estado trabalham com estoque, o que deve gerar uma garantia de abastecimento durante uns três a quatro meses”. A Argentina é um grande parceiro comercial e principal fornecedor do Brasil – fornece 80% do cereal utilizado pela indústria moageira -, informa Ricardo, destacando que 70% do trigo usado na panificação são importados. “Isso significa que a cada 10 sacos de trigo usados na panificação, três são produzidos no Brasil. O restante é comprado na Argentina, e quando não há quantidade suficiente no país, os Estados Unidos e o Canadá abastecem o setor, a preços mais altos”, explica o presidente do Sindipães. Javier Milei, candidato da coalizão de direita “A Liberdade Avança”, que enfrenta o candidato peronista Sergio Massa, da “União pela Pátria”, disse que, num eventual governo estritamente liberal, os cidadãos poderiam escolher com quem comercializar, sem a intervenção do Estado. “A partir da minha posição como chefe de Estado, meus aliados são os Estados Unidos, Israel e o mundo livre”, afirmou o ultraconservador, que considera o presidente Lula um “comunista”. Comércio De acordo com dados do Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN), de janeiro a outubro deste ano, foram exportados 2,28 milhões de toneladas do Espírito Santo para a Argentina, enquanto foram importadas 283,25 mil toneladas. “Em termos de valores, foram US$ 451,86 milhões exportados e US$ 877,69 milhões importados, no acumulado de janeiro a outubro de 2023”. Nas importações da Argentina para o Estado, destacaram-se, no mesmo período, produtos da indústria de moagem, que responderam por 12% do valor ou US$ 105,37 milhões; laticínios, com 3,42% ou US$ 30,03 milhões; cereais, com 1,53% ou US$ 13,40 milhões; e veículos, partes e acessórios, com 79,7% do valor, um total de US$ 699,49 milhões. Quanto aos principais produtos exportados pelo Espírito Santo, o minério de ferro respondeu por 74,57% do valor total ou US$ 336,94 milhões; produtos semimanufaturados de ferro e aço não ligado por 9,50% do valor ou US$ 42,92 milhões; café em grãos, por 8,84% do valor ou US$ 39,96 milhões; e rochas ornamentais trabalhadas, que respondeu por 1,67% ou US$ 7,53 milhões.
Universitários se unem em defesa de mais acessibilidade na Ufes
Primeiro ato do Coletivo Neurodivergentes será na próxima quarta, no Restaurante Universitário Leonardo Sá O Coletivo Neurodivergentes Ufes foi criado em agosto deste ano para militar em defesa dos direitos de neuroatípicos e Pessoas com Deficiência (PCDs). O primeiro ato político do grupo está marcado para a próxima quarta-feira (22), às 10h, em frente ao Restaurante Universitário (RU) do campus de Goiabeiras, em Vitória, em defesa de mais acessibilidade no restaurante. As reivindicações pautadas para o ato incluem: entrada preferencial para quem é assistido pelos programas de inclusão acadêmica e acessibilidade, com criação de cartão específico; liberação para pessoas desse grupo fazerem marmitas; disponibilização de abafadores de som para neurodivergentes; disponibilização de responsável por abrir a porta para pessoas com deficiência física; e reabertura do “RUzinho”. Os termos “neurodivergente” e “neuroatípico” são usados para identificar quem possui desenvolvimento ou funcionamento neurológico diferente do padrão esperado pela sociedade em geral. Isso inclui pessoas com transtornos e distúrbios diversos, como autismo, Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH), borderline e bipolaridade. De acordo com a estudante de Artes Plásticas Maria Eduarda Queiroz, uma das idealizadoras do Coletivo Neurodivergentes Ufes, o grupo de WhatsApp do coletivo tem 89 pessoas atualmente. Ela relata que a criação da organização foi motivada pelo fato de haver várias pessoas neurodivergentes e PCDs na Ufes, mas sem uma militância unida em torno da inclusão desses públicos na sociedade. Divulgação “Tivemos inspiração em coletivos negros e trans, que são minorias, assim como nós, e serviram de apoio para construir a nossa luta, que é difícil todos os dias. Nós observamos que eles conseguiam se unir, mas nós, neurodivergentes, ficávamos meio à parte. Então, eu tive a ideia dessa criação para podermos nos ajudar, militar, conseguir divulgar informações sobre leis de acessibilidade e outras pautas”, explica Maria Eduarda, que está no espectro autista e tem TDAH. Ela acrescenta que além da falta de acessibilidade do RU, neurodivergentes se queixam da não utilização de metodologias inclusivas por parte de professores. Há também um nível alto de evasão da universidade nesse grupo, pelas dificuldades enfrentadas com interação social e a solidão decorrente da falta de pertencimento. “Tem pessoas que não conseguem fazer trabalho em grupo ou prova escrita, e mesmo assim, não há metodologias inclusivas de muitos professores. Seria bom se houvesse adaptações para educação especial, mas muitos professores mais antigos não tiveram isso na sua formação e alguns não têm interesse. Há uma falta de tato de certos profissionais”, critica. RU em questão Na postagem de convocação para o ato no Restaurante Universitário, o Coletivo Neurodivergente Ufes destaca os principais desafios para quem é neuroatípico dentro da universidade: “O RU não é um local acessível. Quem tem alta sensibilidade a sons, texturas em alimentos, temperatura, e/ou locais claustrofóbicos sofre, e muito! Muitos de nós não conseguimos nos alimentar lá por causa disso!”. O coletivo também denuncia que a Ufes passa uma falsa imagem de acessível. “Nós, do Coletivo Neurodivergente da Ufes, não compactuamos com o que vem sendo feito com as pessoas neurodivergentes e PCDs dentro dos ambientes da universidade. O fato de uma instituição federal se portar como ‘acessível’, mesmo perante as diversas exclusões veladas que sofremos durante o dia na universidade é inadmissível, e é por isso que nos cansamos de nos silenciar perante a falta de acessibilidade dentro da Ufes”, destaca. Desde a retomada das aulas presenciais, em 2022, tem sido frequente a realização de protestos contra as condições do Restaurante Universitário da Ufes. Nos primeiros meses, estudantes tinham que agendar a refeição com 24 horas de antecedência. Além disso, alunos chegaram até mesmo a encontrar larvas na comida servida. A ação mais recente do movimento estudantil se deu no primeiro semestre deste ano, quando houve uma ocupação da Reitoria e fechamento dos portões da universidade. Na ocasião, a administração universitária fechou o RU após convocação de protesto contra as ameaças de processos administrativos direcionados a estudantes que pulam a roleta, o que motivou a revolta dos alunos. Estudantes da Ufes protestam por políticas de acessibilidade – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/educacao/estudantes-da-ufes-protestam-por-politicas-de-acessibilidade Estudantes da Ufes decidem desocupar Reitoria – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/educacao/estudantes-da-ufes-decidem-desocupar-reitoria
Mais uma comunidade se opõe a fechamento de escola em Cariacica
Crianças do CMEI Larissa Pereira Batista, em Bela Aurora, terão que ir para o Tarcílio Montanori Mais uma comunidade de Cariacica denuncia o fechamento de escola no município. Desta vez, trata-se do Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) Larissa Pereira Batista, em Bela Aurora. Responsáveis pelas crianças, que preferem não se identificar por medo de represálias, relatam que o anúncio do fechamento foi feito em uma reunião na escola com a presença de representantes da Secretaria Municipal de Educação (Seme). Quando receberam o convite, pensaram que era para discutir coletivamente, mas quando chegaram lá, foram apenas comunicados de que as atividades seriam encerradas. Jackeline Gomes/PMC As crianças, a partir de 2024, terão que estudar no CMEI Tarcílio Montanori, no mesmo bairro, mas em uma localidade mais distante, já nas proximidades do bairro Boa Sorte. A resposta da Seme para o fechamento da unidade, segundo os responsáveis, foi de que a escola é muito pequena, contudo, destacam, “é muito boa, organizada, uma família, seu fechamento será uma perda incomparável para a comunidade”. Uma das preocupações das famílias é que, no Tarcílio, as crianças possam ficar em um ambiente com superlotação, impossibilitando que tenham a atenção necessária. “Existe fila de espera no Tarcílio, não tem vaga. Como que de repente fecha uma escola e aparece um monte vaga?”, questionam. De acordo com os responsáveis, no CMEI Larissa Pereira Batista estão matriculadas 120 crianças, 60 no turno matutino e 60 no vespertino. Outro problema, apontam, é a distância do outro CMEI. Embora seja no mesmo bairro, as famílias terão que se deslocar para mais longe, dificultando o acesso de quem não pode pagar transporte escolar. A unidade de ensino tem cerca de 50 anos e faz parte da história da comunidade. Foi fundada na década de 70, com o nome Pré- Escolar Chapeuzinho Vermelho. Quando registrou uma mudança de sede, há 20 anos, passou a ter o nome atual, escolhido pela comunidade em assembleia para homenagear uma estudante do CMEI que faleceu. Essa história consta no abaixo-assinado pelo não fechamento. “Ante esta bela história não poderíamos enquanto comunidade aceitar um fechamento inesperado, visto que a escola acomoda muito bem todos os seus alunos, tendo grande procura por parte da comunidade escolar. Reiteramos o pedido em reaver tal decisão que foi tomada sem qualquer consulta pública”, reivindica a comunidade no documento. A comunidade fará uma manifestação contra o fechamento do CMEI nesta quinta-feira (16), às 18h30, na praça de Bela Aurora. Neste sábado (18), haverá o Ato em Defesa da Educação Pública de Cariacica, organizado pelos movimentos populares e pelo Sindicato dos Servidores Municipais de Cariacica (Sindismuc). A concentração será às 13h, na praça de Campo, localizada na Avenida Expedito Garcia. De lá, os manifestantes seguirão rumo à rotatória, em frente à Colibri Festas. O fechamento do CMEI de Bela Aurora é uma das motivações do ato do próximo final de semana, bem como o da Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Jones dos Santos Neves, em Boa Sorte, e a transferência dos estudantes da Nilton Gomes, em Cruzeiro do Sul, para outras unidades de ensino para construção de uma infraestrutura no local atual, pois o colégio será demolido. Imposição O presidente do Sindicato dos Servidores Municipais de Cariacica (Sindismuc), Luciano Constantino, aponta que a decisão de fechar as escolas foi tomada sem diálogo com as comunidades. Ele destaca que os professores terão que passar por um processo de remoção, portanto, “terão suas vidas prejudicadas sem terem sido consultados”. Um dos prejuízos é a possibilidade de os docentes não conseguirem preencher a carga horária em um único turno, sendo que muitos trabalham em outras redes de ensino. Ele também destaca que há possibilidade de os professores terem que se deslocar para escolas mais distantes da unidade de ensino na qual atuam no outro turno. “Se o profissional dá aula em Jardim América e no outro turno trabalha no Centro de Vitória, é um deslocamento de uns 20 minutos. Se for removido para Campo Grande, aí serão mais de 20 minutos”, exemplifica. Luciano afirma que todos foram “pegos de surpresa”, pois não houve diálogo com as comunidades escolares. Para ele, a falta de diálogo é uma marca da gestão do prefeito Euclério Sampaio (MDB). “O que a população vê hoje de forma mais explícita, é o que o sindicato vem denunciando há tempos, que é impedir a população de participar dos processos de decisão do município”, ressalta. O dirigente sindical recorda que a gestão municipal também interferiu na nomeação de diretores no ano passado, como na própria Nilton Gomes. Uma comissão de representantes da unidade se reuniu com a secretária de Educação, Luzian Belisario dos Santos, e o vereador Marcelo Zonta (Cidadania), nessa segunda-feira (13), mas saiu de lá desesperançada. A reivindicação do grupo era de garantia de um prédio para funcionamento provisório da unidade enquanto ocorrer a reforma, em vez de realocar os estudantes em outros colégios. Para isso, a comissão apresentou a proposta de três espaços. A secretária afirmou que iria visitá-los, mas não marcou uma data para retornar ao grupo sobre a decisão a ser tomada. Além disso, informou que os responsáveis deveriam matricular as crianças nas escolas a serem designadas pela prefeitura. A gestão de Euclério Sampaio afirma que, no caso da EMEF Jones dos Santos, também será feita uma reforma, e não um fechamento definitivo, confirma aponta Carla Santos Ferreira, mãe de uma aluna de 8 anos que é cadeirante. Contudo, ela acredita que se de fato fosse somente uma reforma, a prefeitura buscaria dialogar com a comunidade, por se tratar de uma iniciativa que seria positiva para a gestão. Carla informa que os alunos do Jones dos Santos Neves terão que se matricular na EMEF Amenophis de Assis, em Vale Esperança. Cariacica realiza Ato em Defesa da Educação Pública neste sábado Comunidades apontam falta de diálogo da gestão de Euclério Sampaio sobre o fechamento de escolas https://www.seculodiario.com.br/educacao/manifestacao-neste-sabado-pede-nao-fechamento-de-escolas-em-cariacica Comunidade sai desesperançada de reunião com secretária de Cariacica Gestora ratificou que alunos da EMEF Nilton Gomes terão que se matricular em outras escolas durante reforma https://www.seculodiario.com.br/educacao/comunidade-sai-desesperancada-de-reuniao-com-a-secretaria-educacao-de-cariacica
Dissidentes do ninho
Após ruídos e insatisfações, mercado se mantém de olho nas definições de Max Filho e Sergio Majeski para 2024 Ales Mais de quatro meses após os ruídos romperem os limites do PSDB, e com as articulações eleitorais a todo vapor, segue em aberto o projeto do ex-prefeito Max Filho para 2024 em Vila Velha. Ele já manifestou interesse em disputar novamente o cargo, que perdeu para Arnaldinho Borgo (Podemos), mas tem feito movimentos mais discretos, pelo menos para fora dos bastidores. Max, como se sabe, entrou em atrito com o diretório municipal, perdeu espaço, e sua permanência ficou insustentável. O Solidariedade chegou a ser cotado como possível novo abrigo, mas ganhou a preferência o PDT, de maior porte no Estado. As costuras passam pelo líder da legenda, o prefeito da Serra, Sergio Vidigal. A definição de Max é aguardada pelo mercado, já que mexe no tabuleiro canela-verde, até agora dominado por Arnaldinho e movimentos da direita bolsonarista. No mesmo ninho tucano, as expectativas se voltam também para o ex-deputado estadual Sergio Majeski. Seguindo interesse antigo, ele se articula para a candidatura à Prefeitura de Vitória e já declarou publicamente conversas com várias legendas. A expectativa é de que anuncie em breve seu destino partidário. Neste caso, ainda não há pistas tão evidentes como as de Max, mas vale lembrar que os dois têm caminhado alinhados nos últimos anos. Independentemente do futuro partido, porém, a entrada de Majeski na disputa tende a congestionar ainda mais o campo político ocupado hoje pelos personagens da base do governador Renato Casagrande (PSB), que tentam emplacar uma terceira via, fugindo da polarização esquerda versus direita. Que Max e Majeski vêm aí parece, neste momento, certo, mas quando e com quais condições? Ficaram pelo caminhoAmbos hoje sem mandato político, Max e Majeski disputaram a Câmara Federal em 2022. Majeski alcançou 40,1 mil votos, enquanto Max 16,8 mil – resultado aquém do esperado. O PSDB, contrariando as cotações, ficou sem nenhuma cadeira. LongeNa disputa contra Arnaldinho em 2020, Max chegou a avançar para o segundo turno, mas perdeu com folga. O atual prefeito levou com 69%, contra 30,9% de Max. AtoresEm busca da reeleição, Arnaldinho tenta formar uma frente ampla, envolvendo diferentes partidos, mesmo com posições contraditórias. Chegou a citar interesse pelo PL, que refutou a possibilidade e trabalha com a possibilidade de lançar um novato, o empresário e médico veterinário Thiago Nascimento, além de manter no radar o secretário de Estado de Segurança Pública, Alexandre Ramalho, hoje no Podemos. Filme repetidoJá Majeski, tem tempo, volta seus planos para a eleição em Vitória, onde tem amplo eleitorado. No passado, foi preterido pelo PSB, seu ex-partido, como ocorre agora com o PSDB. Ele reclama exclusão dos debates sobre a disputa, que o partido entregou ao ex-prefeito Luiz Paulo Vellozo Lucas, justamente o candidato de 2024. Gente de sobraNo mesmo campo onde ele transita, tem ainda as movimentações dos deputados estaduais Tyago Hoffmann (PSB) e Gandini (a um passo do PSD), mais claras, e outras nem tanto, como do ex-prefeito Luciano Rezende (Cidadania) e do deputado estadual Mazinho dos Anjos (PSDB). Direita x esquerdaEsse bloco, que pode se consolidar como uma terceira via, vai esbarrar, na esquerda, com os deputados estaduais João Coser (PT) e Camila Valadão (Psol). Na direita, com o prefeito Lorenzo Pazolini (Republicanos) e Capitão Assumção (PL) – Ramalho também é uma opção, seguindo os planos da Nacional do Podemos. CríticaCasagrande reuniu mais de 400 vereadores de municípios capixabas nesta quinta-feira (16), no Palácio Anchieta, em evento em parceria com a Associação das Câmaras de Vereadores do Espírito Santo (Ascamves). A vereadora de Vitória Karla Coser (PT) fez uma crítica válida: mulheres ainda são apenas 15% das câmaras, e nenhuma foi convidada para falar no evento. Representatividade passou longe. Demorou até…O Centro de Apoio Operacional de Defesa do Meio Ambiente (CAO) do Ministério Público do Estado (MPES) não perde nada com o pedido de entrega do cargo feito pelo promotor Marcelo Lemos. No histórico dele à frente da função, quem ganhou foram apenas as poluidoras Vale e ArcelorMittal. A população, jamais! Demorou até II…Depois de tantos anos sem sofrer nenhum arranhão pelo MPES, apesar da incontáveis polêmicas e declarações questionáveis, e de não ter movido sequer uma ação contra as responsáveis pela poluição do ar na Capital, o pedido chama atenção. Marcelo Lemos o relaciona aos “últimos acontecimentos”, e nada mais. Os bastidores devem estar animados. A conferir! Nas redes“Cadê o dinheiro do campo de Eldorado, prefeito? Estão rasgando o dinheiro da população. Estou aqui para pedir prestação de contas sobre o dinheiro que era para ser investido no campo (…)”. Pablo Muribeca, deputado estadual prestes a se filiar ao Republicanos, em mais uma investiga contra o prefeito da Serra, Sergio Vidigal (PDT). FALE COM A COLUNA: medeirosmanaira@gmail.com Jogadas de 2024 PL lança suas cartas: festa de filiação de cotado à Prefeitura de Vila Velha e anúncio da visita de Bolsonaro e Michelle https://www.seculodiario.com.br/socioeconomicas/jogadas-de-2024
MDB segue na inércia depois de 30 dias de formada a comissão provisória
Ricardo Ferraço comanda a comissão e tem, agora, 60 dias para formar a Executiva Estadual Completa neste sábado (18), 30 dias de vigência da nova comissão provisória do MDB, com o vice-governador, Ricardo Ferraço, no comando, e tudo continua “como dantes no quartel de Abrantes”. O ditado popular português é usado por emedebistas, guardado o anonimato, para afirmar que nada ainda foi feito para reerguer o partido, uma referência ao desgaste gerado pelo conflito entre a ex-presidente da comissão provisória, Rose de Freitas, e o ex-deputado federal Lelo Coimbra. Quatro outros membros da comissão provisória liderada pelo vice-governador – prefeitos Euclério Sampaio, de Cariacica; Jeesala Coutinho, filha do prefeito de Aracruz, Dr. Coutinho (PP); Guerino Balestrassi, Colatina; e Edmilson Meireles, de Irupi; estão voltados para as reeleições em seus municípios e deixam de lado as questões partidárias. A comissão tem, a partir deste sábado, 60 dias para formar a Executiva estadual. “As supostas irregularidades cometidas na gestão de Rose de Freitas não foram sequer analisadas”, comenta um emedebista, confirmando bastidores do mercado político, que projeta: a situação do MDB irá refletir nas eleições municipais de 2024, por conta do marasmo no cenário atual. Enquanto os demais partidos estão fechando as alianças, o MDB segue estagnado. Essa condição vai dificultar o lançamento de candidaturas a prefeito e vereador, com impacto negativo também nas eleições gerais de 2026 e, consequentemente, no projeto de reeleição do governador do Estado, cargo que, neste período, deverá ser exercido por Ricardo Ferraço. As ações judiciais para apurar supostos desmandos de Rose de Freitas no MDB seguem o rito regular. Na mais abrangente delas, que contempla todos os erros cometidos, desde a nomeação de comissões provisórias e convenções municipais, já está aberto o prazo de contestação, mas a vida partidária permanece na inércia, criticam os relatos. Uma das denúncias cobradas por membros do MDB se relaciona a filiações de membros de outros partidos, principalmente prefeitos e seus parentes, ferindo o estatuto partidário e afastando emedebistas históricos eleitos regularmente para a direção da legenda. São vários os casos no interior do Estado. Um fato relevante, com a proximidade da abertura da janela partidária, em abril de 2024, quando é permitido trocar de partido sem perda de mandato, é a debandada de quadros importantes no interior do Estado, repetindo o que ocorreu na Grande Vitória durante a crise entre os grupos de Rose e Lelo a partir de 2018. Foi justamente em meio a uma crise partidária, na época no PSDB, que Ricardo Ferraço perdeu a reeleição para o Senado nesse mesmo ano. Com Rose de Freitas, em 2022, ocorreu o mesmo: não se reelegeu para o senado, mesmo juntando-se ao governador Renato Casagrande (PSB), de quem recebeu apoio. Essa aliança permanece e foi o ingrediente para levar Ricardo ao comando do partido, dentro da estratégia de recolocá-lo na política, depois de uma derrota e atuação apenas no setor do empresariado.